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Mostrando postagens com o rótulo Folhetim 3 - Sonho Espanhol

Sonho Espanhol 9

9. "Nórdicos são glaciais!" Assim que os primeiros hóspedes chegaram, precisei de mais pessoal no hotel e não tive muita dificuldade para convencer Isabel a trabalhar para mim em seus momentos vagos. Ela escolheu o primeiro turno da manhã e logo começou a render o recepcionista da noite às 8h e ficar até meio-dia para ser rendida por sua vez por um rapaz que empreguei em horário integral, até às 20h. A fórmula B&B é excelente para estabelecimentos do tamanho do meu porque o movimento não dificulta a qualidade dos serviços e praticamente não há estresse. Portanto, as vantagens do meu novo negócio fizeram-se sentir desde o início. Logo na primeira semana, recebemos um casal de jovens escandinavos atraídos pela praia e pelos esportes náuticos na Espanha. Fredrik, de 22 anos, e a moça, Anna, de 19, eram muito gentis e educados, mas logo percebi que o quarto dos dois era bastante "movimentado". Eles faziam sexo como coelhos, a cada vez que voltavam ao hote...

Sonho Espanhol 8

8. Visitinha Perigosa Mais uma vez, várias semanas se passaram sem que eu tivesse notícias de Isabel. É bem verdade que eu estava ocupado com meu novo bed & breakfast e que isso me permitiu concentrar-me ao máximo nas pequenas reformas e adaptações a supervisionar, mas teria sido um prazer vê-la, ainda que por alguns instantes por dia. Foi num entardecer escaldante que a vi da janela chegar de bicicleta quando eu agradecia e me despedia do mestre de obras pelo trabalho impecável. — Ficou bonito! exclamou ela, parando a bicicleta na calçada oposta. — Gostou? respondi, feliz como um cachorro que reencontra o dono em volta de viagem. Enquanto Isabel atravessava a rua, saboreei a imagem do seu corpo deliciosamente mal contido na exiguidade habitual dos seus trajes de ciclista: short curto, top resumido aos seios, sandália resumida à sola, nada mais. — Eu adoraria ver tudo. Pena que estou sem tranca para a bicicleta. — Não seja por isso; eu trago a bicicleta...

Sonho Espanhol 7

7. Ibérica Afrodite Tomamos o elevador nos atracando. No fragor dos amassos, baixei o top elástico de Silvia e descobri um lindo par de seios com bicos escuros e entumescidos, que ela não fez questão de ocultar até chegarmos ao quarto andar e percorrermos o corredor até seu apartamento. Era pequeno, mas todo decorado com tapetes, cortinas, móveis, objetos e quadros. As espanholas gostam de vermelho e Silvia não era exceção. Ela me deixou à vontade e foi direto para o banho, voltando só de toalha e me estendendo outra para que eu fizesse o mesmo enquanto ela preparava chá. Quando saí, ela estava diante de um espelho grande na parede do quarto, completamente nua, penteando a densa e lustrosa cabeleira negra que me pareceu realmente volumosa em comparação ao seu corpo miúdo. Na convergência das coxas, logo notei o triângulo escuro de pelos castanhos, muito bem aparado e perfeitamente adaptado à forma da pélvis. Desatei minha toalha e me expus. Ela não se acanhou em olhar diretamente...

Sonho Espanhol 6

6. À Guisa de Distração Os dias se passaram sem que Isabel desse qualquer notícia ou pista de que precisava rever-me, o que foi me convencendo de que ela era apenas mais uma jovem européia educada. O homem brasileiro é condicionado pela própria cultura feminina do país a associar a atenção de uma mulher para com ele a algum tipo de interesse por assim dizer "sensual", inclua este ou não o caráter sexual propriamente dito, o que é lamentável porque isso o priva do convívio espontâneo com pessoas do sexo oposto. Devo confessar com tristeza que até conhecer Isabel, eu me incluía na categoria dos homens que padecem dessa visão deturpada da mulher. Fui incapaz de imaginar Isabel como uma mulher educada e atenciosa para com um homem estrangeiro muito mais velho que ela, e sua ausência nos dias subsequentes me causou estranheza; como era possível que uma mulher tão atraente e desejável pudesse se aproximar tanto de um homem sem qualquer intenção sexual ou, "ao menos"...

Sonho Espanhol 4

4. Santuário A subida era coroada por uma praça onde uma multidão de jovens apreciava a paisagem impressionante do mar de colinas verdejantes que se estendia a perder de vista até parecer fundir-se na imensa cordilheira de cimos brancos. Senti que Isabel estava em seu ambiente. Sem se apressar e sem sair do meu lado, ela saudou alguns conhecidos, que me sorrriam gentilmente assim que ela me apresentava. Nenhum deles parecia estranhar a diferença de idade entre sua amiga e o estrangeiro desconhecido que ela levava àquele verdadeiro santuário da juventude, onde belos rostos bronzeados, cabelos longos, tatuagens exóticas, umbigos ornados de piercings, coxas à mostra, seios soltos e torsos nus mesclavam-se tão profusa e naturalmente que banalizava-se a sensualidade habitualmente suscitada pelo corpo humano. – Já perguntei sua idade, Isabel? lancei, num intervalo entre dois "hola". – Fiz dezenove há duas semanas. – Dezenove?! Eu estava apostando em vinte e dois! – Ha...

Sonho Espanhol 3

3. Labirinto Conhecendo como a palma da mão o emaranhado de ruelas da cidade antiga, Isabel propôs mostrar-me o que poucos turistas solitários aventuram-se a ir ver por medo de embrenharem-se naquele labirinto e correr o risco de ser atacados por um sinistro mouro de sabre e turbante emboscado nas sombras. Uma brecha entre dois prédios dava acesso a uma longa escadaria de degraus muito longos e baixos.  Começamos a subir, achando graça dos homens que olhavam para jovens de minissaia alguns degraus adiante. – Essa escadaria é famosa por isso, disse Isabel. – Pelos voyeurs? – Pelas mulheres exibicionistas! – Sério? – É. Elas se sentem seguras porque o local é turístico, então usam e abusam das saias curtas e nem olham para trás para saber quem está observando. De dia, obviamente! À noite é arriscado. – Você já fez isso? – Quantas vezes! – Qual é o efeito? – Da primeira vezes, vim com amigas que já tinham feito, mas assim que me dei conta de que os homens real...