Ela vinha pela calçada, cercada por quatro amigos da mesma faixa dos vinte anos, enquanto eu ia em sentido inverso preparando-me a passar por eles, inquieto com a possibilidade de ter sido notado a olhar as coxas que ela exibia integralmente. Quando o grupinho passou, certifiquei-me de que ninguém me veria e virei-me discretamente para renovar as sensações geradas pela imagem daquele corpo vestido em trajes minimalistas. Com mais de um metro e setenta, pernas imensas, cabelo ruivo atado em duas tranças demodê, ela estava usando um top que mal cobria os seios, uma microssaia que deixava as polpas de fora e nos pés o tênis-fetiche da estrela branca, tudo em estrita obediência aos preceitos atuais do delicioso vestir que apelidei carinhosamente de "desleixado". Eram onze e meia da noite e eu estava à toa. Resolvi dar meia-volta e segui-los. Eles percorreram algumas quadras, entraram numa transversal e, sem mudar de calçada, dirigiram-se a uma casa onde uma ruidosa festa par...
Contos eróticos em carioquês