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Mostrando postagens com o rótulo Em família

Fantasias da Norinha

Tudo começou quando a minha nora Ana passou a vir aqui em casa sozinha, sem meu filho, a pretexto de me fazer companhia. Como sou viúvo - um jovem viúvo cinquentão, não obstante viúvo -, achei gentil da parte dela. Embora eu tenha relações esporádicas, sinto-me bastante só em casa. Quando o dia está bonito, passamos umas horas na piscina, depois lanchamos e ela vai embora quando o meu filho está para chegar em casa e liga. Somos vizinhos de bairro, então ela vem a pé. Já fazia cerca de seis meses que a minha nora vinha me visitar regularmente quando aconteceu algo que, embora previsível, foi inesperado. Já tínhamos muita intimidade, nossas conversas abordavam todo tipo de assunto inclusive os mais pessoais. Ela sabia que podia confiar em mim e não se privava de fazer confidências. Aninha tem 25 anos, é muito bonita e estava usando um bikini novo, amarelo, perfeitamente adequado à sua tez morena clara e ao cabelo castanho. Eu já fizera os elogios que a lisongeavam pela discrição e del...

Aos Cuidados da Dinda

Hoje é segunda-feira e ontem... Bem, ontem foi um domingo tão único que não posso deixar de registrar por escrito o que aconteceu. Se vou ou não conservar este registro, ainda não sei, mas sei que estou precisando escrever. Sou a madrinha de dois dos filhos da minha melhor amiga Sandra. Ela e o Rui têm uma menina de quinze anos que ainda mora com eles e dois gêmeos de dezoito que já estão na faculdade e dividem apartamento com colegas. Os gêmeos são razoavelmente autônomos, mas ainda passam muitos fins de semana na casa dos pais, um amplo apartamento de prédio antigo, em Copacabana, a poucas quadras da praia. De sexta à noite até a segunda de manhã, eles voltam ser os filhinhos-da-mamãe paparicados que foram até bem pouco tempo. Na sexta-feira à tardinha, a Sandra e o marido iam com a filha e duas coleguinhas para a casa de praia na Região dos Lagos e me pediram que ficasse com os gêmeos no apartamento para evitar a bagunça. Como já vivi a experiência de chegar lá num domingo de ma...

Ano Parentético

Sou um homem casado, pai de cinco filhos e estabelecido na vida como empresário e presidente da fábrica que meu pai fundou no início do século XX. Estamos em 2019. Há exatamente dez anos, uma estranha e inimaginável conjunção de circunstâncias alteraria dramaticamente o meu comportamento durante quase um ano e traria repercussões essenciais à vida de um ente querido. É isso que vou tentar narrar aqui.      No dia 14 de abril de 2009, sofri um grave acidente de carro na estrada que me valeu dois meses de hospital e praticamente o resto do ano em casa. Com os dois braços, as duas pernas e a bacia fraturados, fui instalado na cama do quarto de hóspedes da minha casa, onde foi montada a parafernália que manteria o meu corpo na posição correta. Eu tinha quarenta e seis anos. Meu estado de desencorajamento era tal que se me fosse possível teria dado cabo da vida. Minha esposa tirou férias para passar o primeiro mês integralmente ao meu lado, mas a natureza do trabalho que ela ...