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Bilhete do Autor

[13/07/2026] Não deixe de usar os Marcadores (coluna direita) para escolher seus textos de acordo com as suas preferências. As letras são claramente evocadoras (H, M para homem e mulher) e os grupos de letras intuitivos (HM, HH, MM, etc.)
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Mamãe Travessa

Oi, Gilda, As férias estão maravilhosas, as crianças felicíssimas, aproveitando demais. A Sicília é mesmo o melhor lugar do mundo para umas férias na praia. É tranquilo e seguro, e paira uma liberdade tão grande que só pode fazer bem. O nudismo não é aceito na praia que frequentamos. Acho que é para não chocar os mais novos, porque há muitas famílias. Mas as tanguinhas estão minúsculas, e todas no estilo brasileiro, inclusive com fio-dental! O topless sim, é generalizado, e o Joãozinho, já aos doze, tem feito comentários que me deixam de olho arregalado. Mas estou escrevendo para falar de outra coisa, minha amiga. Acho que fiz muito bem de ter vindo mesmo sem o Beto. Ele ficou chateado, coitado, pensou que eu fosse cancelar as férias quando soubemos, na última hora, que ele não poderia vir, mas vim assim mesmo e não me arrependo. Você vai saber de tudo já já!      Não sei por quê, mas a clientela dos hotéis da região parece extremamente jovem. Como eu disse, há adultos e...

Devaneio Proustiano

Meu dentista contrata um assistente unicamente para fazer a higiene preventiva dos clientes. Vou lá duas vezes por ano para isso e só tive uma cárie até hoje. Os assistentes não ficam muito tempo porque geralmente são estudantes de odontologia e partem antes de se formar. Mas um deles deixou saudades, pelo menos para mim. Vou contar por quê. Tudo aconteceu num dia em que eu reparei que o Wagner estava muito próximo durante a limpeza. Talvez por causa da altura da cadeira completamente reclinada, eu podia sentir a "cintura" dele em contato com o meu ombro. Não é que ele estivesse procurando esse contato, acho que não estava, mas a sensação logo chamou minha atenção. Não tenho nada contra o sexo entre homens, sou bissexual como a maioria das pessoas, neste finalzinho de século vinte e um, mas como eu não associava a cadeira do dentista ao erotismo, estranhei quando comecei a imaginar coisas. E se ele tivesse uma ereção? E se "usasse" o meu braço para se excitar? E...

Excentricidades Notívagas

Ela vinha pela calçada, cercada por quatro amigos da mesma faixa dos vinte anos, enquanto eu ia em sentido inverso preparando-me a passar por eles, inquieto com a possibilidade de ter sido notado a olhar as coxas que ela exibia integralmente. Quando o grupinho passou, certifiquei-me de que ninguém me veria e virei-me discretamente para renovar as sensações geradas pela imagem daquele corpo vestido em trajes minimalistas. Com mais de um metro e setenta, pernas imensas, cabelo ruivo atado em duas tranças demodê, ela estava usando um top que mal cobria os seios, uma microssaia que deixava as polpas de fora e nos pés o tênis-fetiche da estrela branca, tudo em estrita obediência aos preceitos atuais do delicioso vestir que apelidei carinhosamente de "desleixado". Eram onze e meia da noite e eu estava à toa. Resolvi dar meia-volta e segui-los. Eles percorreram algumas quadras, entraram numa transversal e, sem mudar de calçada, dirigiram-se a uma casa onde uma ruidosa festa par...

Nossa Deliciosa Amante

Ah, como é bom lembrar da Mariana! Ir à casa dela era uma das coisas de que eu mais gostava nos momentos finais do que chamam de adolescência. Meu  amigo Marcos e eu tínhamos uma atração louca por aquela vizinha morena de olhos de jade, peitinhos lindos e bundinha empinada que ela não se inibia de destacar mesmo sendo casada. Depois que estivéramos lá pela primeira vez para ajudá-la a deslocar um móvel pesado, ela passara a nos chamar para quebrar todo tipo galho: mudar o botijão de gás, trocar lâmpadas, puxar móveis e até ir à feira ou ao supermercado para ajudá-la a carregar as bolsas. Éramos mais novos que ela, mas nem tanto, talvez uns cinco anos apenas. O que enganava era o fato de ela ser recém-casada. Aliás, era raríssmo vermos o marido, um engenheiro que passava duas semanas por mês numa plataforma de petróleo. Certo dia, Mariana me ligou pedindo ajuda para trocar os espelhos dos interruptores e tomadas por outros que ela acabara de comprar. O apartamento de dois quartos,...

Fantasias da Norinha

Tudo começou quando a minha nora Ana passou a vir aqui em casa sozinha, sem meu filho, a pretexto de me fazer companhia. Como sou viúvo - um jovem viúvo cinquentão, não obstante viúvo -, achei gentil da parte dela. Embora eu tenha relações esporádicas, sinto-me bastante só em casa. Quando o dia está bonito, passamos umas horas na piscina, depois lanchamos e ela vai embora quando o meu filho está para chegar em casa e liga. Somos vizinhos de bairro, então ela vem a pé. Já fazia cerca de seis meses que a minha nora vinha me visitar regularmente quando aconteceu algo que, embora previsível, foi inesperado. Já tínhamos muita intimidade, nossas conversas abordavam todo tipo de assunto inclusive os mais pessoais. Ela sabia que podia confiar em mim e não se privava de fazer confidências. Aninha tem 25 anos, é muito bonita e estava usando um bikini novo, amarelo, perfeitamente adequado à sua tez morena clara e ao cabelo castanho. Eu já fizera os elogios que a lisongeavam pela discrição e del...

ACERVO

Deste ponto em diante encontram-se todos os contos, séries, folhetins e novelas do Erotexto , numa ordem que privilegia o tipo de texto e não a ordem cronológica geral de publicação.

O Recém-chegado

Minha curiosidade estava aumentando dia após dia, a um ponto tal que agora eu dava um jeito de ir junto quando algum dos meus amigos da vizinhança anunciava que estava indo "tirar água do joelho". Chegávamos ao lugar habitual, geralmente uma reentrância na parede dos fundos de um do meu prédio, abríamos nossas bermudas, baixávamos o elástico da cueca e jorrávamos juntos, rindo enquanto criávamos formas abstratas na parede cinzenta. Era nesse momento que, discretamente, eu aproveitava para olhar o que o meu vizinho tinha na mão. Na maioria das vezes a descoberta não tinha nada de mais e o que eu via era um membro quase exatamente como o meu. Um ou dois amigos tinham a glande descoberta, e isso me interessava. Dependendo quem fosse, eu até fazia perguntas diretas para saciar minha curiosidade: "Passou fácil pela cabeça?" "Dói quando roça na cueca?" etc. De modo geral, respondiam sem problema, mas às vezes algum mais grosseiro retrucava de maneira ofensiva: ...