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Postagens

Apresentação

Erotexto foi lançado em 2011 e é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: (1) entreter, (2) desenvolver o interesse pela língua e pela escritura e (3) - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.      É natural que o visitante esteja intrigado com o neologismo "carioquês" do subtítulo do blogue. É que, sendo carioca (natural da cidade do Rio de Janeiro), sou consciente dos desafios que a nossa variedade do português apresenta a quem escreve e isso me motivou a desenvolver, paralelamente à escritura dos textos eróticos, uma discussão linguística.  Ao leitor não lusófono desejoso de aprofundar seu conhecimento da língua portuguesa, lembro que não há nada como o erotismo para motivar o aprendizado de uma língua estrangeira!      Uma comunicação contínua co...
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Bilhetes do Autor

16 de junho de 2026. Erotexto de cara nova! Cara nova, mais simples e mais fácil de usar. Ainda não estou satisfeito com as imagens das narrativas exibidas ao dos títulos, (prefiro que apareçam no final, para ilustrar o que foi contado), mas vou pensar nisso com calma. Não deixe de clicar no link sob forma de linhas horizontais, no alto à direita, para descobrir mais conteúdo. 13 de junho de 2026 Quase sempre que leio um conto erótico francês noto que ele é excepcionalmente bem escrito. A comparação entre os textos eróticos brasileiros e franceses revela que o autor francês utiliza um vocabulário infinitamente mais rico que o nosso e não cai facilmente na vulgaridade como ocorre na quase totalidade dos textos brasileiros.  Isso se deve certamente a fatores históricos: a literatura erótica francesa existe há séculos e foi praticada durante muito tempo por autores das classes sociais mais elevadas, únicos que tinham acesso à educação. O texto francês é repleto de nuance e sutilezas, ...

Excentricidades Notívagas

     Ela vinha pela calçada, cercada por quatro amigos da mesma faixa dos vinte anos, enquanto eu ia em sentido inverso preparando-me a passar por eles, inquieto com a possibilidade de ter sido notado a olhar as coxas que ela exibia integralmente. Quando o grupinho passou, certifiquei-me de que ninguém me veria e virei-me discretamente para renovar as sensações geradas pela imagem daquele corpo vestido em trajes minimalistas. Com mais de um metro e setenta, pernas imensas, cabelo ruivo atado em duas tranças demodê, ela estava usando um top que mal cobria os seios, uma microssaia que deixava as polpas de fora e nos pés o tênis-fetiche da estrela branca, tudo em estrita obediência aos preceitos atuais do delicioso vestir que apelidei carinhosamente de "desleixado". Eram onze e meia da noite e eu estava à toa. Resolvi dar meia-volta e segui-los. Eles percorreram algumas quadras, entraram numa transversal e, sem mudar de calçada, dirigiram-se a uma casa onde uma ruidosa ...

Nossa Deliciosa Amante

  Ah, como é bom lembrar da Mariana! Ir à casa dela era uma das coisas de que eu mais gostava nos momentos finais do que chamam de adolescência. Meu  amigo Marcos e eu tínhamos uma atração louca por aquela vizinha morena de olhos de jade, peitinhos lindos e bundinha empinada que ela não se inibia de destacar mesmo sendo casada. Depois que estivéramos lá pela primeira vez para ajudá-la a deslocar um móvel pesado, ela passara a nos chamar para quebrar todo tipo galho: mudar o botijão de gás, trocar lâmpadas, puxar móveis e até ir à feira ou ao supermercado para ajudá-la a carregar as bolsas. Éramos mais novos que ela, mas nem tanto, talvez uns cinco anos apenas. O que enganava era o fato de ela ser recém-casada. Aliás, era raríssmo vermos o marido, um engenheiro que passava duas semanas por mês numa plataforma de petróleo. Certo dia, Mariana me ligou pedindo ajuda para trocar os espelhos dos interruptores e tomadas por outros que ela acabara de comprar. O apartamento de dois...

Fantasias da Norinha

  Tudo começou quando a minha nora Ana passou a vir aqui em casa sozinha, sem meu filho, a pretexto de me fazer companhia. Como sou viúvo - um jovem viúvo cinquentão, não obstante viúvo -, achei gentil da parte dela. Embora eu tenha relações esporádicas, sinto-me bastante só em casa. Quando o dia está bonito, passamos umas horas na piscina, depois comemos juntos e ela vai embora quando o meu filho liga avisando que está para chegar em casa. Somos vizinhos de bairro, então ela vem a pé. Já fazia cerca de seis meses que a minha nora vinha me visitar regularmente quando aconteceu algo que, embora previsível, foi inesperado. Já tínhamos muita intimidade, nossas conversas abordavam todo tipo de assunto inclusive os mais pessoais. Ela sabia que podia confiar em mim e não se privava de fazer confidências. Aninha tem 25 anos, é muito bonita e estava usando um bikini novo, amarelo, perfeitamente adequado à sua tez morena clara e ao cabelo castanho. Eu já fizera os elogios que a lisongea...