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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Transgressões de um Namoro

Vou narrar um casinho que já vai ficando antigo, mas que merece ir para o papel para não cair no esquecimento.

Nas férias de julho do ano 2000, comecei a namorar a Vivian por acaso e sem paixão. Eu tinha dezenove anos e começara engenharia; ela tinha dezessete e estava terminando o colegial. Nos conhecemos num acampamento com amigos meus – era prima de um deles – e pelo fato de sermos os únicos desacompanhados, acabamos passando a maior parte do tempo juntos. Vivian era bonitinha, loura de enormes olhos azuis, mas eu a julgava desprovida de sensualidade porque quando eu a beijava, tinha a impressão de que isso não despertava em nada a sua libido. Enquanto eu ficava imediatamente excitado e ansiando por levá-la para a barraca para uma boa sessão de sexo, ela percebia a minha ereção, mas em vez de estimular-me tocando-me, limitava-se a fazer algum comentário zombeteiro, criticando-me por parecer um rato ou um coelho que só pensa em copular em vez de aproveitar o momento romântico. Fazíamos amor à noite, era gostoso, mas sem mais. Em resumo: começamos a namorar movidos unicamente pela força de inércia dos primeiros contatos nesse acampamento.

Certo dia, duas ou três semanas depois da volta ao Rio, Vivian convidou-me a almoçar em sua casa; ela queria apresentar-me à mãe. Como eu subvalorizava esse namoro, aceitei um tanto a contragosto, para não feri-la, mas chegando lá, descobri não só uma mãe muito simpática, mas uma mulher bonita e atraente. Ela se chamava Magda, tinha cerca de 1,75m e ao contrário da filha, era morena de olhos e cabelo castanhos... e muito sensual. Ela acolheu-me carinhosamente com um abraço afetuoso e dois beijinhos, fez um elogio à filha pela sua escolha, em seguida pediu que puséssemos a mesa e que Vivian me mostrasse a casa enquanto terminava o almoço. É provável que essa mera a presentação já tenha-me excitado porque lembro-me que ao chegar ao quarto da Vivian, supliquei por uma felação com tanta convicção que ela atendeu ao meu desejo, e devo dizer que o produto foi dos mais copiosos! Vivian não gostava de receber meu esperma na boca e muito menos de engoli-lo, mas eu estava tão ansioso que tive uma ejaculação precoce e para evitar "desastres", ela mesma providenciou para que nenhuma gota manchasse o belo tapete azul noite ou a colcha vermelha. Ocorre que no exato momento em que ela ia precipitar-se porta afora para ir cuspir no banheiro, Magda veio chamar-nos para almoçar. Pude ver Vivian contraindo-se toda com uma careta de nojo para livrar-se do que eu deixara em sua boca e fuzilando-me com os olhos. Contudo, o almoço foi agradável e, graças à Magda, o incidente foi esquecido. Ela sabia puxar os assuntos e desenvolver a conversação. Foi então que aprendi que ela estava separada há quase um ano, que o marido não morava mais lá, mas que havia esperança de uma retomada da vida conjugal porque aparentemente ele e ela ainda se amavam. Não pude deixar de pensar que uma mulher tão bonita e sensual como ela devia estar muito carente da companhia de um homem, àquela altura.

Depois da sobremesa, Magda convidou-nos para ver seu trabalho, mas Vivian não interessou-se e foi ligar a televisão. Ela então guiou-me até o escritório e mostrou-me um vistoso e bem projetado site de revenda de objetos de segunda mão. Graças a uma vida social muito intensa, ela entrava em contato com a clientela potencial, pessoas desejosas de desfazer-se de objetos de segunda mão porém intactos que, na maioria das vezes, ela ia ver e avaliar pessoalmente. Notei seu entusiasmo quando ela pediu-me para sentar diante do computador e ficou por trás de mim mostrando-me certos artigos realmente muito interessantes. Com as mãos carinhosamente pousadas em meus ombros, ela me dizia para onde ir e quando clicar no mouse. Senti que eu poderia ficar ali pela eternidade, mas a visita não durou mais que alguns minutos e fomos nos reunir na sala onde Viviam estava assistindo um episódio de Star Trek deitada de bruços no sofá. Lembro-me bem do pequeno diálogo daquele momento.
- Olha a natureza! exclamou Magda, brincalhona, ao perceber que o short da filha deixava a metade das nádegas de fora.
- Ih, me deixa, mãe! respondeu a Vivian, irritada, puxando em vão o short pelas bordas.
- Estou brincando, filhota! Tenho certeza que alguém aqui ao meu lado está todo orgulhoso da namorada. Não é, Marcos?

Naquele momento, percebi que se eu quisesse ter a mínima chance de não perder a ocasião de aproveitar novamente da atmosfera deliciosamente sensual que Magda criava naquela casa, eu precisava dar à Vivian uma demonstração de importância. Fui até o sofá, sentei-me ao lado dela e debruçando-me, dei-lhe um beijo muito carinhoso no rosto e no canto da boca. Sensibilizada pelo romantismo, ela virou-se, abraçou-me e permitiu-me beijá-la lascivamente enquanto minha mão percorria o seu corpo até o alto da coxa diante da sua mãe que aplaudia entusiasmada.
- Isso é que é progresso! Marcos, você está transformando essa menina! exclamou ela, dando-me tapinhas nas costas e indo tirar a mesa do almoço.

Vivian excitou-se de verdade, seu rosto estava quente e vermelho. Percebi claramente que se dependesse dela, iríamos para o quarto para namorar a sós. O problema é que o objeto da minha excitação já não era ela. Consegui habilmente mudar o rumo da coisa e inventar uma desculpa para sairmos. Acabamos indo ao cinema e lembro-me de ter provocado um orgasmo com os dedos em Vivian.

Depois dessa primeira visita, os convites para almoçar ou jantar multiplicaram-se tornando-se praticamente diários. A situação me convinha porque eu morava em república, e a verdade é que mãe e filha estavam sentindo-se sozinhas naquela casa grande em que a presença masculina ainda se fazia sentir através dos retratos e alguns objetos do marido e pai. Isso só fez intensificar minha intimidade com Magda. Lembro-me de um dia em que ela fez questão que eu aceitasse umas roupas que o marido não usava mais e deixara lá para que ela as desse. Tive que segui-la até o quarto do casal e diante do pé da cama, ela obrigou-me a experimentar várias camisas sociais, alguns agasalhos e, para meu total espanto, três ou quatro calças. Perguntei-lhe se ela queria que eu me despisse diante dela e a resposta foi um sim dado com toda a naturalidade. Um tanto encabulado, tirei minha própria calça e pus na cama enquanto ela me passava as outras uma após a outra. Ela me olhava de cima a baixo e era mais do que óbvio que ela via o volume em minha cueca, mas agiu como se estivesse diante de um filho de sete anos, dando-me ordens e decidindo por ela se tal ou tal calça servia-me ou não. No final, ela pôs as que me serviam numa bolsa e dispensou-me com um afago na cabeça. Lembro-me nitidamente daquele dia porque ao chegar à república senti uma necessidade imperativa de masturbar-me.

Dois ou três meses se passaram nessa atmosfera de intimidade crescente e de leve sensualidade. Um dia, recebi um telefonema da própria Magda em que ela me dizia que a Vivian não estaria em casa para o almoço – e disso eu já sabia porque a própria Vivian me dissera –, mas que ela gostaria que eu fosse assim mesmo, ainda que sozinho, para fazer-lhe companhia. Aceitei sem pensar duas vezes. Chegando lá, o ritual foi o mesmo, com uma pequena diferença: Magda ofereceu-me um aperitivo. Meu pai bebia whisky ao chegar do trabalho, então pedi o mesmo para não cometer gafes. Ela preparou um bom copo de São Raphael com gelo e fomos ambos para a cozinha porque ela queria vigiar o forno onde havia algo assando. Foi na cozinha que eu notei que ela estava de short, e não qualquer short, mas exatamente o mesmo que Vivian usara no dia da minha primeira visita. Assim que me dei conta do fato, como que por coincidência, ela disse "Você não está percebendo nada de diferente, Marcos?" olhando para o próprio corpo. Respondi que sim, que eu acabara de notar e que estava me perguntando por quê. Ela me explicou que a Vivian o deixara lá para lavar da última vez e que ela achava que ficaria bem nela. E de fato, ficava muito melhor do que na filha, porque ela o preenchia perfeitamente com seu corpo mais feminino e voluptuoso. O short curtíssimo esposara suas formas como uma segunda pele, sulcando as nádegas e deixando no alto das coxas duas encantadoras linhas curvas. "O único senão é que fica um pouco apertado na frente.", disse ela sem voltar-se para mim. Eu já percebera que ele aprofundava-se na frente ao ponto de delinear sutilmente o sexo, mas só fui capaz de comentar por alto que tinha gostado. Ela então tornou a fechar o forno, foi até a pia e virou-se de frente para mim apoiando-se nela com as duas mãos, olhando-me bem nos olhos: "Marcos, eu tenho 39 anos e não sou feita para ficar sozinha."

Eu estava apoiado na mesa da cozinha com meu copo de whisky na mão sentindo-me boquiaberto com a resposta. Embora fosse a coisa que eu mais desejara ouvir desde que pusera os pés naquela casa pela primeira vez, eu não sabia o que fazer nem como me comportar. E para sorte minha, quando eu ia abrindo a boca, Magda aproximou-se já com um dedo sobre meus lábios para fazer-me calar. "Quero ver teu peito.", disse ela, arrancando-me a camiseta de uma só vez pela cabeça. Seguiu-se um longo beijo lascivo enquanto suas mãos abriam-me habilmente o botão e o zíper da bermuda para insinuar-se em minha cueca. Quando ela empunhou-me o membro, suspirou um longo "Hmmm..." em meu ouvido, que hoje sei ser expressão da pura descompressão erótica em virtude dos longos meses sem qualquer contato sexual outro que o solitário.

Magda sentou-me completamente nu na mesa da cozinha e pôs-se a desabotoar a blusa diante dos meus olhos incrédulos, exibindo um par de seios pesados e morenos dotados de mamilos apetitosos, que não pude deixar de comparar mentalmente às duas elevações quase imperceptíveis de ínfimos bicos rosados de sua filha Vivian. Ela então pegou minhas mãos e as pôs neles, fazendo-me premer os mamilos já entumescidos e sorrindo para mim como quem diz: "Acorda, menino! Aproveita!" Suas mãos passaram a acariciar-me as coxas até que uma delas empunhou-me o sexo que eu sentia pulsar intensamente enquanto vertia um fio continuo e cristalino de líquido lubrificante. Ela beijou-me os lábios e desceu em direção ao peito, lambendo-me os mamilos, beijando-me a barriga e indo abocanhar a glande encharcada. Ouvi um segundo longo "Hmmm..." e senti seus lábios percorrerem-me suavemente a verga por inteiro, molhando-a de saliva abundante, aquecendo-a e deixando-a cada vez mais dura. Levei os braços para trás e apoiei-me na mesa para contemplar melhor o espetáculo incrível de estar sendo arrastado para o prazer pela mãe da minha namorada.
- "Que pau gostoso você tem, Marcos, tão bonito e grosso!", disse ela, afastando-se um pouco para contemplá-lo.
- Sua filha não gosta muito dele na boca, respondi, incerto de que ela gostaria da resposta.
- A Vivian ainda tem muito que aprender sobre o prazer, foi a resposta.

Ela então me pegou pela mão e levou-me para o quarto. Lá, ela me pediu para agarrá-la por trás, ainda de short, para viver a fantasia de sentir a ereção do homem através da roupa, que sempre alimentara sua imaginação, até em público, nos ônibus e metrô, na multidão de um espetáculo. Meu membro encaixou-se no sulco cavado pelo short apertado e pude sentir o par de nádegas movendo-se contra o meu corpo. Magda tomou-me uma mão e  levou-a entre suas coxas, deixando-me sentir pela primeira vez seu sexo. Enquanto eu a acariciava ali e me esfregava nela, seus gemidos deram-me a dimensão do seu desejo. À certa altura, ela pediu-me para abrir o short e tirou-o. Estava sem calcinha, o que completou meus 100% de certeza de que, ao vestir-se assim, ela tinha intenções claras de seduzir-me.

Ao deitar na cama de pernas escancaradas, sua vagina luzia de tão encharcada. Ela olhou-me, provavelmente para verificar se eu adivinharia a etapa desejada por ela. Muitos jovens da idade que eu tinha na época, dezenove anos, não são particularmente atraídos pelo cunilinguus, e eu era um deles, mas eu sabia que seria indelicado recusar. A vagina que eu via diante de mim era perfeitamente depilada. Os poucos pelos que eu via situavam-se acima dela, já no baixo-ventre, um pequeno triângulo de pelos muito curtos como um pequeno tapete castanho. Muito excitada, Magda abrira-a para dar-me acesso direto aos pequenos lábios. Ajoelhei-me entre suas pernas e um pouco hesitante, preparei-me para provar seu sumo. Minha surpresa foi das mais agradáveis ao constatar que o sabor da mulher madura em nada diferia daquele que eu provara com minhas jovens namoradas até então. Era neutro tendendo ao ligeiramente adocicado, mas em última análise limitava-se à consistência, como eu preferia. Ao primeiro toque, Magda soltou um longo suspiro, como se finalmente tivéssemos passado ao que interessa, e ergueu bem as pernas abertas para dar-me mais liberdade. Seu clitóris despontava ao norte, e nele reconheci o da Vivian; eram em tudo e por tudo perfeitamente idênticos no desenho, destacando-se como um micropênis assaz volumoso e de glande bem definida. Espantou-me que a mãe exalasse libido enquanto a filha preferisse um bom livro a uma sessão de sexo. À medida em que fui familiarizando-me com a configuração da vagina de Magda, fui tratando-a como ela esperava, ora pincelando-a, ora esfregando-a, ora mordiscando-a, ora lixando-a com a língua, até o momento em que sua dona teve um orgasmo apoteótico e o líquido escorreu tão abundante que formou um círculo molhado no lençol. "Agora mete!" gemeu ela, abrindo-se toda. "Me fode!"

Eu tinha a impressão de que meu membro estava teso há horas. Ele atingira as suas dimensões finais e dançava grosso e envergado a dois dedos do meu umbigo, tocando-o de vez em quando. Fui agraciado pela genética com um membro de pouco mais de dezoito centímetros e diâmetro igualmente considerável, o que muito aliviou-me nessa circunstância, já que Magda não era uma mulher pequena. Assim que pude contrapor meu sexo ao dela, percebi que estava bem equipado para, pelo menos, proporcionar-lhe sensações que contrabalançariam a minha provável falta de experiência. O orifício estava lá, ao sul da fenda, transparecendo sombrio sob o brilho transparente do muco lubrificante. Num lampejo de lucidez, veio-me a idéia da proteção, olhei para Magda, ela entendeu instantaneamente e fez com a cabeça que eu não me importasse. Então, com três dedos, direcionei a glande, estabeleci o contato e empurrei-a para dentro deixando-me levar pelo peso até ver-me deitado sobre seu corpo enquanto ela soltava outro gemido fundo, desta vez gutural e sofrido. "Ai, menino, como você é grande!" gritou ela, tentando acomodar-se melhor ao corpo que ela acabara de acolher por inteiro. E de fato, eu estava enfiado nela, podia sentir e ouvir meus pelos roçando no tapete triangular no seu baixo-ventre. Começamos a mover-nos simultaneamente. Magda ofereceu-me os seios e enquanto eu os lambia e mordiscava, refestelando-me como um bebê maravilhado, agarrou-me as nádegas para puxar-me como se eu pudesse penetrá-la mais. Eu ainda não me sentia muito à vontade com isso e havia há pouco dado um jeito de evitar que Vivian fizesse o mesmo porque, como a mãe, ela tentava sempre. Tentei deslocar uma de suas mãos, mas ela voltava sempre. Quando insisti, Magda perguntou-me porque é que aquilo me incomodava. Respondi que não sabia, que talvez fosse coisa de homem brasileiro não gostar de ser manipulado ali. Seus puxões tornaram-se carícia e disso gostei, sentindo-me muito excitado. Foi naquele momento que Magda me prometeu pela primeira vez "ensinar-me tudo". Meu membro dançava livre em lava ardente.

Mudamos de posição várias vezes: papai-mamãe, de lado, ela por cima, eu por cima, de quatro, debruçada na poltroninha do quarto, de pé e até mesmo fora do chão, agarrada em meu pescoço. Ela teve vários orgasmos, alguns dos quais prolongados e chorosos. Como eu não desse mostras de fadiga ou tédio, Magda resolveu perguntar: "Você não goza nunca, menino?" Fui obrigado a contar-lhe a minha estranha peculiaridade. Por alguma razão possivelmente de ordem anatômica, meu pênis precisa estar quase "enforcado" para que eu tenha um orgasmo, e foi sempre assim. Magda ouviu atentamente, mas não ocorreu-lhe qualquer solução. Ela olhou-me intrigada e perguntou, inocente: "Então você termina sempre se masturbando?" Eu já sabia a resposta, mas não sabia como responder. Vivian demorara muito a conformar-se à solução necessária e isso me fez temer pôr tudo a perder com a mãe dela. Resolvi apelar para a dialética fazendo várias perguntas que levariam Magda à solução por aproximações sucessivas, em espiral. Comecei perguntando se ela estava sentindo meu pênis muito apertado dentro dela ou se havia lugar se ele fosse maior. Ela respondeu que àquela altura, depois de tanto sexo, ela achava que aguentaria um maior porque a vagina é elástica, etc. Então eu disse a ela que a recíproca devia ser verdadeira e que um pênis médio ou pequeno devia "flutuar" dentro da vagina ou que um grande talvez a sentisse meio frouxa depois de muito sexo, ao que Magda concordou. O fato é que o diálogo prosseguiu até que ela foi levada a concluir que homens como eu só alcançam o orgasmo se o pênis for submetido a pressões mais intensas e que isso durante um ato sexual só acontece se houver uma mudança de orifício. Ouvi Magda explodir numa gargalhada bem-humorada e desculpar-se por não ter percebido de saída qual era a solução para provocar-me um orgasmo. E ela não percebera simplesmente porque o marido abominava a sodomia, que ele julgava abjeto e sujo. Fazia vinte anos que ela não era penetrada atrás. O último a fazê-lo fora um namorado italiano que era tão aficcionado do sexo anal que praticamente desprezava o convencional.

Como meu membro continuasse em riste, colado ao umbigo, Magda reconheceu que seria uma crueldade não satisfazê-lo à minha maneira. Mais uma vez puxando-me pela mão, ela levou-me de volta à cozinha, apontou para um armário, em seguida para uma garrafa de óleo vegetal e foi debruçar-se na bancada da pia deixando-me livre para chegar aos finalmente como eu bem entendesse. Peguei a garrafa, molhei a mão, espalhei generosamente o óleo pelo meu pênis e em seguida fui até ela para untar o orifício que iria recebê-lo. "Deve estar fechadinho.", disse ela. E de fato, eu mal o senti pelo tato. Quando abri as nádegas dela para enxergá-lo, constatei o quanto era ínfimo e intacto. Seria preciso trabalhá-lo antes. Untei-o abundantemente e comecei a premê-lo com a ponta do dedo até fazê-lo ceder. Magda gemeu à passgem do meu dedo pelo primeiro esfíncter, mas aprovou. Faltava trabalhar o segundo. Com receio de que meu dedo não bastasse ou fosse insuficiente, perguntei-lhe se ela tinha um vibrador ou dildo anal. A resposta foi não. Pedi-lhe então autorização para ir buscar uma escova de cabelo no banheiro. Ela assentiu e encontrei o exemplar perfeito, com cabo cilíndrico de plástico bem liso.

Voltando à cozinha, encontrei Magda "praticando" com o dedo em si mesma. Sorri e mostrei-lhe a escova. Ela tornou a debruçar-se e comecei então a penetrá-la suavemente com esse objeto tão conhecido das meninas iniciantes. Resolvi provocá-la durante o exercício.
- Vai me dizer que nunca usou escova assim!
- Usei, e como!
- Ah é?
- Depois do namorado que me tirou a virgindade, conheci um menino superdotado e precisei praticar em casa porque a primeira vez foi um desastre e eu não queria perdê-lo. As escovas foram minhas melhores amigas durante um bom tempo por volta dos dezoito, dezenove anos.

A historinha a descontraiu e a escova começou a entrar e sair com graça e facilidade. Magda estava excitada e desejosa de voltar a essa prática que ela suspendera por causa do marido. Avaliei a tensão do anel e julguei-a pronta a receber meu diâmetro. Não foi sem apreensão que Magda ofereceu-me o lindo traseiro à altura exata, olhando para trás como se pudesse controlar algo pelo mero olhar, mas assim que minha glande encaixou-se e meu pênis direcionou-se corretamente, ela fez força para trás e ao mesmo tempo senti seu ânus tragando vorazmente meu membro enquanto ela soltava grunhidos de esforço. Ela ordenou-me que não parasse até que a tivesse penetrado completamente e suportou comprimento e diâmetro com a maior bravura. Quando nossos corpos se uniram e que pude agarrá-la pela cintura para beijá-la na boca, senti meu rosto molhado e vi que ela chorara. Mas ela vencera: eu estava cravado até a raiz em suas entranhas.

"Ai, eu tinha esquecido de como isso é bom, Marcos!", gemeu ela, começando a mover-se e soltando o corpo por cima da bancada de mármore, agarrando firmemente as bordas com os dedos crispados. Olhando de cima, eu podia comparar o diâmetro do meu membro branco às dimensões das suas nádegas morenas, que ele separava como se para impedi-las de voltar a juntar-se.
- Você se bronzeia nua? perguntei, para distraí-la um pouco.
- Sempre... gemeu ela. Desde que mudamos para cá tomo sol nua no jardim. Aliás meu marido e a Vivian também.
- Sua bunda é muito bonita, acrescentei, acariciando-a e iniciando um vaivém lento.
- Obrigada, disse ela, gemendo a cada estocada.

A cena do sexo anal sempre foi insuportável para mim. Insuportável no sentido de que nunca tive força suficiente para permanecer muito tempo apenas contemplando-a. Ela me leva invariavelmente a um orgasmo itenso, mas rápido. E não foi de outro modo que concluí aquela tarde de sexo com Magda. Vê-la ali, completamente nua, naquela posição, oferecendo-me as nádegas, gemendo e fazendo-me agrados enquanto eu a sodomizava profundamente era o que me faltava para alcançar o tão almejado orgasmo. Agarrando-a pelo alto das coxas, intensifiquei meu vaivém até levá-la a gemer no registro que se harmoniza perfeitamente com a minha excitação. Quando senti o vagalhão invadir-me o cérebro, preveni Magda que voltou-se para trás para olhar-me nos olhos. "Quero te ver gozar.", disse ela, acolhendo quase ao mesmo tempo o meu primeiro jato de esperma, fortíssimo, seguido por outros de intensidade decrescente. Quando recuei, meu pênis já não foi colar-se no umbigo, mas saiu arqueado, semiduro e gotejante. Senti a borda da glande dolorida, bem como meus testículos, mas terminei exultante e senti que Magda compartilhava minha satisfação. Beijamo-nos lascivamente e pude sentir seus seios contra o meu peito enquanto eu lhe dava tapinhas carinhosos nas nádegas como quem felicita alguém por um ato de bravura.

Meus encontros com Magda continuaram até o dia em que ela decidiu que era tempo de lutar pelo fim da separação com o marido. Como eles se amavam, o acordo não tardou a ser encontrado, e deixei de ser necessário. Embora a volta do pai à casa tenha feito muito bem à Vivian, pusemos um fim no nosso namoro pouco tempo depois, talvez mais porque ela tenha descoberto que eu não era o namorado certo que a levaria ao altar. Ela voltara a acreditar no poder do casamento e não queria mais brincar de namoro. Quanto a mim, passei a interessar-me mais pelas mulheres bem mais velhas e assim que me apetecer prometo contar outras aventuras da mesma natureza que esta que ora encerro com este ponto final.



"Ai, menino, como você é grande!" gritou ela.