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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Sonho Espanhol (folhetim, episódio VI)

6. À Guisa de Distração

Os dias se passaram sem que Isabel desse qualquer notícia ou pista de que precisava rever-me, o que foi me convencendo de que ela era apenas mais uma jovem européia educada. O homem brasileiro é condicionado pela própria cultura feminina do país a associar a atenção de uma mulher para com ele a algum tipo de interesse por assim dizer "sensual", inclua este ou não o caráter sexual propriamente dito, o que é lamentável porque isso o priva do convívio espontâneo com pessoas do sexo oposto. Devo confessar com tristeza que até conhecer Isabel, eu me incluía na categoria dos homens que padecem dessa visão deturpada da mulher. Fui incapaz de imaginar Isabel como uma mulher educada e atenciosa para com um homem estrangeiro muito mais velho que ela, e sua ausência nos dias subsequentes me causou estranheza; como era possível que uma mulher tão atraente e desejável pudesse se aproximar tanto de um homem sem qualquer intenção sexual ou, "ao menos", afetiva? Eu não tirava da cabeça o episódio da escadaria, em que ela me parecera tão explícita ao mostrar seu corpo, e em seguida a ida ao forte onde ela fora iniciada e onde vimos jovens em situações sexuais reais! Tudo aquilo, no meu entender, só podia significar algum interesse por mim. Mas pelo visto, eu me enganara redondamente.

Resultado: levei cerca de uma semana me acostumando à idéia de continuar minha viagem sozinho e foi só então que voltei a procurar o imóvel que eu queria transformar em pequeno bed and breakfast. Acabei encontrando um duplex encantador, praticamente pronto para ser decorado e ter, no primeiro andar, uma sala de estar aconchegante, com lareira e uma bela estante abarrotada de ótimos livros, um pequeno refeitório , a cozinha e um banheiro; no segundo andar, quatro ótimos quartos e outro banheiro; e no sótão, um pequeno apartamento completo onde eu poderia ficar instalado quando de minhas visitas à Espanha. Isso sem esquecer o porão excelente para uma adega e o pequeno jardim dos fundos, perfeitamente adaptável para quem quisesse estar no exterior sem ter que sair do hotel. Através do meu corretor, fiz uma proposta de cinco mil euros acima do preço estipulado. Agora, era preciso esperar até a data acertada para saber qual das várias propostas já feitas seria aceita pelos proprietários. Eu estava aliviado por ter enfim desencadeado o processo, mas a espera certamente me deixaria estressado, e eu sabia disso. Ora, o que mais me relaxa é o sexo e, na falta de um contato mais íntimo com Isabel, eu precisava ir em busca de descompressão da maneira mais objetiva possível.

Todos sabem que os bares atraem mulheres interessadas em homens feitos e estabilizados. Me ocorreu várias vezes na vida oferecer coquetéis a mulheres com essa intenção, portanto não me falta prática. Depois de um dia de praia, bem bronzeado e me sentindo bem comigo mesmo, tomei um banho, me arrumei e saí por volta das onze e meia da noite. Fui a um bar cujo nome eu anotara por indicação de um amigo, antes de viajar. Chegando lá, notei que era o lugar certo: ambiente à meia luz, pessoas falando baixinho, garçonetes supersexy com vestidos curtíssimos moldados ao corpo e seios praticamente de fora, alguns homens bem vestidos tomando coquetéis no longo balcão de madeira e casais conversando em mesas para dois. Uma linda moreninha me acompanhou da porta até o balcão, dando-me um sorriso tão amistoso que – mais uma vez – minha brasilidade interpretou como: "Se você não estiver esperando por ninguém, eu me candidato!" Mas logo vi que ela fazia isso com cada um que chegava e me acalmei. Pedi um long drink e tentei esquecer que eu estava lá com um propósito bem determinado: encontrar alguém para passar a noite.

A primeira meia-hora se passou sem nada que me chamasse a atenção; talvez fosse cedo. Mas a partir da meia-noite e meia, notei que algumas mulheres começavam a chegar desacompanhadas, indo sentar-se no bar e pedindo um martini. Elas passavam no máximo dez minutos sozinhas, até que um homem as abordava e o casal passava para uma mesa ou saía do bar. Cheguei a ensaiar fazer o mesmo, ofereci um coquetel a uma bela e sedutora mulher de cerca de 35 anos, mas acabei recuando, curvand-me à minha inexplicavel e persistente preferência por jovens dez anos mais novas. Conversamos um pouco e me despedi gentilmente agradecendo pela companhia. E na verdade, não a senti profundamente frustrada por isso, eventualmente porque eu não fosse do lugar.

Foi no final da segunda bebida que o álcool me deu coragem para ser eu mesmo e comecei a olhar para o que mais me interessara até então: as garçonetes. Uma delas, de rostinho lindo e corpo deslumbrante em seu vestido super justo, me pareceu ter simpatizado comigo porque sorria e, a cada vez que passava, me perguntava se tudo estava ao meu gosto. Acabei pedindo a ela para me trazer um assortimento de "tapas" e uma cava. Ela me disse que eu devia me dirigir ao garçom do bar, mas insisti dizendo que gostaria de ser servido por ela, e só por ela, até o fim da noite. Lisongeada, mas visivelmente habituada a agrados dessa natureza, ela riu, informando-me que então meu fim de noite teria que ser às duas e meia da manhã porque era o fim do seu expediente. Isso me permitiu puxar conversa e acabei descobrindo não só que ela era livre, mas que ela morava longe, que o transporte era dos mais complicados e que ela chegava em casa cerca de uma hora depois. Pedi outra cava, outros tapas, sempre conversando com ela, até que, chegada a hora, ofereci-me para levá-la de taxi, pretextando (era mentira) que eu ia na mesma direção. Ela não respondeu de pronto, mas minutos depois voltou dizendo que iria comigo se o convite ainda estivesse de pé. Respirei aliviado; a noite estava salva.

A linda moreninha saiu do bar vestida num curtíssimo short que deixava suas coxas completamente de fora. Um top decotado e justo destacava seus seios e botinhas pretas tornavam suas pernas ainda mais sexys, forçando o bumbum a empinar-se. Vestida assim, tive a certeza de que ela não tinha mais de vinte anos. Sempre sorridente, ela juntou-se a mim na calçada, fez um "ufa!" de fim de expediente e me agradeceu por ter oferecido a carona. Um taxi surgiu quase imediatamente e lá fomos nós para os confins da cidade. Eu estava preparado para deixar uma polpuda quantia ao motorista, que riu satisfeito quando ela lhe disse para onde íamos.

Quando o taxi partiu e que começamos a conversar, percebi que havia bastante reciprocidade na atitude da minha eleita. Ela se chamava Silvia e me pareceu muito à vontade para uma jovem que sai com um homem vinte anos mais velho. Conversamos sobre banalidades: estudos, trabalho, salário, família, a cidade, o país. Ela estava feliz com o que arrecadara em gorjetas: cerca de duzentos euros, que ela me mostrou toda prosa! Demorei a entrar no assunto "relacionamentos", mas assim que perguntei se ela tinha alguém, ela fez questão de me dizer que seus poucos namoros não tinham dado em nada, que ela era impaciente e não os mantinha por mais de três meses e que ela preferia se sentir livre. Talvez por um ato falho, ela me deixou também perceber que prezava muito não só a sua independência, mas o seu conforto. Logo entendi que ela dava valor aos seus pertences, a tudo que ela tinha adquirido em termos de bens materiais, com seu salário de garçonete, sobretudo constituído de gorjetas. Ela só não tinha carro, mas por opção porque ela desenvolvera um medo inexplicável de dirigir, mas se orgulhava de ter um apartamento lindamente decorado e de viajar sempre para o exterior nas férias. Ela conhecia muitas cidades, em vários países europeus e sonhava ir a Nova Iorque, sonho que estava longe de lhe parecer inatingível. Ela era muito segura de si no que dizia respeito à realização de sonhos. Mostrei-me admirado, encorajei-a e ela gostou disso. Perguntei-lhe se ela tinha alguma curiosidade pela América espanhola, mas a resposta foi não. Perguntei-lhe por quê, e ela me explicou que se em algum momento ressentisse o desejo de ver de perto a pobreza e o sub-desenvolvimento, atravessaria o estreito de Gibraltar, passaria duas semanas entre o Marrocos e a Tunísia e se daria por satisfeita. Sentado ao seu lado e fazendo que prestava toda a atenção do mundo, eu olhava de relance para baixo e via suas lindas coxas desnudas, bem como boa parte dos seios praticamente soltos dentro do top. Olhando-me nos olhos, Silvia parecia perfeitamente consciente do efeito que seu corpo exercia sobre um homem e em momento algum fez-se de menina indefesa ou propensa ao não-me-toques.

Meia-hora depois, o  momento delicado enfim chegou quando chegamos ao endereço dado ao motorista. Ele parou o carro exatamente diante do imóvel de cinco andares, todo de tijolinhos e completamente apagado. Não cabia a mim tomar a iniciativa, então limitei-me a pagar o taxi e a dizer a Silvia que eu continuaria a pé porque meu hotel não era longe. O taxi partiu deixando-nos na calçada, um diante do outro. Quando eu me preparava para prosseguir em minha encenação com dois beijinhos de despedida, Sivlia, me perguntou se eu não queria tomar um último chá ou café na casa dela porque ela chegava do trabalho agitada e só ia para a cama por volta das quatro da manhã. Olhei para o relógio, eram três da manhã passadas.
– Não quero prejudicar seu sono, Silvia. Se começarmos agora, vamos virar a noite conversando.
– Acho que o que menos vamos fazer é conversar, respondeu ela, com um sorriso muito franco no rosto e já me empurrando portaria adentro.

Tomamos o elevador nos atracando. No fragor dos amassos, baixei o top de Silvia, exibindo um lindo par de seios com bicos escuros e entumescidos, que ela não fez questão de ocultar até chegarmos ao quarto andar e caminharmos pelo corredor até o seu apartamento. Era pequeno, mas todo decorado com tapetes, cortinas, móveis, objetos e quadros. As espanholas gostam de vermelho e Silvia não era exceção. Ela me deixou à vontade e foi direto para o banho, voltando só de toalha e me estendendo outra para que eu fizesse o mesmo enquanto ela preparava chá. Quando saí, ela estava diante de um espelho grande na parede do quarto, completamente nua, penteando a densa e lustrosa cabeleira negra que me pareceu realmente volumosa em comparação ao seu corpo miúdo. Na convergência das coxas, logo notei o triângulo escuro de pelos castanhos, muito bem aparado e perfeitamente adaptado à forma da pélvis. Desatei minha toalha e me expus. Ela não se acanhou em olhar diretamente para o meu sexo e dirigiu-me um sorriso de aprovação, apontando com os olhos para  a cama de casal perto da janela e terminando de pentear o cabelo. Fui para a cama esperar por ela enquanto fazia profusão de elogios ao seu lindo corpo.

Silvia terminou de pentear o cabelo e veio juntar-se a mim na cama trazendo uma bandeja com duas xícaras de chá e biscoitinhos. Eu me instalara bem no meio da cama confortavelmente recostado na cabeceira, com as pernas estendidas. Ela veio sentar-se e pôs a bandeja entre nós. Conversamos um pouco mais assim, ambos nus, enquanto tomávamos um delicioso chá oriental com biscoitinhos.
– Esse chá é afrodisíaco, disse ela, erguendo sua chícara e sorrindo para mim.
– Mas é mesmo, Silvia? Você pôde constatar o efeito? Porque muita coisa nesse mundo é dita ser afrodisíaca, mas ninguém tem prova.
– Só sei que não posso me queixar. Posso te contar alguns casos de amigos meus que entraram aqui completamente desanimados e saíram tapando a calça para não chocar as pessoas na rua.
– Haha! Não desarmava nem depois da festa?
– Nem depois da festa! Anida bem que o teu hotel é pertinho!

Rimos e conversamos um pouco mais e, efeito do chá ou não, subitamente senti meu membro começar a mover-se por iniciativa própria, endireitando-se, endurecendo e percorrendo um grande arco de cento e oitenta graus para vir deitar-se ereto sobre minha barriga, e isso sem que a conversa tivesse chegado ao assunto que nos levara àquela cama.
– O que é que eu disse? É afrodisíaco ou não? brincou ela, pondo a bandeja no chão ao lado da cama.
– É, acho que você tem razão, respondi, initrigado.

Silvia subiu na cama e pôs-se a cavalo nas minhas pernas, sentada nas minhas coxas. Ato reflexo, acariciei as dela, percorrendo-as, depois subindo até os seios, sentindo seu peso e o roçar dos mamilos nas palmas das mãos, pressionando-os para vê-la gemer. O corpo de Silvia era simplesmente delicioso de formas, tão liso e firme que não pude deixar de elogiá-lo esquecendo o quanto isso contribuiria para a sua já notável vaidade. As pulsações do meu sexo chamaram-lhe a atenção.
– Tem "alguém" ficando agitado, aqui! disse ela empunhando-o pela primeira vez.
– É, ele já estava nervoso achando que você não tivesse reparado nele!
– Pelo contrário, ele é bonito! disse ela, segurando-o firmemente pelo tronco enquanto, com o indicador, fazia o contorno da glande e brincava com o fluido que já descia por ela.
– Acha que vai combinar com o chá e os biscoitinhos?
– Estou doida para saber! retrucou ela, chegando um pouquinho para trás para debruçar-se sobre o meu colo.

Um calor úmido apoderou-se do meu sexo e logo comecei a ouvir o ruído de saliva e as deglutições de Silvia, que não se furtou a engolir o líquido precursor. Seus lábios percorriam minha verga de alto a baixo enquanto a sucção e a língua trabalhavam intensamente para proporcionar-me a maior excitação possível. Não havia dúvida de que Silvia era extremamente treinada. Quando ela reerguia a cabeça para olhar-me nos olhos e saber o que eu estava achando, eu a puxava para mim e a beijava na boca, levando uma mão entre suas pernas e percorrendo-lhe a vulva encharcada. Ela se mostrava excitadíssima, agarrada ao meu pênis, masturbando-me enquanto gemia e fazia vaivéns pélvicos roçando seu clitóris nos meus dedos, em seguida, voltava a chupar-me gulosamente.

A certa altura, sempre sentada em minhas coxas, Silvia quis improvisar um coque no cabelo, exibindo as axilas perfeitamente depiladas. Isso me excitou tanto que tive que puxá-la para lambê-las. No instante em que a abracei pela cintura e minha língua começou a percorrer a pele levemente salgada, Silvia soltou um longo gemido, revirando a cabeça e começou a murmurar: "Entra... entra agora..." E ela ergueu-se um pouco nos joelhos dando-me a entender o que fazer. Por entre suas pernas, empurrei meu sexo pela base para que se erguesse e ela começou a afundar-se nele com profusão de gemidos, enfiando dedos na boca e encharcando-os de saliva para levá-los à vagina e lubrificar mais a área.
– É grosso... gemeu ela.
– Mas gostoso? perguntei, desejoso de não provocar dor.
– Eu sabia quando chupei, mas esqueci, disse ela, achando graça, entre caretas.
– Assim que entrar todo e a gente começar a se mexer, vai ficar mais gostoso. É que você é miúda e eu sou um homem grande.
– Eu sei... Ahn... Eu sei... Sempre fui gulosa.

Quando finalmente ela se sentiu completamente sentada em meu colo, Silvia quis ver o espetáculo e exclamou um "uau!" ao ver seus grandes lábios afastados cerca de cinco centímetros um do outro, o clitóris reinando absoluto no vértice superior. Ela ficou parada por uns momentos, em seguida levou uma mão atrás, massageou meus testículos e pôs-se a cavalgar lentamente, voltando a  mexer no cabelo para me oferecer as axilas e os seios empinados.

Esse início me pareceu um pouco mecânico, como se ela quisesse por força mostrar-se conhecedora da técnica e, principalmente, não parecer vulnerável diante de um parceiro mais experiente. Sendo assim, deixei-a comandar o espetáculo por longos minutos, até dar-lhe a certeza de que eu poderia ficar eternamente ali vendo-a subir e descer sem ressentir o menor prenúncio de orgasmo. A certa altura, foi ela que se cansou com essa ginástica e desmoronou sobre o meu corpo, exausta, mas sem desencaixar-se de mim.
– Você é resistente!
– Esqueci de avisar que me levar ao orgasmo é uma conquista!
– Sério? Olha que eu sou considerada muito boa nisso!
– Já não me lembro quando foi a última vez que tive um orgasmo fazendo sexo vaginal.
– Você só consegue com oral ou anal, é isso?
– Eu não diria "consegue", mas "concede", brinquei. Eu gosto de estímulos fortes para chegar ao orgasmo, mas nada me impede de atingi-lo em segundos por uma masturbação relâmpago.
– Bom, como eu não faço anal, o máximo que eu posso oferecer é minha boca mesmo, disse ela, dando-me tapinhas no ombro com ar condescendente.
– E por que esse veto ao anal? perguntei seriamente.
– Por medo, um medo que foi aumentando à medida que eu ia negando isso a todos com quem eu ia para a cama. Hoje em dia, tenho a impressão de que se eu fizer, não vou ter nenhum controle sobre a penetração e isso me deixa apavorada porque sou alguém que precisa ter tudo sob controle.
– Ah! Isso é uma coisa a ser trabalhada, menina! Mas me diga, você deixa os seus parceiros ou namorados pelo menos verem, tocarem, lamberem?
– Ah, isso sim, e adoro!
– Ótimo!

Sem prevenir, puxei-a pela cintura, tomei um impulso e mudei de posição, deixando-a de costas na cama, com as pernas rebatidas sobre o corpo e passei a penetrá-la assim, joelhado na cama. Nessa posição, a penetração é profunda e Silvia gemeu muito, atingindo um primeiro orgasmo que alagou sua vagina e amplificou de muito o meu poder de resistência.
– Ahn! Já vi que você... ahn... vai acabar... ahn... comigo, disse ela, entregue ao clímax e tentando sem sucesso reduzir o ritmo das minhas estocadas com a mão em meu peito.
– Vou te dar descanso já, já, respondi, dando-lhe mais alguns golpes de pélvis, bem firmes e profundos.
– Ahn... Ahn... Não precisa não, retrucou ela, gemendo muito e extremamente excitada.
– Está sentindo o pau percorrer toda a buceta?
– E... como! respondeu ela, ofegante.
– Então. Essa é a vantagem do comprimento. Sente como é gostosa a fricção dele da cabeça à base.
– Eu nem sei o que... Ahn... Ahn!

E novo orgasmo começou a desencadear-se. Mais que depressa, saí de Silvia e enterrei o rosto entre suas coxas para colher tudo com a boca. O trabalho da língua penetrando o mais que possível o orifício deixado vago e em seguida percorrendo agilmente a vulva, escovando o clitóris e voltando a penetrá-la deixou Silvia transtornada, imobilizada sob minha mão que pressionava suas coxas mantendo-as abertas contra o corpo. Os orgasmos multiplicavam-se entre as interjeições e palavrões da minha espanholinha de programa, encharcando-me o rosto e inebriando-me com uma uma excitação quase animal.
– Aassim... Me fode com a língua! Ahn! Ahn! Nossa, que loucura! Quero foder com você todo dia! Fode! Fode! Ahn! Ahn!
– Estou adorando essa bucetinha melada. Goza bastante para mim, garota.

Quando senti que os espasmos foram cessando, me afastei e vi o líquido brotar e escorrer rumo ao períneo para se perder entre os dois gomos firmes da bundinha linda. Era o momento de atacar outra frente. Pressionando ainda mais as pernas de Silvia contra o corpo, consegui expor um ânus intacto, de orifício ínfimo e claramente virgem.
– Não me diga que você nunca deu o cu! Quando você me disse que não dava, nunca imaginei que não tivesse ao menos experimentado!
– Pois digo que nunca dei o cu... e nem pretendo dar.
– Me fale mais sobre isso, pedi, tocando-o com a língua para começar a lambê-lo. Gosto de ouvir sua voz durante o sexo.
– Ah, eu tive amigas que não gostaram da experiência e me contaram, e isso me desencorajou.
– Mas os namorado tentavam, imagino.
– Claro! Todos. Sempre. Mas eu não relaxo, então não entra.
– Sei como é isso, respondi entre duas lambidas.
– Mas adoro o que você está fazendo, disse ela, acariciando meu cabelo e oferecendo-se toda.

A verdade é que ela estava relaxada comigo e se eu insistisse talvez acabasse conseguindo levá-la a ceder e realizar pela primeira vez uma boa sessão de sexo anal. Mas de repente, não sei por quê, a imagem de Isabel atravessou-me o espírito e me pareceu injusto para comigo mesmo permanecer ali como se fosse Silvia e não ela o objeto do meu interesse. O momento era propício ao epílogo, que providenciei em dois minutos a pretexto de respeitar essa sua negação do sexo anal.
– Vou homenageá-lo de outra forma, então. Posso?
– Não sei. O que é que você vai inventar?
– Você já vai ver.

Passei a língua uma última vez pela fenda entreaberta e rosada em virtude da fricção, retomei posição e tornei a penetrar Silvia, que sorriu como a menina que recupera uma boneca momentaneamente perdida. Ela me olhou nos olhos e mais uma vez me pediu: "Fode..." Engrenei então numa sucessão de estocadas enérgicas e profundas com o intúito de levar-nos ambos ao orgasmo. Assim que vi as mãos de Silvia se crisparem e senti as contrações de suas pernas, acelerei meu vaivém ao máximo e senti a fisgada no períneo, precursora fiel dos meus orgasmos. Tive o tempo exato para retirar-me, fazer peso com as mãos nas coxas dela para elevar e abrir a parte inferior, e comecei a ejacular diretamente sobre a região anal, afogando o pequeno orifício intacto no meu esperma. Silvia assistiu sorrindo ao espetáculo.
– Adoro ver vocês gozarem. Ficam tão bonitos, apertando os olhos e gemendo. Você inundou meu cuzinho, foi?
– É, menina, está batizado. Só falta um eleito para abri-lo. Mas não adie muito porque você não sabe o que está perdendo!
– Vou pensar no seu conselho, "papai"! brincou ela, empunhando o meu pênis apenas para molhar a mão e passar um pouco de esperma nos seios, olhando-me nos olhos a fim de me excitar mais um pouco.

Imbuído do lúdico papel paternal conferido por Silvia, fui terminar dando-lhe de mamar, garantindo-lhe que ela podia confiar em mim e propondo minha glande ainda encharcada aos seus lábios sensuais. Silvia acolheu-a e lavou-a com a língua, engolindo sem medo. Foi o final de uma noite de sexo que qualifiquei de impecável e da qual me lembro sempre que preciso recorrer a um sonho erótico para povoar uma noite mais agitada.

Quando saímos da cama, Silvia continuou nua. Tomamos uma ducha juntos e ela fez questão de me dar banho porque, disse ela, queria tocar em cada recanto do meu corpo. E devo dizer que, de fato, suas mãos e dedos hábeis se mostraram exímios exploradores! Uma última felação da qual ela não hesitou a engolir todo o produto selou o êxito do nosso encontro.


Receosa de que eu fosse forçado a invadir o frigobar do meu quarto de hotel, Silvia improvisou um prato de massas, que degustamos com um vinho e uma conversa animada durante a qual ela me revelou não ser capaz de passar três dias sem levar alguém para a cama. Ela estava linda, comendo à minha frente com o rosto corado e os seios à mostra. Renovei meus votos de que ela ampliasse o mais rápido possível a sua gama de opções sexuais, o que ela entendeu prontamente e me prometeu fazer um esforço. Finda a nossa ceia frugal, me vesti e nos despedimos à porta. Não podendo evitar a ereção ao ter Silvia nua entre os braços, meu último gesto foi o de abraçá-la com força tocando o seu orifício inviolado com a ponta do dedo. Quando nos separamos, tive a certeza de que se eu desejasse voltar, ela teria me acolhido e consumado esse ato de que ela privara todos os seus amantes até então.

2 comentários:

  1. Grande Marc, como sempre deliciosas palavras bem colocadas, ficamos querendo sentir muito mais dos sabores de Espanha...das macias formas...já vamos ate ouvindo os gemidos...sempre sensacional...
    desculpas pela ausência, estou no meio de uma reforma interminável aqui que ando mais biruta que o normal...mas tudo passa, tudo se ajeita.... um forte abraço, que 2015 seja repleto de paz, saúde, alegrias e claro, Silvias, Aninhas, Isabéis, Martas , temperadas com as infindáveis, diversas e divertidas surpresas do que nos faz pirar, delirar e respirar fundo...sexo sem limites do bom e do melhor ! Salve Salve !

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    1. Caro Mou, é sempre um prazer receber você por aqui. Um grande abraço e ótimo 2015 para você, cheio de inspirações idílicas!

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