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Mostrando postagens com o rótulo Folhetim 1 - Entre Mar e Montanha

Entre Mar e Montanha 23

23. O Adeus Não vou mentir, Tomás e eu insistimos tanto que a Marta acabou contando no carro, durante a volta à Casa-Grande, o desfecho da sua aventura no tal clube de echangismo. Foi uma experiência fora do comum que eu seria incapaz de reproduzir aqui como se deve, principalmente tanto tempo depois. Fica portanto a cargo da fantasia do leitor completar o relato da nossa amiga. Que me baste confirmar que naquela noite, outra Marta nasceu para o mundo. Naquela noite, ela foi de muitos homens, de algumas mulheres, e foi feliz. Ela terminou sua história exortando-nos à liberdade e à variedade das relações afetivas e sexuais. Chegamos em casa tarde, um pouco tristes por ser a última noite, mas isso nos fez amar a três com mais ardor e intensidade que em todas as vezes anteriores somadas e elevadas ao quadrado. Adormecemos de exaustão, emaranhados.      Quando acordei, a cor do dia me pareceu diferente e uma onda de opressão me angustiava o diafragma. Saí da cama e fi...

Entre Mar e Montanha 22

22. Tudo que é bom dura pouco Mais uma noite e mais um dia se passaram na Casa-Grande. A véspera da partida foi decidida por um telefonema da mãe de Tomás, dizendo que os tios dele iam voltar para Volta Redonda e que ele precisava estar lá para se despedir por que só os veria novamente no final do ano. Enchemos o LTD de comida e passamos o dia percorrendo estradinhas de terra batida, parando para ver paisagens. Nos lugares mais ermos, parávamos o carro e andávamos um bom trecho completamente nus, procurando clareiras, cachoeiras ou descampados paradisíacos onde Tomás e eu pudéssemos transar com a Marta. Eles começavam como dois namoradinhos, mas logo me chamavam para diversificar e enriquecer o jogo. Marta gostava muito de ter um de nós na boca enquanto o outro ia e vinha ritmadamente dentro dela. Isso a embalava e relaxava, e a imagem me excitava ao extremo. Estávamos em clima de despedida e ela nos beijava muito e chupava repetidamente. Ela dizia que não queria nunca mais esquec...

Entre Mar e Montanha 21

21. Soltem os fogos de artifício! Marta saiu nos deixando desamparados, com as imagens do episódio interrompido girando numa cabeça e atormentando a outra. — Não consigo imaginar o que pode ter acontecido de tão diferente entre ela e o Tulio, depois disso que ela acabou de contar. Só ficou faltando ela transar com ele; o resto ela já fez e bem pouca gente teve uma experiência dessas, não acha? — Também não imagino, Tomás, mas se ela diz que uma nova Marta nasceu depois disso, é porque deve ter sido incrível. O que eu sei é que ela me deixou com tesão, declarei, olhando para a evidência em minha sunga. — E eu! respondeu o Tomás, contemplando o efeito das bruscas pulsações na sua.      Estávamos de frente um para o outro, cada um sentado num degrau da pequena escada de acesso ao varandão da Casa-Grande. Só se ouvia o barulho do vento nas árvores e a probabilidade de sermos vistos era próxima de zero. O momento me pareceu propício a mais uma tentativa de abord...

Entre Mar e Montanha 20

20. Uma tarde ociosa Da enorme grade da Casa-Grande, logo avistei o LTD branco estacionado em frente ao varandão: Marta e Tomás chegaram. Entrei sem fazer barulho, me despi completamente e fui diretamente para a cama, a nossa imensa cama de baldaquim, onde eles já dormiam tranquilamente, ela no centro e ele à esquerda. Dois murmúrios seguidos de espalhafatosas mudança de posição significaram um surdo "até que enfim" fizeram-me entender que eu havia sido esperado. Peguei no sono em segundos, um sono pesado e sem sonhos, mas repleto de sensações de movimentos e súbitas aparições dos rostos e corpos dos sátiro e sua ninfa.      No dia seguinte, fui despertado por Tomás puchando-me pelos pés. — Levanta, Marcos; é quase uma da tarde! Já fui buscar pão e a Marta fez café. Está tudo pronto lá embaixo.      Fui nu me lavar, depois vesti uma sunga e desci. Um canto da mesa estava posto e vi Marta de pé diante do fogão. Já estávamos tão íntimos que ela...

Entre Mar e Montanha19

19. Médium Subitamente, novas notas ressoavam na pequena sala. Era Cassia que, pela primeira vez, parecia verdadeiramente tomada de êxtase. Ela retribuía cada golpe com pequenos ganidos suspirados -  quase desfalecimento - e acariciava a parede lisa como se fosse um rosto ou um corpo amado. Embora igualmente imerso num estado de confusão e êxtase, pude enfim desvendar o enigma: na fantasia desse casal misterioso, Hércules levava Cassia ao clímax sem tocá-la, e isso só seria realizável se ele fosse capaz de possuí-la através de outro corpo. Eles precisavam de um médium e eu fui esse médium.      Toda sombra de dúvida foi dissipada quando constatei que uma vez consolidado, nosso trio tornou-se indissolúvel e Hércules se servia de mim para fazer amor com a esposa. Num momento de comparação pobre e risível, vi-me como uma espécie de "adaptador", como se o membro do nosso sátiro não tivesse as dimensões requeridas para levar o máximo prazer à mulher. Mas logo...

Entre Mar e Montanha 18

18. O Sátiro Artista Eu não podia estar mais constrangido. Embora excitado pela situação e inquestionavelmente atraído por aquele semideus sexoólico, a presença de uma mulher, o tratar-se precisamente da esposa e, como se não bastasse, sua gravidez, todos esses fatores pesavam tanto que a minha ereção se mantinha unica e exclusivamente graças ao vigoroso estímulo bucal que eu estava recebendo e que parecia ir num crescendo até sabe-se lá que ponto. Não havia dúvida de que Cassia não reprovava o marido por isso – ela já me convencera de ser perfeitamente amoral – mas vê-lo devorar-me o sexo diante dela me privava de qualquer iniciativa. Eu, que já vinha apenas obedecendo as ordens que ele nos dava aos trancos, me senti decididamente relegado à passividade vendo aquele homem de quase quarenta anos assumir autoritariamente o papel que costuma inicialmente ser prerrogativa daquele que recebe o outro em seu corpo.      Ele parou habilmente a dois dedos do meu orgasmo e...

Entre Mar e Montanha 17

17. Misterioso semideus do sexo Hércules debruçou-se sobre ombro da esposa para vê-la em ação, o que me inibiu. Sorri sem jeito e ele fez com a cabeça um gesto que corresponderia a "Finja que não estou aqui!" Gentilmente, ela baixou minha sunga e empunhou meu sexo já expondo a cabeça. Seu rosto moreno e bonito passou a revelar interesse e senti pela firmeza da mão que o desejo começava a manifestar-se. Ela me masturbou um pouco, acariciou-me até o saco, sorriu e tirou-me a camiseta. Com um sinal de cabeça, o marido me ordenou a tirar a camiseta dela, expondo um velho sutiã barato que ele cuidou de soltar revelando os seios mais bonitos que eu já vira, redondos e firmes, uniformemente morenos, prova de que o quintal da casinha tosca era palco da exposição daquele belo corpo ao deus Sol. Cassia levou minhas mãos a eles e pude sentir os bicos escuros intumescendo-se ao meu contato. Mas não me veio a iniciativa; além de me sentir imaturo, o rosto mal barbeado e másculo do ho...