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Sonho Espanhol 7


7. Ibérica Afrodite

Tomamos o elevador nos atracando. No fragor dos amassos, baixei o top elástico de Silvia e descobri um lindo par de seios com bicos escuros e entumescidos, que ela não fez questão de ocultar até chegarmos ao quarto andar e percorrermos o corredor até seu apartamento. Era pequeno, mas todo decorado com tapetes, cortinas, móveis, objetos e quadros. As espanholas gostam de vermelho e Silvia não era exceção. Ela me deixou à vontade e foi direto para o banho, voltando só de toalha e me estendendo outra para que eu fizesse o mesmo enquanto ela preparava chá. Quando saí, ela estava diante de um espelho grande na parede do quarto, completamente nua, penteando a densa e lustrosa cabeleira negra que me pareceu realmente volumosa em comparação ao seu corpo miúdo. Na convergência das coxas, logo notei o triângulo escuro de pelos castanhos, muito bem aparado e perfeitamente adaptado à forma da pélvis. Desatei minha toalha e me expus. Ela não se acanhou em olhar diretamente para o meu sexo e dirigiu-me um sorriso de aprovação, apontando com os olhos para  a cama de casal perto da janela e terminando de pentear o cabelo. Fui esperar por ela enquanto fazia profusão de elogios ao seu lindo corpo.

Silvia terminou de pentear o cabelo e veio juntar-se a mim trazendo uma bandeja com duas xícaras de chá e biscoitinhos. Eu me instalara bem no meio da cama confortavelmente recostado na cabeceira, com as pernas estendidas. Ela veio sentar-se e pôs a bandeja entre nós. Conversamos um pouco mais assim, ambos nus, enquanto tomávamos um delicioso chá oriental com biscoitinhos.
– Esse chá é afrodisíaco, disse ela, erguendo sua chícara e sorrindo para mim.
– Mas é mesmo, Silvia? Você pôde constatar o efeito? Porque muita coisa nesse mundo é dita ser afrodisíaca, mas ninguém tem prova.
– Só sei que não posso me queixar. Posso te contar alguns casos de amigos meus que entraram aqui completamente desanimados e saíram cobrindo a calça para não chocar as pessoas na rua.
– Haha! Não desarmava nem depois da festa?
– Nem depois da festa! Ainda bem que o teu hotel é pertinho!

Rimos e conversamos um pouco mais e, efeito do chá ou não, subitamente senti meu membro começar a mover-se por iniciativa própria, endireitando-se, endurecendo e percorrendo um grande arco de cento e oitenta graus para vir deitar-se ereto sobre minha barriga, e isso sem que a conversa tivesse chegado ao assunto que nos levara àquela cama.
– O que é que eu disse? É afrodisíaco ou não? brincou ela, pondo a bandeja no chão ao lado da cama.
– É, acho que você tem razão, respondi, intrigado.

Silvia subiu na cama e pôs-se a cavalo nas minhas pernas, sentada nas minhas coxas. Ato reflexo, acariciei as dela, percorrendo-as, subindo até os seios, sopesando-os e sentindo a leve cócega dos mamilos roçando nas palmas das mãos, pressionando-os para vê-la gemer. O corpo de Silvia era tão delicioso de formas que não pude deixar de elogiá-lo, esquecendo o quanto isso contribuiria para a sua já notável vaidade. As pulsações do meu sexo chamaram-lhe a atenção.
– Tem "alguém" ficando agitado, aqui! disse ela empunhando-o pela primeira vez.
– É, ele já estava nervoso achando que você não tivesse reparado nele!
– Pelo contrário, ele é bonito! disse ela, segurando-o firmemente pelo tronco enquanto, com o indicador da outra mão, fazia o contorno da glande e brincava com o fluido que já descia por ela.
– Acha que vai combinar com o chá e os biscoitinhos?
– Estou doida para saber! retrucou ela, chegando um pouquinho para trás para debruçar-se sobre o meu colo.

Um calor úmido apoderou-se do meu sexo e logo comecei a ouvir o ruído de saliva e as deglutições de Silvia, que não se furtou a engolir o líquido precursor. Seus lábios percorriam minha verga de alto a baixo enquanto a sucção e a língua trabalhavam intensamente para proporcionar-me a maior excitação possível. Não havia dúvida de que Silvia era extremamente habituada a isso. Quando ela reerguia a cabeça para olhar-me nos olhos e saber o que eu estava achando, eu a puxava para mim e a beijava na boca, levando uma mão entre suas pernas e percorrendo-lhe a vulva encharcada. Ela se mostrava excitadíssima, agarrada ao meu pênis, masturbando-me enquanto gemia e fazia vaivéns pélvicos roçando seu clitóris nos meus dedos, em seguida, voltava a chupar-me gulosamente.

A certa altura, sempre sentada em minhas coxas, Silvia quis improvisar um coque no cabelo, exibindo as axilas perfeitamente depiladas. Isso me excitou tanto que tive que puxá-la para lambê-las. No instante em que a abracei pela cintura e minha língua começou a percorrer a pele levemente salgada, Silvia soltou um longo gemido, revirando a cabeça e murmurando: "Entra... Entra agora..." E ela ergueu-se um pouco nos joelhos dando-me a entender o que fazer. Por entre suas pernas, empurrei meu sexo pela base para que se erguesse e ela começou a afundar-se nele com profusão de gemidos, enfiando dedos na boca e encharcando-os de saliva para levá-los à vagina e lubrificar mais a área.
– É grosso... gemeu ela.
– Mas gostoso? perguntei, desejoso de não provocar dor.
– Eu sabia quando chupei, mas esqueci, disse ela, achando graça, entre caretas.
– Assim que entrar todo e a gente começar a se mexer, vai ficar mais gostoso. É que você é miúda e eu sou um homem grande.
– Eu sei... Ahn... Eu sei... Sempre fui gulosa.

Quando finalmente ela se sentiu completamente sentada em meu colo, Silvia quis ver o espetáculo e exclamou um "Uau!" ao ver seus grandes lábios afastados cerca de cinco centímetros um do outro, o clitóris reinando absoluto no vértice superior. Ela ficou parada por uns momentos, em seguida, levando uma mão atrás, massageou meus testículos e pôs-se a cavalgar lentamente, voltando a  mexer no cabelo para exibir-me as axilas e os seios empinados.

Esse início me pareceu um pouco mecânico, como se ela quisesse por força mostrar-se conhecedora da técnica e, principalmente, não parecer vulnerável diante de um parceiro experiente. Sendo assim, deixei-a comandar o espetáculo por longos minutos, até dar-lhe a certeza de que eu poderia ficar eternamente ali vendo-a subir e descer sem ressentir o menor sinal de orgasmo. A certa altura, foi ela que se cansou com essa ginástica e desmoronou sobre o meu corpo, exausta, mas sem desencaixar-se de mim.
– Você é resistente!
– Esqueci de avisar que me levar ao orgasmo é uma conquista!
– Sério? Olha que eu sou considerada muito boa nisso!
– Já nem me lembro quando foi meu último orgasmo em sexo vaginal.
– Você só consegue com oral ou anal, é isso?
– Eu não diria "consegue", mas "concede", brinquei. Eu gosto de estímulos fortes para chegar ao orgasmo, mas nada me impede de atingi-lo em segundos por uma masturbação relâmpago.
– Bom, como eu não faço anal, o máximo que eu posso oferecer é minha boca mesmo, disse ela, dando-me tapinhas no ombro com ar condescendente.
– E por que esse veto ao anal? perguntei seriamente.
– Por medo, um medo que foi aumentando à medida que eu ia negando isso a todos com quem eu ia para a cama. Hoje em dia, tenho a impressão de que se eu fizer, não vou ter nenhum controle sobre a penetração e isso me deixa apavorada porque sou alguém que precisa ter tudo sob controle.
– Ah! Isso é uma coisa a ser trabalhada, menina! Mas me diga, você deixa os seus parceiros ou namorados pelo menos verem, tocarem, lamberem?
– Ah, isso sim, e adoro!
– Ótimo!

Sem prevenir, puxei-a pela cintura, tomei um impulso e mudei de posição, pondo-a deitada com as pernas rebatidas sobre o corpo e passei a penetrá-la assim, joelhado na cama. Nessa posição, a penetração é profunda e Silvia gemeu muito, atingindo um primeiro orgasmo que alagou sua vagina e amplificou de muito o meu poder de resistência.
– Ahn! Já vi que você - Ah! - vai acabar - Hm! - comigo... disse ela, entregue ao clímax e tentando sem sucesso reduzir com a mão em meu peito o ritmo das minhas estocadas.
– Vou te dar descanso já, já, respondi, dando-lhe mais alguns golpes de pélvis, bem firmes e profundos.
– Ahn... Não precisa, retrucou ela, gemendo muito e extremamente excitada.
– Você está sentindo o percurso "dele" em você?
– E... como! respondeu ela, ofegante.
– Então. Essa é a vantagem do comprimento. Sente como é gostosa a fricção da cabeça à base.
– Eu nem sei o que... Hmm... Ahn!

E novo orgasmo começou a desencadear-se. Mais que depressa, saí de Silvia e enterrei o rosto entre suas coxas para colher tudo com a boca. O trabalho da língua penetrando o mais que possível o orifício deixado vago e em seguida percorrendo agilmente a vulva, escovando o clitóris e voltando a penetrá-la deixou Silvia transtornada, imobilizada sob minha mão que pressionava suas coxas mantendo-as abertas contra o corpo. Os orgasmos multiplicavam-se entre as interjeições e palavrões da minha espanholinha, encharcando-me o rosto e inebriando-me com uma uma excitação quase animal.
– Assim... Me fode com a língua! Ahn! Ahn! Deus, que loucura! Quero foder com você todo dia! Fode! Fode! Ahn! Ahn!
– Estou adorando essa bucetinha melada. Goza bastante para mim, garota.

Quando senti que os espasmos foram cessando, me afastei e vi o líquido brotar e escorrer rumo ao períneo para se perder entre os dois gomos firmes da bundinha linda. Era o momento de atacar outra frente. Pressionando ainda mais as pernas de Silvia contra o corpo, consegui expor um ânus intacto, de orifício ínfimo e claramente virgem.
– Então é verdade, você nunca deu o cu? Quando você me disse que não dava, nunca imaginei que não tivesse ao menos experimentado,
– Pois digo que nunca dei o cu... e nem pretendo dar.
– Me fale mais sobre isso, pedi, tocando-o com a língua para começar a lambê-lo. Gosto de ouvir sua voz durante o sexo.
– Tive amigas que não gostaram da experiência e me contaram. Isso me desencorajou.
– Mas os namorado tentavam, imagino.
– Claro! Todos, sempre. Mas eu não relaxo, então não entra.
– Sei como é isso, respondi entre duas lambidas.
– Mas adoro o que você está fazendo, disse ela, acariciando meu cabelo e oferecendo-se toda.

A verdade é que ela estava relaxada comigo e se eu insistisse talvez acabasse conseguindo levá-la a ceder e realizar pela primeira vez uma boa sessão de sexo anal. Mas de repente, não sei por quê, a imagem de Isabel atravessou-me o espírito e pareceu-me injusto para comigo mesmo permanecer ali como se fosse Silvia, e não ela, o objeto do meu interesse. O momento era propício ao epílogo, que providenciei em dois minutos a pretexto de respeitar essa sua negação do sexo anal.
– Vou homenageá-lo de outra forma, então. Posso?
– Não sei. O que é que você vai inventar?
– Você já vai ver.

Passei a língua uma última vez pela fenda entreaberta, rosada em virtude da fricção, retomei posição e tornei a penetrar Silvia, que sorriu como a menina que recupera uma boneca momentaneamente perdida. Ela me olhou nos olhos e mais uma vez me pediu: "Fode..." Engrenei então numa sucessão de estocadas enérgicas e profundas com o intuito de levar-nos ambos ao orgasmo. Assim que vi as mãos de Silvia se crisparem e senti as contrações de suas pernas, acelerei meu vaivém ao máximo e senti a fisgada no períneo, precursora fiel dos meus orgasmos. Tive o tempo exato para retirar-me, fazer peso com as mãos nas coxas dela para elevar e abrir a parte inferior, e comecei a ejacular diretamente sobre a região anal, afogando o pequeno orifício intacto no meu esperma. Silvia assistiu sorrindo ao espetáculo.
– Adoro ver vocês gozarem. Ficam tão bonitos, apertando os olhos e gemendo. Você inundou meu cuzinho, foi?
– É, menina, está batizado. Só falta um eleito para abri-lo. Mas não adie muito porque você não sabe o que está perdendo!
– Vou pensar no seu conselho, "papai"! brincou ela, empunhando o meu pênis apenas para molhar a mão e passar um pouco de esperma nos seios, olhando-me nos olhos a fim de me excitar mais um pouco.

Imbuído do lúdico papel paternal conferido por Silvia, fui terminar dando-lhe de mamar, garantindo-lhe que ela podia confiar em mim e propondo minha glande ainda encharcada aos seus lábios sensuais. Silvia acolheu-a e lavou-a com a língua, engolindo sem medo. Foi o final de uma noite de sexo que qualifiquei de impecável e da qual me lembro sempre que preciso recorrer a um sonho erótico para povoar uma noite mais agitada.

Quando saímos da cama, Silvia continuou nua. Tomamos uma ducha juntos e ela fez questão de me dar banho porque, disse ela, queria tocar em cada recanto do meu corpo. E devo dizer que, de fato, suas mãos e dedos hábeis se mostraram exímios exploradores! Uma última felação da qual ela não hesitou a engolir o produto selou o êxito do nosso encontro.

Receosa de que eu fosse forçado a invadir o frigobar do meu quarto de hotel, Silvia improvisou um prato de massas, que degustamos com um vinho e uma conversa animada durante a qual ela me revelou não ser capaz de passar três dias sem levar alguém para a cama. Ela estava linda, comendo à minha frente com o rosto corado e os seios à mostra. Renovei meus votos de que ela ampliasse o mais rápido possível a sua gama de opções sexuais, o que ela entendeu perfeitamente, prometendo-me fazer um esforço. Finda a nossa ceia frugal, vesti-me e nos despedimos à porta. Não podendo evitar a ereção ao ter Silvia nua entre os braços, meu último gesto foi o de abraçá-la com força tocando o seu orifício inviolado com a ponta do dedo. Quando nos separamos, tive a certeza de que se eu desejasse voltar, ela teria me acolhido e consumado esse ato de que ela privara todos os seus amantes até então.



"Mais que depressa, enterrei o rosto entre suas coxas
para colher tudo com a boca."


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