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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Recreio Arriscado

O que me perturbava, na Cléia, era saber que ela fazia sexo oral com colegas meus. Assim que ela entrava em sala, eu olhava para aquele sorriso falsamente inocente e ficava imaginando quem teria sido o felizardo da véspera, e à medida que as aulas iam se sucedendo eu ia aprendendo as novidades e ficando cada vez mais excitado ao olhar para essa colega de mente tão aberta.

Certo dia, o Caio, um colega com quem eu me entendia sempre muito bem conseguiu que um dos que recebiam os favores da Cléia o autorizasse a assistir escondido a uma dessas felações tórridas, que se passaria na própria escola, durante o recreio, na sala do material esportivo. Isso me valeu um convite para ir com ele e, alguns minutos antes da hora H, lá fomos nós para o local combinado, procurar um esconderijo. Decidimos ficar atrás de uma pilha de tatames de judô, de onde teríamos acesso visual a tudo que se passasse na sala, e assim que ouvimos vozes, ficamos absolutamente imóveis.

A porta foi aberta pelo Túlio, um dos alunos que ficavam sempre na última fileira das salas e por quem eu não tinha a menor simpatia. Ele entrou seguido pela Cléia, que puxara para cima a saia plissada do uniforme e exibia aquele par de coxas que deixava a todos nós transtornados de excitação. Por último, entraram mais dois, os inseparáveis irmãos Lineu e Armando. Olhei para o Caio, que fingiu esfregar uma mão na outra e piscou o olho de empolgação enquanto o Lineu fechava cuidadosamente a porta.
- Quem vai ser o primeiro? sussurrou o Túlio nervosamente, passando a mão pela calça já marcada pela ereção.
- Eu! Disseram os irmãos simultaneamente, também num sussurro.
- Empatou, então vou ser eu o primeiro, retrucou Túlio, com um sorriso malicioso entre os dentes.

Cléia estava parada entre os três de braços cruzados, como se esperasse pela decisão, e parecia tranquila, como se aquilo fizesse parte da sua rotina diária. Eu, com meus botões, me perguntava se ela não teria o menor nojo de fazer aquilo assim, sem a menor higiene prévia, mas tudo indicava que não. Voltado para ela, Túlio abriu o botão da calça, baixou o zíper e em seguida, com as duas mãos, o elástico da cueca, liberando o pênis que saltou já completamente duro para fora para ficar oscilando no ar. Os irmãos entreolharam-se dando uma risadinha, mas a Cléia parecia olhar concentrada para o membro que ela estava sendo convidada a pôr na boca. Aproximando-se do Túlio, ela o empunhou por cima como se para avaliá-lo e puxou destramente para trás o prepúcio, revelando uma glande inchada e de bom tamanho enquanto Túlio dava um pequeno gemido de desconforto.

Ao meu lado, Caio parecia agitadíssimo, com a mão enfiada no bolso, certamente agarrado ao pênis duro. Quanto a mim, estava tão curioso para saber de que modo a coisa se desenrolaria que, embora sentindo minha ereção, preferi não me tocar de pronto. Dois metros à nossa frente, Cléia curvou-se, deu algumas lambidas rápidas na glande do Túlio e pegando uma porção da saia, passou a língua no avesso dela, voltando logo em seguida ao pênis do nosso colega. Os irmãos entreolharam-se e olharam juntos para o primeiro agraciado, que exibia um sorriso exultante enquanto Cléia começava a desfrutar com gosto do seu sexo, soltando curtos "Hmm! Hmm!" a cada ida e vinda.

Em dado momento, vendo-a curvada e talvez considerando-a ocupada demais para reagir, Lineu tentou agarrar Cléia por trás, mas ela reagiu imediatamente, interrompendo a felação, erguendo-se e ameaçando muito seriamente parar tudo. Uns cascudos do irmão bastaram para que o espertinho se aquietasse e voltasse ao papel de mero espectador. Lembro-me que a cena me fez refletir sobre o motivo para uma reação tão hostil da parte da Cléia. O sexo oral é sem dúvida infinitamente mais comprometedor do que um toque dos corpos através da roupa, mas ela se comportou como se estivesse sofrendo assédio. Concluí que embora em posição aparentemente vulnerável, era na verdade a Cléia que estava no comando. Ela não estava ali "concedendo" nada; estava auferindo prazer daqueles três incautos.

O fato, porém, é que o clima fôra rompido e a Cléia não parecia mais disposta a retomar o que estava fazendo com o Túlio. Desmotivada, ela mostrou a intenção de parar tudo.
- Ah não, Cléia, por favor! implorou o organizador do encontro, com a mão no pênis ainda duro, olhando-a com ar desamparado.
- É, Cléia, a gente teve tanto trabalho para arrumar esse lugar e combinar tudo direito! disse Armando, o irmão mais quieto.
- Se foi por minha causa, desculpa, vai, suplicou o causador do incômodo.

Do nosso obervatório, Caio e eu torcíamos para que a sessão fosse retomada, masa a única coisa que aconteceu foi uma irrupção intempestiva na sala de esportes.
- O que é que está acontecendo aqui? gritou o professor de judô, que todos tratávamos de sensen, parado em posição de ataque no meio da porta escancarada, certamente acreditando ter surpreendido uma cena extremamente suspeita.
- N-não é n-nada, sensen, disse o Armando, apavorado.
- Não é nada? Então o que é que o Túlio está fazendo de braguilha aberta?
- Eu... Eu só estava mostrando uma coisa para eles, defendeu-se o rapaz mal e porcamente.
- Isso eu estou vendo, que você estava "mostrando uma coisa"!

A situação ia certamenta periclitar se Cléia não tivesse intervindo de maneira muito decidida, explicando ao instrutor de judô que eles eram muito amigos e que o Túlio queria mostrar uma espinha que aparecera "lá" naquela manhã; que ele não precisava enervar-se nem levar o fato ao diretor porque não acontecera nada de mais.
- Bom, se é você que está dizendo... Mas não quero ninguém aqui. Os quatro para fora, e já!

Eles saíram em silêncio, mas para desespero nosso, o sensen ficou, e tivemos que passar pela cena constrangedora de vê-lo tirar a roupa e vestir o quimono. Por sorte, ele foi rápido e não tirou a cueca. Assim que ele terminou, alguém bateu na porta e ele foi atender. Surpresa: era a Cléia.

Ela passou por ele e o deixou com a maçaneta na mão, olhando espantado. Ela continuava com a saia alta e as coxas de fora, coisa que não passou despercebida ao nosso instrutor, um cara de cerca de trinta anos e corpo esculpido pelo esporte.
- Você não vai mesmo dizer nada ao diretor, não é? cobrou ela com falsa inquietude na voz, indo encostar-se na pilha de tatames atrás da qual Caio e eu nos encontrávamos.
- Isso não é com vocês; ainda não decidi, disse ele diante de um armário aberto, pendurando as roupas no cabide.
- Eu prefiro que você não conte, disse a Cléia.
- Ah é? E se eu achar que devo contar para o seu bem? Você já ouviu falar em más companhias?
- Eles não são más copanhias, são meus amigos.
- Que tal você deixar isso comigo? Qual é seu nome mesmo? Você não é minha aluna de judô.
- Meu nomem é Cléia e não, não faço judô. O que é que eu preciso fazer para você não contar nada ao diretor? Ele é amigo do meu pai e se você contar, a coisa lá em casa vai esquentar.
- Você não precisa fazer nada; não vou negociar com aluno, Cléia! disse ele, descontente, elevando a voz.

Até ali, conseguíamos ver o sensen, mas da Cléia só era possível ouvir a voz. Pudemos voltar a vê-la quando caminhou até o lado oposto da sala, a uns cinco metros dele e, diante do nosso olhar incrédulo, ergueu a saia.
- Será que isso ajuda um pouco? perguntou ela olhando sem pestanejar para o sensen enquanto exibia na íntegra o par de coxas que terminava numa calcinha estreitamente ajustada ao monte de Vênus.

O sensen foi em silêncio até a porta e deu duas voltas na longa chave de casa velha. Em seguida, caminhou até a Cléia, colou-se nela agarrando-a pela cintura e deu-lhe um tremendo beijo de língua enquanto, com a outra mão (víamos muito bem esse braço), invadiu-lhe as nádegas por baixo da saia. A menina suspirou, toda ofegante, parecendo um pouco assustada com a forma pronta com que o sensen aceitara a sua proposta de manter silêncio, mas ele logo tornou-se incontrolável, beijando-a na boca e no pescoço, tomado de excitação. Do nosso posto, todo cuidado era pouco para não provocar ruídos atrás da pilha de tatames. De repente, ouvimos a voz sussurrada do sensen.
- Tira a calcinha, rápido.

Cléia obedeceu prontamente. Ao lado deles havia uma mesa e uma cadeira. O sensen afastou a cadeira e a pôs sentada na mesa, arreganhando suas pernas para tão-logo mergulhar entre elas, arrancando um ruído sibilar da garota que tentava agarrar-se às bordas da mesa. Ele a devorou ávidamente durante alguns momentos, a tal ponto que ela precisou fechar as pernas e prender-lhe a cabeça durante o que nos pareceu ser um primeiro orgasmo. Em seguida, após livrar-se agilmente da calça do quimono, ele liberou seu pênis e o enterrou nela até o fim, como se diz, "sem dó nem piedade", arrancando-lhe desta vez um gemido que veio do âmago.
- Eu sou quase virgem, sua besta! exclamou ela, sussurrando por medo mas desejando dizer isso aos berros, socando-lhe os ombros e empurrando-o para fora dela.
- Quase? Quase virgem não existe, menina, disse o homem, tentando inutilmente puxá-la para si.
- Não! Não quero assim! fez ela, repelindo-o.
- Olha, menina, não estou entendendo mais nada. Há dois minutos, você estava se oferecendo toda e agora...
- Você não me deixou mais falar, disse ela, olhando para baixo e passando a mão na vagina.
- Então fala, mas fala rápido porque não podemos passar o dia todo aqui.
- Eu não ia te dar desse jeito.
- Desse jeito como?
- Eu não queria aqui, fez ela, apontando para entre as pernas.
- Não queria, mas agora que já entrou... Deixa de ser complicada.
- Não, é sério, aí eu quero só com os namorados muito especiais. Eu só fiz uma vez com um menino que eu gostei muito no ano passado.
- Você não se parece nada com isso, sabia, toda saidinha desse jeito!
- As aparências enganam, já ouviu falar?
- Sei, você é certinha e toda pura, não é?
- Não é isso, mas eu tenho o direito de escolher como usar o meu corpo, concorda?
- O que eu sei é que com isso tudo, eu fiquei doido por esse corpo e não vou sair daqui enquanto não ficar satisfeito. É isso ou aguentar as consequências quando eu contar o que eu vi hoje ao diretor.
- Espera. Me deixa descer daqui.

E a Cléia supreendeu mais uma vez seus pobres espectadores boquiabertos. Descendo da mesa, ela deu as costas ao sensen e debruçou-se nela, exibindo o par de nádegas mais incríveis que eu jamais vira até aquela data.
- Agora põe atrás, autorizou ela.

Incapaz de controlar-se, Caio, ao meu lado, abriu a calça e pôs-se a masturbar-se, decisão que eu não tardaria a imitar. A poucos metros de nós, o sensen colou o pênis entre as nádegas da Cléia e começou a esfregar-se nela, dizendo coisas lascivas.
- Você é bem putinha mesmo, hein, garota. Quer dizer que a bucetinha é só para os namorados, não é?
- Fechadinha só para eles, disse ela com dengo na voz e olhando para trás.
- Está bem, então eu vou no cuzinho. Respira fundo, gracejou ele, deixando um longo fio de saliva cair sobre a glande já colada ao orifício.

Ele não fez mais cerimônia para enrabar a Cléia do que fizera para penetrá-la na frente. Ela abafou um berro com a mão e debateu-se inutilmente com a verga já toda cravada em suas entranhas. O sensen engrenou num vaivém vigoroso e não tardou a ejetar nela uma bela quantidade de esperma que logo escorreu pelas pernas, sem sequer dar-lhe tempo de ter prazer.
- Você é um animal, cara! exclamou ela, sempre sussurrando, agora tocando no ânus e olhando os dedos para conferir se ouve algum estrago.
- Confessa, esse cuzinho já viu foi pau, tô certo? disse ele, debochado, revelando uma grosseria até ali oculta. Meu pau entrou que nem colher no pudim!
- Grosso! retrucou ela, já tornando a vestir a calcinha.
- Relaxa, gatinha. Seu pedido vai ser atendido.
- Você não vai contar nada?
- Prometido e jurado! fez ele, beijando os indicadores cruzados.

Cléia limpou-se com lenços de papel que o sensen lhe deu, depois alisou a blusa, retificou a saia e ajustou-a comportadamente na altura recomendada pela diretoria. Quando esteve pronta, olhou bem nos olhos do professor de judô.
- E que isso também fique entre nós, está bem? fez ela, indicando a "cena do crime" com os olhos. Se você revelar a alguém da escola que isso aconteceu, eu vou ficar sabendo e os seus dias de sensen estarão contados. Entendeu bem?
- Sim senhora, entendi. Pode ficar tranquila porque sou um túmulo com essas coisas.
- Espero porque o interesse é seu, disse ela, já encaminhando-se para a porta.

Ufa! A questão estava encerrada, mas Caio e eu fomos obrigados a permanecer em nosso esconderijo até que o sensen se recuperasse do choque causado pela experiência louca que ele acabara de viver, e resolvesse sair. Duas pequenas poças esbranquiçadas no chão, atrás da pilha de tatames, e algumas gotas diante da mesa foram as únicas evidências de que algo de anormal acontecera ali e rompera a rotina de um dia de aula. De volta à classe, vendo a Cléia conversando descontraidamente com outros colegas nossos (prováveis candidatos a novas aventuras?), não pudemos deixar de admirá-la pelo modo como ela resolveu o assunto com tanta maturidade.


"O que me perturbava, na Cléia, era saber que ela fazia sexo oral com colegas meus."

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