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Na Trilha da Francesinha


Eu não percebera a menina bonita, de pele mate, acompanhada dos pais, de um irmão mais novo e de uma irmã mais velha, mas quando eles saíram do hotel para uma excursão pela ilha, minha atenção foi imediatamente chamada pelo short curtíssimo que deixava de fora o final da bundinha linda com as duas curvinhas que pareciam traçadas a pincel. A primeira coisa que me veio à cabeça foi o pensamento de que os pais, sobretudo o pai, não eram cegos ao fato de que, vestida assim, a filha podia tornar-se objeto de agitação dos machos circundantes. E realmente, olhando em volta, logo percebi que homens de todas as idades olhavam disfarçadamente para trás quando ela passava por eles. Não que ela fosse menor, isso não, mas o frescor, a presença dos pais e o aparelho nos dentes eram indícios de que ela devia ter acabado de completar dezoito anos, o que motivou-me a segui-la para descobrir se ela tinha alguma intenção mais específica em relação a algum dos passageiros ou se ela se vestira assim apenas por hábito ou calor.

    Estávamos num imenso sítio arqueológico plano semeado de antigas edificações. Era muito fácil ocultar-me para ver sem ser visto. Minha hipótese era que a ela ia, mais cedo ou mais tarde, encontrar-se com algum outro passageiro, e eu estava curioso para saber quem seria, de que gênero, de que idade. Inicialmente, a família caminhou unida, mas logo dividiu-se em dois grupos e o casal com o filho menor seguiram o guia enquanto as duas irmãs afastaram-se. A francesinha parecia indiferente à sua roupa, e eu percebia isso porque ela jamais retribuia olhares e nem sequer parecia interessada em quem a observava, caminhando com a irmã em torno de cada edificação e percorrendo os meandros de de pequenos caminhos entre elas. De vez em quando, eu as perdia de vista, mas logo reencontrava o shortinho branco que a diferençava tão bem das demais mulheres e que ela usava com uma displicência que a tornava ainda mais desejável. Aqui e ali, eu a via de frente e podia contemplar o rostinho lindo, de um o moreno claro característico das francesas do Midi, os lábios bem desenhados e o nariz delicado. Além do short, ela estava usando um top preto com alças tão finas que tornavam-se invisíveis de longe, dando-me a impressão de que seus ombros delgados estavam desnudos e o tronco coberto apenas por um tomara-que-caia estreitamente ajustado ao corpo. As sandálias, que se resumiam à sola e finas alças de couro, contavam tão pouco que não era preciso muita criatividade para imaginá-la vestida apenas numa calcinha tapa-sexo cuja tira posterior profundamente inserida no sulco deixava desnuda uma bundinha perfeita.

    Eu ia caminhando sem perder as duas irmãs de vista quando, subitamente, elas pararam, entreolharam-se e a mais velha fez um sinal com o queixo, apontando ao longe. A francesinha olhou e sorriu, parecendo empolgar-se toda. A outra limitou-se a dar-lhe um empurrão para que ela fosse sozinha na direção indicada. Precisei percorrer a lateral de uma ruína para ser capaz de avistar o que ou quem despertava tanto interesse. Havia muitos turistas na alameda em questão, mas ela aproximou-se de um deles, um rapaz que eu não fui capaz de identificar como hóspede do nosso hotel, e o beijou rapidamente na boca. Ele devia ter cerca vinte e três, vinte e cinco anos, era alto e magro, tinha feições regulares e acolheu-a com um sorriso encantado. Formavam um belo casal, mas tudo indicava que o encontro não podia chegar ao conhecimento dos pais. A irmã mais velha ficou parada durante alguns instantes na alameda transversal olhando-os conversar, depois desapareceu. Quando olhei de novo, eles também haviam sumido.

    Àquela hora do dia, o sítio arqueológico estava literalmente invadido por turistas do mundo inteiro. Cada templo, habitação ou escultura era alvo de centenas de olhares antentos. Onde poderia abrigar-se um casal apaixonado? Percori por cerca de cinquenta metros a alameda movimentada prevendo iniciar uma ampla espiral que me permitisse percorrer os entornos e voltar ao ponto de onde saíram, mas eu mal completara a primeira volta quando avistei-os afastando-se em direção a um tufo de vegetação arborizada já fora do sítio propriamente dito. Pensei com meus botões que o pai da francesinha devia ser alguém de mente muito aberta para "soltar" a filha daquela maneira. Olhei em volta e não vi sinal nem da irmã mais velha nem do resto da família. Acelerei o passo até encontrar uma trilha que me pareceu ter sido tomada pelo casal e assim que ouvi risinhos, escondi-me atrás de uma planta de longas folhas largas e bordas espinhosas. De lá pude ver a francesinha colada a uma árvore, sendo devorada pelos beijos ardentes do rapaz que já percorria o seu corpo todo com as mãos fazendo-a mesclar pequenos sustos ao risinho aventureiro e feliz. Ela era miúda em comparação a ele, e bem mais baixa, o que a obrigava a erguer muito a cabeça para beijá-lo. Ele a agarrou facilmente pelas nádegas, espremendo-as com as mãos crispadas enquanto ela quase escalava-lhe o corpo, enlaçada ao seu pescoço. Os beijos duraram alguns minutos, mas a premência do tempo se fazia sentir. Soltando-se dele, ela desafivelou-lhe o cinto, abriu a calça e baixou o zíper, mergulhando a mão na cueca para colher o membro já duro. Ela o contemplou por alguns instantes, mas logo recuou o prepúcio para expor a glande, abocanhá-la e começar a chupar com volúpia. O rapaz pousou as mãos em sua cabeça e suspirou profundamente, olhando em volta, obrigando-me a ocultar-me atrás da folhagem. Quando voltei a olhar, deliciei-me com a visão da francesinha que, curvada para frente, exibia mais do que nunca a bundinha perfeita enquanto devorava o volumoso pênis do seu príncipe encantado.

    Eu estava preparado para para masturbar-me assistindo ao espetáculo de uma rápida felação e iniciar minha visita às ruínas, mas qual não foi minha surpresa quando vi minha francesinha erguer-se e desafivelar o próprio cinto para abrir o shortinho e acolher a mão do amante, que pôs-se a acariciá-la enquanto ela o masturbava durante um longo beijo. Pude ouvir os suspiros de ambos e perguntei-me o que estaria por vir. Imaginei uma ejaculação na boca, mas talvez fosse muito otimismo da minha parte; a masturbação era de fato uma alternativa bem mais realista. Subitamente, porém, ela voltou-se para a árvore sob a qual eles estavam e o shortinho desceu-lhe até os tornozelos. Para mim, que os via de perfil, a desproporção entre o pênis do rapaz e seu corpo era visível, mas não havia dúvida, ela estava oferecendo-se e olhava o amigo com ar de súplica. Talvez já tivessem feito isso e ambos conhecessem os limites do corpo um do outro, conjeturei. O fato é que ela apoiou-se na árvore e empinou-se toda. Ele esfregou-lhe o membro entre as coxas, premendo-lhe os seios para puxá-la para si e beijar-lhe a nuca e a boca. Foi ela que empunhou-o para direcioná-lo, pincelando-se com ele para lubrificar a entrada. Deixando-a no comando, o rapaz apoiou-se na árvore, com as duas mãos bem fixadas no tronco áspero, e pude ver o longo e largo membro claro desaparecendo pouco a pouco no corpo miúdo que se contorcia para melhor facultar-lhe a passagem. Na ponta dos pés e apertando os olhos, a francesinha mordeu os lábios para conter um grito enquanto o rapaz limitava-se a mover levemente a cintura em curtos vaivéns, mas para estupefação minha, ela recurou, cravando-se completamente nele com um gemido forte e a ordem: "Baise-moi!", "Me fode!"

    O quadro estava completo. Eu já desembainhara o meu membro e começara a masturbar-me lentamente para não precipitar as coisas, mas agora eu podia acompanhar sem temor o ritmo dos meus amigos. Passei a mão pela glande encharcada e espalhei o fluido a fim de reduzir o atrito. Quando não posso participar de alguma aventura, costumo ejacular na mão para em seguida engolir meu esperma, que não gosto de desperdiçar. Preparei-me, apertando bem os dedos da mão em concha para não perder nenhuma gota, enquanto observava com prazer o desempenho hábil do rapaz, que agora desfechava ruidosos golpes de pélvis na francesinha, indicando-me a penetração completa. "Miúda, mas profunda!" pensei, vendo-a abraçada à árvore com uma das mãos entre as coxas, certamente para esfregar o clitóris e apalpar o pênis que a invadia. Por sorte, ninguém descobrira a nossa trilha e não havia importunos. Era o que me permitia estar ali, participando de alguma forma daquele encontro tão sensual. Consegui conter o orgasmo inúmeras vezes, até ter o sinal de que eu precisava. A francesinha destacou gentilmente da árvore uma das mãos do rapaz e a levou à cintura, induzindo-o a fazer o mesmo com a outra mão. Ela queria certamente sentir-se agarrada por trás na hora H. Sem cessar de acariciar-se, ela pôs-se a gemer e ordenou que o amigo acelerasse. Ele obedeceu e em instantes seguiu-se um dos mais intensos orgasmos simultâneos a que eu jamais presenciara. Firmemente agarrada pela cintura, ela soltou-se da árvore e abandonou-se, gozando, aos espasmos do rapaz que a mantinha grudada a ele enquanto vertia-lhe a sua seiva animal. Foi essa visão que desencadeou em mim um violentíssimo orgasmo, tão copioso que encheu-me a mão desse estranho licor que aprendi a apreciar aos poucos. Quando rapaz extraiu seu membro ainda fremente do interior da francesinha e ela virou-se para receber o que lhe restava de sumo, mergulhei os lábios na mão e, ao mesmo tempo que ela, sorvi com volúpia o que eu produzira, espalhando-o na língua para saboreá-lo com todas as papilas. Ao erguer os olhos, vi o casal recompondo-se e ajustando a roupa.

    E assim terminou-se o encontro furtivo que tive a felicidade de presenciar em plena viagem de férias. O casal separou-se ao fim da trilha e cada um foi para um lado. Um pouco mais tarde, pude ver a francesinha reunida à família, vestida no shortinho curto, de um branco imaculado. Não pude deixar de repensar naqueles pais, e sobretudo no pai, que parecia tão distante das preocupações que atormentam a maioria daqueles que têm filhas. No fundo, pensei, talvez seja melhor assim. Afinal, de que vale pretender entravar as leis da natureza?        



"...ao mesmo tempo que ela, sorvi com volúpia
o que eu produzira..."




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