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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

Espetáculo Interativo

Em três anos de casamento, ainda sem filhos, Tininha e eu já havíamos percorrido todas as situações sexuais possíveis e imagináveis a dois. Eu realizara quase todas as minhas fantasias, ela idem. O que nos faltava era uma aventura grupal e eu acalentava há algum tempo o desejo de assistir a uma cena de sexo entre minha mulher e outro homem. Sendo assim, propusemo-nos a não perder a menor chance que acaso surgisse, e foi numa noite de sexta-feira de 2013, no Baixo Leblon, que encontramos o que nos pareceu ser a oportunidade áurea.

Fred é casado com uma colega de trabalho da Tininha, a Ana, que se tornou uma grande amiga. Naquela noite, como fazíamos com certa frequência, saímos com eles para iniciar o fim de semana. Passamos umas horas num barzinho e na hora de voltar, cerca de uma e meia da manhã, descobrimos que o carro deles não arrancava. Como a Ana estivesse cansada, levamos as mulheres à nossa casa, em Ipanema, e Fred e eu voltamos até o carro para resolver o problema. A pane revelou-se não muito complicada e nós mesmos conseguimos dar um jeito para que o carro voltasse a funcionar. Cerca de uma hora e meia depois, estávamos em casa com os dois carros. Eu resolvera não telefonar, prevendo que nossas mulheres pudessem estar dormindo, mas chegando ao prédio, logo vimos luzes no apartamento e subimos felizes por encontrá-las acordadas. Poderíamos tomar mais alguns drinques e continuar o papo, pensei comigo mesmo.

Ao abrir a porta, chamei "Tininha!", como sempre faço, mas em vez de vê-la chegando à sala, ouvimos risos e as vozes das duas nos chamando. Chegando ao quarto, Fred e eu deparamos com a cena mais surpreendente de nossas vidas até então. Ana estava nua, deitada de costas, com Tininha entre suas pernas, igualmente despida e lambendo-a vorazmente.
- Vem, meu amor! exclamou ela, vendo Fred surgir à porta do quarto.

Não podendo ocultar minha satisfação, fui até o armário, peguei uma toalha que atirei no rosto do Fred convidando-o para um banho antes de começar o "programinha" que se anunciava. Ainda meio zonzo com a surpreza, ele me seguiu e entramos juntos no box.
- Eu nunca imaginei que a Ana...
- Topasse com mulher? completei.
- Pois é, eu...
- Rapaz, as mulheres têm muito mais intimidade que os homens desde a infância! Elas vivem se vendo nuas, se apalpando, se acariciando. Isso que está acontecendo hoje é só um prolongamento disso na vida adulta.
- É, deve ser isso, mas...
- Vai me dizer que você nunca teve esse tipo de fantasia?
- Não, tive, claro, mas...
- Deixe de mas e vamos tomar banho para ir lá ficar com elas.

Quando voltamos ao quarto, ambos também nus, Ana e Tininha estavam trocando beijos e carícias nos seios uma da outra, à luz do abajur. Ana, mais dependente, logo chamou o marido para junto dela, mas eu resolvi acomodar-me na poltroninha virada para a cama. Pisquei para a Tininha em sinal de que era exatamente o que eu queria, e ela retribuiu com um sorriso maroto. Ao lado dela, Ana beijava lascivamente o marido enquanto manipulava o seu pênis já em vias de uma sólida ereção. Fiz sinal a Tininha para que ela não deixasse de participar e ela grudou-se à amiga, entrelaçando as pernas nas dela e sempre afagando-lhe os seios enquanto o longo beijo se desenrolava. Fred não tardou a oferecer o membro à esposa, que pôs-se a chupá-lo com avidez e, vez por outra, procurava os lábios da amiga para um beijo que lhe permitisse compartilhar esse sabor até então privativo seu. Tininha retribuía com um "Hum!" e dirigia uma olhada maliciosa ao marido da outra, que logo foi admitido na cama e deitou-se entre as duas. A etapa seguinte seria uma felação a duas que levaria Fred ao êxtase e e provocaria uma primeira ejaculação explosiva e abundante que nossas mulheres compartilharam com profusão de beijos e lambidas nos rostos inundados de um esperma cujo aspecto me pareceu homogêneo e saudável.

Conversamos um pouco enquanto Tininha fumava, sentada de pernas cruzadas ao lado do casal que permanecera deitado.
- Vocês já tinham feito isso? perguntou Fred.
- Com um casal, não, respondi. Mas fiz alguns trios antes de casar.
- Eu também, acrescentou Tininha, agradecendo-me com o olhar por não ter respondido por ela. E vocês?
- Com mulheres, sim, disse Ana.
- E eu só transei a dois, confessou Fred. Sou o mais comportado.
- Minha fantasia atual é assistir, intervim, mas sem essa conotação idiota de "corno", que além de extremamente vulgar, acho descabida. Assistir ao marido ou à esposa fazendo sexo com outros parceiros é coisa que faz parte do imaginário dos casais desde priscas eras e é sem dúvida muito prazeroso. Fiquei muito excitado vendo vocês três, e preparem-se porque quero ver muito mais!
- Xi! Olha aí, Fred! Quanta responsabilidade!

O pênis do Fred jazia ainda bem inchado sobre a virilha. Era um belo espécime de cerca de dezessete centímetros e o contorno bem feito da cabeça destacava-se fora do prepúcio. Encorajada pela minha fantasia, Tininha pôs a mão sobre ele e esperou que voltasse a endurecer. Em seguida, montou sobre Fred voltada para mim, portanto dando-lhe as costas. Foi Ana que empunhou o membro do marido para mantê-lo na vertical enquanto minha mulher se empalava lentamente nele, via anal, gemendo muito à medida que ele a penetrava centímetro por centímetro até que os testículos lisos e redondos roçasseem-lhe a vagina.
- Iss-so, gemeu ele. Agora morde, morde o meu pau com o cuzinho.

Vi Tininha franzir o sobrolho para concentrar-se na realização desse pedido que eu também costumava fazer-lhe, e os gemidos do Fred deram-me a clara noção da competência da minha esposa. Ana afagava-lhe os seios e beijava-lhe a nuca, deixando-a lânguida, enquanto eu, do meu posto, acariciava meu membro em riste sem contudo masturbá-lo, para não precipitar o orgasmo.
- Vem, gemeu Tininha, olhando-me nos olhos.
- É hora da DP, cara! Vai recusar? Disparou Fred, entusiasmado.

Ainda que eu estivesse curtindo a minha posição de mero espectador, como recusar uma proposta de dupla penetração? Abandonei meu posto e fui cravar-me na vagina da Tininha, que encontrei encharcada e acolhedora. Fazia tempo que eu não experimentava aquela bizarra sensação de contato interno com um pênis alheio, mas eu sabia que a parede rígida que minha glande encontrara era causada pela presença do Fred dentro do ânus da minha mulher. Ela instalou-se profundamente cravada nele e deu-me um tapinha para que eu iniciasse o vaivém. Assim que pus-me em movimento, seus gemidos desencadearam-se com uma fúria que eu jamais vira. Ela deitou-se sobre o peito de Fred que atacou seus mamilos enquanto uma sucessão de orgasmos tomavam minha mulher de assalto. Ana dera um jeito de sentar-se sobre o rosto do marido e oferecer-lhe a vagina a lamber. A cena foi das mais tórridas para mim, que a assistia da posição mais elevada. Meu orgasmo não tardou a anunciar-se e ejaculei profusamente em Tininha que parecia em transe. Quando desfizemos a posição e fiquei ajoelhado na cama, ofegante, percebi um certo rubor quando o olhar dela cruzou o do Fred. Sempre achei que o pudor conferia sensualidade às mulheres e pude constatar o quanto isso é verdade porque em vez de desfazer-se, minha ereção consolidou-se.
- Você também gosta atrás, Ana? ousei perguntar.
- Ela gosta! precipitou-se o marido a responder por ela.
- Fred! exclamou Ana, ruborizando por sua vez.
- Mas é verdade, e esse é o melhor momento para dizer isso.

O modo que Ana encontrou de exprimir sua falsa vergonha, foi deitar-se de bruços e enterrar a cabeça numa almofada, expondo assim um lindo par de nádegas redondas e salientes que eu ainda não havia examinado com a devida atenção. Conhecendo a esposa, Fred piscou para mim e convidou-me com o queixo a ir em frente. O que fiz então foi deitar-me sobre ela fazendo-a sentir meu penis pulsante entre nossos corpos. Ela teve um sobressalto, arregalou os olhos, soltou um gemido, mas logo ficou toda lânguida, feliz com a minha iniciativa. Passei alguns minutos roçando-me nela e em seguida, ajoelhei-me para avaliar como seria a penetração. Ana empinou-se de pronto, o que me permitiu ver a vagina e o sombreado do ânus entre as nádegas. Avancei o máximo que pude e, com o pênis voltado para baixo, na vertical, toquei seu orifício, que percebi relaxar-se prontamente. Ana tinha prática, não havia a menor dúvida. Não precisei de muito esforço para introduzir meia glande e sentir as pulsações anais tragando meu pênis milímetro por milímetro até acolhê-lo completamente. Aprofundá-lo até a base e sentir meus testículos tocando a vagina de Ana foi mera questão de embalo.
- O Marcos tem pau grosso e a Ana gosta disso, comentou o Fred dirigindo-se à Tininha.
- Estou vendo! respondeu ela, vendo Ana agarrar a colcha e gemer com o rosto colado à cama.
- Está gostoso? perguntei à Ana.
- Ahn... Adoro no cu, disse ela, a voz abafada.

Eu estava na minha posição predileta, que chamo de "prospecção" ou de "bate-estaca" em alusão ao movimento. Adoro sentir meus testículos esborracharem-se a cada investida contra a vagina logo abaixo do ponto de penetração. Além disso, tenho um prazer íntimo de expor-me tanto, de sentir-me tão "aberto", e Tininha sabe disso. Pondo-se ao nosso lado, ela aplicou uma série de tapinhas à vagina da Ana, que logo verteu líquido abundante. Em seguida, ela entregou-se a uma tarefa oral que consistia em lamber os lábios e penetrar o orifício vaginal com a ponta da língua, o que levou Ana a proferir impropérios e socar a cama enquanto continuava a receber no ânus as estocadas firmes que eu desfechava sem cessar. Em seguida, foi minha vez de ser agraciado pela minha esposa, que veio lamber-me profusamente o saco e, para delírio dos meus sentidos, separar minhas nádegas para cutucar-me o ânus com a língua, lambê-lo bem e por fim, inserir profundamente um dedo nele. Foi a gota d'água. Um orgasmo violento e em vários jatos fartos lubrificou tão bem meu pênis que este parecia cravado numa gelatina. Ana levou as mãos às nádegas separando-as amplamente para convidar-me a penetrá-la o mais fundo possível, o que fiz ouvindo-a quase engasgar. Isso talvez tenha estimulado Fred, que foi propor-lhe a felação. O quadro da mulher satisfeita estava composto. Ana saboreou o pênis do marido até receber seu orgasmo todo na boca, exibir na língua o sumo ejaculado e engoli-lo para o deleite maior do seu homem. Antes de retirar-me dela, chamei Tininha para assistimos juntos à expulsão do meu sêmen. Assim que este desponotou por entre as raias do orifício, Tininha levou agilmente a língua ao sexo da amiga para recolhê-lo na boca e impedir que escorresse na colcha. Excitados, Fred e Ana beijaram-se com lascívia e pude notar que ela queria compartilhar um pouco do esperma residual que conservara na boca. Fred não recusou.


Os jogos sexuais sucederam-se até quase o amanhecer. Fred e Ana ficaram lá em casa e passamos o sábado juntos. Fomos à praia, almoçamos juntos, fizemos uma longa sesta e retomamos nossa "atividade". Eu teria gostado que eles ficassem também no domingo, mas a Ana tinha um compromisso familiar. Reconheço que acabei participando muito mais do que assistindo, mas a mera situação do sexo grupal já nos permite ser platéia em vários momentos, e é sempre muito interessante. Depois daquele dia, Ana e Fred tornaram-se nossos parceiros e ainda hoje, anos depois, nos encontramos esporadicamente para um programinha a quatro.



"Eu estava na minha posição predileta, que chamo
de 'prospecção' ou 'bate-estaca' em alusão ao movimento."

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