Em três anos de
casamento, ainda sem filhos, Tininha e eu já havíamos percorrido todas as
situações sexuais possíveis e imagináveis a dois. Eu realizara quase todas as
minhas fantasias, ela idem. O que nos faltava era uma aventura grupal e eu
acalentava há algum tempo o desejo de assistir a uma cena de sexo entre minha
mulher e outro homem. Sendo assim, propusemo-nos a não perder a menor chance
que acaso surgisse, e foi numa noite de sexta-feira de 2013, no Baixo Leblon,
que encontramos o que nos pareceu ser a oportunidade áurea.
Fred é casado com
uma colega de trabalho da Tininha, a Ana, que se tornou uma grande amiga. Naquela
noite, como fazíamos com certa frequência, saímos com eles para iniciar o fim
de semana. Passamos umas horas num barzinho e na hora de voltar, cerca de uma e
meia da manhã, descobrimos que o carro deles não arrancava. Como a Ana
estivesse cansada, levamos as mulheres à nossa casa, em Ipanema, e Fred e eu
voltamos até o carro para resolver o problema. A pane revelou-se não muito
complicada e nós mesmos conseguimos dar um jeito para que o carro voltasse a
funcionar. Cerca de uma hora e meia depois, estávamos em casa com os dois
carros. Eu resolvera não telefonar, prevendo que nossas mulheres pudessem estar
dormindo, mas chegando ao prédio, logo vimos luzes no apartamento e subimos
felizes por encontrá-las acordadas. Poderíamos tomar mais alguns drinques e
continuar o papo, pensei comigo mesmo.
Ao abrir a porta, chamei — "Tininha!" -,
como sempre faço, mas em vez de vê-la chegando à sala, ouvimos risos e as vozes
das duas nos chamando. Chegando
ao quarto, Fred e eu deparamos com a cena mais surpreendente de nossas vidas
até então. Ana estava nua, deitada com Tininha entre as pernas,
igualmente despida e lambendo-a vorazmente.
— Vem, meu amor! exclamou ela, vendo Fred surgir à
porta do quarto.
Não podendo ocultar minha satisfação, fui até o
armário, peguei uma toalha que atirei no rosto do Fred convidando-o para um
banho antes de começar o "programinha" que se anunciava. Ainda meio
zonzo com a surpresa, ele me seguiu e entramos juntos no banheiro.
— Eu nunca imaginei que a Ana...
— Topasse com mulher? completei.
— Pois é, eu...
— Rapaz, as mulheres têm muito mais intimidade que os
homens desde a infância! Elas
vivem se vendo nuas, se apalpando, se acariciando. Isso que está acontecendo
hoje é só um prolongamento disso na vida adulta.
— É, deve ser isso,
mas...
— Vai me dizer que você
nunca teve esse tipo de fantasia?
— Não, tive, claro,
mas...
— Deixa de
"mas" e vamos tomar banho para ir lá ficar com elas.
Quando voltamos ao
quarto, ambos também nus, Ana e Tininha estavam trocando beijos e carícias nos
seios uma da outra, à luz do abajur. Ana, mais dependente, logo chamou o marido
para junto dela, mas resolvi acomodar-me na poltroninha virada para a cama.
Pisquei para a Tininha em sinal de que era exatamente o que eu queria, e ela
retribuiu com um sorriso maroto. Ao lado dela, Ana beijava lascivamente o
marido enquanto manipulava o seu pênis já a caminho de uma sólida ereção. Fiz
sinal a Tininha para que ela não deixasse de participar e ela grudou-se à
amiga, entrelaçando as pernas com as dela e sempre afagando-lhe os seios enquanto
o longo beijo se desenrolava. Fred não tardou a oferecer o membro à esposa, que
pôs-se a chupá-lo com avidez e, vez por outra, procurava os lábios da amiga
para um beijo que lhe permitisse compartilhar esse sabor até então privativo
seu. Tininha retribuía com um longo "Hum!" e dirigia uma olhada
maliciosa ao marido da outra, que logo foi admitido na cama e deitou-se entre
as duas. A etapa seguinte seria uma felação a duas que levaria Fred ao êxtase e
provocaria uma primeira ejaculação explosiva e abundante que nossas mulheres
compartilharam com profusão de beijos e lambidas nos rostos inundados de um
esperma claro e homogêneo.
Conversamos um
pouco enquanto Tininha fumava, sentada de pernas cruzadas ao lado do casal que
permanecera deitado.
— Vocês já tinham
feito isso? perguntou Fred.
— Com um casal,
não, respondi. Mas fiz alguns trios antes de casar.
— Eu também,
acrescentou Tininha, agradecendo-me com o olhar por não ter respondido por ela.
E vocês?
— Com mulheres,
sim, disse Ana.
— E eu só transei a
dois, confessou Fred. Sou o mais comportado.
— Minha fantasia
atual é assistir, intervim, mas sem essa conotação idiota de "corno",
que além de extremamente vulgar, acho descabida. Assistir ao marido ou à esposa
fazendo sexo com outros parceiros é coisa que faz parte do imaginário dos
casais desde priscas eras e é sem dúvida muito prazeroso. Fiquei muito excitado
vendo vocês três, e preparem-se porque quero ver muito mais!
— Xi! Olha aí,
Fred! Quanta responsabilidade!
O pênis do Fred
jazia ainda bem inchado sobre a virilha. Era um belo espécime de cerca de
dezessete centímetros e o contorno bem feito da cabeça destacava-se fora do
prepúcio. Encorajada pela minha fantasia, Tininha pôs a mão sobre ele e esperou
que voltasse a endurecer. Em seguida, montou sobre Fred voltada para mim,
portanto dando-lhe as costas. Foi Ana que empunhou o membro do marido para
mantê-lo na vertical enquanto minha mulher se empalava lentamente nele, via
anal, gemendo muito à medida que ele a penetrava centímetro por centímetro até que
os testículos lisos e redondos roçassem-lhe a vagina.
— Iss-so, gemeu
ele. Agora morde, morde o meu pau com o cuzinho.
Vi Tininha franzir
o sobrolho para concentrar-se na realização desse pedido que eu também
costumava fazer-lhe, e os gemidos do Fred deram-me a clara noção da competência
da minha esposa. Ana afagava-lhe os seios e beijava-lhe a nuca, deixando-a
lânguida, enquanto eu, do meu posto, acariciava meu membro em riste sem contudo
masturbá-lo, para não precipitar o orgasmo.
— Vem, gemeu Tininha,
olhando-me nos olhos.
— É hora da DP,
cara! Vai recusar? Disparou Fred, entusiasmado.
Ainda que eu
estivesse curtindo a minha posição de mero espectador, como recusar uma
proposta de dupla penetração? Abandonei meu posto e fui cravar-me na vagina da
Tininha, que encontrei encharcada e acolhedora. Fazia tempo que eu não
experimentava aquela bizarra sensação de contato interno com um pênis alheio,
mas eu sabia que a parede rígida que minha glande encontrara era causada pela
presença do Fred dentro do ânus da minha mulher. Ela instalou-se profundamente
cravada nele e deu-me um tapinha para que eu iniciasse o vaivém. Assim que
pus-me em movimento, seus gemidos desencadearam-se com uma fúria que eu jamais
vira. Ela deitou-se sobre o peito de Fred que atacou seus mamilos enquanto uma
sucessão de orgasmos tomavam minha mulher de assalto. Ana dera um jeito de
sentar-se sobre o rosto do marido e oferecer-lhe a vagina a lamber. A cena foi
das mais tórridas para mim, que a assistia da posição mais elevada. Meu orgasmo
não tardou a anunciar-se e ejaculei profusamente em Tininha que parecia em
transe. Quando desfizemos a posição e fiquei ajoelhado na cama, ofegante,
percebi um certo rubor quando o olhar dela cruzou o do Fred. Sempre achei que o
pudor conferia sensualidade às mulheres e pude constatar o quanto isso é
verdade porque em vez de desfazer-se, minha ereção consolidou-se.
— Você também gosta
atrás, Ana? ousei perguntar.
— Ela gosta!
precipitou-se o marido a responder por ela.
— Fred! exclamou
Ana, ruborizando por sua vez.
— Mas é verdade, e
esse é o melhor momento para dizer isso.
O modo que Ana
encontrou de exprimir sua falsa vergonha, foi deitar-se de bruços e enterrar a
cabeça numa almofada, expondo assim um lindo par de nádegas redondas e
salientes que eu ainda não havia examinado com a devida atenção. Conhecendo a
esposa, Fred piscou para mim e convidou-me com o queixo a ir em frente. O que
fiz então foi deitar-me sobre ela fazendo-a sentir meu pênis pulsante entre
nossos corpos. Ela teve um sobressalto, arregalou os olhos, soltou um gemido,
mas logo ficou toda lânguida, feliz com a minha iniciativa. Passei alguns
minutos roçando-me nela e em seguida, ajoelhei-me para avaliar como seria a
penetração. Ana empinou-se de pronto, o que me permitiu ver a vagina e o
sombreado do ânus entre as nádegas. Avancei o máximo que pude e, com o pênis
voltado para baixo, na vertical, toquei seu orifício, que percebi relaxar-se
prontamente. Ana tinha prática, não havia a menor dúvida. Não precisei de muito
esforço para introduzir meia glande e sentir as pulsações anais tragando meu
pênis milímetro por milímetro até acolhê-lo completamente. Aprofundá-lo até a
base e sentir meus testículos tocando a vagina de Ana foi mera questão de
embalo.
— O Marcos tem pau
grosso e a Ana gosta disso, comentou o Fred dirigindo-se à Tininha.
— Estou vendo!
respondeu ela, vendo Ana agarrar a colcha e gemer com o rosto colado à cama.
— Está gostoso?
perguntei à Ana.
— Ahn... Adoro no
cu, disse ela, a voz abafada.
Eu estava na minha
posição predileta, que chamo de "prospecção" ou de
"bate-estaca" em alusão ao movimento. Adoro sentir meus testículos
esborracharem-se a cada investida contra a vagina logo abaixo do ponto de
penetração. Além disso, tenho um prazer íntimo de expor-me tanto, de sentir-me
tão "aberto", e Tininha sabe disso. Pondo-se ao nosso lado, ela
aplicou uma série de tapinhas à vagina da Ana, que logo verteu líquido
abundante. Em seguida, ela entregou-se a uma tarefa oral que consistia em
lamber os lábios e penetrar o orifício vaginal com a ponta da língua, o que
levou Ana a proferir impropérios e socar a cama enquanto continuava a receber
no ânus as estocadas firmes que eu desfechava sem cessar. Em seguida, foi minha
vez de ser agraciado pela minha esposa, que veio lamber-me profusamente o saco
e, para delírio dos meus sentidos, separar minhas nádegas para cutucar-me o
ânus com a língua, lambê-lo bem e por fim, inserir profundamente um dedo nele.
Foi a gota d'água. Um orgasmo violento e em vários jatos fartos lubrificou tão
bem meu pênis que este parecia cravado numa gelatina. Ana levou as mãos às
nádegas separando-as amplamente para convidar-me a penetrá-la o mais fundo
possível, o que fiz ouvindo-a quase engasgar. Isso talvez tenha estimulado Fred,
que foi propor-lhe a felação. O quadro da mulher satisfeita estava composto.
Ana saboreou o pênis do marido até receber seu orgasmo todo na boca, exibir na
língua o sumo ejaculado e engoli-lo para o deleite maior do seu homem. Antes de
retirar-me dela, chamei Tininha para assistimos juntos à expulsão do meu sêmen.
Assim que este despontou por entre as raias do orifício, Tininha levou
agilmente a língua ao sexo da amiga para recolhê-lo na boca e impedir que
escorresse na colcha. Excitados, Fred e Ana beijaram-se com lascívia e pude
notar que ela queria compartilhar um pouco do esperma residual que conservara
na boca. Fred não recusou.
Os jogos sexuais
sucederam-se até quase o amanhecer. Fred e Ana ficaram lá em casa e passamos o
sábado juntos. Fomos à praia, almoçamos juntos, fizemos uma longa sesta e
retomamos nossa atividade. Eu teria gostado que eles ficassem também no
domingo, mas a Ana tinha um compromisso familiar. Reconheço que acabei
participando muito mais que assistindo, mas a mera situação do sexo grupal já
nos permite ser plateia em vários momentos, e é sempre muito interessante.
Depois daquele dia, Ana e Fred tornaram-se nossos parceiros e ainda hoje, anos
depois, nos encontramos esporadicamente para um programinha a quatro.

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