18. Misterioso semideus do sexo
Hércules debruçou-se sobre ombro da esposa
para vê-la em ação, o que me inibiu. Sorri sem jeito e ele fez com a cabeça um
gesto que corresponderia a "Finja que não estou aqui!" Gentilmente,
ela baixou minha sunga e empunhou meu sexo expondo a cabeça no mesmo ato. Seu
rosto moreno e bonito passou a revelar interesse e senti pela firmeza da mão
que o desejo começava a manifestar-se. Ela me masturbou um pouco, acariciou-me
até o saco, sorriu e tirou-me a camiseta. Um sinal do marido me levou a tirar a
dela, expondo um velho sutiã barato que ele cuidou de soltar revelando os seios
mais bonitos que eu já vira, redondos e firmes, uniformemente morenos, prova de
que o quintal da casinha tosca era palco da exposição daquele belo corpo ao
deus Sol. Cassia levou minhas mãos a eles e pude sentir os bicos escuros
entumescendo-se ao meu contato. Mas não me veio a iniciativa; além de me sentir
imaturo, o rosto mal barbeado e másculo do homem que observava operava em
sentido oposto sobre minha libido.
— Ah, já vi que só
tem juventude mesmo! bradou o Hércules, empurrando-me pela segunda vez, desta
vez fazendo-me cair sentado na poltrona enquanto agarrava a mulher e
abocanhava-lhe os seios, chupando e sugando ruidosamente os bicos, sem parar de
esfregar-lhe o meio das pernas.
A sainha de tecido
mole subiu e pude ver a calcinha enfiada no sulco profundo que dividia a bunda
morena como os seios. Sentindo minha ereção voltar, olhei para
baixo e vi o quanto estava molhado. Terminei de tirar a sunga, pondo-a sobre o
braço da poltrona e quando voltei a me concentrar no casal, Cassia terminara de
despir a calcinha e estava sendo empurrada na minha direção. Recuei e a vi
entrando de joelhos na poltrona, endireitando meu sexo para empalar-se nele até
a base e soltando o ar em vez de gemer, enquanto o homem, que também se livrara
da roupa, já se aproximava de nós pelo lado. O que era todo um ritual em minhas fantasias e escritos ocasionais
levara bem poucos minutos para acontecer.
Encaixado em Cassia
e tendo suas mãos delicadamente pousadas em meus ombros, eu estava livre para
acariciar seu corpo que começara a mover-se, subindo e descendo lenta e
ritmadamente. Eu teria desejado beijá-la novamente, mas sua boca logo foi
ocupada pelo membro tão hercúleo e cheio de veias quanto o pescoço do seu
marido insaciável. Ela o tragava até o segundo terço e o chupava com os lábios
projetados, enquanto ele afagava-lhe o cabelo e a observava trotar sobre mim.
— Está gostando,
minha linda? O garoto manda bem?
— Mm-hm...
De vez em quando, ele a empurrava um pouco
para trás e se espichava para ver o nosso ponto de contato, o que o excitava e
o fazia voltar à sua boca com vigor redobrado, afagando-lhe o cabelo e o rosto.
Quanto a mim, como essa posição dificulta a fricção da glande, senti que
poderíamos ficar assim pelo tempo que fosse e procurei me acostumar à visão do
homem em busca do qual eu fora e que agora dividia sua esposa comigo. Ele tinha
aspecto ocidental mas era muito bronzeado pela constante exposição ao sol. Tinha cerca de um metro e oitenta, era magro, mas um
feixe de músculos. Devia ter entre trinta e cinco e quarenta anos e me lembrava
um ator que o meu pai adorava, Terence Hill, de comédias de faroeste italiano. Não
era difícil admirar seu corpo, e eliminar o mal-estar de transar diante dele
era questão de costume. Afinal, eu tinha ido procurar por ele e não por ela. Seu
comportamento me intrigara no banheiro do forró e eu queria uma resposta. O
mistério parecia estar sendo desvendado e quanto mais eu me mostrasse
adaptável, melhor seria.
Poucos minutos
depois, Hércules passou para trás de Cássia e colou-se nela, acariciando-lhe os
seios. Ela olhou para ele sorrindo, como se soubesse a lição de cor e salteado,
e baixou a coluna empinando-se ao máximo. Pude então experimentar pela primeira
vez na vida a estranha sensação de compartilhar um mesmo espaço sexual. Fortemente
comprimido contra o meu e esfregando-se nele, o longo membro de Hércules
afundou-se até que nossos sacos se tocaram. Cassia, com a cabeça apoiada na
minha e as unhas cravadas em meus ombros, mal continha um grito.
— Agora a gente vai
fazer essa moça gozar, gemeu o homem, dando-me uma piscadela e aplicando um
tapinha na mulher.
Cassia recomeçou a
mover-se dando gemidos aspirados para não acordar as crianças que dormiam no
quarto. Ela estava lívida. Eu continuava sem muita mobilidade, mas seu sexo
envolvia fortemente os nossos, e o de Hércules, livre, começou a deslizar sobre
o meu. A excitação não tardou a subir, temi não conseguir conter o orgasmo por
muito tempo, mas o olhar do homem me indicava que seria um erro. Meu prazer ia
começando a tornar-se dor quando senti uma fortíssima dentada no ombro e uma
descarga quente alagar meu sexo. Um orgasmo avassalador tomou conta do corpo
inteiro de Cássia que, agora agarrada ao meu pescoço, pôs-se a ter espasmos a
ponto de revirar os olhos enquanto seu homem continuava a pistonear
vigorosamente dentro dela. Procurei por sua boca, mas foi impossível beijá-la;
ela não conseguia parar de arfar. A excitação do momento era tamanha que não
pude me conter e acabei gozando profusamente sem a autorização do marido. Ele
percebeu meu gemido e deu um sorriso sarcástico, afastando-se e olhando para
mim com um meneio de cabeça. Cassia ficou encaixada em mim, ofegante, a cabeça
recostada no meu ombro, enquanto eu sentia meu membro amolecer dentro dela.
— Gozou muito hein,
morzão! sussurrou ele, aproximando-se e dando-lhe um beijo antes de retirá-la
de sobre mim como se tirasse uma criança da gangorra.
Hércules levou a
esposa ainda titubeante até o sofá, sentou-a e ajoelhou-se entre suas pernas,
escancarando-as. Em seguida, olhou para mim como se fosse me mostrar a coisa
mais interessante do mundo e afundou a cabeça entre as coxas abertas, fazendo
uma profusão de ruídos molhados. Cassia não correspondeu, zonza e cansada
demais para reagir. Ela permaneceu sentada, de olhos fechados, apenas afagando
devagar o cabelo do marido. Hércules me dava a impressão de estar apenas
começando.
Ele deve ter passado
cerca de dez minutos lambendo-a, beijando-lhe a barriga e os seios, a boca e
sussurrando obscenidades. Quando se deu por satisfeito, pôs-se de joelhos no
sofá e recomeçou a penetrá-la com igual disposição, levando-a a um novo
orgasmo, menos intenso que o primeiro, mas assim mesmo forte, que a deixou
prostrada, a cabeça pendendo no peito. Como da primeira vez, ele se afastou sem
mostrar o menor sinal de cansaço... nem de orgasmo.
— Vem, garoto,
ordenou ele, de pé no centro da salinha exígua, ostentando ainda um resto de
ereção.
Me levantei da
poltrona torcendo para que o bom senso falasse mais alto e ele visse que era
impossível continuar. Cassia passara o dia todo entremeando
"rapidinhas" de vinte minutos ao trabalho com visitas e ainda
tinha-se disposto a terminar numa sessão de sexo a três. Lembrei-me ainda que
ela estava grávida; provavelmente de um mês ou menos, mas grávida. Será que
aquele homem ficaria insensível a isso por mais tempo?
— É melhor parar por
aqui, Hércules; ela está cansada.
— E quem disse que
eu não sei disso?
Foi então que se deu
o inusitado ou, melhor dizendo, um início de revelação do mistério. Diante da
esposa, que agora brincava, apática, com a barra da sainha que ela não tirara
em nenhum momento, Hércules sentou-se na beira do sofá e puxando-me pela coxa,
abocanhou por inteiro meu sexo amolecido, pondo-se a chupá-lo com gosto. De
braços estendidos e afastados do corpo, eu não sabia o que fazer nem para onde
olhar. Escolhi olhar para Cássia, que retribuiu com um sorriso cansado, como
quem diz "Liga não, ele é assim mesmo!" e pus as mãos nas cintura
para evitar tocar no marido que se aplicava ruidosamente à tarefa. Endureci
rapidamente na boca do homem e achei que um segundo orgasmo encerraria em
minutos a estranha orgia. Eu não poderia estar mais enganado.
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