21. Uma tarde ociosa
Da enorme grade da Casa Grande, logo avistei
o LTD branco estacionado em frente ao varandão: Marta e Tomás chegaram. Entrei
sem fazer barulho, me despi completamente e fui diretamente para a cama, a
nossa imensa cama de baldaquim, onde eles já dormiam tranquilamente, ela no
centro e ele à esquerda. Dois murmúrios seguidos de espalhafatosas mudança de
posição significaram um surdo "até que enfim" fizeram-me entender que
eu havia sido esperado. Peguei no sono em segundos, um sono pesado e sem
sonhos, mas repleto de sensações de movimentos e súbitas aparições dos rostos e
corpos dos sátiro e sua ninfa.
No dia seguinte, fui despertado por Tomás
arrastando-me pelos pés para fora da cama.
— Levanta, Marcos; é
quase uma da tarde! Já fui buscar pão e a Marta fez café. Está
tudo pronto lá embaixo.
Fui nu me lavar, depois vesti uma sunga e
desci. Um canto da mesa estava posto e vi Marta de pé diante do fogão. Já
estávamos tão íntimos que ela passara a não usar a parte de cima do biquíni
conosco. Em casa, Tomás usava uma sunguinha "indecente" que ele
adorava, mas não tinha coragem de por para sair. Uma atmosfera levemente
sensual pairava quando estávamos os três juntos na cozinha, respirando aroma de
café, rompendo crosta de bisnaga fresca e vendo uns aos outros assim, seminus,
conversando espontaneamente.
Durante o café, eles me contaram o dia no
Rio, mas não me aventurei a revelar o meu reencontro com o homem do forró e
muito menos a noite sobrenatural que eu ainda sentia literalmente viva na
carne. Limitei-me a dizer que saí para passear e inventei que acabei conhecendo
uma turma de gaúchos que me convidaram a ir tomar cerveja num bar, na beira da
estrada. Obviamente, minha história não colou 100%, mas desconversei e tive a
sorte de ser interrompido por Tomás, que tinha um assunto em mente.
— Marta, você está
nos devendo a continuação de uma história, se lembra?
— Eu? Ah, sei! Você
não esqueceu disso?
— Nem eu! intervim
aliviado. Pode tratar de ir contando como terminou aquele dia com a Val e o
Tulio!*
— É, Marta. Você
disse que depois do Tulio, uma segunda Val nasceu. Como foi isso?
— Gente, eu só
consigo contar essas coisas fumando um cigarro. Depois do café, a gente vai lá
para fora e eu conto tudo em detalhes, prometo.
E assim foi. A idéia
de Tomás caiu como uma luva porque estávamos os três cansados da véspera e sem
disposição para sair de casa. Sentados na escada do varandão e recostados na
balaustrada, esperamos que Marta acendesse o cigarro e ouvimos atentamente.
— Vocês se lembram
que a Val, o Tulio e eu tínhamos voltado da praia e estávamos de roupa de
banho, como nós três, aqui, não lembram?
— Me lembro do ponto
exato em que você parou, Marta: a Val disse ao Tulio que tinha contado a você
que ele era dotado e ele tinha baixado a sunga para vocês.
— Pois é, você até
disse que ela passou a mão no pau dele como se estivesse fazendo carinho num
elefante! acrescentei.
— Ha! Ha! Essa
história de tromba é velha, mas não encontrei outra coisa para comparar; o
Tulio tinha um pau "assim", fez a Marta, pondo as palmas das mãos
paralelas e afastadas de cerca de vinte centímetros. Mas vamos lá, vou contar o
resto.
"Vocês se
lembram que eu disse que não toquei no Tulio, não é? Eu estava meio sem jeito,
não queria provocar uma sessão de sexo grupal no quarto da Val. Ele percebeu
isso e ia se conformando em só mostrar, quando ela deu um puxão nele e caiu de
boca. No começo, ele riu, mas a Val começou a chupar com tanta convicção, e
gemendo, e acariciando as coxas dele, que o coitado do menino foi se excitando
de verdade."
— Tadinho! Estou com
pena dele!
— Cala a boca e
escuta, Tomás! invectivei, dando-lhe um tranco na perna.
"O Tomás está
certo. E como eu já tinha contado, o Tulio e a Val eram vizinhos no prédio e um
tipo de "fuck friends", então não foi difícil vencer a timidez pela
minha presença. Timidez que não podia durar muito porque eles estavam ao meu
lado, a Val sentada na cadeira com ele entre as pernas, fazendo um barulhão
para chupar aquele treco enorme! À certa altura, foi o próprio Tulio que tirou
o pau da boca da Val para me oferecer, diante dos olhinhos faiscantes da minha
amiga doida para me ver sucumbir. E a tentação era grande mesmo. O Tulio ficou
entre nós duas, com aquelas coxas grossas de vôlei de praia e aquilo apontado
para mim. Como eu não me decidisse, a Val pegou nele e me puxou. Sem exagero,
tive que escancarar a boca, senão a cabeça não passava sem raspar nos dentes! Eu
nunca tinha visto um tão grande de perto e não acreditei quando pus a mão,
apalpei e depois senti aquilo passando pelos meus lábios. Quando a cabeça tocou
no fundo da boca — o máximo que aguentei sem ter ânsia de vômito —, meus lábios
não tinham chegado nem à metade do comprimento! Chupei um pouco, depois a Val
pediu e ficamos passando de uma para a outra, achando graça mas sentindo o
clima realmente esquentar."
— Ficaram um tempão
se alternando assim? indagou Tomás.
— Nem tanto, que
ninguém é de ferro! brincou Val, dando uma baforada.
— Não interrompe,
Tomás! Continua, Marta.
"Bom, ficamos
um tempo brincando de passar aquilo de uma boca para outra, até que a Marta
decidiu que a coisa tinha engrenado e se levantou, fez o Tulio sentar na
cadeira dela e tirou o biquíni todo. Depois, dando uma piscadela para mim, foi
até a mesinha de cabeceira, pegou uma camisinha, colocou no Tulio e sentou no
colo dele."
— Anal,? perguntou
Tomás.
— Não.
"Não, mas ver a
cara dos dois enquanto a Val sentava até o final foi uma das cenas fortes da
minha vida. Eu fiquei tão excitada que o Tulio percebeu e me chamou para perto
deles, depois cochichou alguma coisa no ouvido da Val e ela começou a
desamarrar meu biquíni. Pensei que o Tulio fosse me agarrar junto com ela e
chupar meus seios, mas para surpresa minha, foi a Val que colou a boca neles e
começou a chupar meus mamilos com força, já tirando a minha calcinha e me
acariciando entre as coxas. Nunca havia me passado pela cabeça fazer alguma
coisa com a Val, mas ela mostrou tanto desejo que me deixei levar. Ela me
beijou os seios, a barriga, depois me virou e fez o mesmo na bunda, lambendo o
rego e mordendo cada gomo enquanto trabalhava com a mão entre minhas pernas. Fui
ficando tão excitada, tão molhada que acabei me inclinando para frente e me
oferecendo toda, e a Val não hesitou em passar a língua pelos meus lábios,
períneo, chegando até o cu. Enquanto isso, Tulio gemia de prazer com a
penetração e com o que ele estava assistindo.
— Também quero! ele
disse.
— Quer provar, é?
respondeu a Val, provocante.
— Quero, você está
me dando água na boca.
Val saiu do colo
dele com um gemido e me levou gentilmente para a cama, pondo-me deitada e indo
ficar ajoelhada na altura do travesseiro com a minha cabeça entre as pernas
abertas. Depois me pediu para jogar as pernas para trás e, segurando-me pelos
tornozelos, fez um sinal para Tulio, que se ajoelhou no pé da cama e começou a
me dar pinceladas longas com a língua, despertando cada milímetro do meu sexo e
esfregando o meu clitóris com ela até me fazer subir pelas paredes, num
primeiro orgasmo que senti violentíssimo porque eu não podia praticamente me
mexer. Enquanto isso, Val me beijava a testa, o rosto, enfiava a línigua na
minha boca e maltratava-me os bicos dos seios com os dentes."
— Você estava com
tanto tesão que gozou logo. Não perdeu a vontade? perguntei.
— Claro que não,
cara! interveio Tomas. Mulher pode gozar um montão de vezes, e isso é que é
legal!
— É verdade, Marcos.
E àquela altura, o clima estava realmente tórrido, com os três muito afim de
continuar e extrair todo o prazer possível daquele encontro.
— Uau! Continua,
Marta! pedi.
"Como se não
bastasse o primeiro orgasmo provocado pelo Tulio, a Val entrou por cima de mim
em posição de 69 e começou a alternar lambidas em mim com chupadas no pau dele.
Eu nunca tinha ficado tão perto de uma buceta e a dela estava ali, quase colada
no meu nariz, molhada e vermelha e um pouco aberta depois da transa na cadeira.
Eu sabia que a Val estava esperando por uma atitude minha porque ela mexia as
ancas, se oferecendo toda e gemendo enquanto nos lambia e chupava. Eu não podia
negar isso a ela. Puxando-a para trás, indiquei que eu estava pronta para
começar e passei a língua uma vez, duas, pelos lábios encharcados. O odor não
me pareceu repulsivo, nem o sabor, e o relevo entumescido estimulou minha
língua dando-me o desejo de prosseguir. Lambi várias vezes, depois me
concentrei nos lábios, passando a língua entre eles, e vez por outra, cutucando
o orifício de onde escorria o líquido do tesão, sentindo a resposta nos
pulinhos que a Val dava a cada toque. Nervosa, ela deglutia ruidosamente
enquanto chupava, voraz, o pau do Tulio, que se oferecia, aos gemidos."
— Uau! Estou
imaginando a cena, exclamou Tomás, excitado.
— Ainda não escolhi
qual dos três eu queria ser, larguei, rindo.
— Pois é, Marcos,
três formas diferentes de prazer intenso, disse a Marta, apoiando-me ao ver o
risinho na boca do Tomás.
"Em dado momento, Tulio saiu da cama,
deu a volta e veio para trás de nós. Seu saco literalmente esfregou-se no meu
rosto e instalou-se sobre os meus lábios enquanto ele se preparava para
penetrar Val mais uma vez, agora de quatro. Lambi, mordisquei e suguei a pele
rugosa e esticada daquela forma redonda, olhando a bunda do homem do nosso
trio, uma bunda carnuda e branca separada pelo sulco profundo que a dividia em
dois gomos firmes e lisos. Curiosa, envolvi-os com as mãos e sentindo seu calor
e textura, separei-os ligeiramente com os polegares, pondo à luz a região mais
secreta. Tulio incomodou-se um pouco, sua bunda endureceu-se e fechou-se e vi
seu longo e grosso pau introduzir-se profundamente em Val, fazendo-a dar um
pulo para frente para depois recuar, agora pronta a recebê-lo até o fim. Do meu
ângulo, eu via perfeitamente os lábios distendidos e tensos envolvendo a
circunfernência do pau e o clitóris esfregando-se no grosso tronco a cada ida e
volta. Val agora gemia
desvairadamente, como se suportasse um cataclisma, o rosto colado na colcha. Seu
prazer era inegável, mas eu percebia que sua anatomia ainda lutava contra a do
Tulio."
— O pau dele era tão
grande assim, Marta? perguntou Tomás, com uma ponta de inveja.
— Era sim, e não vou
mentir; nisso, o Tulio era um privilegiado porque além de dotado, tinha um pau
lindo, super bem feito.
— Hm, sei, respondeu
ele, com despeito.
"E eu, por
baixo dos dois, continuava curiosa, mas o Tulio tinha entrado num ritmo estável
e firme que me impedia de ivestigá-lo como eu queria. Val demonstrava tanto
tesão que isso foi amplificando o dele, levando-o a golpeá-la violentamente com
as coxas. Eu via o saco acompanhar o movimento das coxas e balançar como um
pêndulo entre elas. Quando o pau escapulia, eu o capturava e punha na boca,
provando o sabor misturado dos dois sexos. Sabendo-me inexperiente, Tulio tinha
o cuidado de não continuar os vaivéns nesse momento e deixava-me simplesmente
dar duas ou três chupadas para em seguida reintroduzi-lo no sexo entreaberto da
minha amiga, que o recebia sempre com um longo gemido e socos na cama. Tulio
penetrou-a até gozar, dando estocadas curtas ao ejacular e gemendo muito
intensamente. Vi Val olhando para trás, sorridente, para encará-lo enquanto
amparava seus golpes, firmemente apoiada na cama. Quando ele saiu dela, ainda
ficou por uns momentos na mesma posição e pude retirar-lhe a camisinha repleta.
A cabeça vermelha e inchada daquele pau imenso me pareceu desmesurada em
comparação à pequena fenda que ele acabava de deixar livre e que pulsava
voltando gradativamente ao normal. Dei um nó na camisinha e a deixei cair ao
lado da cama enquanto os dois corpos desabaram sobre o meu, ofegantes."
— E você e ele,
nada? exclamou o Tomás, escandalizando-se.
— É Marta, em termos
de sexo, você participou bem pouco até esse momento.
— Calma, meninos! Eu
disse que nesse dia nasceu uma nova Marta, e é verdade.
— Ah, bom!
— Conta mais! Conta
mais! Conta mais!, pedi.
— Calma, vou
continuar!
Nesse momento, o
celular de Marta tocou. Ela se afastou para falar e voltou dois ou três minutos
depois.
— Era o capataz. Ele
está no estábulo com o veterinário. Preciso dar uma chegada lá porque uma vaca
está parindo.
— Ah, essa não!
exclama Tomás, frustrado.
— E eu nem convido
vocês porque eu gosto que o abmbiente seja tranquilo nesses momentos. Muita
gente por perto estressa o animal. Não vai faltar oportunidade para terminar a
história, e vocês ainda ficam por aqui por um tempo, não é?
— Até o fim da
semana, respondi.
— Bom, então temos
uns dias.
Marta subiu para se
vestir e minutos depois saiu com o LTD branco. Tomás e eu ficamos nos olhando
com cara de criança de quem se tomou o doce.
----------------------------------------
(*) Trata-se do que
foi narrado no episódio 15, "Elefantes, Cerejas e Flechas".
Comentários
Postar um comentário
Comente! Ajude a aprimorar o Erotexto!