"Querida Amiga,
Hoje me aconteceu uma coisa
que preciso contar a alguém não só para desabafar, mas para pedir conselho, e
como você é minha melhor amiga, vai entender mesmo estando em plena viagem.
Foi hoje cedo. O Fernando já tinha saído para trabalhar,
eu já tinha levado a Lulu para a escola e estava me arrumando para ir para a
ginástica quando a campainha tocou. Adivinha
quem era? O Ricardo, irmão mais novo do Fernando. Ele vinha trazendo uma caixa
de vinho que o pai deles cisma de mandar para nós todo mês, há um ano, desde
que a gente casou. Estava todo esbaforido e suado porque carregou aquele peso
todo a pé. Da Figueiredo até aqui, são umas cinco ruas! Mandei o menino entrar,
sentar na sala e abri uma latinha de Coca para ele. Não temos muito assunto,
mas perguntei como é que ele está levando o último ano do segundo grau e o
basquete que eu sei que ele pratica há muito tempo. Isso rendeu uns vinte
minutos de papo, mas notei que volta e meia ele olhava para as minhas coxas ou
para o meu busto. Eu estava usando o short e o top de lycra azul que você me
deu para fazer ginástica. Perguntei se tinha alguma coisa com a minha roupa e
ele disse que não, mas que nunca tinha me visto de roupa de ginástica.
Perguntei se estava feio e ele me disse que, pelo contrário, estava
"demais". Eu ri pensando que isso ia descartar o assunto, mas ele
elogiou meu sorriso e disse que sempre tinha me achado bonita. Agradeci, mas
ele continuou a me olhar daquele jeito que você conhece, que dá a impressão de
que estão nos vendo através da roupa. Resolvi encurtar o papo, perguntei se a
Coca estava boa e disse que estava indo para a ginástica, na esperança de que
ele se mancasse. Mas ele ficou lá, sentado no sofá, com cara de sem jeito.
Perguntei o que era e ele me disse: "Não posso levantar." Perguntei
por quê, esperando uma resposta do tipo "estou cansado", mas ele
ficou todo vermelho, olhando para o chão e mexendo os pés. Suzi, você não vai
acreditar no que ele me respondeu quando insisti! Sem tirar os olhos do chão e
meio que murmurando baixinho, sem articular as palavras, ele disse: "Estou
de pau duro." Eu quase caí para trás.
Eu sei, eu sei, você deve
estar duvidando, mas é a mais pura verdade; o menino tinha ficado excitado me
vendo de roupa de ginástica e estava aflito porque eu ia perceber se ele se
levantasse! Na hora, fiquei um pouco irritada com aquilo, mas me controlei,
disse que não me incomodava, mas que era melhor ele voltar para casa,
explicando que ele se distrairia na rua e o desconforto passaria. Ele enrolou
mais um pouco, mas acabou concordando. Menina, quando ele se levantou, o que eu
vi me deu um arrepio na espinha! O troço dele não estava só duro, mas parecia
enorme, atravessando a calça por baixo do bolso e indo até a costura lateral!
Não consegui me controlar e soltei aquele riso nervoso que você conhece bem,
com o Ricardo plantado lá, olhando para mim com cara de pateta. Naquele
momento, minha cabeça se tornou pura confusão. Ao mesmo tempo que eu queria que
ele fosse embora, estava morrendo de curiosidade de ver aquilo. No meu tempo de
segundo grau, nenhum menino de dezoito, dezenove anos tinha me chamado a
atenção pelo dote. Fernando também não é nenhum ator pornô! Eu precisava ver!
Eu tinha frações de segundo para pensar e a ideia que me veio foi dizer que se
ele precise "se ajeitar" antes de ir embora, podia usar o banheiro.
Ele aceitou e foi. Enquanto isso, fui jogar a latinha de Coca direto na
lixeira, no corredor. Quando voltei para dentro, ele ainda estava no banheiro.
Imaginei que ele tivesse aproveitado para fazer alguma necessidade, mas ouvi um
ruído familiar e me lembrei de estalo que o Fernando deixa umas revistas de
mulher nua no armário da pia, umas revistas que ele chama de
"históricas" que o pai deu para ele: Playboy, Hustler... Você já deve
ter visto isso lá. Logo entendi que o Ricardo tinha encontrado o tesouro e ia
provavelmente querer se aliviar.
Ah, menina, não pensei duas
vezes! Fui até a porta e perguntei se estava tudo bem ou se ele estava
precisando de alguma coisa. Ele respondeu com um "Não, não..." muito
rapido e nervoso, como o Fernando faz quando se mete no banheiro achando que
não vou desconfiar de nada. Tive a certeza de que não estava enganda e dei a
volta para espiar pelo basculante da área. Quando subi no banquinho para olhar,
ele estava lá, sentado no vaso de revista aberta nos joelhos e concentrado no
trabalho manual. Minha cabeça estava formigando de nervoso. Do basculante, se
vê a pessoa de costas sentada no vaso, então não dava para ver o que eu queria
ver. Em dois minutos, ele ia terminar e ir embora. Eu tinha que fazer alguma
coisa e o que me veio à mente era loucura: falar com ele. Foi a única solução
que encontrei, e foi o que fiz. Respirei fundo para tomar coragem, enfiei a
cara no basculante e soltei, com a voz mais bem-humorada do mundo: "Você
podia ter dito que precisava de uma mãozinha!"
Assim que abri a boca, ele
tomou um susto enorme, virou a cabeça e me viu caindo na gargalhada. Pensei que
ele fosse dizer alguma coisa, furioso, mas não, ele se debruçou nos joelhos,
afundou a cabeça nos braços e ficou mudo. Tentei explicar que estava mexendo
com ele, que era brincadeira, mas ele deve ter ficado tão envergonhado que não
queria mais se mexer. Dei a volta, colei a orelha na porta do banheiro e pude
ouvir a respiração nervosa dele. Tentei dizer que não há nada de mais em se
masturbar, que todo homem faz, que o irmão dele casado comigo faz, mas não
consegui convencê-lo a abrir a porta. Então comecei a ficar preocupada de
verdade e fui pegar a chave do banheiro, que eu uso quando a Lulu brinca de se
trancar. Quando entrei, ele não reagiu, ficou na mesma posição, debruçado nos
joelhos, de calça nos tornozelos. Então cheguei bem pertinho, fiz um cafuné
nele, falei com carinho e pedi que ele se levantasse, dizendo que ele não podia
se sentir culpado por ter feito uma coisa que é tão natural. Ele então disse
que não achava certo ter ficado "daquele jeito" com uma cunhada e eu
expliquei que todo homem fica "daquele jeito" quando vê uma mulher
vestida com roupa apertada, pouco importa que seja cunhada, prima, vizinha ou
namorada do melhor amigo. Isso o acalmou um pouco, ele me entregou a revista e
ficou me olhando como quem espera que o outro vá embora. Mas eu disse que
estava preocupada com ele e queria que a gente saísse do banheiro. Ele então se
levantou puxando a cueca. Minha amiga, assim que eu bati com os olhos no que
estava me deixando tão curiosa, tomei um susto, perdi a fala e engoli em seco. Suzi , o Ricardo é
um bicho de goiaba com um pau de africano! Só me lembro não pude me impedir de
detê-lo para que ele parasse de subir aquela cueca. Diante dos meus olhos,
quase vinte centímetros de um pênis que parecia curvado pela cabeça enorme
dançavam no ar. Custei a acreditar que aquilo estivesse despontando do corpo
magro do menino envergonhado que se contorcia ao meu lado. Meu gesto de pegá-lo
foi quase instintivo, Suzi, e Ricardo olhou-me espantado, ainda em estado de
choque. Sentindo um início de mal-estar, só me ocorreu dizer um
"Posso?" Fingindo a maior naturalidade do mundo, ajeitei o monstro na
cueca, puxando-a bem para cima e dando um tapinha no bumbum do Ricardo para ver
se arrancava um sorriso. Um pouco mais relaxado, ele mesmo subiu a calça e
pudemos finalmente sair do banheiro.
Você já deve estar
imaginando a minha angústia. Até agora, está tudo calmo, o Ricardo parece não
ter comentado com ninguém o que aconteceu aqui. Mas, e hoje à noite? Como é que
os pais do Fernando vão reagir se ficarem sabendo? O que é que eles vão pensar
de mim? Se acharem que sou o tipo de nora que seduz cunhadinhos de dezoito
anos, pode ser o fim até do meu casamento! Estou angustiada, impaciente que o
Fernando chegue porque acho que a melhor coisa a fazer é contar tudo a ele.
Como a minha excitação não transpareceu, posso contar o que aconteceu como se
eu tivesse feito tudo sem um pingo de malícia.
Não quero estragar tuas
férias, minha amiga, mas posso esperar por uma palavrinha tua o mais rápido
possível? Teus conselhos sempre me foram preciosos.
Um beijo da amiga que te
adora,
Silvinha"
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"Minha Querida,
Mas que desespero é esse?
Você não pode ficar desse jeito porque vibrou com um corpo de homem! Isso
mesmo, foi o que eu disse: de homem! O Ricardo tem mais de dezoito anos, mesmo
que se comporte como o menino bem educado que é. Se fosse um grosseirão
insolente e cheio de si, você não estaria assim, tenho certeza. O que te
impressionou foi o inesperado, não vejo nada de anormal nisso. E venhamos e
convenhamos, aos vinte e cinco anos, você não é tão mais velha assim que ele!
Agora é hora de colocar a cabeça no lugar e rever a cena para ter certeza de
que não fez nada errado.
Pelo que entendi, você foi
bem natural e a única coisa menos banal, por assim dizer, foi recolocar o
"treco" do Ricardo na cueca porque ele estava todo acabrunhado e não
queria mais sair do banheiro. Ele nem percebeu que você estava excitada! Na
minha opinião, você pode ficar confiante porque ele não vai contar que foi ao
banheiro da tua casa, que fuçou no teu armário e que se masturbou vendo uma
revista erótica para se consolar da culpa de ter tido uma ereção na frente da
cunhada! Ele até pode inventar alguma história fantasiosa para se vangloriar
entre os colegas, mas não vai te comprometer com isso e muito menos contar em casa. No teu lugar, eu
relaxaria e pensaria em outra coisa; por exemplo, como vai ser daqui para
frente, quando o Ricardo recomeçar a frequentar a tua casa depois desse pequeno
incidente? Foi "azar", você estar de roupa de ginástica quando ele
chegou, porque agora ele está aceso, e disso você pode ter certeza. Conhecendo
os homens como eu conheço, ele não vai te largar enquanto estiver se sentindo
assim, e a contagem regressiva começou no instante exato em que ele atravessou
a soleira da tua porta para voltar para casa. Ele vai arrumar mil pretextos
para ir aí na esperança de obter os favores da cunhada gentil e prestativa que
você foi na manhã de hoje. Você me pediu conselhos, e aí vão alguns.
Minha experiência me diz
que o Ricardo vai aparecer por aí no máximo daqui a uma semana e exatamente num
horário em que a cunhadinha vai estar sozinha em casa, como hoje. Se você
quiser encarar o segundo capítulo, esteja preparada, vestida, por exemplo, com
a roupa de ginástica que tanto o transtornou. Sugiro também que você se depile
toda e muito bem porque os principiantes não gostam de pelos. Quando ele
chegar, tente reproduzir o que você fez hoje, servindo um refrigerante ou uma
cerveja (aos dezenove, ele já deve gostar) e convidando-o a sentar no sofá.
Isso vai ativar nele a mesma reação que ele teve hoje ao te ver, com a
diferença de que agora ele sabe que pode ficar tranquilo se tiver uma ereção.
Se isso acontecer, ele vai rir em vez de ficar constrangido, e as coisas vão
fluir se você for esperta. Você pode dizer a ele que está curiosa, que gostaria
de ver novamente porque da primeira vez tudo foi muito complicado. Ele vai se
lembrar e dar um sorrisinho amarelo, mas vai mostrar, torcendo para que você
reaja conforme as expectativas dele. Você então pode chegar mais perto, mas
para fazer o contrário do que fez hoje: vai abrir a calça dele e tirar o
monumento da cueca. Ele vai ficar sem fala, assistindo de boca aberta. É hora
do empurrãozinho estratégico para que ele se deixe cair sentado no sofá e você
possa ajoelhar entre as pernas dele para matar a fome ao mesmo tempo que ensina
a arte de evitar ejaculações precoces. Você precisa mantê-lo excitado o maior
tempo possível para que o desempenho dele seja puramente animal. Se ele tiver
um primeiro orgasmo com a tua boca, vai subestimar de saída o alcance do prazer
sexual masculino que, cá entre nós, é mesmo medíocre e insuficiente. Chupa,
minha amiga! Chupa intensamente, do jeitinho que você faz quando quer deixar o
Fernando em fogo, mas sem levar o irmão dele ao clímax.
É bom prever aonde ir
depois desse "aquecimento". Imagino que você não queira ir com o
Ricardo para a cama de casal e considero essa decisão prudente. O ideal seria
um cômodo não muito utilizado por vocês, como o quarto de hóspedes ou aquele quartinho
dos fundos onde vocês guardam as malas e coisas de viagem. Sugiro que você
comece sentada no Ricardo, cavalgando, para que ele não sinta qualquer
dificuldade em penetrar.
Não sabemos se ele já teve alguma experiência sexual. Se não
tiver tido, vai estar tenso, achando que é difícil encontrar o buraco e outros
delírios de menino virgem. Ele vai ficar deslumbrado te vendo encaixada nele
com os seios empinados ao alcance das mãos, vai querer pôr a mão e talvez
acariciá-los enquanto você trota no colosso que tanto te impressionou e
enquanto extrai dele o máximo de sensações. Ensina ao Ricardo a esfregar teu
clitóris enquanto penetra, desfruta dos orgasmos que ele te proporcionar. E se
você me permite outra opinião, seria bom que ele não gozasse nessa posição. Se eu
fosse você, me ofereceria deitada de pernas escancaradas para induzi-lo a
chegar lá pelo próprio esforço. Nada como uma bela vagina depilada para
estimular um neófito. Ele vai valorizar muito mais esse primeiro orgasmo se
pensar que o obteve através de vigorosas estocadas de macho. Ah, isso está me
deixando com inveja! Como eu gostaria de ser um mosquitinho para estar presente
nesse dia! Espero que ele saiba usar essa ferramenta privilegiada que recebeu
da natureza, para o teu deleite e satisfação, minha amiga. Mas vamos
continuar.
Falei de orgasmos, mas
ainda não de proteção. É mais que provável que vocês não tenham que se
preocupar com isso, mas não custa perguntar se o espertinho é promíscuo. Às
vezes, a timidez e a inexperiência levam o homem a procurar profissionais, e
isso pode ser problemático. Presta bem atenção ao aspecto exterior desse
abençoado membro. A cor da cabeça tem que ser saudável e uniforme, sem manchas,
abcessos, feridas, e o cheiro tem que ser familiar, nada de odores fétidos que
não pertençam à gama do xixi ou do esperma. Um dia você me disse que gostava de
engolir, então aproveita! Não sei que quantidade os teus namoradinhos podiam
ejetar, mas tive alguns que deixavam meu rosto literalmente encharcado e
gotejante. Se o Ricardo for autorizado a gozar dentro, vai se sentir uma
verdadeira potência e querer repetir a proeza até, quem sabe, três, quatro
vezes!
O outro ponto que não toquei é hilário. Você já me
disse que gosta de sexo anal, mas que não estimula demais o Fernando para não
acostumá-lo. Pois bem, é mais que provável que o irmãozinho tenha a fantasia
oculta de te penetrar por trás. O único problema, no caso dele, é evidentemente
o calibre, minha amiga! Não quero te ver passando pelo vexame do coito anal
interrompido por estar sentindo dor ou, pior, por achar que não vai caber! O bom senso serve para avaliar riscos. Não sei quanto
a você, mas eu adoro sentir um membro avantajado e competente me abrindo e
invadindo até o fundo. Sem esquecer que o orgasmo dos homens é alucinante quando
eles sentem a pressão em torno do apetrecho. O vaivém acelera e as estocadas
ficam mais intensas. Nessa hora, eu me masturbo e me entrego. Perdi a conta das
vezes que gozei ao mesmo tempo que o homem durante o sexo anal. Se o desempenho
do teu pupilo for razoável, pode ser que ele te leve a outro orgasmo e te encha
as entranhas de esperma quente.
Para terminar, minha amiga,
repito que não vi motivo para pânico. O Ricardo vai guardar o segredo para não
desperdiçar a chance de ser teu amante (por que não dizer as coisas como elas
são, não é mesmo?) Eu estava certa quando escrevi "azar" entre aspas
ao mencionar a roupa de ginástica que te dei. Na verdade, o presente foi
providencial e digo com toda segurança que o que você teve foi sorte! Agora,
vou voltar às atividades do meu cruzeiro porque já vi que estão dançando na
piscina e o potencial erótico dessa viagem está lá em cima. Como dizem os bem
educados, relaxa e goza, menina! E quando eu voltar, não esquece de me manter
informada em detalhes sobre essa longa aventura que acaba de começar.
Um beijo da amiga que te
ama,
Suzi"

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