Passado o Natal com sua atmosfera casta, minha libido
despertou e com ela o desejo de um desfecho digno do bissexual que sou para
este ano de 2015. Mas como
providenciar um encontro bi quando quase todos os "contatos" estão
viajando ou continuam com as famílias? No calor da manhã do dia 27 resolvi
perambular por Copacabana em busca de inspiração. Escolhi uma sunga
preta, única cor que ainda torna possível ao homem usar uma peça menor que os
tristes "sungões" modernos, e saí.
Caminhando pela Duvivier em direção à praia avisto,
num apartamento de primeiro andar do prédio adiante, uma jovem debruçada numa
janelinha lateral que dá diretamente para a calçada em que estou. Ela está
sorrindo e visivelmente levando tranquinhos de alguém que mal vejo por trás
dela. Minha mente sórdida infere rapidamente: sexo. Ela tem cerca de vinte e
cinco anos, é morena de cabelos castanhos até abaixo dos ombros, parece estar
de biquíni e continua a me olhar maliciosamente.
Vendo que em alguns passos eu estaria abaixo da janela
e a perderia do meu campo de visão, resolvi diminuir o passo e retribuir o
sorriso com um aceno gentil e uma piscadela. Imediatamente, a mulher virou-se
para dizer algo à pessoa por trás dela e instantes depois, um homem de
cerca de trinta anos, cara boa e ar descontraído veio à janela ficar junto
dela e também sorrir. Senti-me na obrigação de fazer um sinal ou dizer algo, e
ocorreu-me articular a exclamação "Tesão!" sem contudo pronunciá-la
para não chamar a atenção. Quando ia tornando-se inevitável ultrapassar a tal
janelinha e dar um adeus definitivo àquilo tudo, ouvi um "Psst!" Olhei
para cima e vi que o homem estava me convidando a subir. Não pensei duas vezes,
fiz um gesto interrogativo e ele desenhou um "101" no ar com o dedo. Ao
toque do interfone, a tranca abriu-se.
Chegando ao primeiro andar pela escada, ouvi vozes e
inferi que vinham do 101. O casal estava me esperando à porta, ela de biquíni
diante dele de sunga. Logo notei o corpo gostoso de moreninha carioca e o jeito
de mulher acostumada aos programinhas de improviso.
— Oi! Entra. Sou Amanda, diz ela, acolhedora.
— E eu William; Wil, com um ele só, diz o homem,
estendendo-me a mão.
— Prazer. Marcos.
O apartamento lembra o Rio antigo das boas famílias
tradicionais, amplo, com pesados móveis coloniais escuros, prataria, cristais e
quadros nas paredes. Logo descobri a famosa janelinha lateral na parede que
avança cerca de um metro acima da calçada.
— Vocês estavam ali!
— Pois é, diz Amanda, dando um risinho e voltando da
cozinha com uma latinha de cerveja supergelada.
— Obrigado! Está um calorão! Eu também fico de sunga
em casa, quando não completamente nu!
— Esse é o nosso programa de verão, Marcos: praia, boa
comida, cervejinha e sexo, diz Wil.
— Boa pedida! Vocês são casados?
— Sim, somos, mas ainda sem filhos.
— Estragamos a tua praia, hein, Marcos! diz Amanda,
sentando-se num longo sofá.
— Na verdade, eu não ia à praia.
— Ah não? indaga a moça, olhando para a minha sunga.
— É, não... respondo, hesitante. Na verdade, eu estava
procurando... Bem, eu estava atrás de uma oportunidade de fechar o ano
exatamente como vocês.
— Puxa, que coincidência então! diz Amanda.
— Pois é! reforça o marido, sorvendo um bom gole de
cerveja, o que destaca ainda mais a já considerável protuberância na Speedo
preta, de natação.
— Se você quiser se refrescar, o banheiro é
ali no corredor, primeira porta, Marcos. As toalhas ficam no armário ao
lado do box.
— Boa idéia! exclamo, aprovando o "timing"
da minha anfitriã.
Tomei uma chuveirada rápida e passei pasta de
dente com o dedo para purificar o hálito. Por último, agitei
meu valoroso combatente para armá-lo um pouco e repus a sunga. Quando
saí, deparei com o casal entregue a carícias no sofá.
— Chega mais, Marcos, convida o marido com voz
amistosa, entre um beijo e outro na esposa ao seu lado.
— Vem, Marcos! chama ela, dando tapinhas no assento ao
seu lado.
Assim que me sentei, Amanda levou a mão ao meu colo,
acariciando-me por fora da sunga sem deixar de beijar o marido. Sua perna
logo escalou a minha, escancarando-se convidativamente. Depois de algumas
carícias externas, invadi-lhe a calcinha do biquíni e encontrei a fenda melada,
pronta para os meus dedos. Assim que comecei a esfregá-la e penetrá-la, Amanda
pôs-se a gemer e não tardou a baixar minha sunga para masturbar-me.
— O pau do Marcos é um tesão, amor, sussurra ela ao
marido ocupado com seus seios.
— É mesmo? responde ele, avançando-se.
Ato contínuo, Amanda desce do sofá e ajoelha-se entre
minhas pernas, enquanto Wil debruça-se sobre mim. Afaguei seu cabelo curto e
bem cortado enquanto ele me devorava o membro até o saco que Amanda já
começara a lamber e sugar com avidez, acariciando minhas coxas. À certa
altura, percebi que ela queria que eu erguesse as pernas. Assim que
avancei no sofá e as elevei o mais que pude, ela tirou minha sunga e passou a
lamber-me o períneo e pouco depois, sem dar mostras da menor hesitação, o cu. Wil
assumiu a masturbação enquanto ela ia levando-me rapidamente a um estado de
excitação vertiginoso. Ela lambia-me e cutucava o orifício, forçando-me as
coxas cada vez mais contra o corpo, deixando-me um pouco intrigado até fazer-me
sentir seu dedo penetrar-me habilmente, arrancando-me gemidos. Ela trabalhou-me
o ânus até amaciá-lo bem, depois introduziu um segundo dedo, sempre cuspindo e
lambendo, enquanto Wil continuava a masturbar-me para consolidar minha ereção.
Eu me sentia presenteado, mas não podia retribuir
devido à posição. O máximo que eu podia fazer era corresponder aos beijos
lascivos e carícias de Wil que, somados à masturbação, levavam-me
infalivelmente a um primeiro orgasmo. Enquanto imaginava um modo de usar
as mãos, vi Amanda começar a mover-se para o lado e Wil tomar o seu lugar. Entrando
de joelhos no sofá, ele debruçou-se completamente sobre mim e, num gesto
natural, começou a penetrar-me enquanto a esposa voltava a massagear meu saco e
masturbar-me. Não havia dúvida, além de experientes, eles eram
perfeitamente entrosados. Quando senti Wil abrindo espaço em minhas
entranhas e ia soltar o grito inevitável, Amanda empunhou-me o pau com força,
intensificou a masturbação e deu-me um beijo tão profundo que tive um
orgasmo.
— Isso... Goza gostoso, sussurra ela,
percorrendo-me a verga da cabeça à base e usando o esperma que
eu vertia como lubrificante para o marido entregue a um
vaivém ritmado e vigoroso que durou até que ele retirou-se
abruptamente de mim para gozar em jatos fartos sobre minha barriga e
peito.
— Está gostando, Marcos? pergunta Amanda.
— Uff! respondo sorrindo e ainda zonzo, sentindo as
últimas pulsações anais. Isso foi intenso!
— Intenso mas bom? indaga o marido, já de pé.
— Intenso mas ótimo! Vocês são demais!
— Que bom, diz ele, dirigindo-se ao banheiro.
— Posso? pergunta Amanda, olhando o esperma em meu
corpo.
— Fique à vontade! respondo, ainda ofegante.
Debruçando-se sobre mim, ela põe-se a lamber as
pocinhas lácteas que vai encontrando e mostrando-me como vai engolindo uma por
uma.
— Você consegue saber qual é o dele e qual é o meu?
pergunto.
— Nem quero saber, Marcos, mas adoro isso e quero
confiar em você. Posso ?
— Pode, gatona, pode sim, respondo, olhando-a nos
olhos.
— Então vou te dar um presente, diz ela, toda
sorriso, retomando meu pau encharcado e ainda bem duro.
Sem hesitar, ela abocanhou a glande gotejante, sugando
e lambendo com gula. Em seguida, recolheu com a língua todo o esperma residual
do tronco, olhou-me diretamente nos olhos, entreabriu a boca para mostrar-me o
conteúdo e engoliu tudo de uma vez. Isso me excitou tanto que desejei
penetrá-la. Sem indagar se o marido estaria de acordo, puxei-a e a fiz
instalar-se no meu colo, de frente para mim. Espantou-me a facilidade com que
sua discreta fenda de mulher miúda admitiu meu calibre. Estou acostumado a
ver uma certa apreensão até mesmo no rosto das mulheres quando da primeira
penetração, mas Amanda mostrou puro prazer e assim que se sentiu penetrada até
o fim, começou a trotar apoiando as mãos em meus ombros. Minutos
depois, Wil voltava do banheiro.
— Mal dou as costas e você come a minha mulher,
Marcos?! Que coisa feia! diz ele, zombeteiro, vindo sentar-se ao nosso lado e
já acariciando a coxa da esposa.
— Vai sentar, Wil? Não quer aproveitar que o Marcos
está aqui para fazer o que você gosta tanto? sugere a esposa.
— O que eu gosto tanto... Ah é! Claro! Aguenta firme
aí, Marcos! pede ele, levantando-se de pronto e passando para trás da esposa.
— Ele adora DP, Marcos, diz ela.
— Sério? Então somos dois! declaro, entusiasmado.
— Oba, vou ganhar dois pauzões! exclama a morena sem
parar de galopar, oferecendo-me alternadamente seus deliciosos
seios cônicos, que mamo como um bebê glutão.
Uma vez posicionado, Wil não demora a penetrá-la.
— Ai, Wil... Ele está tão grosso! geme a mulher.
— Agora para um pouco para eu ir fundo, instrui ele,
concentrado.
— Ai, que gostoso! Mete tudo, Wilzinho... faz ela,
grudando os seios no meu peito e arrebitando-se ao máximo.
Pude senti-lo afundando-se nela através da fina parede
que separa a vagina do reto. Amanda estava bonita, assim, excitada, e me
deu vontade de beijá-la, vendo-a gemer e contorcer-se enquanto o marido ia
lentamente introduzindo nela seus cerca de dezoito centímetros por quase cinco
de diâmetro. Mas ali, talvez devido à posição dele olhando-nos do
alto, ela não mostrou reciprocidade e ficou apenas fitando-me, até receber
as primeiras estocadas do marido.
— Ahn... As-sim... Fode, Wilzinho... geme ela,
mal se aguentando nos braços, fazendo-me sentir seu hálito leve.
— Adoro mulher que gosta de anal, comento.
— Humhum... Eu amo... faz ela, desmilinguindo-se toda.
— Mexe agora, Mandinha, pede o marido, engrenado no
vaivém.
Amanda então começou a subir e descer em sincronia com
as investidas do marido. A cada estocada, ela recuava e sentava-se em mim até
colar em minha pélvis os seus lábios vaginais escancarados, ficando
empalada em nós dois, gemendo e dando-nos as ordens mais lascivas.
— Ai, seus malvados... Estão me rasgando toda... Aperta
os meus biquinhos, Marcos. Dá tapinha na minha bunda, Wil! Assim... Isso...
Ahn... que gostoso levar surra de pau dos meus dois homens!
E por aí afora, até que Wil teve o seu segundo orgasmo
dentro dela. Quanto a mim, por cortesia, avisei quando chegou minha vez para
que ela saísse de mim, o que foi feito. Ejaculei em menor quantidade mas não
menos intensamente, e dessa vez, foi Wil que ofereceu-se para lamber-me,
recolhendo criteriosamente cada um dos pequenos pontos leitosos espalhados
sobretudo pela minha barriga e chupando-me gulosamente o pau.
— Gosta de ser chupado por homem, Marcos?
— Gosto. Acho diferente, mais forte.
— Vê lá o que vai dizer, Marcos! diz Amanda, fingindo
zanga.
— Não, não, eu não quis dizer que o homem chupa
melhor, Amanda. Só que é diferente. O homem pega um pau e chupa com menos
receio que a mulher. Ele também tem a boca maior, então cabe mais, só isso. Mas
a delicadeza da mulher que sabe fazer é um requinte!
— Se é assim, tudo bem, consente a anfitriã, sentada
de pernas entreabertas, brincando de passar o dedo entre os lábios vaginais e
afastá-lo para observar o fio cintilante que os interliga.
Depois de duas horas e meia de jogos eróticos
contínuos, estávamos saciados e um pouco cansados. Depois do banho, sugeri
que fôssemos almoçar juntos, mas o casal tinha outra idéia em mente. Amanda propôs
que Wil e eu saíssemos de carro e comprássemos alguma coisa pronta para o
almoço porque ela tinha que dar um longo telefonema à família, ainda por conta
das festas de fim de ano. E foi o que fizemos. No carro, percebi que Wil estava
saindo de Copacabana.
— Está indo para onde, Wil? Se quiser, eu tenho
sugestão de lugar para comprar comida pronta em Copa mesmo.
— Quero te mostrar uma coisa primeiro.
— Ah é? Então tudo bem.
Ele dirigiu até a rua das Laranjeiras e parou o carro
na frente de um edifício comum. Saltamos do carro, entramos e fomos até o
sétimo andar. No elevador, minha curiosidade chegou ao máximo.
— Conta aí, Wil! Qual é o mistério?
— Calma, você já vai ver.
Chegando ao apartamento 7011, Wil tirou uma chave da
carteira (continuávamos de sunga e camiseta) e enfiou na fechadura.
— Ta-rá! fez ele empurrando a porta.
— Uau! Não sei o que dizer, cara!
— Bem-vindo à minha garçonnière!
Diante dos meus olhos surgiu um pequeno conjugado
completamente decorado de motivos eróticos: pôsteres nas paredes, cadeiras
concebidas para o sexo, uma estante abarrotada de DVDs, outro móvel cheio de
apetrechos sexuais e, claro, espelhos, uma televisão gigantesca e uma imensa
cama de casal.
— Então é aqui que você tem suas aventuras sem a
Amanda?
— Pois é. A Amanda sabe que eu vou até certo ponto nas
nossas transas a três ou com casais, mas nunca permiti que ela soubesse que
gosto de outras coisas. Para ela, sou apenas um hétero flexível,
um macho que topa fazer certas coisas com homem, mas predominantemente ativo.
— E isso não é verdade.
— Não, Marcos. Está vendo todos esses dildos?
— Sim.
— São mais de vinte, vibradores ou não, até 25cm e
supercalibre.
— Fiu! fiz eu, realmente admirado.
— Não tem um que eu não tenha experimentado em mim.
— E tua mulher nem desconfia? Caramba, Wil! Isso é que
é segredo!
— Pois é. Ganhei esse apartamento do meu pai aos
dezessete anos e não passo uma semana sem vir aqui, nem que seja para curtir
sozinho.
— Se isso te faz bem e evita problemas de casal, só
posso apoiar.
Comecei a percorrer o cômodo de cerca de trinta metros
quadrados, observando atentamente. Wil interrompeu-me para mostrar um álbum que
ele abriu numa mesinha, no qual havia fotos dele tiradas desde o fim da
adolescência.
— Que tal? pergunta ele, indicando uma delas, em que
ele aparece na praia segurando a sunga logo abaixo da bunda lisa e bem feita,
olhando para a objetiva com ar enigmático.
— Interessante, respondo, curioso.
— O cara que estava me fotografando ficou louco por
mim. Eu estava acampado na praia com uns amigos e tínhamos acabado de nos
conhecer. Eu estava com essa cara porque ele tinha trinta e seis anos e eu
estava meio receoso. Mas acabei dando para ele logo depois dessas fotos!
— Carpe diem! exclamei.
— Pois é, eu estava vivendo essa fase.
À medida que as fotos iam se sucedendo, a nudez era
maior, até se tornar completa. Numa segunda parte, o álbum era dedicado a fotos
de caráter explicitamente sexual, em que Wil aparecia um pouquinho mais velho e
com rapazes, quase sempre no papel de passivo.
— Esse é meu segredo, Marcos.
— Você é passivo, no fundo.
— Vem, pede ele, tocando-me o ombro.
Wil dirigiu-se ao banheiro tirando a camiseta. Hesitei
por um instante, mas nada podia estar mais claro: terminaríamos ali o que
começáramos na casa dele e que Amanda não podia saber. Livrei-me da camiseta,
da sunga e entrei no banheiro nu. Ele estava em atitude completamente
diferente, vulnerável, parcialmente de lado, mostrando-me as costas e a bunda
inegavelmente apetitosa.
— Não temos muito tempo.
— É, eu sei.
Abrimos a água e tomamos banho rápido. Em seguida, ele
agachou-se e fez-me a felação mais excitante de toda a minha vida,
levando-me rapidamente a uma ereção férrea e detendo-se no momento exato de
impedir-me o orgasmo. Ele saiu do box, foi pegar algo num gaveta sob a pia e
voltou. Era um tubo de lubrificante, que ele me entregou e deu-me as costas
separando bem as nádegas. Apliquei uma boa quantidade apenas nele e o penetrei
como um adolescente que experimenta com o amigo efeminado. Apoiando-se nas
torneiras, ele acolheu-me sem expressar o menor desconforto, gemeu como mulher,
sussurrou coisas femininas e não teve um momento sequer de ereção. Seu longo
membro balançou livre entre as coxas e quando fiz que ia tocá-lo, fui
gentilmente impedido. Quando meu orgasmo veio, ele suplicou-me que permanecesse
dentro dele. Em seguida, foi até a sala e voltou com um plugue anal, que
ele inseriu olhando-me nos olhos, dizendo: "Não quero perder tua
semente".
Saímos meio calados, mas Wil, acostumado aos seus
rituais, logo restabeleceu a comunicação. Fomos comprar salada e tortellini
para almoçar e voltamos para casa. Amanda estava esperando por nós toda
perfumada e mais do que sexy num shortinho utracurto, os deliciosos seios
à mostra. Não sei se ela reparou que tomáramos outro banho, mas se tiver
reparado, é porque sabia tudo sobre a garçonnière e seu marido Wil é
apenas mais um ator delirante em meio à legião dos viciados em sexo. Voltei para
casa pensativo, mas satisfeito por ter afinal conseguido que a "última do
ano" fosse às vésperas do dia 31.

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