3.2 O Tesão e a
Paixão
Fomos para o espaço
que eles haviam improvisado entre o sofá e as poltronas. Sweet estava muito
excitado e Henrique ávido de continuar o que havia começado. Me acomodei no
sofá e pude assistir de camarote ao espetáculo cuja matinê fora apenas uma
prévia mais sonora que visual. Sweet sentou-se na poltrona à minha direita e
Henrique, entre suas coxas, agarrou seu pau e pôs-se a chupá-lo vorazmente. Pude
observar que ele não conseguia fechar completamente a mão que empunhava aquele
cacete tão grosso. Além disso, assim que a cabeça ultrapassava os lábios, o
corpo do pau forçava Henrique a escancarar a boca, mas ele consguia introduzir
praticamente tudo nela, deixando cerca de um dedo de intervalo entre seu lábio
inferior e o início do saco de Sweet. Não era propriamente uma deep throat, mas
Henrique conseguia, sem engasgar, forçar a glande contra o fundo da garganta. Sweet
estava agarrado aos braços da poltrona, olhando fixamente para o trabalho de
Henrique, que ia e voltava em seu pau, babando-o fartamente e fazendo o barulho
tão característico de toda felação intensa.
Não preciso dizer o
quanto eu estava excitado e desejoso de participar. Mas, honestamente, não é
fácil dar os primeiros passos nessas circunstâncias. Eu estava esperando um
convite, um incentivo para ao menos tirar a roupa e ficar nu como eles, mas o
convite não veio e comecei a me sentir como um mero espectador. No meu
entender, cabia a Henrique tomar a inciativa, mas ele estava tão concentrado
nos seus afazeres que parecia ter esquecido de que eu contratara os seus
serviços. Como tínhamos tempo, decidi não permitir que isso me irritasse e
comecei a olhá-lo, percorrer seu corpo, descobrir o que havia nele de tão
sensual. Ele estava parcialmente de perfil em relação a mim, de joelhos, com as
pernas entreabertas. Eu podia ver seu braço direito pousado na coxa de Sweet,
suas costas nuas, completamente lisas, ondulando, subindo e descendo com a
cabeça, a bunda saliente e rechonchuda, com suas dobrinhas bem marcadas, mais
empinada do que nunca e, logo abaixo do rego, à sombra das coxas, o saco,
também depilado, de pele enrugada e mais escura, dançando entre elas. Vez por
outra, eu conseguia ver o pau, discreto, arqueado, entre o mole e o duro,
balançando e resvalando o assento da poltrona. A continuidade de textura entre
a bunda e as coxas era perfeita e a presença de pelinhos curtos e alourados se
limitava às panturrilhas e canelas. Também
pude observar que Henrique tinha pés finos e cuidados, sem calos e de unhas bem
cortadas. Enfim, todo o seu corpo parecia feito para o prazer e isso, somado
aos gemidos de Sweet, que começou a acariciar-lhe o cabelo e o rosto, me
proporcionava um espetáculo de um erotismo tal que foi ficando insuportável
conter o desejo de participar. Fiel ao meu propósito de entender esse meu novo
interesse, resolvi agir.
Sem despir o short
e a camiseta do pijama, aproximei-me de Henrique para observá-lo de perto. Sweet
pôde me ver atravessando os colchonetes de joelhos. Posicionei-me por trás de
Henrique, observei um pouco e, sentindo consentimento da parte de Sweet,
empunhei seu pau pelo talo pedindo a Henrique que não parasse de chupar. Eu
queria participar indiretamente daquela felação, senti-la. Eu também não
consegui fechar a mão no membro de diâmetro descomunal. A saliva de Henrique
descia até o contorno dos meus dedos e o ruído era de fato impressionante. Ele
chupava com uma avidez que teria feito muitos gozarem rapidamente. Sweet era
realmente resistente. Daí, talvez, o fascínio que ele exercia sobre seu amigo. Sem
largar Sweet, deixei minha outra mão passear pelo corpo de Henrique, sentindo
sua pele lisa e descendo rumo à bunda. Quando a alcancei, ele teve um curto
frisson, mas continuei descendo, contornando-a, até sentir meus dedos tocarem o
saco. Henrique abriu um pouco mais as pernas e debruçou-se mais sobre Sweet,
oferecendo-se. Acariciando seu saco com uma mão e o pau de Sweet na outra,
estabelecendo mais esse contato entre eles, comecei enfim a participar do jogo.
Lembro-me de que isso me relaxou completamente. Largando o saco de Henrique,
passei a percorrer seu rego, procurando o cu, que logo encontrei, suado, em seu
centro. Massageei-o um pouco com o dedo, arrancando gemidos do rapaz, que
chegou a parar de chupar Sweet para gemer olhando para mim, o que elevou minha
excitação aos píncaros. Ele agora estava praticamente de quatro, mexendo a
bunda para contribuir com o movimento. Aos poucos, meu dedo foi naturalmente
penetrando o orifício e, com os movimentos, sendo envolvido pelo anel de
Henrique. Num momento em que ele se ergueu um poucos, notei que seu pau
endurecera e estava quase colado à barriga. Que ereção possante! Henrique foi
tomado de uma excitação irresistível. Senti sua mão no meu pau, primeiro por
fora do short, depois invadindo-o e começando a me masturbar. "Me
fode", ele pediu. Livrei-me do short, passei por trás dele, que
instintivamente se apoiou nas coxas de Sweet. Sarrei a bunda carnuda com meu
pau livre e quando me senti no ponto, lubrifiquei seu cu com saliva, penetrando-o
várias vezes com um, depois dois dedos, arrancando gemidos fortes de Henrique,
que não parava de pedir: "Me fode! Me fode agora, vai!" Pus uma
camisinha e não precisei me esforçar muito para penetrá-lo. Seu cu habituado
cedeu deliciosamente, com uma resistencia obviamente superior à de uma vagina,
mas inferior à de um cu virgem, o que em nada diminuiu o meu prazer. Seu calor
invadiu meu pau, que deslizou para dentro de uma vez, permitindo-me colar-me a
ele e enlaçá-lo pela barriga, alcançando seu pau para masturbá-lo devagar.
Embora penetrando-o, eu continuava mais do que nunca fascinado pelo falo. Eu
queria esse contato, queria senti-lo duro na mão e o pau de Henrique dava
pulsações rápidas nela, respondendo à punheta que eu lhe fazia com um
endurecimento crescente. Apoiado com as mãos espalmadas sobre as coxas de
Sweet, Henrique pôs-se a fazer movimentos para contribuir com a penetração,
acolhendo a cada vez mais completamente o meu pau em seu cu. Vez por outra, ele
voltava a mamar a grossa rola à sua frente e eu via Sweet jogar a cabeça para
trás, também gemendo. Henrique mordia meu pau com seu cu treinado, ora
espremendo-o, ora relaxando-se para deixá-lo livre. Isso me levou a um estado
de excitação quase insuportável e foi preciso que eu saísse dele para não gozar
precocemente. Abri sua bunda para ver o diâmetro do cu depois da minha
penetração. Pude ver a entrada vermelha devido ao atrito, aberta cerca de dois
dedos de diâmetro. Ela se fechou no instante em que tentei introduzir minha
língua e resignei-me a pincelar o botãozinho no fundo do rego e o períneo,
molhando copiosamente a região e acariciando vigorosamente as coxas de
Henrique, depois sua bunda e suas costas, sendo ajudado por Sweet, que pôs-se a
acariciá-lo pela frente, forçando sua cabeça para que ele engolisse seu pau.
Estávamos tacitamente de acordo para deixar Henrique alucinado de tesão.
O calor, a saliva,
as mãos, os dedos, as línguas, a felação, tudo isso levou Henrique a desejar
mais e, naquele momento, o must era sem dúvida alguma o pau de Sweet. Já
titubeante, Henrique se ergueu e desabou no colo do amigo. "Me rasga,
vai!", implorou ele sem controle na voz. Intimamente, fiquei exultante; eu
ia ver uma cena única. Como Henrique estava sem forças nas pernas, Sweet
recostou-se ao máximo na poltrona e instalou-o sentado, de costas, em sua
barriga. Em seguida, empunhando seu pau, foi soltando Henrique para tentar
penetrá-lo. Mas ele errou várias vezes e isso me deu o ensejo para pegar seu
pau enquanto ele segurava ambas as coxas de Henrique, que ficou como uma rã. À
primeira vista, não acreditei que a cabeça entraria. Mas me lembrei que eles já
haviam feito sexo antes e resolvi observar. Lubrifiquei a entrada com saliva e,
empunhando firmemente o pau duríssimo encostei a glande e deixei que eles controlassem
a descida. Aos pouquinhos, a cabeçorra foi alargando o orifício e, quando dei
por mim, meio pau estava dentro de Henrique, cujo cu se expandira em mais de
seis centímetros. Mal pude crer nos meus olhos. Henrique prendia a respiração e
soltava com força, resfolegando, agitando a cabeça, como se dissesse
"não", sem saber o que fazer com as mãos, que procuravam Sweet atrás
dele. Seu pau estava extremamente ereto, colado à barriga. Sempre me intrigou
que alguns passivos pudessem ficar de pau mole quando penetrados. A ereção de
Henrique e a posição daquela cópula me inspiraram a fazer alguns joguinhos, mas
esperei que a primeira penetração terminasse e tudo se tornasse mais prazeroso.
Para facilitar a penetração, eu lambia o ponto de entrada e aproveitava para
tirar "uma casquinha" de Sweet, que era dono de um saco considerável
e merecia ser massageado, sugado, mordiscado. Concentrado naquela foda intensa,
acho que ele mal reparou no meu oportunismo. Só parei quando, a pedido de
Henrique, ele começou a fazer movimentos com as pernas para intensificar a
penetração. Pouco a pouco, o ritmo foi se estabelecendo e pude ver todo o pau
de Sweet desaparecer dentro de Henrique, que terminou sentado de coxas
escancaradas sobre suas bolas, com cara de menino desamparado, sem saber para
onde se mexer, mas tomado pelo prazer. "Soca, Sweet!", pediu ele.
Como nos filmes pornô, pude ver o pau ser desfechado inúmeras vezes, como um
aríete. Henrique pôs-se a gritar, inicialmente de prazer e dor, depois só de prazer. Afastei-me
para assistir.
Essa posição exige
muito daquele que penetra, que praticamente arca com todo o esforço, mas é
extremamente excitante para o espectador, que vê absolutamente tudo com
perfeição. A visão do pau entrando e saíndo é muito impressionante e mais ainda
quando se trata de um pau grosso como o de Sweet. Havia momentos em que Henrique lhe
pedia para retirá-lo todo e voltar a meter, o que me permitia ver seu cu
desmesuradamente aberto e vermelho. E ver o cu ir lentamente engolindo o pau
até ser oculto pelas bolas é algo de que não vou me esquecer tão cedo. A
imaginação trabalha nessas horas. Olhando para Henrique, que não é um menino
grande, eu quase me perguntava para onde iam aqueles mais de dezessete
centímetros com toda a sua grossura. Vendo-o ali, tão exposto e vulnerável,
voltei a entregar-me à minha nova obsessão. Aproximei-me e examinei seu pau,
que continuava extremamente ereto, colado à barriga. Devia ter cerca de quinze
centímetros ou pouco menos, e um diâmetro proporcional. Era bem reto, de glande
rubra. Empunhei-o de leve, lambi e suguei as bolas, uma por uma, sentindo na
língua a textura do saco enquanto ouvia de Henrique os gemidinhos de um suave
suplício. Depois, fui lambendo a verga até a glande, relativamente pequena mas
deliciosa. Dediquei-me a ela por uns instantes e, quando estava para começar a
esfregar o freio com a língua, Henrique gemeu e se agitou um pouco. Imaginei
que talvez fosse por excesso de estímulos, mas ele agarrou minha cabeça com as
duas mãos e deu vários golpes pélvicos intensos. Receoso, desvencilhei-me e ele
logo agarrou seu pau e, gemendo muito, começou a gozar intensamente, disparando
três ou quatro jatos fortes que foram parar nos lençóis de um dos colchonetes.
— Ai, desculpa, Ricardo! Não deu para controlar.
— Eu recuei porque não estava preparado para receber
na boca. Mas está tudo bem, relaxa, respondi.
A reação de Henrique foi imediata; vi-o soltar o peso
do corpo e empalar-se completamente em Sweet que, finalmente, se manifestou.
— Assim eu não vou conseguir gozar. Levanta. Vamos de
quatro.
— Mas você já gozou assim antes!
— É, mas não estou conseguindo. Você está pesado.
— Então goza na boca enquanto o Ricardo me come de
novo.
— Tá legal.
Desempalando-se e pondo-se em pé, Henrique me pareceu
estar procurando por alguma coisa, olhando em volta. Logo descobri
que ele queria um lugar para debruçar em vez de ficar de quatro no chão
novamente. Sugeri a mesa da sala, uma longa mesa pesada e firme. Fui atrás
dele, contemplando seu corpo, um corpo realmente bem feito, com as coxas proporcionais
à bunda lisa e rechonchuda. Era um corpo simples, todo moreno, todo liso, sem
muitas ondulações, exceto pela cuvatura das costas que tornava a bunda tão
atraente. Ao mesmo tempo, Sweet foi sentar-se na mesa e Henrique recomeçou a
chupá-lo enquanto eu me preparava para penetrá-lo. Cheguei a começar a
acariciar-lhe a bunda e a pincelar o rego quando, vendo por cima do seu ombro a
tora de Sweet sendo mamada e manipulada por ele, me veio o desejo de chupá-la. O
sexo tem dessas coisas; o corpo é um parque de diversões e às vezes é difícil
optar! Separando-me de
Henrique, pedi licença com a autoridade de quem comprou um ingresso caro e me
vi diante do novo brinquedo. O contraste das coxas finas de Sweet com o
calibre do pau era impactante. Me aproximei, segurei-o de leve com as pontas
dos dedos e comecei a lamber a cabeça, depois chupá-la, concentrado para sentir
todos os estímulos e bem registrá-los. Como em muitos paus grossos, a cabeça
tinha diâmetro menor que o corpo, por isso era possível introduzi-la na boca. À
medida em que a parte central chegava aos lábios, era preciso, de fato,
literalmente escancarar os maxilares porque, salvo exceção — talvez Henrique
fosse uma delas –, ninguém coloca impunemente seis centímetros entre as duas
arcadas dentárias! No meu caso, chegando ao meio, eu era forçado a recuar e o
máximo que eu conseguia era tentar forçar o pau boca adentro, sempre sem êxito.
Testei a resistência de Sweet por alguns minutos e quando ele gozou — direcionei
seu pau para a barriga dele –, fiquei um pouco decepcionado, tanto pela fraca
intensidade de prazer demonstrada quanto pela quantidade de esperma vertido.
Pensei com meus botões que Sweet devia estar em plena fase de fastio, talvez
por excesso de sexo. Sem censurá-lo por isso, afastei-me dando-lhe um tapinha
na coxa e procurei pelo Henrique, que se deitara de bruços no sofá.
— Cansou?
perguntei, cominhando até ele.
— Hãhã, fez ele
languidamente.
Ajoelhei-me bem
perto dele e comecei distraidamente a fazer-lhe um cafuné enquanto olhava para
o seu corpo. Num reflexo, ele alcançou meu pau ainda duro, brincando de
apertá-lo. Olhei para o seu rosto bonito e senti o desejo intenso de ver aquela
boquinha carnuda me chupando. Só precisei um pouco mais perto para que ele
realizasse meu desejo. Fiquei longos minutos assim, num vaivém frouxo sem
intenção de orgasmo, enquanto eu continuava a acariciá-lo, percorrendo suas
costas até a elevação da bunda, apalpando a carne firme, ouvindo o ruído da mão
esfregando a pele, sentindo o calor dela... Aquilo me deu desejo de
privacidade. Eu precisava dar um jeito de estar a sós com Henrique.
Cochichando, perguntei se ele não se importaria que eu "dispensasse"
o amigo dele. A resposta foi favorável e fui falar com Sweet, que estava
sentado folheando um livro que eu deixara em cima da mesa. Ele concordou, mas
ia ficar pelas redondezas para encontrar o amigo quando o meu
"programa" terminasse. Assenti e eles se despediram.
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