Ontem, antes da ceia de Natal que decidimos fazer só
entre nós, um grupo de cinco amigas de infância, resolvemos fazer um Jogo da
Verdade que enfocasse episódios altamente eróticos que nunca tivéssemos
revelado a ninguém. O que vou contar é o relato de uma das minhas amigas, que
nos deixou pasmas, sentindo um misto de surpresa e inveja. Como eu sei que o
relato em primeira pessoa é mais convincente, vou assumir a posição da
narradora e fingir que fui eu a protagonista da história. Sei que nada se
compara ao relato da própria pessoa que viveu a experiência, mas minha amiga
não quis escrevê-lo. Espero que apreciem meu modo de contar.
Ana Maria W.
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É tempo de festas e uma boa época para tentar refazer
contatos rompidos às vezes há anos. Alguns dias antes do Natal, resolvi sentar
ao computador e sair catando tudo quanto é "ex" da minha vida:
ex-vizinho, ex-amigo, ex-colega, ex-namorado. Enviei cerca de trinta emails
contendo um textinho, alguma foto que cada um reconheceria facilmente, uma foto
atual minha e um convite para integrar minha rede no Facebook. Isso me ocupou
por vários dias e, quando terminei, comecei a viver dias de graça, ligando o
computador ansiosa para ver se havia respostas e logo encontrando as primeiras.
Quase todos me enviavam também suas fotos atuais e alguma foto que me lembrasse
o tempo em que estávamos em
relação. Logo nos primeiros dias, devo ter recebido umas oito
respostas desse tipo. Ao todo, eu receberia resposta de umas dezoito pessoas.
Exatamente no dia vinte de dezembro, quinta-feira,
recebi um email do Gustavo, um ex-vizinho, que dizia o seguinte:
"Oi, Aninha! Há quanto tempo, hein? O que você
anda fazendo? Eu estou com 25 anos, terminei engenharia na Federal e acabei de
ser contratado pela Petrobrás depois de dois anos de estágio. Te achei linda na
foto e aposto que ainda está do jeitinho que eu te conheci no prédio da
Laranjeiras. (...) Não deixa de dar uma olhada aí nas fotos que eu anexei, mas
não repara a baixa qualidade porque são escaneadas. Vamos ver se a gente se
encontra qualquer dia desses. Um
beijão. Gustavo."
Imediatamente após o texto, as fotos estavam abertas
na própria página do correio eletrônico. Para espanto meu, eram seis fotos de
um casal de adolescentes transando, nas quais não se via o rosto dele, mas as
feições e o corpo da menina não deixavam nenhuma dúvida: era eu. Fiquei branca,
gelada, olhando as fotos e sentindo meu coração bater a mil por hora, pensando
em alguma brincadeira de mau gosto ou até chantagem. Como não posso pô-las
aqui, vou tentar descrevê-las da melhor maneira.
Na primeira foto, eu apareço nua, deitada numa cama
estreita, com a cabeça no peito dele, olhando sorridente para a mão com a qual
eu estou segurando o sexo dele em plena ereção. O rosto dele está encoberta
pelo meu corpo, mas o corpo é de um menino moreno, magrinho, de cabelos
castanhos revoltos e, pelo pedaço de queixo que aparece na foto, tão jovem
quanto eu, que devia estar com uns dezoito anos.
Na segunda foto, eu apareço ajoelhada na cama ao lado
dele, que está deitado de costas, aparentemente com as mãos atrás da cabeça. O
tronco e a cabeça dele estão encobertos pelo meu corpo. Minha mão esquerda
aparece envolvendo a base do sexo dele, enquanto a outra mão está segurando o
cabelo para trás, talvez para que ele pudesse ver. Meio sexo dele está na minha
boca e eu estou de olhos fechados.
Na terceira foto, eu apareço de lado e de costas,
sentada nas coxas dele, que continua deitado de costas. A qualidade da foto
escaneada não permite ver nitidamente, mas eu estou ligeiramente erguida, com a
coluna muito ereta e, sob o meu corpo aparece uma parte do sexo duro desse meu
misterioso conquistador.
Na quarta foto, sou eu que apareço deitada de costas,
com as pernas erguidas, os joelhos flexionados sobre o peito e ele entre as
minhas pernas, apoiado nos braços tensionados. As nádegas brancas dele aparecem
bem abertas e entre elas os testículos. Não se vê o sexo, mas não é difícil
concluir que ele está dentro do meu.
Na quinta foto, eu apareço de bruços, com a cabeça
numa almofada, mas virada para o lado oposto à objetiva da câmera. Estou de
joelhos na cama e o menino aparece de costas, também de joelhos, me segurando
pela cintura em clara atitude de esforço para frente; sua bunda — muito
bonitinha nas demais fotos — aparece com as dobras exageradas e uma concavidade
que deforma a nádega direita.
Na sexta e última foto, eu apareço sozinha na cama,
numa atitude descontraída, rindo bastante, deitada de costas com as pernas
abertas e joelhos flexionados, olhando desta vez para o lado em que se encontra
a objetiva dessa câmera-fantasma. Vê-se parcialmente o corpo dele do ombro para
baixo, de pé, ao lado da cama, segurando meu braço esquerdo com as duas mãos,
como se o forçasse para me fazer pegar em seu sexo, que aparece em semi-ereção. Vê-se
mais nitidamente o seu corpo moreno e esguio.
Vi e revi as fotos dezenas de vezes, mas não consegui
identificar o quarto no qual foram tiradas e — o que parece mais incrível — nem
o menino com quem eu apareço transando, que, diga-se de passagem, não é o
Gustavo, remetente do email com as fotos. Revi a lista de todos os
ex-namorados, ex-colegas, ex-amigos e ex-vizinhos com quem tive breves
episódios sexuais, mas foi inútil. A bem da verdade, eu não sabia nem em que
lugar aquelas fotos tinham sido tomadas! Pode parecer exagero meu, mas dos
treze aos dezoito anos, não havia uma semana sem que algum
"programinha" acontecesse me incluindo. Começou com beijos e
apalpadelas, mas logo vieram as chupadinhas rápidas e sem maiores
conseqüências, até que, dos dezesseis em diante, não se passava uma semana sem
que eu recebesse várias propostas. Eu tinha vários amigos com as
características do menino das fotos e, como eu apareço completamente nua, não
há uma peça de roupa que me permita datar melhor o evento. Entrei num estado de
apreensão dos mais estranhos, esperando o desfecho daquela situação, mas como
nada acontecia, resolvi escrever ao Gustavo pedindo a ele que explicasse melhor
aquilo. Na resposta, Gustavo dizia saber que eu ia ficar intrigada e propunha
um encontro para colocarmos o papo em dia e esclarecer tudo. Concordei e
ficamos de nos ver no domingo, antevéspera do Natal.
Assim que cheguei ao local do encontro, numa
sorveteria perto da praça Barão de Ipanema, avistei Gustavo na calçada. Não nos
víamos há dez anos, mas aparentemente, nenhum dos dois mudou muito. Nos
cumprimentamos com um grande abraço, beijinhos, mas nem entramos na sorveteria;
Gustavo estava de carro e queria que fôssemos a um outro lugar, a casa de
alguém. Hesitei um pouco, mas, ansiosa, concordei. Assim que eu pus o cinto e
Gustavo deu a partida, ele jogou nos meus joelhos um envelope de papel pardo. Dentro
dele estavam as seis fotos que ele me mandou por email, mais umas trinta fotos
da mesma ocasião. Fui olhando foto por foto, mais intrigada do que propriamente
encabulada. Gustavo tinha sido um namorado-vizinho com quem eu pratiquei todo
tipo de sexo adolescente. Nós descobrimos o sexo juntos e conhecemos
centímetro por centímetro do corpo um do outro. Eu estava bem mais inquieta
porque alguém tinha fotografado uma transa completa entre mim e aquele menino
moreno que eu não conseguia identificar.
— E aí? Não reconhece?
— Não mesmo, Gustavo. Já vasculhei a memória e não
encontro!
— E pelo visto vocês se divertiram bem!
— Pelo visto! Mas aonde estamos indo?
— Calma! E confie em mim, ouviu? Depois você vai rir
disso tudo.
— Espero! E é claro que confio em você.
E lá fomos nós, em direção à Barra da Tijuca, que eu
conheço muito mal porque não tenho carro. Paramos numa daquelas ruinhas bem
arborizadas, saímos do carro, atravessamos a rua e entramos num prédio de três
ou quatro andares e varandas amplas. Diante da porta, Gustavo me percebeu
nervosa e me tranqüilizou, dizendo que eu não tinha nada ("mas nada
mesmo!") a temer. Ele tocou e, para segunda grande surpresa minha, quem
atendeu foi o Fábio, outro ex-vizinho do mesmo prédio em que o Gustavo e eu passamos
a infância e adolescência. Quando nos vimos, pulamos nos braços um do outro
como se estivéssemos há décadas sem nos ver. Eu tinha enviado a ele um email
para tentar restabelecer contato, mas ele ainda não tinha respondido. Fabio
tinha se transformado, de menino lourinho sem graça, espinhento e branquelo,
num homem bonito, de rosto fino, cabelo curto espetadinho para cima, aspecto
tranqüilo, seguro e sorridente. Ele e Gustavo se cumprimentaram e nós fomos
convidados a ir até a sala de estar. Fábio serviu cervejas e nos preparamos
para atacar o assunto que tinha nos levado lá.
— A Aninha pirou com as fotos, Fábio. Você acredita
que ela não reconhece o cara que está com ela de jeito nenhum?
— Não brinca! Achei que ela fosse reconhecer de estalo!
— Que nada! Estou me roendo de curiosidade!,
interferi, já tirando as fotos do envelope pardo e colocando o maço na mesa de
centro.
Fábio pegou as fotos, passou uma por uma, fazendo
comentários picantes sobre o meu corpo. Eu reagia fazendo caretas e passava as fotos
adiante. Nós também tínhamos tido alguns episódios de sexo, aqui e ali, ora na
casa dele, ora na minha, quando nossos pais não estavam, mas logo paramos
porque ele se apaixonou e eu só queria aproveitar a vida. Mas não era ele nas
fotos. Ao contrário do menino das fotos, Fábio era louro, sempre teve cabelo
curto e era mais para cheinho. Eu continuava intrigadíssima e cada vez mais
curiosa para ter a explicação que me faria entender tudo.
— Olha bem para esse quarto e essa cama, Aninha,
começou Gustavo.
— Já olhei mil vezes, mas não me lembro!
— Olha de novo. Eu ajudo você a "ver".
Fui pegando as fotos novas e, quando ia passar uma
delas, senti a mão do Gustavo me impedir de continuar.
— O que você vê nessa foto?
— Uma cama, a mesinha de cabeceira e o chão de
cerâmica vermelho.
— Que aparece pela primeira vez nas fotos. Onde é que
você viu esse chão, Aninha? Tenta lembrar.
Parei, olhando fixamente para a foto, depois para o
teto, tentando encontrar uma tela para a memória.
— Chão de lajotas, móveis velhos, trazidos de outra
casa, pintura meio descuidada... Isso não te lembra nada?, continuou Gustavo.
— É, Aninha... Tente se lembrar!, disse o Fábio. Vou
dar uma dica com uma pergunta: é na cidade? É aqui no Rio?
Olhei outras fotos, espalhei várias na mesa, olhei,
olhei e...
— Já sei! Lembrei! Isso é na casa da praia do Juninho!
— Acertou!, disse Gustavo abrindo um largo sorriso.
— E na casa de praia do Juninho, eu...
— Transou com o Gabriel — o "Biel Lhama" -,
completou Fábio.
— O Lhama! Caramba! Eu fiquei com esse menino uma vez!
Vocês armaram de fotografar a gente? Foi o Lhama que armou tudo?
— Não, não. Nem ele nem você sabiam de nada. E
ainda bem que não tinha internet, porque do jeito que a gente era, vocês
estariam num site a essa hora!
— Que canalhas!, exclamei, achando graça. Mas quando
eu olho para isso, lembro com saudades daquela turma tão unida.
— E tão aberta!, acrescentou o Gustavo. A gente já se
divertia com sexo, não tinha pudor uns com os outros. Você se lembra como todo
mundo da turma trocava de roupa numa boa na frente dos outros?
— Se lembro! Era bom demais. Tudo começou porque a
gente fazia teatro e nunca tinha lugar para trocar de roupa. O teatro soltou a
gente.
— É mesmo. Eu, que era tímido, fiquei um desavergonhado
exibicionista!, brincou Fábio.
— Quem diria, hein, Fábio!, implicou o Gustavo. Aquele
lourinho todo tímido, abrindo o sobretudo para as menininhas na rua, hahahah!
— Que nada... Vocês sabem que não sou nenhum Spike,
confessou ele, sorrindo discretamente.
— Mas gente, que fim levou o Lhama?, perguntei, louca
para juntar as peças do quebra-cabeça.
— Sumiu!
Essa voz era diferente das outras e vinha de alguém se
aproximando pelo corredor. Quando me virei para olhar, perdi a fala, fiquei de
olho arregalado por uns segundos e por fim soltei, ainda incerta:
— Lhama?!
Os três meninos se entreolharam e se voltaram todos
para mim, que mal conseguia esconder a alegria sob a expressão de surpresa. O
recém-chegado se aproximou e me puxou do sofá, me apertando nos braços e
cobrindo meu rosto de beijos. Nós não nos víamos há mais de dez anos e eu nunca
poderia imaginar revê-lo.
— Eu mesmo, Aninha, o Lhama. Eu também fiquei surpreso
quando eles me mandaram as fotos pelo email...
— Pois é, Ana, interrompeu o Gustavo. Assim que você
entrou em contato comigo e com o Fábio, nós articulamos a vinda do Lhama, que é
de Búzios e mora na casa vizinha daquela que aparece nas fotos.
— E aí, Ana? Está começando a lembrar das férias que
nós passamos todos juntos em Búzios?, indagou o Fábio.
— Claro! Claro! Agora estou me lembrando de tudo! Eu
só conheci o Lhama em Búzios porque... sei lá, era um amigo do Gustavo, não é?
— Exatamente. O Lhama era um vizinho do Juninho que eu
fiquei conhecendo da primeira vez que eu fui passar férias lá.
— E foi lá que eu vi a Ana pela primeira vez e nós
tivemos "tesão à primeira vista", se lembra, Aninha?, perguntou o
Lhama, com ar maroto.
— E como! Assim que eu vi aquele menino moreno lindo
de cabelo desgrenhado, só de sunga, corpinho dourado e jeitão largado, comecei
a pensar "naquilo" sem parar! Acho que a gente transou no mesmo dia
ou no dia seguinte ao da chegada, não foi?
— É, no dia seguinte à tardinha, na volta da praia,
respondeu o Lhama, todo animado e feliz com o reencontro.
Já me era possível imaginar como tinham sido feitas as
fotos, mas eu queria ouvir a explicação. O grupo estava completo, em torno da
mesinha cheia de fotos da minha transa com o Lhama. Quando eu parava para olhar
a cena de fora, me enchia de satisfação por ter entrado em contato com os meus
ex e por estar tendo aquele reencontro tão sensual e amistoso com eles. Gustavo
começou a contar.
— Assim que o Lhama teve a certeza de que vocês iam
transar, me contou e eu me articulei com o Fábio. Da janela de um dos quartos
da casa do Lhama dava para ver o quarto do Juninho onde a galera dormia, alguns
na cama e outros em
colchonetes. A máquina do Juninho tinha uma teleobjetiva
200mm e quem tirou as fotos foi o Fábio.
— Mas que miserável!, exclamei, fingindo zanga.
— Calma!, interrompeu o "fotógrafo". Me
deixem contar! A gente combinou com o Lhama que ele ia fazer tudo para deixar a
janela aberta. Como o quarto era no segundo andar, ninguém ia ver, coisa e
tal... Não sei se você se lembra, Aninha, mas você chegou a encostar as
venezianas e o Lhama foi lá abrir de novo.
— Eu dei a desculpa de que eu queria ver o corpo dela.
Pior que era verdade!, disse o Lhama em tom brincalhão.
— Não me lembro de nada disso!, interferi. Eu estava
tão doida pelo teu corpo que eu só devia estar pensando na transa.
— Bom, mas foi isso, continuou o Fábio. Quando o Lhama
reabriu a janela e foi para a cama com você, eu comecei a fotografar e não
parei mais até a trigésima sexta foto. Não me perguntem em que estado eu
fiquei, porque mesmo que vocês tenham sido bem caretinhas, não saí do banheiro
durante uns 15 dias!
Todos rimos muito enquanto o Fábio tentava se lembrar
das peripécias da sua ação de "fotógrafo pornô por um dia". De vez em
quando, Gustavo, Lhama e eu nos olhávamos e eu podia sentir que a amizade é
coisa sem fim e a intimidade volta num instante. Em especial, quando meus olhos
cruzavam os do Lhama, um leve arrepio me percorria o corpo, talvez como o que
eu devo ter sentido na praia, ao ser apresentada a ele há mais de dez anos. Quando
o Fábio terminou, nós tínhamos voltado no tempo, estávamos com dezessete,
dezoito anos e, de certa forma, também no espaço, de volta a uma casa de praia
só nossa. Gustavo, o mais atirado, aproximou-se e me deu um beijo na boca,
longo, molhado, fazendo-me sentir o calor da sua língua e o desejo de
reproduzir a quatro o que eu tinha concedido apenas a um deles. Retribuí e não
ofereci nenhuma resistência quando ele tirou minha blusa sem manga e desabotoou
meu sutiã, fazendo-me expor os seios aos meus ex-amantes de adolescência. Fábio
saiu da sua poltrona e também veio para o sofá, sentando-se do lado oposto ao
do Gustavo. Em seguida, o Llhama veio ficar de joelhos na minha frente,
desabotoou minha calça jeans, tirou-a, depois tirou minha calcinha e a jogou
sobre as fotos na mesinha de centro, deixando-me completamente nua. Logo
comecei a me sentir quente e molhada, cheia de expectativas sobre o que estava
por vir.
Olhando bem nos meus olhos com o mesmo rosto
sorridente que eu conhecera tantos anos antes, o Lhama me fez avançar até ficar
sentada quase na beira do sofá. Depois, colocou gentilmente cada uma das minhas
coxas bem abertas por cima das pernas do Gustavo e do Fábio, que começaram a
acariciá-las enquanto lambiam e chupavam meus seios, mordiscando os biquinhos
já entumescidos e me fazendo gemer. Gustavo logo se livrou da calça e da cueca
e levou minha mão ao pau longo e curvo de que eu ainda me lembrava bem, sendo
imitado pelo Fábio, sempre mais retraído, mas dono de um encanto que sempre me
excitou, talvez exatamente por causa dessa timidez. Enquanto isso, o Lhama
começou a lamber minha barriga, enfiar a língua no meu umbigo, descer até os
pelinhos curtos e encharcá-los de saliva quente, até chegar à longa fenda do
meu sexo generoso e carnudo de mulher grande. Assim que a saliva penetrou
quente na fenda, senti meus líquidos ferverem em meu interior e o processo de
lubrificação ser desencadeado. Abri completamente as pernas, oferecendo-as às
mãos que as acariciavam e franqueei ao Lhama todo o acesso ao meu sexo em
chamas, abrindo eu mesma a fenda com uma das mãos e liberando os lábios
internos que atraíram a sua língua alucinada. Ele começou a me lamber de alto a
baixo, detendo-se no meu clitóris bem saliente para estimulá-lo com toques
repetidos de língua, levando-me às estrelas. A cada vez que ele sentia que eu
ia gozar, descia e para ir lamber o períneo e o outro orifício, logo abaixo, só
voltando quando minha respiração menos ofegante lhe indicava que o desejo de
gozar tinha se amortecido um pouco. Então ele recomeçava a cutucar meu clitóris
com a língua e a introduzir dois dedos no meu sexo, me excitando novamente até
quase o orgasmo, e assim por diante. Logo percebi que os meus três ex iam me
dar preliminares de rainha.
Foi a vez de Gustavo ficar de joelhos na minha frente.
O Lhama tomou o seu lugar no sofá, entregando-me seu pau grosso e carnudo e
começando imediatamente a me beijar com paixão, introduzindo sua língua lá no
fundo, chupando a minha, colhendo e engolindo a minha saliva, afagando meu
rosto e meu cabelo. Em dado momento, talvez após um sinal do Gustavo, ele e
Fábio levantaram minhas coxas até esmagar meus seios com elas, deixando-me
quase deitada no sofá, com os pés acima da cabeça e meu sexo e ânus totalmente
exposto ao Gustavo, que só teve que abrir meus grandes lábios para desfrutar do
meu corpo e do meu suco. Foi sua vez de começar a lamber vorazmente o meu clitóris
e a introduzir dedos no meu sexo encharcado. Eu me agitava, beijava ora o Lhama
ora o Fábio, masturbava seus dois sexos tão diferentes, olhava para eles
tentando reconhecê-los do tempo em que "brincávamos" e gemia, gemia,
gemia... Gustavo também não me levava ao orgasmo e a excitação começou a
fazer-me entrar em descontrole total.
Foi a vez de Fábio sair do sofá. Gustavo e Lhama me
pediram para virar de costas para ele, com os joelhos entre as pernas deles,
que ficaram cada um com um seio meu à altura da boca. De joelhos no sofá, Fábio
me segurou pela barriga e começou a roçar seu sexo quente em minha bunda,
depois a esfregá-lo entre as minhas coxas, novamente entre as minhas nádegas,
distraindo-me um pouco dos quase-orgasmos a que eu tinha sido submetida e que
já haviam me transtornado tanto. Aproveitei aquele momento de trégua para
sentir meus seios sendo sorvidos pelos meus dois ex, mas momentos depois, senti
Gustavo puxar-me para si, obrigando-me a passar completamente para o seu lado,
ficando de frente para ele e com suas coxas entre as minhas. Ele me fez sentar
em suas coxas e começou a me beijar na boca, apertar e acariciar minhas
nádegas, enquanto o Lhama, que foi se ajoelhar no chão, lambia meu ânus — que
eu sentia totalmente repuxado devido à minha posição. Fui ficando muito quente
e molhada, desejando desesperadamente ser penetrada por aqueles homens tão
diferentes e ardentes, mas percebendo que estava sendo conduzida por eles e que
naquele dia, ao contrário do que sempre tinha sido, eles estavam no comando.
Não vi Fábio ir para trás do sofá. Só percebi que ele
estava lá quando senti meu rosto acariciado por cima. Sentada nas coxas do
Gustavo e estimulada pela língua ávida do Lhama, eu estava suficientemente
elevada para repousar a cabeça no encosto do sofá. Abri os olhos e vi o rosto
do Fábio bem acima da minha cabeça. O carinho vinha do seu membro, duro e
roliço no meu rosto. Ergui a cabeça, um pouco entorpecida porque o Gustavo não
parava de chupar e acariciar meus seios, lambi os lábios e os deixei invadir
pelo delicioso pau do Fábio, que, totalmente encharcado do seu próprio suco,
deslizou por eles e pela minha língua indo instalar-se bem no meio dela, contra
o céu da boca. Fábio tem um pau reto e bem feito, perfeitamente proporcional à
glande volumosa e bem formada. Quando nós brincávamos, na adolescência, era eu
que tinha que tirá-lo da calça jeans e da cueca do menino tímido e calado para
enfim poder pegá-lo e — quantas vezes! — pô-lo na boca e chupá-lo até fazer o
menino tímido e calado gozar suspirando sem nunca dar um gemido. Agora, do
mesmo modo, era eu que o convidava a invadir minha boca entreaberta e ir
deitar-se na língua quente e molhada que ele conhecera há mais de uma década. Minha
língua e lábios reconheceram o diâmetro, a dureza e o sabor daquele corpo
querido, que só desejava ficar lá, como se tivesse retornado a algum lugar de
predileção, enquanto os dedos do Fábio apertavam nervosos o encosto do sofá.
Enquanto eu rememorava sensações pretéritas com o
Fábio, senti Gustavo parar de chupar meus seios e começar a acariciá-los com as
duas mãos, espremendo e torcendo os dois mamilos, reativando minha excitação e
fazendo-me começar a chupar com vontade o que eu tinha na boca. De repente,
senti uma terceira mão invadir-me por baixo e quando olhei, vi que ela
empunhava o membro duro e curvo do Gustavo para puxá-lo para trás e
introduzi-lo em mim. Escondi
o espanto, mas concluí que a intimidade entre o Gustavo e o Lhama era bem maior
do que eu poderia supor, porque, embora me considerasse experiente, tendo feito
várias vezes sexo com mais de uma pessoa, eu ainda não tinha visto um amigo
ajudar o outro a me penetrar ou a outra mulher.
Mas a coisa é muito excitante para os três, ao que
parece. Ao perceber a intenção do gesto, ergui-me um pouco nos joelhos e,
quando senti o contato com a glande do Gustavo, soltei o peso e deixei entrar o
corpo grosso e curvo, sentindo o atrito mais pronunciado de um lado da entrada.
Quando a mão fechada do Lhama saiu, pude deixar o resto do tronco longo e
roliço me penetrar até o fim, pondo-me em contato com a temperatura um pouco
mais fria do saco. Dois dos meus orifícios estavam sendo alargados e os corpos
que os alargavam começaram a se mover, um entrando no sexo quando outro saía da
boca, produzindo um ritmo que me causava um prazer indescritível. Pouco depois,
o Lhama voltou a lamber meu ânus, ainda mais dilatado e exposto depois que o
Gustavo começou a me penetrar. Vez ou outra, eu sentia Gustavo calorosamente
aconchegado dentro de mim enquanto eu sorvia o líquido espesso e liso que
brotava da glande morna em minha boca. De fato, nossa adolescência tinha
voltado com tudo, inclusive seus trejeitos ambígüos, e meus amantes estavam
dispostos a comemorar de maneira inesquecível o reencontro provocado por mim.
Gustavo e Fábio passaram bons minutos me penetrando
por baixo e por cima, como se seus corpos tivessem que se encontrar a
meio-caminho dentro do meu. Eu cavalgava Gustavo como se estivéssemos trotando
e o deslizar macio do membro dele me estimulava a deixar que o do Fábio fizesse
o mesmo, indo bater no fundo da minha garganta fazendo-me devolvê-lo encharcado
de uma baba espessa que o ligava a mim até quando ele saía completamente da
minha boca. Nesses momentos, eu olhava para o Fábio nos olhos e ele retribuía
com o velho sorriso suave e tímido, mas divertido, que tanto me agradava ver
anos antes. Subitamente, senti meu ânus sendo solicitado por Lhama, que, depois
de lambê-lo e molhá-lo copiosamente, de estimulá-lo e relaxá-lo com o polegar,
pôs-se a forçá-lo com outra ferramenta, mais possante e volumosa. Essa variante
sempre desvia a atenção da mulher. Tive que abandonar o Fábio e olhar para
trás. Lhama estava de pé por trás de mim, forçando levemente com seu membro em
riste a entrada ainda não autorizada do meu corpo. Fiz que sim, mas minha
expressão dizia claramente que ele deveria tomar cuidado. Lhama piscou um olho
para me agradecer e tranqïlizar, mas a expectativa não me permitiu voltar logo
aos meus afazeres com o Fábio. Parando também de cavalgar Gustavo, empinando-me
ao máximo, me senti como uma felina que o macho imobiliza ao morder-lhe o
cangote. Por baixo de mim, senti Gustavo se acomodar da melhor maneira e me
ergui um pouco mais, deixando seu pau pela metade pulsando dentro de mim. Lhama
agarrou-me pelos flancos e me fez sentir a pressão em toda a circunferência do
ânus, expandindo-o, dilatando-o para permitir a passagem do corpo duro e grosso
do meu terceiro homem.
Nenhuma penetração anal é fácil, suave e imediatamente
prazerosa como a penetração vaginal. A conquista do prazer pela penetração anal
é sofrida, daí ser tão cobiçada. A fêmea sofre, se contorce, grita, às vezes
chora. O macho sente a constrição do seu membro, o repuxar do prepúcio e às
vezes, também, dor no "freio" da glande. Esse desconforto é condição
sine qua non ao prazer que se seguirá logo depois. A fêmea custa um pouco mais
a chegar ao prazer; algumas não o atingem. O macho tem o duplo prazer de estar
alargando, arreganhando, arrombando, dilacerando, o que lhe dá a impressão de
estar deflorando ou desvirginando toda mulher, não importa qual, até uma puta. Aprendi
que a mulher tem que saber dar ao homem esse prazer na forma mais plena, isto
é, tem que fazer com que ele se sinta estar tirando sua virgindade,
deflorando-a. Muitas mulheres não sabem disso, mas a mulher sempre tem um hímem
à sua disposição e o homem sempre quer esse hímem. Ao olhar para o Lhama com
verdadeira apreensão, eu transmiti a ele a convicção — legítima — de que ele ia
me deflorar, desvirginar. De posse dessa convicção, ele investiu com renovado
ânimo e arremeteu repetidamente na porta circular, até fazê-la ceder e abrir em
toda a circunferência. Senti a cabeça ocupar toda a entrada, fazendo-a atingir
o seu máximo diâmetro e provocando em mim uma dor aguda, que seria quase
insuportável se eu não tivesse memória para me lembrar do prazer incomparável
que isso prenunciava. Com a mão para trás, empurrando sua barriga, impedi o
Lhama de prosseguir. Eu queria me acostumar ao diâmetro máximo antes que a
glande fosse absorvida e o diâmetro do tronco prevalecesse. Senti-la encaixada
em mim, grande, dilatada, pulsante, até que a dor aguda passasse, era um ponto
de honra. Lhama entendeu logo e parou, enquanto Gustavo fazia alguns movimentos
para me dar algum estímulo puramente prazeroso. Minha vagina respondeu bem ao
estímulo. E eu também, porque logo tive vontade de repor na boca o membro do
Fábio, que observava excitado a minha sodomização. Tirei a mão da barriga do
Lhama, em sinal de que ele podia prosseguir. Bastava uma última pressão para
que o cu tragasse o pau grosso e carnudo e o fizesse percorrer, deslizando, o
meu reto, até que o saco frio roçasse a pele sensível da minha bunda. Ouvi um
longo gemido e, como uma locomotiva que se repusesse em movimento, cada um
retomou suas ações e nos transformamos numa só máquina sexual.
Eu não costumo usar o verbo "socar" nas
minhas descrições, mas vou usá-lo nesta porque foi assim que eu senti a ação do
Gustavo, do Lhama e do Fábio naquele sofá. Assim que o Lhama me penetrou, os
três começaram a "socar" com seus paus, suas picas, seus cacetes,
suas rolas, nos orifícios que eu lhes franqueava incondicionalmente. O jogo de
palavras "socar + alho" me veio logo à mente, fazendo-me ver o Lhama
e seus dois amigos como três imensos caralhos socando como pilões nesse
receptáculo em que o meu corpo tinha se transformado. Com a boca ocupada, eu
gemia quase aos soluços, quase engasgando, quando fui passando ao galope com o
Gustavo e pedi ao Lhama para socar com violência. Ele se agarrou à minha
cintura e acelerou seus movimentos. Pude sentir os paus quase se esfregando um
no outro, me alucinando de prazer, separados apenas pela fina parede entre
minha vagina e meu reto. Eles me disseram que também se sentiam mutuamente.
Gustavo começou também a socar freneticamente seu longo pau curvo, indo bater a
cabeça sabe-se lá onde no fundo das minhas entranhas.
Foi então que senti a onda do orgasmo se aproximando. Meu
corpo foi sendo inteiramente tomado por aquele arrepio, aquele
"nervoso" que eu conheço desde o fim da puberdade, aquela sensação
acompanhada de um jorro que me inunda por dentro, encharcando e liberando o
membro aprisionado em mim, seguida dos espasmos que me amolecem e
provocam um total descontrole motor, sobretudo nas pernas que se agitam e se
contraem como quando o médico dá marteladinhas no joelho de uma garotinha. Super-lubrificados,
os pilões ou pistões começaram a deslizar livres de atrito dentro de mim. Gustavo
e Lhama engrenaram num vaivém coordenado e rápido que parecia não precisar
parar nunca mais. Na minha boca, Fábio, que também tinha passado a socar a
ponto de puxar minha cabeça para acelerar meus movimentos e aprofundr-se,
começou a enrijecer além do normal e a inchar mais e mais, dando estocadas cada
vez mais rápidas e fortes, para acabar explodindo numa ejaculação que veio em
vários jorros densos e longos, no céu da boca, no fundo da garganta, na língua,
depois no rosto, olhos, testa e cabelo. Tentei retirar um pouco de esperma do
olho, mas o trabalho incessante do Gustavo e do Lhama acabaram me fazendo
espalhar tudo pelo rosto. Fechei os olhos e me concentrei nos meus próprios
orgasmos, que se fundiam um no outro me dando a impressão de ser um só,
interminável. O primeiro a sair de mim foi o Lhama, com seu pau grosso e
carnudo que me deixou uma espécie de vazio. Ouvi um longo gemido e senti o
esperma já frio vir se chocar em pequenas porções à pele sensível das minhas
costas, enquanto meu reto e ânus retomavam suas dimensões normais. O Lhama
estendeu-se no tapete com a respiração ofegante e soltando uma interjeição de
admiração, enquanto o Gustavo, que parecia ter entrado num moto perpétuo, me
forçou a cavalgá-lo de maneira a estimular mais fortemente seu pau longo e
curvo. Com as mãos em seus ombros, comecei a saltitar sobre suas coxas,
tentando levar ao orgasmo aquele membro que parecia não conseguir sair de mim. Exausta,
me dei conta de que precisava de ajuda. Lembrando-me de uma cena anterior,
olhei para o Lhama, ainda deitado no chão, e fiz um sinal de desespero com o
rosto, articulando um "socorro!" silencioso com os lábios. Fingindo
estar aceitando uma tarefa dificílima, ele se pôs novamente de joelhos diante
de nós e, sem nenhum receio de revelar a intimidade especial que ele tinha com
o velho amigo que ele conhecera há tantos anos numa casa de praia, começou a
acariciar as bolas e o grande membro que entrava e saía de mim sem atingir o
orgasmo porque deslizava nos meus fluidos. Gustavo logo percebeu esse estímulo
suplementar e, sorrindo, não tardou a me anunciar que ia gozar. Saí dele e
continuei de joelhos no sofá, observando Fábio masturbá-lo como um aluno
aplicado. Gustavo me olhou rapidamente com ar de "Dessa você nem
desconfiava, né?" e voltou a se concentrar na manipulação do seu longo
membro curvo pelo amigo, até que, apertando minha coxa com uma das mãos,
começou a esguichar seu líquido, que o Lhama conseguiu direcionar para a
barriga e para o peito, até que a última gota escorreu longa sobre o umbigo
redondinho e bem feito. Gustavo estava satisfeito, sorrindo, cansado e
ofegante, olhando para a mão do Lhama, que espalhava seu esperma por todo o seu
peito bonito e musculoso. Eles teriam toda a noite para me explicar como tinham
expandido as suas opções sexuais depois de uma adolescência que, para mim,
parecia 100% heterossexual.
Fábio também ficou satisfeito. Ele sabia que eu não
recusaria o convite para passar a noite e que, mais tarde ou no dia seguinte, o
presentearia com o que eu havia outorgado aos outros dois. Além do corpo
delicioso, ele não tem mais espinhas, se tornou um belo cisne e, como pude
descobrir, um amante de primeira. Ele era o anfitrião e, como tal, teve direito
a um agradecimento especial. Quanto ao Lhama — meu coadjuvante nas fotografias
tiradas pelo Fábio -, ele me explicou que se descobriu bissexual poucos meses
depois do nosso encontro faiscante na casa da praia. Revendo as fotos e
conversando com meus três ex, fui reconstituindo aquelas férias de verão em
Búzios e consegui me lembrar que, de fato, o atrativo principal que eu tinha
encontrado no Lhama e que tanto me seduziu foi justamente uma feminidade que
emanava do seu corpo delgado, do seu rosto fino e do seu jeito meigo, em outras
palavras, de uma androginia ainda não descoberta.
O e-mail com as misteriosas fotos estava esclarecido,
o reencontro com meus ex foi um êxito total e eu não poderia desejar um fim de
ano melhor.
Ana Maria W.

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