Na rodoviária de S., esperando pelo ônibus para uma cidade vizinha, avistei uma
jovem pessoa vestida em chamativas leggings amarelas. Eu não me deteria mais do
que de costume a olhá-la se a peça de roupa, habitualmente já tão justa, não
fosse fina a ponto de amoldar-se completamente àquele corpo
exuberante. Era como se, da cintura para baixo, estivesse nua sob uma fina
camada de tinta. A única coisa que me certificava do contrário, além, é claro,
da cor amarela, era o aspecto liso da região pubiana, que denunciava a
calcinha. Enquanto as nádegas deliciosamente salientes eram invadidas pela cor
amarela até o interior do sulco que as dividia profundamente, a região frontal
era lisa e embora as leggings estivesses completamente esticadas sobre a pele,
sua dona devia estar usando uma lingerie de material mais rígido e liso que
impedia o delineamento da fenda. Eu não conseguia resitir ao desejo de olhar,
mas, forçado pela compostura, disfarcei o melhor que pude, através de idas e
vindas que me permitiam ao menos 50% de tempo de contemplação. Mas a outra metade – o tempo perdido – era
uma tortura e eu acelerava o passo para voltar a vê-la o mais rápido possível.
Numa das idas,
quase no momento de dar-lhe as costas, percebi que ela me avistou, olhando por
cima do ombro. Não consigo me livrar da imagem daquele corpo bem pousado sobre
as duas pernas entreabertas, das coxas fortes mas proporcionais às nádegas
protuberantes, curtas e elevadas, sem a mínima irregularidade topológica,
voltadas para mim enquanto o rosto moreno de jovem mulher me olhava pelo canto
dos olhos com, quem sabe, a intenção maliciosa de provocar-me ou de revelar sua
indagação de que eu pudesse estar olhando com desejo. Imaginando que ela
pudesse ter sido alertada pelo amigo que ela acompanhara ao embarque, logo me
virei para fazer meu trecho de percurso de costas.
Mas embora voltado para a porção desinteressante da rodoviária, o que eu via era a pós-imagem do que eu vira segundos antes, que não se descolava das minhas retinas. Assim, minhas idas e vindas começaram a tornar-se duas etapas bem distintas, a primeira visual e real, a segunda onírica, em que eu me via abraçando aquela recém-mulher por trás e a fazia sentir meu sexo duro contra a bunda impressionante enquanto ela me envolvia o pescoço com os dois braços e, virando o rosto, introduzia-me a língua entre os lábios, deixando-me passar as mãos por suas axilas depiladas e levemente úmidas de excitação; ou então, com as duas mãos em sua cintura, apertando-a contra mim, sentindo-a pressionar o corpo contra o meu sexo atormentado de desejo.
Uma coisa era
certa: não podíamos ficar ali. Mas para onde ir, numa rodoviária? Avistei a
porta entreaberta de uma loja vazia e, segundos depois, estávamos nos
entregando furiosamente um ao outro sobre o balcão.
Maria – vou
chamá-la assim – acomodou-se confortavelmente, debruçando-se e virando a cabeça
para o lado, esperando. Comecei por trás, ambos vestidos, porque precisava
explorar a fantasia suscitada pelas finas leggings que obstavam à penetração.
Eu via o corpo moreno à minha frente, as costas inteiras, a nuca, o cabelo
escuro, farto e espesso, mas macio e brilhante; e abaixo, as nádegas
disponíveis, ora saltitantes, ora ondulantes, pulsantes e cheias de desejo,
completamente separadas em dois deliciosos gomos amarelos. O calor era intenso
e úmido entre elas. Pude sentir com a mão o delgado fio do que adivinhei ser a
misteriosa calcinha fio-dental que durante minhas idas e vindas na plataforma
de embarque me impedira de adivinhar a fenda. "Preciso colar meu pau nu
nesse rego amarelo", pensei, na única linguagem que me veio à mente. Era
imperativo, mas como fazê-lo? E se Maria se incomodasse com marcas inconvenientes
na roupa? Resolvi perguntar. Para minha satisfação, ela não se importava porque
morava do outro lado da rua e uma eventual marca se limitaria à parte das
leggings que ficaria oculta entre as nádegas. Confirmei, já deixando minha
calça descer pelas pernas e acomodando longitudinalmente meus dezessete
centímetros de comprimento por cinco de diâmetro bem no fundo dos dois gomos
amarelos, após separá-los com os polegares.
Ao primeiro contato
com o corpo quente e firme de Maria, senti no centro do sexo o fluir do meu
líquido. Afastando-me um pouco, vi um fio transparente ligando a extremidade
vermelho-arroxeada da glande ao tecido amarelo. Como Maria me dera sinal verde,
não me importei e voltei a colar meu sexo molhado bem no fundo do rego convidativo
que tanto me excitava e que voltou a fechar-se sobre ele, envolvendo-o e
movendo-se com lascívia. Maria parecia querer subir no balcão, erguendo-se na
ponta dos pés para sentir-se cada vez mais invadida ou para me induzir a fazer
os movimentos da cópula. Sua excitação era extrema, mas ela não fez menção de
baixar as leggings, talvez em respeito à minha fantasia.
Minha glande
inchada e pulsante despontando entre dois gomos redondos e amarelos era o que
eu via quando olhava para baixo. Eu estava me esfregando entre eles, como numa
variação da "espanhola" – o termo era bem apropriado – e tão excitado
que se aquilo me levasse ao gozo, meu esperma chegaria certamente até o cabelo
da Maria. Eu poderia facilmente ir até o orgasmo, mas perderia o prazer da penetração
porque não podíamos ficar ali eternamente. Isso pra não falar do prazer a que
ela fazia jus tanto quanto eu. Tive que optar pela interrupção do êxtase
fantasioso, mas não sem antes despir minha amante ocasional de sua parte de
cima, para expor-lhe os peitinhos, que descobri miúdos, cônicos e bicudos,
espremidos contra o balcão de madeira envernizada. Sem abandonar o prazer do
contato por trás, envolvi ambos os seios com as mãos, percorrendo cada curva
deliciosa dos flancos de Maria até chegar a eles. Ela teve que erguer-se um
pouco e ficou completamente empinada, oferecendo-me mais do que nunca as
nádegas extasiantes. Com resquícios de adolescência, sua voz produziu gemidos
encantadores enquanto manipulei os mamilos duros e senti a carne macia dos seios
juvenis. Ela sussurrou "Assim... pega os meus peitinhos... Torce os
biquinhos... Agora aperta um pouco mais... Ahn...!" enquanto pressionava a
bundinha contra mim, fazendo brotar do meu sexo grossas gotas transparentes,
que desciam pela glande e iam aumentar a área molhada das leggings amarelas.
Puxando Maria toda
junto a mim, espremi uma vez mais seus mamilos entre meus indicadores e
polegares, fazendo-a gemer enquanto beijei e mordi sua nuca. Depois despedi-me
dos seus seios e voltei percorrendo o corpo até chegar ao contato entre o
tecido e o baixo da cintura, fazendo a menina voltar a curvar-se sobre o
balcão. Logo abaixo da minha glande, o elástico das leggings amarelas
interrompia a linha do rego que surgia de um curto e delicioso "V" perfeitamente
delineado no final das costas. Introduzindo os polegares entre o tecido e a
carne, comecei a baixar as leggings, ampliando lentamente o
"cofrinho" e liberando o bumbum espetacular que foi expandindo-se ao
sair da malha apertada sem contudo perder a forma, a consistência nem tampouco
a textura impecavelmente lisa. Enquanto o tecido deslizava pela pele, Maria
ergueu-se na ponta dos pés para facilitar-me o trabalho, até que sua bunda
saltou completamente fora do elástico, que se fechou logo abaixo das dobrinhas
das coxas. Tive que agachar-me por trás dela para contemplar de perto aquela
maravilha da anatomia humana. A proporção entre o comprimento e a largura de
cada nádega era simplesmente perfeita! Não se tinha aquela impressão tão
freqüente de que o bumbum é como uma pera, mais pesada embaixo do que em cima,
ou como duas meias-luas rudemente projetadas. Não, a massa era perfeitamente
distribuída naquela forma a rigor indefinível mas sublime. Diante de mim, dois
gomos morenos e sem nenhuma irregularidade se uniam para formar uma fruta de
beleza extasiante, uma fruta que eu estava para provar.
Para explorar mais
um pouco, baixei completamente as leggings pelas coxas até deixá-las totalmente
abaixo das panturrilhas e voltei percorrendo as pernas com as mãos até parar no
alto das coxas, no vértice das quais vi, pela primeira vez, a paisagem vaginal
da Maria. Sombrio, mas fino, lá estava o contato entre os grandes lábios que se
uniam formando uma discreta saliência de coloração mais escura. Não vi pêlos a
partir deste ângulo, prova de que Maria se depilava e novo indício de que,
apesar da juventude, não se tratava de alguém inexperiente. O cheiro também era
inebriante, levemente perfumado, revelando o cuidado e a higiene impecáveis.
Exclamei um "Humm...!" que divertiu a jovem fazendo-a descontrair-se
completamente.
Comecei então a
afagar-lhe as nádegas com o intuito de separá-las. Maria logo entendeu e,
debruçando-se o mais completamente possível sobre o balcão, franqueou-me a
visão de seu interior. Separando-as bem com os polegares, mas sem deformá-las,
avistei um botão róseo, discretamente raiado, expandindo-se a partir de um
orifício do diâmetro de uma mina de lapiseira. Senti uma necessidade premente
de prová-lo imediatamente. Aproximei-me e, estendendo a língua, tateei o
orifício com sua extremidade. Maria teve um sobressalto, mas logo voltou à
posição relaxada em que se encontrava, suspirando como se recebesse um carinho.
Minha saliva foi ficando espessa à medida que eu o pincelava, e o orifício foi
cedendo à pressão das cotucadas. Isso, somado à atitude serena da Maria,
levou-me a supor que ela já praticara o sexo anal e encorajou-me a arriscar uma
primeira ousadia. Lubrifiquei bem a área com saliva e só precisei deslizar a
mão pela nádega direita para fazer com que a ponta do meu polegar encobrisse a
entrada. Meu dedo foi invadindo vagarosamente aquele túnel secundário do sexo,
mas logo senti a mão de Maria impedir-me e sua voz pedir "Ah,
não...", com toda delicadeza. Imaginando que eu me enganara completamente,
comecei a retirar cuidadosamente a extremidade do polegar da estreita passagem
e mudar de projeto, quando ouvi Maria continuar: "Com o dedo não."
Eu não podia
acreditar que ela estivesse me convidando a sodomizá-la! Parei por alguns
segundos para pôr as idéias no lugar, olhei para o meu sexo pulsando em plena
ereção, olhei mais uma vez para o corpo à minha frente e, quando me levantei
para começar, Maria virou-se sorrindo, deu-me um beijo nos lábios e foi
abaixando até ficar de cócoras à minha frente, já empunhando com força o meu
sexo em riste. Apoiei-me no balcão e deixei-a à vontade. Minha glande logo
desapareceu entre os dois lábios grossos da moreninha, que se fecharam
firmemente logo atrás dela e começaram a percorrer a verga, recuando de vez em
quando mas aprofundando-se sempre, até que tudo desapareceu num deep
throat enlouquecedor. Mal pude acreditar quando os lábios tocaram, acima,
os pelinhos rasos da minha pélvis, e abaixo, a pele sensível dos meus
testículos. Meu reflexo foi introduzir-me mais, forçando a cabeça da menina
contra mim. Parecendo engasgar, Maria apoiou ambas as mãos nas minhas coxas,
afastou-se e expeliu uma espessa baba de muco, que desceu pelo seu queixo e foi
terminar numa poça, no chão de carpete velho. Temi tê-la irritado, mas ela logo
ergueu o rosto sorrindo, dizendo-se acostumada. Para o meu deleite, eu estava
diante de uma aficcionada do sexo hard. Maria voltou a abocanhar-me o
membro, espalhou nele o resto do muco não expelido e, deixando-a bem
lubrificada e até gotejante, voltou à posição inicial, debruçada no balcão, oferecendo-me
enfim aquilo que tanto me despertara o desejo na plataforma de embarque.
Com os dois gomos
da fruta exótica plenamente desabrochados à minha frente e meu membro
perfeitamente untado de muco, eu não teria dificuldade em provocar a imediata
expansão do precioso anel. Ela não parecia temer a penetração de um membro de
dimensões consideráveis e isso me tranqüilizou de saída. Separei os dois gomos,
encaixei meu sexo entre eles e comecei a inclinar o corpo para que o peso
fizesse o trabalho sozinho. Maria sussurrava "Mete... Mete tudo... Me abre
com esse pau grosso... Fode meu cu..." e assim por diante. Isso me levou a
um grau de excitação que só o baixo calão permite atingir. Maria era educada,
eu também, mas as circunstâncias pareciam exigir-lhe aquela linguagem animal.
Entendi que ela prcisava sentir-se vadia e não simplesmente uma jovem moderna
que tivera um desejo ocasional de fazer sexo com um estranho muito mais velho.
Não, a princesinha de vinte anos precisava sentir-se "dando o cu" ao
estranho que eu era, e entrei de cabeça no jogo: "Então toma, toma tudo
nesse cuzinho apertado...", respondi, puxando-a para mim. Assisti do alto
ao espetáculo da minha glande dilatando lentamente o orifício anal para
desaparecer pouco a pouco por ele enquanto a jovem se contorcia de prazer.
Maria procurava
inutilmente agarrar alguma coisa sobre o balcão. Eu a via ora apertando os
seios com as mãos aflitas, ora introduzindo um ou dois dedos na boca, contendo
gritos. Por fim, a glande ultrapassou os esfíncteres e a verga pôde deslizar
livre reto adentro. Maria jogou a cabeça para trás quando colidi com ela pela
primeira vez. Senti sua mão em minha barriga freando o meu ímpeto, depois
tocando a base do meu sexo enquanto ela sussurrava alguma coisa em espanhol que
interpretei como sendo um reconhecimento de que aquilo era uma loucura sua, ou
que ela havia reincidido em aventuras sexuais arriscadas. Mas a pausa foi
curta; logo retomei os movimentos e pude ver que Maria se masturbava com a
outra mão, multiplicando a sua excitação, gemendo e sussurrando: "Está me
deixando louca... Me fode com força... Quero gozar muito com você..."
Como num lampejo de
alucinação, revi Maria na plataforma de embarque exibindo sua linda bunda nas
leggings amarelas e isso me convenceu de que ela me desejara desde o primeiro
olhar. No paroxismo da excitação, ampliei e acelerei meu vaivém a um ponto tal
que ela perdeu as forças das pernas. Simultaneamente, sua masturbação levou-a
ao orgasmo, que se desencadeou furiosamente. Entregue aos espasmos, Maria
desabou sobre o balcão, gemendo e choramingando "Ninguém me fez gozar
desse jeito... Vai me matar de tanto gozar... hombre..."
Essa valorização do
homem adulto frente aos frangotes de 20 anos me levou a um orgasmo avassalador.
Meu sexo chegou à rigidez e expansão máximas e, quando atingiu o limite, Maria
contorceu-se com a expansão do seu. Concentrei-me para conseguir uma série de
pistoneadas firmes antes de explodir numa ejaculação que eu previ antológica.
No auge, reconheci a breve interrupção que antecede o clímax e me transformei
num aríete alucinado investindo furiosamente contra a abertura para
escancará-la. Maria recomeçara a masturbar-se energicamente e gozava sem parar,
tentando sem convicção deter-me com a outra mão, molemente aplicada contra a
minha barriga. Ejaculei com tanta força que senti o couro cabeludo formigar.
Maria sussurrava "Quente!... Gostoso! Goza, hombre, goza! Me inunda! Me
afoga nessa torrente!" E eu gozava, gozava e gozava, como nunca
antes. As contrações dilaceravam meus testículos, mas o prazer era tamanho que
eu ignorava esse desconforto. À medida que fui despejando meu esperma no reto
de Maria, meu sexo pôde deslizar cada vez mais facilmente. Tive a impressão de
poder continuar para sempre dentro dela depois do orgasmo.
Durante esse vaivém final solto e fácil, decidi ir explorar com a mão seu sexo úmido de gozo feminino, apalpar os lábios, tentar entrar, masturbar Maria um pouco mais, em suma, travar conhecimento com o ambiente vaginal da minha jovem amante, já que eu não teria tempo de conhecê-lo também a fundo, pelo menos naquela primeira ocasião. Tudo me pareceu liso, íntegro, firme, sem franjas inestéticas ultrapassando os limites dos grandes lábios. Com um dedo, toquei e esfreguei o botão entumescido do clitóris, causando um frisson em Maria, que deteve-me com a mão. Eu estava completamente colado ao seu corpo, meu sexo profundamente enterrado em seu reto. Sua mão sobre a minha revelava uma atitude de vigilância. Ela parecia temer algum gesto meu que, embora pudesse ser evidente a um outro homem, não me ocorria de modo algum. Continuei acariciando os pelinhos curtos, as regiões úmidas entre a buceta e as coxas, a percorrer as bordas dos pequenos lábios enquanto, com a outra mão, eu afagava os peitinhos, roçando os mamilos ainda eretos. Maria parara de sussurrar obscenidades e estava num estado de torpor que só não a desligava do mundo porque alguma coisa a inquietava, alguma coisa ligada à viagem da minha mão pelo seu sexo. Insidiosamente, deixei um dedo deslizar pelos pequenos lábios que, de tão firmes, pareceram comprimi-lo. Ao chegar ao local supremo, sentindo a cócega dos pelos na palma da mão, tentei aprofundar-me, mas uma mão brusca impediu-me. Desprendendo-se de mim e com um sorriso mais que misterioso, Maria sentou-se no balcão e, abrindo completamente as pernas diante dos meus olhos curiosos, fez-me comprovar da maneira mais eloqüente a suspeita que me aflorara quanto ao motivo de tanta cautela. Surpreendentemente, a tão liberada jovem punha sua virgindade acima de tudo. Era o seu Graal, a taça na qual só beberia o seu eleito. E seu eleito, é claro, não era eu.

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