5.
Kleber
É
verão, a cidade está cheia de gente bonita e a animação reina. Ao entrar numa
sorveteria, Aninha se sente imediatamente notada pelos homens de todas as
idades. Ela se diverte em pensar que não teria a menor dificuldade de conhecer
pessoas e acabar ficando em
Cabo Frio até
domingo à noite ou segunda de manhã. E resolve dar vazão à brincadeira,
passando a fazer-se "disponível" às eventuais abordagens. E a
primeira não tarda, vinda de um rapaz um pouco mais velho que ela, que se
separa de um grupo de jovens para ir puxar papo quando a vê caminhando sozinha
no calçadão à beira do canal. Ele é bonitinho, gentil, se mostra empolgado com
a beleza dela, com seu corpo, mas ela não quer ir com ele para junto do grupo e
ele acaba desistindo, limitando-se a perguntar se ela vai estar perto da praia
à noite. Ela diz que não, que volta para o Rio às sete, e eles se separam.
Outros
homens, jovens ou não, a olham, sorriem, piscam e até assoviam, mas nenhum a
interessa. Ela pergunta a um deles como se faz para ir até a praia, recusa a
carona e vai a pé. Chegando lá, ela se deslumbra com a cor da água, a areia
clara, a beleza de certas pessoas. Caminhando na areia, ela se lembra de suas
últimas vinte e quatro horas e da aventura que estava para viver com Tadeu. Se
ela aceitasse ser sua amante, talvez sua vida mudasse; o bar vai bem, Tadeu
está longe de ser pobre, e gosta dela. Não seria difícil encontrar um esquema
para que ele ficasse com ela sem prejudicar a sua vida de casado. As imagens do
banho invadem sua mente e sua mão se fecha sobre o sexo imaginário daquele que
bem poderia ser, sim, seu primeiro homem com agá maiúscula.
— Moça, sua mochila está aberta! lhe grita um
vendedor de picolé, arrancando-a do devaneio.
Sentada
num banco do calçadão, Aninha vasculha sem esperança a pequena mochila; as
roupas estão todas lá, mas foi-se a carteira com a passagem e o dinheiro. Por
sorte, a identidade, o cpf e o cartão do banco estão sempre num bolso da roupa
que ela está vestindo. Mas ela sabe que mesmo que conseguisse uma carona até a
rodoviária, seria praticamente impossível conseguir uma passagem para o mesmo
dia. Não há o que fazer. Aninha se prepara a passar uma noite em branco no
verão festivo da cidade praiana mais famosa da região dos lagos; dos males o
menor! E como, no Rio, a família está avisada que ela só volta domingo à noite
ou segunda de manhã, ela fica tranquila pelo menos quanto a isso.
Mas
perambular cansa e Aninha resolve ir ao banco sacar pelo menos uns cinquenta
reais para ficar tranquila. Quando ela sai do terminal eletrônico, um homem de
cerca de trinta anos, de óculos escuros, encostado num carro esporte
conversível sorri para ela e fala com sotaque de paulista... ou mineiro, Aninha
não sabe distinguir um do outro.
— Uau! Gatinha linda! Você é daqui?
— Não, sou do Rio.
— Está com alguém, namorado, marido, amigo?
— Não, estou só passeando um pouco.
— Não prefere fazer esse passeio de carro?
— Ah, não sei, responde ela fingindo hesitar
mas perfeitamente consciente da intenção do convite.
— Vamos lá, gatinha, aceita o meu convite, vai!
Aninha
faz rapidamente a ficha do rapaz, que não lhe parece ser traficante ou gigolô,
mas apenas um franco-atirador tentando arrumar programa para noite, o que
lhe convém, já que só poderá pensar em voltar ao Rio a partir do dia seguinte.
— Mas a gente vai aonde?
— Você conhece Búzios? Posso te levar lá. É
lindo.
— Já ouvi falar que é lindo mesmo. Mas você
jura que me traz de volta ainda hoje? Estou na casa de uma amiga e ela vai
ficar furiosa se eu não voltar.
— Claro, gata! A gente está de volta antes de
meia-noite, prometo.
Aninha
faz que está pensando muito para decidir, mas momentos depois aceita. Dentro do
carro, o homem se apresenta como Kleber, diz que é paulista radicado no Rio e
que passa todas as férias em
Cabo Frio. Aninha , de
pernas cruzadas, nota que ele a olha com fome, fixando suas coxas que brotam do
shortinho quase já na altura das polpas. Isso a deixa mais segura; é sinal de
que, até certo ponto, ela pode dar as cartas. Menos de cinco minutos depois,
ele pergunta, como quem não quer nada, se ela não gostaria de dar primeiro um
pulo até o apartamento porque ainda é cedo para ir a Búzios num sábado. Ela
aceita e ele toma o viaduto que leva ao Peró. Aninha mal crê nos seus olhos
quando o vê abrindo o portão eletrônico de um condomínio com vista indevassável
para o mar.
O
apartamento é amplo, tem grandes vidraças esverdeadas dando para o mar e é decorado
com gosto. Completamenten fora do seu mundo, Aninha se inibe; Kleber deve ter
se guiado pela aparência e se enganou completamente a seu respeito, pensa ela. Sozinha
no longo salão com dois conjuntos estofados, ela teme que ele a rejeite na
primeira conversa. Kleber volta trazendo refrigerantes servidos em copos com
gelo. Ele já sabe que Aninha é uma menina de subúrbio, mas como ela se veste
como qualquer jovem de cidade grande, ela não lhe parece diferente das dezenas
de outras que ele já abordou nas férias apenas para ter companhia e
eventualmente uma boa noite de sexo.
— Eu fui assaltada, diz ela, de chofre,
tentando puxar papo.
— Sério? Aqui?
— É, passeando na praia. E eu menti para você:
levaram meu dinheiro e minha passagem de volta para o Rio. Eu estava no banco
pegando dinheiro para comprar outra amanhã.
— E onde você ia dormir? Num hotel?
— Hotel? Que nada! Eu ia passar a noite perto
da praia do Forte. Dizem que aquilo não para, não é?
— Mais ou menos. Lá para as duas e meia, três,
não tem mais nada. O agito só vira a noite no carnaval.
— Bom, então eu ia ter que sentar num banco e
esperar.
— Você pode ficar aqui em casa, se quiser. Meus
pais não vêm nesse fim de semana. E assim a gente não teria hora para voltar de
Búzios.
— Acho que vou topar, mas por que a
gente não vai à praia aqui em frente e sai à noite em vez de ir a Búzios?
— Você prefere? Para mim está ótimo. Você
trouxe biquíni? Tem um monte aqui.
— Eu trouxe.
— OK. Então, vou te mostrar um quarto, você se
veste e a gente vai.
Kleber
a leva a uma suíte confortável, com uma vista lateral para o mar. Ela ainda se
sente intimidada, mas o cenário tão limpo, bonito e perfeito a anima e faz
sonhar com uma vida cercada de tanta beleza e tranquilidade. Nua diante do
enorme espelho da porta deslizante do guarda-roupa, ela se considera bonita e
gostosa o suficiente para seduzir Kleber. Ela escolhe um biquíni novo que
se ajusta perfeitamente às suas formas e cuja cor amarelo-ouro se destaca
contra o moreno uniforme do seu corpo. Ela se olha de frente, de costas, enrola
uma canga na cintura, penteia-se, espeta os óculos no cabelo e sai do quarto. Kleber
já a espera na sala, de sunga e camiseta. Assim que ele a vê, assovia e elogia
seu corpo.
Na
praia não muito cheia, tomando o sol da tarde, Kleber tenta saber um pouco mais
sobre a vida de Aninha, mas ela não pode deixá-lo ver o mundo feio do subúrbio
carioca em que sua família vegeta, então só diz que vive com a mãe e os irmãos
e logo desconversa fazendo perguntas sobre a vida dele. Ele é filho único de
pais empresários, trabalha com informática na empresa da família e se entedia
no Rio, por isso vai a Cabo Frio sempre que pode. Ele revela que achou Aninha
bonita e a seguiu de longe até vê-la parar no banco para pegar dinheiro.
— Fala sério, Kleber!
— É verdade! Quando eu te avistei na rua,
fiquei maravilhado com teu rosto, teu cabelo, teu corpo... Aquele shortinho tão
curto te deixa irresistível! Eu ia parar o carro mais à frente e tentar
conversar contigo na rua, mas ia ser muito mais complicado. Quando você entrou
no banco, tudo se tornou possível.
— É, o meu namorado até comentou que aquele
short é curto demais mesmo. Mas eu adoro.
— Namorado?
— É, eu vim com o meu namorado, o Tadeu, mas a
gente brigou e ele me deixou aqui.
— Aqui em
Cabo Frio ?
— É. A briga foi feia. A gente veio de moto
ontem passar o fim de semana, mas brigou hoje de manhã. Eu terminei com ele.
— Que pena!
— Ah, não faz mal. O namoro já estava bem
chato há um tempão.
— Você me disse que estava com uma amiga.
— Pois é, eu não te conhecia e já estava sem
namorado, então inventei a primeira desculpa.
— E o assalto, foi verdade?
— Foi sim, e nem percebi. Ainda bem que eu
tinha um restinho para raspar com o cartão!
— Você trabalha, lá no Rio?
— Trabalhei até antes do Natal numa loja de
roupa, mas já estava de saco cheio e pedi demissão. É f... lidar com patrão
tarado, colega invejosa e cliente te mandando indireta o tempo todo. Mas eu não
posso parar de trabalhar, então vou procurar outra quando assim que eu chegar
no Rio.
— Deve conseguir fácil, bonita desse jeito!
— Obrigada! Conseguir é fácil; difícil é
gostar e querer ficar.
— E os estudos?
— Ah, Kleber, não nasci para estudar não. Já
acho muito ter terminado o secundário naquela droga de escola pública! Eu
adorava os amigos, zoei muito, mas não conheço um que tenha passado no
vestibular.
— Namorou muito por lá?
— Namorei uns caras, mas eu gostava mais só de
ficar porque namorado fica cobrando o tempo todo, é ciumento, quer ser teu
dono... Mas fiquei com muito menino da escola. Minha galera aprontava demais! Disso
eu sinto falta, mas não quero mais ficar com menino de dezoito, dezenove;
cansei de crianção que só pensa em filmar com celular e botar no Youtube para
se mostrar com os amigos.
— Porque? Você já "caiu na net"?
— Eu não porque não sou burra, mas tenho amiga
que já foi parar na net.
— Já vi uns videos caseiros assim. Tem uns
grupinhos que se divertem, a gente vê todo mundo rindo.
— Tem muita menina que não está nem aí para a
opinião dos outros e até gosta que todos os caras da escola vejam, mas isso é
complicado porque depois ninguém mais te deixa em paz, fica todo mundo achando
que você dá para qualquer um, que é só marcar hora.
— E não é assim?
— Bom, piranha tem em todo lugar, né, Kleber. Tem
muita menina que descobre que é gostosa e não quer mais batalhar porque
consegue grana fácil com sexo.
— É verdade que dá grana. Conheço meninas
lindas da Zona Sul que fazem programa para pagar os estudos e se manter. As que
tem a cabeça no lugar ganham uma grana alta. Isso nunca te atraiu? Estou
perguntando por perguntar, sem querer te ofender, tá?
— Tudo bem, eu sempre converso sobre
essas coisas com as minhas amigas. Algumas já fizeram programa e acham que eu
poderia me dar bem fazendo, mas sei lá... Uma coisa é certa, eu não ia poder
continuar morando com a minha mãe e meus irmãos.
— Se quiser fazer uma experiência comigo, tudo
bem. Eu posso te pagar e ninguém vai ficar sabendo. Eu gosto muito de garota de
programa, chamo muito lá em casa, no Rio; estou acostumado.
Fingindo
não prestar muita atenção, Aninha olha distraidamente em
volta. Na água, a bunda branca e lisa de um menino que quase perdeu o short mergulhando brilha no
sol já baixo. Na areia, à direita, duas das meninas de um grupo de jovens agora
estão de pé e se esfregam nos namoradinhos que as abraçam por trás, conversando
e rindo para as amigas que conversam com elas sentadas e com olhar invejoso. À
esquerda, uma família grande está instalada em várias cadeiras de praia e uma
adolescente entediada já com o corpo formado toma sol deitada de bruços sem
imaginar que os homens já a olham imaginando seu corpo dentro de dois ou três
anos. Pela praia toda há homens de pé olhando os corpos à sua volta. Não é como
em frente ao Copacabana Palace, onde a prostituição é aberta, mas ela sabe
identificar as mulheres disponíveis ao sexo e, aqui e ali, ela vê alguns desses
homens que estão à caça aproximarem-se, sentarem-se ao lado delas e, pouco
depois, sairem da praia com elas.
Voltando a olhar o mar, onde o menino de há
pouco agora lhe parece estar perdendo a sunga propositalmente para se exibir
aos colegas, Aninha avalia seriamente a proposta de Kleber. Ela faz a
recontagem mental dos seus namorados e "ficantes" até Tadeu e chega
ao impressionante número de vinte e oito desde aquele fim de primeira
menstruação em que ela cedeu à insistência constante do Maykon e lhe ofereceu a
sua virgindade só porque o achava lindo e não queria perdê-lo. A divisão leva ao
resultado de sete por ano, o que dá menos de dois meses com cada um dos que a
levaram para a cama. O resultado não lhe parece enorme, mas ela sabe que as
solicitações estão aumentando a cada dia e que a pressão é grande porque esses
sete por ano não estão distribuídos ao longo dos quatro anos e sim muito
concentrados nos últimos dois. Rememorando esse mês de janeiro que mal chegou
ao meio, ela já conta cinco contatos sexuais, incluindo um menino numa
festinha, o Gerson, os italianos e o Tadeu. Nesse ritmo, ela teria sessenta
homens por ano! A Sonia, uma amiga que faz programas, cobra duzentos reais. Se
ela cobrasse cem reais por transa, seriam seis mil reais por ano, o que daria
quinhentos por mês, e isso sem fazer esforço nenhum porque tudo partiu dos caras
e não dela.
Vendo
Aninha de cenho franzido e parecendo muito concentrada, Kleber dá um risinho
enquanto olha o seu corpo deslumbrante banhado pelos últimos raios de sol. Ela
está deitada de costas, apoiada nos cotovelos e ele sentado de pernas cruzadas
ao seu lado. Ele quer ver seus seios, descobrir seu corpo nu, saber se ela
depila completamente essa elevação que parece ser linda por baixo do triângulo
amarelo do biquíni tão justo. Aninha, por sua vez, terminou seus cálculos e se
pergunta como será o corpo e o desempenho desse playboy mimado de trinta anos
que se mostra empolgado por ela. Ele lhe parece bem barbeado demais, tratado
demais, educado demais. À sua volta, dezenas de homens aparentando ser
mais capazes que ele de levar ao delírio uma mulher dariam muito por uma hora
com uma jovem bonita e dona de um corpo como o seu. A respeito de Kleber, ela
não está muito crédula, mas quer tirar a teima, e quem sabe... Deixando muito
conscientemente a pergunta dele em suspenso, ela pede com voz gentil.
— A gente pode ir indo, Kleber? Mas eu adorei
a praia, viu? Não vai pensar...
— Não, não vou pensar nada. Eu já ia mesmo
perguntar se você queria ir.
Aninha
ri, já se levantando e empinando-se toda para tirar sensualmente um pouco de
areia do bumbum antes de repor a canga na cintura. Cada gesto seu deixa Kleber
mais excitado. Caminhando pela praia, ele nota como os homens a olham quando
ela passa e se admira ao vê-la lidar tão bem com essa pressão masculina; ela
não se zanga nem reage com cara de nojo aos comentários, mas limita-se a passar
e deixar-se admirar. O jovem do povo enche a boca para dizer
"gostosa", "tesão", "filezinho",
"delícia" à sua passagem, levando a mão à sunga e acariciando o
membro como se lhe dissesse para voltar a dormir. O homem mais velho e educado
prefere cochichar "linda", "maravilhosa",
"escultural", "deslumbrante" ao amigo da cadeira ao lado. E
Aninha parece fazer a média disso tudo e sair por cima, sentindo-se bem em vez
de um mero pedaço de carne em
exposição. Kleber vai
atrás dela, analisando as reações que ela provoca até chegar à entrada de
banhistas do seu condomínio.
No
elevador, Aninha repara pela primeira vez como Kleber é liso. Ela se pergunta
se ele depila as pernas, porque não sendo negro, oriental nem moreno jambo, ele
não tem o tipo característico dos homens que não tem pelos. O fato é que seu
novo amigo só tem alguns pelos, assim mesmo curtos, nas axilas: nada na barriga
(nem mesmo a carreirinha que vai do umbigo à virilha), nada no peito ou em
volta dos mamilos, nada nos braços e mãos; não há sinal de pelos. Lembrando
mais uma vez a sua tia Deisimar, ela nota também que, embora de qualidade e
muito bonito, o "sungão" do Kleber a impede de avaliar seu dote. O
elevador chega ao quinto andar, o último, e Kleber indica o caminho da entrada
concebida especialmente para a volta da praia.
— Você vai achar isso o maximo, Aninha. A
porta dá para esse hallzinho onde você deixa as coisas de praia e, se quiser,
tira até a roupa de banho. E a próxima peça é um corredor-chuveiro que você
aciona daqui mesmo se quiser tomar banho.
Kleber aciona a torneira e regula a pressão da água, que sai reta e
forte de centenas de orifícios embutidos nas paredes e no teto dessa peça de
banho de cerca de três metros de comprimento por um e meio de largura, onde há
lugar para todo tipo de produtos para corpo e cabelo, que desemboca num outro
pequeno cômodo com toalhas e eventualmente a roupa que se deseje colocar. Deslumbrada
como uma criança, Aninha caminha rindo pelos jatos d'água sabiamente posicionados
e chama Kleber para junto dela, abraçando-o e dando-lhe um beijo em
agradecimento por já tantas coisas que ela jamais imaginaria viver um dia. Seu
delicioso corpo molhado cola-se contra o dele sem furtar-se ao volume que reage
imediatamente ao contato. Ele desata-lhe o sutiã do biquíni para sentir seus
seios contra o peito e os beija, depois a boca e o pescoço enquanto percorre a
com a mão a pronunciada curvatura das costas até a bunda firme e saliente.
Aninha se sente molhada por fora e por dentro, pronta, depois de tantas
frustrações nessa busca que já lhe parece durar tanto. Fingindo ajeitar a borda
da calcinha do biquíni, ela sente nas costas da mão a rigidez desse homem
educado tão liso e tão limpo, que responde levando a mão entre suas pernas para
sentir a fenda por fora da calcinha. Aninha o beija lascivamente enquanto se
oferece à carícia entre as coxas. Ele parece gostar de descobri-la lentamente,
passo a passo, sem desnudá-la integralmente logo de saída, como faz o homem
grosseiro ao qual ela está tão habituada. Isso a obriga a ser criativa para
tocá-lo sem despi-lo da única peça de banho, mas seu repertório é escasso e
após acariciar-lhe o peito e lamber-lhe os mamilos, só lhe resta tentar uma
primeira incursão dentro da sunga. Ela se prepara a avançar com quatro
dedos por dentro do elástico...
(continua)

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