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Tatuagem 7


7. Entre amigas

Lucia, a mãe de Rebeca, não está nada satisfeita.
– Não gosto de vocês perambulando a essa hora pelo Rio. A cidade está perigosíssima! Ainda há pouco mostraram os assaltos à luz do dia na televisão.
– A gente voltou de táxi, mãe, diz Rebeca, arrastando a voz.
– Mesmo assim. É tarde para ficar na rua. O que é que vocês estavam fazendo até tão tarde?
– Ah, a gente ficou na casa da Mariana conversando e não viu o tempo passar, não é, Cátia, improvisa a filha suplicando pelo apoio da sua melhor amiga.
– É mesmo? pergunta maliciosamente a irmã caçula, única que sabe da verdade sobre a nova tatuagem.
– Angie! dispara Rebeca.
– Vocês tem alguma coisa para me contar? pergunta a mãe, que não nasceu ontem.
– Euh... não, responde Rebeca, que não sabe mentir de perto.
– Já era, cara. É melhor contar, aconselha Cátia.

Rebeca então se levanta e se aproxima da mãe, dando-lhe as costas e baixando o short para exibir a "tribal". Cátia nota que Marcelo, o pai, baixa o jornal para observar.
– Outra? pergunta a mãe, circunspecta.
– É uma tatuagem banal, mãe, diz Rebeca.
– Desde que saia do teu bolso... Vem me mostrar, ordena o pai carinhosamente severo.

Rebeca vai até diante da poltrona e dá as costas ao homem grande, de cerca de quarenta anos, que se avança para olhar de perto a tatuagem em tinta preta na pele da filha. Ele a toca sem cerimônia, agarrando-a pelos flancos com as duas mãos para pô-la diante de si. Só Cátia percebe que os seios da amiga intumescem-se imediatamente forçando-a a avançar os ombros para afrouxar a pressão do top.
– E essa calcinha de anjinho? É da Angie? brinca ele, rindo e piscando o olho para a filha mais nova.
– Claro que não, né, pai! Responde a Rebeca.
– Meio infantil, você não acha? O tatuador te viu assim? Você tem que tirar a roupa para ele?
– Nem vou responder, pai.

Um tapa ressoa na sala.
– Aiê! grita Rebeca, levando uma mão à nádega atingida por uma sonora palmada que a dispensa do interrogatório e da verificação.
– Eu já disse que odeio isso, pai! protesta ela, baixando a calcinha para ver a marca vermelha em seu belo traseiro.
– Dá para ver os dedos do papai, grita Angie, morrendo de rir.
– E você, para a cama, pivete! ordena o pai.
– Vamos para o quarto, Cátia, pede Rebeca, visivelmente amolada.

Enquanto Angie puxa a mãe do sofá pedindo que ela a leve até o quarto e leia uma história, as meninas se despedem de Marcelo com um beijo. Lucia já percebeu que há algum tempo o marido passou a olhar as amigas da filha de um jeito diferente, com mais atenção e um sorriso excessivamente gentil nos lábios, e que os famosos beijinhos mais melosos e dados com os lábios mais frouxos. Sendo uma mulher inteligente, ela acha isso natural e interessante; afinal, ele não deixou de ser homem porque casou e tem filhos.

Assim que Rebeca fecha a porta do quarto, dá um suspiro.
– Que inferno! Ele não tem nada com a minha vida e não quero mais levar tapa na bunda com dezoito anos!
– E ainda te deixou de "farol aceso"!
– Caraca, Cátia! Você percebeu? Não deu para controlar, com aquelas mãos dele me pegando, e eu já desse jeito por causa do Henrique!
– Tu pai é um gato. Mas me fala, o Henrique te deixou com tanto tesão assim?
– Fiquei ensopada, te juro!
– Uau!
– Preciso de um banho. Vem comigo?
– Claro, mas me empresta uma calcinha e um camisetão.

As duas amigas entram no banheiro, despem-se completamente e cada uma vai para um lado, Cátia para o vaso e Rebeca para o box, deixando a porta de vidro aberta. Elas conversam sobre os eventos do dia e Rebeca sabe o quanto Cátia gosta de olhá-la, então não a priva de nada, ensaboando-se sem restringir posições.
– Tua bunda está cada vez mais linda, Rê.
– Você acha? diz a outra, olhando-se.
– A gente se conhece há um tempão. No outro dia mesmo você era toda miudinha, agora tem bunda, coxas, peito!
– Haha! Vai me deixar encabulada! Eu não noto muita mudança não, continuo achando que eu tenho pouco corpo. Já acabou aí? Vem para cá.

Cátia termina e se junta à amiga sob a ducha refrescante. Seu corpo resvala inevitavelmente no dela, principalmente os ombros, as coxas e bicos dos seios. Erotizada pelos momentos de contemplação anteriores, ela põe-se a ensaboá-la carinhosamente, começando pelos braços, mas logo passando para os seios. Rebeca olha-a nos olhos, ciente do que está por vir. Ela não é lésbica, mas Cátia não lhe cobra nada e suas carícias lhe proporcionam tanto prazer que ela deixou há muito de recusá-las. Seus mamilos já entumescidos convidam os lábios e a língua de Cátia que não tarda a alcançá-los e sugá-los com volúpia enquanto sua mão vai aninhar-se entre as coxas de Rebeca para que com os dedos ela possa percorrer-lhe a fenda e esfregar o clitóris. Rebeca geme baixinho, de olhos fechados, afagando-lhe o cabelo e dizendo-lhe coisas boas de ouvir.
– Ah, isso é tão gostoso! Você consegue me deixar bambinha assim que começa a fazer essas coisas.
– Eu adoro o teu corpo, Rê. Você é malvada de não me deixar vir para cá mais vezes, sussurra-lhe a outra.

Cátia empurra a amiga contra a parede oposta ao chuveiro, ajoelha-se no chão e põe-se a lambê-la, enquanto afastandos os grandes lábios com os dedos para exibir os pequenos, ávidos de contato. Rebeca afaga-lhe a cabeça com dedos duros de tensão erótica enquanto sente um primeiro dedo fincar-se nela, quase fazendo-a desabar.
– Ahn! Assim você me mata de saída, sussurra ela, provando as linguadas intensas da amiga que a lambe enquanto esfrega-lhe o clitóris com um polegar.
– Você ainda tem aquele frasco de desodorante redondo?
– Claro! Acabou, mas não jogo fora nunca. A gente pode usar depois.
– Hum! Legal. Agora vira um pouco.

Rebeca se volta para a parede ladrilhada e cola os seios nela e Cátia pode admirar de perto a fina tatuagem recente no final das costas.
– A tribal do Henrique ficou demais, cara!
– Sério, você gostou mesmo?
– Hum-hum.

Ela separa as nádegas e dá uma primeira lambida que se inicia no final da fenda vaginal e chega ao círculo rosado centímetros acima. Ela põe-se a lambê-lo repetidamente, parando apenas para introduzir a ponta da língua no orifício. Rebeca passa uma mão para trás como se quisesse empurrar a cabeça da amiga para livrar-se de uma aflição, mas o que ela sente é prazer, e acaba puxando-a ao mesmo tempo que introduz dois dedos na vagina encharcada para masturbar-se.
– Não vai gozar, hein Rê! Senão a gente vai bater na cama e dormir.
– Só uma vez. Pelo amor de Deus, não pára agora.

Cátia então prossegue, introduzindo lentamente um polegar em seu orifício pulsante enquanto, com a outra mão, trabalha com dois dedos na outra entrada. Rebeca se masturba vigorosamente e esfrega os seios no ladrilho, sentindo o primeiro orgasmo possuí-la por inteiro.
– Ahn! Enfia os dedos com força. Mais fundo... Assim... Agora mexe... Aaaah! V-vou gozar... Está bom demais, não para. Hmm....

A descarga lúbrica molha os dedos de Cátia, que os lambe e volta a enterrá-los na amiga, arrancando-lhe mais e mais gemidos. Rebeca aperta os próprios seios e começa a falar, num sussurro.
– Eu queria transar com vocês dois... Eu queria transar com vocês dois...
– Nós dois quem, Rê?
– Você e o Dan.
– Está falando sério ou é porque está gozando?
– Não, é sério... Ahn...
– Rê, vira para frente e diz isso me olhando nos olhos.

Quando Rebeca se volta, ainda ofegante e sentindo resquícios do orgasmo, não consegue esconder a falta de jeito. Ela revelou por acidente a sua fantasia mais íntima, aquela que ela só revelaria se 100% de chances estivessem a seu favor para realizá-la sem destruir sua relação com Dan nem sua amizade com Cátia. Sua amiga a olha fixamente nos olhos enquanto espera a resposta.
– Eu não devia ter dito isso, não é?
– Não é isso. É que agora eu quero saber se é sério porque você sabe que a coisa que eu mais desejo na vida é ficar com você e o Dan.
– É, eu sei, e é claro que ele vai topar, ele é homem. Mas nem tenho certeza de já estar preparada para isso. Eu quero transar com vocês dois, Cátia, mas se desse errado, eu não me perdoaria.
– Bom, pelo menos eu estou sabendo que você também quer. Já é alguma coisa. Esquece isso por enquanto e vamos para a cama.

Cátia dá um "estalinho" em Rebeca e puxa-a para fora do box para enxugá-la. Embora a trate um tanto bruscamente às vezes, ela tem uma espécie de veneração por essa amiga de corpo resplandescente que ela mima cuidando, penteando, vestindo, para vê-la linda ao final. Ela enxuga o seu corpo molhado bem de perto, sentindo a umidade perfumada da pele. Ela beija-lhe um seio, depois o outro, a barriga e por fim aplica-lhe um beijinho em pleno monte de Vênus, antes de penteá-la. Rebeca não tem tantos cuidados para com ela, limitando-se a enxugar-lhe as costas.
– Não sei do que você reclama, Cátia. Tua bunda também é super bonita, parece um bumbum de garoto empinadinho.
– E você acha isso bonito? Sou reta, não tenho cintura nem peito!
– Mas você não queria ser garoto quando era pequena?
– Eu não quero trocar de sexo, Rê. Quero que as mulheres também achem o meu corpo bonito.
– Mas ele é bonito desse jeito e você vai encontrar a mulher que vai adorar isso.
– Porque é que tudo tem que ser difícil, não é? Você é minha melhor amiga, estamos sempre juntas, você gosta do que eu faço, mas prefere homem.
– Se você tivesse o que o Dan tem, eu ficaria com você.
– Para isso, eu teria que ser travesti! O que você faz com ele é tão diferente assim do que a gente vai fazer daqui a pouco?
– É, Cátia, é muito diferente. Daqui a pouco, vou usar a mão para enfiar um treco artificial em você. É impossível comparar isso com o Dan me penetrando.
– Você vive me dizendo que sente dor com o Dan!
– E sinto, mas já estou acostumando. Ele me faz gozar muito.
– Bom, vamos lá para o quarto que eu vou te fazer gozar igualzinho, prometo!
– Haha! Boba! Vamos.

As duas se preparam para percorrer nuas em pelo os poucos metros de corredor que o separam do quarto de Rebeca. Esta dispara e desaparece pela porta, mas quando Cátia se decide a sair do banheiro, quase dá um encontrão no pai da amiga.
– Aiii! limita-se ela a fazer, fechando os olhos e corando de vergonha.
– Hum! De banho tomado! sussurra ele, olhando-a da cabeça ao peito.

Sem saber onde enfiar a cara, Cátia prossegue dignamente em direção ao quarto, tentando fazer anteparo com a mão no traseiro. Ela entra no quarto, fecha a porta e cai numa gargalhada nervosa.
– Que foi? Endoidou? pergunta a outra.
– Dei de cara com o teu pai!
– Ha! Ha! Sério?
– Ele me viu nua, cara!
– Que é que tem? Você não acha ele bonito? Pena que você não gosta de homem, senão podia virar amante dele. Já pensou?
– Rê, para com isso!

A noite está quente, as duas amigas permanecem nuas. Rebeca lê quadrinhos japoneses recostada no travesseiro enquanto Cátia espia o prédio vizinho pela janela. As cenas do cotidiano se repetem: pessoas na sala vendo TV, pessoas se despindo para tomar banho ou se deitar, pessoas conversando, pessoas brigando, pessoas fechando as cortinas... Ela olha para trás e vê o corpo moreno claro e bem feito da amiga, o corpo que ela sempre deseja, constantemente. Ela vai até o armário.
– Onde é que você guardou, Rê?
– Guardei o quê? responde a outra sem parar de ler.
– "Aquilo"! Você vive mudando de lugar.
– Ah! No fundo da gaveta de baixo, bem coladinho no fundo.

Cátia encontra o longo frasco vazio cuja tampa providencialmente arredondada é de atarrachar e tem o mesmo diâmetro que o corpo cilíndrico.
– Será que eles fazem isso assim de propósito? Parece um pau! sussurra ela, empunhando-o e sopesando-o.
– Já pensei nisso. Deve ser de propósito, sim.

Cátia apaga a luz do teto e vai deitar-se ao lado de Rebeca que continua lendo à luz de uma lâmpada de leitura pinçada à cabeceira da cama. Ela entreabre as pernas e se distrai acariciando sua própria fenda com o frasco transparente. De vez em quando, Rebeca observa do canto do olho. Cátia não tarda a começar a respirar um pouco mais forte e a sentir-se lânguida. Seus mamilos se entumescem e suas pernas se agitam levemente.
– Faz, Rê, choraminga ela, estendendo o frasco à amiga.
– Você, hein! brinca a outra, aceitando o encargo.
– Oba! Faz a outra, baixinho, já erguendo e abrindo as pernas.

O belo frasco transparente tem as dimensões desejadas: dezoito centímetros de comprimento por quatro e meio de diâmetro. A tampa arredondada facilita a penetração. Cátia está tão excitada que o líquido brota dos pequenos lábios.
– Nossa, já está assim, Cátia?
– Mete, anda! suplica a outra.

Ao contado da tampa, ela dá um gemido e suas pernas estremecem. Rebeca então começa a empurrrar gentilmente, observando maravilhada o desaparecimento gradativo do longo tubo na vagina da amiga, que quase rasga o lençol com as mãos.
– Ahh, que gostoso! Enfia tudo, Rê.
– Finge que é o Dan, provoca a outra.
– Hum! Você deixa?
– Agora que eu já disse o que não devia, deixo.
– As-sim... Agora mexe, tira e bota.

Cátia ataca o clitóris enquanto Rebeca inicia um vaivém regular e cada vez mais enérgico, observando a abertura provocada pelo frasco estreitamente aprisionado na vagina sua amiga.
– Você é profunda e tem mais abertura que eu. O Dan ia adorar.
– Ai que gostoso! Vai falando essas coisas para eu gozar.
– Acho que ele ia querer te lamber. Ele adora.
– Hum! Eu gozo demais assim.
– É a Suzana que faz em você?
– Está com ciúmes é? Haha!
– Eu não! Tenho direito a uma boca maior e uma língua mais forte. Isso sem falar do pau!
– Pra que é que você foi dizer aquilo no banho? Agora fiquei com vontade de transar com você e o Dan. Você vai ter que falar com ele, Rê!
– Ah é? Assumiu o tesão pelo meu amiguinho, é?
– De repente nem quero dar para ele, mas nós três juntos ia ser top. Ai, isso está bom demais, Rê! Não para.

Rebeca contempla o rosto quase masculino, o corpo estreito e a maneira viril com que sua amiga ergue a cabeça para acompanhar o espetáculo. A cada vez que ela retira completamente o frasco, a vagina fina e bem feita se fecha com um ruído líquido.
– Adoro quando você tira e mete de novo... assim.
– Você está ensopada!
– E isso sem você me tocar. Se você me lam...
– Para Cátia! interrompe a amiga, fingindo-se horrorizada. Vamos dormir, vai.

Resignada, Cátia acaricia sua fenda e esfrega-se um pouco mais com os dedos, mas não chega ao clímax. Rebeca enxuga o frasco com a calcinha da véspera, recoloca em seu esconderijo no fundo do armário e torna a deitar-se. Ela dá um beijo nos lábios da amiga e se abraça a ela para dormir, com uma coxa entre as dela.
– Quando é que você vai tatuar o cupido na virilha, Rê? murmura Cátia.
– Ah, ainda não sei, estou sem grana. E vou precisar de coragem.
– Ainda está tímida com o Henrique?
– Sei lá, mas não vamos falar nisso agora. Dorme, vai.




"Se você gosta tanto do que eu faço..."

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