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Saindo dos Trilhos

    Naquele dia, entrei no trem disposto a trabalhar durante as duas horas de percurso que me esperavam. Procurei um lugar no corredor, abri meu laptop na mesinha e ja ia me deixando tragar pela minha futura conferência em Viena sobre o nu na Antiguidade quando uma sacodidela mais forte do trem distraiu-me e meu olhar foi pousar-se nas coxas de uma jovem universitária sentada de pernas cruzadas dois assentos à frente e do lado oposto ao meu. Era um desses vagões em que uma metade é voltada para o sentido do movimento e a outra para o sentido oposto, portanto estávamos de frente um para o outro. De olhos fechados, aparentemente adormecida, ela não podia ver meu espanto diante da evidência de que sua saia era tão curta que não restava grande coisa de oculto aos olhares alheios. Sua coxa direita elevava-se para sobrepor-se à outra, deixando entrever na sombra as nádegas sem o menor sinal de presença da calcinha, que imaginei profundamente enterrada no sulco. Minha excitação foi imediata e exultei por estar em posição privilegiada para desfrutar do espetáculo ao meu bel-prazer. Voltei ao meu texto, mas minha mente estava quase integralmente voltada para a deliciosa criatura que eu podia contemplar a três metros de distância. Tudo indicava que a estudante sentara-se deliberadamente no corredor, porque não havia ninguém ao seu lado. Notei que outros passageiros a olhavam de vez em quando, mas como ninguém usufruisse do meu ponto de vista, não se obstinavam e acabavam fechando os olhos como ela. Passei, portanto, a dividir-me entre o meu texto e a imagem sublime daquelas coxas perfeitas, esperando pelo precioso momento em que o cansaço pela posição as separasse e me permitisse ver um pouco mais além.

    Minha espera não tardou a ser recompensada. Num só movimento, a perna de cima sobrevoou a de baixo e foi instalar-se estreitamente ao lado dela. Precisei esperar mais alguns minutos até que o sono rompesse essa vigilância que toda mulher acaba por tornar instintiva. Pouco a pouco, pude ver os joelhos afastando-se um do outro e a luz invadiu o interior das coxas para destacar o triângulo abaulado da calcinha imaculada. Ela adormecera realmente, descuidando-se das invasões tão prováveis. Percorri o restante do seu corpo, procurando a carne em cada espaço entre dois botões, em seguida o longo pescoço desnudo e o belo rosto claro que o cabelo muito louro e erguido em rabo de cavalo deixava ver completamente. Vendo suas mãos gentilmente pousadas nas coxas, desejei que fossem as minhas. Voltei às coxas e desci por elas até as sandálias de couro cru, alegrando-me com a descoberta de que a minha nova musa não pintava as unhas. Fiz esse percurso em intervalos regulares durante a primeira meia-hora de viagem, deleitando-me a cada pequena mudança de posição, a cada alteração fisionômica, e sempre muito excitado pela total quebra da vigilância imposta pelo sono profundo. Por sorte, meu computador aberto não só outorgavam-me respeitabilidade como ocultavam a evidência física do meu entusiasmo.

    Mas a natureza humana é tal que nos faz confiar em nossas estratégias até mesmo quando estas são as mais ingênuas. Aos poucos, confiando na universalidade do peso do sono, comecei a deter-me mais e mais no corpo da jovem, principalmente entre as coxas, e numa de minhas idas e voltas, acabei topando com seus olhos, desta vez languidamente abertos e voltados para mim. Ela permaneceu na posição em que estivera adormecida e olhava-me com um sorriso plácido, como se dissesse "te peguei" sem muito importar-se com isso. Apanhado, limitei-me a sorrir de volta e fazer um meneio de cabeça em sinal de elogio, para que ela percebesse que eu era a pura admiração personificada. Para alívio meu, sua resposta silenciosa foi das mais eloquentes; afastando a perna direita e puxando sutilmente a saia um pouco mais para cima, ela concedeu-me o privilégio único de uma visita guiada. Pude ver o quão estreito era o triângulo de tecido branco que envolvia quase exclusivamente os grandes lábios, que davam-lhe relevo e imprimiam nele o sulco da fenda subjacente. Maravilhado, eu alternava meu olhar entre esse fascinante atrator e os olhos lânguidos de sonolência da jovem estudante. Ela parecia tão segura de que pessoas civilizadas só ultrapassam limites com pleno consentimento! Ao descobrir-me, ela decidira presentear-me, talvez por ter considerado minha fisionomia agradável e meu olhar desprovido de maiores desvios patológicos. Meu desejo era de perguntar-lhe de onde provinha a coragem de usar roupas tão diminutas e de exibir-se assim, mas eu não encontrava jeito de expressar isso apenas através da linguagem corporal ou fisionômica. Eu a via lá, seminua da cintura para baixo, disponível a todos mas oferecendo-se unicamente a mim. Suas coxas agora entreabertas e relaxadas pareceram-me ter-se alargado e ocupado seu espaço normal no assento. A sainha cobria apenas o mínimo para impedir que a pessoa ao lado, oposta pelo corredor, visse a calcinha. Por sorte, tratava-se de uma volumosa senhora que adormecera aos primeiros minutos da viagem.

    Aos poucos, fui tendo a impressão de que a linda provocadora desejava uma contrapartida qualquer de minha parte, e logo imaginei qual, mas o risco era imenso porque havia um passageiro ao meu lado e o outro estava desperto. Não fosse isso, eu teria dado um jeito de mostrar-lhe ao menos a deformação vestimentária que o seu showzinho provocara. Sempre sorrindo, ela fazia um olhar significativo que eu interpretava como cobrança, ao qual eu respondia da melhor maneira possível para que ela entendesse que eu estava impedido de retribuir. Ela então cessou de insistir e levantou-se, dande-me as costas e afastando-se em direção à extremidade do vagão. Entrei em pânico vendo tudo ir por água abaixo, mas o que fazer? Autorizei-me três segundos de indecisão e assim que a porta de vidro do vagão fechou-se atrás dela, pedi ao meu vizinho que olhasse minhas coisas, levantei-me e, sem despertar suspeitas, fui calmamente na mesma direção.

    Ela entrara num dos banheiros e o outro estava ocupado. Fingi que estava esperando, torcendo para que o outro não se liberasse. Eu ignorava se ela desejava ter sido seguida ou se tinha apenas dado por encerrado algum joguinho forjado para testar o poder do seu corpo, mas tomei coragem e fiquei. Quando ela abriu a porta e me viu, percebi espanto em seus olhos, mas ela limitou-se a soltar a porta sem sair de dentro, e para bom entendedor...

    Espremidos na cabine exígua, estávamos praticamente na posição propícia. Ela só precisava erguer a saia, inclinar-se e empurrar a calcinha para o lado para que eu a penetrasse, mas quando liberei meu membro, seus olhos se iluminaram, ela sorriu e disse que não ia deixar de aproveitar ao máximo por nada nesse mundo. Sentando-se no vaso, ela empunhou meu pênis pelo tronco e, dirigindo-se à minha glande, que ela mesma expusera num movimento preciso e decidido...
— Meu nome é Sabine, disse ela, numa voz de garotinha educada, em bom francês, mas com sotaque romeno.
— E o meu Marc. Muito prazer, Sabine, respondi, em tom de adulto atencioso.

    Sabine abocanhou-me a glande e sugou-a com gula, sem temer o líquido abundante. Salivando muito e com profusão de ruídos, ela chupou meu pênis da cabeça à base, ora massageando-me os testículos, ora alisando-me as coxas e nádegas. A visão do seu rosto corado todo envolvido na felação não tardou a levar-me ao clímax, e quando anunciei o orgasmo, ela surpreendeu-me intensificando os movimentos e acolhendo todo o meu esperma na boca. Olhei-a bem nos olhos e identifiquei uma expressão interrogativa. Assim que eu fiz que sim com a cabeça, ela engoliu tudo num gole e sorriu satisfeita, parecendo-me mais do que familiarizada com o sabor. Chamei-a de louca, mas de louca ela não tinha nada; sua perspicácia a levara a confiar em mim e essa era a opção correta.


    A felação não durara mais do que cinco minutos, mas Sabine queria mais. Levantando-se do vaso, ela deu-me as costas e apoiou-se na parede atrás dele deixando-me a liberdade de erguer sua saia até a cintura e descobrir o fio da calcinha que sumia no sulco de um lindo par de nádegas brancas e carnudas perfeitamente proporcionais às dimensões do seu corpo juvenil. Pondo-se na ponta dos pés, ela empinou-se ao máximo para facilitar-me o acesso e puxou a calcinha para o lado. Quando a toquei com a glande, ela levou a mão atrás para empunhar-me o membro e guiá-lo até o local exato. Forcei até sentir que a vagina começou a ceder e penetrei de uma vez só, o mais profundamente possível. Sabine levou a mão à boca para abafar um grito, mas estávamos ambos tão molhados que os gemidos logo se sucederam e não tive a menor dúvida de que o seu orgasmo era real. Eu podia sentir sua mão masturbando o clitóris enquanto eu a fustigava com mil estocadas, num vaivém frenético que só cessou quando atingi o orgasmo pela segunda vez, ejaculando não menos fartamente que da primeira. Quando saí dela, um chumaço de papel já esperava em sua mão para colher meu esperma que ela soube habilmente fazer escorrer. Em seguida, ela sentou-se novamente no vaso, chupou-me uma última vez até limpar-me completamente o pênis enquanto eu ouvia, contra o vaso metálico, o jato forte que lavava das suas entranhas os meus resíduos. Dez minutos depois de entrarmos naquele banheiro, estávamos de volta ao vagão retomando nossos lugares. Sabine cochilou de pernas cruzadas pelo restante da viagem, exibindo as coxas que tanto me excitavam e olhando-me de vez em quando com um sorriso malicioso de vencedora.




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