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Odisseia Emergente 39

39. Aninha, a irresistível!

Manhã de segunda-feira. Aninha está sentada diante do seu novo patrão usando um vestido vermelho tão curto que se vê obrigada a cruzar as pernas. Instalado numa potrona face a ela, Max a olha nos olhos enquanto tem com ela uma primeira conversa de fundamental importância.

— Ana, nós dois sabemos que você deve ao Kleber o vôo que te fez cair de paraquedas na Sincrotec. Por sorte, eu gostei da "protegida" dele e tenho a intenção de te ajudar nesse período de adaptação, mas antes, quero contar com a tua colaboração para fazer uns ajustes no teu modo de ser.
— Nossa! Que ajustes, Dr. Max?, responde ela, um tanto apreensiva.
— A primeira coisa é a linguagem. Por exemplo, não quero ouvir exclamações como esse "nossa" que você diz a torto e a direito. Não quero ouvir "caraca" e muito menos palavrões aqui dentro. Também não quero você usando essa fala preguiçosa que engole os "d" das palavras como "falano", "quereno", "escreveno", "comeno", etc. Quero uma secretária educada, com bom português, boa dicção e boa entonação.
— Entonação?
— Exatamente. A entonação é a musicalidade da língua. Não quero essa entonação vulgar copiada dos piores personagens da televisão. Quero ouvir uma fala educada, em voz baixa e sem mão na cintura.
— Eu hein! Não falo com a mão na cintura não, seu Max.
— Então você pode começar cortando também o "eu hein" e o "seu" antes dos nomes. Ou você me chama de Max entre nós dois, como eu já autorizei, ou de Dr. Max em público. E o tratamento respeituoso com os outros executivos é "senhor" ou "doutor", e não "seu".
— Noss... Quer dizer, Caram... Ai, Dr Max, já estou toda confusa!
— Você pode ficar confusa o quanto quiser, mas me promete fazer um esforço para enterrar de uma vez por todas esses maus hábitos?
— Prometo sim! Pode contar comigo! faz ela, com sinceridade e empolgação na voz.
— Ótimo. Se você cuidar dessa parte sozinha, nós vamos poder trabalhar juntos o lado profissional. Agora, eu quero que você vá para o computador estudar os modelos de cartas aos clientes. Eu uso muito isso, é facílimo copiar-colar um modelo e fazer modificações.
— Pode deixar, Dr. Max, a Débora me mostrou onde os modelos estão.

Aninha descruza as pernas de maneira a mostrar num átimo a calcinha branca muito bem ajustada ao corpo. O experiente novo patrão recebe perfeitamente a mensagem sem contudo deixar que ela perceba. Ele sabe que sofrerá críticas de colegas a respeito da sua nova secretária, mas prefere deixar que as coisas aconteçam por si mesmas, sem sua inteferência. Ele observa Aninha caminhar em direção à sala anexa sem porta e constata mais uma vez que a visão do corpo exuberante da moça altera suas pulsações. Ela tem mais do que muito a aprender, mas o desafio parece justificável aos olhos do executivo.

Já no primeiro dia, Aninha é convidada para almoçar por um dos funcionários mais antigos da empresa, Ricardo, de pouco menos de quarenta anos, chefe do departamento de atendimento à clientela, situado no mesmo andar que o seu. Ela o avistara quando das apresentações com a Débora, na semana anterior, e o achara interessante, com seu metro e oitenta e aspecto de homem que frequenta academia e pratica esportes, mas a aliança de ouro na mão esquerda não deixa dúvida de que o homem não está livre. Ele quer levá-la à filial da Barra de um restauarante tradicional do Rio.
— Lá se come muito bem e vamos poder nos conhecer melhor, diz ele sem dissimular o entusiasmo.
— Obrigada, Ricardo, mas hoje é o meu primeiro dia, ainda estou um pouco zonza com tudo. Vamos deixar para mais para frente, o que você acha?
— Eu concordo, mas então você vai ter que me prometer uma coisa.
— Já quer promessa, é? retruca ela, maliciosa.
— Já. Você vai ter que aceitar minha carona para casa.
— Ricardo, Ricardo... Faz ela, olhando bem para ele.
— O que foi, gata?
— E essa aliança na mão esquerda?
— Eu não tenho nada para esconder; sou casado e pai de dois filhos. Isso me proíbe de dar carona para uma nova colega do trabalho?
— Eu posso aceitar a carona sem problema. Você é que tem que pensar bem.
— Não exagera, menina, é só uma carona!
— Então tudo bem, não vou exagerar. Você passa para me pegar às cinco?
— Um puquinho depois das cinco, lá atrás, no estacionamento, pode ser?
— Não, não pode. Ou você me pega na frente da minha sala às cinco em ponto, ou eu vou de ônibus, diz ela sem perder o sorriso.
— Eu só falei no estacionamento porque é mais prático, mas por mim não muda nada pegar você na sua sala.
— Legal então, Ricardo. Agora deixa eu ir porque o Dr. Max pode estar precisando de mim.

Ricardo fica plantato no corredor, impressionado com a maturidade da novata vinte anos mais nova que ele. Ele sabe que vai se arriscar, exibindo-se com ela até o estacionamento e dando-lhe carona já no primeiro dia, mas ele foi subjugado pelo seu corpo deslumbrante desde o primeiro instante, quando Aninha foi apresentada aos demais funcionários, na semana anterior. Ele volta ao trabalho sentindo-se atordoado e incapaz de concentrar-se.

Enquanto isso, Aninha se esforça para provar a Maximiliano Borges que é capaz de manter-se no posto de secretária por merecimento e não apenas pelo "pistolão" que a privilegiou. Ela consegue até mesmo modificar uma carta comercial copiada e colada de um dos modelos da ex-secretária Débora, a ser usada em seu primeiro dia de trabalho! Ao receber a carta pela intranet, Maximiliano vai em pessoa cumprimentá-la na sala ao lado e sente mais uma vez seu sangue ferver nas veias ao deparar com sua jovem secretária no vestido vermelho que mais revela do que esconde um par de seios eletrizantes. Aninha acolhe o elogio com um sorriso capaz de amolecer as pernas de um torturador da Ditadura. Maximiliano não consegue se controlar.
— Ana, para onde você vai depois do trabalho?
— Para casa, por quê?
— Por nada. Eu estava pensando... Você vai celebrar o primeiro dia de trabalho com alguém?
— Não, eu vou para casa mesmo.
— Você não quer sair? Sair para comer, para dançar...
— Ai, não sei, Max...

Aninha se agonia. Como conciliar a carona com Ricardo e uma saída com Maximiliano? Ela não quer perder nada, mas é obrigada a pensar rápido, mas ele percebe a hesitação.
— Você combinou alguma coisa com alguém?
— Não é isso. É que um funcionário daqui me ofereceu carona e eu já aceitei. O que eu posso fazer é te dar meu endereço e a gente sai mais tarde.
— Melhor ainda, Ana. Posso passar para te pegar onde e quando você quiser.
— Então às dez horas lá em casa? Vou escrever o endereço.
— Não. Você é minha secretária, é bom nós termos o telefone um do outro. Você me liga ou me escreve.
— Está bem.

Quando Maximiliano sai, Aninha sente uma espécie nova de tensão nervosa. Ela sempre manejou muito bem os homens e os encontros, mas nesse escalão, ela se sente  um pouco perdida, mas já prevendo o que esses dois homens esperam dela. Enquanto aguarda o final do expediente, ela se esforça para dominar a ansiedade, concentrar-se e não cometer nenhum deslize. Às cinco da tarde em ponto, ela vai até a sala do seu novo chefe perguntar se ele ainda precisa dela e anunciar que está de saída. Já de posse do endereço, ele confirma que estará lá às dez da noite esperando por ela no carro.

No corredor, Ricardo parece um tanto agitado. Ele caminha com Aninha em direção à saída despedindo-se dos colegas em voz alta e acenando sincopadamente. Ele sabe o que cada sorriso significa.
— Tudo isso é por causa da aliança, Ricardo? zomba Aninha.
— Deve ser, susurra ele num risinho nervoso.
— Você é sempre o primeiro a sair com as novatas?
— Também não é assim! Não sou tão galinha quanto você pensa. Com você foi especial.
— Sei! Não nasci ontem, Ricardo.
— Bom, deixa para lá; no carro a gente conversa.

Chegando ao amplo estacionamento da empresa, ele começa a sentir-se mais à vontade. Ele entra, abre e empurra a porta para Aninha entrar e logo se empolga vendo o vestido dela recuar até o alto das coxas assim que ela se acomoda no acento.
— E então, para onde a senhora vai?
— Se você morar na Barra, se prepara para rodar; eu moro na N. S. de Copacabana!
— Relaxa, eu moro em Ipanema, não me custa nada. Mas eu estava pensando...
— Fala.
— Ah, sei lá... A gente podia... Não, deixa para lá.
— Agora vai ter que falar, Ricardo! cobra ela, sorrindo, olhando fixamente para o rosto másculo e agradável mas um tanto contraído do novo colega.
— Não sei se você vai gostar do convite, diz ele, atento à saída para a Niemeyer.
— Eu estou livre até umas oito da noite, diz ela erguendo os braços para levantar o cabelo e aproveitar o ar fresco que penetra pela janela enquanto o carro ganha velocidade.
— Eu conheço um lugar...
— Um lugar? Que lugar, Ricardo?
— Um lugar legal...

Aninha já entendeu tudo, mas quer torturar Ricardo um pouco mais porque está se divertindo com a falta de jeito dele para fazer essa proposta tão apressada.
— Na Barra tem vários lugares legais, eu sei.
— Não é disso que eu estou falando, Ana.
— E não dá para ser mais claro? Lugar para tomar sorvete, para lanchar, para jogar, para ver o mar, para ver o por do sol?

Pela visão periférica Ricardo observa vez por outra as pernas de Aninha, agora relaxadas e mais abertas. Ele se dá conta de que raramente viu coxas tão sensuais e sente curtas pulsações regulares dentro da calça. Aninha, por sua vez, continua decidida a esperar que ele expresse claramente o que quer, exibindo-lhe as axilas impecavalmente depiladas enquanto sente a brisa refrescar-lhe o rosto e pescoço.
— Você está brincando comigo, não está, Ana?
— Eu, brincando? Não! faz ela, zombeteira, esfregando uma coxa na outra como se nada fosse.

À certa altura, Ricardo faz uma num retorno e envereda por uma estrada no sentido oposto ao do mar.
— Vou te mostrar uma coisa, diz ele, agora todo animado e seguro.
— Não estou entendendo mais nada, diz Ana, realmente intrigada.

Durante cerca de dez minutos, ele se embrenha na teia viária que entrecorta o interior da Barra e finalmente entra num loteamento com apenas duas ou três casas construídas, onde freia o carro no centro de um terreno ainda não completamente desmatado.
— Aqui vai ser a minha futura casa.
— Esse terreno é teu?
— É. Vão começar a construir daqui a uns dois meses.
— Uau! Quero ver!

Aninha salta do carro e gira para olhar a paisagem em todas as direções enquanto Ricardo observa com água na boca as curvas do seu corpo que parece nu sob o vestido vermelho tão justo e curto. Ele sai do carro e vai sentar-se no capô, assistindo-a alheio ao fato de que ela esteja avaliando mais uma vez a vida excepcional que é prerrogativa dos mais abastados.
— Gostou? pergunta ele.
— Nossa, isso aqui é lindo demais, Ricardo!

Ela se aproxima dele e, num gesto de intimidade, pousa a mão em sua coxa, apontando para várias direções e fazendo perguntas. Isso o excita tanto que ele a enlaça pela cintura.
— Você está me deixando louco, menina, sussurra ele.
— Eu? retruca ela, deixando-se puxar até ficar entre as pernas dele, que continua sentado no capô.
— É, vai me dizer que não percebeu nada?
— Eu não! exclama ela com falsa inocência.

Ricardo então a beija penetrando-lhe profundamente a língua na boca enquanto salta do capô para ter mais liberdade. Ele ergue o vestido até deixá-lo na cintura e esfrega a mão entre as coxas de Aninha, sentindo o relevo da vagina através da tirinha de tecido que recobre estritamente os grandes lábios.
— Te quero, menina! sussurra ele sem deixar de beijá-la na boca e no pescoço, procurando afastar para o lado a calcinha e obter um primeiro contato direto com o sexo.
— Espera! exclama ela, afastando-se um pouco.

Aninha olha para um lado, para outro, ergue um pouco mais o vestido e tira completamente a calcinha fio-dental, jogando-a pela janela dianteira do carro. Em seguida, volta a aproximar-se de Ricardo, já procurando a calça para desafivelar-lhe o cinto.
— Hum! Eu adoro que abra a minha calça.
— Que será que tem aí dentro? diz ela, brincalhona.
— Tenho certeza que você vai gostar, afirma ele, sentindo de volta a sua auto-afirmação.

Da boxer preta que Aninha baixa com os dois polegares, salta um membro corpulento, de cerca de dezoito centímetros, dotado de uma cabeça proeminente que transparece sob o prepúcio. Ele paira numa perpendicular quase perfeita ao corpo de Ricardo e fica oscilando e pulsando em quase total ereção.
— Fechadinho, é? faz ela, satisfeita com a primeira impressão e empunhando o maciço pênis para começar a puxar a pele para trás.

O homem suspira, afastando as pernas e livrando-se da camisa social. Aninha sorri de satisfação ao ver a glande saltar do orifício do prepúcio e expandir-se formando com o resto do membro um cogumelo de chapéu redondo e amplo. Vendo-a verter líquido profuso, ela se inclina e dá uma primeira chupada exclusivamente destinada a prová-lo.
— Mmm! Babinha deliciosa, comenta ela, admirando o monumento e adivinhando os momentos de prazer que a esperam.
— Agora chupa gostoso, pede Ricardo, afagando-lhe o cabelo.
— Sentado no capô fica melhor para mim, pede ela.

Ricardo volta a sentar-se e ela o presenteia com uma felação digna de uma profissional, percorrendo o pênis da cabeça à base com os lábios sem hesitar para admitir uma boa porção dele na garganta. Ricardo geme, agora apoiado no capô dianteiro com as mãos para trás, contemplando o espetáculo do seu sexo desaparecendo na boca da linda morena que o engole reiteradamente e por inteiro, valendo-se com maestria da saliva espessa que brota copiosamente. Aninha gosta de sentir sua boca escancarada por esse corpo que a invade como uma serpente musculosa. Com as mãos espalmadas nas coxas do seu homem, ela o submete à suave agonia de sentir-se quase atingir o orgasmo antes de alcançar o troféu maior. Ricardo geme a cada passagem da glote de Aninha pela borda da glande. Quando o grau de excitação chega ao limite do suportável, ele segura Aninha pelos ombros e a afasta, tornando a descer do capô dianteiro do luxuoso automóvel branco. Afastando-se por sua vez, ele a convida a debruçar-se no capô para penetrá-la, mas ela o olha sorrido.
— Não vai lamber meu grelinho? pergunta ela cruamente.
— Você quer?
— Claro! Eu só não queria sujar meu vestido.
— Então vamos para o carro.

Ricardo abre a porta traseira e Aninha se deita elevando as pernas. Ele mergulha entre elas já afastando os grandes lábios e comprimindo a língua contra os pequenos, a essa altura encharcados. Aninha solta um grito ao primeiro contato, abrindo ao máximo as pernas para repousar uma no assento dianteiro e outra no assento traseiro. Ricardo sente-se à vontade para penetrá-la com dois dedos enquanto esfrega energicamente o clitóris com a língua, sorvendo e engolindo o líquido abundante. Aninha não tarda a atingir um primeiro orgasmo, gemendo muito, agitando a cabeça e murmurando.
— Quero teu pau, Ricardo... Teu pau...

Enquanto Aninha geme no banco traseiro, ele livra-se rapidamente da calça e pousa-a dobrada na abertura da janela dianteira, preocupado em não chamar a atenção da esposa quando entrar em casa. Em seguida, ele tira a cueca e vai ter com Aninha que o espera ajoelhada e debruçada no centro do banco como uma criança que aprecia a vista pela janela traseira. Ele contempa as nádegas empinadas pela profunda curvatura das costas e o arredondado dos lábios vaginais ultrapassando sutilmente o limite das coxas de Aninha. Ele entra, posiciona-se atrás dela, empunha seu membro duro como aço e o enterra de uma vez na vagina mais do que pronta. Aninha solta um gemido e empina-se ao máximo.
— Aaah! Assim... Me dá tudo, tudinho até o talo, geme ela, sentindo o alargamento seguido pela invasão súbita e total do volumoso membro de cerca de dezoito centímetros por seis de diâmetro.
— Toma gata, toma tudinho. Sente esse cacete gostoso na bucetinha, sente, geme ele por sua vez, iniciando um vaivém enérgico e regular que empurra Aninha contra o encosto obrigando-a a procurar apoio no vão traseiro. Embora habituada ao sexo, as dimensões avantajadas de Ricardo e o contexto aventureiro amplificam o desejo de Aninha.
— Enfia um dedo no meu cuzinho, enfia... geme ela.
— Você gosta? responde Ricardo, já afundando um polegar no orifício pulsante.
— Ahn! Afunda todo... Assim... Agora soca...

Embora seu carro seja muito espaçoso atrás, Ricardo encontra dificuldade para acomodar-se de maneira a dar maior amplitude aos movimentos e levar Aninha ao orgasmo que ela merece. Ele acaba propondo que eles mudem de posição e pede a ela que se sente em seu colo, virada para ele. Ela aquiesce e quando eles retomam o ritmo, ele reintroduz um dedo em seu ânus, o que a leva a gemer mais do que antes.
— Ai, está gostoso... Assim... Fode com força...

Com os seios roçando em seu peito e cavalgando intensamente o seu homem, Aninha entrega-se a beijos voluputosos que vão arrastando Ricardo para um estado de excitação que pode levá-lo rapidamente em direção ao orgasmo. Ele consegue retardar o efeito cariciando-lhe ora as coxas, ora os seios e fazendo pausas, deixando-a cravada em seu sexo enquanto a beija com volúpia. Mas é ela que não suporta por muito tempo a cessação dos movimentos e recomeça a cavalgar em meio a gemidos e murmúrios mal articulados.
— Ai, que pau gostoso, Ricardo... Como é que eu vou viver sem isso, agora?
— Você não precisa viver sem isso, bobinha. A gente trabalha no mesmo lugar, lembra?
— Eu sei, mas e o Max?
— Que Max? O Maximiliano? O que tem o Max?
— Ah, sei lá...

Assim que ela se dá conta de que vai começar a falar demais, Aninha solta o peso do corpo e crava-se em Ricardo até sentir sua vagina tensionada pela largura da base. Ele geme e parece esquecer o assunto. Ela então agarra-se ao pescoço dele e põe-se a trotar disposta a levá-lo ao orgasmo e encerrar o encontro, mas ele a preenche tão estreitamente, seu dedo trabalha tão bem no orifício anal que ela ingressa igualmente num processo de excitação incontrolável que desencadeia o orgasmo conjunto. Sem permitir que ela pare de trotar, Ricardo dispara jatos e mais jatos no interior enquanto Aninha, de olhos esbugalhados e emitindo um gemido ininterrupto sente as descargas do seu próprio orgasmo. Seu corpo amolece, seus braços pendem e seu queixo é o que a fixa ao ombro de Ricardo que continua a mover-se dentro dela com muito ímpeto e desejo. Aninha não suspeita do que está acontecendo na mente do homem, mas ele tem um objetivo final em vista e vai realizá-lo custe o que custar. Agarrando-a pela cintura, ele a ergue e sai dela. Ela crê que estão terminando, mas não imagina o quanto está enganada.
— No cuzinho, Ana, uma vezinha só, pede ele já procurando a entrada do orifício com a cabeça do pênis.
— Não, cara... Chega... Já está bom..., faz ela, exausta, sem contudo encontrar forças para impedi-lo de continuar. Ela acaba sentindo-se lentamente empalar no sexo grosso de Ricardo, que retoma o vaivém até disparar em seu reto uma nova emissão de esperma.
— Você é gostosa demais, gata. Eu poderia foder com você durante horas, geme ele, agarrando-a pelas nádegas para forçá-la a trotar.
— Você é mau, geme ela, fazendo beicinho e voz de menina, brincando de socá-lo no peito.
— Pronto, já acabou, nenem, diz ele com voz paternal, cessando de mover-se sem desencaixar-se dela.
— Isso não vai parar de latejar não? Meu cuzinho virou geléia, geme ela com as mãos carinhosamente espalmadas no peito do homem que ela já admira.
— Daqui a pouquinho ele amolece e escorrega para fora.
— Você deu uma surra na minha bucetinha. Olha como ela está! faz ela, toda manhosa, pondo um dedinho na boca e indicando o caminho ao seu homem que vai imediatamente apalpá-la.
— Vai dizer que não gostou? pergunta ele, prosa.
— Quer elogio, é? Está legal, você é fera, gostei muito.
— Isso quer dizer que vamos repetir?

Essa pergunta dispara na cabeça de Aninha a lembrança de que às dez horas da noite, Maximiliano Borges estará esperando no carro diante do edifício dela. Sem mais noção do tempo passado a fazer sexo com Ricardo, ela entra em pânico.
— Cara, a gente tem que ir embora!
— Por quê? Você disse que estaria livre até as oito.
— E que horas são?
— São... sete e meia.
— Caraca! A gente está aqui há tanto tempo assim?
— Umas duas horas. Normal, não é?
— Vamos embora, Ricardo, anda! exige ela, desprendendo-se dele para sair do carro.
— Mas por que essa pressa de repente?
— Não é da tua conta! Vamos embora agora, suplica ela debruçada na janela da frente para alcançar a calcinha pendurada na alavanca de marcha.
— Está bem. Vou me vestir e a gente vai. Da próxima vez, vou levar você a um motel.
— Você pode me levar até para o inferno, mas vamos embora daqui agora, Ricardo! Bota essa roupa, anda!

Para evitar que Ricardo já fique sabendo o seu endereço exato, Aninha pede que ele a deixe na praça do Lido e faz o resto do caminho a pé. São oito e meia quando ela se vê finalmente em casa. Só de imaginar que dentro de uma hora e meia, Maximiliano chegará, talvez com o mesmo apetite que Ricardo, ela tem vontade de ligar para desmarcando o encontro, mas seria a pior decisão a tomar no dia do primeiro convite do seu novo chefe. Lembrando-se do passado e do seu longo percurso até chegar onde chegou, Aninha respira fundo e vai tomar um banho decidida a suportar uma longa noite, seja qual for o sacrifício exigido.



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