Vou narrar um casinho que já vai ficando antigo, mas
que merece ir para o papel para não cair no esquecimento.
Nas férias de julho
do ano 2000, comecei a namorar a Vivian por acaso e sem paixão. Eu tinha
dezenove anos e começara engenharia; ela tinha dezessete e estava terminando o
colegial. Nos conhecemos num acampamento com amigos meus – era prima de um
deles – e pelo fato de sermos os únicos desacompanhados, acabamos passando a
maior parte do tempo juntos. Vivian era bonitinha, loura de enormes olhos
azuis, mas eu a julgava desprovida de sensualidade porque quando eu a
beijava, tinha a impressão de que isso não despertava em nada a sua libido. Enquanto
eu ficava imediatamente excitado e ansiando por levá-la para a barraca para uma
boa sessão de sexo, ela percebia a minha ereção, mas em vez de estimular-me
tocando-me, limitava-se a fazer algum comentário zombeteiro, criticando-me por
parecer um rato ou um coelho que só pensa em copular em vez de aproveitar o
momento romântico. Fazíamos amor à noite, era gostoso, mas sem mais. Em
resumo: começamos a namorar movidos unicamente pela força de inércia dos
primeiros contatos nesse acampamento.
Certo dia, duas ou três semanas depois da volta ao
Rio, Vivian convidou-me a almoçar em sua casa; ela queria apresentar-me à mãe. Como
eu subvalorizava esse namoro, aceitei um tanto a contragosto, para não feri-la,
mas chegando lá, descobri não só uma mãe muito simpática, mas uma mulher bonita
e atraente. Ela se chamava Magda, tinha cerca de 1,75m e ao contrário da filha,
era morena de olhos e cabelo castanhos... e muito sensual. Ela acolheu-me
carinhosamente com um abraço afetuoso e dois beijinhos, fez um elogio à filha
pela sua escolha, em seguida pediu que puséssemos a mesa e que Vivian me
mostrasse a casa enquanto terminava o almoço. É provável que essa mera apresentação já tenha-me excitado porque lembro-me que ao chegar ao quarto da
Vivian, supliquei por uma felação com tanta convicção que ela atendeu ao meu
desejo, e devo dizer que o produto foi dos mais copiosos! Vivian não gostava de
receber meu esperma na boca e muito menos de engoli-lo, mas eu estava tão
ansioso que tive uma ejaculação precoce e para evitar "desastres",
ela mesma providenciou para que nenhuma gota manchasse o belo tapete azul noite
ou a colcha vermelha. Ocorre que no exato momento em que ela ia precipitar-se
porta afora para ir cuspir no banheiro, Magda veio chamar-nos para almoçar. Pude
ver Vivian contraindo-se toda com uma careta de nojo para livrar-se do que eu
deixara em sua boca e fuzilando-me com os olhos. Contudo, o almoço foi
agradável e, graças à Magda, o incidente foi esquecido. Ela sabia puxar os
assuntos e desenvolver a conversação. Foi então que aprendi que ela estava
separada há quase um ano, que o marido não morava mais lá, mas que havia
esperança de uma retomada da vida conjugal porque aparentemente ele e ela ainda
se amavam. Não pude deixar de pensar que uma mulher tão bonita e sensual como
ela devia estar muito carente da companhia de um homem, àquela altura.
Depois da sobremesa, Magda convidou-nos para ver seu
trabalho, mas Vivian não interessou-se e foi ligar a televisão. Ela então
guiou-me até o escritório e mostrou-me um vistoso e bem projetado site de
revenda de objetos de segunda mão. Graças a uma vida social muito intensa, ela
entrava em contato com a clientela potencial, pessoas desejosas de desfazer-se
de objetos de segunda mão porém intactos que, na maioria das vezes, ela ia ver
e avaliar pessoalmente. Notei seu entusiasmo quando ela pediu-me para sentar
diante do computador e ficou por trás de mim mostrando-me certos artigos
realmente muito interessantes. Com as mãos carinhosamente pousadas em meus
ombros, ela me dizia para onde ir e quando clicar no mouse. Senti que eu
poderia ficar ali pela eternidade, mas a visita não durou mais que alguns
minutos e fomos nos reunir na sala onde Viviam estava assistindo um episódio de
Star Trek deitada de bruços no sofá. Lembro-me bem do pequeno diálogo daquele
momento.
— Olha a natureza! exclamou Magda, brincalhona, ao
perceber que o short da filha deixava a metade das nádegas de fora.
— Ih, me deixa, mãe! respondeu a Vivian, irritada,
puxando em vão o short pelas bordas.
— Estou brincando, filhota! Tenho certeza que alguém
aqui ao meu lado está todo orgulhoso da namorada. Não é, Marcos?
Naquele momento, percebi que se eu quisesse ter a
mínima chance de não perder a ocasião de aproveitar novamente da atmosfera
deliciosamente sensual que Magda criava naquela casa, eu precisava dar à Vivian
uma demonstração de importância. Fui até o sofá, sentei-me ao lado dela e
debruçando-me, dei-lhe um beijo muito carinhoso no rosto e no canto da boca. Sensibilizada
pelo romantismo, ela virou-se, abraçou-me e permitiu-me beijá-la lascivamente
enquanto minha mão percorria o seu corpo até o alto da coxa diante da sua mãe
que aplaudia entusiasmada.
— Isso é que é progresso! Marcos, você está
transformando essa menina! exclamou ela, dando-me tapinhas nas costas e indo
tirar a mesa do almoço.
Vivian excitou-se de verdade, seu rosto estava quente
e vermelho. Percebi claramente que se dependesse dela, iríamos para o quarto
para namorar a sós. O problema é que o objeto da minha excitação já não era
ela. Consegui habilmente mudar o rumo da coisa e inventar uma desculpa para
sairmos. Acabamos indo ao cinema e lembro-me de ter provocado um orgasmo com os
dedos em Vivian.
Depois dessa primeira visita, os convites para almoçar
ou jantar multiplicaram-se tornando-se praticamente diários. A situação me convinha
porque eu morava em república, e a verdade é que mãe e filha estavam
sentindo-se sozinhas naquela casa grande em que a presença masculina ainda se
fazia sentir através dos retratos e alguns objetos do marido e pai. Isso só fez
intensificar minha intimidade com Magda. Lembro-me de um dia em que ela fez
questão que eu aceitasse umas roupas que o marido não usava mais e deixara lá
para que ela as desse. Tive que segui-la até o quarto do casal e diante do pé
da cama, ela obrigou-me a experimentar várias camisas sociais, alguns agasalhos
e, para meu total espanto, três ou quatro calças. Perguntei-lhe se ela queria
que eu me despisse diante dela e a resposta foi um sim dado com toda a
naturalidade. Um tanto encabulado, tirei minha própria calça e pus na cama
enquanto ela me passava as outras uma após a outra. Ela me olhava de cima a
baixo e era mais do que óbvio que ela via o volume em minha cueca, mas agiu
como se estivesse diante de um filho de sete anos, dando-me ordens e decidindo
por ela se tal ou tal calça servia-me ou não. No final, ela pôs as que me
serviam numa bolsa e dispensou-me com um afago na cabeça. Lembro-me nitidamente
daquele dia porque ao chegar à república senti uma necessidade imperativa de
masturbar-me.
Dois ou três meses se passaram nessa atmosfera de
intimidade crescente e de leve sensualidade. Um dia, recebi um telefonema da
própria Magda em que ela me dizia que a Vivian não estaria em casa para o
almoço – e disso eu já sabia porque a própria Vivian me dissera –, mas que ela
gostaria que eu fosse assim mesmo, ainda que sozinho, para fazer-lhe companhia.
Aceitei sem pensar duas vezes. Chegando lá, o ritual foi o mesmo, com uma
pequena diferença: Magda ofereceu-me um aperitivo. Meu pai bebia whisky ao
chegar do trabalho, então pedi o mesmo para não cometer gafes. Ela preparou um
bom copo de São Raphael com gelo e fomos ambos para a cozinha porque ela queria
vigiar o forno onde havia algo assando. Foi na cozinha que eu notei que ela
estava de short, e não qualquer short, mas exatamente o mesmo que Vivian usara
no dia da minha primeira visita. Assim que me dei conta do fato, como que por
coincidência, ela disse "Você não está percebendo nada de diferente,
Marcos?" olhando para o próprio corpo. Respondi que sim, que eu acabara de
notar e que estava me perguntando por quê. Ela me explicou que a Vivian o
deixara lá para lavar da última vez e que ela achava que ficaria bem nela. E de
fato, ficava muito melhor do que na filha, porque ela o preenchia perfeitamente
com seu corpo mais feminino e voluptuoso. O short curtíssimo esposara suas
formas como uma segunda pele, sulcando as nádegas e deixando no alto das coxas
duas encantadoras linhas curvas. "O único senão é que fica um pouco
apertado na frente.", disse ela sem voltar-se para mim. Eu já percebera
que ele aprofundava-se na frente ao ponto de delinear sutilmente o sexo, mas só
fui capaz de comentar por alto que tinha gostado. Ela então tornou a fechar o
forno, foi até a pia e virou-se de frente para mim apoiando-se nela com as duas
mãos, olhando-me bem nos olhos: "Marcos, eu tenho 39 anos e não sou feita
para ficar sozinha."
Eu estava apoiado na mesa da cozinha com meu copo de
whisky na mão sentindo-me boquiaberto com a resposta. Embora fosse a coisa que
eu mais desejara ouvir desde que pusera os pés naquela casa pela primeira vez,
eu não sabia o que fazer nem como me comportar. E para sorte minha, quando eu
ia abrindo a boca, Magda aproximou-se já com um dedo sobre meus lábios para
fazer-me calar. "Quero ver teu peito.", disse ela, arrancando-me a
camiseta de uma só vez pela cabeça. Seguiu-se um longo beijo lascivo enquanto
suas mãos abriam-me habilmente o botão e o zíper da bermuda para insinuar-se em
minha cueca. Quando ela empunhou-me o membro, suspirou um longo
"Hmmm..." em meu ouvido, que hoje sei ser expressão da pura
descompressão erótica em virtude dos longos meses sem qualquer contato sexual
outro que o solitário.
Magda sentou-me completamente nu na mesa da cozinha e
pôs-se a desabotoar a blusa diante dos meus olhos incrédulos, exibindo um par
de seios pesados e morenos dotados de mamilos apetitosos, que não pude deixar
de comparar mentalmente às duas elevações quase imperceptíveis de ínfimos bicos
rosados de sua filha Vivian. Ela então pegou minhas mãos e as pôs neles,
fazendo-me premer os mamilos já entumescidos e sorrindo para mim como quem diz:
"Acorda, menino! Aproveita!" Suas mãos passaram a acariciar-me as
coxas até que uma delas empunhou-me o sexo que eu sentia pulsar intensamente
enquanto vertia um fio continuo e cristalino de líquido lubrificante. Ela
beijou-me os lábios e desceu em direção ao peito, lambendo-me os mamilos,
beijando-me a barriga e indo abocanhar a glande encharcada. Ouvi um segundo
longo "Hmmm..." e senti seus lábios percorrerem-me suavemente a verga
por inteiro, molhando-a de saliva abundante, aquecendo-a e deixando-a cada vez
mais dura. Levei os braços para trás e apoiei-me na mesa para contemplar melhor
o espetáculo incrível de estar sendo arrastado para o prazer pela mãe da minha
namorada.
— "Que pau gostoso você tem, Marcos, tão bonito e
grosso!", disse ela, afastando-se um pouco para contemplá-lo.
— Sua filha não gosta muito dele na boca, respondi,
incerto de que ela gostaria da resposta.
— A Vivian ainda tem muito que aprender sobre o
prazer, foi a resposta.
Ela então me pegou pela mão e levou-me para o quarto. Lá,
ela me pediu para agarrá-la por trás, ainda de short, para viver a fantasia de
sentir a ereção do homem através da roupa, que sempre alimentara sua
imaginação, até em público, nos ônibus e metrô, na multidão de um espetáculo. Meu
membro encaixou-se no sulco cavado pelo short apertado e pude sentir o par de
nádegas movendo-se contra o meu corpo. Magda tomou-me uma mão e levou-a
entre suas coxas, deixando-me sentir pela primeira vez seu sexo. Enquanto eu a
acariciava ali e me esfregava nela, seus gemidos deram-me a dimensão do seu
desejo. À certa altura, ela pediu-me para abrir o short e tirou-o. Estava sem
calcinha, o que completou meus 100% de certeza de que, ao vestir-se assim, ela
tinha intenções claras de seduzir-me.
Ao deitar na cama de pernas escancaradas, sua vagina
luzia de tão encharcada. Ela olhou-me, provavelmente para verificar se eu
adivinharia a etapa desejada por ela. Muitos jovens da idade que eu tinha na
época, dezenove anos, não são particularmente atraídos pelo cunilinguus, e eu
era um deles, mas eu sabia que seria indelicado recusar. A vagina que eu via
diante de mim era perfeitamente depilada. Os poucos pelos que eu via
situavam-se acima dela, já no baixo-ventre, um pequeno triângulo de pelos muito
curtos como um pequeno tapete castanho. Muito excitada, Magda abrira-a para
dar-me acesso direto aos pequenos lábios. Ajoelhei-me entre suas pernas e um
pouco hesitante, preparei-me para provar seu sumo. Minha surpresa foi das mais
agradáveis ao constatar que o sabor da mulher madura em nada diferia daquele
que eu provara com minhas jovens namoradas até então. Era neutro tendendo ao
ligeiramente adocicado, mas em última análise limitava-se à consistência, como
eu preferia. Ao primeiro toque, Magda soltou um longo suspiro, como se
finalmente tivéssemos passado ao que interessa, e ergueu bem as pernas abertas
para dar-me mais liberdade. Seu clitóris despontava ao norte, e nele reconheci
o da Vivian; eram em tudo e por tudo perfeitamente idênticos no desenho,
destacando-se como um micropênis assaz volumoso e de glande bem definida. Espantou-me
que a mãe exalasse libido enquanto a filha preferisse um bom livro a uma sessão
de sexo. À medida em que fui familiarizando-me com a configuração da vagina de
Magda, fui tratando-a como ela esperava, ora pincelando-a, ora esfregando-a,
ora mordiscando-a, ora lixando-a com a língua, até o momento em que sua dona
teve um orgasmo apoteótico e o líquido escorreu tão abundante que formou um
círculo molhado no lençol. "Agora mete!" gemeu ela, abrindo-se toda.
"Me fode!"
Eu tinha a impressão de que meu membro estava teso há
horas. Ele atingira as suas dimensões finais e dançava grosso e envergado a
dois dedos do meu umbigo, tocando-o de vez em quando. Fui agraciado
pela genética com um membro de pouco mais de dezoito centímetros e diâmetro
igualmente considerável, o que muito aliviou-me nessa circunstância, já que
Magda não era uma mulher pequena. Assim que pude contrapor meu sexo ao dela,
percebi que estava bem equipado para, pelo menos, proporcionar-lhe sensações
que contrabalançariam a minha provável falta de experiência. O orifício estava
lá, ao sul da fenda, transparecendo sombrio sob o brilho transparente do muco
lubrificante. Num lampejo de lucidez, veio-me a idéia da proteção, olhei para
Magda, ela entendeu instantaneamente e fez com a cabeça que eu não me
importasse. Então, com três dedos, direcionei a glande, estabeleci o contato e
empurrei-a para dentro deixando-me levar pelo peso até ver-me deitado sobre seu
corpo enquanto ela soltava outro gemido fundo, desta vez gutural e sofrido. "Ai,
menino, como você é grande!" gritou ela, tentando acomodar-se melhor ao
corpo que ela acabara de acolher por inteiro. E de fato, eu estava enfiado
nela, podia sentir e ouvir meus pelos roçando no tapete triangular no seu
baixo-ventre. Começamos a mover-nos simultaneamente. Magda ofereceu-me os seios
e enquanto eu os lambia e mordiscava, refestelando-me como um bebê maravilhado,
agarrou-me as nádegas para puxar-me como se eu pudesse penetrá-la mais. Eu
ainda não me sentia muito à vontade com isso e havia há pouco dado um jeito de
evitar que Vivian fizesse o mesmo porque, como a mãe, ela tentava sempre. Tentei
deslocar uma de suas mãos, mas ela voltava sempre. Quando insisti, Magda
perguntou-me porque é que aquilo me incomodava. Respondi que não sabia, que
talvez fosse coisa de homem brasileiro não gostar de ser manipulado ali. Seus
puxões tornaram-se carícia e disso gostei, sentindo-me muito excitado. Foi
naquele momento que Magda me prometeu pela primeira vez "ensinar-me
tudo". Meu membro dançava livre em lava ardente.
Mudamos de posição várias vezes: papai-mamãe, de lado,
ela por cima, eu por cima, de quatro, debruçada na poltroninha do quarto, de pé
e até mesmo fora do chão, agarrada em meu pescoço. Ela teve vários orgasmos,
alguns dos quais prolongados e chorosos. Como eu não desse mostras de fadiga ou
tédio, Magda resolveu perguntar: "Você não goza nunca, menino?" Fui
obrigado a contar-lhe a minha estranha peculiaridade. Por alguma razão
possivelmente de ordem anatômica, meu pênis precisa estar quase
"enforcado" para que eu tenha um orgasmo, e foi sempre assim. Magda
ouviu atentamente, mas não ocorreu-lhe qualquer solução. Ela olhou-me intrigada
e perguntou, inocente: "Então você termina sempre se masturbando?" Eu
já sabia a resposta, mas não sabia como responder. Vivian demorara muito a
conformar-se à solução necessária e isso me fez temer pôr tudo a perder com a
mãe dela. Resolvi apelar para a dialética fazendo várias perguntas que levariam
Magda à solução por aproximações sucessivas, em espiral. Comecei perguntando
se ela estava sentindo meu pênis muito apertado dentro dela ou se havia lugar
se ele fosse maior. Ela respondeu que àquela altura, depois de tanto sexo, ela
achava que aguentaria um maior porque a vagina é elástica, etc. Então eu disse
a ela que a recíproca devia ser verdadeira e que um pênis médio ou pequeno
devia "flutuar" dentro da vagina ou que um grande talvez a sentisse
meio frouxa depois de muito sexo, ao que Magda concordou. O fato é que o
diálogo prosseguiu até que ela foi levada a concluir que homens como eu só
alcançam o orgasmo se o pênis for submetido a pressões mais intensas e que isso
durante um ato sexual só acontece se houver uma mudança de orifício. Ouvi Magda
explodir numa gargalhada bem-humorada e desculpar-se por não ter percebido de
saída qual era a solução para provocar-me um orgasmo. E ela não percebera
simplesmente porque o marido abominava a sodomia, que ele julgava abjeto e sujo.
Fazia vinte anos que ela não era penetrada atrás. O último a fazê-lo fora um
namorado italiano que era tão aficcionado do sexo anal que praticamente
desprezava o convencional.
Como meu membro continuasse em riste, colado ao
umbigo, Magda reconheceu que seria uma crueldade não satisfazê-lo à minha
maneira. Mais uma vez puxando-me pela mão, ela levou-me de volta à cozinha,
apontou para um armário, em seguida para uma garrafa de óleo vegetal e foi
debruçar-se na bancada da pia deixando-me livre para chegar aos finalmente como
eu bem entendesse. Peguei a garrafa, molhei a mão, espalhei generosamente o
óleo pelo meu pênis e em seguida fui até ela para untar o orifício que iria
recebê-lo. "Deve estar fechadinho.", disse ela. E de fato, eu mal o
senti pelo tato. Quando abri as nádegas dela para enxergá-lo, constatei o
quanto era ínfimo e intacto. Seria preciso trabalhá-lo antes. Untei-o
abundantemente e comecei a premê-lo com a ponta do dedo até fazê-lo ceder. Magda
gemeu à passgem do meu dedo pelo primeiro esfíncter, mas aprovou. Faltava
trabalhar o segundo. Com receio de que meu dedo não bastasse ou fosse
insuficiente, perguntei-lhe se ela tinha um vibrador ou dildo anal. A resposta
foi não. Pedi-lhe então autorização para ir buscar uma escova de cabelo no banheiro.
Ela assentiu e encontrei o exemplar perfeito, com cabo cilíndrico de plástico
bem liso.
Voltando à cozinha, encontrei Magda
"praticando" com o dedo em si mesma. Sorri e mostrei-lhe a escova.
Ela tornou a debruçar-se e comecei então a penetrá-la suavemente com esse
objeto tão conhecido das meninas iniciantes. Resolvi provocá-la durante o
exercício.
— Vai me dizer que nunca usou escova assim!
— Usei, e como!
— Ah é?
— Depois do namorado que me tirou a virgindade,
conheci um menino superdotado e precisei praticar em casa porque a primeira vez
foi um desastre e eu não queria perdê-lo. As escovas foram minhas melhores
amigas durante um bom tempo por volta dos dezoito, dezenove anos.
A historinha a descontraiu e a escova começou a entrar
e sair com graça e facilidade. Magda estava excitada e desejosa de voltar a
essa prática que ela suspendera por causa do marido. Avaliei a tensão do anel e
julguei-a pronta a receber meu diâmetro. Não foi sem apreensão que Magda
ofereceu-me o lindo traseiro à altura exata, olhando para trás como se pudesse
controlar algo pelo mero olhar, mas assim que minha glande encaixou-se e meu
pênis direcionou-se corretamente, ela fez força para trás e ao mesmo tempo
senti seu ânus tragando vorazmente meu membro enquanto ela soltava grunhidos de
esforço. Ela ordenou-me que não parasse até que a tivesse penetrado
completamente e suportou comprimento e diâmetro com a maior bravura. Quando
nossos corpos se uniram e que pude agarrá-la pela cintura para beijá-la na
boca, senti meu rosto molhado e vi que ela chorara. Mas ela vencera: eu estava
cravado até a raiz em suas entranhas.
"Ai, eu tinha esquecido de como isso é bom,
Marcos!", gemeu ela, começando a mover-se e soltando o corpo por cima da
bancada de mármore, agarrando firmemente as bordas com os dedos crispados. Olhando
de cima, eu podia comparar o diâmetro do meu membro branco às dimensões das
suas nádegas morenas, que ele separava como se para impedi-las de voltar a
juntar-se.
— Você se bronzeia nua? perguntei, para distraí-la um
pouco.
— Sempre... gemeu ela. Desde que mudamos para cá tomo
sol nua no jardim. Aliás meu marido e a Vivian também.
— Sua bunda é muito bonita, acrescentei, acariciando-a
e iniciando um vaivém lento.
— Obrigada, disse ela, gemendo a cada estocada.
A cena do sexo anal sempre foi insuportável para mim. Insuportável
no sentido de que nunca tive força suficiente para permanecer muito tempo
apenas contemplando-a. Ela me leva invariavelmente a um orgasmo intenso, mas
rápido. E não foi de outro modo que concluí aquela tarde de sexo com Magda. Vê-la
ali, completamente nua, naquela posição, oferecendo-me as nádegas, gemendo e
fazendo-me agrados enquanto eu a sodomizava profundamente era o que me faltava
para alcançar o tão almejado orgasmo. Agarrando-a pelo alto das coxas,
intensifiquei meu vaivém até levá-la a gemer no registro que se harmoniza
perfeitamente com a minha excitação. Quando senti o vagalhão invadir-me o
cérebro, preveni Magda que voltou-se para trás para olhar-me nos olhos. "Quero
te ver gozar.", disse ela, acolhendo quase ao mesmo tempo o meu primeiro
jato de esperma, fortíssimo, seguido por outros de intensidade decrescente. Quando
recuei, meu pênis já não foi colar-se no umbigo, mas saiu arqueado, semiduro e
gotejante. Senti a borda da glande dolorida, bem como meus testículos, mas
terminei exultante e senti que Magda compartilhava minha satisfação. Beijamo-nos
lascivamente e pude sentir seus seios contra o meu peito enquanto eu lhe dava
tapinhas carinhosos nas nádegas como quem felicita alguém por um ato de bravura.
Meus encontros com Magda continuaram até o dia em que
ela decidiu que era tempo de lutar pelo fim da separação com o marido. Como
eles se amavam, o acordo não tardou a ser encontrado, e deixei de ser
necessário. Embora a volta do pai à casa tenha feito muito bem à Vivian,
pusemos um fim no nosso namoro pouco tempo depois, talvez mais porque ela tenha
descoberto que eu não era o namorado certo que a levaria ao altar. Ela voltara
a acreditar no poder do casamento e não queria mais brincar de namoro. Quanto a
mim, passei a interessar-me mais pelas mulheres bem mais velhas e assim que me
apetecer prometo contar outras aventuras da mesma natureza que esta que ora
encerro com este ponto final.

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