Insisti muito para
que uma leitora me deixasse publicar esse texto, que ela intitulou "memórias" num uso um tanto impróprio para alguém tão jovem. Não o
considero um exemplo de literariedade, mas senti nele uma sinceridade tocante. Fiz
algumas modificações estruturais para tornar a leitura mais fluente, mas o
texto é essencialmente o original da autora. Como são raros os
relatos eróticos femininos, achei que seria do agrado dos leitores encontrá-lo
aqui. Espero que apreciem.
M. F.
***************
Com menos de vinte anos, eu já conhecia tão bem o sexo
que muito cedo andei entediada, desmotivada, desinteressada, querendo outra
coisa. Nunca imaginei que eu pudesse algum dia deixar de querer praticá-lo
desenfreadamente como sempre fiz, mas minha vida está se encaminhando para um
lado totalmente imprevisto. Sei que vai ser muito difícil encarar o que estou
me propondo tentar, e que se acontecer, vou mudar radicalmente de vida. Foi
para registrar um pouco do que tenho sido até recentemente e deixar clara para
mim mesma a razão da decisão que estou para tomar que resolvi escrever essas
memórias.
O despontar da minha curiosidade sexual se deu, como
para muitas garotinhas, antes dos dez anos, mas para simplificar as coisas e
para não estimular a hipocrisia de eventuais falsos moralistas, vou partir daí.
Nessa idade, eu já beijava na
boca os meus primos e começava a chamar alguns meninos da escola de namorados.
Como esporadicamente eu via em casa o meu irmão empolgado com suas ereções, eu
queria vê-las em todos os meninos que conhecia e não sossegava enquanto eles
não dessem um jeito de mostrar-me. Eu ainda não queria tocar – que nojo! -, ver
me bastava, mas era completamente obcecada pela idéia de que por baixo da roupa
dos homens havia um estranho apêndice que inchava, endurecia e subia
involuntariamente. Eu ignorava que aquilo se desenvolvesse, crescesse e pudesse
tornar-se um verdadeiro gigante, mas percebia que seu acionamento estava
intimamente relacionado a certos estímulos que vinham de fora, principalmente
tácteis.
Foi aos onze que tive meu primeiro contato manual com o sexo oposto. Um menino da escola
pediu-me para pegar alguma coisa em seu bolso, a pretexto de que estava com as
mãos ocupadas. O que encontrei foi um corpo duro e quente, de extremidade
úmida. Ao contrário da explosão de ódio que seria a reação de qualquer uma das
minhas amigas, sentindo minha curiosidade disparar, fiquei bem quietinha,
tentando chegar ao furo do bolso de onde aquilo surgia, admirada com com a sordidez
dos meninos, mas apalpando-o muito para descobrir sua forma. De repente, vi meu
colega agitar-se projetando a cintura para frente e senti seu pinto pulsar na
minha mão, que começou a ficar molhada. Assustei-me imaginando que, de algum
modo, eu o tivesse machucado e o molhado fosse sangue; eu não tinha a menor
idéia da existência do esperma. O menino deu uma risadinha sem graça (na certa,
não esperava que eu levasse tão longe a pilhéria) e afastou-se ajeitando a
roupa. Lembro-me que, depois daquele dia, certamente porque a minha ousadia
espalhou-se pela escola, fui assediada por todos os meninos, que encontraram em
mim uma válvula de escape para os hormônios em ebulição. Quero
confessar aqui que nunca decepcionei nenhum deles, e não porque eu fosse leviana
ou estúpida, mas porque estava fascinada por essa parte do homem que não existe
na mulher e que me parecia tão interessante. Eu era uma menina inteligente,
curiosa e desinibida, uma combinação muitas vezes mal interpretada.
Aos doze anos, meu
corpo era suficientemente desenvolvido para fazer-se notar pelos meninos de
mais de dezesseis anos e por alguns até bem mais velhos. Hoje sei que adultos
já me olhavam, mas na época eu nem reparava nos "velhos" (pois é, não
se choque e vá assistir aos primeiros filmes com a Charlotte Gainsbourg). Meus
seios eram pequenos, mas eu era altinha e minhas coxas e bunda eram bem
desenvolvidas para a idade. Como toda menina, embora fosse vaidosa, eu era meio
escrachada com o corpo, não ligando muito para o comprimento das saias, o
apertado das calças e as atitudes do meu corpo. Em casa, minha mãe me chamava a
atenção, me mandava fechar as pernas quando sentasse, mas eu logo comecei a
ouvir gracinhas nos ônibus e na rua. Cheguei a ter medo de andar sozinha em
locais mais ermos porque em duas ocasiões fui seguida e em outra, um menino de
rua baixou a calça até o meio das coxas e sacodiu o sexo duro para mim dizendo
coisas que me enrubesceria reproduzir aqui. Eu ficava tão assustada quanto
fascinada por essa atração que uma mulher pode exercer nos homens. Digo
"pode" porque eu via que isso não acontecia com todas as minhas
amigas. Eu me sentia fazendo parte de uma categoria muito especial de meninas
que deixavam os meninos "acesos". Eu namorava muito, um atrás do
outro, às vezes mais de um – mais de dois! – de uma vez. O namoro consistia
essencialmente de beijos, "chupões", carícias e apertões para sentir
o corpo um do outro, e aquele calor gostoso que deixava os rostos vermelhos e
as têmporas suadinhas. Muitas vezes,a ereção dos meninos começava ao primeiro
toque e não desarmava mais. Eu via a protuberância na calça deles e sentia a
rigidez e as pulsações dessa região durante os beijos. Invariavelmente, os
meninos pediam coisas. Queriam que eu me encostasse neles de costas, queriam
alisar os meus peitinhos por baixo da camiseta, passar a mão entre as minhas
pernas... Os mais ousados tentavam invadir minha calça para chegar à calcinha
ou imploravam que eu tocasse no pinto deles, constantemente duro e molhado.
Isso quando não suplicavam para que ficássemos só de roupa de baixo, nas raras
vezes em que ficávamos sozinhos em casa. Como meus pais eram muito liberais e
comunicativos e, desde cedo, eu sabia até onde isso podia levar, minha resposta
era sempre não e isso não me frustrava em nada. Eu tinha plena consciência de
que tudo viria a seu tempo e muito cedo.
Foi com o Gustavo
que, pela primeira vez, as coisas foram mais longe. Além de lindo, aquele
menino não ficava no meu pé e não me importunava com bobagens de
"traição". Ele sabia lidar com meninas como eu, inteligentes para as
coisas da libido. Nós nos víamos quando ele queria e, na maioria das vezes, era
eu que corria atrás dele. Ele tinha dezessete anos e eu treze. Um dia, passando
férias de verão na praia, ele roubou o carro do pai e me levou para um
"namoródromo". Estava quentíssimo, ele tinha ficado de sunga e
camiseta e eu tinha posto um short por cima do biquini. Nós nos beijamos e nos
esfregamos tanto, nos apalpamos tanto, que foi ficando difícil estabelecer limites.
Mas eu, precoce também nisso, estava impossibilitada de ir até o fim naqueles
dias. Tive que negociar para aplacar a tensão do menino e foi assim que
aconteceu a minha primeira felação. Ainda me lembro de como fiquei olhando para
aquele troço branco e fino despontando como um dedo de um tufo de pelos
castanhos e da pele murcha de um saco parcialmente encoberto pela cueca. Quando
aproximei a cabeça, pela primeira vez, o cheiro sui generis da pélvis me
invadiu as narinas e quase me fez desistir, mas como nunca me deixei dissuadir
pelos primeiros obstáculos, fui em frente. Com dois dedos, afastei o treco que
fremia acima da barriga do Gustavo, prendi a respiraçaõ e o envolvi com os
lábios sem tocar a língua, deixando-o no oco da boca. Medida inútil; o toque
dos lábios foi o suficiente para que o Gustavo se contraísse todo e despejasse
um jato quente em minha boca, fazendo-me recuar num tranco, dar com a cabeça no
volante e prometer – aos berros e cuspindo esperma ralo – nunca mais falar com
ele depois daquele dia. Gustavo me levou para a casa de uma colega tentando
explicar-me por que ejaculações precoces acontecem, mas eu não quis saber.
Nunca mais nos falaríamos depois daquele dia. Assim terminava a minha relação
com o primeiro menino cujo perfil era feitinho para mim.
Longe de
desmotivar-me, essa breve e incompleta primeira experiência desencadeou sonhos
eróticos pelo resto da semana. Eu já masturbava-me um pouco e aquela foi minha
primeira fonte não imaginária de imagens e sensações excitantes. Duas semanas
depois, nas mesmas férias de verão, conheci o Pedro, um mentecapto grandalhão
de dezoito anos que ficou doido por mim e só pensava "naquilo". Com
ele, o sexo oral começou no primeiro dia e só não consumimos o ato porque Papai
do Céu não quis. Quando íamos à casa de amigos, Pedro dava um jeito de entrar
comigo no banheiro, fazia-me tirar a parte de baixo, punha-me sentada na pia
erguendo-me como se eu fosse uma boneca de pano e lambia-me melhor que muitos
homens experientes viriam a fazer mais tarde, e isso vale até hoje. Quando
chegava a minha vez, eu me aplicava como uma boa aluna, confortavelmente
instalada no vaso fechado. No início, tentei evitar as tão almejadas
ejaculações faciais, mas ele logo foi claro e disse que se eu não topasse
"levar no rostinho", terminaria comigo. Como eu estava uma vez mais
fascinada pela máquina do sexo masculino, resignei-me e, em pouco tempo, não me
incomodava sequer engolir. Pedro levava-me a orgasmos tão intensos que
isso compensava largamente o incômodo de ter que lavar-me o rosto. Mas
invariavelmente eu saía do banheiro morrendo de medo de não conseguir disfarçar
para as mulheres da casa.
A famosa
"primeira vez" aconteceu com a pessoa errada porque eu só fazia o que
queria e na hora em que eu queria. Eu tinha quatorze anos e freqüentava
disciplinadamente o curso de natação do Flamengo. Naquele dia, eu encontrei com
o Beto, namorado de uma amiga minha, e ficamos conversando à beira da piscina.
Acontece que o Beto era alto, bonito, tinha uns ombros, um peitoral e um
abdomen de deixar pasmo, umas coxas que Nossa Senhora, e de quebra, estava
usando uma sunguinha preta que deixava adivinhar tudo que ela supostamente
deveria esconder. Não deu outra: fui ficando interessada e quando isso
acontecia, eu já sabia muito bem como tornar a coisa recíproca. Minha tática na
piscina era ficar de bruços, e foi o que fiz. Fiquei conversando com ele assim,
prestando atenção a cada vez que ele disfarçava para dar ma olhadinha breve nas
minhas costas. Mas ele foi impecável, não deu nenhuma indireta, não foi
inconveniente, não me propôs nada. Fui eu que, a certa altura, não agüentando
mais de vontade, disse que tinha que ir embora mas não queria ir sozinha. Fiz o
menino sair da piscina apenas uma hora depois de ter chegado! E é claro que ele
aceitou subir para tomar uma Coca em retribuição a tanta gentileza da minha
parte. Lembro-me como se estivesse revivendo a cena. Entramos, fomos até a
cozinha, abri a geladeira, peguei uma Coca, servi para nós dois e o levei para
mostrar a casa. Chegando no meu quarto, só precisei fechar a porta, porque
àquela altura, ele já entendera. Nos beijamos e caímos na cama. Ele perguntou
se não havaia perigo e respondi que além de nós só havia a empregada em casa.
Deitei-me ainda de short enquanto ele se livrava da bermuda e da camiseta. Seu
pau estava atravessado na sunga e, de tão duro, chegava a afastar o elástico do
corpo. Ficamos nos beijando um tempo, mas logo me senti pronta e não pude
evitar os gemidos. Perspicaz, Beto abriu-me short, tirou-o, contemplou
longamente o meu corpo, sorrindo e elogiando-o, depois pediu-me que me tirasse
o biquini. Eu estava um pouco assustada com a minha própria determinação, mas
fiz o que ele quis e fiquei deitada nua, esperando que ele tomasse a
iniciativa. Ele sugou e mordiscou meus seios enquanto passava um dedo entre as
minhas coxas. Eu já estava ensopada. Quando ele subiu em mim, envolvi seu corpo
com as pernas, deixando o caminho livre, achando que tudo fosse acontecer
facilmente. Mas ele tentou uma, duas, três vezes e nada de entrar. Eu não disse
nada, mas ele precisou olhar e viu que eu era toda fechada.
— Você é virgem?
— Hum-hum,
respondi. Mas não faz mal não, acrescentei sem a menor hesitação.
Ainda vejo o Beto
segurando-me pelos tornozelos, olhando entre as minhas pernas escancaradas e
sorrindo com uma satisfação de garotinho que acaba de ganhar seu melhor
presente. Ele chegou bem perto, de joelhos na cama, descansou minhas coxas
sobre as suas e, direcionando seu sexo com a mão, forçou a entrada. Dessa vez,
ele não precisou tentar duas vezes. Eu queria tanto que agüentei sem um pio a
sensação de repuxamento e a dorzinha aguda que se irradiou até o meio das
pernas. Ele estava tão molhado que deslizou para dentro de mim e desabou por
cima do meu corpo, beijando-me com volúpia e dizendo sentir-se invadido por um
arrepio que só acontecia quando ele se apaixonava. "Ai, ai ,ai..."
pensei na hora. Eu só tinha atração física pelo Beto e estava me sentindo
invadida exclusivamente pelo pau dele que, diga-se de passagem, ocupava
bastante espaço no meu sexo recém-deflorado. Portanto, não dei muita atenção
àquela declaração inoportuna e forcei-o a iniciar os vaivéns. Eu estava
impaciente para saber como é que um homem leva uma mulher ao orgasmo - que é
clitoridiano - através da penetração vaginal. Por cima do ombro do Beto, eu
podia ver a bundinha miúda mas saliente subir e descer ao ritmo das penetrações
cada vez mais profundas. Fui rapidamente soltando-me, relaxando as pernas e
ajudando os movimentos dele com os meus próprios.
Beto continuava a
olhar-me com o ar maravilhado de quem acabava de encontrar não uma parceira,
alguém que poderia ser uma ótima fuck friend, mas o amor da vida dele. Eu
tentava desviar os olhos daquele olhar apaixonado, mas ele me beijava com tanto
ardor que foi ficando embaraçoso. Lembro-me bem de ter imaginado uma saída
drástica ali mesmo, enquanto ele me deflorava: resolvi acelerar meus próprios
movimentos para fazê-lo gozar. E deu certo; instantes depois, ele anunciava seu
orgasmo. Empurrei-o para fora de mim, ele ficou meio sem saber o que fazer, mas
logo entendeu que ejacular fora não significava reprimir o orgasmo. Ele
terminou masturbando-se e, num "Ahhhh!" de descompressão, esvaziou o
reservatório na minha barriga e seios. Eu estava frustrada porque poderíamos ter
transado por horas, mas ao mesmo tempo aliviada por ter-me livrado daquela
atitude amorosa que estava me deixando agoniada.
O final foi
bastante constrangedor. Repus o biquini enquanto o Beto foi ao banheiro. Em
seguida, ele vestiu-se e o levei até a porta. Ele quis beijar-me e dizer alguma
coisa, provavelmente marcar um próximo encontro, mas eu pus o dedo em seus
lábios e consegui mandá-lo embora gentilmente e poupá-lo assim de ouvir coisas
que o magoariam. Pouco tempo depois, o namoro dele com a minha amiga terminou,
ele procurou-me, mas eu disse com toda franqueza que ele só me atraía
fisicamente. Fizemos sexo mais duas ou três vezes, mas como ele gostava de mim,
preferiu não continuar vendo-me, na esperança de que o que os olhos não vissem,
o coração deixasse de sentir. Livre do duplo estorvo da paixão e da virgindade,
passei meus quatorze anos passando sem demora ao ato e freqüentemente com todos
os meninos com quem eu ficava.
No início dos meus
quinze anos, eu já tinha experimentado de tudo centenas de vezes, com exceção
do tão propalado sexo anal, que eu associava às palavras "dor" e
"arrombamento", terror das menininhas bem nascidas. Isso sem falar do
aspecto higiênico! Com um espelhinho, agachada no banheiro, eu me olhava e
constatava que, de fato, devia ser bem difícil enfiar ali coisas do mesmo
calibre daquelas que entravam tão facilmente pela frente. Eu introduzia o
termômetro, uma metade de caneta Bic, a pontinha do dedo mindinho, mas não
passava disso. Eu morria de medo de ferir o interior ou dilacerar alguma das
preguinhas tão perfeitas que eu me esforçava para ver no espelho. Todo menino
com quem eu ia mais longe pedia para pôr atrás, mas eu só os deixava encostar a
extremidade, forçar um pouco e no máximo ejacular por fora do orifício, para
que eles pudessem vê-lo submerso numa pocinha gelatinosa e, claro, narrar-me o
que me era impossível ver. Mas tanto interesse da parte deles foi
estimulando-me a procurar um jeito de poder facilitar as coisas nas ocasiões
seguintes. Eu não estava saindo com ninguém com quem pudesse ter uma relação
anal "didática", só andava com os meninos mais atirados e desinibidos
e não queria mostrar a nenhum deles que eu sequer experimentara o sexo anal.
Quando interpelada, eu sempre retrucava repetindo uma frase livresca e fora do
contexto: "Isso não é coisa que se toma, é coisa que se merece!"
O
"eureka" me veio em meio aos sonhos de uma noite agitada. Tenho um
primo um pouco mais velho que eu e, naquela época, éramos vizinhos de bairro.
Quando minha mãe não estava, eu ia almoçar na casa dos meus tios e ficava lá
fazendo dever no computador, vendo televisão ou jogando cartas com esse primo
até a minha mãe vir me buscar. Certa noite, sonhei que ele era o meu professor
de sexo anal ou, melhor dizendo, que a professora era eu, e tão boa professora
que ia ensiná-lo a ensinar-me a "dar" o cu. Mas até que eu me
sentisse à vontade e surgisse a oportunidade de falar dessas coisas com ele, o
tempo passou. Ele já corara muito, uma vez em que tomei a iniciativa de tocar
no assunto do sexo, e isso me obrigou a postergar uma nova abordagem. Meu
primo Daniel era um CDF espinhento de dezesseis anos, tímido, branquelo e
feinho com seu buço de penugem escura no rosto pálido de bicho de goiaba. Como
eu viria a saber tempos depois, ele trancava-se no banheiro dez vezes por dia e
sequer beijara uma menina na boca.
Foi precisamente
por aí que ataquei. Ensinando-o a beijar, deixei-o aceso e doido para ir mais
longe. Mas eu não tinha a menor intenção de ir mais longe; só queria usá-lo
para aprender logo o que me interessava e aplicar os novos conhecimentos com
meninos mais estimulantes. Na segunda aula de beijo, senti que o Daniel
estava pronto para servir ao meu intento. A ocasião era perfeita; meu tio não
voltaria do trabalho tão cedo e minha tia saíra porque era o dia de visitar uma
amiga que tinha uma doença grave, o que costumava durar umas boas três horas.
Comandante
incontestável da operação, mandei meu primo para o banheiro sem fazer
perguntas. Enquanto isso, fui até a cozinha pegar o pote de margarina que,
graças às minhas amigas mais velhas, eu sabia ser eficaz. Na volta, passei a
correntinha na tranca da porta de entrada para me certificar de que teríamos
tempo em caso de imprevistos. Chegando ao banheiro, mandei meu primo baixar as
calças e a cueca e dei-lhe a margarina recomendando que ele untasse bem o pinto.
Durante alguns segundos, ele ficou lá, apalermado, sem saber por onde começar.
Tive que apavorá-lo dizendo que a mãe dele poderia voltar a qualquer momento.
Enquanto ele se executava, eu analisava o instrumento, temendo mais pela
grossura que pelo comprimento. Ao mesmo tempo, baixei calça, calcinha e untei
conscienciosamente a região do meu inocente orifício. Feito isso, apoiei-me na
pia e continuei dando as instruções através do espelho. Meu primo bocó e sem
iniciativa precisava ser dirigido a cada gesto; parecia nem ter instinto
animal! Foi exasperante, mas consegui por fim fazê-lo empunhar firmemente o seu
sexo nervoso para evitar que escapasse a toda hora da entrada. Por fim,
separei bem minhas nádegas com as mãos e, depois de umas dez tentativas frustradas,
Daniel conseguiu encaixar-se. Só faltava empurrar. Pedi um tempo, tomei
coragem, respirei fundo, apoiei-me bem na pia e dei-lhe a ordem de ataque.
Meu primo não era
nenhum superdotado, mas mesmo assim, tive que interrompê-lo várias vezes porque
a dor, lancinante, fazia-me temer pelas preguinhas que eu sempre vira tão
perfeitas no espelho, como os raiozinhos das estrelas que eu desenhava
obsessivamente em todos meus cadernos. Foi a margarina que ajudou. A cabeça
acabou deslizando para dentro e isso parece ter ativado o comportamento
instintivo do Daniel. Nunca vou esquecer das primeiras sensações agradáveis
subsequentes à etapa dolorosa e do prazer que senti quando Daniel engrenou num
vaivém regular. É óbvio que durou pouco e que meu primo gozou rápido – e
dentro -, mas até que o achei mais resistente do que muitos outros, que deram
verdadeiros vexames em termos de ejaculação precoce. Em todo caso, pude sentir,
em primeiro lugar, que aguentava perfeitamente ser penetrada por algo bem mais
grosso que um termômetro ou uma esferográfica; em segundo lugar, que uma coisa
podia entrar no cu sem furar ou rasgar coisas lá por dentro; em terceiro lugar,
que uma vez passada a dor, a fricção e a sensação do cu pressionando o pau era
muito agradável.
Lembro-me de que
meu primo gozou quietinho, certamente com vergonha de gemer ou suspirar. Senti
suas mãos puxando-me pela cintura, como um ratinho copulando, e Daniel
colando-se com força a mim, o pau pulsando rápido enquanto ejetava o seu
produto. Segurei-o pelos pulsos para que ele não saísse logo e o vi pelo
espelho, estático, na vertical, tímido demais para fazer como os meninos que eu
conhecia, que na certa ter-me-iam agarrado e mordido a nuca enquanto
espremiam-me os seios, torciam-me os mamilos, esfregavam-me o clitóris,
continuando o vaivém até que o pau saísse de mim ainda todo duro e vibrante.
Mas não o meu primo. Meu primo terminou sua primeira penetração anal num êxtase
infantil. Estava todo vermelho, sorrindo encabulado, tentando tapar o pinto
esgotado que brotava do tufo de pelos escuros, retorcidos e molhados de esperma
misturado à margarina. Sentei-me insolentemente no vaso e, enquanto fazia xixi,
perguntei o que ele tinha achado, mas o embaraço impediu-o de conversar comigo
naquela situação e, depois de emitir um acanhado "Foi demais, né,
prima?", ele acabou repondo a roupa e deixando-me sozinha no banheiro com
minhas considerações sobre a mais recente expansão da minha sexualidade.
Lembro-me de me ter masturbado ali mesmo, evocando as últimas sensações.
A descoberta do
sexo anal teve um efeito liberador muito positivo sobre mim. Não só foi muito
útil nos dias de visita do "exército vermelho", como eficaz nos casos
em que eu queria premiar algum rapaz que me houvesse levado ao orgasmo, ou
conquistar algum deles pelo sexo. Bastava que eu me virasse e debruçasse em
algum móvel para ver o sorriso maroto despontar nos lábios do felizardo.
"Sério? Pode mesmo?" era a invariável pergunta, à qual eu respondia
com uma piscadela ou simplesmente empinando mais o bumbum. Aos dezesseis anos,
não havia mais nada, exceto as nojeiras, sadismos e masoquismos, que eu não
houvesse experimentado em matéria de sexo solitário e a dois.
Preciso passar
rapidamente pela minha primeira experiência com meninas. No meu aniversário de
dezesseis anos, amigas mais velhas que eu reuniram-se para presentear-me com um
"binquedinho" que ainda tenho e uso. É lindo, de forma e cor
hiper-realistas e mede 17cm x 4cm. A gargalhada foi geral quando abri o pacote,
mas tive que escondê-lo embaixo da cama porque esse aniversário foi em minha
casa. Uma das amigas ficou para dormir e resolvemos inaugurar meu presente.
Tirei a calcinha e fiquei de camisola. Ela acariciou-me entre as coxas e
passou-me o dildo pelos lábios. Fui ficando excitada, receptiva, molhada,
desejando ser penetrada, mas estava um pouco encabulada. Então fechei os olhos
e ela começou a introduzir lentamente o dildo em mim, afagando-me o cabelo,
acariciando-me o rosto, os seios. Achei muito sereno e lembro-me de ter
comentado que estar com um menino é como estar com um cavalo agitado,
impaciente para copular e ejacular, enquanto estar com uma menina é como
brincar com um gato. O vaivém do dildo fez-me gozar languidamente, com espasmos
brandos, uma sensação que eu não conhecia. Depois do meu orgasmo, ficamos
beijando-nos por alguns minutos e, em seguida, fiz nela o que ela fizera em
mim. Ainda me lembro dos lábios muito brancos e espessos abrindo-se para
revelar a flor delicada, vermelha e úmida que aquela menina bonita, loura, de cabelo
curto e olhar cândido oferecia-me com um sorriso sedutor nos lábios enquanto
afagava o meu rosto. Mesmo não sendo lésbica, tive a sorte de ser amada por
essa amiga – Carla – durante um período em que eu estava sentindo-me um
pouco cansada do assédio constante e animalesco dos meninos.
Dos dezesseis para
os dezessete, andei grudada com uma turma do último ano de escola. Éramos sete,
quatro meninas e três meninos, com os respectivos namorados ou companheiros
ocasionais, que faziam tudo juntos, inclusive sexo – e muito! Qualquer motivo
era pretexto para ficarmos nus e promover uma orgia. Dizíamos "orgia"
porque tínhamos lido num Astérix aquela mulher gorda gritando: "Orgias!
Orgias! Queremos orgias!", mas não sabíamos exatamente o que era. Nos
sentíamos tão à vontade nesse grupo que, muitas vezes, dois ou três de nós
transávamos enquanto os outros estavam estudando, descansando ou comendo. Já
não havia mais o incômodo problema do lugar, porque todos já tínhamos a chave
de casa e alguns tinham os dois pais que trabalhavam. No início, a coisa se
desenrolava no máximo a três, geralmente porque algum de nós queria estar com o
namorado ou namorada de outro e o amigo consentia em compartilhá-lo. Que
saudade dessa época! O mais gostoso no sexo grupal é essa liberdade rara de
poder estar nu diante de outras pessoas. É uma intimidade compartilhada que
deixa todo mundo muito à vontade, relaxado, como se as últimas barreiras
tivessem sido derrubadas. Quantas vezes eu ficava conversando com uma amiga,
ajoelhadas lado a lado num sofá, a cabeça repousando nos braços, enquanto os
meninos também conversavam, de pé, embalados num vaivém gostoso e demorado que
nos deixava lânguidas como gatas. Não havia nada mais relaxante nos sábados de
preparação intensa para o vestibular. A gente acha que nunca vai se separar dos
amigos, mas assim que termina o segundo grau e cada um vai para a sua
faculdade, o grupo se dispersa e vira foto de rede social. Para não dizerem que
estou exagerando a questão do "virtual", de vez em quando encontro a
Aninha, mas sempre com pressa e sem muita coisa para contar. Quando penso que
conhecemos até o útero uma da outra!
Estou chegando
quase às últimas memórias antes de atacar o presente. Quando completei dezenove
anos, contei as pessoas com quem eu tive algum contato sexual e cheguei a
sessenta, número que me deixou impressionada. Conversando com amigas, descobri
que isso é muito e decidi admitir que tenho tendência a viciar-me em sexo.
Quero combater isso e levar uma vida sexual normal porque não quero me
considerar nifomaníaca. A última coisa que quero contar aconteceu no início
deste ano, com o pai da Silvinha, uma amiga minha que, diga-se de passagem,
nunca vai ficar sabendo de nada. Ela mora no Rio, mas como é num bairro muito
afastado do meu, o pai dela sempre me traz em casa. Na última vez, ela não pôde
vir porque estava super gripada. Fui sentada na frente, conversando com ele, um
cara super inteligente que sempre tem perguntas interessantes que forçam a
gente a pensar. Com ele, sempre senti-me ao lado do pai da minha amiga e não do
homem que ele é, mas naquele dia, ele estava estranho, virando perigosamente a
cabeça para falar comigo enquanto dirigia. Tentei não dar muita importância e
continuar conversando apesar da preocupação. De repente, ele disse: "Vou
separar-me". Gelei porque a Silvinha não me contara nada; o pai dela
estava fazendo-me u ma confidência. Respondi, mostrando como isso me deixava
sentida por ele, mas logo percebi que ele estava aliviado com a decisão de
separar-se. Quando eu ia perguntar se ele tinha conhecido outra pessoa, ele
antecipou-se e disse: "Tenho uma amante há 14 anos". Tomei um novo
choque, sem saber o que dizer, mas achando muita falta de consideração da parte
dele continuar casado tanto tempo sem gostar da esposa. Não devo ter conseguido
esconder minha indignação porque quando estou descontente, logo me retraio.
Comecei a ficar impaciente para chegar em casa.
Mas o homem estava
disposto a se abrir e resolveu, sem a menor cerimônia, falar... de sexo!
"Como é que os jovens de hoje estão transando?" ele perguntou. Fiquei
de boca aberta, olhando para frente sem ver e sem acreditar no que estava
ouvindo. Mas ele insistiu e ainda foi mais preciso, dizendo que queria saber o
que eu mais gostava de fazer com os rapazes e o que eu mais gostava que eles
fizessem comigo, quais eram minhas posições preferidas, etc. Se não fossem 11h
da noite e no Rio de Janeiro, eu teria pedido para sair do carro ali mesmo e
vindo para casa sozinha, mas, olhando a Praça da Bandeira, engoli em seco e
preparei-me para trocar a impulsividade por um desaforo. Cheguei a começar uma
frase (acho que foi: "Olha, seu Vítor, o senhor..."), mas ele
interrompeu-me com o olhar mais triste do mundo e pôs a mão na minha perna. Eu
estava usando um vestido curto. Não tive reação, mas fiquei olhando para aquela
mão imóvel, leve mas presente, esperando que ele a retirasse e pedisse
desculpas. Ele não fez nada. Continuou falando como se estivesse com a mão na
perna de um amigo ou da própria filha.
Foi como um desabafo
em avalanche. Ele me contou tudo, desde o início daqueles 14 anos de relação
extra-conjugal. Quase chorando, ele me disse que a vida de casado dele era um
deserto desde os primeiros dias. Preparei-me para ouvir confissões
psicológicas, mas ele me abriu sua vida mais íntima, revelando detalhes sobre o
corpo da esposa. Segundo ele, a mãe da Silvinha tem uma vagina mal desenvolvida
e sente dor na penetração. Em resumo: ela não faz sexo com ele e isso abriu as
portas à infidelidade. Ele falou durante uns dez minutos sem parar de dirigir e
sem tirar a mão da minha perna. Acabei relaxando, aceitando aquela mão no meu
corpo como se fosse a de um amigo dentre os muitos que tenho. Comecei a fazer
perguntas, que ele respondia prontamente, sem dissimular ou justificar-se.
Pouco a pouco, ele foi recompondo-se e quando, por fim, ia retirando a mão da
minha coxa, tive o gesto reflexo e inexplicável de impedi-lo, retendo-a
sutilmente. Ele olhou para mim com um sorriso meigo e deixou sua mão onde
estava, sendo acariciada pela minha.
Confesso que essa
intimidade confidente começou abalou-me. Eu estava ali, com um homem casado que
tinha uma amante, ou seja, um homem que, além de maduro, era sexualmente
saudável e muito ativo. Eu não conhecia o corpo de um homem feito. Minha mente
começou a agitar-se em busca de uma saída para mais um acesso de curiosidade
sexual. Olhando para aquela mão madura, grande, sólida e bem feita, cujos dedos
eu acariciava distraidamente, comecei a imaginar-me sendo possuída por aquele
homem. Como seria entrar com ele num quarto de motel e deixá-lo conduzir o
encontro como se eu fosse uma noiva virgem e ávida? Fui ficando toda arrepiada
ao contato da mão dele com o meu corpo e desejei senti-la ainda mais próxima. Imperceptivelmente,
comecei a puxá-la, sentindo o avanço das pontas dos dedos pelo interior da
minha coxa e o percurso da mão coxa acima. Durante algum tempo, achei que ele
não estivesse percebendo, mas de repente, ele olhou-me bem nos olhos, olhou
para a mão e entendi que essas coisas não passam despercebidas de um homem. Senti
a palma da mão chegar ao final da minha coxa e os dedos precipitarem-se até
minha calcinha, buscando meu sexo com precisão. Eu não queria resistir, deixei
que me explorasse. Ele apalpou por fora, mas logo puxou a calcinha para o lado
e, pedindo-me para mantê-la assim, calcou um dedo entre os lábios, procurando a
entrada já encharcada. Cheguei o mais perto possível da alavanca de câmbio do
carro, escancarei as pernas e preparei-me para ser masturbada. Um dedo deslizou
entre os lábios para enterrar-se fundo em minha buceta, arrancando-me um grito
e fazendo-me agarrar o pulso daquele homem para simular algum controle sobre a
situação. Eu não queria detê-lo, só queria acompanhar seus movimentos para não
sentir-me perdida. Segurei seu antebraço com as duas mãos, sentindo outro dedo
invadir-me, alargar-me. Eu estava quase chorando de excitação, sentindo aquela
mão finalmente viver para dar-me prazer e levar-me ao orgasmo.
Ele me deixou
respirar por cinco ou dez segundos, depois olhou-me bem nos olhos e ordenou:
"Pega", já começando a desabotoar a calça e fazer-me prosseguir para
liberar um membro bonito, grosso, de cabeça exposta e em total ereção. Comecei
a masturbá-lo, mas isso o agitou tanto que ele preferiu encostar o carro e
recuar seu banco. Fazendo que ia pegar-me pela cintura, só tive o tempo de
tirar a calcinha antes de ser arrastada como uma criança por cima do console do
câmbio e ver-me a cavalo de frente para ele. Cara a cara, ele sorriu, beijou-me
de leve e só precisei apoiar-me em seus ombros para erguer-me um pouco e sentar
no pau que ele manteve em posição. Senti um alargamento que era novo para mim,
mas não pude evitar que o peso do meu corpo me fizesse tragá-lo todo de uma
vez. Logo após a primeira visgada, vi-me sentada em suas coxas. O pai da
minha melhor amiga passou um braço em torno da minha cintura e pôs-se a
acariciar-me os seios com força e a beijar-me a boca. Não tardei a gozar
cavalgando seu pau grosso enquanto suas mãos de homem me bolinavam por trás,
separando minhas nádegas fazendo-me me sentir o frio do ar condicionado no cu
exposto. Como desejei que ele o penetrasse! Mas era insensatez minha, coisa de
sexoólica e eu sabia que nem ele procuraria isso naquela situação. O máximo que
ele fez foi tocá-lo e pressioná-lo de leve.
O orgasmo do meu
amante não tardou. Só tive tempo de erguer-me para que ele saísse de mim e me
permitisse empunhar seu membro para fazê-lo esguichar na barriga ainda
razoavelmente plana enquanto, com a outra mão, eu suspendia sua camisa até o
peito para não molhá-la. A ejaculação foi copiosa, e sorri ao vê-lo gemer e
contrair as pernas enquanto riozinhos leitosos começavam a descer de seu peito
em todas as direções. Ele indicou-me o porta-luvas e eu mesmo o limpei com
lenços de papel. Nos beijamos um pouco sem sair da posição. Ainda excitado, ele
empurrou-me contra o volante para beijar e chupar-me os seios. A sensação do
pau ainda muito duro roçando entre minhas coxas renovou meu desejo, mas já era
tarde e ninguém entenderia tanta demora, nem na minha casa (eu já ligara
dizendo que estava voltando) nem na dele. Voltei para o meu lugar e, com toda
naturalidade, puxei-o pelo braço para que ele deixasse a mão repousar no alto
da minha coxa descoberta. Ele ainda acariciou meu sexo molhado e sensível,
forçando-me a pedir mais e lamentar o final daquela loucura. Percorrendo as
ruas da cidade à noite e ainda sob o efeito dos reflexos, no meu corpo, da
penetração recente, pus-me a indagar se eu viria a ser a segunda amante do pai
da minha amiga.
Quando chegamos
aqui, embaixo do meu prédio, ele beijou-me com ardor e disse que ficaria muito
triste pela Silvinha, mas entenderia perfeitamente se eu deixasse de frequentar
a casa deles. Perguntei o que ia acontecer quando ele se separasse e fosse embora,
mas ele não quis falar nisso, alegando que não valia a pena sofrer por coisas
que ainda não aconteceram. Como estou escrevendo memórias, só vou mencionar que
ainda me encontro com esse homem, que estou mais apegada a ele do que nunca e
que ele está conseguindo fazer com que eu abandone o ritmo sexual que eu levava
e me encorajando a buscar uma relação fixa e duradoura. Atualmente, ele já está
separado e mora com essa amante que ele conhece há quatorze anos. Mas, agora, o
problema são os filhos que ela tem do outro casamento, que passam o fim de
semana na casa dela e não aceitam bem a presença desse homem casado e pai de
uma filha. Quem sabe ele não acaba ficando comigo? Minha vida foi de um extremo
ao outro. Mal posso acreditar que eu esteja realmente desejando isso para mim,
mas se for a vontade dele, confesso que me sinto pronta a conversar sobre o
assunto abertamente.
Alessandra R. C.

Comentários
Postar um comentário
Comente! Ajude a aprimorar o Erotexto!