Tavinho e Cecéu, amigos inseparáveis, estão terminando o segundo grau, mas
continuam às voltas com um problema não resolvido: Neto, um colega de turma, os
transtorna há quase três anos, desde a primeira vez em que notaram que a calça
de tergal do uniforme fica tão justa nele que forma dois gomos profundamente
sulcados e salientes que o deixam com um traseiro digno da inveja de muita
menina. O "paraíso infernal" onde eles conseguem saciar um pouco da
curiosidade por esse corpo atípico é o vestiário da piscina da escola. Eles o
observam e tentam atrair o colega convidando-o a juntar-se a eles nas
brincadeiras de mau gosto que ainda persistem nesse fim de adolescência, o que
lhes permitiria um eventual contato. Mas Neto, embora sendo bonito, gentil e
sorridente, é tão tímido que não reage, e diante da menor encarada, baixa a
cabeça e fica todo vermelho. Como os três estão prestes ser bruscamente
separados, talvez para sempre, após a formatura, os dois amigos decidem traçar
um plano para obter os favores de Neto antes que a época dos exames finais os
ocupe integralmente.
Num fim de manhã
letiva de uma sexta-feira de outubro, os dois amigos convidam Neto para um
aniversário no dia seguinte, na casa de Tavinho. Ele aceita. Ao
chegar, no sábado à noitinha, ele estranha o silêncio e logo descobre que na
tal "festa" há apenas seus dois colegas, mas diante da calorosa
acolhida e do argumento de que há cerveja e salgadinhos à vontade, além de um
bolo de chocolate bem cremoso, ele não consegue resistir.
Os dois amigos estão, de fato, sozinhos em casa; os
pais e a irmã de Tavinho foram passar o fim de semana na casa de praia e ele
pretextou ter matéria acumulada a passar a limpo. Eles não perdem tempo. No computador,
Tavinho coloca um clipe que mostra suas primas na piscina. São mais velhas que
eles, bonitas e sedutoras, usando biquinis diminutos. O vídeo é bem ousado,
filmado por elas especialmente para provocar o priminho que elas sabem ter
tendências libertinas. Tavinho, extrovertido, uiva e abre a calça para baixar o
elástico da cueca e exibir o "efeito" da provocação das primas. Cecéu
o imita. Neto limita-se a sorrir, um tanto encabulado. A atmosfera começa a
carregar-se de tensão erótica. Tavinho propõe sentarem-se os três na cama para
compararem seus comprimentos. Ele pega uma régua e os três sentam-se na beira
da cama. Neto remancha, até levar um piparote que o decide a abrir a calça.
Eles se deitam transversalmente na cama mantendo os pés no chão e cada um mede
a sua ereção: dezesseis, quinze e quinze centímetros. Balançando orgulhosamente
o membro vencedor, Tavinho faz comentários para despertar a curiosidade de
Neto: "Olha só, cara, tá duraço!" Neto não cai na rede e concentra-se
no próprio colo. Tavinho insiste, exibindo-se, mas diante da falta total de
reação do Neto, acaba pedindo-lhe abertamente que o toque. Neto hesita, tenta
desconversar, comentando o clipe que continua rodando no computador, mas
encorajado por Cecéu, acaba consentindo em pegar timidamente e com dois dedos
no sexo do seu vizinho, apenas para testar a dureza, mas com certo nojo da
umidade reinante. Insatisfeito, Tavinho insiste para que ele o empunhe,
recorrendo quase a uma voz de comando. Neto aquiesce por fim. Do lado oposto,
Cecéu pede o mesmo e Neto se vê obrigado a consentir; não há razão lógica para
satisfazer a um e não a outro. Ele sente nas mãos o calor e a dureza do sexo
dos seus colegas, que se mostram abertamente excitados. Num mundo ideal, ele se
mostraria motivado a ir em frente, mas em nosso mundo, Neto sente-se dividido
entre o desejo e o temor da difamação e do menosprezo.
Entregue ao
turbilhão erótico, Tavinho propõe que eles baixem completamente as calças.
Cecéu e ele o fazem imediatamente, mas Neto, ainda um pouco hesitante, custa a
baixar a sua. Os três estão juntos sentados na beira da cama, coxa contra coxa,
Neto entre Tavinho à sua esquerda e Cecéu à sua direita. Tavinho elogia as
coxas lisas de Neto, que cora e o chama de viado. Tavinho reage deitando-o na
cama e enchendo-o de tapas fictícios no rosto. Ao mesmo tempo, Neto sente a mão
de Cecéu espalmar-se em sua coxa e começar a percorrê-la. Ele a repele de
pronto, mas Tavinho o impede puxando sua mão. Ele tenta levantar-se para
escapar ao assédio, mas os dois o puxam para trás e o colam à cama. Vendo-o
mudar de humor e ameaçar ir embora, Tavinho modula a voz para suplicar-lhe que
fique e brinque um pouco com os dois, alegando que o que estão fazendo não tem
nada de mais, etc. Convencido, e intimamente louco para ficar, Neto afrouxa a
resistência e eles permitem que ele volte a sentar-se. Cruzando os braços e
franzindo o cenho, ele pergunta o que querem fazer. E a resposta não tarda.
Olhando-o com ar maroto, os dois amigos começam a passar-lhe as mãos pelas
coxas, que logo se contraem. Sem baixar a cabeça, Neto olha para essas mãos que
passeiam por seu corpo e, à direita e à esquerda, as ereções de seus dois
colegas. Tavinho, com voz mole, lhe diz que acha suas coxas gostosas e que quer
que ele pegue novamente em seu pau. Cecéu roga-lhe o mesmo, juntando as mãos
como se implorasse ao próprio Deus. Reconhecendo que a insistência dos dois é
legítima, Neto acaba soltando um "Tá legal! Tá legal!" resignado e
volta a empunhar os dois membros armados. Tavinho joga teatralmente a cabeça
para trás e geme. Cecéu envolve a mão de Neto com a sua para amplificar o
contato. No computador, uma de suas primas olha maliciosamente para a objetiva
enquanto baixa um pouco o lado direito do sutiã de cortininha expondo um
biquinho rosado visivelmente entumescido.
O rosto de Neto
está vermelho e ele o sente arder até as orelhas. Tavinho e Cecéu passam as
mãos pelo interior de suas coxas, chegam quase ao saco mas não o tocam, e muito
menos seu sexo, duro como o deles, colado à barriga. Ele não ousa pedir-lhes
que o toquem; prefere esperar que o façam espontaneamente e se desejarem. No
quarto, ouvem-se apenas respirações e o som baixo de vozes brincalhonas no
computador. À certa altura, puxando gentilmente a perna de Neto, Cecéu indica
querer que ele a repouse sobre a sua. Neto tenta resistir, mas é chamado por
Tavinho que desvia a sua atenção para o próprio sexo, que Neto continua a
empunhar. Pela primeira vez, ele pode examinar de tão perto a dureza e forma de
um membro alheio, a volumosa cabeça de pele esticada, com seu tom
rubro-arroxeado, a mobilidade da pele circundante, a rugosidade do saco, a
massa de pelinhos rebeldes razoavelmente aparados da pélvis. Passando a mão
pelo seu ombro, Tavinho convida-o a inclinar-se com uma intenção precisa, mas
Neto se choca e resiste firmemente com um "Isso não, cara!" Tavinho
faz que não entende e pede por favor enquanto Cecéu, que conseguiu quase
imperceptivelmente puxar-lhe a coxa por sobre a sua o instiga, garantindo que
tudo ficará entre eles. Sinceramente perturbado, mas confuso e indeciso, Neto
recolhe suas mãos e propõe mais uma vez que terminem a brincadeira. Mas
atmosfera está tão densa que poderia ser cortada à faca. Ele mesmo acha
impossível parar e fica simplesmente com as mãos juntas entre as pernas
fechadas, a cabeça baixa, sentindo o calor queimar-lhe as faces, sem saber o
que fazer ou dizer.
Cecéu então
encontra uma saída drástica. Ele vai calmamente pousar a mão logo acima do
membro de Neto, que agora jaz amolecido entre suas coxas. Com as pontas dos
dedos, ele toca o tronco e, com a voz calculada, lhe promete pegá-lo se ele
fizer o que Tavinho pediu. Tavinho puxa-o novamente pelo ombro, gentilmente,
oferecendo-se. Neto tenta a todo custo resistir, até sentir seu sexo começar a
ser manipulado por Cecéu, que lança a última cartada. Julgando que isso
equilibra um pouco o jogo, Neto curva-se completamente, buscando com a língua
em ponta tocar uma área mínima da cabeça do pau de Tavinho. Nessa posição, ele
quase dá as costas a Cecéu que se comprime contra o seu corpo para não perder
nenhum instante desse glorioso momento. Com a mão pousada em seu saco, Neto
eleva o pau de Tavinho e prepara-se para o contato, mas a espessa camada de
líquido que envolve a cabeça e a faz brilhar inibe-o. Tavinho então passa um
dedo nela, recolhe o sumo e lambe, mostrando não haver razão para nojo. Lutando
para vencer o asco, Neto toca enfim a glande com a língua. Cecéu assiste
exultante ao novo limite que acaba de ser ultrapassado. Seu sexo pulsa contra a
coxa de Neto. Apoiado nos cotovelos e enrijecendo as pernas e coxas, Tavinho
impele o pau para a frente para encorajar Neto a deixá-lo entrar. Vencendo a
última resistência, o menino entreabre a boca e acolhe a glande, deixando-a
deslizar pela língua, fechando em seguida os lábios sobre o maciço tronco
cilíndrico e permitindo enfim que as papilas façam seu trabalho.
Enquanto Tavinho engrena instintivamente numa ondulação pélvica serena e ritmada, Cecéu, por trás de Neto e debruçado sobre ele, observa a cena em contemplação extática, enquanto faz movimentos de cópula contra a sua coxa. Neto vai sentindo-se literalmente tomado pela excitação e começa a desejar que aquilo nunca mais termine. Ele devora o pau de Tavinho, admitindo o quanto pode na boca e encharcando-o de saliva grossa para provar seu sabor. Tavinho se contrai, com medo de gozar rápido, puxando-o vez por outra pelo cabelo para que recue. Concentrado, Neto acaba pondo-se de quatro na cama para ter mais liberdade de movimento. Cecéu interpreta o gesto como um convite. Pondo-se de joelhos, ele se cola a Neto e esfrega-se nele, vendo seu pau deslizar entre os dois gomos imaculados. Os três estão febris, agora gemendo e incapazes de evitar carícias mútuas, essa moeda do sexo. Neto passou a chupar com gosto e a deixar-se encoxar, então Tavinho retribui afagando-lhe o cabelo e Cecéu ora acariciando-lhe as costas, ora masturbando-o por trás.
Mas nenhum jovem de
dezoito anos aguenta ficar indefinidamente nesse estágio puramente erotizante.
Os três vão ficando excessivamente excitados, sobretudo esses dois amigos cujo
propósito, ao inventar essa festa fictícia, era induzir Neto a ir com eles às últimas
consequências. Neto controla-se para não gozar, tomando vez por outra o seu pau
da mão de Cecéu e fechando as pernas à guisa de barragem. Tavinho, mais
experiente, chega várias vezes à beira do orgasmo mas consegue sempre retirar
seu membro a tempo da boca de Neto, dando-lhe tapinhas nas bochechas com ele
para distrair-se. A dificuldade maior parece ser a de Cecéu, que tem diante de
si toda a cena da felação, rica em som e imagem, além da visão frontal dos dois
gomos de uma bunda que parece ter sido feita para a circunstância.
Acariciando-a e invadindo o rego com as pontas dos dedos, ele pergunta, com voz
mole e pidona: "Me dá a bundinha, vai, Neto." E afunda a cabeça do
pau no rego da bunda linda, forçando como se fosse penetrá-la. A cada vez, Neto
tem um sobressalto, mas Cecéu o acalma afastando-se e acariciando-lhe as
costas. Tavinho, imerso num real estado de languidez, a cabeça para trás,
os olhos semicerrados, reforça o pedido já feito por Cecéu: "Por favor,
Netinho, deixa a gente botar, só um pouquinho, vai..." Neto, imaturo,
interrompe o que está fazendo e solta um riso nervoso. Cecéu aproveita esse
momento em que ele baixa a guarda e o empurra para frente. Neto desaba de bunda
arrebitada sobre as pernas de Tavinho. Sem perder tempo, Cecéu deita-se por
cima dele, ja tentando penetrá-lo. Neto debate-se, gritando que não quer, mas
vê-se totalmente imobilizado pelos dois amigos.
Tudo teria
acontecido ali mesmo se Neto não tivesse tido a presença de espírito de
despertá-los para a realidade técnica da coisa. "Vai cagar a cama
toda!" dispara ele, aguardando apreensivo pela reação dos dois outros.
Após um instante de silêncio, Tavinho irrompe numa sonora gargalhada, sendo
logo seguido pelos outros.
O gelo foi quebrado. Unidos pelo senso de humor, os três sentem que a partir daquele momento, tudo é possível. É o próprio Neto que propõe "Vamos pro banheiro!" "Hã? Para quê?" pergunta Cecéu, ainda atordoado por ter chegado tão perto. Tavinho olha-o, quebra um ovo imaginário na testa e olha rindo para Neto, que corresponde. Os três se levantam e, guiados pelo anfitrião, encaminham-se para o banheiro. Chegando lá, Cecéu é o primeiro a perguntar como vai ser e Tavinho sugere que Neto se apoie na pia para que eles se alternem comodamente por trás. Inventivo, ele vai até a cozinha, pega a garrafa de óleo e volta. Reencontrando Cecéu de pé no vaso e Neto grudado a ele seu pau na boca. Tavinho interrompe a brincadeira para passar, diz ele, "ao que intessa". Untando completamente a bunda de Neto e vendo-a reluzente e escorregadia, ele se dá conta do quanto a palavra "lúbrico" pode fazer sentido. Ele se afasta pra contemplá-la e entrega-se a uma avaliação minuciosa. Despontando do final das costas e empinando-se radicalmente logo abaixo de duas covinhas encantadoras, a deliciosa bundinha do Neto forma dois gomos perfeitos, que se afastam ligeiramente um do outro à medida que as coxas se separam. Branca e lisa, vê-se a marca da cueca, ainda mais clara e, logo abaixo, as dobrinhas sensuais da junção bunda-coxa. Tavinho sente uma onda de tesão invadi-lo enquanto admira. Ele então separa os dois gomos reluzentes de óleo e unta o buraquinho para que Neto não sinta dor. Cecéu freme de ansiedade e prepara-se para tomar posição enquanto Tavinho afunda com cautela a extremidade do dedo mindinho no orifício exposto e lubrificado. "Ahn..." geme Neto, dividido entre o desejo e a falta de jeito. Tavinho aprofunda um pouco mais o dedo, depois penetra-o sucessivamente com o anular, o médio e o indicador, nesta ordem, sentindo o tesão em cada movimento de Neto. Quando ele termina, Cecéu segura Neto pelas ancas cola-se novamente a ele, provocando-lhe um sobressalto e uma certa apreensão. Tavinho o tranquiliza garantindo que ninguém está ali para sentir dor. Enquanto Cecéu unta generosamente seu pau com óleo, Neto se acalma e espera, apoiado na pia e evitando o espelho diante dele, na certa um pouco envergonhado. Em todo caso, pensa ele, o pau de Cecéu não lhe pareceu ter nada de extraordinário; não haveria por que doer. Ele experimenta então pela primeira vez na vida o contato sexual, e gela quando a expansão do orifício começa a se fazer sentir. Cecéu, por sua vez, é submetido pela primeira vez à intensa compressão da glande característica da penetração anal, e a sensação não lhe é menos estranha.
Neto olha para o
espelho e se dá conta de que é ele mesmo que está ali deixando-se penetrar por
dois colegas de classe com quem ele não tinha a menor intimidade e, o que é
mais incrível, que está gostando e os considera seus amigos. Duas ou três déias
confusas percorrem-lhe a mente, mas ele logo as afugenta para vivenciar o
presente, concentrar-se na penetração e na pegada firme do colega que o puxa
pela cintura para afundar gradativamente o seu sexo nele. O roçar dos pelinhos
pubianos contra a sua pele sinaliza o limite próximo. Cecéu o agarra com força
pela barriga, gemendo muito. Neto também geme e se alegra ao constatar que não
é de dor. Ele gosta do que sente, a expansão e o atrito, e agradece intimamente
Tavinho pelos seus dedos mágicos que o prepararam tão bem. Eufórico, Cecéu
exclama que aquilo é uma delícia, que ele nunca sentiu nada igual. Tavinho
pergunta a Neto se ele sente o mesmo. Neto sorri e faz que sim com a cabeça.
Agradecido, Cecéu passa ambas as mãos para a frente das coxas de Neto e
empunhando discretamente o seu pau que já não desarma. Distendido, Neto se
ajeita, afastando-se da pia, abrindo mais as pernas e curvando completamente o
dorso para salientar a bunda, franqueando completamente a passagem. Mais
algumas estocadas e Cecéu explode num gozo farto que lubrifica completamente a
região. Ele volta a agarrar Neto pela cintura e dá suas últimas estocadas
curtas mas intensas, ruidosas, fazendo-o subir pelas paredes, gemer e
suplicar-lhe que não pare, tomado de prazer, fraco até para erguer a cabeça e
ver-se no espelho.
Tavinho, sempre ao
lado, delira de tesão. Curioso, ele chega até mesmo a vencer-se e tocar nessa ponte tão rígida que ele vê interligando o corpo do amigo ao de
Neto. Cecéu olha para ele espantado e recebe de volta um palavrão sussurrado.
Após o orgasmo, Cecéu pára no interior de Neto e fica fortemente agarrado a ele
até que, dois ou três minutos depois, seu pau escorrega para fora, amolecido e
gotejante. "Cara, essa é a melhor coisa do mundo!" exclama ele, sinceramente
grato e satisfeito, indo sentar-se no vaso para examinar seu sexo depois dessa
intensa atividade. Neto leva a mão atrás para apalpar-se. Seu dedo entra
facilmente pelo orifício ainda expandido. Ele exclama: "Caraca, me
arrombou, cara!" Os outros caem na gargalhada e Tavinho pergunta-lhe se
ele nunca viu sexo anal na Internet.
Desejando ficar
sozinho com Neto no banheiro, Tavinho pede a Cecéu para sair. Este estranha,
mas o amigo mais maduro tem ascendência sobre ele, e ele aquiesce. Quando a porta
se fecha, Tavinho vai encostar-se na parede oposta às pias e ao espalho para
observar Neto debruçado, agora lavando as mãos e o rosto para referescar-se. A
serenidade com que tudo afinal transcorreu despertou em Tavinho tanta simpatia
por esse colega, de quem inicialmente ele queria apenas tirar proveito, que a
visão de seu belo corpo e de suas feições regulares começam a despertar-lhe um
carinho que ele até então ignorava poder sentir por alguém do mesmo
sexo. Pelo espelho, ele faz um sinal com a mão para que Neto venha. O
outro aquiece e ao deter-se diante de Tavinho, este coloca-lhe a mão na cintura
convidando-o a girar e acomodar-se de costas contra o seu corpo. Ambos
se vêem através do espelho e Neto cora, sem jeito diante do colega quase dois
anos mais velho. Sentindo o contato firme e móvel da bunda contra o seu
sexo, que rapidamente enrijece, Tavinho puxa Neto para junto de si envolvendo-o
pela cintura com ambos os braços. Sendo um pouco mais alto, ele toca sua
orelha com os lábios e sussurra que está começando a querer que fiquem juntos,
assim, só os dois. Neto volta a sentir o ardor no rosto e um arrepio que lhe
percorrer o corpo. Ele está cheio de dúvidas, mas não tem maturidade para
dialogar nos termos de Tavinho, cujas mãos o acariciam enquanto o sexo começa a
lentamente a penetrá-lo. Excitado e confuso, totalmente seduzido por essa
súbita manifestação de afeto, Neto passa uma mão para trás e acaricia o alto da
coxa de Tavinho enquanto este se movimenta lenta mas ritmadamente dentro dele.
Vendo-o através do espelho, corado, bonito, de corpo bem feito, Tavinho começa
a beijar-lhe a nuca, lamber-lhe a orelha, quando percebe que Neto começa a
virar a cabeça para aproximar o rosto do seu. Os lábios entreabertos se juntam,
as línguas se buscam. Isso desencadeia um orgasmo intenso e copioso, ao qual
Tavinho retribui masturbando Neto, que também goza fartamente e com profusão de
gemidos. Eles permanecem por longos minutos abraçados, beijando-se e trocando
carícias íntimas, até serem interrompidos por Cecéu, que vem bater à porta.
Embora já os veja separados, ele bem que percebe o ar transfigurado de ambos e
o incêndio nas faces de Neto, mas limita-se a dar um sorriso malicioso e entra
no chuveiro, sendo logo seguido por eles.
De banho tomado e
sentindo-se leves, mas famintos, os três vão abrir o tão esperado bolo de
chocolate. Depois de devorá-lo até a última fatia, eles enfrentam-se em alguns
jogos de guerra na imensa tela da televisão da sala e despedem-se por volta das
onze horas. Neto, com um aceno desajeitado, diz um significativo "até
mais" a Tavinho, que fica na soleira da porta a olhar as duas silhuetas
diminuirem gradativamente ladeira abaixo. Quando o horizonte se reconstitui, lá
adiante, ele lhe parece mais amplo. Tavinho reentra em casa sentindo-se mudado,
mas satisfeito. Não há dúvida de que ele e Neto deixaram de ser apenas
colegas de classe, mas o quanto esse encontro contribuirá para a sua visão de
mundo, das pessoas e de si mesmo, isso, ele sabe que ainda é incapaz de avaliar.

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