Assim que os sinais mais efetivos da libido despontaram, minha atenção se
voltou naturalmente para homens. Nunca tive dúvida quanto a isso, nunca tive
conflitos, sempre achei o corpo masculino mais atraente e interessante que o
feminino, e ponto final. Minha família é grande e tão confusa que meus pais
nunca tiveram tempo para pensar na vida sexual dos filhos; sendo assim, logo me
senti livre para fazer da minha sexualidade o que bem entendesse. Quero contar
o episódio que mais me marcou desse processo.
Minha sexualização
aconteceu de trás para frente; a primeira experiência foi intensa e me fez
refrear um pouco as subseqüentes. Minha "primeira vez", para usar a
expressão corrente, aconteceu na Kombi do sítio da minha família, com o
motorista, Paulo, um jovem que fazia uns trabalhos para o meu pai e usava a
Kombi para ir fazer compras no centro da localidade onde tínhamos o sítio.
Desde muito novo, sempre que eu o via sair, pedia para ir junto. Ele não se
importava e sempre me deixava dirigir na volta, sob condição que eu fosse
sentado em seu colo, não só porque eu não tinha estatura para alcançar os
pedais, mas porque ele não queria ser despedido por causa de uma besteira
minha. Eu me acomodava sobre os joelhos dele e ele me confiava o volante. Quero enfatizar que durante a minha infância jamais notei da parte do Paulo qualquer desvio de conduta ou a menor tentativa de tirar proveito dessas ocasiões.
Todavia, a condição que o Paulo sempre me impusera por razões de segurança passou a convir-me perfeitamente depois que adquiri identidade e maturidade sexual. O
resultado foi que, largamente ultrapassada a infância (largamente mesmo, às vésperas dos dezoito), eu mesmo tomei a decisão de não abolir a
"lei do colo" e destituir Paulo do assento do motorista. Nós dois
sozinhos no carro era algo que me seduzia e me deixava num estado de excitação
febril. Quantas noites sonhei que estava atracado com Paulo completamente nu
dentro daquela Kombi! Eu gostava de dirigir, mas minha motivação quase
quadruplicava quando eu pensava nas circunstâncias do aprendizado. Aos
poucos, fui descobrindo que o prazer de dirigir e o prazer de estar com Paulo
eram indissociáveis.
Quando Paulo venceu o susto ao constatar que eu continuava "querendo colo" até mesmo quando já sabia dirigir a velha Kombi, passou a me tratar de modo mais carinhoso, apertando-me contra si, recostando-me em seu tronco forte e protetor e envolvendo-me com seus braços. Embora estivesse às vésperas da maioridade, eu não era grande e me encaixava perfeitamente entre as coxas musculosas do meu instrutor. Como sempre íamos ao sítio quando fazia sol, eu vivia de short ou sunga, o que tornava o contato muito sensível e, para mim, extremamente agradável. Enquanto o Paulo me bolinava, ia alimentando a nossa fantasia da "autoescola rural". Ele pisava na embreagem e me mandava passar a marcha, colocando a mão por cima da minha. Depois, concentrava-se em seu próprio prazer, segurando-me pela cintura e aproveitando o balanço do carro para se excitar com o calor e a maciez da minha bunda contra a protuberância rígida do seu sexo. Eu não precisava adivinhar seu desejo de tornar o contato mais e mais próximo. Sua respiração forte que me arrepiava a nuca e suas mãos que ora me abraçavam pela barriga, ora me acariciavam as coxas, ora ficavam simplesmente pousadas sobre meus ombros, tudo isso ia deixando minha sensualidade à flor da pele e eu me entregava inteiro àquele homem rude que parecia gostar tanto da minha companhia. Nada era muito explícito, mas ele percebia perfeitamente que estávamos sintonizados e queríamos algo mais.
Certo dia, Paulo
foi até o meu quarto de manhã bem cedo para perguntar se eu não queria dar um
passeio maior na Kombi; ele tinha que ir até o vilarejo vizinho e eu poderia
dirigir por todo o percurso de volta. Aceitei sem hesitar e comecei
imediatamente a trocar de roupa. Lembro-me dele encostado na porta fechada,
fingindo distrair-se com um gibi mas na verdade espreitando-me para me ver nu.
Eu estava para vestir um short quando ele me deteve perguntando por que não
apenas uma sunga, argumentando que assim poderíamos parar na cachoeira que fica
no caminho. Aceitei, retirei a cueca com a maior naturalidade e fui procurar a
roupa de banho. Percebi que Paulo não tirava os olhos de mim. Pelo espelho do
armário, surpreendi-o ajeitando o pau por fora calça enquanto eu, totalmente
curvado, quase me enfiava gaveta adentro à procura de uma sunga speedo
azul claro que eu adorava. Quando a encontrei mostrei para o Paulo, que aprovou
com a cabeça e me mandou acelerar. Vesti uma camiseta e um tênis e saímos do
quarto. Passamos pela cozinha, tomamos café com pão dormido e lá pelas 7h da
manhã estávamos prontos para a estrada.
Paulo sentou-se ao volante, eu ao lado e partimos. Fomos conversando, eu fazendo muitas perguntas, como sempre. Como ficávamos por vezes semanas sem nos ver, eu queria saber suas aventuras nas redondezas, histórias de namoro, etc. Nesse dia, ele me perguntou se eu já tinha beijado, e a resposta era não, mas menti que sim por vergonha de estar atrasado. Chegando ao vilarejo, descemos juntos para descarregar dois barris cheios de uma bebida alcoólica de frutas que o meu pai fazia e que a gente fornecia para uma venda. Lá mesmo, Paulo comprou pão, manteiga e algumas outras coisas que minha mãe tinha encomendado. Ele pôs as compras no banco de trás da Kombi, sentou-se ao volante e disse que eu já podia ir me preparando para dirigir. Eu não cabia em mim de felicidade com a manhã que ele estava me proporcionando.
Paulo dirigiu até
perdermos o vilarejo de vista. Na primeira ocasião, ele
parou o carro e me perguntou se eu realmente queria continuar a dirigir no colo dele. Eu confirmei e acomodei-me de pernas abertas sobre as suas coxas. Mal arrancamos, senti um puxão pela cintura
que me colou ao seu sexo e me permitiu senti-lo endurecer. Paulo devia estar
louco para que estivéssemos os dois nus, mas não dizia nada. Dirigi por um bom
trecho assim, mas como minha cabeça batesse no teto e meus pés alcançassem os pedais com dificuldade, acabei pedindo para sentar diretamente no assento, entre
suas pernas. Ele resmungou alguma coisa, mas consentiu. À certa
altura, Paulo me perguntou se podia tirar a calça porque estava suando demais. De fato, o calor estava escaldante até para mim, que só estava de sunga.
Paramos o carro por um momento e ele tirou a calça, ficando como eu, apenas de
sunga e camiseta. De volta à estrada, eu sentia através da fina lycra das
nossas sungas a protuberância rígida colada a mim e fazia pressão com a perna
livre para estreitar o contato quente e úmido dos nossos corpos.
Paulo confiava plenamente em meus reflexos ao volante. Só raramente ele o retificava com um golpe firme de mão, e fazia questão de controlar o freio. A maior parte do tempo, ele ficava com a mão no meu corpo, geralmente a cintura, que ele empurrava de um lado para outro, fazendo-me roçar seu pau duro. Vez por outra, eu via a sua mão entrar por baixo da minha camiseta e a sentia em minha barriga. Seus dedos brincavam com o meu umbigo e desciam até o elástico da minha sunga. Quando ele fazia isso eu sentia as pernas bambas e me entregava, dizendo a mim mesmo que ele era meu namorado e que eu faria tudo o que ele me pedisse. Ele acariciou meu peito e me manteve por vários minutos colado ao seu corpo, como se quisesse me dizer que aquele momento era muito importante para ele. Eu me virava e sorria, olhando para aquele homem cujo cabelo castanho muito liso caindo pelo rosto imberbe o mantinham com a cara de rapaz de vinte anos que ele tinha quando nos conhecemos, sete ou oito anos antes. Fingindo brigar, ele me fazia virar para frente e me dava palmadas nas coxas como castigo por aqueles atos de desatenção. Volante era coisa séria para ele e a responsabilidade pelo carro faziam-no redobrar os cuidados. Eu protestava dizendo que os tapas ardiam, mas intimamente exultava e gostava do tratamento.
A paisagem
tranquila e a facilidade de um longo trecho da estrada me permitiram permanecer
por algum tempo na mesma marcha, e Paulo foi ficando cada vez mais excitado em
contato com o meu corpo. Numa das vezes em que ele me abraçou, sua
mão desceu mais que de costume e invadiu um pouco minha sunga. Senti na virilha as pontas dos seus dedos acariciando meus pelos. Percebi que sua mão empurrava
o elástico tentando baixá-la. A atmosfera estava tão carregada de erotismo que
eu tomei coragem e disse que ele podia baixá-la toda se quisesse. Ele não
pensou duas vezes. Vi minha sunga descer pelas coxas e ajudei-o a livrar-me dela.
Paulo tinha uma verdadeira bola de aço dentro da sunga e eu podia senti-la pulsando no final das minhas costas, agora em contato direto com a minha pele. Isso o deixou num estado de excitação tal que só posso descrever pelos seus
gestos. Ele acariciou-me o alto das
coxas, o interior delas, roçando meu saco com os dedos, mas logo decidiu
abandonar os escrúpulos e afagar-me as bolas e o pau que estava tão duro que apontava para o teto da Kombi. Ele aguentou assim durante alguns
minutos, mas logo começou a me puxar tanto contra si que me vi obrigado (e com
que prazer!) a dizer que se ele quisesse ficar nu eu não me importaria. Meio encabulado, ele tentou se
justificar, alegando que seu pau estava muito desconfortável dentro da sunga justa, mas de de ombros e, não sem alguns malabarismos da minha parte, livrou-se dela, ficando só de camiseta, como
eu.
Despido da cintura para baixo, Paulo me puxou de novo para si e o seu sexo quente e úmido pôde entrar em contato íntimo com as minhas costas. Mas isso não podia satisfazê-lo por muito tempo, então ele ergueu-me do assento e instalou-me novamente em seu colo assumindo os pedais da Kombi. Abrindo-me a bunda, a barra tórrida e fremente resvalou meu orifício causando-me o doce
arrepio da iminente invasão dos limites. Paulo parecia aproximar-se do objetivo como certos animais que arpoam a presa após deixá-la
esfregar-se a eles.
Não precisei esperar muito pela etapa subsequente. Puxando-me um pouco mais para cima, Paulo inseriu seu pau encharcado entre as minhas coxas fechadas e ele foi deslizando lentamente entre elas até que a cabeça gorda e arroxeada despontou abaixo do meu saco, numa cena surreal. Em seguida, ele tirou-me uma das mãos do volante e a levou até lá. Fechei os dedos e apertei levemente. De queixo apoiado em meu ombro, Paulo gemeu e puxou-me ainda mais para si fazendo seu pau ultrapassar um pouco mais minhas coxas, o que me permitiu empunhar um bom terço dele. Extasiado, Paulo começou a mover-se, pedindo-me para apertar bem as coxas. Seu pau abria espaço à força para entrar por baixo delas e despontar todo vermelho. Isso me divertia e eu fechava firmemente as pernas tentando impedir-lhe a passagem. Era fácil bloqueá-lo, mas Paulo levou suas mãos às minhas coxas para abri-las alegando não estar mais aguentando. Pude ver seu pau agitado e pulsante verter entre elas um fio espesso de fluido transparente.
Dirigi por mais algumas centenas de metros, até que percebi Paulo remexer numas coisas no banco de trás e, logo em seguida, passar sua mão por baixo de mim, deixando um rastro frio e úmido. Ele fez isso duas ou três vezes. Perguntei o que era, mas ele me mandou esperar dizendo que eu ia gostar. Não entendi nada, olhei para trás tentando ver, mas ele me repreendeu uma vez mais dizendo que o motorista não pode se distrair. Voltei a prestar atenção à estradinha deserta, mas logo senti seu dedo pincelando certeiramente o meu cu e deslizando com mais liberdade que o pau, o que me deixou muito intrigado. Insisti tanto que acabei forçando Paulo a confessar: ele acabara de passar manteiga em mim. "Quê?!" exclamei. Ele me tranquilizou com tapinhas no ombro.
A explicação era simples. No banco de trás do carro, havia um recipiente cheio de gelo com a manteiga recém-comprada no meio. Paulo lambuzara o dedo nela. Curioso, eu queria olhar, mas ele não me deixava ficar desatento, queria que eu olhasse para frente o tempo todo porque poderia vir alguém na contra-mão. Seu dedo untado começou lentamente a invadir meu cu, inicialmente só a pontinha, depois o resto e, em seguida, a entrar e sair várias vezes. Fui ficando zonzo de tesão e ansioso para saber onde aquilo iria acabar. Eu estava agarrado ao volante da Kombi com a cabeça colada ao teto enquanto ele segurava minha bunda e fazia o dedo deslizar para dentro e para fora. Quando ele percebeu que aquele dedo entrava e saía facilmente, mudou de dedo, e foi fazendo a mesma coisa com todos os dedos da mão. Bati com a cabeça no teto quando o polegar entrou até a almofada e Paulo começou esfregá-lo por dentro de mim. Só me lembro de perguntar repetidas vezes: "O que é que você está fazendo?" e de ouvi-lo murmurar: "Nada, só quero ver uma coisa."
Como não doesse, não protestei e continuei dirigindo enquanto Paulo me explorava com os dedos. De vez em quando, ele se virava todo para trás, pegava mais manteiga com a outra mão e chegava a empurrar-me cu adentro pedacinhos gelados, prosseguindo em sua tarefa de amaciar-me. À certa altura, eu já havia até aprendido que podia contribuir com movimentos meus. Paulo passou um bom tempo apenas brincando com o polegar, até decidir apanhar meu saco com o resto da mão. Fiquei surpreso, mas achei graça e a sensação foi igualmente prazerosa. Eu podia sentar em cheio na mão dele sentindo o polegar enfiado e os demais dedos manipulando meu saco, enquanto ele me masturbava com a outra mão. Não me fiz de rogado, soltei meu peso sobre a mão dele. Ao fim de mais um quilômetro, eu já era um perito em fazer aquele dedo grosso entrar e sair de mim vezes sem conta e estava ávido de novas sensações.
Foi então que aconteceu a manobra mais radical do meu aprendizado. Num jogo rápido e imperceptível de prestidigitação, Paulo fez uma troca e quando soltei o corpo com a intenção de empalar-me mais uma vez em seu dedo, senti algo bem mais amplo forçar a entrada. Logo imaginei do que se tratava, mas assim mesmo perguntei o que era, ao que Paulo retrucou, lacônico: "Quer?" Sentindo que a circunferência gorda que tentava invadir-me não passaria com a facilidade de um dedo, mas tomado pelo desejo de que aquela situação chegasse logo onde tinha que chegar, consenti. Todavia, era óbvio que a consumação do ato não podia ser feita assim, em movimento. Assumindo a direção, meu instrutor parou o carro no acostamento da estrada deserta e deixou-me inferir serenamente que uma etapa decisiva do aprendizado estava para começar.
Sentado ao lado dele no assento inteiriço da Kombi e olhando para o Paulo com o carro parado, o que me saltou aos olhos foi o par de coxas nuas, grossas e musculosas. Entre elas, vi pela primeira vez o membro todo que pude enfim empunhar como se deve. Não era tão maior que o meu, mas o fato de ter a cabeça exposta e estar tão duro dava essa impressão. Paulo o untou bem com a manteiga que tínhamos comprado e, mandando-me ir para o lado do passageiro e elevar-me segurando a alça rígida acima do porta-luvas, sentou-se sob mim. Ele então acariciou-me a bunda com carinho e em seguida pôs-se a massagear-me o anel até que eu o sentisse relaxado. Ele instruiu-me a soltar o corpo bem devagar, até estabelecer o contato. Em seguida, eu poderia deixá-lo penetrar-me gradativamente e na medida da minha tolerância. Eu estava apreensivo, mas com muito desejo. Em casa, eu já introduzira o dedo, canetas, cabos de escova, e já deixara um colega dedar-me uma vez, num chuveiro de vestiário, mas aquela seria a minha verdadeira "primeira vez".
Paulo concedeu-me o controle
total da penetração. Ao menor desconforto, eu parava pelo tempo que quisesse e recomeçava quando a coragem voltava.
Demorei bastante até conseguir permitir que a cabeça entrasse, mas quando finalmente ela passou algumas vezes e a sensação de estiramento deixou de irradiar-se até as coxas, senti
que a pior parte havia passado.
Paulo gemia,
expirando ruidosamente. Acabei preferindo largar a alça de segurança e
apoiar-me com as mãos em suas coxas; assim eu poderia ajudá-lo a praticamente
neutralizar meu peso. Ele me ajudou a descer lentamente segurando-me por baixo.
Assim que a glande terminou de passar, senti sua borda expandir-se e meu cu
comprimir firmemente o tronco do pau, duro como aço. Continuei descendo por
ele, sentindo uma fricção agradável nas paredes espessas do cu lubrificadas
pela manteiga. Até então, eu nunca sentira um prazer tão diferente e tão
intenso na vida. Eu adorava masturbar-me, mas o orgasmo durava dois segundos
enquanto aquela sensação parecia interminável!
Pouco a pouco, aquele corpo
maciço foi invadindo o meu, até que me vi encaixado entre as coxas do Paulo,
sentindo na pele um leve pinicar de pelos. Ele estava de pernas abertas comigo empalado
em seu membro que pulsava freneticamente em meu interior. Fato metafórico:
com aquilo dentro de mim eu me sentia mentalmente preenchido, completo. O vazio
que restava fora eliminado. Lembro-me de ter exclamado várias vezes,
entusiasmado, "Que legal! Isso é demais, cara!" e olhado para o Paulo
com ar de criança que ganhou o tão sonhado brinquedo e não precisa de mais
nada. A simples penetração já me deixara exultante e satisfeito. Na verdade, eu
estava centrado em meu próprio prazer e nem me ocorria que Paulo ainda
estivesse para começar a explorar o seu.
Deixando-me
empalado nele por alguns instantes, ele explicou-me que era a partir dali que a
brincadeira começava e que ia ser como se eu o masturbasse, porque fazer sexo
era isso, no fundo: uma masturbação sem as mãos. Deixei que ele me guiasse. Ele
mandou-me agarrar novamente a alça de segurança e fazer o que eu já fizera
quando ele introduzira-me os dedos: subir e descer continua e regularmente.
Obedeci, primeiro lentamente, até que a tora duríssima ficou toda lubrificada e
começou a deslizar dentro de mim, deixando-me fraco de prazer. Paulo gemia,
resfolegava e fazia movimentos opostos aos meus, dando-me golpes de cintura que
provocavam barulhos que eu identifiquei aos do jogo de "bafinho" com
figurinhas. Firmemente agarrado à alça, fiquei olhando entre as nossas pernas,
procurando ver o pau em movimento entre as curvas da minha bunda. Estávamos
suando muito, escorregadios, o que tornava tudo propício àquela primeira
penetração real da minha vida. De vez em quando, Paulo me agarrava por baixo e
abria-me a bunda como se dividisse um pão feito em casa. Hoje sei que isso
torna o cu ainda mais apto a tragar alguns centímetros suplementares e auferir
mais prazer do alargamento natural da base do pênis.
Em dado momento, Paulo começou a acelerar seus movimentos e eu acelerei os meus em resposta. Ele foi ficando mais agitado até que, puxando-me com toda força pela cintura, grudou-me fortemente a si e passou a desferir pequenos trancos espasmódicos, cada um acompanhado de um jato forte e quente que eu pude perceber por dentro. A cada espasmo, suas coxas se enrijeciam e ele me puxava violentamente pela cintura. Eu chegava a tirar os pés do chão para tentar acolher até o último milímetro do que ele me oferecia. Quando ele deu tudo por terminado, largou-me em plena ascensão e senti seu membro escapar molhado do meu orifício pulsante para bater na sua barriga produzindo um leve "plaft".
Paulo logo recompôs-se e voltou ao volante, anunciando que assim teríamos tempo de dar um pulo na cachoeira. Meu ânus
estava sensível e tão molhado que cheguei temer que fosse sangue. Não sosseguei enquanto ele o examinou e tranqüilizou-me dizendo que não acontecera nada, que
tudo dera certo. Repus a sunga e fiquei quieto, sentindo meu corpo enquanto
olhava a paisagem sentindo o vento no rosto, maravilhado com a minha iniciação.
Chegando à
cachoeira, assim que saí da Kombi, senti algo realmente escorrer. Tudo era novo
para mim e, já sabendo que não era sangue, passei a achar que fosse algo muito
menos... higiênico! Encabulado, passei discretamente a mão por fora da sunga
molhada e cheirei meu dedo. O alívio foi imediato: o único odor que se
destacava era de esperma. Paulo gozara muito e o fruto do orgasmo estava
voltando à terra pela ação da gravidade. Sem comentar, entrei n'água o mais
rápido que pude. Ele veio logo em seguida e passamos algum tempo brincando e
mergulhando das pedras, passando por trás da queda d'água e procurando girinos. Quando
cansamos da brincadeira, fomos para uma pedra tomar sol. Era um dia perfeito de
verão e a água gelada da cachoeira refrescara nossos corpos acalorados.
Paulo sentou-se e eu me deitei de bruços sobre a toalha, ao lado dele. Ele elogiou minha bunda, dizendo que ela ficava muito saliente e bonita quando eu ficava nessa posição, o que me deixou orgulhoso e feliz.
Eu tinha um monte de
perguntas a fazer a respeito da experiência de comer alguém, coisa que eu obviamente ainda não fizera. Paulo tentou explicar suas próprias
impressões, mas senti que ele tinha muita dificuldade para verbalizar essas
coisas, o que todavia não me fez duvidar nem por um segundo da sua satisfação por ter sido o coadjuvante da
minha primeira experiência. Ao contrário dele, sempre fui muito loquaz e capaz de descrever facilmente
tudo o que sentia. Fiz-lhe uma tonelada de perguntas que ele ia respondendo como podia.
Minha última dúvida era sobre o orgasmo; eu estava curioso
para saber se existe orgasmo anal, porque além de ter ou vido falar nisso, eu sentira tanta excitação que estava
convencido de que se ele tivesse continuado a penetrar-me por mais alguns
minutos, eu teria acabado por gozar. Ao seu modo e com suas próprias palavras,
Paulo explicou-me que não existe um orgasmo propriamente anal e que por mais intensa que seja a
sensação, ela não leva a nada parecido com um orgasmo; na verdade, ela não culmina,
é uma sensação que se extingue, por assim dizer, em reticências. Ele
acrescentou que geralmente aquele que penetra masturba o outro no final,
idealmente para tentar desencadear um orgasmo simultâneo ao seu. Perguntei por
que ele não tinha me masturbado, mas ele limitou-se a responder com um brusco
"sei lá!". Eu não podia negar que ainda havia uma ponta de insatisfação
em mim, e naquele momento, a causa se esclareceu: eu não gozara.
Para felicidade minha, a ficha parece ter caído. Paulo disse
que ia fazer-me uma surpresa. Mandando-me deitar de barriga para cima, ele me
fez fechar os olhos e prometer não abrir. Instantes depois, senti o elástico da
minha sunga baixar e meu pau ser tomado por uma sensação quente e molhada.
Desobediente, olhei para baixo e vi Paulo de joelhos ao meu lado, os lábios
colados em meu baixo-ventre. Invadido por um prazer novo, iniciei movimentos de
cintura. Ele sugava com força, percorrendo meu pau da base à cabeça e
vice-versa. Minhas pernas se agitavam descontroladas. Ele chupava, chupava,
sugando intensamente. Uma onda crescente de prazer foi-me invadindo, o orgasmo
era iminente. Tive o tempo exato de preveni-lo. Ele afastou-se, mas passou a masturbar-me. Meu orgasmo veio em vários jatos direcionados por ele para a minha
barriga e peito. Eu já fora masturbado por colegas, mas, provavelmente por
causa da excitação remanescente do que fizéramos, aquela foi uma das melhores
masturbações de que me recordo.
Depois de nos banharmos mais um pouco, voltamos a tomar sol, eu deitado de bruços, Paulo sentado. Como o meu olhar direcionava-se instintivamente para o volume em sua sunga e eu já me sentia muito íntimo dele, rastejei pelos poucos centímetros que me faltavam para escalar sua coxa e pousar o queixo sobre ela para olhar a protuberância que se elevava do corpo e me parecia enorme. Pude apreciá-la e acariciá-la por alguns momentos, mas Paulo logo abriu a sunga por uma das bocas, deixando escapar o membro amolecido, mas inchado e longo, plenamente desenvolvido. Não precisei esforçar-me para alcançá-lo e abocanhar a cabeça, que imediatamente começou a inchar sobre a minha língua. A sensação de tê-lo na boca foi interessante porque ele já me parecia um pouco meu, depois de ter estado tão profundamente em minhas entranhs.
Mas estávamos
cansados, meu propósito não era o de provocar uma nova sessão de sexo. Apenas deixei que ele
endurecesse em minha boca e comecei a chupá-lo frouxamente. Apoiado nos
antebraços, Paulo podia ver seu membro rebatido para o lado e enfiado até a
metade em minha boca. Pude concentrar-me no sabor e nas dimensões da
cabeça, que se encaixava como uma luva em meu céu da boca. Aos poucos, fui
sentindo Paulo agitar-se. Ele segurou-me a cabeça com uma das mãos, fazendo-me
ir e vir puxando-me suavemente pelo cabelo. De repente, sua cintura
contraiu-se e senti dois ou três espasmos fortes seguidos de jatos. Os
primeiros eu não pude evitar, mas assim que provei o sabor acre, expulsei o
restante da boca fazendo-o escorrer pelo pau novamente duro como aço.
Paulo foi
perdendo a ereção quase imediatamente após o orgasmo. Encantado com o órgão tão bem feito e bonito que me dera tanto prazer, tornei a segurá-lo na mão
e fiquei com ele por um longo momento, mole mas ainda grosso, ora beijando a
cabeça, ora colocando-o na boca, enquanto acariciava o saco e as coxas
musculosas do Paulo e o olhava sorrindo em sinal de agradecimento, fazendo-o
prometer com os olhos que aquela tinha sido apenas a primeira vez. Brincamos na água e tomamos sol por cerca de mais meia-hora e voltamos para
casa. Dirigi de novo sentado entre as pernas do Paulo, abraçado por ele, mas no comando integral da velha Kombi.
Quando me vi novamente
sozinho em meu quarto, pude relembrar a manhã que eu tivera com o Paulo e não
consegui pensar em mais ninguém com quem eu tivesse vontade de ir tão longe.
Foi por isso que a minha "segunda vez", que não aconteceu com o Paulo
mas com um amigo do meu irmão que sempre me parecera o machão mais empedernido
de todos os amigos dele, tive uma reação memorável. Ele ligou para a minha casa
querendo falar comigo e não com meu irmão. Fiquei surpreso pois ele nem sequer
olhava para mim! Mas ele foi lá e comigo, no meu quarto, começou quase a
implorar que eu baixasse a calça e o deixasse pelo menos me ver nu de costas,
puxando-me pela cintura para tentar esfregar-se em mim. Disposto a consentir, apressei-me a completar: "Mas você tem carro, não tem?" Ele
não tinha. Resultado: continuei por algum tempo sendo o ás do volante na nossa velha Kombi e só meses depois concedi meus favores ao amigo do meu irmão...

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