Na semana passada,
tive que faltar a um dia de trabalho, mas eu não queria perder a remuneração
correspondente a oito horas, portanto pedi ao meu chefe para repor essas horas
no fim de semana. Ele concordou e fui trabalhar no sábado, sem saber que ele me
reservava a maior surpresa de toda a minha vida.
Sempre fui
sociável, mas pacato e, no trabalho, extremamente respeitador, o que tem me
valido a amizade e confiança dos colegas. Não sou de mexer com as mulheres, por
mais jovens e atraentes que sejam, no ambiente profissional em que passo um
terço do meu dia, e evito os assuntos eróticos com os colegas homens durante o
expediente. A prática me ensinou a ser "politicamente correto" no
trabalho, para evitar problemas.
Ocorre, no entanto,
que no sábado passado, ao chegar à sala onde trabalho, avistei, em meio ao mar
de computadores, um deles ocupado por ninguém menos que a "Vênus" da
nossa equipe. Mal pude acreditar nos meus olhos quando topei com o rosto lindo
da Silvana voltado para mim, todo sorriso.
— Pedro?!
Também veio fazer hora extra?
— Oi, Silvana!
Na verdade, não é bem hora extra; vim repor horas não trabalhadas.
— É verdade,
você faltou na quinta!
— Pois é. Deve
ser estranho passar o dia aqui sozinho.
— Horrível!
Ainda bem que você chegou; já estava me dando sono. Se eu soubesse o que era a
informática na prática, teria ido para a área humana! Ô trabalho soporífero!
— Haha! O pior
é que você tem razão; a gente se ilude aos dezoito, achando que vai amadurecer
querendo isso, mas é falso. Eu teria dado um ótimo antropólogo ou sociólgo.
Bom, vou usar o computador do teu lado, assim a gente papeia de vez em quando.
— Então vem!
Vamos tornar esse sábado menos "mecanóide".
Assim que me acomomdei ao lado dela, reparei que
contrariando o código vestimentário da empresa, Silvana estava usando uma
minissaia absolutamente "indecente" que deixava suas coxas à mostra
até quase a altura da calcinha.
— Você não está
com frio com esse ar condicionado? perguntei, sabendo que ela entenderia a
alusão.
— Haha! Eu
pensei que estaria sozinha e resolvi vir já vestida para a festa a que eu vou
depois. Sei que está meio curto, mas não repara não, está bem?
— Relaxa! A
gente já passa a semana toda se policiando, não é mesmo?
— É verdade,
isso aqui parece um mosteiro, com tanto nerd! Bom, mas vamos trabalhar, senão
vão dizer que a nossa produtividade cai no fim de semana, e se eu gostar não
vou poder repetir.
E trabalhamos com afinco das 9h às 13h, quando Silvana
largou o teclado e se virou para o meu lado.
— Você não vai
almoçar? Estou morrendo de fome.
— É, eu também.
Vamos encarar esses sanduíches?
— Haha! Vamos
lá.
Caminhando ao lado dela pelos corredores até a
cantina, me senti em companhia de uma mulher nua, de tão curta que era a tal
minissaia. Eu podia sentir o calor das coxas da Silvana nas costas da mão. Chegando
na cantina, ela foi direto até o micro-ondas, que fica no alto, e pude vê-las
inteiras, até as polpas da bunda tão saliente que erguia a parte de trás da
saia. Quando ela se virou, me surpreendeu olhando-a e deu um sorrisinho
malicioso.
— Está faminto,
hein, Pedro!
— Pois é,
respondi, meio sem jeito, já abrindo meu pacote com um sanduíche de peito de
frango.
— Vamos sentar
ali, que tem vista para fora? ela propôs.
— Boa idéia.
Nos sentamos lado a lado olhando para a imensa vista
que vai do aterro do Flamengo ao Pão de Açúcar. Quando eu olhava para Silvana,
via seus seios por dentro da blusa de botões negligentemente abertos. Ela sabia
perfeitamente que eu estava excitado por estar a sós com ela, mas limitava-se a
sorrir e a continuar conversando e comendo. Falamos de amenidades, do trabalho,
da carreira e da vida no Rio, cada vez mais cara. No final, ela propôs de
tomarmos um café e eu disse que era por minha conta. Fui até a máquina
providenciar e quando voltei, Silvana estava sentada sobre uma das mesinhas da
cantina, de frente para a porta por onde voltei.
— Foi rápido!
— Não sei se
você queria o forte, então peguei um médio.
— Acertou en
cheio! disse ela, estendendo a mão para pegar o copinho que entreguei.
E tomamos nosso café assim, ela sentada na mesa e eu
de pé a poucos centímetros das suas coxas alargadas pela pressão contra o
tampo. Como estávamos sozinhos, o tempo parecia não ter passado; ainda tínhamos
mais de meia-hora de almoço para gastar.
— Quer ver uma
coisa incrível, Paulo? perguntou ela, com ar misterioso.
— Claro! O que
é que é?
— Vem comigo.
Caminhando na minha frente, Silvana saiu da cantina,
percorreu o longo corredor que leva à sala de reuniões, virou à esquerda,
passou pelo hall dos elevadores, abriu uma porta por onde eu só vejo entrarem
os figurões do departamento e nos vimos num outro corredor, desta vez de
concreto aparente, sem qualquer decoração.
— Para onde
você está indo? perguntei.
— Você vai
ficar de boca aberta. Vem!
Percorremos o tal corredor e, no final, ela abriu
outra porta que dava para o que parecia ser o esqueleto do prédio, com pilares
e paredes de concreto e mais duas portas ao fundo.
— Eu nem sabia
que existia isso aqui!
— Você ainda
não viu nada!
Ela abriu uma das portas e entramos num tipo de futuro
closet, com prateleiras e gavetas de cada lado e longas hastes no alto,
provavelmente para pendurar cabides. No fundo, outra porta.
— Olha isso,
disse a Silvana abrindo a porta.
— Que loucura
de lugar é esse?
Acredite o leitor, era literalmente uma suíte de motel
moderníssima, pintada em cores sensuais, com uma cama enorme, piscina e
espelhos por todo lado, até mesmo no teto.
— Bem-vindo ao
paraíso da diretoria!
— Como é que
você conhece isso aqui, Silvana?
— Adivinha!
— Não vai me
dizer que você já...
— Nunca
pergunte a uma mulher não muito qualificada como ela conseguiu um bom emprego
rápido, Pedro!
— Haha! Mas
você é ótima profissional.
— Ótima, mas
debutante. Enquanto tem homem na fila, não tem chance para mulher no meu caso.
— A não ser
que...
— Exatamente.
— Posso saber
com quem foi?
— Aí não, né,
Pedro!
— Tudo bem,
desculpa. Foi só uma curiosidade passageira.
A suíte era primorosamente decorada. Tinham pensado em
cada detalhe para que os momentos passados nela fossem inesquecíveis. Literalmente
inesquecíveis, porque a parede espelhada por trás da cama dava a impressão de
que nem tudo ali ficava entre quatro paredes.
— Tenho certeza
de que me filmaram por ali.
— É, devem
mesmo. Se você pisar na bola, dança.
— É o preço a
pagar.
A imagem da Silvana era complementar ao cenário. Me
senti em companhia de uma garota de programa apresentando a suíte ao cliente. Ela
parecia à vontade, sem ressentimentos por ter passado por ali como
pré-requisito ao emprego. Ela se curvou para brincar com a água da piscina e
pude ver as polpas da bunda morena. Aquele lugar foi me dando água na boca,
como a alavanca ao rato de Pavlov.
— Foi bem aqui,
nesta camona, disse Silvana, sentando-se e pulando na imensa e fofa cama
king-size redonda.
— Ele era
competente, pelo menos? perguntei.
— Acostumadíssimo!
Me senti com um profissional do pornô.
— Te fez
entregar o ouro todo, imagino.
— E como! Não
sobrou nenhum poro livre para contar a história!
— Uau! E você
saiu daqui se sentindo como?
— Me sentindo
uma puta, o que mais? Mas eu precisava do emprego mais do que tudo e banquei a
forte até o fim.
— Mas ele foi
grosseiro com você?
— Não, não. Quando
a mulher consente, recebe tratamento de rainha!
— E você não
reagiu.
— Modéstia à
parte, deixei o cara boquiaberto.
— Demorou
quanto tempo, Silvana?
— Umas duas
horas.
— Oral, anal,
tudo?
— Oral, anal e
muito mais. O preço é alto e a garantia é vitalícia.
— Como assim?
Você teve que voltar?
— Tive, não:
tenho, e assim que ele me chama.
— Caramba,
Silvana! Será que vale a pena?
— Por enquanto
está valendo porque preciso demais do emprego e...
— Ele te
gratifica pelos encontros.
— Exatamente.
— Uau! Te confesso
que só ouvi falar que essas coisas aconteciam. Será que alguns dos caras do
nosso departamento transam com alguma diretora?
— Haha! Quem
sabe? A Vera até que não é de se jogar fora, não acha?
— É verdade! Um
mulherão! Mas acho que isso de transar para ganhar emprego é privilégio
feminino, Silvana.
— Sei não,
Pedro. Tem de tudo nesse mundo.
Silvana entrou no banheiro da suíte, abriu a porta
deslizante do imenso box e ficou parada, olhando.
— Aqui é o
"matadouro". É a parte mais difícil para mim, mas ele faz questão
absoluta.
— Não tem como
evitar? perguntei, sem mencionar detalhes.
— Que nada! É o principal para ele, como se
todo o resto não passasse de preliminares para o momento em que a gente entra
nesse chuveiro. Aqui, eu recebo o golpe de misericórdia.
— Você não gosta, nem com namorados?
— Não, até que gosto, mas com ele, terminar
assim me faz sentir claramente que estou me prostituindo pelo emprego. Ele faz
o que tem que fazer e me dá uns dois minutos para tomar banho e sair da suíte.
Quando eu passo pelos corredores, voltando para a nossa sala, tenho vontade de
me atirar pela janela e sumir, de tanto ódio e vergonha pela humilhação.
— Você tem que vencer isso, Silvana, e pensar
que está sendo por uma causa que se justifica no momento.
— É, atualmente dependo desse salário para
viver.
— E nem sempre foi assim?
— Não! Me casei aos dezenove com o filho de um
empresário, passei a lua de mel em Amalfi, tive uma casa linda, carros,
viagens, jóias, todo o bem estar do mundo. Mas como tudo o que é bom dura
pouco...
— Ele te traiu?
— Haha! Quem dera! Seis meses depois do
casamento, ele se virou para mim e disse que o casamento era uma fachada para
uma relação que ele tinha com uma mulher de trinta e seis anos; ele tinha vinte
e três. Arrumei minhas coisas na frente dele e fui embora, para a casa do meu
único irmão solteiro.
— Caramba! Que história incrível.
— Pois é, e faz cinco anos que estou tentando
reconstruir a minha vida. Meu irmão me emprestou dinheiro para terminar a
faculdade de informática, mas, como você vê, o diploma não bastou para arrumar
um bom emprego.
— Logo, logo, você não vai mais precisar disso,
Silvana. Você tem valor e sabe disso.
— É, também sou otimista.
Tínhamos saído do
banheiro e Silvana voltou a sentar-se na cama. As coxas ligeiramente
entreabertas deixavam ver a calcinha clara no fundo e não pude deixar de
arriscar uma olhadela entre elas. Tudo parecia ideal para uma boa sessão de
sexo e eu estava me sentindo extremamente propenso. Rodei um pouco pelo quarto
e comecei a me perguntar se seria recíproco, se ela estaria esperando alguma
atitude da minha parte ou se dentro de um minuto nós sairíamos dali para voltar
ao trabalho. Resolvi continuar a falar.
— Você acha mesmo que ele filma tudo, Silvana?
perguntei, olhando para a parede espelhada junto à cama.
— Acho sim. Aposto que atrás desse espelho tem
uma câmera. Só espero que toda diretoria não saiba que eu trepo com ele.
— E você acha que só ele faz isso, Silvana?
Claro que ele não é o único! Não dá para esconder isso, aqui. Pelo menos a cama
é confortável! brinquei, para descontrair.
— Ah, conforto é o que não falta! E toda vez
tem vinho, queijos, frutas... Se eu não soubesse que é um "toma lá, dá
cá" eu me sentiria até mimada.
Ela disse essa
última frase soltando um suspiro lânguido e deitando-se na cama enorme, com as
pernas para fora. Não pude deixar de olhar mais uma vez para as lindas coxas
morenas contra o fundo claro da colcha. Silvana parecia saber que aquilo estava
sendo uma tortura para mim, mas limitou-se olhar-me e sorrir. Me aproximei, ela
fechou as pernas, mas eu conseguia ver a calcinha na convergência delas. Nós
sorríamos um para o outro, mas meu repertório se esgotara e eu não sabia mais o
que dizer. Restavam-me duas alternativas: ficar ali olhando para ela ou propor
que fôssemos embora. Optei pela primeira alternativa e quem me surpreendeu foi
ela.
— Você não imagina como eu gostaria de me
vingar.
Quando o que ela
disse se articulou no meu ouvido e tomou sentido, tive tudo menos presença de
espírito. Caí na gargalhada. Silvana riu um pouco junto comigo, mas logo parou
e, sem se levantar, abriu convidativamente as pernas e jogou os braços para
trás. Era sem dúvida para me dar coragem de aceitar sua proposta. Olhei para
ela diretamente nos olhos e vi que estava séria, com ar de quem diz: "Ei,
acorda! É com você mesmo!" Levei mecanicamente a mão ao cinto.
Antes mesmo que eu
começasse a me despir, Silvana tirou a calcinha e foi desabotoando a blusa. Não
havia dúvida, ela não estava apenas brincando de me torturar. Tirei a camisa
pólo e vi seu ar de aprovação quando ela percorreu meu peito e barriga com os
olhos. Em seguida, terminei de abrir o cinto, soltei o botão do cós e abri o
zíper, deixando-a entrever minha cueca. Entre suas coxas, eu podia ver a longa
fenda no monte de Vênus carnudo e depilado. Silvana é uma mulher grande, de
sexo generoso. Baixei minha calça até o meio das coxas e deixei-a apreciar
minha ereção ainda na cueca. Ela me pediu para me aproximar e afagou meu sexo e
meu saco. Vendo-me pronto, ela voltou a sentar-se e ali mesmo, colado à cama
entre as pernas dela, vi suas mãos baixarem minha cueca e liberarem meu pau que
saltou reto para frente. Silvana o empunhou, recuou o prepúcio e ficou olhando.
— Ele é bonito, Pedro!
— É todo teu.
Aproximando-se e
dando uma linguadinha no freio da glande, talvez para testar cheiro e sabor,
Silvana abocanhou-me o pau e pôs-se a chupá-lo com vontade, acariciando-me o
saco e as coxas, demonstrando ter muita intimidade com o assunto. Livrei-a da
blusa, do sutiã e apalpei seus seios redondos e bem feitos enquanto ela me
deixava no ponto, indo e vindo ruidosamente até acostumar a boca conseguir
encostar os lábios na minha barriga. Assisti maravilhado ao espetáculo daquele
rostinho lindo trabalhando com afinco à altura da minha cintura. De vez em
quando, Silvana me olhava e sorria, como se me desafiasse a aguentar a felação
por muito tempo e redobrando de intensidade a cada vez que ela voltava á carga.
Mas eu encaro essa preliminar como condição necessária à rigidez máxima, então
sei exatamente o momento de interrompê-la, e devo dizer que quando atinjo o
ponto ótimo de ereção, meu sexo não amolece mais.
Atingido o ponto
ideal, afastei gentilmente Silvana, que passara a me olhar com aquela expressão
de desejo de ser penetrada que todo homem conhece. Erguendo suas coxas por
baixo, levei-as para trás e escancarei-as diante dos meus olhos. A buceta longa
e carnuda destacou-se e logo abaixo, o buraquinho do cu, perfeito mas
claramente utilizado, apresentou-se a mim pela primeira vez. Um filete de
líquido se insinuava por entre os lábios tão bem depilados que chegavam a
brilhar. Passei a língua pela fenda, colhendo esse sumo levemente salgado.
Silvana soltou um gemido e suas pernas reagiram com um pequeno tranco. Pus-me a
lamber e a sorver seu líquido que logo se mostrou abundante, inserindo a língua
entre os pequenos lábios para colhê-lo e cutucando o orifício.
— Ai que gostoso, Pedro! Minha buceta já estava
em chamas! Mmmh! gemeu ela, pondo dois dedos na boca.
— Tem uma mangueira prontinha para esse
incêndio! brinquei.
— Então vem apagar meu fogo, vem, anda.
Continuei
explorando a vulva com a língua e passei a estimular o clitóris com o polegar.
Silvana abria as coxas, oferercendo-se toda. Adoro essa flexibilidade das
mulheres que lhes permite arreganhar-se completamente para franquear-nos o sexo
por inteiro. Segurando as pernas pelos tornozelos, Silvana manteve-se nessa
posição adorável permitindo-me lambê-la do cu ao clitóris e deste ao cu,
trabalhando nela como um pintor minucioso. Quando seus orifícios
intumesceram-se e desabrocharam, relaxados, prontos para me acolher, afastei-me
e subi na cama de joelhos, entre as pernas de Silvana.
— Isso, vem, mete agora... pediu ela,
choramingando e passando os dedos pela fenda para lubrificá-la com seu líquido
e minha saliva.
Masturbei-me três
ou quatro vezes, apenas para voltar ao ponto ótimo, puxei Silvana para colá-la
a mim, dei alguns tapinhas com a glande nos lábios gorduchinhos da buceta
generosa e encaxei-a na entrada. Silvana me olhou com aquela ponta de apreensão
que toda muher faz antes de receber um pênis ainda desconhecido. Sorri e
apoiando-me em suas coxas, penetrei-a firmemente até o final, observando-a
abrir a boca para soltar um "Ahhhh!" enquanto cravava as unhas nos
meus antebraços.
— Is-so... Fode gostoso. As-sim... Mhm... Me dá
esse pau todo...
— Tua buceta está uma fornalha, Silvana, eu
disse, iniciando o vaivém.
— Eu já não estava aguentando mais de vontade!
Ahn! Assim...
— O tamanho está bom para você? Não sou nenhum
Rocco...
— Está uma delícia, grosso como eu gosto, e
você fode bem...
— Tua buceta é um sonho. Agora que descobrimos
o motel, temos que vir trabalhar todo sábado!
— Hãhã. Ahn... Ahn... Vai bem para cima pra
roçar no clitóris.
— Assim?
— Hãhã. Ai que gostoso! Fica metendo assim que
eu gozo. Mmhm... Mmhm...!
Como o clitóris da
Silvana é desenvolvido, foi fácil esfregá-lo com a face superior do meu membro
largo durante a penetração. Só precisei apoiar as mãos na cama e avançar um
pouco para forçá-lo para baixo. Logo comecei a ouvir Silvana gemer
desvairadamente.
— Ai, vou gozar! Mhm! Pedro, que loucura!
Aaaaaah! Sssss! Ahn! Não para, por favor, que eu estou gozando demais. Fode,
fode, fode...
A voz dela foi
minguando até tornar-se um sussurro, depois ela abocanhou-me o ombro e fincou
os dentes na muscultatura enquanto eu arremetia sem cessar para fazê-la gozar
tudo e até o fim. Multipliquei e intensifiquei as estocadas decidido a
continuar até perder as forças. Silvana ingressou num gemido contínuo enquanto
recebia os espasmos violentos do início e do auge do orgasmo, até começar a
perder as forças. Eu ainda estava pistoneando energicamente quando senti suas
pernas amolecerem e sua voz ir ficando trêmula, depois vaga. Minha intenção era
levá-la a um estado de tesão absoluto, literalmente entorpecê-la de prazer, e
eu estava obtendo esse resultado que é, na minha opinião, o objetivo máximo de
uma boa transa. Quando Silvana, completamente amolecida, soltou braços e
pernas, fechou os olhos e se calou, apenas movendo a cabeça de um lado para o
outro como se sonhasse, saí dela, empunhando e pressionando meu membro com
força, e fui rapidamente me sentar em seu peito, apontando-o para o seu rosto.
De olhos semicerrados, ela me olhou gemendo molemente e deu um sorriso de
aprovação. Assim que afrouxei a mão, disparei vários jatos em seu rosto
distendido, enquanto ela me acariciava suavemente as coxas.
— Aaaah! Quer tudo nessa carinha linda, quer?
— Mmmh, quero... Assim... Goza gostoso, vai.
Tacitamente, nós
nos sabíamos dignos de confiança. Não hesitei em conduzir com a glande o meu
esperma até sua boca e Silvana não demonstrou o menor receio de aceitar tudo,
engolir e até chupar gulosamente o meu pau gotejante. Empunhando-o com força
ainda muito duro e pulsante, ela lambeu a glande encharcada, chupou-a e sugou o
resíduo de esperma que pudesse haver no orifício, depois lambeu o tronco, além
do meu saco e pélvis depilados. Fiquei por mais uns minutos sentado em cima
dela, beijando-a, até ambos nos lembrarmos que não tínhamos tanta intimidade
assim.
Tomamos banho
juntos no "matadouro" e Silvana me agradeceu por ter tido o tato de
não lhe propor o sexo anal. Ali, ao lado daquela mulher toda deliciosa, eu
continuava muito excitado e propenso a recomeçar depois do banho, mas o bom
senso feminino falou mais alto e me convenceu a deixarmos aquela suíte
improvável para voltar aos nossos lugares de operários da informática. Me
ocorreu terminar com bom-humor.
— E aí, está vingada?
— E como, Pedro! Estou de alma lavada.
— Quando quiser! brinquei.
— Gostou, não é! retrucou ela, dando-me um
empurrão carinhoso e um tapa na bunda.
Quando me vi
novamente percorrendo os corredores ao lado da Silvana vestida de minissaia,
sentindo nas costas da mão o calor das suas coxas, me perguntei se não tinha
sonhado com tudo aquilo, mas a memória ainda era vívida e voltei embevecido ao
trabalho. Ao chegar em casa e esvaziar os bolsos na mesinha da sala, eu
encontraria a prova incontestável de que eu estivera bem desperto. No fundo do
bolso, toda dobrada abaixo da carteira, estava a calcinha que eu vira vestida
nela horas antes. Ainda nos encontramos durante inúmeros fins de semana, mas
vou guardar para sempre essa lembrança da primeira incursão com a Silvana no
"motel" da diretoria da empresa.

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