I. Dra. Marcia
Quando percebi meu erro por ter feito vestibular para direito, era tarde, eu estava formado. Aos vinte e dois anos e sem o menor desejo de vestir terno e gravata para ir ouvir baixarias em tribunais cariocas, me vi obrigado encontrar rápido uma solução que me permitisse viver minha própria vida. Andei pelo comércio, vendendo roupa, lanche e celular em shopping centers, mas era dose, depois de ter frequentado aulas com juristas de alto nível e ser diplomado pela UFRJ! Não era por pedantismo, uma vez que eu renegava essa carreira, mas o caráter dos empregos e o lazer dos jovens dessa categoria profissional soava-me como uma volta ao fim da adolescência. Logo precisei de algo mais sério. Recomecei portanto a minha busca.
Quando percebi meu erro por ter feito vestibular para direito, era tarde, eu estava formado. Aos vinte e dois anos e sem o menor desejo de vestir terno e gravata para ir ouvir baixarias em tribunais cariocas, me vi obrigado encontrar rápido uma solução que me permitisse viver minha própria vida. Andei pelo comércio, vendendo roupa, lanche e celular em shopping centers, mas era dose, depois de ter frequentado aulas com juristas de alto nível e ser diplomado pela UFRJ! Não era por pedantismo, uma vez que eu renegava essa carreira, mas o caráter dos empregos e o lazer dos jovens dessa categoria profissional soava-me como uma volta ao fim da adolescência. Logo precisei de algo mais sério. Recomecei portanto a minha busca.
Conversando com uma
amiga, ela lembrou-me que sua mãe era corretora de imóveis e me disse que o
trabalho não parecia de todo desinteressante, além de ser lucrativo. Resolvi
investir na sugestão e me inscrevi num bom curso de formação, tornando-me aos
vinte e três anos um jovem e promissor corretor de imóveis. Encontrei emprego
numa agência grande do centro do Rio e, claro, o início foi árduo, relegado ao
setor de locação de pequenos apartamentos de subúrbio com alguéis ínfimos. Mas
aos poucos, meu diretor foi percebendo que eu poderia render muito mais e,
cerca de seis meses depois, fui promovido ao setor de salas comerciais no
centro do Rio, um mercado movimentado e razoavelmente lucrativo.
Minha rotina era
basicamente a de chegar no trabalho às 9h da manhã, pegar as fichas dos imóveis
para locação atribuídos a mim e sair para visitá-los até conhecer cada um deles
de cor. Durante o dia, eu atendia telefonemas de clientes e de locadores ou
locatários potenciais e me encontrava com eles para ver imóveis, isso até às
17h, quando eu passava na imobiliária para deixar fichas, chaves, carro da
empresa e ir embora para casa. Era um sistema que me permitia seguir meu
temperamento de preferir lidar com uma ou duas pessoas de cada vez, e isso me
agradava.
A quase totalidade
dos encontros com clientes se fazia de maneira rápida porque os imóveis não
eram grandes, e profissional porque tratava-se de salas comerciais em prédios
do centro da cidade. Geralmente, eu abria a porta e deixava que o cliente
potencial visitasse à vontade e me chamasse caso necessário. Aos poucos,
entretanto, fui percebendo mudanças sutis no comportamento de certas pessoas,
mudanças essas que ocorriam assim que elas se viam sozinhas comigo dentro de
algum imóvel vazio. Fossem homens ou mulheres, pretos ou brancos, novos ou
velhos, eu tinha a impressão de que eles não estavam ali exatamente para
visitar o imóvel. Durante algum tempo, isso não passou de impressão, mas certo
dia tive a comprovação dessa intuição.
Coincidentemente,
ela dizia-se advogada, mas pareceu-me ser "de porta de cadeia", caso
estivesse dizendo a verdade. De vestido branco justíssimo, encarapitada no alto
de ruidosas sandálias de madeira e agarrada à sua Louis Vuitton falsa, a Dra. Márcia
"apareceu" na imobiliária declarando querer ver salas no edifício
Avenida Central, na Av. Rio Branco. Esse prédio tem lojas a partir de seis
metros quadrados sem janelas até trezentos metros quadrados com janelas
panorâmicas e vista para o Pão de Açúcar, mas ela não sabia o que queria e não
queria especificar um montante a ser destinado ao aluguel. Tentei dissuadi-la,
mas em vão, ela insistia em que seu novo escritório teria que ser no edifício
Avenida Central. Portanto, lá fomos nós, numa ensolarada manhã de segunda-feira.
Chegando ao prédio,
comecei pelas salas pequenas, muitas delas alugadas por advogados, julgando que
ela fosse imediatamente interessar-se. Tínhamos algumas a visitar, mas ela
preferiu saltar estas e passar à categoria acima que, no meu entender, já
ultrapassaria as suas possibilidades. Tomamos o elevador e fomos até a porção
central do prédio. Assim que ela viu a primeira sala, de cerca de trinta metros
quadrados, torceu o nariz e quis ver maiores. Embora certo de que os aluguéis
já não estariam ao seu alcance, continuei cortês e subimos mais um pouco.
— Ah! Agora sim!
disse ela, sorrindo com todos os dentes e pondo as mãos nas ancas, assim que
abri a porta que dava para um grupo de salas interligadas perfazendo cerca de
cem metros quadrados, com restos do que deveria ter sido uma moderna decoração
de escritório de engenharia ou arquitetura.
— Seu escritório tem quantos sócios, doutora?
perguntei, curioso.
— Ah, sou só eu mesma! É que eu gosto de espaço.
Ela deixou a bolsa
no chão ao lado da porta e foi entrando. A intensa luz proveniente da última
sala delineava o contorno do seu corpo no vestido branco justíssimo e sem marca
de sutiã ou calcinha. A Dra. Márcia me pareceu uma cafetina procurando lugar
onde instalar uma casa de massagem. Ela circulou por cada uma das três salas e
chegando à última, me chamou. Quando entrei, ela estava em frente a uma janela
fechada, olhando para a Av. Rio Branco, sessenta metros abaixo.
— Vem cá, Maurício!
Vem ver como é alto!
— É, eu sei,
doutora. Estou sempre mostrando salas aqui.
— Mas vem ver,
homem!
Assim que me
aproximei, ela se pôs na minha frente e fingiu querer mostrar-me algo de muito
interessante num prédio do lado oposto, na Av. Rio Branco.
— Está vendo aquela janela com uma mesa colada?
— Ahã, respondi, desinteressado.
— É o meu escritório.
Ela olhou para trás
por cima do ombro sorrindo e roçando seu corpo no meu. Fiz que ia me afastar,
mas ela se virou.
— Ah, vamos ficar mais um pouquinho! Vai lá fechar a porta, vai.
Embora eu já
tivesse ouvido falar nas derivas da profissão de corretor de imóveis, eu não
estava acreditando: era a minha primeira cantada explícita! A Dra. Márcia tinha
cerca de trinta e cinco anos e eu acabara de fazer vinte e três, mas era uma
morena de corpo muito bem feito e estava literalmente se jogando em cima de
mim. Numa fração de segundos decidi aceitar e chamei-a até a sala mais interna,
sem janelas. Quando fechei a porta e me voltei, vi a Dra. Márcia de vestido
arregaçado até a cintura, exibindo uma calcinha minúscula, estampada de pele de
onça.
— Vem logo, anda, disse ela, indo em direção a uma
mesa.
Aproximei-me e
comecei a abrir o cinto. Impaciente, ela puxou a minha mão e em um segundo vi
minha calça descer até os calcanhares e a cueca parar no meio das coxas. Assim
que o meu membro se liberou, ela agachou-se para empunhá-lo e chupá-lo sem nem
mesmo dar a linguada higiênica inicial. Ela estava louca por sexo.
— Hum, que pau gostoso! disse ela, entre duas chupadas
molhadas e ruidosas, enquanto ele crescia e endurecia em sua boca.
Eu estava num misto
de tesão e aflição. Meu telefone poderia tocar a qulquer momento, e poderia ser
o patrão, que certamente era mais do que calejado em matéria de aventuras entre
clientes e corretores. Mas a Dra. Márcia parou de chupar e sentou-se na mesa de
pernas escancaradas, exibindo a calcinha fio-dental que tapava sumariamente
monte de Vênus.
— Vem foder,
Maurício! Me dá pau! choramingou ela, estendendo um braço e oferecendo-se.
— Camisinha! lembrei, correndo até minha bolsa.
— Não precisa, gato! disse ela, impaciente.
— Precisa sim, respondi, já dando-lhe as costas.
Passei-lhe o
envelope e foi com habilidade de puta que ela desenrolou-me a camisinha membro
abaixo. Em seguida, ela puxou a calcinha para o lado e em instantes eu a
castigava com múltiplas estocadas firmes.
— Ai que gostoso!
Assim! Fode! Ahn! Ahn!
Era puro sexo
selvagem e animal, o que estávamos fazendo. Ela mal me tocava, ocupada em
apoiar-se na mesa para manter as pernas elevadas, mas estava tão excitada que
não tardou a ter um orgasmo explosivo que ela temperou soltando uma enxurrada
de palavrões.
— Puta que pariu, que tesão de pica, menino! Não para, meu lindo! Fode essa buceta que eu
quero gozar é muito! Isso! Assim! Caralho, você manda bem demais! Que pau
gostoso! Me dá todo, anda! Fode! Fode! Assim! Ahn! Ahn!
Acabei gozando em
meio à avalanche de impropérios, mas a essa altura meu pau já deslizava solto e
sem atrito algum na buceta encharcada da Dra. Márcia, que nem se incomodou com
o meu prazer.
— Joga a camisinha em qualquer lugar e vamos embora,
anda! Fez ela, apressada,
repondo a calcinha, ajustando o fio entre as nádegas, o tapa-sexo sobre o
carnudo monte de Vênus e baixando o vestido.
— Ficou com pressa de repente?
— Estou "até aqui" de coisas para fazer
hoje! Toma, isso é para você, disse
ela, tirando dinheiro da bolsa e estendendo-o na minha direção entre dois dedos
sem nem mesmo me olhar.
— Não quero, respondi, empurrando-lhe a mão.
— Você fez "programa", tem que receber,
gato! Não aceito recusa.
Eram cem reais e,
de fato, o proveito fora todo dela. Pus o dinheiro no bolso e saímos. Não só
essa incrível Dra. Márcia jamais alugou uma sala comercial com a nossa agência
como nunca mais tivemos notícias dela. No que me diz respeito, aquele dia foi o
marco inaugural de uma série de pequenas aventuras que pontuaram minha breve
carreira de corretor de imóveis.

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