No fim de semana passado, recebi amigos em casa e cada
um contou como percebeu o seu amadurecimento sexual. Meu relato agradou e me
sugeriram publicá-lo sob pseudônimo. A idéia me pareceu boa e o resultado é o
que proponho aqui ao leitor.
Foi na piscina que me senti observado pela primeira
vez por uma mulher adulta, num fim de semana ensolarado do meu décimo oitavo
ano de vida, secando ao sol depois de mais uma bateria de brincadeiras
selvagens e turbulentas com meu grupo de amigos do clube. Sentado no chão de
ladrilhos e recostado na grade para observar as meninas tomando sol, avistei
uma mulher que parecia ter-me olhado. Não dei maior importância, mas logo
percebi que o gesto se repetia. Estávamos separados cerca de vinte metros um do
outro pela água fervilhante de banhistas, daí talvez sua impressão de que eu
não a visse. Ela não me olhava nos olhos, mas para o meu corpo inteiro, e
sorria. Hoje conheço bem esse sorriso despertado pela sensualidade do objeto da
contemplação estética. Hoje sei que ultrapassada a idade da perfeição, observar
o jovem é o que resta ao adulto quando encontra a ocasião propícia, e que
quando essa observação é saudável, gera um sorriso espontâneo, como um
"Ah!"
Mas continuemos. Assim que me descobri observado por
essa mulher, balzaquiana de belo corpo, não obstante balzaquiana, que logo
taxei de "velha", mas que não tinha mais de quarenta anos, mudei de
comportamento e passei a assumir ares de homenzinho que prefere bronzear-se e
nadar do que entregar-se a brincadeiras infantis com seus colegas de clube. Resultado:
fui logo relegado ao ostracismo por eles e me vi sozinho. A mulher, sentada de
maiô estampado numa canga lisa, me olhava reiteradamente, mas não dava o menor
sinal explícito de interesse. Concluí que ela estava fazendo comigo exatamente
o que eu fazia com as meninas, e que talvez houvesse outros em sua mira, mas
como não descobri mais ninguém sendo olhado por ela, comecei a pensar que
talvez fosse um dia especial e que eu deveria levar a situação um pouco mais a
sério.
Mas todos sabemos como é a juventude, dispersiva por
natureza. Sendo frequentador assíduo do clube, comecei a cumprimentar
conhecidos, conversar com um e com outro e quando dei por mim, a mulher não
estava mais lá. Olhei para todo lado, procurando-a, mas não encontrei. Isso me
deixou num mau-humor tão completo que me atirei na água de joelhos para formar
um tsunami e gerar uma enxurrada de reclamações dos demais "velhos"
circundantes. Quando voltei à borda para tomar sol, confirmei que a mulher
tinha ido embora e logo tirei o episódio da cabeça. Era um dia de sol e céu
azul, a temperatura estava ideal e logo entrei num torpor muito agradável
misturado aos meus sonhos e projetos, sentindo o calor aquecer-me a pele
esfriada pela água.
Eu estava imerso em sonhos de pré-universitário
desejoso de ir para uma "federal", quando senti um cafuné rápido e
muito suave na cabeça, vindo por trás da grade onde eu me recostara. Olhei
diretamente para cima e fui invadido pelo fulgor do sol que me queimou as
retinas deixando-me ver apenas a penumbra de uma pessoa.
— Vai passar o dia aí como um peixinho? disse uma voz
grave e bonita de mulher madura.
Era ela. Senti meu sangue subir todo à cabeça e descer
bruscamente em seguida, deixando meu couro cabeludo formigando e meus olhos no
breu por dois ou três segundos. Eu não sabia o que fazer: "Levanto ou fico
sentado? Falo com ela ou não?"
Optei pela maturidade e me levantei. Estávamos a um
palmo um do outro, separados apenas pela grade de tubos. Ela estava de chapéu e
óculos escuros, era loura e usava rabo-de-cavalo... e tinha idade para ser
minha mãe.
— Te vi do outro lado da piscina, disse eu.
— Espero! retrucou ela, rindo.
— Você estava mesmo olhando para mim, então?
— Perdida em contemplação!
— Sério? Eu só estava secando no sol.
— E deixando o sol com inveja!
— Uau! Sou tudo isso?
— Você tem que passar o dia torrando aí?
— Euh... não. Por quê?
— Que tal trocar esse clube chato pela velocidade num
carro conversível e uma cobertura aconchegante à beira da Lagoa?
Era a primeira vez na vida que eu recebia um convite
dessa natureza, mas nunca, até hoje, tomei uma decisão em tão pouco tempo e com
tanta presença de espírito.
— Se você não se incomodar de contar até sessenta...
respondi, bancando o conquistador inveterado.
— Você não vai me fazer ficar aqui contando, não é? Não.
Vou sair, pegar o carro no estacionamento e te espero em frente ao clube.
Voei para o vestiário e, também pela primeira vez,
rompi meu hábito de desfilar nu para exibir meus atributos e humilhar a
macacada magrinha ou gordinha, velha ou feia. Em segundos eu estava de bermuda
por cima da sunga já seca, camiseta e sandálida de couro, devolvendo a chave do
armarinho ao empregado.
— Tá indo embora cedo hoje, moreno! disse o Zé.
— É, essa piscina está chata hoje. Fui! respondi,
disparando em direção à saída do clube.
Não foi difícil encontrar a BMW esporte conversível
verde garrafa na fila de carros diante do clube. Quando a mulher loura agitou a
mão, eu já estava a caminho, vendo-a sorrir como ela fez na piscina.
— Acho que nem chegou a sessenta! Meu nome é Estela,
disse ela, dando-me um beijo no rosto.
— Luis André, mas também pode ser Luis ou André, você
escolhe um dos três, respondi, animado.
— Você tem tempo? Vamos passear um pouco?
— Claro. Não tenho nada para fazer hoje. Só preciso
ligar pra casa e avisar que vou comer fora.
— Só comer? Dormir não pode?
— Euh... até posso, mas vai dar um pouco mais
detrabalho para negociar, respondi, decidido.
— Pois você está convidado a passar o fim de semana
comigo.
— Ah é? Bom, então vou ligar agora, respondi, já
pegando o celular enquanto ela começava a dirigir em direção a Ipanema.
Depois de uma breve discussão com o pessoal de casa,
calcada principalmente no fato de que eu não tinha nem roupa para pasar um fim
de semana fora, pude voltar minha atenção para minha conquistadora. Ela me
pareceu a pessoa mais tranquila do mundo, como se abduzir rapazinhos fosse o
seu esporte no clube. A conversação surgiu espontaneamente, cada um falando de
si com simplicidade. Ela me pareceu franca, declarando ser separada e ter um
filho de vinte anos estudando comercio internacional na Alemanha. De vez em
quando, ela me olhava expressivamente, sorrindo com carinho quando cruzava o
meu olhar, e me fazia perguntas de todo tipo, sobre a minha vida de estudante,
sobre a família, sobre os namoros... e sobre o sexo.
— Você já foi para a cama com uma mulher?
— Com namoradas, disse eu, omitindo números.
— Começou faz tempo?
— A primeira vez foi com quinze.
— Com quinze? E está com quantos?
— Dezoito.
— Eu também comecei com quinze.
— Então você transou com muitos caras, retorqui com
sutileza de búfalo.
— Fiz sexo com muitos homens, sim. E algumas mulheres.
— Sério? Com mulher também?
— Também, e pode ser muito agradável.
— Eu tenho um tesão louco quando vejo lésbicas.
— São carinhosas, não é?
— É tão... molhado! E os dois corpos de mulher me
deixam doido.
— Assim que te vi, eu soube que você era assim, disse
ela, olhando-me pelo canto dos olhos.
— "Assim" como?
— Bem libidinoso.
— Ah! Sou mesmo. Só penso em sexo.
— É da idade. Eu também pensava. Aliás, acho que não é
da idade porque eu ainda penso.
— Haha!
(...)
Nossa primeira conversa ia tomando esse rumo durante o
passeio pela beira-mar da zona Sul. De Ipanema passamos a Copacabana, voltamos
a Ipanema e fomos até o Leblon. Estela foi me deixando completamente à vontade
com a sua autonomia e boa educação. Comecei a me sentir passeando com uma das
amigas da minha mãe, uma amiga sedutora que me reservava surpresas.
— Vamos lá para casa, André? Posso te chamar de André,
não posso?
— Pode. Muita gente me chama assim. Euh... Achei que a
gente fosse tomar uma cerveja em algum lugar, ou comer. Estou com uma fome
daquelas!
— Lá em casa tem tudo, e com muito mais conforto.
— Então vamos!
E lá fomos nós para a Epitácio Pessoa, na própria
Lagoa onde fica o clube. Achei que Estela fosse me dar alguma recomendação
antes de passar de carro na frente dos empregados, mas ela não parecia nem
vê-los. Ela estacionou o carro perto de um dos elevadores, na garagem, e fomo
até o último andar.
— Não vá pensando que vai entrar num desses
apartamentos gigantescos porque este prédio não é assim. Eles subdividiram o
último andar em oito coberturazinhas aconchegantes. Mas você vai ver.
— Não estou pensando nada, mas estou achando o prédio
super legal.
— Adoro isso aqui. Assim que me separei, vendemos a
casa na Barra e voltei com o meu nome de solteira para a zona Sul da minha
infância. A Barra está invadida por nouveaux riches, essa deformidade que eles
chamam de celebridades: jornalistas, jogadores de futebol, apresentadores da
tevê, pagodeiros, funqueiros... Com o meu filho morando fora, saí de lá na
primeira oportunidade e isto aqui é mais do que suficiente para mim.
A porta de entrada dava para uma sala de cerca de
quarenta metros quadrados magnificamente decorada, com móveis, tapetes, objetos
e quadros de muito bom gosto. A parede oposta à porta, toda de vidro e madeira
dava acesso a um terraço e tinha vista direta da lagoa Rodrigo de Freitas.
— Puxa! Teu apê é demais! exclamei.
— E você já viu quase tudo. Aquela porta dá para o meu
quarto, aquela para o banheiro e aquela ali para a cozinha e área de serviço.
— Eu não precisaria de mais nada!
— É, estou feliz aqui. André, se você quiser se
refrescar, já sabe onde é o banheiro. Vou improvisar alguma coisa para gente
comer.
— Legal!
Esse pulo no banheiro me permitiu dar uma olhada em mim. Baixei bermuda e
sunga e me lavei na pia para eliminar qualquer secreção ou mau cheiro. Depois
olhei para o meu rosto, confiante de que tudo daria certo, que eu não faria
gafes nem decepcionaria a Estela. Eu não estava excitado por ela como eu ficava
pelas meninas da minha idade, é claro; uma ponta de ansiedade era natural. Quando
saí, a porta do terraço estava amplamente aberta e havia cervejas e mini-quiches
na mesinha no centro de um conjunto estofado de palha e algodão cru.
— Você me disse que toma cerveja, disse ela, me
convidando a sentar no sofá ao seu lado.
— Faz bem pouco tempo que eu passei a gostar de
cerveja, mas agora adoro e tomo direto.
— Então tchin-tchin, André. A você!
— Saúde! respondi, sem saber o que inventar de
espirituoso.
Ainda me lembro da impressão de estar sentado ao lado
daquela mulher que eu conhecia há duas horas apenas. Ela ficara de maiô e
canga, e a coxa mais próxima a mim estava totalmente descoberta, uma coxa bem
torneada, sem celulite e ainda lisa, de mulher magra e trabalhada pela
ginástica diária. O maiô deixava ver a separação entre os seios, de bom tamanho
mas de modo algum exagerados. Sem ser tão bonita quanto ela, Estela tinha algo
de Sharon Stone, com vinquinhos nas comisuras dos lábios e belos olhos azuis. Quando
ela voltou a me olhar com o mesmo sorriso da piscina, me aproximei e dei-lhe um
"estalinho".
— Você está com cheiro de cloro. Nem tomou uma ducha,
aposto! disse ela, passando a mão no meu cabelo como uma tia ou madrinha.
— Eu pedi para você contar até sessenta, lembra?
respondi, dando uma de esperto.
Estela então se aproximou e me beijou, lambendo meus
lábios para me fazer entreabrir a boca. Foi o nosso primeiro beijo de verdade,
longo e molhado. Eu estava protegido pela sunga e pela bermuda, mas minha
ereção foi imediata e eu não sabia o que fazer. Com as meninas, o pau duro é
logo apalpado, elas fazem algum comentário, caem na gargalhada e a festa
começa, mas com uma mulher da idade da minha mãe, eu não consegui tomar
iniciativa nesse caso. E se ela não quisesse sexo de pronto? E se ela estivesse
reservando o melhor para a noite? Limitei-me a beijá-la sentindo-a percorrer
meu peito e barriga com a mão, por baixo da camiseta.
— Você beija muito bem, André.
— É o que eu mais faço, respondi orgulhoso.
— As meninas devem ficar loucas com esses lábios
viradinhos para cima, disse ela, dando-me lambidinhas neles com a ponta da
língua.
Logo tive a certeza de que aprenderia muito com aquela
mulher e estava começando a ficar ansioso para saber como e quando iríamos
"ao que interessa". Minha ereção não desmontava mais e o desconforto
era grande por baixo da sunga e da bermuda. Por sorte, Estela estava com uma
idéia fixa.
— E agora, para o banho tirar esse cheiro de cloro,
André! Você é uma delícia, mas não cheirando a piscina. Vem comigo que eu te
mostro.
Ela me levou pela mão até o banheiro, abriu a porta de
vidro fumê do boxe e me mostrou tudo: sabonetes, xampus, cremes rinse, esponja,
toalha e até escova nova e pasta de dente, se eu precisasse. Em seguida, com a
naturalidade de uma mãe, me mandou tirar a roupa toda.
— Aqui, agora? respondi, apanhado.
— É, ou você acha que vou ficar chocada?
— Não é isso, mas...
— Eu tive um marido e tenho um filho só um pouquinho
mais velho que você, esqueceu?
Diante desse argumento, só me restava obedecer. Comecei
pelos velcros das sandálias, remanchando com a esperança de que ela me deixasse
tomar meu banho sozinho, mas foi inútil; assim que fiquei descalço, ela
tirou-me a camiseta e atacou o botão da bermuda. Tive que detê-la para
continuar sozinho, mas conformado de voltar a ser a a criança que tira a roupa
e dá para a mãe lavar antes de entrar no banho.
— Entra no chuveiro de sunga, André; o cloro estraga o
tecido. Ela é tão bonita que seria uma pena. Depois te dou uma cueca do meu
filho. Algumas ele nem abriu ainda.
— Você não disse que ele não mora aqui?
— Não mora, mas fica aqui quando vem ao Brasil, e eu o
encho de roupas porque menino não sabe comprar nada. Pro chuveiro, anda!
Percebi que ela saiu do banheiro levando a minha
roupa, mas não fiz nenhum comentário; se ela ia me dar uma cueca do filho,
talvez fosse me dar outras roupas também. Em todo caso, senti que não precisava
me preocupar com isso e tirei a sunga para lavá-la na água doce e tomar meu
banho. Cinco minutos depois, Estela voltou toda animada.
— André, olha o que eu trouxe!
O vidro do box era tão escuro que parecia noite do
outro lado. Abri a porta e pus a cabeça para fora. Estela se aproximou,
estendeu os braços e mostrou dois punhos fechados voltado para baixo.
— Escolhe! ordenou ela, sorrindo.
— Esse, respondi, tocando na mão direita.
— Errou! fez ela, exibindo a mão vazia.
Olhei curioso para a outra mão e quando ela abriu, vi
uma coisa de tecido azul piscina expandir-se. Era a menor sunga que eu já vira.
— Eu não uso isso, Estela! respondi meio irônico.
— Sempre há uma primeira vez. Magro e fortinho desse
jeito, você vai ficar uma delícia com ela. Está quente e estamos sozinhos aqui;
não faz sentido se vestir todo. Eu vou ficar de maiô.
Aliás, ela estava de maiô e agora sem canga. Pude ver
seu corpo inteiro pela primeira vez e deduzi que ela devia ter sido escultural
aos vinte anos. Celulite: zero; estrias: zero. Não é à toa que ela tinha tanta
desinvoltura com pouca roupa. O maiô em tons de amarelo e laranja delineava os
seios e a cintura, descia pela barriga plana, contornava um monte de Vênus
amplo de mulher que deu à luz e sumia entre os dois gomos generosos de uma
bunda ainda firme e bem feita praticamente toda exposta, ressurgindo apenas
para cobrir as costas até as espáduas. Estela percebeu alguma coisa através do
vidro fumê.
— Isso é elogio? Fez ela, apontando com o nariz para o
meio do meu corpo.
— Você é muito gostosa, sabia? eu disse, perdendo a
timidez e abrindo mais a porta do box.
Ainda a vejo aproximando-se e procurando a minha boca
para beijar enquanto sua mão ia direto empunhar meu pau completamente duro. Foi
naquele momento que comecei a desejá-la. Imaginei mil coisas durante aquele
nosso segundo beijo longo: que ela entraria no box e chuparia o meu pau, que
depois transaríamos sob a ducha e todas as maneiras possíveis e imagináveis,
que eu até faria sexo anal com ela. Mas o beijo acabou, Estela largou meu pau,
me mandou terminar o banho, colocar a sunga que ela tinha trazido, e saiu me
deixando a ponto de gozar. Mas a última coisa que eu poderia fazer naquele
momento era me masturbar, então respirei fundo, terminei o banho e saí do box.
Não é mentira, eu nunca usara uma sunga anos 70. Quando
a vesti e me olhei no espelho, me vi nu, exceto pelo bojo que cobria
exclusivamente o pau e o saco, formando uma bola que me pareceu mais que
inconveniente, e pela estreita faixa atrás, que só tapava o principal do rego
da bunda, mas deixava de fora duas "polpas" e muito mais que o
"cofrinho". Minha bunda, bem feita mas magra, me pareceu arrebitada e
descomunal. As laterais da sunga mediam menos de dois dedos de largura e o
elástico ficava tão baixo que deixava os pelos de fora.
— Estela! chamei, desiludido.
— Que foi? disse ela, reentrando no banheiro.
— Não dá para usar isso, protestei, olhando para baixo
e apontando para os pelos.
— É o menor modelo. Eu acho um charme, mas se você não
gosta, tem barbeador na primeira gaveta. Mas deixa um pouco; não gosto de homem
completamente depilado.
— Quer fazer para mim? perguntei, reassumindo o papel
de dependente.
— Está bem, preguiçoso. Tira essa sunga.
Estela tirou da gaveta um barbeador novo, creme de
barbear e tesoura, depois puxou uma cadeira e sentou de pernas abertas diante
de mim, que fiquei encostado no longo balcão com duas pias. Não acreditei que
eu estivesse vivendo aquilo: uma mulher ia raspar meus pelos. Primeiro, ela
espalhou spray de barbear no meu saco e passou o barbeador até não deixar
nenhum pelinho sequer, levantando o meu pau sem dar a mínima para o estado de
excitação em que eu me encontrava. Em seguida, ela aparou os pelos pubianos
deixando só um trapézio invertido, escuro e denso, mas baixo.
— Vira de costas, ordenou ela.
— Hã? Para quê? perguntei, intrigadíssimo.
— Você vai ver. Vira, anda!
— Não quero te mostrar a minha bunda!
— Como é que você quer que eu termine, então? disse
ela, fingindo zanga.
— Eu levanto o saco, respondi já fazendo.
— Não fica tão bem feito.
— Atrás não precisa, ninguém vê! argumentei.
— Que mentalidade preguiçosa! Vai virando, anda!
Ainda que inconformado, me virei, mas fiquei todo duro
dando as costas para ela.
— Assim não adianta nada, André! Abre um pouco as
penas e debruça bem no balcão, senão não vejo direito.
Que humilhação! Virar a bunda para uma mulher que
tinha idade para ser a minha mãe! O que é que ela estava pensando?! Quando fiz
o que ela mandou, eu etava fumegando de ódio.
— Isso, assim. Agora vou poder terminar.
— Mas faz rápido. Não estou gostando disso, respondi,
emburrado.
— Calma, é só o acabamento.
Sentindo o desconforto do barbeador passando pelo
períneo e pela base do saco, me lembrei da tortura dos dias subsequentes,
quando tudo começaria a pinicar com o ressurgir dos pelos. De repente, senti
minha bunda sendo aberta.
— Teus pelinhos vão até aqui.
— No cu? Nem sonhando você vai raspar aí, Estela!
protestei, impotente naquela posição humilhante e com a lâmina a milímetros.
— Mas porquê? É a continuação natural do períneo. Não
são muitos, não tem nada em volta do buraquinho, mas eles vão quase até lá. Vou
te pedir para ficar segurando, assim, bem aberta, para eu ficar as mãos livres.
Horrorizado, fiz o que ela mandou para me livrar
daquela tortura o mais rápido possível. Eu não só estava sendo depilado por uma
mulher, mas meu cu estava a menos de um palmo do rosto dela! Se eu contasse
isso aos meus amigos, estaria desmoralizado para sempre.
— Essa bundinha tão lisa não podia ficar com uma
carreira de pelos logo aí. Ela é tão lisinha! Os pelos faziam sombra nesse
caminho sensual. Pronto, pode soltar. Vamos repor a sunga.
Quando me virei, praticamente esfreguei o pau no rosto
da Estela, que continuava sentada e segurava a sunga bem baixo para vesti-la em
mim.
— A depilação te excitou tanto assim, André? perguntou
ela, sorrindo, olhando meu pau balançar, duríssimo.
— Nem parece que você teve tantos homens! respondi com
um resto de irritação.
— Você tem que se acostumar com essas coisas. A mulher
gosta de brincar com o corpo do homem.
— Ainda não tive uma que gostasse tanto assim.
— Isso é porque elas ainda estão preocupadas demais
com elas próprias. Depois isso passa.
No meu estado, a sunga não cobria mais nada. Ajeitei
meu pau para o lado, mas quando Estela deu o laço na cordinha interna, ficou
grotesco.
— Como é que os homens faziam com isso na praia,
Estela?
— Quando ficava duro, eles se deitavam na areia ou
caíam n'água. Mas a gente ficava doida para que acontececesse e os meninos até
gostavam, ficavam orgulhosos de ter mostrado uma ereção para nós.
— Eu não teria coragem de usar isso, resmunguei.
— Pois é uma pena. Os meninos de hoje se cobrem tanto
que perderam muito da sensualidade que tinham antigamente. Aquelas bermudas
ridículas — não estou falando da tua, mas daquelas que vão até os tornozelos — as
calças lá embaixo e as sungas imensas que estão na moda, é mesmo uma pena.
— Eu uso tudo isso e me sinto muito bem. E não sei se
você percebeu, mas a calça lá embaixo deixa tudo de fora. Em todo caso, eu não
gosto de usar porque é burrice perder os movimentos. Além disso, já está
ficando fora de moda, só o povão está usando.
— Quando vocês andam com isso, parece que fizeram cocô
nas calças!
— Você acha?
— Todos acham, André.
— Nunca pensei nisso. Tem menina que gosta de ver os
caras de bunda de fora e de saber que o pau está "logo ali", abaixo
do cinto.
— Eu entendo tudo isso, mas a moda adolescente ficou
muito desgraciosa de quase vinte anos para cá. É grande, larga e anti-sensual.
Não se vêem mais as coxas dos homens! Antigamente, os shorts eram super
sensuais. Hoje em dia nem jogador de futebol usa short! Que aconteceu com os
homens? Que pudor súbito foi esse?
— Eu tenho até uma certa vergonha de mostrar as coxas
na rua. Só usei bermuda longa.
— Está vendo? Até você, com esse corpo divino, disse
ela, acariciando-me as coxas.
Com todo aquele discurso, minha excitação cedeu e a
sunga chegou a um ajuste razoável. Me senti de cueca slip andando pela casa,
mas Estela estava toda satisfeita com seu trabalho de depiladora que me
permitiu usar o seu presente.
— Você está lindo, André, e a sunga destaca bem o que
nos diferencia.
— E como destaca! disse eu, olhando para a
protuberância verde mar no meu baixo-ventre.
As horas iam se passando entre pequenos jogos sensuais
sem maiores consequências e os drinques e petiscos que Estela tirava do freezer
e preparava rapidamente no micro-ondas. Seu prazer maior era me ver perto dela,
assim, seminu, para desfrutar da minha juventude despreocupada e irresponsável.
Ora na cozinha, ora na sala, ora no terraço, nós conversamos o tempo todo, com
a afinidade e o descompromisso dos novos amantes. Jogamos xadrez, ela me
ensinou gamão e fizemos até alguns jogos eletrônicos, mas para isso ela não
tinha a menor aptidão. Nós entremeávamos essas atividades com carícias, beijos
e toques no corpo, mas Estela controlava sabiamente os meus gestos, jamais se
deixando invadir. Foi ao cair da noite que a nossa intimidade subiu de um ponto.
Eu estava sentado jogando alguma coisa sozinho diante
da televisão quando ela veio se deitar com a cabeça no meu colo. O que ela não
sabia é que eu jamais consegui evitar a ereção quando alguém faz isso, e de
fato, em segundos, comecei a sentir o enrijecimento na sunga. Fiquei calado e
continuei jogando diante do olhar atento da Estela, que me elogiava a cada
monstro que eu aniquilava. Talvez eu até tivesse conseguido aplacar minha
excitação, se à certa altura ela não tivesse abandonado o jogo e se virado para
ficar com a cabeça voltada para a minha barriga, como se fosse cochilar. Logo
senti minha sunga querendo explodir. Eu não sabia se prevenia Estela ou se continuava
fingindo estar totalmente concentrado no jogo. Meu pau pulsava intensamente,
ansiando liberdade para expandir-se, a centímetros do rosto dela. Durante certo
tempo, não tive coragem de olhar para baixo, e quando finalmente olhei, foi
para descobrir que Estela estava de olhos bem abertos. Senti o sangue subir ao
rosto, mas como as idéias continuaram tão ausentes quanto as palavras, tentei
concentrar toda a minha atenção no jogo. Mas meu esforço era desnecessário
porque Estela sabia perfeitamente o que queria.
Deitada sobre a minha coxa esquerda, ela começou a
acariciar minha coxa direita e aninhar-se a mim até tocar minha sunga com a
boca. Pus o manete na mesinha de centro e comecei a afagar seu cabelo,
olhando-a. Estela me lançava um olhar e voltava a premer os lábios contra a
sunga, em seguida começou a lambê-la, abocanhá-la e mordiscá-la. Eu queria
deixá-la fazer o que quisesse, descobrir-me aos poucos. Ela então me tocou com
a mão por fora da sunga, deixando-a lá por um momento, sentindo-a pulsar. Enquanto
isso, eu acariciava seu cabelo, ombros e costas, olhando suas coxas e a lateral
da bunda deixada de fora pelo maiô bem cavado. Ela então se virou completamente
de bruços e levou a mão ao elástico da sunga, olhando-me com ar malicioso, como
quem diz: "Puxo ou não puxo?" Sua bunda bonita ficou totalmente
exposta nessa posição, e bem saliente devido à curvatura das costas forçada
pela elevação do peito. O maiô bem justo surgia dentre os dois gomos carnudos e
bem feitos e se abria para formar o contorno bem cavado das coxas. Como era
gostosa a minha primeira mulher madura!
Eu estava imerso nessa contemplação quando senti minha
sunga sendo puxada e meu pau saltar livre para frente e para cima. Estela o
contemplava a milímetros de distância, tocando o nariz nele, depois o rosto. Era
a primeira vez que eu via uma mulher dar tanta liberdade ao meu pau duro. Geralmente,
elas se precipitavam nele assim que escapolia da cueca, para chupá-lo com
sofreguidão. Mas Estela queria olhá-lo em liberdade e eu, embora excitadíssimo,
estava adorando.
— Ele é bonito, assim, duro e curvo para cima.
— E operado de fimose. Você não liga?
— Até prefiro; a cabeça fica muito mais bonita sem
tanta pele atrás.
— Também acho, concordei, olhando para a minha glande
exposta e sem o "colarinho" de pele que deforma os paus dos não
operados.
— Gostou do que eu fiz aqui? perguntou ela,
acariciando o tapete de pelos pubianos depilado e recortado por ela.
— Parece de ator pornô, mas gostei, respondi
zombeteiro.
— Ah, por quê? Meninos normais não cuidam do sexo?
— Acho que a maioria raspa tudo ou deixa crescer.
— Isso é mentira, André; você não pode generalizar.
— Ah é, eu esqueço que "a senhora" é
experiente nisso!
— Bobo! disse ela, me dando um tapinha na coxa.
Nesse momento, não resisti e, empunhando meu pau,
passei-o em seu rosto, comparando as dimensões, principalmente a da glande com
os lábios. Isso a excitou. Ela fechou os olhos e entreabriu a boca, deixando-se
acariciar e depois beijando-o da base à cabeça. Já muito excitado, eu via o
fluido transparente brotar do furinho e inundar a cabeça, molhando o rosto de
Estela, que já não se importava com mais nada. Num gesto que eu vi muitas vezes
em vídeo, puxei-a para trás pelo cabelo e só soltei quando sua boca se abriu
para abocanhar meu pau.
É difícil descrever a primeira felação experiente que
recebi na vida. Foi uma mistura de ciência e carinho. Estela conhecia cada
curva, saliência e reentrância do relevo de um pau e me assombrou arrancando-me
suspiros e gemidos sem me fazer gozar. Ela brincou com meu pau como o gato que
brinca com o rato sabendo exatamente quando matá-lo. Era cada vez mais
flagrante que o seu esporte favorito era caçar caras como eu porque ela ia me
comendo com um prazer de gourmet. À certa altura, minha ousadia me surpreendeu.
— Quero ver teu peito, pedi, de chofre.
— Você quer ver meus seios, André? disse ela
enfatizando "seios" para me envergonhar.
— Está bem, seios, pode ser, brinquei.
Saindo do sofá e vindo por-se de joelhos diante de
mim, Estela baixou as alças do maiô e o desceu até a barriga, exibindo dois
lindos seios, pesados, com mamilos de mulher que já amamentou. Olhei-os por um
longo momento, vendo Estela uni-los com os braços, fazendo ar vulnerável.
— Posso pegar neles? pedi.
— Com carinho.
Ela se ergueu nos joelhos e pude envolver seus dois
seios com as mãos, sentindo os bicos duros resvalarem as palmas. Em seguida, me
debrucei e fui beijá-los e sugar os mamilos, arrancando gemidinhos surpresos de
Estela. Cada vez mais excitado, avancei até a borda do sofá e tornei a dar-lhe
meu pau, que ela voltou a chupar enquanto eu acariciava-lhe os seios. Ela
alternou entre o meu pau e minha boca, beijando-me de modo diferente, mais
sôfrego. Quando nos abraçávamos com força, meu pau tocava em seus seios. Comecei
a querer mais, a querer levar Estela para o quarto, a vê-la toda nua e a
penetrá-la.
— E agora sou eu que vou tomar um bom banho, disse
ela, afastando-se e rompendo completamente o clima.
— Mas Estela...
— Você não é o único que tem direito de estar
cheiroso! Assim você tem mais meia hora para jogar.
Embora frustrado, entendi que ela ia se preparar para
mim e não discuti. Estela se meteu no banheiro e ouvi a água correr por minutos
intermináveis. Fechada a água, ela continuou por lá durante mais vinte minutos,
provavelmente para se perfumar, pentear, maquiar, etc. Quando por fim ela saiu,
eu ia me levantando do sofá, mas...
— Calma, eu chamo você daqui a pouco.
...e se meteu no quarto por mais quinze minutos. Só
então ouvi sua voz vindo do quarto, lânguida.
— André, pode vir agora.
Levantei-me e caminhei lentamente até o quarto, como
se para lhe dar tempo de terminar tudo. Empurrei a porta, senti o ar perfumado
e vi Estela deitada, completamente nua. Seu corpo era pleno, grande, um corpo
completo de mulher feita, e exalava sensualidade. Os seios nus ornavam o tronco
e na convergência das coxas, a fenda aparente indicava a depilação integral. Livrei-me
da sunga e caminhei até a cama com a intenção de abraçá-la.
— Espera, disse ela fazendo um gesto.
— Que foi?
— Quero te ver nu um pouco.
Ela percorreu meu corpo de alto a baixo, contemplando
cada centímetro com olhos sorridentes, como se eu fosse seu brinquedo novo. Pus
as mãos na cintura e olhei para baixo, vendo meu pau flutuar entre o mole e o
duro.
— Já está subindo, comentei.
— Gosto dele assim, inchadinho e olhando para baixo. Me
dá vontade de por na boca.
— Quer?
— Quero. Vem.
Me aproximei da cama e Estela abocanhou meu pau quase
até o talo para deixá-lo endurecer na boca enquanto me massageava as bolas.
— Você chupa gostoso.
— Hum... Obrigada.
Ela chupou até sentir que a ereção era total, depois
me convidou a entrar na cama. Não, não pensem que é fácil para um rapazote
fazer amor a uma mulher vinte anos mais velha! Embora excitado, eu estava em
pânico, sem saber por onde começar. Eu tinha uma vaga idéia de que as
preliminares são importantes para as mulheres maduras, mas nunca me dedicara
longamente a isso e para ser franco, eu não estava muito empolgado para fazer
sexo oral com a Estela. Seria preciso muito jeito para me convencer a tocá-la
com a língua.
E ela teve esse jeito. Nos beijamos abraçamos durante
alguns momentos, até que a senti gentilmente empurrando-me para baixo e abrindo
bem as pernas. Era a minha vez de satisfazê-la e eu não podia negar-lhe isso. Separando-lhe
os grandes lábios longos e espessos para descobrir os pequenos, descobri uma
buceta bem feita e nem um pouco repulsiva. O orifício vaginal me pareceu maior
do que os que eu vira até então, o que se justificava, certamente. Introduzi
dois dedos nele, que voltaram encharcados. Quando Estela começou a gemer,
percorri os pequenos lábios com o polegar da outra mão e toquei o clitóris. Ela
me pareceu mais excitada e propensa ao orgasmo do que as meninas que eu levara
para a cama, talvez porque soubesse relaxar estando assim tão exposta. Para
estimular-me mais, ela ergueu as pernas e as abriu ao máximo, convidando-me com
o olhar. Não havia por que recusar e tudo me pareceu limpo e perfumado. Com a
ponta da língua, toquei o entrelábios e provei o sabor, constatando que não
havia nada, no sexo dessa mulher madura, que me causasse repulsa. Comecei então
a lamber suavemente, a partir do orifício até o clitóris, bem proeminente, do
lado oposto. Estela gemia como se estivesse num sonho ou num delírio, puxando
as pernas para trás com as mãos para franquear-me toda a buceta que
desabrochara completamente diante dos meus olhos.
— Lambe, meu gatinho, lambe... gemia ela, cada vez
mais excitada.
Fiquei ajoelhado entre as pernas de Estela durante um
longo momento, até que seus gemidos se tornaram respiração ofegante e ela teve
um primeiro orgasmo, interrompendo-me para vir esfregar energicamente o
clitóris.
— Mete... suplicou ela sem parar de se masturbar.
Rapidamente me pus de joelhos e não tive a menor
dificuldade de penetrá-la, mas fiquei orgulhoso de ver Estela soltar um
"Ahh!" e empinar-se toda quando enterrei-lhe a cabeça do pau.
— Mete forte, ordenou ela, já me puxando pela coxa.
Logo engrenei num vaivém rápido e constante que foi
muito apreciado.
— Ele é tão duro e grossinho... Está tão gostoso,
gemeu ela.
— Sempre é duro, disse o inexperiente.
— Você é que pensa, retrucou ela, num outro gemido.
Foi em meio às minhas ondulações que me dei conta de
que a palavra "camisinha" nem havia sido cogitada. Eu sabia que por
mim não havia problema, mas se a Estela ia à caça todo fim de semana, poderia
ser problemático. Resolvi não dar vasão ao pensamento para não quebrar a
concentração. Eu sabia que as mulheres maduras aguentam horas antes do orgasmo
e queria que meu desempenho fosse nota dez. Por causa do orgasmo, meu pau
parecia estar mergulhado num líquido quente e viscoso, mas a nossa nudez e toda
aquela situação excepcional me mantiveram completamente excitado. Aos poucos,
fui me acostumando com o corpo de Estela e com a posição, e intensifiquei meu
vaivém até levá-la a um novo orgasmo, desta vez unicamente pela ação do meu
pau. Fiquei um pouco por cima dela, beijando-a e penetrando na posição de
papai-e-mamãe enquanto ela me acariciava o corpo e o rosto.
— Faz um pouco de ladinho. É tão gostoso.
— Está bem, respondi, passando para o lado dela.
Nunca fui muito fã dessa posição porque o pau escapa
muito facilmente, mas o contato com a bunda é total, e isso é gostoso. Ela
também facilita a masturbação da mulher, o que já me excitava muito. Na
verdade, a parte que eu mais gostava era quando eu levava as meninas a ficar de
bruços e as penetrava assim. Fiz isso com Estela. Ela gemeu muito dizendo
sentir toda a extensão do meu pau dentro dela e foi assim que tive o meu
primeiro orgasmo.
— Vou gozar, Estela...
— Está bem... Você está um tesão.
Saí dela por puro hábito de não gozar dentro, já
disparando um jato que foi parar no alto das costas, seguido por outros três ou
quatro, todos também muito fortes. Ela olhou para trás para e sorriu vendo o
meu rosto contraído de prazer enquanto eu me masturbava com força para extrair
até a última gota. Quando terminei, ela tirou da gaveta um chumaço de lenços de
papel.
— Só enxuga as minhas costas e vem aqui.
Custei um pouco a entender, mas a ficha acabou caindo.
Sentei no peito dela e ela puxou meu pau para baixo, pondo-se a lamber e chupar.
— Eu gosto, mas só um pouquinho, disse ela, degustando
os resíduos de esperma na cabeça e no tronco do pau.
— Você... gostou? perguntei, preocupado com meu
desempenho geral.
— Você é muito bom, André, e tem um pau muito gostoso.
As meninas devem brigar por você.
— Nem tanto, respondi, fazendo a verdade passar por
mentira.
— Quer um? perguntou ela, tirando um cigarro do maço
que também saiu da gaveta.
— Não, obrigado. Mas... a gente já acabou? perguntei,
ficando frustrado.
— André, você vai passar o fim de semana todo aqui,
esqueceu?
— Ah é!
— Não precisa ter pressa.
Estela fumou sentada de pernas cruzadas, despreocupada
com seus peitos à mostra e a buceta bem exposta entre as coxas. Gostei disso e
me soltei de vez, curtindo a minha nudez, deitado ao seu lado, e ficando pela
primeira vez à vontade de pau mole na frente de uma mulher.
— Quer ser meu namorado de abril a julho? perguntou
ela, de chofre.
— Teu namorado?
— É. Você pode vir para cá quando quiser, a gente sai
junto, vai comer fora... e faz amor um monte de vezes por dia.
— Eu até consigo vir para cá no sábado ou domingo, mas
durante a semana, com cursinho e coisa e tal, fica difícil.
— Mas você pode vir passar umas horas.
— Isso eu posso. Você quer mesmo?
— Fui eu que perguntei se você queria, não?
— Bom, eu quero, claro. Você é demais!
Ela se curvou e fazendo um bico com os lábios, passou
fumaça para a minha boca. Sorrimos um para o outro e foi assim que nos tornamos
namorados.
— Vamos tomar um banho e sair? Agora sou eu que estou
com uma fome daquelas.
— Apoiado! Também estou faminto.
Estela me deu banho e cuidou de mim como se fosse um
bibelô, entremeando as ensaboadas de beijinhos pelo corpo, mordidas na bunda e
chupadas no pau. Voltando ao quarto, ela tinha uma muda completa de roupa para
mim: cueca, bermuda elegante e camiseta.
— Acertei no estilo? perguntou ela, exibindo a camisa
e a bermuda nas mãos?
— No alvo, mas eu só precisava de uma cueca
emprestada, lembra?
— Com licença? Eu gosto de fazer isso!
— Você faz isso com todos? perguntei, sem tato, mas
realmente curioso.
— Assim você me ofende, André.
— Mas é sério, você compra roupa de vários tamanhos
para os carinhas que vêm aqui?
— Será que você consegue aproveitar o momento e parar
de ficar analisando tudo?
— Tá legal, tá legal, respondi, envergonhado por ter
forçado um pouco a barra e já vestindo a slip Kalvin Klein imaculada
que, como uma sunga, tapava o mínimo essencial.
— Ficou ótima, disse ela, passando a mão na
protuberância formada na frente.
Estela vestiu uma calcinha fio-dental e enfiou um
vestido que desceu facilmente, ajustando-se às suas formas discretas e bem
feitas sem deixar relevo, como se ela estivesse nua por baixo dele. Custei a
deixar de estranhar que ela tivesse as pernas ainda tão bonitas. O vestido
vicava bem acima dos joelhos, mas elas não ficavam feias. Pelo contrário:
dariam inveja a muita menina vinte anos mais nova. Meus pressupostos sobre as
mulheres maduras um a um caindo por terra.
Fomos a um restaurante bonito mas descontraído de
Ipanema. Quando saímos da BMW conversível, várias pessoas olharam e me
perguntei se estaríamos parecendo mãe e filho. Quando ela entrou, o maître veio
imediatamente, tratando-a respeitosamente de "dona Estela". Se ele a
conhecia, devia conhecer seus hábitos e provavelmente sabia que eu não era
filho, conjeturei. Os primeiros minutos foram mais difíceis, mas logo voltei a
olhar Estela nos olhos, na mesinha para dois, à janela.
— Isso me excita, disse ela.
— Eu ainda estou um pouco sem jeito, confesso.
— Por quê? Ninguém tem nada a ver com a nossa vida! Se
você não tivesse a idade legal, não digo nada.
— É, está por pouco.
— André, você não vai me dizer que...
— Dois meses.
— Me enganou, hein! disse ela, dando um risinho
nervoso.
— A gente vai ter que esperar dois meses para voltar a
se ver?
— Não, mas eu te aconselho a não sair por aí dizendo
que está saíndo com uma "coroa" antes do aniversário.
— Eu não sou assim, Estela.
— Ótimo. Se você não quer ter que ir me visitar num
lugar onde te mandam virar de quatro e mostrar esse bumbunzinho lindo para o
guarda, é melhor mesmo, disse ela.
— Que é isso, Estela! Vamos falar de outra coisa, vai.
Você tinha dito que fazer isso te dava tesão e eu gostei de ouvir porque também
estou com tesão de estar aqui com você.
— Pois é, ninguém sabe o que nós fazemos, mas todos
ficam se perguntando se você é meu filho, sobrinho, ou se é outra coisa. Isso é
excitante.
— Se é. Estou até ficando de pau duro.
— Hmm! Eu queria poder tirar o pé da sandália e passar
nele.
— Faz!
— Está louco! Eles nos põem para fora!
— Mas você pode tocar na buceta para mim. É só fingir
que está ajeitando o guardanapo.
— Me tocar? Isso eu posso.
O rosto dela se transformou instantaneamente. Os
olhos, a boca, a respiração, tudo mudou por alguns instantes. Quando Estela
repôs a mão na mesa, notei seus dedos úmidos.
— Hmm! Você deve estar molhadinha.
— Alagada! sussurrou ela.
— Quer ir até o banheiro? Eu vou logo depois.
Estela nem falou mais; pegou a bolsa e foi até o longo
corredor no fundo do restaurante. Esperei que ela desaparecesse e fui também.
Dei duas batidinhas na porta do banheiro feminino e ela abriu, já de vestido
arregaçado até a cintura. Quando pus meu pau para fora, ela se precipitou nele
para não perder nem uma gota de baba. Em seguida, ela se debruçou na pia de
calcinha no meio das coxas, afastou um pouco as pernas e me encaixei.
— Goza fora, nas minhas costas, André. É mais fácil de
limpar do que se escorrer pelas pernas, disse ela.
— Está legal.
A excitação e a adrenalina cuidaram de me levar ao
orgasmo em segundos. Tudo
não durou mais do que três minutos. Gozei fartamente e limpei cuidadosamente
com toalhas de papel para não manchar o vestido. Enquanto eu me lavava na pia,
Estela ergueu e ajustou a calcinha, baixou o vestido e pegou a bolsa para
retocar a maquiagem. Saí na frente e fui para a mesa. Cerca de mais três
minutos depois, Estela voltava, exuberante e feliz, como se nada fosse. Comemos
com apetite redobrado.
Depois do jantar, demos uma volta de mãos dadas pelo
calçadão e por volta de 11h30, Estela me levou a uma boate onde ela também era
conhecida. Lá, confesso que fiquei meio confuso porque vi as meninas mais
lindas do mundo, de cabelo comprido e vestidos tão curtos que elas os puxavam à
toda hora para não exibirem a calcinha e a bunda. Além de ficar dividido entre
o "meu" mulherão e as meninas, fiquei sem jeito porque nossa
diferença de idade era gritante e estava na cara que não éramos mãe e filho. Os
caras me lançavam olhares que significavam claramente que eu era um
aproveitador, explorador e oportunista. Acho que Estela não percebeu nada
disso, e como ela bebeu bastante e dançava muito bem, se distraiu comigo e
aproveitou a noite. Ficamos na boate até 2h da manhã e não lhe falei do meu
desconforto.
Quando chegamos em casa, Estela estava de pileque, mas
bastante acesa para o sexo. Literalmente esgotado, limitei-me a beijá-la,
chupar-lhe os seios e acariciá-la entre as pernas, contra a porta fechada, mas
logo a levei para um banho rápido, onde ela sentiu o cansaço invadi-la também. Fomos
para a cama nus e ela adormeceu com a mão no meu pau.
O domingo era de pura luz e sol quando acordei, por
volta de 11h da manhã. Saí da cama deixando Estela adormecida, de bruços, a
fenda bem visível entre as coxas displicentemente entreabertas e o cu demarcado
pelo seu sombreado característico entre os gomos da bunda bonita. Diante do
vaso, contemplei longamente o meu sexo que de um dia para o outro me tornara
precoce, e pensei nos amigos da piscina, que eu deixara na poeira porque o
acaso me levara a prestar atenção a uma mulher mais velha e experiente. Enquanto
um farto jorro se torcia e retorcia para tingir a água do vaso, eu olhava para
o tronco claro de cabeça rubra, avaliando sua forma e dimensões. Se aquele
longo cogumelo de dezessete por cinco agradava uma mulher bonita e experiente,
então eu não teria problema para conquistar nenhuma outra. Eu estava satisfeito
e orgulhoso desse poder recém-descoberto.
De boca fresca e rosto lavado, saí do banheiro e fui
perambular pela ampla sala na casa em silêncio. Abri uma porta do terraço e fui olhar a
vista da lagoa. Já havia muita gente jogando, caminhando, correndo, andando de
bicicleta, etc. Vendo todo aquele movimento, comecei a pensar. E se a minha
vida fosse aquela? E se eu vivesse com a Estela naquele apartamento, trepando,
comendo e passeando? Ela era tão rica e estabelecida na vida, e eu ainda tinha
tudo por fazer. Pela primeira vez, senti a angústia do risco de viver. Alguns
trabalham a vida toda para pagar as contas; outros, como a Estela, nem olham os
preços. Será o acaso que decide a que grupo cada um vai pertencer? Será que o
esforço vale a pena ou é melhor aferrar-se à menor oportunidade de saltar
algumas etapas, ainda que seja vendendo o próprio corpo? Eu não me sentia
propriamente "vendendo" meu corpo, mas já era capaz de perceber que
uma relação com uma mulher como a Estela não tinha nada de natural e que fazer
durar essa relação seria forçar a barra. Além disso, eu gostava do meu grupo de
amigos, dos colegas de cursinho, das meninas um pouco mais novas que eu; queria
viver o sonho de ingressar numa "federal" e estudar algo de
interessante que me permitisse ser senhor do meu destino e ter uma vida intensa.
Dei uma boa olhada em todo o panorama espetacular que se descortinava do
terraço, respirei profundamente e voltei para dentro com a decisão tomada de
que tudo não passaria de um fim de semana excepcional que me ajudaria a
amadurecer.
— André! Era Estela, me chamando com voz lânguida.
— Bom dia! respondi, parando na porta do quarto.
— Dormiu bem, meu lindo?
— Apaguei, e você?
— Eu também. Foi ótimo, ontem, não foi?
— Adorei.
— Pena que já seja domingo!
— E tarde! É quase meio-dia.
— Você tem aula amanhã?
— Hum-hum. Tenho que dormir em casa.
— Vai ser horrível. Estou sofrendo por antecipação.
— Ah, deixa disso! Vamos tomar café? O dia está lindo!
exclamei indo abrir a cortina.
— Ai, vem cá para eu morder essa bundinha! pediu ela,
me vendo de costas.
Fui me jogar de bruços na cama e ela se atracou com a
minha bunda, beijando, mordendo e dando tapinhas.
— As meninas devem enlouquecer com essa bundinha de
bebê tão sexy, fala a verdade!
— Até que não, respondi, evasivo para ocultar a
inexperiência.
— Pois eu adoro! disparou ela, colando o rosto na
minha bunda e fazendo-a de travesseiro.
— Você não sente falta de viver com um homem?
perguntei.
— Às vezes; para ter mais sexo. Mas minhas conquistas
me excitam mais e causam menos problemas.
— Casamento é chato?
— Não é chato, mas vira rotina, e o fato de conhecer o
outro do avesso tira o erotismo da relação porque a gente vai se invadindo
mutuamente em vez de continuar olhando de fora.
— Você quer dizer que um tenta modificar o outro?
— É. Eu, por exemplo, no final do meu casamento, que
durou quinze anos, já não aguentava mais o jeito do pai do Luis Alberto, queria
por força que ele mudasse, mas hoje sei que aquela era a natureza dele.
— Então, no casamento, a gente acaba querendo moldar o
outro ao nosso jeito, e como isso é impossível, ou a gente se separa ou se
conforma?
— Isso mesmo, menino inteligente! E eu não me
conformei.
— Então você não é infeliz por ser separada e não quer
mais morar com um homem.
— É, acho que não. Mas quero deitar e rolar com homenzinhos
como você, seu gostosinho! fez ela, deitando-se nas minhas costas e vindo me
beijar o rosto por trás.
— É mais fácil, eu sei, mas eu não te dou o mesmo
prazer que um homem feito, aposto.
— É diferente. Com você, é "leve", digamos
assim.
— Sem compromisso, pura diversão.
— Exatamente, e é disso que estou precisando.
Ela estava achando engraçado ficar por cima de mim sem
ter nada para encaixar. Quanto a mim, estava meio sem jeito, ocupando o lugar
que era o seu. Então me virei e num instante estava novamente dentro dela, que
me cavalgou até extrair meu primeiro orgasmo do dia.
— Foi tudo dentro, dessa vez.
— Não faz mal. Já sei que posso confiar em você.
— E se a gente tiver um filho?
— Isso é impossível. Mas sem perguntas, OK?
— Tudo bem.
A sensação de estar nu com uma mulher num espaço só
nosso era nova para mim, e deliciosa. Nós nos olhávamos muito. Estela me enchia
de elogios a cada parte do meu corpo, dos dedos dos pés ao cabelo em rebuliço. Eu era mais
calado e observava sobretudo seus seios, o traço sombrio entre as coxas e a
bunda que o corpo ainda fino e a cintura desenhada destacavam. Eu sentia meu
pau em constante semi-ereção, e de fato, ele jamais amolecia completamente,
ficando arqueado como uma tromba e inchado. Isso fascinava Estela, que repetia
sem parar o quanto aquilo distinguia o jovem do homem maduro. A excitação da
mulher logo deixa de ser aparente; o homem, ao contrário, não consegue deixar
de sinalizá-la.
O fato de ser o objeto da minha excitação animava
Estela e a motivava a inventar mil brincadeiras eróticas. Ainda no domingo, na
hora do café da manhã, ela me enxotou da cozinha para poder se concentrar. Quinze
minutos depois, ela me chamou. Ao entrar, vi a mesa posta com dois bowls,
cereais e leite, mas Estela estava sentada na pia.
— Se você quiser fruta, vai ter que vir aqui, disse
ela, misteriosa.
— Aí com você? Não estou vendo nada, respondi, já me
aproximando.
Quando cheguei diante dela, Estela pôs as mãos para
trás e meu olhar foi diretamente entre suas coxas. Da buceta ultrapassava
unicamente o que logo descobri ser o talo de uma banana.
— Estava muito gelada, disse ela, lânguida, movendo as
pernas.
— Quer que eu tire? perguntei, sentindo e vendo meu
pau endurecer.
— Mm-hm, disse ela, passando a língua nos lábios.
Comecei lentamente a puxar. A banana parecia grande e
estava toda dentro dela! Eu jamais vivera um joguinho erótico assim. Ela foi
saíndo molhada, forçando a abertura da buceta e contrastando com ela na cor e
na textura enquanto Estela respirava forte.
— Não tira toda ainda... Brinca um pouco com ela,
vai... gemeu ela, levando dois dedos ao clitóris.
Usei a banana como dildo vendo Estela se masturbar a
centímetros do meu rosto. A fruta tinha certamente vinte centímetros e
penetrava facilmente até o talo. O clima e a masturbação levaram Estela a um
orgasmo e quando tirei a banana, o líquido desceu farto pela fenda entreaberta.
Estela desceu bamba da pia e foi sentar-se. Não tive nojo de descascar a banana
e misturá-la aos nossos cereais. Comemos passando o pé no sexo um do outro.
Depois havia café, pães, Nutella e queijo, um super café da manhã.
Era tarde para ir à praia e Estela queria deslocar um
móvel pesado de um canto a outro da sala. Como ele estava cheio de álbuns, nós
o esvaziamos parando para ver fotografias dela quando jovem. Sua beleza na
adolescência não me surpreendeu; Estela foi uma menina linda de corpo
maravilhoso. Não pude deixar de fazer elogios a cada foto sua de biquíni, short
ou minissaia. Numa delas, em que ela aparece abraçando um namorado, o biquíni
era tão ínfimo que se limitava a uma espécie de tapa-sexo com uma tira
finíssima na cintura.
— Esses dias eram incríveis! disse ela, meneando a
cabeça.
— O que aconteceu?
— Nós éramos uns dez no sítio desse meu namorado e, só
para te dar uma idéia, eu era a mais comportada!
— Com um biquíni desses?
— Se os nossos pais soubessem que levávamos biquínis
assim para ficar com os meninos, nos deserdavam!
— Ah, porque vocês só usavam esses biquínis em
"ocasiões especiais", é isso?
— Só quando a gente ia para a casa da praia ou o sítio
de alguém do grupo, nunca na praia ou em público.
— Bom, isso ou pelado, tanto fazia! comentei.
— Aí é que está! Os meninos ficavam ainda mais acesos
nos vendo assim, porque o biquíni ainda é um limite, enquanto que com todo
mundo nu, vale tudo a qualquer momento.
— Entendi, entendi, haha! Mas depois rolava de tudo,
imagino.
— Na época desta foto, eu era bem fiel a esse
namoradinho que eu amava loucamente, mas em outras temporadas, eu aprontava
como todo mundo.
— Conta alguma coisa do que vocês faziam, vai.
— Ah, por exemplo, a gente fazia rodinha para ver um
casal transando, como em show de sexo explícito, ou então uma das meninas
chupava todos os garotos.
— E você? Fala de você.
— Ah, eu adorava fazer a três, com dois amigos que não
me dessem sossego.
— Você me disse que já ficou com menina também.
— Pois é exatamente esse grupo. A Isabel era a que me
dava mais tesão. Era uma moreninha linda de cabelo comprido. Eu e esse namorado
que você está vendo na foto ficamos várias vezes com a Isabel. Olha, aqui tem
uma foto dela.
— Um tesãozinho! E ele "dava conta" das
duas? perguntei, atrevido.
— O Stefan? E como! Quando ele ligava ninguém
desligava mais!
— Uau! Eu queria voltar no tempo para aparecer lá!
— Por quê? Hoje vocês são ainda mais soltos, e tão bem
informados!
— É, eu sei, todo mundo começa muito cedo, mas quando
a gente chega aos dezoito e vê que as meninas da mesma idade já fizeram tanta
coisa, rola tipo uma timidez porque a gente se cobra desempenho.
— Ah é? Esse é o novo problema?
— Bom, agora que eu estou com você, vou tirar de
letra, mas até ontem, se eu quisesse ficar com uma menina muito bonita e
gostosa, eu já sabia que ela ia ser super exigente.
— Você chegou a ser rejeitado?
— Quantas vezes! Elas querem pauzão e caras que sabem
fazer tudo.
— Bom, dotadinho, você é. Só não é muito de fazer sexo
oral, e isso é importante.
— É verdade, não curto tanto. Aliás, nem sou tão
fanático assim de ser chupado, sabia? A cabeça do meu pau é sensível. Eu curto,
não reclamo, mas gosto mesmo é de trepar.
— Cabeça sensível mesmo tendo sido operado. Você é uma
raridade! Mas está anotado; sabendo disso, vou ser mais carinhosa!
— Haha!
O domingo ia avançando nesse astral gostoso de
ocupação e papo misturados com sexo. Mudamos o tal móvel de lugar, repusemos as
fotos e objetos dentro dele, mas sempre que o tesão subia, nós dávamos uma
paradinha para trepar, não só na cama, mas por todo o apartamento, até no
terraço. Eu estava enfeitiçado pelo jeito simpatico e sensual da Estela, e ela
pelo meu corpo incansável, pelo meu pau sempre apontado para o teto e pelo meu
rosto tardiamente imberbe que ela dizia ser de anjinho barroco mesmo que eu não
fosse gordo nem louro. Por volta das 6h30, meu telefone tocou e tive que
atender: era o meu pai.
— Onde é que você está?
— Com uns amigos, na casa do Serginho, pai.
— Quero você em casa às dez, ouviu bem? Você tem aula
amanhã cedo e cursinho não é brincadeira para quem quer ir para uma federal,
disse ele cinicamente.
— Pode deixar, pai.
— Estou ligando bem antes para evitar surpresas. Agora
cabe a você evitar a guerra.
— Tá legal, pai, relaxa!
— Bom, está avisado. Tchau.
— Tchau, pai.
Esse foi o teor do telefonema. Meu pai era sisudo,
estava meio farto da minha vida boêmia e não acreditava que o meu sonho de
estudar numa universidade federal se concretizasse um dia, portanto eu era para
ele potencialmente um "prejuízo". Me vendo desanimado, Estela se
aproximou acariciando-me o pau e me cobrindo de beijinhos no rosto.
— Não quero te ver assim, meu lindo. Pai e mãe é
sempre a mesma coisa; são cheios de expectativas em relação aos filhos e tensos
por causa disso. A verdade é que os pais têm todos um pouco daquele desejo
secreto de se realizar através dos filhos. Eu ainda sou assim, mesmo com o
filho encaminhado e estudando fora. Ainda tenho medo que ele me apareça aqui um
dia dizendo que parou tudo e que quer voltar ao conforto da casa da mamãe no
Rio.
— É, mas por causa disso, a gente só tem mais três
horas para ficar juntos, resmunguei.
— Qual é o problema? Você não quer mais ser meu
namorado? Não vamos nos ver um pouquinho todo dia? Pensa bem, você pode vir
para cá estudar, passar o fim do dia! Pode até trazer roupas e material de
estudo para deixar aqui.
— Você está mesmo a fim disso, Estela?
— Eu já te disse que o Luis Alberto só vem em julho. Temos quase
três meses. E se tudo estiver ótimo, você some com as suas coisas enquanto ele
estiver no Brasil, mas depois volta.
— Não sei se isso dá certo.
— Ah, por favor! Nosso fim de semana foi tão gostoso! Por
que interromper?
Ela disse isso me empurrando para o sofá e vindo
chupar-me intensamente o pau. Gemendo muito, acariciei seu cabelo e suas
costas, olhando em volta, completamente indeciso. Naquele momento, depois do
telefonema do meu pai, eu estava integralmente disposto a ficar o mínimo de
tempo possível em casa. Hoje
em dia, repensando no que me fez tomar a decisão de ficar com a Estela, chego à
conclusão de que o fator decisivo foi, sim, toda aquela tensão da expectativa
sobre o meu futuro que havia na voz do meu pai ao telefone. Eu não queria mais
aquilo, estava farto de ter que corresponder aos projetos da família.
— Eu topo ser teu namorado, Estela! declarei, olhando
para baixo.
— Hmm...
Estela estava em outro nível de consciência, entretida
com meu pau completamente ereto. Pela sua respiração ofegante, pude notar que
ela estava mais excitada do que eu imaginara. Ela me chupava intensamente,
movendo o corpo com volúpia. De quatro no sofá, seus movimentos me davam a
impressão de que ela estava sendo possuída por algum ser invisível. Sentindo o
astral voltar a ferver, fui lentamente me levantando com a intenção de
penetrá-la ali mesmo, no sofá, e ela não precisou falar para por-se de joelhos
nele com a bunda voltada para fora. Ela estava se masturbando, enfiando
profundamente os dedos na buceta e não parecia ter a intenção de parar. Encostei
meu pau em sua mão, mas ela não se deteve para que eu entrasse. Em vez disso,
ela olhou para trás e me lançou um olhar que até hoje não sei dizer como fui
capaz de interpretar da maneira correta. Pus ambas as mãos em sua bunda e
separei os gomos até ver o cu entre eles. Estela me olhou de novo, desta vez
com ar de menina vulnerável.
— Mete, disse ela, num gemido.
Quando encostei a cabeça do pau no cu fechado, ela
cravou as unhas de uma mão na almofada do encosto do sofá e os dedos da outra
na buceta. Julguei que não ia ser fácil, mas ela parecia doida por isso. Para
surpresa minha, assim que comecei a pressionar, o buraco começou a acolher meu
pau, como se o mordesse para engoli-lo.
— Fode, meu lindo. Fode gostoso. Mete todinho, disse
Estela, se contorcendo, mas gemendo de prazer.
— Eu não sabia que você gostava no cuzinho.
— Eu custo a me soltar para fazer, mas eu fui ficando
com tanto tesão agora há pouco... Ai, assim, mete tudo.
Vi meu pau deslizando entre os gomos da bunda bonita
da Estela, pressionado pelo anel do cu em torno dele. Ela se masturbou com
tanta força que logo começou a gozar, de rosto colado na almofada e me puxando
pela coxa para socar com força.
— Você está me fazendo gozar sem parar, disse ela,
choramingando entre os gemidos e completamente empinada para receber as minhas
estocadas.
— Meu pau está tão gostoso assim? perguntei, prosa
como só um adolescnte pode ficar.
— Ai, está me deixando doida, meu lindo. Goza muito e
tudo dentro, está bem? pediu ela, sempre gemendo e oferecendo-se mais e mais.
Embalado num movimento ritmado e intenso, não demorei
a ser advertido pelo meu corpo de que o orgasmo estava a caminho. Quando comecei
a gozar, ejaculando fartamente, Estela teve um novo orgasmo pela masturbação e
seus espasmos a deixaram completamente fora de si. Fazendo força com o braço
apoiado no sofá, ela literalmente se projetava contra mim fazendo-me penetrá-la
fundo. O cu havia cedido e adaptara-se perfeitamente ao diâmetro do meu pau. Isso
aliado à lubrificação faziam com que eu nem o sentisse mais; eu apenas mantinha
um vaivém ultra-rápido e aguardava a reação final de Estela. Eu gozara vezes
sem conta naqueles dois dias, minha resistência ao orgasmo estava no auge. Estela
por fim levou os dois braços ao sofá e repousou a cabeça neles, deixando-me
encarregado do movimento e limitando-se a gemer continuamente, modulando a voz
ao sabor dos pequenos trancos que o meu corpo dava no seu. Tudo se passava como
se uma vez aberta essa nova porta, seu prazer desse um salto e mudasse de
natureza. A excitação quase histérica do início dava lugar a um estado
orgásmico constante, mas suave, como um torpor, um transe. Hoje sei que eu
poderia ter permanecido assim durante muito tempo, mas naquela primeira vez,
depois de longos minutos, acabei me concentrando para fazer vir o orgasmo e
terminei ejaculando dentro de Estela o resto que me sobrava. O mais
interessante é que como esse estágio do prazer que até então eu desconhecia era
meio "tântrico", estávamos ambos relaxados quando saí dela. Nos
deitamos juntos no sofá e caímos no sono.
(...)
— André, você vai perder a hora! disse Estela, me
sacudindo.
— Hã? Que foi?
— Levanta e te veste que eu vou te levar. São nove e
meia da noite. Nós dormimos por quase duas horas!
— Caramba! vou voando para o banho, então.
Foi a conta certa. Estela me deixou na minha rua às
10h da noite em ponto. Em
casa, reencontrando o olhar amoroso da minha mãe e o cenho franzido do meu pai,
tive a certeza de que a decisão que eu tomara era a mais acertada. Minha
relação com Estela foi perfeita até a segunda semana de julho, quando o filho
dela veio passar um férias no Brasil. Mas em vez de duas semanas, ele acabou
ficando praticamente dois meses, voltando quase em setembro para o reinício das
aulas na Alemanha. Estela voltou a ser mãe, ficou chata, não era mais a mesma
ao telefone, sentia-se culpada e me evitava. Resultado: quando o filho foi
embora, não voltei mais lá. Meses depois, eu a vi no BMW conversível com alguém
da minha idade ao seu lado, provavelmente outra conquista. Lamentei um pouco na
hora, mas hoje só tenho do que me alegrar por aqueles quase três meses em que
fui seu namorado. Eles me valeram uma experiência infinitamente superior à de
todos os meus amigos e me propiciaram encontros com mulheres adoráveis. Estela
me deu sorte e estará para sempre no céu da minha vida.

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