Quem não se lembra da deliciosa japonesinha surda-muda do filme Babel, aquela
cujo pai presenteou um marroquino com uma arma que acabou ferindo gravemente
uma turista americana preocupada com os dois filhos deixados nas mãos de uma
babá mexicana ignorante e vulnerável arrastada para uma aventura pelo filho
irresponsável? Interessada por um dos meninos do bandinho debochado, a menina
japonesa acabou mostrando-lhe o "bicho cabeludo" ao abrir as pernas
em plena lanchonete que eles frequentavam, você se lembra? Excitante, não? Pois
é, a gente pensa que essas coisas só acontecem no cinema, mas não. Aí vai uma
historinha que tem tudo para apimentar o fim de tarde de um aficionado dos
contos eróticos.
Eu tinha todo um
itinerário a fazer, então resolvi tomar o metrô e ir diretamente até a estação
mais próxima ao local do meu compromisso mais afastado – a Tijuca – para depois
ir voltando. Fiz o que eu tinha que fazer na Conde de Bonfim e reentrei no
metrô. Descendo a escada rolante, reparei num belo par de coxas todas de fora. A
dona, uma morena de uns vinte e dois anos, estava usando uma minissaia de fazer
parar o trânsito. Resolvi entrar no mesmo vagão que ela. Encontrando um dos
poucos lugares vagos, ela sentou-se com a bolsa diretamente sobre as pernas,
única proteção contra os olhares ávidos. Fiquei de pé observando, mas não de
muito perto. Ela saltou na estação Uruguaiana e eu fui atrás, impressionado com
a desinvoltura com que ela entrou na escada rolante, certamente consciente de
que muitos tentavam olhá-la por baixo da saia. Já na rua, ela entrou numa
farmácia, comprou umas coisas, depois saiu. Muitos homens se viravam para olhar
para trás e alguns comentavam, mas ela seguia em frente parecendo não se
importar. Parando ao seu lado nas poucas vezes em que ela parou para olhar
vitrines, consegui alguns dos melhores "upskirts" da a minha coleção
de fotos de voyeur. Bem iluminadas devido à saia curta, vê-se perfeitamente a
calcinha vermelha literalmente "espremida" entre os gomos deliciosos
da bunda perfeita. Continuei seguindo-a até vê-la entrar na fila de uma casa
lotérica, jogar e tornar a sair. Quando pensei que fosse o fim e que iríamos
nos separar, tive uma agradável surpresa: ela voltou para o metrô e tomou a
direção Zona Sul.
O movimento era
grande na estação, portanto não me preocupei mais em estar fora do seu campo de
visão; sentei-me ao seu lado, oposto pelo corredor do vagão. Pelo canto dos
olhos, eu podia ver inteiramente a sua coxa esquerda e a bolsa estrategicamente
pousada no colo para não revelar a calcinha a algum engraçadinho que a
observasse de pé diante dela. Eu tinha que saltar na estação Carioca para ir
pegar uma encomenda na Leonardo Da Vinci. Cheguei a hesitar entre o livro e o
corpaço, mas resolvi adiar o compromisso e fiquei no metrô. Por sorte, ela
saltou no Largo do Machado, e eu fui atrás. Desta vez, ela subiu a escada
tentando se proteger com a mão dos olhares de quem subia atrás, mas era inútil,
viam-se as polpas deliciosas no final das coxas e eu cheguei a ver num relance
a calcinha vermelha entre elas. Segui-a a uns dez metros de distância. Ela
entrou numa galeria e se dirigiu até o porteiro, que indicou o elevador. Mais
que depressa, precipitei-me nele ao mesmo tempo. Pela primeira vez, pude até
sentir o seu perfume. Ela saltou na sobreloja comercial e foi até um salão
de beleza. Aparentemente, ela ia fazer as unhas ou algo assim. Andei para lá e
para cá até vê-la instalada num a cadeira com a pedicure aos seus pés. Calculei que eu teria tempo para ir voando
até o Catete pegar um despertador no conserto na relojoaria de um senhor que é
amigo de infância do meu pai. Não há santo que o faça mudar de relojoeiro, mas
eu sou o filho santo que vai até lá buscar as coisas que ele manda consertar
por defeitos imaginários ou limpezas desnecessárias. A loja não fica longe do
Largo do Machado; em quinze minutos eu estaria de volta.
Quando voltei, me
dei conta da sorte que eu tive. O mulherão da minissaia vinha saindo da
galeria, de unhas feitas – vermelhas – na sandália de couro de um palmo de altura.
Passei por ela, dei meia volta logo atrás e continuei a segui-la. Ela foi a pé
em direção ao Flamengo. Aproveitei para fazer mais uma série de tomadas de
"upskirt", algumas realmente sensacionais que mostram o alto das
coxas e a calcinha toda enfiada na bunda linda. Ela caminhou um pouco e entrou
no restaurante Lamas. Será que ela ia almoçar? Eram três da tarde, tudo era
possível. Mas não, ela namorou uns doces no balcão, perguntou ao sujeito se
podia ir comer lá dentro com um café e entrou. Os homens ficaram indóceis; só
faltaram brigar para servi-la.
Entrar ou não
entrar, eis a questão! Vasculhei os bolsos à procura de dinheiro e consegui
encontrar quinze reais. Devia ser suficiente para um doce, um café e a gorgeta.
Resolvi sentar e procurar um lugar que me permitisse ter um ângulo
interessante. Não seria difícil a essa hora e num dia de semana, pensei. Acabei
conseguindo um lugar que me permitia vê-la em diagonal. Mas era frustrante
porque as mesas do Lamas têm longas toalhas brancas; não se viam nem as perns
do mulherão. Para espanto meu, ela remexeu na bolsa, tirou um livro de bolso e
folheou enquanto comia o doce e tomava seu espresso. Comecei a perceber que eu
a olhava sem muito receio, talvez porque segui-la há mais de uma hora a tivesse
tornado familiar. Me pareceu normal estar por perto. Ela atendeu ao celular,
depois deu uns dois telefonemas e voltou ao livro. Continuei confiante,
arriscando espiadas frequentes, lamentando um pouco que a saia fosse mais sexy
que a blusa, mas achando aquilo tudo muito emocionante. Era a primeira vez na
vida que eu me dispusera a seguir alguém. À certa altura, ela ergueu o olho e
seu olhar incidiu diretamente no meu.
A coisa durou uma
fração de fração de segundo, mas foi o suficiente para me fazer virar bruscamente
a cabeça para o prato, onde a minha torta alemã amolecia, intocada. Enquanto eu
dava uma primeira garfada, a gostosa voltou ao celular e falou da pedicure com
uma tal de Léa que me pareceu ser bem íntima. Quando me senti seguro novamente,
arrisquei outra olhada, depois mais outra, até ser novamente surpreendido por
ela. Não havia mais dúvida, eu fora descoberto. Ela não sabia que estava sendo
seguida por mim - isso não - mas sabia que ali, naquele restaurante, eu a
estava observando. Eu não queria entregar os pontos, me levantar e ir embora
depois de tanto trabalho. Voltei a pensar nas coxas maravilhosas, livres e
frescas sob a mesa protegida e isso me deu coragem de prosseguir. Continuei
dando minhas olhadelas, consciente de que ela percebia algumas delas. Foi então
que aconteceu o inimaginável.
Eu bem que percebi
uma atitude estranha do seu corpo. Ela como que se inclinou para o lado e para
frente, depois fez uns dois ou três movimentos para baixo, como se coçasse uma
perna. Observei isso tudo e, mais uma vez, ela me pegou em flagrante. Mas dessa
vez, as coisas não se passaram como antes. Ela retomou a leitura, mas notei que
sua perna surgiu por fora da mesa e da toalha imaculada. Olhei melhor e topei
com os seus olhos por cima do livro. Desta vez, tomei coragem e não desviei a
cabeça, sabendo que dali em diante tudo entre nós era absolutamente consciente.
Limitei-me a sorrir e fiz um lento sinal com a cabeça, apenas para assegurá-la
de que ela não estava diante de um cafajeste. Ela então virou-se um pouco mais
na minha direção e foi então que adivinhei que algo de muito raro estava para
acontecer. Quando baixei os olhos para ver sua cadeira, ela puxou a minissaia
para trás até deixar-me descobrir o que eu jamais teria imaginado acontecer
ali. Na mesma hora veio-me a lembrança dos movimentos estranhos que ela
fizera há pouco. Era isso! Sentado a uma distância de cerca de cinco metros
dela, eu via claramente sua coxa desnuda ultrapassando a toalha branca e, bem
no fundo, a fenda sombria entre um par de lábios morenos e carnudos. Ela
voltara ao livro e fingia ler enquanto presenteava o voyeur como se premiasse a
si mesma por tê-lo descoberto.
Eu podia
contemplá-la o quanto quisesse. Estava lá, exposta só para mim. Quando um
garçom despontava em seu campo de visão, ela fechava a perna ocultando-a sob a
mesa, depois tornava a abri-la, voltando a ler e olhando-me por cima do livro.
A etapa seguinte foi o toque, depois as carícias, e pude ver seu rosto mudando
ao sabor da excitação. Estimulada pelos meus sorrisos e meneios de cabeça, ela
acabou separando os lábios com o indicador e o médio, exibindo-me a vulva de um
rosa vivo e brilhante. Minha excitação foi a mil.
Mas o que fazer? Eu
não me sentia à vontade para exibir-me também. Minha mesa, ao contrario da sua,
ficava no meio da sala; eu não tinha o menor controle sobre quem podia
ver-me por trás. Apontei sutilmente para os banheiros com os olhos, mas ela fez
que não. Em seguida, apontei para a sua mesa para sugerir que eu poderia ia até
lá, mas a resposta foi mais uma vez negativa. Eu teria adorado mostrar-lhe a
minha ereção, mas o risco era grande e ninguém quer ir parar numa delegacia por
exibicionismo. O show prosseguia com a masturbação explícita. Ela pôs-se a
acariciar o entrelábios com dois dedos e não se furtou a introduzi-los na
vagina, revirando os olhos como se fosse ter um orgasmo. Comecei a me odiar por
falta de iniciativa. Eu estava diante de uma mulher atraente e visivelmente
excitada, mas não tinha dinheiro nem lugar onde levá-la! Sem deixar de olhá-la,
tentei desesperadamente encontrar uma idéia, imaginar uma possibilidade, ainda
que remota, de levá-la para a cama.
Mas fui lento e
ineficaz. Logo a vi fechar a perna e refazer os movimentos estranhos que
agora eu sabia serem os de recolocar a calcinha vermelha. Meu coração parecia
querer sair pela boca quando ela pediu a conta. Olhei desesperado para ela, que
sorria e meneava a cabeça como se dissesse: "Coitado!" Pedi a conta
ao mesmo garçom e preparei o espírito para tornar a segui-la, mas agora
totalmente em segredo. Ela então tirou algo da bolsa – uma caneta – e escreveu
num pedaço de papel, que ela deixou na mesa depois que o garçom trouxe o troco
e levou a gorgeta. Ao levantar-se, ela olhou para mim e olhou para o tal
papelzinho, dando-me a indicação de lê-lo. Assim que ela se afastou,
precipitei-me até lá. No verso de uma notinha de farmácia, ela rabiscara
algumas coisas, dentre elas a palavra "travessia". O resto era
ilegível.
Que diabo ela
queria dizer com isso? Para que escrever uma mensagem indecifrável? Não teria
sido mais simples deixar um número de telefone? E meu garçom não voltava com o
troco, que era pouco mas que eu não queria deixar lá. Sem sair do restaurante,
fui olhar para fora para ver que direção ela tomara. Para desespero meu, ela
acabara de entrar num taxi. Agora era ela que estava brincando comigo e aquilo
estava me deixando louco. Enfim, meu mísero troco chegou e eu saí do Lamas. Só
me sobravam créditos de metrô. Perambulei um pouco pela calçada pensando na
reviravolta que o meu joguinho erótico sofrera. As imagens da garota da
minissaia eram mais nitidas na minha mente do que as da rua nas minhas retinas.
As coxas, as fotos, a calcinha vermelha, a mão acariciando o sexo depilado...
As imagens se alternavam deixando-me transtornado. Tirei a notinha do bolso e
recomecei a ver os rabiscos. Olhando melhor, me pareceu haver uma frase curta
iniciada por "Vou na..." em seguida havia uma palavra parecida com
"travessia" ou algo próximo, numa caligrafia bem mais legível, e por
fim algo semelhante a "limo". Uma das palavras intermediárias era
vital à compreensão. Parei e me concentrei totalmente. Refiz o itinerário dela
e reconstituí tudo que eu vira até o restaurante. A última imagem era a da
leitura fictícia, olhando-me por cima do livro... O livro! Foi aí que tive o
estalo. Reli o papelzinho e meu cérebro cuidou de preencher as lacunas. Ela
havia escrito, em mau português: "Vou na livraria da Travessa
devolver um livro." Fiquei como um louco, para lá e para cá sem saber o
que fazer. Por fim, resolvi voltar ao metrô e tocar para Botafogo, dizendo
"seja o que Deus quiser" para os meus botões.
"Livraria da
Travessa", li praticamente em voz alta. Passei pela bela porta envidraçada
e entrei, já sentindo o perfume inebriante dos milhões de páginas novinhas em
folha. À primeira vista, não a vi, então pus-me a procurar com afinco, mas
discretamente. Não era pelo fato de ter um bilhete seu que eu me autorizaria a
me comportar como se tivéssemos passado a noite juntos. Ela não estava nos
caixas. Talvez já tivesse devolvido o livro e estivesse procurando outro.
Atravessei a sessão dos best-sellers e fui explorar o fundo da loja. Sessão
infantil, línguas, novelas inglesas... Nada. Passos na escada metálica me
lembraram da existência do segundo andar e quando me encaminhei para ela,
adivinhe quem vinha descendo?
Parado com o pé no
primeiro degrau, senti meu rosto ferver e imaginei minha brancura sendo tingida
de vermelho sangue, fenômeno que me ocorre desde a mais tenra idade. Eu não
sabia se devia subir a escada, recuar, olhar para ela ou me desculpar e virar
as costas. Mais uma vez, foi ela que deu o rumo. "Atravessa", disse
ela, com uma voz suave, saindo da escada e apontando para fora da loja.
Atravessar? Para
quê? Se nós nos encontramos e ela ela me dirigiu a palavra, para que continuar
a brincar? pensei, quase impaciente. Mas quem entra na água tem que se molhar,
então resolvi continuar no jogo. Até que fazia sentido porque atravessando a partir
da Livraria da Travessa, a gente dá de cara com o cinema cult de Botafogo.
Então atravessei e esperei. Minutos depois, ela surgiu na minha frente dizendo
"Guichê, guichê!" com voz cantarolada. Não tive alternativa:
— Juro que estou
sem um puto, disse eu, quase chorando.
Foi como um balde
de água fria. A garota me pareceu ter dois metros e me olhar lá de cima. Me
senti decrescer enquanto ela já olhava em volta, provavelmente tentando se
lembrar do próximo compromisso. Desesperado, supliquei ao meu cérebro que
trabalhasse rápido e bem, e em meio segundo veio-me na tela da mente a imagem
de um conhecido que trabalhava no café Estação. "Espera dez segundos, por
favor!" supliquei, já saindo em disparada. Pude ouvi-la respondendo, numa
vozinha irônica: "Nove, oito, sete..."
Acho que jamais agi
tão rápido em toda a minha vida. Em menos de um minuto, fui até o café, pedi ao
Zeca dinheiro emprestado até o dia seguinte e voei de volta à calçada.
— Pronto. Pode
escolher o filme! eu disse, ofegante, mas todo orgulhoso.
— Qualquer um, foi
a resposta.
Não valia a pena
ver nada de novo e espetacular porque adoro cinema e isso poderia me distrair.
Como era uma quinzena do cinema francês, escolhi Pauline à la Plage, que
adoro, mas já vi mil e seissentas vezes. A garota da minissaia ignorava a
existência de Eric Rhomer, mas a essa altura do campeonato, não estava dando a
mínima bola para o filme. Caminhando ao lado dela em direção à sala, tive a
minha primeira sensação de alívio.
Fomos tacitamente
para um dos cantos do fundo e ela nem se deu o trabalho de cruzar as pernas ao
sentar. Ela sabia que a primeira coisa que eu faria seria travar conhecimento
com as suas coxas desnudas.
— Ai, que gostoso!
Ar condicionado enfim! exclamou ela, erguendo o cabelo da nuca com ambas as
mãos para refrescá-la ao mesmo tempo que as axilas perfeitamente depiladas, e
já abrindo as pernas para dar liberdade à minha mão, que pousei sem hesitar bem
no meio delas.
— Eu estava louco
para tocar nessa bucetinha linda, cochichei, aproximando-me para dar-lhe um
beijo no pescoço.
— Eu vi que você
gostou dela. Estava toda molhadinha lá no Lamas.
— Eu queria te
mostrar o meu pau, mas não tinha jeito.
— Eu sei, ali
estava difícil. Foi por isso que atraí você para cá. Mas eu estava doidinha
para trepar.
Não precisei dizer
nada para que ela abrisse a o meu cinto, a calça e procurasse meu pau na cueca.
— Nossa, já está
pronto!
— Há muito tempo!
Acho que ele está duro há umas três horas!
— Três?! A gente
acabou de se conhecer! disse ela, virando-se mais para mim e espalhando a baba
pelo pau todo enquanto o filme começava.
— Ah, deixa pra lá,
disse eu, sabendo que ela não daria continuidade a assunto nenhum nesse momento.
— É, vamos aproveitar.
Ele está todo molhado.
— E doido para
ficar mais molhado ainda, respondi, numa sugestão implícita.
— Verdade? Então
vou fazer um agradinho nele.
Ela mergulhou no
meu colo e abocanhou sem medo e sem o menor sinal de nojo o meu pau
completamente encharcado. Como uma profissional, ela deu uma ou duas chupadas
fortes e cuspiu no chão do cinema, depois se entregou a uma estupenda felação,
sugando intensamente e engolindo sem hesitar. Enquanto isso, eu acariciava sua
coxa até a bunda, resvalando as pontas dos dedos na xana por fora da calcinha.
— Que pau gostoso,
tão grossinho!
— Dezoito por cinco
e todinho seu, ofereci, orgulhoso.
Ela veio cochichar
no meu ouvido, trocando momentaneamente a boca pela mão e chegando a calcinha
para o lado para me dar a chance de mergulhar os dedos na xana escaldante e
encharcada.
— Fode a minha
bucetinha com o dedo, vai, disse ela, forçando bem a calcinha para o lado e
fazendo movimentos de pélvis enquanto me tocava uma punheta lenta mas firme com
a outra mão.
— Será que dá jeito
de trepar aqui? Vem para o meu colo, vem.
— Nossa, será? É
arriscado!
— Qualquer coisa a
gente disfarça. Não tem ninguém nessa fileira. Vem, anda! sussurrei, ansioso.
— Espera.
Ela então tirou a
calcinha vermelha, pôs na bolsa e passou cuidadosamente para o meu colo,
apoiando-se com as duas mãos na cadeira da frente. Meu pau pulsava duríssimo
entre suas coxas, resvalando a xana. Ela se estimulou mais um pouco com isso,
bem sentada no meu colo, depois, com uma uma empurradinha hábil, encaixou a cabeça
do meu pau na entrada. Só precisei de uma ajeitada para que ele mergulhasse
fundo e experimentasse pela primeira vez o aconchego da gruta escaldante. Ela
então soltou lentamente o peso do corpo para não fazer barulho e me deixou
encaixado enquanto rebolava suavemente. Não podíamos nos mover muito para não
chamar a atenção, então aproveitei para acariciar suas coxas abertas dos dois
lados das minhas e percorrê-las até o alto para descer um pouco e encontrar o
clitóris. Quando comecei a esfregá-lo com o dedo, a garota se agitou um pouco e
parei, com receio. Mas ela logo pegou minha mão e me fez continuar, ficando
absolutamente quieta como se prometesse ser capaz de chegar ao orgasmo mais
intenso sem fazer o menor ruído. Ao mesmo tempo, meu pau deslizava em sua
buceta alagada, cujo calor em contraste ao frio da sala multiplicava por dez as
minhas sensações. Ele pulsava em resposta às contrações vaginais cada vez mais
frequentes que ela produzir com perfeita mestria.
Eu estava
confortavelmente recostado e queria experimentar puxá-la para mim para
acariciar seus seios por baixo da blusa. Sem o menor ruído, ela deixou-se
vir e recostou-se completamente no meu corpo. Pude então invadir sua blusa e
erguer o sutiã até libertar os seios redondos que encheram minhas mãos.
— Seu louco!
cochichou ela, enfiando-me a língua na orelha enquanto eu começava a
massagear-lhe os peitos e torcer de leve os mamilos entumescidos.
Ela relaxou o corpo
sobre o meu, tomada pela excitação, e isso me encheu de desejo de levá-la ao
orgasmo. Abandonando um dos seios, voltei ao clitóris e passei a esfregá-lo com
força. Penetrada e estimulada por mim em duas zonas altamente erógenas, ela não
tardou a começar a respirar forte, a ficar ofegante e a mover-se menos
discretamente sobre mim. Preocupei-me, mas já não me era possível
interrompê-la. Com uma contração muito contida do corpo inteiro seguida de uma
série de espasmos que ela controlou da melhor maneira possível, ela pôs-se a
gozar violentamente, masturbando-se e chegando a premer meu saco com a mão
inteira, como se isso me fizesse penetrá-la ainda mais. Eu poderia ter
permitido que o meu próprio orgasmo se desencadeasse naquele momento, mas teria
sido catastrófico e seríamos expulsos do cinema. Uma ou duas pessoas já se
haviam virado para olhar-nos, imaginando provavelmente o que estava
acontecendo. Se um de nós gemesse ou expirasse com força, seria o desastre.
Sendo assim, procurei ficar o mais imóvel possível até que o orgasmo dela
cessasse.
Ela permaneceu
sobre o meu corpo, lânguida e ofegante, durante dois ou três minutos, antes de
sair cuidadosamente do meu pau, ainda extremamente duro, e voltar ao seu lugar.
Eu não tinha a menor dúvida quanto à etapa seguinte. Virei-me o máximo possível
para ela e senti meu membro uma vez mais empunhado e abocanhado, desta vez
muito intensamente, para levar-me ao orgasmo. Ela me masturbou firmemente
enquanto envolvia a minha glande com os lábios, sugando-a. Extremamente
excitado, gozei brutalmente, em jorros fortes e copiosos que ela ia engolindo
tão-logo. Meu desejo era de berrar naquela sala escura, mas tudo que eu fiz foi
crispar meus dedos em sua cabeça e forçá-la para baixo. Quando terminei de me esvair
em sua boca, ela ergueu a cabeça e pude ver seu olhar ainda desvairado pela
intensidade dessa última felação. Ela lambeu os lábios para recolher o esperma
residual e engoliu sorrindo, olhand-me bem. Que rosto bonito! Em seguida, ela
procurou um pacotinho de lenços na bolsa, abriu, tirou um e passou pela vagina
antes de tornar a vestir a calcinha diminuta, puxando-a bem para trás. Pude
tocá-la mais uma vez, sentindo o relevo dos lábios através do tecido fino. Em
seguida, subi cueca e calça que tinham ido parar nas canelas. Antes de guardar
meu pau, ainda longo e inchado, mas já amolecido, ela curvou-se mais uma vez
sobre o meu corpo e o beijou, dando-me em seguida um estalinho bem-humorado.
Assistimos ao filme
até o fim, mas ela não entendeu por que dar importância a um tema como o
de Pauline à la Plage. Ela achou os personagens bonitos, o jovem casal
protagonista muito sensual, mas limitou-se a esse tipo de observações porque de
resto, tudo lhe pareceu enfadonho e corriqueiro. Quando saímos, o que menos
contava era o filme. Eu ainda tinha dinheiro que o meu amigo emprestou e fomos
terminar a tarde na cafeteria do cinema, servidos por ele, que teve a prova de
que eu não estava inventando nada. E nosso último diálogo é digno de um Estação.
— Eu já perguntei
teu nome, disse ela?
— Não, e nem eu,
respondi, achando graça.
— O meu é Paula.
— E o meu é
Silvano. Que coincidência, não é!
— Coincidência? Por
quê?
— Ah, deixa pra lá!
— Ah, deixa pra lá!

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