2.1 Tateando
Pensei durante
alguns dias até tomar a decisão final de passar à ação e sair com os três
rapazes que melhor preenchiam meus critérios de interesse. Sem deixar de ir à
praia, tomei coragem por mais alguns dias e, numa bela manhã de sol, seguindo
as regras que aprendi com o homem da praia, fui sentar-me atrás da linha de
fundo de quadra, próximo ao canto do lado em que o Tiago estava jogando. Embora
ele fosse magro, vê-lo de tão perto, seminu naquela sunga azul, correndo,
pulando, caindo na areia e — o mais importante — sabê-lo disponível para o sexo
foi realmente me excitando e tornando menos racional a finalidade da minha
presença ali. E, para satisfação minha, chegado o intervalo, ele veio
sentar-se na areia, ao meu lado e se dirigiu simpaticamente a mim. Acho que
ainda me lembro desse nosso primeiro diálogo.
— Tudo bem?
Tive a impressão de
que, num átimo, seu olhar foi dos meus olhos ao meu sexo e voltou aos olhos.
— Tudo bem,
obrigado, Tiago. Gostei de te ver jogando.
Ele se deitara de
lado na areia, com uma coxa sobre a outra. Da minúscula sunga azul, eu podia
ver a lateral estreita e a volumosa protuberância central, que Tiago exibia com
total desinibição.
— Já sabe o meu
nome, é?
Seus olhos
percorreram novamente o meu corpo, detivearm-se no sexo, desceram até minhas
coxas e voltaram serenamente pelo caminho inverso, explorando barriga e peito. Não
notei qualquer desaprovação no seu olhar.
— Acabei de
descobrir durante o jogo, mas tenho visto você e seus amigos há algum tempo. Vocês vêm
quase todo dia, hein!
Eu disse isso animadamente, com medo de tornar minha
insinuação óbvia demais.
— Ah, tem que ser!
— Entendo... Trabalho é trabalho, não é mesmo?
— É isso aí. Já vi que você está sabendo de tudo.
Desta vez, o olhar dele se voltou para o chão e a mão
brincou com a areia. A juventude respondera por ele.
— Mais ou menos. É por isso que eu quis te encontrar. Quero
saber como funcionam os encontros.
— É fácil. A gente marca em algum lugar depois do jogo
e vai pra onde você quiser.
— Para qualquer lugar?
— Eu não gosto muito de ir para a casa da pessoa, mas
se não tiver outro jeito, tudo bem. Se você está aqui é porque algum amigo meu
já explicou o lance pra você. Posso confiar.
Lembro-me de ter sorrido quando ele disse
"amigo".
— Pode sim. Foi aquele homem ali que me deu as
primeiras dicas.
— Ah, o Bernardo? Então está limpo.
— Que bom. Mas primeiro quero saber as suas
preferências. A gente não vai fazer nada que você não goste. Você não esconde
de ninguém o seu "dote" e é nisso que eu estou particularmente
interessado.
Terminei a frase olhando diretamente para a sunga
dele, que me pareceu pulsar uma ou duas vezes antes que Tiago levasse a mão até
o elástico e o puxasse ligeiramente para criar um pouco de folga, olhando-me já
com um sorriso cheio de malícia.
— Pois é, não dá pra esconder nem querendo; nunca deu.
Ele respondeu sorrindo, sem tirar o polegar de dentro
da sunga, brincando com o elástico como se, a qualquer momento, fosse me dar
uma "prévia" da sua ferramenta.
— Me fale um pouco das suas preferências, Tiago.
— Ah, com caras assim como você, eu não costumo botar
limites, gosto de quase tudo. Mas quem escolhe é você. Comigo, nem tudo depende
do que a gente tratar antes porque pode rolar um clima legal e aí eu quero mais
é sentir muito prazer.
— Basicamente, quero tocar em você, Tiago. Tocar,
pegar "nele", masturbar, talvez chupar. Talvez eu também peça para
você me chupar.
— Então é sem penetração?
— Em princípio, Tiago. Vou explicar. De uns tempos
para cá, estou me sentindo atraído pelo órgão masculino — pelo pau — e quero
entender o porquê. Tenho vivido como heterossexual até hoje. Sou casado, tenho
mulher e filhos, só tive uma experiência homossexual, na adolescência. Você se
importa se não tiver penetração?
— Não, muita gente não quer, alguns até pedem só para
olhar, me ver tocando punheta, essas coisas. Mas como você me perguntou o que
eu prefiro, acho legal te dizer que eu gosto quando um cliente assim como você
pede pra me comer. Sei lá, acho que quando não rola penetração fica faltando
alguma coisa.
— Mas você é predominantemente ativo?
— Com namorado, ficante ou caras mais novos que eu,
sou. Mas com caras mais velhos eu prefiro dar, não sei por quê.
Em aparente contradição, ele fez isso puxando e
baixando sutilmente o elástico da sunga, sabendo que isso atrairia o meu olhar.
Desta vez, pude distinguir a cor clara e a forma do membro avantajado.
— Eu sei, eu sei. É óbvio que a natureza muitas vezes
dita as regras. Seria um desperdício você ser puramente passivo. Mas eu ainda
não sei dizer aonde consigo chegar.
— Então vão ser cento e vinte. Com penetração são
duzentos se eu for ativo e duzentos e cinquenta se eu for passivo.
— Ah, então você cobra mais caro para dar?
— Claro! Todo mundo quer comer "novinho".
— E você está tentando me vender esse produto jovem e
pulsante, não é? Entendi. Eu disse isso em tom brincalhão.
— Você mesmo disse que trabalho é trabalho,
lembra?
— Claro, claro. Você está certíssimo. Mas a
probabilidade da penetração ainda é remota. E então, quando podemos nos
encontrar?
— Você deu sorte; um amigo desmarcou e estou livre até
a noite.
— Ótimo! Mas eu não tenho hábito de motel e moro aqui
pertinho, você não se importa? Podemos ir juntos logo depois do jogo.
Mal terminei, Tiago foi chamado de volta à partida. Quando
ele se levantou, pude vê-lo de costas. A bunda, em harmonia com o resto do
corpo, não me pareceu mal desenhada; era alongada mas saliente, formava duas
dobrinhas discretas com as coxas completamente lisas. Dentro do seu tipo
físico, Tiago tinha um corpo bem feito.
No segundo tempo de jogo, Tiago me pareceu mais
descontraído, talvez porque eu soubesse sobre o cliente que anulara. Eu o senti
mais leve e bem-humorado. Não pude deixar de refletir sobre o fato de que um
menino de dezoito anos já levasse tão a sério o seu trabalho com sexo. Ele
certamente fora levado pela necessidade de trabalhar cedo, mas não há dúvida de
que sua escolha foi em parte determinada pela facilidade aparente sugerida pelo
seu dote natural privilegiado.
Quando o jogo terminou, Tiago pegou celular, óculos
escuros, chaves e carteira com uma pessoa sentada junto à quadra, e foi ao meu
encontro vestindo apenas sunga, camiseta e chinelo de dedo. Em dez minutos,
estávamos no elevador do meu prédio. Subimos em silêncio, mas uma espécie de
tensão percorria o meu corpo, certamente gerada por aquele corpo seminu e, em
particular, pela ostensiva presença daquele membro em bola na sunga tão
diminuta. Ansioso, pedi para ver ali mesmo o prodígio que até então eu só
pudera tentar adivinhar, mas Tiago só consentiu em erguer um pouco a camiseta e
passar a palma da mão pela barriga plana que contrastava tão bruscamente com a
súbita elevação que se formava logo abaixo dela.
Quando chegamos, deixei Tiago livre. Eu queria vê-lo
comportar-se o mais espontaneamente possível. Ele entrou e foi explorar a casa.
Fui acompanhando seu corpo delgado, vendo suas coxas lisas dando passos leves,
a bunda pequena mas bem feita movendo-se na sunga azul, formando alternadamente
duas deliciosas polpinhas. Ele parou na porta do quarto de casal, olhou para
trás, piscou o olho para mim e me chamou para junto dele. Quando me aproximei,
ele se voltou e, praticamente colado ao meu ouvido, cochichou: "Vai ser
aqui, é?" Um arrepio percorreu-me a espinha e me dei conta de que eu não
havia parado para avaliar o que seria trazer um garoto de programa para a minha
casa.
Tiago pediu para tomar um banho. Indiquei o caminho,
mas ele quis que eu fosse junto. Fui direto até a pia me refrescar e, pelo
espelho, vi-o tirar a camiseta e ficar de frente para mim, só de sunga. A visão
global e tão próxima daquele menino de corpo disponível provocou em mim uma
sensação nova. Ele estava ali, praticamente nu, só para mim. Desta vez, percorri
explicitamente o seu corpo, detendo-me avaliativamente nos pés, coxas, no sexo
ainda intrigante por trás daquela peça de roupa tão pequena mas incrivelmente
extensível, barriga, peito, braços, pescoço, rosto. Tiago tinha um tipo físico
que, poucas décadas atrás, era característico da faixa mais pobre da população
carioca. Mas com o fenômeno de celebrização que erigiu os Romários, os
Ronaldos, os Alexandres, a maioria dos pagodeiros, rapeiros, etc. em modelos de
beleza masculina, com suas cabeças quase raspadas, corpo de trabalhador braçal
e tez de um moreno escuro quase mulato, o aspecto de Tiago se insere
perfeitamente no padrão apreciado do momento. Não quero dizer com isso que ele
não fosse um menino bonito. Não, mas atribuo a sua beleza mais ao meu modo de
vê-lo do que propriamente a ele, que, objetivamente, só contribuía com a
juventude.
Não mais contendo minha curiosidade, pedi para ver. Tiago
sorriu e, com o polegar, baixou por alguns instantes o elástico da sunguinha,
deixando-me ver, todo orgulhoso, aquela misteriosa protuberância desfazer-se
num longo cilindro moreno, de diâmetro normal, mas de comprimento deveras
impressionante: chegava quase ao meio das coxas!
— Quanto?
— Vinte e um.
Ele respondeu repondo o monumento na sunguinha,
acomodando-o habilmente no bojo para reconfigurar a protuberância, pousou
delicadamente o elástico e deu uma "ajeitadinha" no todo passando a
mão por baixo do saco e puxando-o duas ou três vezes para a frente.
— Vinte e um centímetros! Você sempre teve o maior da
turma?
— Sempre. Quando eu era criança, vizinhos, amigos,
colegas chegavam a me pedir para mostrar. Perdi a conta de quantas vezes eu
mostrei meu pau em banheiro de escola, vestiário e escada de serviço do prédio.
Até pra menina, mulher e homem adulto!
— Sério? Você vai me contar isso tudo, Tiago.
— Conto, claro. Eu tenho cada história!
— E vou querer ouvir todas! Bom, mas agora você queria
tomar banho, não é isso? Fique à vontade.
Entrei com ele no longo box envidraçado e me acomodei
em uma cadeira de plástico que sempre deixo do lado oposto ao chuveiro. E
voltei a olhar para aquele corpo que, não fora pelo apêndice improvável, seria
tão banal. Pedi-lhe que se aproximasse para que eu o examinasse bem de perto e,
com a mão em concha, envolvi-o por baixo, vendo-o imediatamente tomar vida. Tiago
arqueou-se para trás, apoiando-se com as pernas na borda da cadeira, entre as
minhas, e pôs uma mão no meu ombro, como se imaginasse que minha manipulação
fosse desequilibrá-lo. Enquanto isso, pousada na minha mão, a enorme
protuberância começou a pulsar e enrijecer, até marcar a sunga com a sua forma
tubular e esticá-la avolumando-a ainda mais e afastando o elástico da barriga
de Tiago. Em ereção, ele ganhava uma dimensão impossível de ser contida pela
sunguinha. Era hora de liberá-lo da sua prisão elástica. Tiago quis fazê-lo mas
eu impedi e, com as duas mãos, baixei lentamente o elástico, contornando o
monstro até fazê-lo literalmente saltar para a frente, armado, semiduro, mas
ainda decomposto, um tanto disforme e curvo, como uma planta exótica que
tivesse acabado de desabrochar ou uma borboleta que tivesse acabado de sair do
casulo. Prendi o elástico por baixo do saco e continuei contemplando a evolução
daquela majestosa ereção juvenil. A glande logo inchou, ficando delineada no
prepúcio e alargando desmesuradamente sua extremidade. Foi nesse exato momento
que toquei no membro de Tiago pela primeira vez. Empunhei-o pelo lado para
descobrir a cabeça, que surgiu exuberante, rósea, saudável, de contorno
perfeito e bordas desenvolvidas.
Tiago estremeceu quando levei a pele até atrás da
glande; senti um pouco mais do seu peso no meu ombro. Lembrei-me de que o
alargamento súbito da extremidade do prepúcio sempre causa uma sensação
estranhamente vertiginosa. Em seguida, masturbei-o de leve, sentindo-o arqueado
em minha mão frouxa. Os vinte e um centímetros armaram-se lentamente, sem
chegar à rigidez total. Imaginei que fosse preciso mais que um simples toque
para erguer uma massa como aquela. Ainda assim, a sensação de potência era
enorme. Mas naquele primeiro contato, eu só queria manipulá-lo um pouco, travar
conhecimento, surpreender-me com aquela espantosa e tardia descoberta de um
sexo masculino alheio.
Toda vez que pensei na felação e na hipótese de
praticá-la algum dia, eu me disse que haveria de ser com um membro ainda não
completamente duro. A idéia de por na boca um membro ereto me soava tão sem
graça quando chupar um palito de picolé. A dureza se opõe à maciez dos lábios,
da língua, das bochechas. O pau de Tiago estava no estágio exato que a minha
intuição sempre considerara aceitável para a felação: cheio, consistente, porém
ainda curvo e maleável. Me lembro de ter olhado Tiago nos olhos e...
— Posso? Perguntei com toda a sinceridade, com um
certo receio de que ele experimentasse algum asco e fosse obrigado a reprimi-lo.
— À vontade. Você está pagando.
Essa resposta ainda ressoa nos meus ouvidos. Só o
costume pôde apagar a sensação de crueza que ela me causou naquele momento tão
delicado. Mas sorri e me concentrei naquilo que eu estava para fazer pela
primeira vez na vida. Da extremidade da glande de Tiago uma gota de muco
transparente começara a se insinuar, efeito dos primeiros instantes de
excitação que a minha lenta masturbação ocasionara. A gota tomou corpo,
cresceu, até começar a escorrer, num tênue fio de prata... que interceptei com
a língua. Saboreei-a. Tiago sorriu. Puxei-o mais para perto, pelo pau, e
abocanhei a glande inteira, que me pareceu imensa, quente e firme, como uma
nectarina. Imediatamente comecei a salivar e senti Tiago empertigar-se,
apertando o meu ombro com dedos nervosos, tentando invadir-me a boca. Afastei-o
empurrando-o gentilmente pela anca, apenas para fazê-lo sentir que eu queria
controlar aquela primeira felação. Mas a excitação foi deixando-o indócil, seu
pau rapidamente atingiu a plena ereção e senti na boca a barra dura que eu
sempre evitara em minhas fantasias. Tive que repeli-lo.
— Espera, Tiago!
— Que foi, "tio"?
— E não me chame assim, por favor.
Confesso que fiquei um pouco irritado. Senti uma
insolência explícita em sua voz, como se Tiago tivesse revelado pela primeira
vez uma natureza verdadeira que eu ainda não conhecia. Fiquei um pouco
desapontado, mas lutei para não permitir que aquilo me desanimasse.
— Já vai ficar puto?
— Não é isso. É que eu nunca fui tão longe e você está
indo rápido demais. Eu queria fazer as coisas ao meu ritmo, você se importa?
— Não, não... Tudo bem, ti... — ih, desculpa –, eu já
disse que o cliente manda. Você está pagando.
Enquanto Tiago falava, seu membro ia amolecendo
rapidamente diante dos meus olhos, até tornar-se um longo arco que ia se
desarmando mais e mais a cada pulsação. A vida de um garoto de programa não
deve ser nada fácil. "Começou bem", pensei com meus botões.
— Anda, toma o teu banho.
Devo ter dito isso com um sorriso condescendente nos
lábios e não fiz menção de me levantar. Eu queria continuar a vê-lo nu.
Tiago tomou banho rápido; estava visivelmente
descontente, mas percebi que isso não o impediu de se lavar criteriosamente, em
especial o sexo, o interior das nádegas, as axilas e os pés. O profissionalismo
em primeiro lugar! Tomei meu banho depois dele e pedi-lhe que me seguisse nu
até a sala. Chegando lá, instalei-o no sofá e fui buscar uma bebida. Quando
voltei, Tiago estava debruçado na janela, tentando ver a rua, doze andares
abaixo. Reparei as laterais côncavas da sua bunda e percebi que ele já notara
que eu estava de volta. Ele tinha deliberadamente permanecido naquela posição.
Tudo me levava a crer que ele estivesse querendo se "redimir". Me
aproximei dele e, com muito jeito para não assustá-lo, pus minhas mãos em suas
costas, acariciei-as um pouco e encostei nele. Meu pau encaixou entre as
polpas da bundinha magra mas bem feita. Tiago olhou para trás e procurou
encostar o rosto em mim, talvez procurando um beijo, mas evitei isso. Meu pau,
ainda úmido do banho, grudava em sua pele, o que repuxava meu prepúcio e
expunha a cabeça. A ereção veio quase imediatamente. Tiago desvencilhou-se
brincando e me levou pela mão até um sofá, empurrando-me carinhosamente
sentado. Em seguida, ajoelhou-se no tapete e olhou-me bem nos olhos com um
sorrisinho maroto nos lábios. Meu pau pôs-se a pulsar furiosamente enquanto ele
acariciava minhas coxas sem parar de me olhar direto nos olhos. Aqui e agora,
confesso que tive um desejo quase irresistível de beijá-lo e que só não o fiz por
extrema falta de espontaneidade. Outro "cliente", mais acostumado que
eu, certamente o teria feito.
Mesmo sem receber o beijo, Tiago continou a
acariciar-me as coxas e, avançando uma das mãos, colheu-me o pau como se fosse
um buquê e apertou-o com força, fazendo-me sentir intensamente cada pulsação. Eu
estava entregue, ele não podia ter apresentado melhores desculpas para fazer as
pazes. Chegando o mais perto possível de mim, ele se curvou e abocanhou meu pau
inteiro, até a base, fazendo-me pôr as duas mãos no assento e me conter para
não urrar. Embora eu esteja longe de ser superdotado, meu membro possui
dezessete centímetros e é razoavelmente grosso, mas isso não impediu Tiago de
fazê-lo mergulhar em sua garganta, o primeiro "deep throat" da minha
existência. Tive uma curiosa reação reflexa: minha cabeça foi para trás com
toda força, encontrando o encosto macio do sofá. Só momentos depois, consegui
avaliar o que estava acontecendo com meu sexo. Ele estava estreitamente
aprisionado na boca e garganta de Tiago, que se esforçava para realmente
engoli-lo até o talo, colando seus lábios aos meus pelos pubianos e continuando
a pressionar, como se quisesse engolir também meus testículos, que ele ainda
conseguia quase envolver por baixo com a língua. Eu não sabia se continuava
agarrado ao assento do sofá, se acariciava a cabeça do Tiago ou se a agarrava
para forçá-lo a me fazer gozar com vaivéns. Acabei ficando como eu estava,
limitando-me a tentar ver, pelo lado, o que ele fazia para engolir
completamente um pau de dezessete centímetros. Pude notar que seu pescoço
inchava anormalmente. Momentos depois, sempre apoiado nas minhas coxas, Tiago
começou a afastar-se e pude ver meu membro ir lentamente saíndo de sua boca,
envolto numa saliva espessa que acabou formando um denso fio entre a glande e
sua boca. Minha excitação era tanta que tive medo de gozar imediatamente, mas
consegui aguentar as seis ou sete reiterações que compunham o seu número de
engolidor de espadas.
— Como é que você consegue fazer isso?
— Prática, ti... Ai, desculpa, saiu sem pensar! Desculpa
aí!
Ele estava visivelmente sem jeito. Não duvidei da sua
sinceridade.
— Esquece isso, Tiago. Me chame como quiser. Eu
estava plenamente disposto a ser "tio" dele, depois daquela estupenda
felação!
— Tá falando sério? Pode mesmo?
— Faça o que quiser, Tiago. Isso não tem a mínima
importância. Além disso, venhamos e convenhamos: eu tenho largamente idade para
ser seu tio!
Os dois caímos na gargalhada.
— É isso aí, tio. Assim é que se fala!
E ele tornou a abocanhar meu pau até fazê-lo
desaparecer completamente e grudar os lábios aos meus testículos. Me
contorcendo de prazer, resolvi acariciar sua cabeça, disposto a vivenciar um
pouco mais plenamente a experiência na qual eu tinha me proposto embarcar. Mal
iniciei meu cafuné, Tiago regurgitou meu pau, deixando-o envolto em baba morna
e espessa para escalar agilmente o sofá e vir ajoelhar-se com minhas pernas
entre as suas, ajeitando meu pau entre as nádegas. Antes que eu pudesse
raciocinar, ele colou a boca ao meu ouvido.
— Mete, tio.
— ...
Continuei sem fala, mas nossa sintonia se tornou tão
perfeita que nem precisei abrir a boca. Tiago já encaixara minha glande no
ponto de entrada e deixara à gravidade o encargo do resto, empalando-se lentamente,
agarrado ao meu pescoço, deixando-se deslizar pelo meu corpo, gemendo baixinho.
Senti petrificado o meu sexo penetrar lenta e progressivamente naquele corpo
delgado mas tão inesperadamente hábil, que foi descendo até se encaixar
completamente no meu colo. Olhei para baixo e vi seu membro em riste, enorme,
pulsante, molhado, entre nós dois, enquanto Tiago pegava as minhas mãos e
levava às suas costas para que eu acariciasse a sua bunda. Descendo pelo rego,
pude apalpar o talo duro e grosso do meu pau e o fino anel de pele em torno
dele.
— Você está confortável, Tiago? Não está doendo
nadinha?
Quando abri a boca, percebi o quão estava próximo do
seu corpo.
— Está é gostoso, tio. Começa a mexer devagar, vai.
Ele disse isso erguendo-se e iniciando um cavalgar que
fazia seu cu percorrer meu pau da extremidade à base e vice-versa. Assim que
comecei a dar minha contribuição, impulsionando-me com as coxas para fazer o
movimento oposto, Tiago mordeu os lábios, agitando a cabeça de um lado para o
outro, gemendo muito e acelerando os movimentos, como se estivesse em busca de
algum hipotético orgasmo anal. Em poucos minutos, ele começou literalmente a
trotar no meu colo, acariciando seu peito e pressionando os mamilos, de olhos
fechados, parecendo estar em transe. Senti seus dedos nervosos
pressionando meu ombro.
— Está tudo bem, Tiago?
— T-t-tudo, tio... Si lá... parece que eu estou...
A voz dele foi minguando, infantilizando-se,
tornando-se quase um choramingado. Quando olhei para baixo, vi um fenômeno cuja
existência me era totalmente desconhecida até então. Da volumosa glande de
Tiago, o esperma jorrava em pequenos borbotões, curtos como numa nascente,
raso, sem o menor esguicho, simplesmente envolvendo a glande para logo escorrer
falo abaixo e se embrenhar nos pelos, contornar o saco e vir gotejar já frio no
meu baixo-ventre. Seria uma outra forma de orgasmo? Eu estava intrigadíssimo.
Contudo, não parei de entrar e sair dele, o que parecia determinante na
realização do fenômeno que eu estava testemunhando. Tiago desabou no meu ombro,
como uma criança adormecida no colo da mãe. Só eu continuei com os movimentos,
agora bem limitados pelo peso do seu corpo. Meu sexo ainda pulsava
vigorosamente, eu estava extremamente excitado, mas preferi interromper porque
Tiago estava visivelmente "bambo" depois de esvair-se em esperma
naquele orgasmo atípico. Com cuidado, saí dele e o deitei no sofá.
— Que orgasmo foi esse, Tiago?
— Não gozei não, tio. Se eu bater uma agora, ainda
gozo muito e espirro longe. Isso que aconteceu foi porque eu fiquei com tesão
demais no cu. Não sei explicar... é que nem um gozo anal, só que o tesão passa
para o pau, que começa a escorrer sozinho.
— Sei, mas você não pode negar que foi intenso. Você
não deve estar nem um pouco a fim de continuar, imagino.
— Se a gente puder dar um tempinho, é melhor, claro. Eu
estou livre até o fim do dia, mas e você?
— Por mim, tudo bem.
Naquela época, todo fim de semana, minha mulher e
minha filha iam para Cabo Frio porque estavam entusiasmadíssimas com a casinha que
tínhamos acabado de comprar. Às vezes, eu ia no final do sábado e voltava com
elas na segunda, mas nada me obrigava a isso. Pensei durante alguns minutos e
lancei a proposta ao Tiago.
— O que é que você me diz de ficar aqui até amanhã?
— Até amanhã? Esse programa vai ficar uma nota para
você, tio!
— Não importa. Quero descobrir o que está me
acontecendo o quanto antes. Eu te empresto uma calça de ginástica e uma
camiseta, se você precisar, mas minha intenção é te ver com menos roupa
possível.
— Se é assim, tá legal, eu fico.
— Ótimo. Você se incomoda de continuar nu?
— Eu? Não, até gosto!
— Perfeito, então.
Dei um tapinha na coxa dele e me levantei, deixando-o
deitado no sofá.
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