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Odisseia Emergente 30

30. Arles

Num quarto aconchegante do pequeno apartamento na cidade galo-romana do sul da França, nem tudo é concórdia. Stéphanie quer adiar novamente a volta para o Brasil, mas Gabriel já está com saudades de casa.
— Eu quero é voltar, diz ele, olhando para o teto.
— Você tem visto tanta coisa diferente, Gab, e meus amigos gostaram tanto de você! Não vá me dizer que não está aproveitando, indaga a francesa, acariciando os pelinhos curtos logo acima do ponto em que desponta o sexo do rapaz.
— Não é isso. É que eu acho que você já terminou o que tinha para fazer, retruca ele, olhando as próprias mãos contra a luz do teto.
— E também porque como já viu Paris, o resto não interessa, não é isso? Está entediado aqui na minha cidade de província, provoca a mulher, irônica.
— Já faz quase um mês que a gente está viajando!
— E você deve ser a única pessoa do mundo que não gostaria de ficar mais um mês na França, mon beau! retruca ela, passando uma perna por sobre a dele, roçando seu púbis em sua coxa musculosa e lisa, percorrendo com o dedo o longo membro que repousa ainda úmido sobre a virilha.
— Por mim, a gente volta, reforça ele, olhando de relance para os seios alvos, bem feitos e generosos de Stéphanie, enquanto ela tenta convencê-lo através do argumento que melhor tem funcionado.
— E se eu pedir muito, Gab? E se eu fizer tudo que você quiser? prossegue ela, acariciando-lhe a coxa e aproximando-se ainda mais dele.

Por mais que Gabriel lute contra a excitação, ele não pode impedir que seu pênis vá se armando e caia prisioneiro da mão da francesa, que já sente entre os dedos o poder de uma nova ereção. Ela o desembainha uma vez mais, repuxando o prepúcio com vigor e causando um sobressalto em Gabriel. Em seguida, percorre o tronco até os testículos, mantém a verga na vertical e assiste deslumbrada ao brotar do fluido que logo inunda a cabeça e desce por ela em veios cintilantes. Gabriel não pode conter as pulsações que lhe dão a medida exata da sua rigidez. Ele está excitado e uma vez mais pronto.
— Assim não vale, protesta ele languidamente, sorrindo e seguindo com os olhos a cabeça da francesa que já se move para baixo.
— "Solicitamos ao Sr. Gabriel que fique mais tempo na França com a Srta. Stéphanie!" brinca ela, os lábios colados à glande, fingindo estar ao microfone.
— Não, porque não gosto de chantagem, responde o rapaz, resistindo.
— Ah não?

Ela abocanha a volumosa glande brilhante, sugando-a, varrendo-a com a língua e tirando-a ruidosamente da boca enquanto masturba o membro que vai ficando cada vez mais rígido. Ela sabe que isso tortura Gabriel.
— Não, persevera ele, apertando os olhos, contendo gemidos.

A francesa então monta no rapaz, esfregando-lhe o sexo com o seu, apoiada com as duas mãos em seu peito e olhando-o nos olhos. Gabriel tenta expulsá-la, mas ela se serve, empunhando e encaixando-se em seu membro, afundando-se até a base. Gabriel lhe dá golpes de pélvis para tentar derrubá-la, mas é inútil e isso só faz excitá-lo mais.
— Vai ficar aqui comigo ou não? ela reitera.
— Não! responde ele, imobilizando-se.

Embora muito excitada, Stéphanie avança, desencaixando-se, e senta-se sobre a barriga de Gabriel, acariciando-lhe o rosto.
— O que você quer que eu faça para dizer que fica?
— Nada, diz ele, olhando-a calmamente.
— Cede um pouco, Gab, por favor! suplica a francesa, contrariando seus hábitos. E se for só por mais alguns dias, digamos… dez dias a mais?
— Não.

Ela se curva sobre seu corpo e o beija na boca, procurando sua língua, sentindo o membro solto roçar-lhe as costas. Gabriel se excita vendo os seios dançarem sobre o seu peito e roçarem nele os bicos entumescidos. Embora se veja como macho e dominante, ele aprecia secretamente quando ela se faz de superior e tenta dominá-lo também no sexo. Gabriel tem uma fantasia que a francesa realiza às vezes, mas que ele ainda não assume plenamente e que ele só consegue exteriorizar, ainda que alusivamente, em situações como essa.
— Faz aquilo… pede ele num murmúrio quase ininteligível.
— Hum?
— Faz aquilo comigo.
— Aquilo o quê, Gab?
— Ah, não vou explicar não! retruca ele, todo embaraçado.

Ela entendeu desde o início e sabe que não deve responder com palavras, simplesmente agir. Nesse jogo entre os dois, ela vence, mas a estratégia tem que ficar implícita para que o jogo não se torne batalha.

Saindo de cima de Gabriel e pondo-se de joelhos entre suas pernas, ela aguarda que ele dê o primeiro passo. Como sempre, ele começa em processo de denegação e está encabulado. Ela acaricia-lhe as coxas para encorajá-lo sutilmente, até que ele se decida a jogar as pernas bem para trás, bem abertas, única ocasião em que ele se expõe tanto. Em seguida, ele fechará os olhos e deixará tudo por conta dela.

Foi por veneração ao corpo deslumbrante desse jovem dos trópicos que Stéphanie o fez descobrir essa forma de prazer. Foi virando-o e revirando-o, amando-o frente e verso, provando-o com o sexo e com a língua que ela ensinou-lhe mais essa modalidade de atingir o êxtase. E ele adorou, mas ainda não teve a coragem de assumir isso sequer para si mesmo, e um grande trabalho resta por vir até que ele o faça.

Ela inicia pelos testículos que se destacam em primeiro plano, saco volumoso e redondo. Ela prova, lambendo e mordiscando, sentindo com a língua a textura e a maciez, depois abocanha as contas que o preenchem como duas sementes. Em seguida, ela força as coxas de Gabriel contra o corpo para expor mais o períneo e atarda-se nele, em lambidas longas que se prolongam até a pele esticada e lisa da base do saco, enquanto o rapaz antegoza o momento sublime do primeiro toque. Ela já sabe que quando se afastar verá o pulsar ansioso do orifício de pele escura e raiada.

É minúsculo. Habituada a ter amigos que conheceram experiências homossexuais, ela não reconhece em Gabriel alguém que as tenha em seu histórico, e isso a alegra. Ela o beija no alvo. Gabriel freme. Ela começa a lamber em pinceladas generosas. Gabriel tranca em si gemidos que fariam balançar o imóvel. Em troca, ele se oferece ao máximo, ofegante e arriscando uma olhada sem que ela perceba. A francesa trabalha com a língua sentindo nela o desassossego dessa área cujo potencial em Gabrial ela começa a conhecer bem.

É hora de multiplicar os focos de prazer. Stéphanie empunha o membro que jaz sobre a barriga do rapaz. Ele está tão concentrado em outro ponto que a ereção se esvaiu parcialmente. Ela inicia uma lenta masturabção ao mesmo tempo que acaricia em movimento ascendente a bolsa que flutua abaixo dele. Esses estímulos associados ao pincelar do orifício que pulsa nervosamente levam Gabriel ao ponto de excitação que dispara  no momento certo a inevitável manifestação verbal.
— Mete… sussurra ele entre os dentes.

Com o polegar, ela recobre o orifício que sua língua amaciou e que se abre como um pequeno funil cujo rosa vivo contrasta com a pele escura do entorno. Ele cede à pressão do dedo, que se afunda sem dificuldade entre as paredes lisas. Um "Ahn!" denuncia o quanto de prazer essa penetração anal por assim dizer "autorizada" proporciona ao rapaz. Stéphanie prossegue, aprofundando seu polegar enquanto masturba suavemente o membro que recuperou a rigidez total. Gabriel agora geme sem controle, sentindo seu ânus pulsar em torno do dedo que o expande, como se o mordesse. Não se trata de um desvio de sua sexualidade, ele não pensa em homens nesse momento, ele não deseja que o polegar se transforme em pênis. Ele apenas se entrega ao puro prazer que a sensação lhe proporciona.
— Mais… suplica o jovem, gemendo, de olhos semicerrados.

Stéphanie retira o polegar e volta a lamber a área, molhando-a com saliva abundante, separando bem as nádegas com as mãos. Em seguida, ela introduz o dedo indicador seguido do médio, movendo-os radialmente para relaxar ainda mais a abertura. Gabriel puxa suas pernas para trás, como se pudesse abrir-se mais e mais. Ela então inicia um vaivém suave mas ritmado e profundo que tem por efeito relaxar completamente a área e cuja continuidade tanto excita Gabriel que ele acaba ejaculando, sem espasmos, apenas liberando um veio de esperma que escorre pela barriga em direção ao lençol e é interceptado por Stéphanie, que o colhe com a língua e o engole em sinal de carinho.
— Diz que fica comigo, mon chéri, torna ela, toda meiga. Só uma semana a mais.
— Uma semana? murmura o rapaz.
— Uma semana, prometo.

Ele repousa as pernas na cama e Stéphanie monta-o novamente, desta vez empunhando seu membro para empalar-se nele por trás, mostrando a Gabriel que ele não deve temer julgamentos por sentir prazer de um modo que costuma caracterizar tão pejorativamente o homem. Demonstrando-lhe que a mulher deseja o sexo anal com um pênis, ela procura clarificar as coisas e reforçar a auto-estima do seu predileto. A dor logo se converte em prazer e ela se deixa invadir pelo instrumento poderoso que a natureza deu a Gabriel. Vaivéns intensos arrancam gritos da francesa, que o exorta a possuí-la, chamando-o de mon mec e levando-o ao delírio para que ele se solte e goze profundamente em suas entranhas. Recuperando a confiança, ele a agarra pelas coxas e sente seu membro percorrido pelo orifício que o comprime e repuxa vivamente a glande pelo freio. Um novo mergulho e ele irrompe numa explosão de múltiplos jatos. Stéphanie galopa sem parar de gemer, sentindo o grosso tronco pistoneá-la sem dó. Ela o quer dentro dela e quer seu esperma dentro dela. Gabriel dá-lhe estocadas fortes, esvaindo-se nela até que as fisgadas no períneo indiquem o fim do ato. Stéphanie desaba sobre seu peito, exausta.
— Então, a gente fica? murmura ela com voz sonolenta.
— Só mais uma semana, responde ele igualmente num murmúrio, adormecendo logo em seguida.



Comentários

  1. Oi Marc! Adoro essa série. Um pouco longa mas adoro. Você já pensou em ilustrar mais episódios? A imagem no fim de cada episódio é uma boa surpresa a cada vez :-)

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