Sexta-feira,
meia-noite. Que fim de expediente esperado! Tatiana eu ficamos de nos encontrar
na guarita do seu Jorge, no estacionamento. Cheguei um pouco antes e pude vê-la
surgir, deslumbrante como sempre, na saída do prédio envidraçado. "Vai lá,
sortudo da peste!", sussurrou seu Jorge, dando uma risadinha. Tive que
reconhecer que eu estava saindo com uma das mulheres mais visadas da empresa. Tatiana
vinha caminhando com toda naturalidade, num dos seus vestidinhos leves e
ultra-curtos, sem mangas, moldado pelos peitinhos e expondo tão completamente
as coxas que a calcinha devia estar na mesma altura que a extremidade. Ela
cumprimentou o seu Jorge, que a olhou de cima a baixo como bom brasileiro
grosso e machão que é (o que o salva é ser um cara legal), e fomos andando até
o carro.
Nos beijamos, Tatiana pôs suas coisas no banco de trás e, sabendo que eu gosto de olhá-la, deixou que o cinto de segurança fizesse subir seu vestido até à calcinha na mesma gama de verde. Assim que pude dirigir livremente, pus a mão em sua coxa e começamos a conversar. Falamos um pouco do trabalho; a sexta é um dia duro em qualquer setor de atendimento à clientela. Mas, depois de duas semanas nos encontrando unicamente no carro, estávamos loucos por um pouco mais de tempo juntos. Tinha feito calor, o céu estava límpido e o sábado prometia ser perfeito. Pensar em praia era consequência natural.
— Quer que eu passe na sua casa só para você pegar um
biquíni e ir lá para casa hoje mesmo, Tatiana? Seria mais prático.
— É melhor não,
Walter. Ainda vou combinar com a Débora, aquela minha amiga que mora em
Copacabana, para dizer que vou fingir passar o fim de semana na casa dela. Conhecendo
a minha mãe como eu conheço, ela vai ligar para a Débora amanhã cedinho e eu
não vou ter tido tempo de combinar tudo.
— Hm. Pena, mas
entendo. Então só te deixo em
casa. Mas estou decepcionado, ouviu! retruquei, fingindo
manha.
— Ah! Não fica
assim, fez ela com voz de chamego, chegando mais perto e puxando
minha mão para o alto da coxa como para compensar minha frustração.
— É que eu queria passar o máximo de tempo com você,
Tatiana.
Eu disse isso
pousando a mão no carnudo e macio monte de Vênus que ela me oferecia abrindo as
pernas. Tatiana se espreguiçou como uma gata, como sempre faz assim que relaxa
no meu carro.
— Prometo que apareço lá às nove, Walter.
— Mas vai dar para você passar pelo menos duas noites?
— Se eu levar roupa para ir trabalhar na
segunda-feira, dá.
— Legal!
Tatiana me
gratificou puxando a calcinha para o lado e franqueando-me o acesso ao sexo já
bem úmido. Massageei o clitóris de leve com um dedo, deslizando de cima para
baixo por ele, apenas para excitá-la suavemente.
— Nossa, Walter, nem sei se vou conseguir dormir,
pensando no fim de semana, disse ela, dengosa.
— Você vai botar um biquíni bem sexy para mim?
— Vou levar alguns para você escolher.
— Bem "indecentes"?
— Olha que eu tenho uns bem indecentes! fez ela
com voz de menina sapeca.
— Tem coragem de usar?
— Claro! Meu
ex-namorado... Ah! Deixa para lá, não quero falar dele. Mhm... Assim, Walter...
Está tão gostoso...
— Você está
molhadinha! Posso entrar?
— Nem precisa
pedir, né!
Percorri com o dedo
o entrelábios até o orifício, rugoso mas extremamente lubrificado, enquanto via
Tatiana acariciando suas coxas nuas.
— Se você me deixa assim com a mão, imagino com a
língua e...
— Estou louco para te mostrar! retruquei, com
excitação na voz.
Suavemente
embalada, Tatiana recostou a cabeça no assento, fechou os olhos e começou a
acariciar seus seios, desfrutando ao máximo da minha massagem interna. Comecei
a penetrá-la com um dedo, entrando e saindo lentamente, sempre massageando o
clitóris na saída. Em seguida, introduzi dois dedos, indo e vindo com carinho e
vagar, mas ritmadamente.
— Assim você me mata... sussurrou ela, num gemido,
pousando uma mão sobre as costas da minha própria mão para pressioná-la um
pouco mais, visivelmente desejosa de ir além.
— Te faço gozar?
Tua bucetinha está tão encharcada!
— Faz... por favor... respondeu ela, num gemido
lascivo, já começando a perder o controle das pernas.
Acelerei um pouco e
intensifiquei meus movimentos dentro dela até que seu sexo começou verter
líquido. Seguiram-se os espasmos e Tatiana agarrou minha mão como se
manipulasse um dildo, dando golpes violentos com as ancas e gemendo forte.
— Você vai me dar gostoso amanhã, vai? perguntei, sem
parar de penetrá-la.
— Vou te dar tudo, Walter... Quero que você me faça gozar muito e de tudo
quanto é jeito! Ai que gostoso, gozar para você. Fode a minha bucetinha,
fode...
— Adoro te ver gozando.
Não se contendo,
Tatiana, ainda zonza e imersa nas volutas do longo e complexo orgasmo feminino,
se aproximou de mim e, sem me incomodar ao volante, me deu um beijo no rosto. Simultaneamente,
senti sua mão em minha calça as pulsações do meu sexo redobraram. Ela abriu o
botão, o zíper, liberou meu membro, contemplou-o um momento e, assim que o
empunhou, comentou o quanto estava duro e inchado, e o quanto de líquido
brotava do orifício.
— É tão bom quando você pega nele, Tatiana!
— Adoro pegar no teu pau. É tão grosso e duro, com essa cabeça linda! Nossa,
você não imagina como ela está molhada!
— Vai beber o melzinho, vai?
— Claro! Sem perder
nenhuma gotinha!
E ela abocanhou
minha glande, sugando e engolindo ruidosamente. Gemi sentindo meu sexo pulsar
no ambiente molhado e quente da boca, e gozei quase instantaneamente, inebriado
com as promessas para o fim de semana. Tatiana recebeu meu esperma sem recuar e
o engoliu integralmente. Esses dias de carona tornaram-nos peritos na
felação em trânsito; minha roupa chegava seca. Como todo dia, Tatiana
terminou dando-me um beijo rápido mas molhado para me passar um pouco do meu
sabor. Ela achava divertido que eu não a repelisse depois de uma felação.
Saciada para a
noite e lânguida como uma felina na savana ardente, Tatiana terminou a viagem
com a cabeça no meu ombro e a mão no meu colo. Deixei-a diante do velho e
decadente prédio de pastilhas da José Higino e recomendei que ela me ligasse ao
chegar à minha rua, no dia seguinte, para que eu a orientasse até a entrada do
prédio; seria mais fácil que procurar pelo número. Nos despedimos com um beijo
longo e profundo, as últimas carícias íntimas e esperei que ela desaparecesse
na portaria sem vigia e carente de manutenção. Voltei para Laranjeiras sonhando
com o programa de fim de semana.