Para tristeza
minha, Tatiana faltou ao trabalho pelo resto da semana. Na segunda-feira
seguinte (há duas semanas atrás) ela me explicou que tivera uma discussão tão
grave com o ex-namorado quarentão que se sentira fraca a ponto de ter que ficar deitada. Ele a esperara na saída do cursinho e, tendo-a convencido a aceitar
uma carona, queria por força levá-la a um motel, o que ela recusou,
desencadeando a avalanche. Ele "soltou os cachorros", misturando amor
e ódio, frustração pela separação e excitação extrema. As ofensas baixaram-lhe tão completamente o moral que Tatiana não conseguia nem
falar naquele dia e só pôde pensar em trabalho na semana seguinte.
Mas ela estava bem
naquele fim de segunda-feira e nada nela evocava o que ela me narrou no carro. A
única coisa que comprovou a veracidade da história foi um certo desinteresse
pelos nossos "joguinhos" e o desejo de ser deixada rapida e
diretamente em casa durante toda a semana.
Segunda-feira da
semana passada, por volta das 11h55, Tatiana veio até o meu canto da sala com
uma expressão misteriosa no rosto. Ela estava deslumbrante, com uma
mini-saia de brim, sandálias, um top justo e alto, rabo de cavalo, brincos de bolinhas de prata e o estonteante batom habitual.
— Quero que você me leve para comer fora.
— Agora? E a sua
mãe?
— Eles foram para a casa da minha tia, em Macaé, e só
voltam na quarta. E eu estou
louca para sair.
— Bom, a essa hora e na segunda-feira, só se for para
comer bolinho de bacalhau e tomar cerveja num lugar que eu conheço. Mas é na Gávea.
— Oba! Adoro.
— Então vamos.
— Eu queria...
— Fala.
— Eu queria fazer uma coisa para você, mas não vou
conseguir se você não fizer uma coisa também e... não sei como pedir. Ela parecia
realmente embaraçada.
— Não vai fazer cerimônia comigo, não é, Tatiana!
— É que... Bom, eu
não sou como você, com esses lances de sexo... Droga, não sei como falar!
— Qual é o
problema? O que é que é tão difícil? Você não é como eu em quê?
— Nesse lance de
oral. Eu tenho nojo assim, sem lavar.
— Tá, mas e daí?
— É que, de repente, eu queria te fazer uma surpresa,
mas não vou conseguir sem você... Ela
estava roxa de vergonha, não conseguiu completar seu pedido, mas tudo já estava
claro para mim.
— Ah! Entendi,
Tatiana. Não se preocupe, vou cuidar disso aqui mesmo. Me dá só um
tempinho. E voei para o banheiro, onde fiz a higiene íntima mais perfeita que
pude.
No carro, liguei o rádio e comecei a dirigir numa
velocidade que nos daria a chance de ficar juntos por quase meia hora. Assim
que saí da ruazinha estreita da empresa, pedi à Tatiana que levantasse a saia o
máximo possível, para que eu pudesse admirar suas coxas. Ela dobrou tão bem a
saia na cintura que pude vê-las por inteiro.
— Abre um pouco as pernas para mim, vai.
— Tá. Assim?
Tatiana se encostou no ângulo do assento com a porta,
oferecendo-me a visão das coxas abertas e, entre elas uma calcinha vermelha
super sexy, elástica, justinha, que começava quase no início da fenda, tapava a
área carnuda dos lábios formando um montinho sensual e desaparecia no rego do
bumbum delicioso deixando-me ver as polpinhas brancas e adivinhar a bunda
maravilhosa. E começamos a conversar. Ela tinha muita coisa a me dizer, depois
de tantos dias de ausência, e parecia estar muito à vontade, talvez porque eu
não pudesse olhar para ela direta e continuamente. As ruas vazias do Rio
desfilavam pelas janelas do carro enquanto eu ouvia a voz bonita que saía
daquele corpo negligentemente exposto. Pouco antes de entrar no túnel Rebouças,
senti-me à vontade para tocá-la e pus minha mão em sua coxa descoberta. Meu
sexo palpitava furiosamente.
Chegamos enfim a um barzinho que ainda estava cheio e
que só fecha por volta das 2h30. Pedi cerveja, bolinhos de bacalhau e ficamos
conversando até quase a hora de fechar. Na volta, Tatiana estava satisfeita e
lânguida, um pouco alta da cerveja e extremamente receptiva. Mal entrou no
carro, ela se desfez da sainha, tirando-a e ficando só de top, calcinha e
sandálias. Assim que pude, reduzi a velocidade e pedi a ela que tirasse a parte
de cima. Ela se certificou de que a porta estava bem trancada e se encostou
nela, virando-se para mim, já desfazendo-se do top justo que ela estava usando
sem sutiã. Pude ver seu corpo claro com a minúscula calcinha vermelha tapando
unicamente o sexo e, pela primeira vez, os seios que, amplos e deliciosamente
pontudos, encheriam prazerosamente a minha mão.
— Teu corpo é deslumbrante, Tatiana!
— Obrigada! disse ela, radiante.
— Tem "alguém" aqui louco por liberdade. Você não quer dar uma mãozinha?
Tatiana entendeu e se debruçou para abrir minha calça
e baixar o zíper. Ajudei dando uns pulinhos no assento e terminei o serviço
baixando o elástico da cueca para liberar meu membro ereto.
— Nossa, Walter! Isso tudo é porque eu estou de
calcinha?
— É uma homenagem ao teu corpo lindo, Tatiana.
respondi, olhando para ela e sentindo pulsações sucessivas.
— Que bom, você também se depila aí. Me acostumei
tanto com isso que não consigo mais transar com homem todo peludo. Mas gosto de
pelo nos braços, nas coxas e no peito.
— Eu raspo por dois motivos: me sinto mais dotado e é
a única maneira de combater o cheiro, expliquei, bem-humorado.
— Mas você acha seu pau pequeno? Eu não acho, disse
ela, avançando novamente para medir meu sexo com a mão espalmada.
— E aí? perguntei, achando graça.
— Vai da ponta do mindinho à ponta do
indicador. Não acho pequeno.
— Já medi várias vezes. Assim, completamente duro, tem
dezessete centímetros. Gostei desse toque! brinquei, dando uma piscadela
maliciosa para ela, que continuava olhando, concentrada.
Tatiana deu um risinho e empunhando meu pau com
carinho mas firmemente, sem tirá-lo do ângulo natural.
— É grosso!
— Já que você está no cursinho, aí vai: cinco centímetros de diâmetro.
— Então cinco centímetros é bastante! Acho bonito
assim, meio curvo para cima. E a cabeça é rosinha! Está tão molhada...
Nossa! Ele dá cada pulo!
— É que ele está apaixonado por essa mãozinha.
A proximidade da voz e do corpo da Tatiana foram me
deixando num estado de excitação indescritível, mas eu não podia parar o carro.
Então, tive uma ideia.
— Tatiana, você não quer ir lá para casa, em vez de
voltar para a sua?
— Ai, Walter, não dá! Minha mãe nunca me deixa
sozinha em casa. Sempre que
ela não está, pede a uma amiga dela para ficar lá comigo. Eu avisei que talvez
chegasse muito tarde hoje, mas se eu não voltar, ela vai contar à minha mãe.
— Pena... Mas você toparia ir para lá algum dia?
— Claro. No fim de semana eu posso. É só dizer que vou
ficar com uma amiga.
Tatiana recostara a cabeça no
meu ombro e passara a acariciar meu saco. Me lembrei de uma namorada que
sempre fazia isso comigo ao volante. Senti como se nos conhecêssemos
desde sempre. Cada vez à vontade, Tatiana se aproximou da minha orelha
e cochichou, voltando a empunhar meu sexo, masturbando-o lentamente.
— Quero dar para você, ouviu? Isso da amiga da minha
mãe não é desculpa esfarrapada não.
— Eu acreditei em você, tesãozinho, respondi, com um
movimento de pélvis, enquanto ela continuava a me masturbar, ligeiramente ofegante.
Tatiana estava agora tão próxima de mim e eu
desacelerara tanto o carro que pude liberar uma mão do volante para explorar
suas coxas. Vibrei de excitação ao percorrer a pele lisa e até sentir o contato
dos meus dedos com o tecido esticado da calcinha. Ela teve um pequeno sobressalto quando
comecei a percorrer a fenda com um dedo.
— Hum! Que gostoso! fez ela, me masturbando com um
pouco mais de firmeza.
— Você está me alucinando. Vou acabar melando essa mãozinha toda.
— Ah, não vou deixar não! Fez ela, dengosa e falando baixinho, olhando
para a mão em ação.
— Não? E como é que
você vai evitar?
— Lembra que eu te prometi uma surpresa?
— Surpresa... Ah!
Verdade! É hora da surpresa?
— Hãhã, fez ela mais lânguida e lasciva do que nunca,
já contorcendo-se um pouco e gemendo porque eu invadira a calcinha e estava acariciando suavemente o clitóris.
Tatiana parecia ter
prática na atividade sexual em carros. Gentilmente ,
ela levou minha mão ao seu ombro e, sem me atrapalhar no volante, debruçou-se
no meu colo e pôs-se a chupar com uma boca quente e encharcada. Senti seus
lábios percorrerem meu pau inteiro, como se a boca fosse colhê-lo pelo talo,
depois voltarem até a cabeça, que ela lambia generosamente antes de fazer o
caminho inverso. A cada vez, Tatiana deglutia sem hesitar o fluido que o meu
sexo não parava verter.
— Estou vendo que você gosta disso, Tatiana!
— Hum-hum! E adoro
pau grosso, murmurou ela, numa curta interrupção.
Se ela continuasse,
certamente me levaria ao orgasmo e receberia tudo na boca. Como já estávamos
saindo do elevado, preferi interromper a felação. Ela ergueu a cabeça e,
sorrindo, me deu um beijo na boca, muito rápido mas profundo e molhado. Senti o
sabor da saliva misturada ao esperma. Em seguida, ela se espreguiçou e,
virando-se para a janela e dobrando as pernas, se ofereceu tão perfeitamente
que eu podia ver, por entre as coxas, a calcinha tapando o sexo. Só precisei
puxar a tirinha de tecido para o lado e procurar a entrada. Tatiana gemeu e uma
mão aflita segurou meu punho quando dois dos meus dedos começaram a se
aprofundar na bucetinha melada. Ela gemeu e se contorceu, dando um jeito de
separar um pouco as pernas. Meus dedos trabalhavam num vaivém regular mas não
muito profundo. Percebi que Tatiana começara a massagear vigorosamente o
clitóris e logo seus gemidos encheram o carro, misturados a palavras e frases
soltas: "Ai, que gostoso... Assim... Mete... Vai... Não para... Está me
deixando doidinha... Me faz gozar..."
Não se contendo e
ignorando completamente os possíveis voyeurs, Tatiana se virou mais uma vez no
assento, ficando deitada de costas nele com a cabeça na porta e a perna
esquerda apoiada no meu assento, oferecendo-me o sexo. Vê-la naquela posição,
dizendo aquelas coisas me alucinou de tal modo que passei a só pensar em
levá-la ao orgasmo. Com o polegar, penetrei-a profundamente, escovando
simultaneamente o clitóris. Tatiana pos-se a gemer muito alto e a dar golpes de
pélvis, até que o orgasmo se tornou iminente, levando-a puxar as pernas para
trás e oferecer-me a vagina em flor entre as coxas escancaradas. Com o polegar,
eu esmagava seu clitóris, esfregando-o nos dois sentidos, depois para a
esquerda e para a direita. Tatiana, desvairada, passou a gemer pedidos cada vez
mais despudorados: "Me fode gostoso, vai... Mete mais dedos na minha
buceta..." Ávido de vê-la cada vez mais excitada, tateei mais uma vez até
a entrada e introduzi três dedos da minha mão livre. Senti seu interior ardente
e molhado enquanto Tatiana fustigava o ponto do prazer e gemia contorcendo o
pescoço: "Estou go-gozando muuuuito, Walter!" As pernas dela se
distendiam bruscamente enquanto ela pressionava os mamilos com ambas as maõs. Meus
dedos deslizavam pelas paredes lisas e superlubrificadas da fenda que
desabrochara completamente e seria capaz de receber qualquer homem não importa
com que dote.
Tatiana ficou zonza
por alguns instantes, gemendo baixinho, dizendo que tinha tido um dos orgasmos
mais fortes de sua vida. Depois, recolocando a calcinha no lugar e vendo que
meu sexo continuava armado, voltou a recostar-se no meu ombro para empunhá-lo.
— Me faz gozar, vai, pedi gentilmente.
Ela recomeçou a me
masturbar lentamente mas com boa regularidade, elogiando meu membro, dizendo.
— Vou querer todinho em mim no fim de semana.
— Ah! Já estamos de
data marcada, é?
— É, fez ela, dando um risinho sapeca e beijando minha
orelha de leve.
— Levanta a minha camisa, senão vou melar tudo,
Tatiana.
— Será que eu deixo? retrucou ela com ar de mistério.
— Não vai dar para segurar por muito tempo.
Sua mão, a
proximidade da boca e as coisas que Tatiana me dizia foram me deixando louco de
excitação. Mal tive tempo de articular um
"Vou gozar!" Durante um brevíssimo instante, vi tudo negro
à minha frente e comecei a começar a desfechar jatos e mais jatos. Quase ao
mesmo tempo, Tatiana mergulhou no meu colo, mas pude notar que ela recebeu
o primeiro em pleno rosto, antes de envolver meu sexo com os lábios e evitar
que a minha ejaculação disparasse barriga acima. Tive até dificuldade para
impedir que as contrações das minhas coxas forçassem o meu pé no acelerador! Pude
ouvir o ruído molhado da boca e as deglutições sucessivas da Tatiana. O excesso
de excitação anestesiara meu sexo, que eu sentia agora como um grande corpo
pulsante sem forma definida. Tatiana passou a chupá-lo com força e a lambê-lo
de alto a baixo. Depois, sem deixar de empunhá-lo, apresentou seu rosto a mim,
a certa distância. Um veio de esperma ia da sobrancelha esquerda ao lábio
superior. Ela me beijou na boca para me impor meu sabor.
— Já provei,
bobinha!
— Sério? Como foi
isso?
— Um dia te conto.
Agora você tem que se vestir porque já está pertinho. Tem lenço de papel
no porta-luvas.
Tatiana se limpou,
repôs o top e a saia, recompôs um pouco o cabelo para o caso de a amiga da mãe acordar
ao ouvi-la entrar em casa e deu um suspiro.
— Que foi?
— Adorei o que a gente fez. Vou querer mais!
— O fim de semana lá em casa está de pé?
— Assim que a minha mãe voltar, aviso que vou passar o
fim de semana com a Débora, em
Copa. Já fiquei lá.
— Bom, você tem praticamente vinte anos, não é mais um
bebezinho.
— É, não tem problema não.
Ao chegamos ao
prédio velho de pastilhas encardidas, olhei para o relógio.
— Três e meia.
Levamos mais de uma hora para vir da Gávea à Tijuca pelo Rebouças! Deve ser o
recorde da lentidão!
— Eu vejo pelo lado positivo. Deve ter sido o recorde de tempo de sexo num
carro! Só sei que valeu a pena, mesmo se não foi completo. Xi! Vamos
estar mortos, amanhã, no trabalho.
— Isso é verdade, mas foi por uma boa causa!
Tatiana debruçou-se
para me beijar, pondo a mão diretamente sobre o meu sexo ainda cheio e sensível
e, compartilhando comigo o troféu do nosso recorde, invadiu minha boca com sua
língua molhada e repleta do sabor do desfecho.