3. Mirinha não Estava
Esse terceiro
episódio pouco ou nada tem a ver com o meu relacionamento sexual com Mirinha. O
leitor já sabe que nossos encontros foram tórridos de saída, como
relatei em Um Milagre de Encontro e O Nome do Pecado é Mirinha. O
que vou relatar é um episódio ocorrido nas mesmas férias e com o mesmo grupo de
pessoas, um episódio que levou minha adrenalina a mil e cujos 5% de conteúdo
não straight contribuiram para o reforço da minha precoce opção
bissexual. Espero que a narrativa agrade.
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À medida que os
dias se passavam, eu ia ficando mais íntimo dos irmãos de Mirinha, que logo
começaram a me considerar "de casa". Normalmente eu passava o dia
todo com eles e só dava um pulo em casa à tardinha para dar sinal de vida e
voltar para passar a noite com ela. Os pais já tendo voltado para o Rio, a
liberdade era total, pelo menos para os mais velhos. Não era raro que o
Thomas também levasse alguma menina para lá, a qualquer hora do dia ou da noite.
Eles só não admitiam excessos quando o Pohl estivesse em casa, mas eu tinha
certeza de que, na ausência dos pais, o garoto já tinha visto e ouvido muita
coisa entre aquelas paredes.
Era um dia de
semana, disso estou certo. Na véspera, eu não dormira com Mirinha porque, se não
me falha a memória, houvera um incidente e eu acabara passando horas da noite
"pageando" um amigo em semi-coma alcoólico. Eu voltara para casa de
madrugada, dormira até tarde e foi só por volta das 14h que toquei a campainha
da casinha branca de venezianas azuis. Quem atendeu foi o Thomas, o irmão
mais velho, simpático e acolhedor como sempre.
— A Mirinha não está, mas entra aí!
— Ela demora? pergunto, fingindo indiferença ao seu
rosto bonito e indo mecanicamente pegar uma Coca na geladeira.
— Olha, ela saiu cedinho, mas não disse a que horas
voltava.
— E cadê o Pohl?
— Ah, desde que ele descobriu o tal amigo que também
está passando as férias aqui, eles não desgrudam.
— Legal; pelo menos não morre de tédio. E você, está
fazendo o quê?
— Nada. Voltei da praia cedo e estava vendo TV.
— Posso ficar um pouco? Estou com preguiça de voltar
direto. E de repente a Mirinha chega.
— Claro, fica aí! Está passando um programa sobre surf.
Estamos os dois sentados diante da televisão, Thomas apenas
de sunga e camiseta, eu de bermuda, camiseta e havaianas. Minha cabeça começa
matutar sozinha um jeito de provocar uma "situação". É o lado
bissexual que clama sem a menor participação da minha consciência. Assistindo
às baterias de competição de surf, Thomas tem um comentário para cada
menina de biquíni que aparece na tela: "Que bundinha!" "Que
gata!" "Olha o bronzeado dessa!" "Olha os peitinhos
daquela! "Boquinha feita para beijar!" Ele se excita com algumas, a
ponto de precisar dar uma ajeitada no pau. Opto por uma piadinha.
— Pô, se você fica assim vendo surf, deve gozar com
filme pornô!
— Cara, acho que nunca vi um filme pornô sem bater uma!
— Vê o filme todo e depois volta para as cenas mais
tesudas, não é?
— Exatamente! Como é que você sabe?
— Porque eu também faço isso, hahaha!
— Você pega sempre filme pornô?
— Nada. Só vejo em casa de amigo. Lá em casa pega mal.
E você?
— Mesma coisa. A gente junta uma galera e vai assistir
na casa do Dado, um cara que tem uns 500 DVDs. A mãe dele tinha locadora.
— Sortudo! E aí, o que é que rola?
— Cara, fica todo mundo de pau duro!
— Mas só isso ou já rolou alguma coisa, tipo punheta
coletiva...?
— Não dá pra não rolar, né.
— E aí?
— "E aí" o quê?
— Sei lá, vocês batem até gozar? E cada um na sua ou
alguém pega no pau do outro?
— Não, cada um na sua, pô! Pelo menos comigo nunca
rolou viadagem.
— Você teria negado uma proposta?
— Claro, cara!
— E se o carinha do teu lado só quisesse pegar no teu
pau, mas não te cobrasse pegar no dele?
— Sei lá, pô. De repente, mas na hora não sei.
Percebo que o Thomas está envolvido pelo assunto do
sexo, bem temperado pelas cenas de surf e pelas meninas gostosas abraçadas com
caras de corpos esculturais. Não há dúvida de que a libido está desperta,
embora Thomas se julgue 100% heterossexual e canalize esse desejo, essa vaga
excitação, integralmente para as meninas de biquíni do programa. Sei que não
posso "atacar". Não posso, por exemplo, por a mão na coxa dele e
muito menos no colo. Abandono momentaneamente a idéia e tento me concentrar na
televisão.
Em menos de cinco minutos de silêncio...
— Está a fim de transar?
— Hã? respondo, espantadíssimo, enquanto Thomas me
olha com um ar esperto que distorce completamente a minha interpretação.
— Sabe a Andreia, vizinha aí do lado? Ela está em casa. Ela adora uma
putaria. Ela já me pagou altos boquetes!
Tive menos de um segundo para me recuperar do
malentendido, corrigir minha expressão facial e dar uma resposta consequente.
— Caramba! Sério? Mas você acha que ela topa sem me
conhecer?
— Eu digo a ela que a gente é amigo, que você é
pintosão e curte uma putaria. Garanto que ela não vai negar.
— Então chama lá! respondo entusiasmado e vaidoso por
ter sido qualificado de "pintosão" por um cara que eu considero
bonito.
— Beleza!
Thomas desaparece pela porta da cozinha e vai até a
área, de onde ele grita para a menina. Ouço as vozes dos dois conversando e,
instantes depois, ele volta, todo animado.
— Ela está vindo!
— Bem descolada, a menina!
— Uma porra-louca, isso sim! Só faz o que quer. Ela
deixa a mãe doidinha.
Toc-toc! A porta se abre e uma menina bonita,
moreninha clara, de cabelo castanho liso até pouco acima dos ombros vai
entrando sorridente. Está usando um shortinho creme, camiseta com uma
propaganda de cerveja e sandália havaiana.
— E aí, galera!
— E aí, Andreia! faz o Thomas, já se levantando para
cumprimentar a vizinha com dois beijinhos.
Eu me levanto, sou apresentado, troco beijinhos e nos
sentamos os três no sofá.
— O Marquinhos é amigo da Mirinha. Mais que amigo.
Eles estão ficando já tem um tempinho, né, Marquinhos?
— É, faz umas duas semanas, já, respondo, ainda meio
sem jeito.
— Legal! Mirinha é o máximo. Me dou super bem com ela.
Nisso, o Thomas se levanta e a chama até a cozinha
para pegar cervejas. Ela o segue e eu fico observando do sofá. Assim que eles
se vêem sozinhos, ele a abraça, agarra pela bunda e eles se beijam de boca
escancarada. Meu pau reage na hora e eu me animo todo. Me levanto e vou para a
cozinha, onde eles não param de se agarrar. Pego três cervejas na geladeira,
abro e ponho em cima da mesa redonda. Eles se separam e vêm beber comigo.
Thomas não esconde a ereção.
— Nossa, Thomas! grita Andreia, descontraída, às
gargalhadas, olhando indiscretamente para a protuberância na sunga.
— Se você tivesse pau também estaria assim, pô! ele
retruca, passando a mão no rosto dela, imitando um tapa em câmera lenta.
— Só com um beijinho, pô! Aposto que o Marcos é mais
resistente.
— Que nada! Só de olhar para você, ele já está cheio
de vontade!
Eles caem na gargalhada, voltam a se agarrar enquanto
eu, ainda meio deslocado, esvazio a minha cerveja em três goles, em busca de um
efeito rápido. De repente, o Thomas empurra a Andreia na minha direção. Ela não
oferece nenhuma resistência e ainda finge perder o equilíbrio, me forçando a
segurá-la nos braços. Só então reparo que ela está sem sutiã e que seus
peitinhos estão quase furando a camiseta. Num relance, olho para Thomas e o
vejo fazer o clássico sinal de "manda ver!", batendo com o indicador
no dedo médio, mas sem o barulho característico. Andreia está agarrada ao meu
pescoço fingindo choramingar pelos maltratos do vizinho. A única coisa que me
ocorre é pegá-la no colo como uma garotinha adormecida depois de chorar e
entregá-la ao Thomas. Ele tem a estupenda idéia de sair com ela da cozinha e
levá-la no colo... até o quarto dos pais. Eles se afastam e eu vejo as polpas
da Andreia totalmente expostas devido à posição das pernas. O joguinho está
iniciado.
Pego mais três cervejas, abro e levo para o quarto, onde
os dois já estão aos beijos na cama de casal, Thomas com a mão num peito dela,
ela com a mão entre as pernas dele por fora da sunga. Deixo as cervejas em cima
da cômoda e, ainda meio sem saber como entrar na brincadeira, me sento na beira
da cama. Para alívio meu, a Andreia me puxa para junto deles. Thomas e eu
começamos a nos alternar em beijos cada vez mais molhados e profundos na boca
que ela nem se preocupa mais em fechar. Noto que Thomas deu um jeito de
baixar um pouco o elástico da sunga e está de pau colado na coxa da menina. Vendo
que não tenho mais por que me inibir, invado por baixo a camisetinha branca e
logo sinto o peitinho duro e pontudo ocupar exatamente o volume da minha
mão em concha. Andreia geme
e se contorce. É o tesão chegando lentamente.
Já íntimo, logo bem mais ousado, Thomas começa a abrir
o botão do shortinho. Andreia segura a sua mão para tentar impedi-lo, mas ele
lhe diz que é feio amarelar e que agora ela não pode mais dar para trás. Ela
olha para mim, passa a mão no meu rosto e me puxa para mais um beijo molhado. Durante
o beijo, sinto seu sobressalto quando, provavelmente, a mão do Thomas invade a
calcinha. Ela geme e se desprende de mim, erguendo a cabeça para olhar para
baixo. Thomas a beija, enfiando a língua em sua boca. Aproveito para me livrar
da bermuda e da camiseta, ficando de cueca. Andreia volta para mim, olha para o
meu corpo e passa a mão pelo meu peito e barriga, sorrindo. Ela aprova e isso
me tranquiliza. Enquanto isso, vejo Thomas sair da cama e puxar o shortinho
junto com a calcinha pelas pernas dela, que se agarra mais uma vez ao meu
pescoço e grita: "Marquinhos, me salva desse animal!" Nós rimos ao
notar que ela faz isso sem deixar de erguer o corpo para facilitar a descida da
roupa pernas abaixo.
Um triângulo de pelinhos castanhos muito bem aparados
guarnece a xaninha da Andreia, que eu ainda não consigo ver porque estou
novamente ocupado em devorar-lhe a boca. É o Thomas que tem o privilégio de
mergulhar entre as pernas da garota. Ela quase berra ao primeiro toque da
língua, depois vai tornando-se lânguida, lânguida, me beijando como se eu fosse
um namorado, enquanto apalpa o meu pau, descobrindo-o ainda na cueca. Vejo suas
pernas se erguerem e ficarem flutuando no ar, escancaradas. A excitação é
enorme e ela logo tem um primeiro e longo orgasmo, com espasmos que a fazem
jogar a cabeça para trás e chutar o ar. Thomas é obrigado a forçar suas coxas
para prosseguir na exploração.
Isso me encoraja e eu ensaio um lance ousado. Rastejo
pela cama até ficar com a cintura na altura da cabeça da Andreia. Ela entende
na hora, baixa o elástico da minha cueca, empunha o meu pau e dá uma chupada
forte na cabeça. Eu me contorço e gemo. Thomas dá uma olhada, mas logo volta ao
trabalho. Andreia geme sem parar enquanto devora o meu cacete duríssimo fazendo
barulho de saliva. Ficamos uns bons minutos assim, eu relembrando o Kama Sutra
para não gozar logo e a Andreia embalada numa gemedeira, já numa espécie de
gozo contínuo com a voracidade do Thomas na sua buceta. Em dado momento, ele
para e me chama. Assim que eu tiro o pau da boca da Andreia e saio da cama, ela
se mostra apreensiva com a etapa seguinte. Thomas olha para mim e articula um
"mete" só com os lábios, sem som, entrando em seguida de quatro na
cama. Ele percorre o corpo da Andreia até ficar com o pau acima do seu rosto. Ela
o masturba enquanto lambe e mordisca o saco. Eu me vejo entre as pernas dela
com aquela palavra ecoando na cabeça: "mete". Pela primeira vez, vejo
a bucetinha completamente depilada, os pelinhos se limitando ao triângulo
castanho acima da fenda. Não é uma buceta longa e carnuda como a da Mirinha,
mas os grandes lábios são lisos e bem feitos. Ela está com os dois pés na cama
e as pernas abertas. Eu me aproximo, separo os grandes lábios e constato que o
interior também é muito bem feito, com um clitóris bem discreto e rosado no
alto dos pequenos lábios e, na extremidade inferior, o orifício que fui
convidado a inaugurar nesta tarde de orgia.
A apreensão de Andreia com a penetração é flagrante. Embora
ocupada com o pau do Thomas, ela parece não conseguir se desligar da minha
presença entre suas pernas. Entre uma chupada e outra, ela procura o meu pau
com os olhos, como se não pudesse diretamente sentir que ele não está dentro
dela. Quanto a mim, estou maravilhado com outro espetáculo bem diante dos meus
olhos: a bunda do Thomas. Branca, perfeitamente lisa, carnuda, o ínfimo buraco
do cu exposto no meio do rego aberto, subindo e descendo à medida que seu pau
entra e sai da boca da menina. Fico sem saber se a minha excitação provém do
fato de que estou para penetrar a buceta da Andreia ou da contemplação dessa
bunda maravilhosa ou, ainda, do desejo de penetrar esse cuzinho que tem toda
probabilidade de ser virgem. E Thomas não se acanha, deixando-o completamente
exposto enquanto invade a boca da vizinha. Baseado nas minhas próprias
tendências, lembrando-me da minha transa na praia com Mirinha*, em que me
excitou saber que aquele estranho estava não só nos observando, mas me vendo de
costas, vendo minha bunda, vendo meu cu, me pergunto se esse exibicionismo
seria consciente ou não, se Thomas, certamente consciente de que o seu corpo é
desejável para as mulheres, teria algum interesse sexual em relação aos homens.
Desperto dessa divagação por Thomas fazendo-me um
sinal com a mão para que eu aja. Andreia continua deitada com os joelhos
flexionados e as plantas dos pés na cama. Entro de joelhos na cama e, abrindo
bem as pernas, quase encostando o saco na colcha, estabeleço o contato entre a
cabeça do meu pau e a entrada vermelha e melada. Andreia se agita, tenta se
livrar do Thomas, mas não consegue. Ele a tranquiliza perguntando o que está
havendo. Me dou conta de que talvez ela não seja tão porra-louca assim. Pode
ser que ela nunca tenha chegado ao ponto de realmente transar com dois caras. Resolvo
subir na cama e chegar pertinho dela para perguntar se está tudo bem, se posso
continuar. O pau do Thomas está pulsando logo acima do seu rosto, grande e
grosso. Colo meus lábios na orelha da Andreia e começo a cochichar coisas
eróticas, dizendo que ela é gostosa, que o corpo dela é demais, que o Thomas e
eu queremos dar muito prazer a ela, etc. Isso a tranquiliza, revaloriza,
excita. Sorrindo, ela me dá um estalinho; é o sinal do consentimento. Me afasto
do seu rosto com a imagem do pau do Thomas na cabeça, um pau branco como o
resto da sua pele, reto, grosso, de cabeça bem feita, arroxeada e volumosa.
De volta às pernas da Andreia, estou mais que excitado
e estimulado a meter. Encaixo uma vez mais a cabeça do pau na entradinha e
começo lentamente a empurrar, contemplando o desaparecimento da glande. Num
golpe de pélvis, talvez para eliminar um resto de apreensão, Andreia o faz
mergulhar de uma vez na buceta encharcada. Ela geme, grunhe, arfa, mal
conseguindo manter o pau do Thomas na boca enquanto, com uma mão, coça o
triângulo de pelinhos castanhos, um gesto que me é muito familiar porque eu
também coço meus pentelhos com força quando estou tocando punheta; isso me dá
um prazer que se propaga pelo saco e desce até as coxas. Ouço também as unhas
da Andreia arranhando as coxas do Thomas. Meu pau desliza solto na buceta
molhada. Assim que inicio o vaivém, as pernas dela se enroscam frouxamente nas
minhas costas. Volto a ouvir o barulho molhado da felação e vejo a outra mão da
Andreia surgindo por entre as pernas do Thomas para massagear-lhe as bolas. "Ah,
se ela fosse ousada o suficiente para subir mais um pouco e tocar nesse
cuzinho!" penso eu. Mas ela se detém no saco. Seus dedos chegam a roçar o
períneo e apontar para o início do rego, ficando a milímetros do cu, mas não
ultrapassam essa que hoje sei ser como uma barreira tacitamente estabelecida
entre a maioria dos heterossexuais. Chego a me inclinar para ver de mais perto
e, eventualmente, completar com os meus dedos o percurso interrompido dos dedos
da Andreia, mas desisto, com medo de por tudo a perder. E a oportunidade se
esvai quando, instantes depois, Thomas sai de cima dela para nos propor mudar
de posição. Meu pau sai encharcado da buceta escaldante, tão duro que a cabeça
bate na minha barriga e fica apontada para o teto.
Thomas sai do quarto puxando Andreia pela mão. Eu,
como bom convidado, vou atrás, vendo as bundinhas lindas dos dois. De volta à
cozinha, ele me diz para sentar num banco alto que fica ao lado da geladeira. Assim
que me instalo, ele posiciona Andreia entre as minhas coxas para que ela me
chupe. Ela sorri para mim e afunda a boca no meu pau enquanto Thomas passa para
trás dela. Eu o vejo agarrar Andreia pela cintura para sarrá-la, depois
pincelar a bucetinha esfregando-lhe o pau entre as coxas. Ela reage, apreensiva
como da primeira vez, comigo, no quarto. Conjeturo que esse medo inicial deve
ser uma atitude animal, um reflexo arquimilenar próprio da fêmea. Meu pau está
em sua boca, mas ela está imóvel esperando o momento da penetração.
Thomas espalha o lubrificante natural da buceta em seu
pau, bela cena que eu contemplo agora sem inibição porque é o momento do macho
que se exibe orgulhoso, olhando-me vez por outra com o sorriso do dominador. Sentindo
no alto das coxas a pressão das mãos dessa fêmea apreensiva, afago-lhe o cabelo
para descontraí-la. Sua boca volta a deslizar pelo meu pau, mas percebo que o
gesto é mecânico. Thomas, pronto, dá uma piscadela e me convida a olhá-lo
enterrar-se até o talo na buceta ao mesmo tempo temerosa e ávida. Vejo a bela
pica cor de marfim ir sumindo entre os dois gomos morenos completamente
empinados. Andreia tem um sobressalto e sinto no pau a pressão da sua
boca. De toda retesada na penetração inicial, Andreia vai relaxando aos
poucos, primeiro as mãos, depois os braços, a nuca, a coluna e, por último, as
pernas, que ela finalmente consegue flexionar e abrir um pouco mais. Sua boca
volta a salivar e ela trata meu pau com a concentração devida, gemendo a cada
arremetida do Thomas, que sorri francamente para mim, completamente desinibido
e aparentemente livre de qualquer suposição a meu respeito.
Quanto a mim, estendo o prazer indescritível da
felação quase profissional da Andreia à fruição estética do corpo masculino à
minha frente. Thomas me lembra certas estátuas gregas: mãos fortes e
proporcionais, antebraços e bíceps suavemente musculosos, ombros largos e
totalmente desenvolvidos, peito e barriga planos e desenhados, sem falar do
rosto de traços perfeitos. Naquele momento, desejei ter uma visão cubista para
poder contemplar ao mesmo tempo a bunda escandalosamente excitante. Nessa
posição, ele fode com calma, num vaivém ritmado e constante, sem dar sinal de
orgasmo próximo.
Nós três nos fundimos num só corpo. Andreia aproveita
a sucessão regular dos choques de pélvis do Thomas em sua bunda para oscilar
para frente e para trás, embainhando e desembainhando meu pau com a boca, os
lábios projetados e destendidos. Essa sincronia nos faz gemer juntos, um gemido
tranquilo, quase em
uníssono. Nos sentimos satisfeitos com nossos belos
corpos nus sendo estimulados em cadeia. Thomas faz cara de que poderia
passar horas nesse vaivém de máquina bem azeitada. Do alto, vejo que seu pau
sai brilhante, sinal de que Andreia e ele continuam muito excitados, secretando
abundante muco lubrificante.
À certa altura, porém, Andreia pede para dar uma
paradinha e nós fazemos uma pausa para outra rodada de cervejas. Thomas pega
uma caixa de chips e ficamos os três nus, encostados nos móveis da cozinha,
conversando com toda a naturalidade. Contemplo o lindo corpo da Andreia,
voluptuoso sem ser grosseiro, com seu pequeno triângulo de pelos castanhos
apontando para a fenda que começo a conhecer tão bem. E não posso deixar de
arriscar umas olhadas furtivas ao pau do Thomas que, mesmo amolecido, conserva
aquele volume característico do estado de excitação, grosso e arqueado por
sobre o saco. Noto que eles também me observam discretamente. Andreia chega a
fazer um comentário sobre os meus braços e ombros, que ela acha bonitos. Em
troca, comento seus seios, digo que adoro seios bicudos e que os dela tem o
tamanho ideal. Ela sorri e diz que os seios são justamente o que ela menos
gosta em seu corpo, que ela os queria arredondados e com os mamilos um pouco
acima do arco inferior. Thomas brinca, indo passar a mão neles,
cantando Like a Virgin. Meu pau reage ao vê-lo novamente de costas.
Estou mais do que nunca convencido de que eu gostaria de ter algum contato
sexual com o Thomas, mas esse desejo parece tão distante da realidade que
resolvo bani-lo da cabeça. Por sorte, estou errado, mas à essa altura ainda não
sei disso.
A brincadeira entre Thomas e Andreia reacende a chama,
eu me aproximo fingindo que vou agarrá-la e ela corre para a sala. Quando ela
faz que vai sentar-se no sofá, Thomas se antecipa e a força a sentar-se em seu
colo. Seu pau está novamente duro e vibrante. Andreia se debate um pouco,
mas logo consente em se deixar penetrar assim. Eu me aproximo e me agacho para
assistir ao espetáculo. Ela está de pernas escancaradas sobre as pernas abertas
do Thomas, a cavalo sobre seu pau, que eu posso ver, duro e grosso, roçando a
buceta úmida. É Andreia que direciona a glande para dentro com as pontas dos
dedos, soltando um gemido longo quando o alargamento atinge o grau máximo. Vejo
o pau deslizar até o talo e observo a mudança da pele, de esticada a rugosa no
início do saco. Andreia geme, muito excitada com esse pau grande, começando
logo a trotar sobre as pernas do Thomas, massageando nervosamente o clitóris
com uma mão e, com a outra, os seios totalmente entumescidos. Meu estado de
excitação é tal que eu gozaria só de me tocar. Resolvo portanto me concentrar na
cena à minha frente.
Quando Andreia para de se masturbar, vejo-me diante do
trinômio erótico: saco, contorno da buceta, clitóris. "Eureka!" Tenho
um pretexto para tirar uma casquinha do corpo do meu parceiro de transa. Tentando
evitar o contato com as coxas do Thomas, aproximo a cabeça da zona de
penetração e, cautelosamente, passo a ponta da língua pelo clitóris da Andreia.
Ela reage imediatamente acariciando-me a cabeça e gemendo: "Is-so... As-sim...
Adoro..." Endurecendo a ponta da língua, me aplico a pincelar a cabecinha
saliente. Os gemidos da Andreia se intensificam, imagino que Thomas já esteja
ciente do que está acontecendo, mas não consigo vê-lo. Sinto meus lábios
pinicarem contra os pelinhos da Andreia, que não para de gemer e de quase
arrancar o cabelo. Thomas faz um vaivém curto que extrai apenas uns dois
centímetros do seu pau da buceta alargada.
Tomando coragem, inicio a segunda etapa do meu
projeto. Esticando um pouco mais a língua, toco o talo do pau que desliza
suavemente entre os lábios encharcados. Thomas não percebe nada, imagino que
não sinta o contato da minha língua que deve se diluir nas sensações mais
intensas da penetração. Andreia, amolecida pelo tesão sobre o corpo dele também
não dá mostras de perceber nada, embora possa me ver lambendo-a. Meu pau está
aos pulos, preciso empunhá-lo, mas me controlo para não por tudo a perder. Sinto
na língua o contorno e a dureza do talo do pau do Thomas. É pouco, mas já é uma
porção desse corpo que estou desejando há horas. Minha boca saliva intensamente.
Alterno entre a verga dura e o clitóris logo acima. Andreia geme a cada vez.
Sinto o cheiro intenso dos dois sexos e os sabores que se misturam na minha
boca. Isso me embriaga, me faz perder o medo. Vou enfrentar a última etapa do
meu projeto.
Aguardo um momento em que os gemidos da Andreia e do
Thomas se intensificam. Torço para aque ele não tenha vontade de gozar, porque
ele sairia dela e seria o fim da penetração nessa posição. Não, estão firmes,
num vaivém constante e harmonioso, como antes, na cozinha. Tento me sincronizar
com o movimento e, assim que vejo o saco colar na buceta, grudo minha língua
nele e não solto mais. Meu coração está aos pulos. E se ele percebe? Sinto-me
levado pelo vaivém, uma, duas, três, quatro... Inúmeras vezes. Não, ele não
percebeu. O alívio é enorme, começo a poder sentir a textura e o sabor do sexo
do Thomas. Ele não se manifesta. Não me arrisco a mover a língua, deixo-a
grudada em seu saco, estática. Nunca salivei tanto, o prazer é inusitado,
indiscritível, o prazer do beijo roubado. Mas, de repente...
De repente, um puxão quase me arranca um tufo de
cabelo. Engulo um "Ai!" e olho para cima. Andreia, de olhos
arregalados, cravados nos meus, tenta me fazer entender que estou arriscando a
pele. Mas estou tão excitado, tão desvairado pelo desejo que pego a sua mão e
coloco diretamente no saco do Thomas, fazendo um gesto para que ela comece a
massageá-lo. Ela reluta, mas consente em me ajudar e começa a massagear com
força, arrancando-lhe gemidos de prazer misturado a um fundo de dor. Assim que
ela tira a mão e volta a cavalgar forte, eu entro com a língua, sentindo suas
rugosidades de noz e o contorno arredondado. Chego a conseguir abocanhá-lo sem
parecer despertar a menor suspeita em Thomas. A sensação da pele firme e rugosa
conta a minha língua é indescritível. Olho para Andreia, agradecido; agora
somos cúmplices. Aplicamos nosso truque de alternar mão e língua até que Thomas
anuncia que vai gozar. Me afasto, ele ergue Andreia pelas coxas sentando-a em
sua barriga e seu pau é expelido da buceta. Mais que depressa, ela o empunha e
masturba energicamente para que o longo corpo maciço comece a ejacular. Os
jatos chegam a atingir-lhe os seios, mas principalmente a barriga, terminando
por molhar triângulo de pelinhos castanhos.
Ao final, para surpresa minha, Thomas puxa as coxas da
Andreia praticamente colando seus joelhos aos seios e me manda penetrá-la,
assim, com ela em seu colo. Só preciso encontrar a melhor posição para me
encaixar nela. Começo lambendo a buceta completamente exposta, recém
desertada pelo pau que jaz amolecido abaixo dela. Toda a área está entumescida
e encharcada. A excitação ambiente é prodigiosa, Andreia goza baixinho, dando
gemidinhos, acariciando febrilmente as minhas orelhas. Eu a deixo gozando e
procuro uma posição para penetrá-la. Faço Thomas fechar as pernas e me ajoelho
no sofá, por fora delas. É quase sentado nas coxas dele que eu penetro Andreia,
espremida entre nós. Inicio um vaivém, mas a excitação é tanta que não demoro a
sentir o prenúncio do orgasmo. Olhando nos olhos da Andreia, retiro meu pau e
me masturbo diretamente sobre o seu corpo, juntando meu esperma ao de Thomas,
na barriga, nos seios e até uns respingos no rosto. Ela ri enquanto passa um
dedo na barriga e põe na boca e pergunta com ar sapeca: "De quem será
este?" Thomas, sempre brincalhão, a empurra para o lado, monta nela e
a enche de cócegas. Eu me junto aos dois e a brincadeira termina assim, às
gargalhadas, como se nós três sempre tivéssemos feito isso e fôssemos os
melhores amigos do mundo.
Naquele dia, acabei não esperando por Mirinha. Cansado,
fui para casa me sentindo um pouco culpado, mas logo varri da mente essa idéia,
convencido de que a própria Mirinha teria aderido ao trio se estivesse por lá. No
dia seguinte, fomos todos à praia juntos, Mirinha, Thomas, Pohl e eu. Pude
também certificar-me de que minha cumplicidade com Andreia era sólida, porque
Thomas não deu a menor mostra de suspeitar das nossas artimanhas para que eu
tirasse uma "casquinha" dele. E pude igualmente ter certeza de que
Thomas era um bom cúmplice porque nada, daquele dia em que Mirinha não
estava, jamais veio à tona enquanto estivemos juntos.
-------------------------------
(*) Cf. Episódio I
da série.

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