19. Dia de inauguração
"Até que enfim!" exclama Aninha,
vendo o nome de sua nova patroa no celular.
— Alô!
— Aninha? É Stéphanie. E então? Pronta para começar? pergunta a francesa, carregando nos erres.
— Ai, você não sabe como eu esperei por esse
telefonema! Estou prontinha!
— Que bom, que bom. Vamos inaugurar no sábado.
Você pode chegar às 8h? O Rômulo e também vai chegar mais
cedo. Quero abrir as portas às 10.
— Por mim, chego até às cinco da manhã!
— Haha! Não vamos exagerar! Até sábado às 8h.
— Até sábado. Tchau.
Aninha mal cabe em si de felicidade. A
demissão da loja de materiais de construção teve seu preço, mas a folga de uma
semana está sendo repousante e a certeza do novo emprego a deixa quase
eufórica. É uma quinta-feira ensolarada e ela resolve dar uma trégua a Gabriel,
tratando-o bem e até estendendo seu prazo para sair do apartamento que ela
divide com Soraya. Os três passam os dias restantes juntos como velhos amigos e
ela gasta com eles o dinheiro que lhe sobra, em lanchonetes e
boates. O ambiente em casa fica tão relaxado que ela chega a pensar que Gabriel
deveria ficar com elas, mas a lucidez logo retorna e ela bane a ideia. Os dois últimos dias da semana voam e a noite de sexta para sábado só
é interrompida pela ansiedade. A patroa francesa, a inauguração, o fato de
ter que trabalhar de maiô ou biquíni, tudo é novidade para ela. Em seu sono
agitado, o rosto de Gabriel aparece associado ao de Stéphanie enquanto ela percorre em sonho o
apartamento do Peró sob o olhar indecifrável de Kleber.
Às 6h da manhã de sábado, Aninha se levanta
em silêncio, toma café sozinha e passa longos minutos no banheiro, verificando
minuciosamente cada parte do seu corpo, que ficará exposto aos clientes. Ela
renova a depilação das axilas e decide, para evitar o risco, depilar
completamente a região pubiana. Ela elimina também todo vestígio piloso da
linha que vem do umbigo à virilha, das pernas e coxas. As unhas estão feitas, o
cabelo está bem cortado e bem penteado, reto na extremidade que toca o fim das
costas, o rosto também, sem sinal de olheiras; um mínimo de maquilagem dará
conta do resto, na verdade praticamente apenas o batom, indispensável. O
espelho a tranquiliza; seu rosto é bonito e ela sabe que seus seios ficam
discretamente sensuais na roupa de banho. A roupa não a preocupa muito, já que
vai tirá-la; assim mesmo, ela separou calcinha e sutiã novos, e uma jeans
baixa, uma blusa e uma sandália em perfeito estado para o caso de Stéphanie
estar por perto enquanto ela se despe. Só lhe falta a bolsa com o celular,
alguns artigos indispensáveis além, é claro, do maiô amarelo que a francesa
quer que ela use e, por via das dúvidas, de um dos biquínis. Depois de uma
última olhada, ela deixa o apartamento sentindo-se bonita e atraente para o seu
primeiro dia no novo trabalho.
Ela chega antes de Rômulo e Stéphanie a
recebe sorrindo, com dois beijinhos. Aparentemente, não há muito a fazer; por
volta das 9h, um serviço de traiteur vai chegar com tudo para um buffet leve e
a butique está equipada e pronta para receber os convidados e enventuais
clientes. A loja fica num local privilegiado, a uma quadra da praia, na esquina
de um prédio comercial de boa arquitetura, é toda envidraçada e as cores vivas
das roupas de banho e acessórios têm tudo para chamar a atenção dos jovens,
mesmo que o período forte da estação já tenha passado. Não há o que temer e
Aninha está confiante.
Quando Rômulo chega, cerca de quinze minutos
depois, Aninha já está usando o maiô amarelo escolhido por Stéphanie. O
contraste com a pele bronzeada e as formas da jovem logo chamam a
atenção do rapaz, que hesita entre qual das duas cumprimentar primeiro. Ele não consegue tirar os olhos das costas de Aninha, cuja curvatura
fica tão pronunciada no maiô justo e fino como uma segunda pele que o bumbum se
destaca sensualmente. Mas ele vai, é claro, apresentar-se à Stéphanie, que o
recebe com a mesma simpatia que ela demonstrou a Aninha e o manda rápido ir
trocar de roupa; o tempo voa e os últimos ajustes exigem a contribuição dos
três.
Rômulo resurge do banheiro usando uma das
sungas preferidas de Stéphanie, minúscula, em franco desafio à moda do
"sungão", que ela quer tentar derrubar assim como a moda de usar as
calças com o gancho à altura do joelho.
— "Magnifique!" exclama ela, olhando o rapaz de cima a baixo e detendo-se com toda naturalidade
na pequena peça de roupa estampada em tons de azul-verde que lhe cobre o mínimo.
— Não
estou acostumado a usar sunga tão curta, retruca ele sorrindo, olhando-se num
espelho.
— Todo
mundo vai adorar, Rômulo, interfere Aninha, olhando-o por trás, tentando
imaginar sua bundinha a partir do "cofrinho" inevitavelmente exposto.
— Claro!
E com essas cores lindas, num modelo tão bonito, vai vender mais que
pão francês! acrescenta a proprietária dando um risinho.
— Quer dizer que eu posso ficar tranquilo?
— A
mulherada não vai te deixar quieto, encoraja Aninha, olhando diretamente para a
protuberância frontal que caracterizou a sunga durante toda uma era.
Preparada a recepção, a butique abre as
portas a um grupo seleto de convidados vindos dos Estados do Rio, de São Paulo e de Minas Gerais, aqueles que mais enviam turistas à região dos Lagos. Menos acostumados
à vida litorânea, os paulistas e mineiros não poupam elogios à ideia de
Stéphanie de ter vendedores banhistas e solicitam incessantemente Aninha e
Rômulo para fotografar com eles. Uma equipe de reportagem chega até mesmo a
reuni-los para entrevistá-los juntos, interessados na opinião quanto a
trabalhar de roupa de banho.
— Você
acham que o fator "sexy" vai entrar em jogo quando estiverem
vendendo? pergunta a jornalista.
— Esse
não é meu objetivo, mas se eles temperarem as vendas com uma pitada de sensualidade
jovem e tropical, não vou brigar! declara Stéphanie, olhando sorridente para os
dois.
— Bom,
se o cliente achar que a sunga ou o short que estou usando vai ficar bem nele,
é vantagem, não é? acrescenta Rômulo.
— E
você, Aninha, acha que o lado "sexy" nas vendas conta muito?
— Ah,
demais! Vou mostrar a cada cliente que ela pode ficar gostosa como eu usando
a nossa linha, declara ela forçando o "ch" de carioca enquanto passa
a mão pelo corpo, toda confiante, causando um certo desconforto em Stéphanie e
Rômulo, que dão um sorrisinho sem graça à jornalista.
Mas a pequena gafe não prejudica a
inauguração, que vai se desenrolando numa atmosfera de agradável descontração.
Por volta das 14h, o buffet já foi retirado e a butique é aberta ao público,
que se mistura aos convidados e começa a solicitar Aninha e Rômulo para
experimentar roupas e acessórios. Inicialmente, as pessoas não sabem muito bem
como se dirigir a dois "banhistas", mas o conceito é rapidamente
aprendido e apreciado por todos, talvez até em demasia; Aninha e Rômulo mal têm
tempo para respirar e é em breves encontros no caixa que eles trocam algumas
palavras sobre as experiências com os primeiros clientes.
— Ufa!
Escapei por pouco, diz Aninha.
— O
que aconteceu?
— Uma
cliente me chamou e, quando abri a cortina, estava nua na cabine. Eu não
sabia para onde olhar. Só porque a gente tem o corpo parecido, ela queria
experimentar o maiô que eu estou usando!
— Não!
Sério? Haha!
— Foi
um custo convencer a doida a experimentar um novo. Você ainda não pegou nenhum "mala"?
— Vendi três sungas para um cara e quando voltei para perguntar se estava
tudo bem, ele estava na frente do espelho ajeitando...
— O pau?, completa ela sem pudores.
— É.
— Sem sac...!
— E você
pensa que ele se acanhou? Ele disse que tinha que saber como as sungas ficavam
porque costuma ficar com tesão na praia.
— A gente vai ver de tudo, nessa loja. Mas por mim, desde que a comissão
esteja entrando, tô nem aí.
— Você deve estar certa, mas não estou acostumado com isso não, Aninha. A loja de
equipamento de surf onde eu trabalhei em Ipanema era careta perto disso aqui!
Acho que o pessoal se solta quando está em outra cidade.
— Um
dia te conto as maluquices que eu já vi em loja de roupa de mulher, antes de
vir para Cabo Frio.
— Pode
até ser hoje, para comemorar o primeiro dia de trabalho, topa? propõe ele, todo
aceso.
— Tudo
bem, se agente ainda estiver aguentando em pé!
Das 14h às 20h, a butique parece atrair cada
um que passa pela calçada. No interior, as pessoas se comprimem entre os
mostruários e fazem fila no corredor das cabines. Stéphanie se parabeniza por
ter optado pela fórmula "peça ao vendedor" e não "sirva-se"; ela e sua pequena equipe
jamais teriam dado conta de vender e vigiar a mercadoria. Eles concentram a
vigilância em evitar que as pessoas saiam das cabines com menos mercadorias que
tinham ao entrar.
A clientela jovem logo deixa de se
distribuir entre Aninha e Rômulo segundo o sexo para procurar o vendedor do
sexo oposto, os homens para se exibir diante dela ou ao menos tê-la por perto
em seu supersensual maiô amarelo, as mulheres para tentar atrair a atenção do
"menino da sunguinha". Embora muito ocupados e concentrados no
atendimento, os dois vendedores tentam com dificuldade ficar indiferentes
diante da espontaneidade com que certos clientes pedem opiniões mostrando-lhes
o corpo ou até mesmo trocando de roupa em sua frente. Em várias ocasiões,
Rômulo é convidado a opinar sobre o cavado de um maiô ou biquíni vestido por
mulheres cujas formas o excitam ao ponto de deixá-lo embaraçado, forçando-o a
cobrir-se com o que tenha nas mãos. Com menor frequência Aninha depara com
algum exibicionista; o homem brasileiro não costuma experimentar sungas.
Dado que quase a totalidade dos casais entram juntos nas cabines,
várias cenas picantes pontuam esse dia de inauguração e vão se tornando o tema
dos encontros no caixa.
— Peguei
dois quase no ato, conta ela rindo enquanto tira o imã de uma peça.
— O que
aconteceu?
— Eu
me distraí e um casalzinho entrou na cabine do fundo. Peguei a menina de frente pro no espelho se arrebitando para ele, pelada, e ele de bermuda aberta, se
esfregando. Ficaram roxos quando abri a cortina.
— O
pior é ter que explicar que se eles marcam uma mercadoria, pega mal. Se não
fosse o adesivo, a gente ia ter que jogar muito biquini fora!
— Você
viu como elas puxam as calcinhas de biquíni para cima? A gente até perde a
vontade de experimentar depois de ver isso. Entra tudo na bunda, eca!
— Por
falar nisso, eu não te contei a melhor do dia. Olha discretamente para aqueles
dois de camiseta branca, juntos, vendo os óculos.
— O
que tem eles?
— Eles
são estrangeiros; suecos, eu acho, mas falam inglês. Compraram várias sungas.
Me encheram o saco pedindo tudo de todas as cores e deixei os dois
experimentando. Como eu sou alto, consigo ver por cima da cortina e quando
voltei vi os dois no maior amasso, um com a mão dentro da suga do outro.
Parecia vídeo pornô. Ainda bem que eles compraram!
— Só
quero ver essas roupas, na hora de guardar tudo.
A natureza dos diálogos entre Aninha e
Rômulo durante esses breves encontros não deixa dúvida: a atividade nas cabines
será tema recorrente no dia-a-dia porque a loja de roupa de banho enfatiza a nudez. Em grande parte, as
pessoas experimentam e compram sungas e biquínis para expor o seu corpo nu de
um modo socialmente reconhecido. Ao contrário de ocultar as partes íntimas, a
roupa de banho as realça, chama atenção para elas, e o esforço de Stéphanie
para recuperar o apelo sensual da roupa esporte – não só do maiô e do biquíni,
mas das calças e bermudas masculinas da atualidade e das camisas largas demais
–, sua defesa aberta do que ela chama de "a verdade da roupa esporte"
reintroduz já no primeiro dia essa mentalidade no seio da comunidade que
comporá sua clientela. O espaço delimitado pelas paredes transparentes da nova
loja é imediatamente percebido por todos – de fora e de dentro – não só como
local de compra, mas como ponto de encontro onde a nudez se despoja da sua
total privacidade e se insinua na vida social assim como o comportamento
alimentar numa lanchonete ou restaurante.
Ao final deste primeiro dia, os dois
vendedores fecham as portas excepcionalmente às 20h ouvindo os lamentos
decepcionados dos clientes mais indecisos. A inauguração foi um sucesso, as
vendas numerosas e um silencioso bem-estar ocupa toda a butique vazia.
Stéphanie felicita seus dois vendedores e decide abrir às 10h, no dia seguinte,
para que eles possam descansar. Uma vassourada será suficiente, apenas para
evitar insetos repugnantes. Eles podem chegar às 9h no domingo para arrumar tudo. Em
seguida, ela vem sentar-se no sofá da ala dos vestiários e conversa rapidamente
com seus dois vendedores, elogiando-os quanto aos pontos merecidos e fazendo
certas observações naquilo que ela julga necessário mudar ou melhorar. Por fim,
ela faz um grande elogio aos dois e volta-se para Aninha.
— Nem perguntei pelo Gabriel. Ele vai bem? Ainda está com vocês?
— Continua
lá em casa até arrumar algum lugar para ir. Ele quer morar aqui.
— Você
acha que ele faria um outro favor para mim? Mas quero pagar.
A mente de Aninha é imediatamente preenchida
pela imagem do apartamento do Peró. Sua patroa ainda ignora que ela o conhece,
mas até quando? Kleber não passa muito tempo sem convidá-la; mais dia, menos
dia, a notícia virá à tona de uma maneira ou de outra, através dele ou dela. Ela decide falar.
— Tem
uma coisa que eu queria...
Toques de buzina a interrompem.
Stéphanie se levanta para ver.
— É o
meu amigo vindo me buscar. Não vou convidá-lo a entrar, com essa bagunça toda;
ele pode vir outro dia. Meninos, dêem um jeitinho rápido na loja, só uma
disfarçada, e terminem amanhã. Parabéns, adorei o trabalho de vocês! Fechem bem
a loja, hein! Beijo. Nos vemos amanhã às 10h. E Aninha, diga ao Gabriel para me
ligar amanhã, está bem?
Aninha reconhece o carro que se afasta e a
silhueta do motorista: é Kleber. Não há mais dúvida, o mundo é mesmo pequeno e
ela não vai poder ocultar a verdade por muito tempo, até porque é uma verdade
inofensiva. Afinal, não teria cabimento perder o emprego só porque a patroa
está constrangida de saber que uma vendedora sabe do seu envolvimento com um amigo
dela. Ou teria?
Aninha está imersa em pensamentos quando Rômulo se aproxima. Assim que ela ergue a cabeça e dá
com os olhos na linda estampa da sunguinha azul-verde, sorri e estende espontaneamente a mão
para tocá-la como se fosse um objeto qualquer que despertasse a curiosidade.
Rômulo olha para baixo, surpreso, ciente de que não se trata de uma mera
provocação sexual; o gesto de Aninha parece o de quem toca num amigo como se
tocasse num para-raio, para se descarregar de alguma energia negativa.
Apesar
do ar inquieto, Aninha está deliciosa em seu maiô amarelo que lhe destaca os seios
e desaparece entre as coxas. Atraído, Rômulo avança mais, vendo a protuberância
em sua sunga a poucos centímetros do rosto da colega. Para surpresa sua, ela o
abraça carinhosamente pela cintura colando inocentemente o rosto à altura do
seu sexo enquanto passa os olhos pelo caos em que as cabines foram
transformadas.
— Como
é que eles podem fazer tanta zona? Vai dar um trabalhão pra arrumar.
— Está
tudo bem, Aninha? pergunta ele, afagando-lhe o cabelo.
— Estou
legal... Só cansada e querendo colo, responde ela, vaga, mas
meiga.
— Quer
me contar alguma coisa? pergunta ele, sentindo a suave pressão do rosto contra o
seu sexo, cujo despertar ele tenta com dificuldade evitar.
— É,
acho que se eu contasse, tiraria um peso... admite ela, com a voz ainda mais
vaga, agora brincando com os pêlos dourados da coxa do seu colega.
Sem saber o que fazer diante dessa situação
singular, dividido entre a necessidade de dar apoio moral e a percepção viva de
sua excitação crescente, Rômulo decide deixar qualquer eventual iniciativa nas
mãos de Aninha e limita-se a afagar o longo cabelo negro que lhe faz pensar nas
personagens indígenas do Romantismo brasileiro. Ela continua abraçada a ele,
ninando-se distraidamente com o seu corpo e olhando a bagunça circundante para
tentar rechaçar a idéia fixa de que Gabriel pode por tudo a perder revelando à
sua patroa a ligação dela com Kleber. Stéphanie é amiga de Kleber e hóspede
dele no apartamento do Peró. Por mais simpatia e simplicidade que a sua patroa aparente, Aninha não concebe que uma francesa tolere empregar como vendedora a
amiguinha do seu anfitrião, e isso a atormenta obsessivamente nesse momento.
Aninha se força a voltar à realidade com a intenção de deixar as quimeras
trancafiadas na mente, mas é imediatamente assaltada pela imagem de Gabriel
trepado na escada e exibindo-se nu para ela na casa do subúrbio, seu longo sexo
cor de chocolate pendendo entre as coxas. Stéphanie o provou antes dela, e isso
a centenas de quilômetros de distância de lá. Aninha imagina involuntariamente
a cena dos dois no apartamento do Peró, tenta por força desvencilhar-se dela,
mas é inútil. Em seguida, vem-lhe a lembrança do recado de Stéphanie para
Gabriel. É ela que vai propiciar um novo encontro e provavelmente mais sexo
entre o seu vizinho do subúrbio e a sua patroa francesa.
Ao mesmo tempo que
suas emoções se confundem, Aninha sente um arrepio percorrer-lhe o corpo. Ela está excitada. A textura do tecido fino é transmitida à
pele do rosto pelas leves pulsações do membro inquieto. Percorrendo a coxa que
ela acariciava até aqui inocentemente, Aninha vai puxar o elástico da sunga e
liberar o prisioneiro, que se retifica parcialmente, exibindo uma bela cabeça
descoberta. Ela a envolve com os lábios, contorna com a língua, suga,
aprofunda-se para conter o membro todo na boca, depois solta-o e acompanha a
ereção enquanto termina de baixar a sunga até os pés do rapaz. Ele mesmo baixa-lhe
as alças do maiô indicando que gostaria de ver seus seios. Aninha passa os
braços por dentro delas, deixando meio corpo desnudo, que Rômulo contempla
extasiado enquanto ela mordisca o tronco do seu membro agora completamente rígido.
Seus movimentos são lentos, lânguidos, como se fizessem parte de um exercício
de relaxamento a dois, uma novidade para o rapaz, que adere maravilhado ao
jogo.
Vendo seu membro desaparecer quase por completo na boca quente e suave, Rômulo logo percebe o quanto Aninha é treinada. Ela não tem dificuldade vir colar
os lábios em seu baixo-ventre enquanto a língua desliza deliciosamente por
baixo fazendo-lhe um suave carinho no saco. Ele jamais foi chupado
dessa maneira e a sensação o excita tanto que ele a penetra repetidamente,
observando seu sexo ir e vir envolto numa saliva cada vez mais espessa e
abundante. Ainda que suas dimensões não sejam desprezíveis – cerca de dezessete
centímetros de comprimento por quatro de diâmetro – elas não distorcem o rosto da
menina, que continua bonito enquanto ela o engole sem dar qualquer sinal de
desconforto.
De pé, Rômulo contempla as coxas de Aninha,
que ela mantém bem abertas enquanto se dedica à felação. Curvando-se, ele
baixa um pouco mais o maiô amarelo, olhando-a nos olhos e sorrindo. Ela termina
de tirá-lo, sensualmente, com movimentos discretos, coloca-o cuidadosamente
sobre o braço do sofá e, deitando-se quase, ergue as pernas abertas sobre o
corpo, exibindo a fenda entre o carnudo par de grandes lábios perfeitamente depilados.
Rômulo contempla a delicadeza das formas dos pequenos lábios e repara o quanto
a entrada está encharcada. Aninha olha fixamente para o seu sexo, observando-o
pulsar, aguardando com um sorrisinho de malícia nos lábios. Ele então se
ajoelha na borda macia do sofá, direciona corretamente o membro, encaixa a
cabeça e, apoiando-se em suas coxas escancaradas, mergulha em Aninha,
que joga a cabeça para trás emitindo um longo suspiro de êxtase.
— Que
pau gostoso... Dá todinho para mim, dá...
— Está
gostando mesmo, Aninha? pergunta o rapaz, enterrando-se até o fim, sinceramente desejoso de satisfazê-la.
— Nossa, demais... Grande e grosso como eu gosto...
— No
tamanho certo para a tua bucetinha?
— Todo
certinho... Fode gostoso, fode... Come a minha bucetinha agora, vai...
Rômulo gosta dessa posição em
que a mulher se deixa encaixar de pernas tão abertas e rebatidas sobre o corpo.
Ele entra e sai dela ritmadamente ouvindo-a gemer a cada penetração profunda.
Com ambas as mãos em seu peito, Aninha se sente reconfortada sob esse menino
grande e gentil que se mostra tão excitado por ela... e tão resistente.
Sorrindo, ela acolhe um beijo que faz seu prazer redobrar. Quando a língua dele
invade profundamente sua boca ao mesmo tempo que ele a penetra fundo, um
espasmo seguido de uma fortíssima descarga a tomam de assalto deixando-a
desnorteada. Espasmos menores se seguem, continuamente, exigindo dela um gemido
também contínuo que a afasta da boca de Rômulo.
Estimulado por esse orgasmo
precoce numa mulher, o rapaz consegue efetuar apenas mais dois ou três vaivéns
antes que seu próprio orgasmo se desencadeie. Retirando-se, ele dispara vários jatos na
barriga de Aninha, os primeiros chegando até o rosto. Ela passa maliciosamente a língua
pelos lábios.
— Xi, foi até a boquinha!
— Puto! responde ela brincando e engolindo ostensivamente.
— Hum, é assim que eu gosto!, faz ele, dando-lhe um estalinho.
— E
agora, chega de brincadeira que a gente ainda tem que dar um jeito nessa zona,
diz ela encaminhando-se para o banheiro, onde sabiamente Stéphanie providenciou
um box com chuveiro.
No banho, Aninha sente-se mais relaxada e
vislumbra a possibilidade de trocar a relação com Kleber por um romance com esse colega tão gentil e educado que acaba de provar ser capaz de lhe dar muito prazer na cama. Ela conjetura também
que talvez valesse a pena tentar não transmitir a Gabriel o recado de
Stéphanie. Mas Cabo Frio é pequena e eles logo viriam a se encontrar de uma
maneira ou de outra. O impasse continua, mas esse inesperado encontro com
Rômulo a faz ver as coisas como se agora houvesse
tempo para tomar decisões que poucos momentos antes pareciam prementes. A
inauguração da butique foi um sucesso, ela está se sentindo feliz e segura de
que fez a coisa certa, um namoro está talvez para acontecer... Não será sinal
de que sua vida está se encaminhando para a grande mudança tão desejada?
Toda essa enxurrada de pensamentos não dura
mais que alguns segundos. Rômulo entra no box e cola seu corpo ao de Aninha
para dar-lhe um beijo. A arrumação da loja pode esperar mais alguns momentos.

Comentários
Postar um comentário
Comente! Ajude a aprimorar o Erotexto!