1. Um milagre de
encontro
Lá pelos meus
dezenove, vinte anos, passei um período de férias de verão em Arraial do Cabo
com um grupo de vizinhos de condomínio. Como nunca fui de
ficar em bando durante muito tempo — sempre considerei o homem um animal solitário
por excelência — eu fazia longas caminhadas pelas ruas da cidade depois de um
dia inteiro de praia. Num
desses passeios, me deu vontade de sorvete. Comprei um picolé e fui tomá-lo
tranquilamente, sentado no primeiro degrau de uma escadaria de pedra que dava
para uma ruela. Minutos depois, avistei uma menina na ruela, vindo em minha
direção, uma menina muito bronzeada, de cabelo alourado chegando nos ombros,
melado de sal, sinal de que ela também devia estar saindo da praia. Estava
usando a parte de cima do biquini e um shortinho de lycra azul estampado que
parecia ter uns dois números abaixo do seu, de tão apertado. Notei que ela me
deu uma olhadela instantânea, mas logo continuou a olhar para a frente. Assim
que ela terminou de passar, pude olhar sem receio para o corpinho gostoso e
contemplar as dobrinhas das coxas, com seus dois gomos rechonchudos e saltados,
perfeitamente divididos pelo short apertadíssimo, cuja costura eu mal via,
perdida lá no fundo do rego da bundinha, miúda, mas arrebitada e perfeita. Seduzido
pelo rostinho lindo e pelo corpo delicioso, resolvi agir.
— Ei!
— Que foi? disse ela, mal parando e virando apenas a
cabeça.
— Você mora por aqui?
— Não, mas esse é o meu caminho. Por quê? retrucou ela, meio insolente.
— Queimadinha de sol desse jeito, você deve estar
morrendo de calor. Não quer dar uma chupada? disse eu, apresentando-lhe meu
picolé de uva.
Sem pressa nenhuma, ela veio andando na minha direção
e parou na minha frente com as pernas entreabertas. Olhando para cima, eu podia
ver bem as coxas, o relevo da bucetinha no short e, lá por trás, a parte
inferior das polpas da bundinha tesuda. Ela pegou o picolé, deu umas lambidas e
devolveu.
— Obrigada.
— Estou à toa; posso andar com você? arrisquei.
— Poder, pode, mas é meio longe! respondeu ela em tom
de desafio.
Minhas idéias estavam mais claras do que nunca. Eu
queria levar aquela menina para um canto e beijar, dar uns amassos naquele
corpinho, apertar aquela bundinha deliciosa, de repente até mamar os peitinhos
que marcavam o sutiã estampado e massagear a bucetinha dividida pela costura do
short. A melhor notícia que ela podia me dar era a de que não morava por perto!
Assim haveria mais probabilidade de acharmos um lugar deserto!
— Estou à toa, é sério!
— Você é que sabe, retrucou ela, bancando a
indiferente.
E lá fomos nós, conversando. De vez em quando eu lhe
passava o picolé e ela dava umas lambidas. Em dado momento, paramos para
descansar e pude olhá-la bem de perto. Ela brilhava ao sol, de tão bronzeada e
cheia de sal do mar. Os cabelos colados pareciam de cobre e os olhos verdes,
que ela dirigia para os meus sem piscar, me deslumbraram a tal ponto que tive
que fazer um comentário.
— Você é linda, sabia? E tem um corpo maravilhoso.
— Já está assim, é? respondeu ela com olhar e
entonação cheios de malícia.
Sem responder, dei meio passo em sua direção e fiquei
quase colado a ela, que segurava o picolé empinando o corpo para frente,
curvando a barriguinha e exibindo o piercing no umbigo delicioso. Olhei
profundamente em seus olhos e fui me aproximando para biejá-la. Para minha
surpresa, ela escapuliu e disse com voz cantada...
— Ah, beijo não.
"'Ah, beijo não!' Conheço essa frase",
pensei na hora, lembrando-me das três ou quatro vezes em que eu tinha estado
com meninas de programa. São elas que costumam não topar beijar na boca.
Resolvi ser mais que direto.
— Você faz programa, não faz?
— Como é que você sabe? respondeu ela, arregalando os
olhos, intrigadíssima.
— Nada, esquece. Eu só queria saber se faz, respondi
em tom bem amistoso.
— Bom, não é que eu faça programa, disse ela,
enveredando por um caminho que eu preferi não analisar. Eu pago faculdade e
quando a grana aperta, saio com algum carinha que pague. Mas não sou
acompanhante, não. Eu escolho a dedo e não saio com gente asquerosa só porque
tem dinheiro! Mas como é que você descobriu? Sabe ler pensamento, é?
— Já está na faculdade com essa cara de novinha? Tem
que idade? Eu te dava uns dezesseis.
— Obrigada! Mas não é só isso não, já tenho dezoito,
disse ela desconversando.
— Tá legal..., fiz, incrédulo, mas aceitando mudar de
assunto. Pô, gatinha, se você não aceita beijo, não sei o que eu vou poder te
dar; só trouxe dinheiro para sorvete, falei, inventando um tom choramingado.
— Mas você só disse que ia andar comigo até em casa,
não foi? Isso não custa nada! respondeu ela com brilho nos olhos e um
sorrisinho diabólico.
— Legal! respondi animado. E lá fomos nós, o picolé
passando de boca em boca.
A certa altura, resolvi investir mais um pouco.
— A gente pode pelo menos andar abraçadinhos?
— Se você quiser, disse ela, achando graça.
Passei um braço por trás dela, envolvendo o lado e a
barriguinha com a mão enquanto ela fazia "deep throat" com o meu
picolé e me lançava um olhar risonho a cada vez que os lábios quase se fechavam
sobre o palitinho.
— Estou chupando o teu picolé todo!
— Não faz mal. Está gostando?
— Hum-hum. E lá ia o picolé para dentro.
Aquilo começou a me excitar além da conta. Estávamos
caminhando há alguns minutos pelas ruelas e não havia passado ninguém.
— Ai, to cansada! fez ela, parando, com ar desanimado.
Tomando coragem, resolvi passar por trás dela e
começar a andar bem colado, como os namorados fazem.
— Assim eu te empurro para a frente, pretextei.
— Obrigada. Você é bonzinho, respondeu ela, soltando o
peso do corpo, empinando-se e dando umas freiadinhas para provocar colisões.
— Teu corpo me deixou louco assim que te vi passar,
sussurrei, encostando os lábios numa orelha.
— Também te achei bonitinho quando te vi de longe. Senão
eu nem teria parado.
Ela respondeu isso parando e colocando o picolé entre
os meus lábios, olhando-me pelo lado. Aproveitei a parada para agarrá-la com
força pela barriga. Sentindo meu pau duro, ela fez um "Ahn..." e
passou sua mão por trás para apalpá-lo. Eu estava só de sunga e camiseta e o
sentia latejando, a cabeça querendo escapulir pelo elástico. Tive que ajeitá-lo
várias vezes.
Pouco adiante, havia um barracão com dois barcos. Eu
estava doido para ficar um pouco mais à vontade com aquela menina de corpo
delicioso. Consegui convencê-la a ir até lá. Me encostei num dos barcos com ela
de costas, colada contra o meu pau. Discretamente, baixei um pouco o shortinho
de lycra, até enxergar a tanguinha amarela enfiada no rego. Alucinado, mas não
querendo me precipitar, tornei a levantar o shortinho e, pegando-a pela
cintura, a fiz virar de frente e se afastar. O corpo dela era perfeitamente
proporcional, os peitinhos em relação aos ombros, a bacia em relação à
cinturinha fina e às coxas, estas em relação ao tronco. As coxas eram
recobertas por uma penugem dourada e a bucetinha, perfeitamente delineada,
estufadinha, acolhia a costura do short entre os lábios. Mirinha — era esse o
seu nome — voltou a me olhar com um sorrisinho diabólico nos lábios.
Sem pedir licença,
me ajoelhei no chão, pus as mãos em suas coxas e, olhando-a nos olhos para
obter consentimento, lambi com força, de baixo para cima, sentindo na língua o
relevo da buceta e a textura da lycra. Mirinha ergueu-se um pouco na ponta dos
pés e soltou um suspiro de tesão, acariciando meu cabelo. Inconscientemente, eu
tinha levado as mãos à sua bunda enquanto a puxava na minha direção e
continuava lambendo com força e enxarcando de saliva o shortinho azul. Afastando
as pernas, ela passou a segurar minha cabeça e a pressioná-la contra o seu
sexo. Pude sentir seu perfume mesclado ao cheiro de mar. Não me contendo
mais, fui baixando o short até ver a calcinha do biquini, justinha mas
envolvendo confortavelmente a xana que a estufava e delineava, sulcada pela
fenda. Voltei a mordê-la, lambê-la, sentindo o seu sabor misturado ao do sal. Mirinha
"decolava" dando pulinhos e gritinhos. Eu a trazia para baixo,
agarrando fortemente o bumbum pelos dois gomos durinhos que enchiam minhas mãos.
Como meu pau estava aos pulos dentro da sunga,
baixei-a, passando o elástico por baixo do saco. Mais aliviado, continuei a
lamber a xana por fora da calcinha até sentir os dedos de Mirinha junto aos meu
rosto: ela queria baixar a tanguinha. Afastei minha boca de alguns centímetros
e pude ver os pentelhinhos, louros como a penugem das coxas, cuidadosamente
depilados em forma de um triângulo invertido cujo vértice tocava a extremidade
superior da fenda. Logo abaixo, um par de generosos grandes lábios, brancos e
carnudos, se oferecia a mim, perfeitamente lisos. Eu os adivinhara bem sob o
shortinho de lycra. Eram tão carnudos que formavam um sulco profundo de cada
lado, no contato com as coxas. Lambi-os de alto a baixo e separei-os para
exibir o interior, dois lábios vermelhos, já bem molhados e entumescidos. No
alto, um clitóris de volume considerável apontava ereto para frente, como um
pequeno pênis. "Não é à toa que ela cobra!" pensei.
Ela gemia quase como um choro alternado a gritinhos
que se sucediam enquanto a sua mão, por trás da minha cabeça, forçava-me a
continuar a masturbá-la com a boca, e seu corpo se arqueava todo para frente. Não
tive dúvida de que ela queria ir até o orgasmo, e estávamos por pouco! Minha
língua encaixou-se entre os espessos grandes lábios e pude enfim provar as duas
pétalas encharcadas de orvalho. Cutuquei aquele botão tão saliente com a ponta
da língua; Mirinha teve um sobressalto, crispando as mãos no meu cabelo. Puxei-a
pela cintura e continuei a massageá-lo firmemente, alternando linguadas com
sugadas.
Em cada mão eu tinha um dos gomos da bunda firme, que
eu apertava com força, provocando mais tesão na menina, cujas pernas começavam
a ficar seriamente bambas. De repente, ela começou a ter espasmos e seus
joelhos amoleceram tanto que ela desmoronou sobre meu peito, apoiando-se nos
meus ombros para não cair. Ela estava gozando. Fluido quente descia de sua
buceta diretamente em minha língua e eu, como um cão guloso, lambia avidamente
para não perder uma gota. Mirinha acabou sentada, de pernas abertas nas minhas
coxas, joelhos no chão, agarrada ao meu pescoço, meu pau duro vibrando entre
nós dois.
— Cara! Onde é que você aprendeu a fazer mulher gozar
desse jeito?! perguntou ela, com a voz fraca, agora olhando para a mão que brincava
com meu cacete duro.
— Sei lá... Agora, com você! respondi rindo. To
brincando, foi com uma namorada que adorava sexo oral.
— Ela estava certa, eu também amo, disse ela, ainda
lânguida. Que horas são?
— Quatro e meia, respondi.
— Caramba! Eu não podia demorar muito! Tem gente lá em
casa e eu falei que voltava logo da praia.
— Ah! Que pena! Ainda falta muito?
— Não, uns dez minutos, mas já poderia ter chegado. Adorei
te conhecer, mas tenho que correr.
Inesperadamente, ela se debruçou bem sobre as minhas
coxas e envolveu a cabeça do meu pau com a sua boca quente e molhada. Reanimado,
contribuí erguendo-me nos joelhos para dar mais conforto à posição. Mirinha
abocanhou meu pau até o talo, diante do meu olhar estarrecido. Eu estava tão
excitado que gozei quase instantaneamente, enchendo sua boca com jatos e mais
jatos. Temi por sua desaprovação, mas, como se ela já esperasse por esse
orgasmo precipitado, continuou chupando, massageando meu saco e engolindo meu
esperma até a última gota. Meu pau pulsava descontrolado. Acabei segurando-a
pelo cabelo e desfechando vigorosas estocadas em sua boca, o que me fez gozar
de novo. Quando terminei, ela ergueu a cabeça, passou a língua nos lábios e me
deu um selinho, olhando-me nos olhos com um sorriso radiante.
— Uau! Exclamei, maravilhado mas um tanto frustrado
por termos que parar por ali. Vamos ver se a gente se encontra outras vezes.
— Eu moro no número 9, duas ruas depois dessa, à
direita. Geralmente eu estou lá de manhã. Só vou à praia no fim da manhã, tipo
onze horas, ou então à tarde, como hoje. Aparece por lá um dia desses, depois
dessa semana! Vou estar praticamente sozinha, só com meus irmãos. Só vamos
embora daqui a quinze dias.
— Valeu! Vou mesmo, respondi mais animado.
Mirinha me deu outro selinho e foi correndo. Passei o
resto do fim de semana pensando nela e amanheci em sua casa na segunda-feira. Mas
isso eu conto da próxima vez, se o meu relato tiver aguçado a curiosidade dos
leitores por essa Diabinha de Arraial.

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