Num final de domingo, Marisa e Jorge, um casal da
classe média carioca como tantos outros estão jantando na cozinha do
apartamento de três quartos na rua Figueiredo de Magalhães. Os assuntos banais do cotidiano se sucedem
até que Jorge se lembra de contar à esposa um encontro nada trivial.
— Estive com o Gabriel — o coronel Peixoto — e ele me
fez uma curiosa proposta.
— Que proposta?
— Ele quer adotar a Mariana para que ela receba a
pensão que ele teria direito de deixar se tivesse uma filha. Como ele é coronel, vai se reformar como
general com um salário daqueles!
— Adotar nossa
filha? Que maluquice! Isso é legal?
— Parece que não, mas é mais comum do que se imagina.
— Para mim, está fora de cogitação, mas você é que
sabe.
— Eu também não gosto da idéia, mas fiquei de dar a
resposta no churrasco que ele vai dar no fim de semana.
— Vamos recusar, não é?
— Vamos. Eu também prefiro.
No dia do churrasco, o coronel Peixoto atende
calorosamente a pequena família, encaminhando-a para os fundos da confortável
casa no Jardim Botânico. Marisa
e Mariana atravessam o gramado dando tchauzinhos aos convidados conhecidos e
seguem para o vestiário. Jorge faz um sinal de que já vai se juntar a elas e
segue o coronel até a lateral da casa; o coronel adora botânica e quer lhe
mostrar uma planta nova. Pouco depois, indo para o vestiário, ele passa por sua
filha.
— Já vai pedir alguma coisa, Mariana?
— Calma, pai! É só
um copo d'água.
— Está bem, mas volte logo para a piscina. Não quero ver você dentro da casa.
— Tá bem, pai.
Quando ela chega à cozinha, a empregada vai saíndo com
uma bandeja cheia de bebidas e o coronel Peixoto está enfiado na geladeira pegando
alguma coisa. Assim que ele a
vê, percorre seu corpo detendo-se à altura dos olhos.
— E então? Vais ser
minha filha? diz ele no português colonial semi-lusitano que ele insiste em não
perder.
— Eu? Como assim,
tio?
— Teus pais não conversaram contigo?
— Sobre o que, tio? retruca a menina, mais atenta à
cozinha do que à conversa.
— Sobre a minha proposta de adotar-te para que ganhes
uma pensão quando eu morrer. É
um bom dinheirinho. Serias independente desde bem jovem.
— Não estou sabendo de nada, tio.
— Bem, certamente teus pais vão me dar a resposta
hoje. Não tenho dúvida de que
vão aceitar.
— Não sei de nada, tio. Só mesmo o senhor conversando
com eles, responde a menina, sorrindo inocentemente e enchendo um longo copo
d'água no filtro de garrafa azulada.
Mais seguro ao vê-la de costas, o coronel não pode
furtar-se de percorrer seu corpo, detendo-se por um momento à altura da parte
de baixo do biquini, ligeiramente enfiada entre os dois gomos redondos do
bumbum saliente. Um leve
enrijecimento anima seu membro dentro da sunga larga, convidando-o a dar meia
volta. Ele sai deixando um "divirta-se" que ecoa na ampla cozinha
ladrilhada.
Chegando à piscina, o coronel vai sentar-se com seus
convidados recém-chegados e toma conhecimento da decisão do casal. Ele não discute e, resignado, diz entender
perfeitamente que eles prefiram que a filha adquira o sentido da luta pela vida
em vez de acomodar-se desde tão jovem por contar com uma pensão vitalícia
futura. Jorge e Mariana sorriem, agradecem muito e dão o assunto por encerrado.
Pouco depois, Mariana vem perguntar aos pais que história é essa de adoção. Eles
lhe explicam o princípio e justificam sua recusa. A menina reage serenamente e
volta para a água.
Vindo à tona após um primeiro mergulho, Mariana se
sente irresistivelmente impelida a chamar a atenção do coronel. Onde quer que ele esteja, ela o olha bem nos
olhos e faz alguma evolução que revele suas formas, seja o bumbum, os seios, as
coxas, ou o lindo rosto invariavelmente sorridente. Ela chega a pedir-lhe que a
tire da água puxando-a pelas mãos e finge desequilibrar-se para que ele tenha
de segurá-la. Depois, eles brincam juntos dentro d'água e ela não poupa
esforços para encostar-se nele e fazê-lo sentir o contato do seu corpo juvenil.
O pobre homem, cuja mentalidade é viciada pela velha corrupção à brasileira,
mas que não é de modo algum devasso ou sequer imoral, sente-se entregue a um
crescendo de volúpia deslocada. Agora é ele que a procura por todo lado,
sorrindo e acenando ridiculamente, agindo como se não houvesse ninguém além
dela em seu jardim. Alguns dos cerca de vinte convidados chegam a perceber
com certo incômodo o seu excesso de atenção àquela guria quarenta anos mais
nova, mas ele está tão submisso aos seus encantos, que isso lhe passa despercebido.
Na hora do churrasco, aproveitando um momento em que o
coronel está a sós e entretido com um belo pedaço de maminha de alcatra,
Mariana vem sentar-se à sua mesa.
— Como é que eu ia ser sua filha se eu tenho pais,
tio? pergunta, olhando-o profundamente com seus olhos quase violeta.
— Eu ia dar um jeitinho de te adotar, Mariana. Os oficiais das forças armadas que têm
filhas moças podem deixar-lhes pensão, mas não para os filhos homens. Os que,
como eu, não têm filhas, costumam "adotar" a filha de um amigo, para
que o dinheiro não volte para os cofres do Estado e acabe parando na conta de
algum corrupto em vez de ser usado para o bem do povo.
— Mas meus pais não quiseram, não é isso?
— Pois é... Me dá
pena, mas que se há de fazer? Eles ainda responderão por ti por algum tempo.
Mariana não dá sua opinião pessoal, com medo de que
isso possa sugerir algum interesse da sua parte. Ora, em sã consciência, ela não se sente interessada no dinheiro
daquele que ela chama de "tio" desde pequena! Ela está sendo guiada
pelo inconsciente e é incapaz de outra coisa senão prestar-lhe obediência cega.
Vendo que alguns convidados terminaram de almoçar, ela propõe ao coronel de
irem pegar as sobremesas na cozinha. Ele aceita pronta e animadamente,
levantando-se com o prato e os talheres na mão e seguindo-a, observando o firme
balanço do bumbum, que ele acha curto porém carnudo. Chegando à cozinha, ele
abre a geladeira e se prepara para começar a pegar os potinhos de mousse e de
salada de frutas, mas Mariana o impede, oferecendo-se a fazer o serviço. Ao
inclinar-se para pegar os primeiros potinhos, ela esbarra no corpo do coronel,
mas não dá o menor sinal de importar-se. Ele sente que ela não se opõe ao seu
contato, resolve testá-la e, a pretexto de querer que ela saia da sua frente,
dá-lhe um tapa no bumbum, exclamando "Sai da frente, menina!" Mariana
assusta-se, mas a presença de espírito prevalece e ela se volta dizendo apenas
um "Aiaiai!" de zanga fingida e acaba dando um beijo quase na
comisura dos lábios do pobre coronel. Ele quer reagir, ir adiante, mas sente
que seria imprudente; cabe a ela tomar as iniciativas se e quando quiser. Parece
fácil arrastá-la dali para um quarto e seduzi-la; ela já está seminua! Mas
qualquer passo em falso poderia gerar um escândalo, ainda que ela já seja maior
de idade. Ele respira fundo e vai buscar um copo d'água, bebendo pausadamente
até sentir seu "incômodo" (por sorte, não aparente) abrandar. Mas
Mariana não se faz de rogada. Dando-lhe completamente as costas, ela o olha por
cima do ombro e toca a bunda com o dedo.
— Acho que uma mosca varejeira me picou bema qui. Está queimando!
— Não estou vendo nada, responde o pobre homem,
curvando-se e quase engasgando diante da bundinha mais linda que ele viu de tão
perto nos últimos 30 anos.
— É um pouco mais para dentro que está coçando,
precisa ela, separando um pouco a nádega oposta para deixá-lo ver melhor.
Além do contorno redondo, das polpas e de cada poro da
bunda, o infeliz oficial superior chega a ver, por trás da finíssima tira de
elástico, o sombreado da região anal. Parece-lhe
evidente: ela o está seduzindo, não há o que temer. Tomando coragem, ele decide
passar a mão por entre suas pernas e apalpar a região que, durante toda a
manhã, ele estivera tentando adivinhar por trás do fino tecido elástico do
biquíni. Ele hesita por um ou dois segundos e, prendendo a respiração, cola
quatro dedos no sexo da menina que, desta vez, tem um curto sobressalto,
apoiando-se na pia e curvando-se. O coronel tem a impressão de que ela está
acariciando essa mão que a toca tão intimamente, convidando-o a pressioná-la
mais, fazendo-o sentir o abaulado macio, a separação dos lábios, o calor da
carne tenra... Ele deseja possuir Mariana, penetrá-la ali mesmo, na cozinha,
sem pensar em mais nada! Mas ele logo cai em si: isso é mais do que uma
temeridade, é suicídio! Além disso, a reação dela, que vem em frações de
segundo, dá-lhe a certeza de que tudo não passou de alucinação.
— Tio! O que o senhor
está fazendo? diz ela, empurrando a mão dele com uma expressão de espanto no
rosto e virando-se de frente.
— N-nada..., retruca ele, afastando-se bruscamente,
sentindo os golpes do coração no peito e mal podendo conter a respiração
ofegante.
Com o sorriso costumeiro de volta aos lábios, Mariana
pergunta se o coronel viu alguma picada de mosquito. O homem, lívido, perturbado pela mera
hipótese de ter revelado alguma intenção maliciosa, responde rapidamente, dando
um sorriso amarelo, evitando olhá-la nos olhos e já saindo da cozinha,
carregando uma pesada bandeja de prata cheia de potinhos de mousse. Ele
promete a si mesmo evitá-la pelo resto do dia e começa a agradecer aos céus
pela decisão dos pais dela de recusar sua proposta.
Depois desse rápido incidente na cozinha, Mariana
passará a maior parte da tarde conversando com os jovens, filhos dos
convidados, alguns dos quais ela já conhece, mas logo sentirá uma espécie de
irritação, de impaciência. Seu
interesse não está nas conversas que habitualmente a motivam tanto e muito
menos no olhar conquistador e cheio de auto-estima dos rapazes mais bonitos. Sua
cabeça está tomada por uma de idéias que ela é incapaz de organizar e, muito
menos, interpretar. Cada vez que se volta para o grupo dos adultos, ela
rapidamente localiza o coronel Peixoto e imediatamente percebe que seus olhares
se cruzam. Ela comprova que a coisa se repeta vezes sem conta,
até o ponto em que, sentindo-se constrangida, se levanta e vai mais uma vez na
direção da casa.
Mariana conhece bem a casa do coronel Peixoto e gosta
de passar pelo longo corredor cheio de portas de quartos, armários e banheiros,
olhando para dentro dos cômodos e imaginando-se dona de uma casa como aquela. Nesse dia de sol, todos estão do lado de
fora, exceto Irma, a empregada, que vai e volta incessantemente, atendendo os
convidados. Mariana acaba entrando num dos quartos e indo se debruçar na
janela, que dá para uma parte do jardim em que ficam as hortênsias
ciumentamente cultivadas pelo homem que quer adotá-la. Ela entrega-se a
divagações sobre o que poderia significar ser sustentada por uma pensão que lhe
permitisse nunca ter que trabalhar e começa sentir despertar nela a consciência
do desejo que já a assaltou instintivamente. A decisão que seus pais tomaram
sem consultá-la parece-lhe injusta, mas ela sabe que seu pai jamais volta atrás
e que é inútil tentar negociar.
Saindo da janela, Mariana se vê refletida no grande espelho da parede oposta e se detêm, contemplando seu corpo praticamente desnudo no pequeno biquíni azul claro. Ela se olha de frente, de lado, de costas, apalpa o bumbum olhando-o por trás do ombro, ajeita a parte de baixo do biquíni para fazê-la brotar harmoniosamente entre nádegas brancas e rechonchudas, vira-se novamente de frente e, com as pontas dos dedos, afasta a parte de baixo, reajusta-a perfeitamente à região carnuda e abaulada do monte de Vênus, reposiciona os elásticos sobre as marquinhas, aperta os dois laços laterais e contempla o resultado final. Depois, vendo que a parte de cima não está do seu agrado, certifica-se de que não há ninguém se aproximando e puxa a alça para desfazer o laço. Os bicos rosados dos seus seios estão ligeiramente entumescidos; ela está excitada. Um calor invade-lhe o sexo, convidando ao toque. Ela passa a mão por dentro da calcinha do biquíni, desliza pela fina camada de pelinhos e sente a umidade lisa e espessa entre os lábios. "Ah, se o Fernando estivesse aqui!", pensa ela, introduzindo a ponta do dedo médio no orifício vaginal e afagando um seio com a outra mão, constatando no espelho a vermelhidão do seu rosto e o inchado dos lábios.
Se Fernando, o rapaz com quem ela vem saindo
ultimamente, estivesse com ela, não hesitaria em penetrá-la nesse quarto, mesmo
correndo o risco de ser surpreendido e expulso da casa a pontapés. Quantas vezes ela abrira a calça dele em
locais insólitos, fosse para tirar seu membro da cueca e apenas senti-lo duro,
grosso e pulsante em sua mão, fosse para masturbá-lo, chupá-lo ou até fazê-lo
desaparecer em seu sexo em chamas! A aventura mais recente se deu em plena
festa, no banheiro da casa de um amigo, onde eles conseguiram entrar juntos sem
ser vistos. Mal entraram, Mariana se debruçou na pia e em segundos Fernando
estava dentro dela, tendo apenas o cuidado de levantar a minissaia para não
molhá-la, antes de penetrá-la pelo lado da calcinha. Quando ele saiu dela e a
virou de frente com o membro ainda fremente, ela ajoelhou-se e o sugou até o
orgasmo. Por fim, eles compartilharam o esperma num beijo e saíram do banheiro
menos de 5 minutos depois de terem entrado.
Sentindo-se cada vez mais molhada, Mariana aprofunda o
dedo em seu sexo, depois outro, pressiona um mamilo e passa a língua entre os
lábios diante do enorme espelho de bronze. Um desejo de orgasmo atormenta o seu corpo, ela continua a se
masturbar, mas ruídos na cozinha a desencorajam. Repondo e ajustando
a parte de cima do biquíni, ela sai do quarto sentindo-se lânguida, cheia de
desejo e com uma nova certeza em mente.
Mariana conseguirá fazer com que seus pais sejam os
últimos a sair da casa do coronel. Pouco
antes da hora de irem embora, ela deixa propositalmente sua bolsa num dos
quartos e vai juntar-se a eles, que já se despedem – um tanto encabulados – do
homem a quem eles recusaram uma oferta que bem poucos recusariam. O casal e a
filha percorrem calados a longa alameda que leva às garagens. Chegando ao
carro, Mariana encena uma súbita surpresa de dar por falta da bolsa e retorna
pela alameda assegurando aos pais voltar logo. Quando o coronel abre a porta,
ela explica a situação e vai entrando sem cerimônia. O homem a segue com o
coração aos pulos. Chegando ao quarto, ele depara com ela de pé no meio do
cômodo, olhando-o diretamente nos olhos. Resoluto, ele entra
e tranca a porta.
Minutos depois, o celular toca. Mariana deixa-o tocar algumas vezes e quando decide que é tempo, empurra o coronel para o lado e vai pegá-lo na bolsa.
— Mariana! O que aconteceu?
— Mãe? Ainda bem que você ligou! Eu só consegui achar
a bolsa porque o celular tocou dentro dela. Estava caída atrás da poltrona.
— Então vem, filha. Seu pai está cansado e amanhã é
segunda-feira.
— Já estou indo.
Mariana só tirara a canga e a parte de baixo do
biquíni. O coronel jogara-se em cima dela e a penetrara na mais convencionial
das posições, introduzindo-lhe apressada mas destramente um pênis
surpreendentemente pronto, duro e grosso. A menina só tivera tempo de lhe
pedir, entre gemidos incômodos, que gozasse fora, o que ele fez com a
habilidade de um homem que fora casado por muitos anos. Quando o celular tocou,
ele já estava fora dela, com o membro amolecido contra a sua coxa. Ela só
precisou empurrá-lo para sair da cama. Assim que ela desligou, repôs
rapidamente a calcinha do biquíni, ajustou o sutiã, amarrou a canga e
destrancou a porta. O coronel ficou sentado na beira da cama, completamente nu,
com o membro pendente entre as coxas, os olhos esbugalhados e um sorriso pasmo
nos lábios.
— O senhor tem que convencer o meu pai, ordena a
menina com toda seriedade.
— É tudo que mais quero, responde o homem com a mais
sincera entonação.
— Sempre que o senhor quiser, é só me chamar que eu
dou um jeito de vir.
— Não te preocupes. Eu te pego de carro ou tomas um
táxi, está bem?
— Está legal, responde ela, já lhe dando as costas
para sair.
— Quer dizer então que seremos amantes antes de
virares minha filha? torna ele, numa voz um pouco mais forte.
Sem reagir, sem responder, a jovem desaparece pelo
corredor. No quarto, o coronel vai até o espelho e masturba-se até atingir um
novo orgasmo, dolorido, evocando o corpo delicioso que ele acaba de possuir tão
brevemente.
Desse dia em diante, Mariana dará ao coronel tudo que
ele pedir, na hora em que ele pedir. Ele vai buscá-la na saída da escola ou
combina de pegá-la na esquina da rua onde ela mora. Quando um dos dois não
dispõe de tempo suficiente, ela entra no carro e eles vão para as Paineiras,
ele pára o carro, abre a calça, ela tira seu membro já duro e faz-lhe uma
felação completa; não há o que temer, ela é a única com quem ele tem
intimidades. Minutos depois, ele a deixa no lugar onde ela preferir ficar. Quando
há tempo e disponibilidade, ele a leva à bela casa do Jardim Botânico e lhe faz
sexo longamente, com preliminares de homem maduro e experiente que a levam ao
orgasmo e lhe arrancam gritos e até palavrões. Ele gosta de sentá-la
completamente nua numa poltrona e empurrar suas coxas contra o corpo para expor
o seu jovem sexo depilado e o orifício rosado, os quais, em seguida, com muita
calma, ele saboreia alternadamente. Enquanto ele mordisca seu clitóris,
introduz a ponta da língua no orifício vaginal, percorre os lábios, visita o
ânus pulsante, Mariana esfola, de mãos fechadas e nervosas, a escovinha
grisalha do coronel largamente cinquentão, chamando-o de "tiozinho
tarado" ou de "meu papaizinho". Depois, mantendo Mariana na
mesma posição, ele lhe introduz seu grosso membro, de exatos dezessete centímetros
e meio quando duro, assistindo-a extasiado jogar a cabeça para trás quando a
glande termina de expandir as paredes da vagina para enfim mergulhar em seu
ventre. O oficial se apoia nos braços da poltrona e desfecha até perder as
forças grandes golpes de aríete através da estreita passagem da sua jovem
amante. Quando vem o orgasmo, ele ejacula sobre a vulva e fica observando seu
esperma escorrer por ela, passar pelo ânus e terminar na toalha posta sobre o
assento da poltrona. Vez por outra, Mariana lhe concede a permissão excepcional
de esvair-se em seu rosto, mas jamais se sente obrigada a abrir a boca, e ele
se mantém discreto quanto à possibilidade de realização de mais essa fantasia.
No que diz respeito ao sexo, Mariana jamais pede nada
ao coronel Peixoto, limitando-se a realizar seus desejos. Entretanto, com o
passar das semanas, ele continua lhe pedindo coisas sem nunca mais tocar no
assunto da adoção. Um belo dia, ela quer saber.
— Tio, o senhor falou com o meu pai?
— Falei, Mariana, mas ele está irredutível. Aliás, tua
mãe também não quer que eu te adote, mesmo que isso seja interessante para o
teu futuro. Eles colocam o problema ético diante das vantagens e... Bem, talvez
eles tenham razão.
— Mas eu quero que o senhor me adote! Não estou fazendo
tudo isso à toa, poxa!
— Não fales assim, Mariana! Me ofendes e ficas
parecendo uma vadia!
— Desculpe, tio... É que... o senhor sabe que eu estou
me esforçando, emenda-se ela, acariciando gentilmente o membro ainda inchado
mas já amolecido pelas horas de sexo.
— Não estou zangado, Mariana. Prometo que tento falar
novamente com eles nesta semana.
— Oba! exclama ela, hipnotizando-o com um olhar
encantador.
Nesse dia, o coronel e Mariana têm tempo de sobra. Depois
de uma primeira sessão de sexo, eles param para um banho seguido de um lanche
consistente. Um pouco mais tarde, ouvindo música na sala, Mariana se levanta
toda nua e dança de costas para ele, rebolando, agachando-se e levantando,
simulando debochadamente as danças de baile funk, tão caras ao povinho que ela
execra e despreza. Isso excita o coronel, que a chama ao seu lado. Ela senta-se
colada a ele e mergulha a mão entre suas coxas, colhendo por baixo o volumoso
saco, acariciando-o e premendo-o de leve com a mão delicada enquanto observa
encantada o gradativo retorno do membro à posição ereta. Uma nova onda de
excitação percorre o corpo do coronel, que ainda conserva na memória imediata a
imagem da bunda perfeita agitando-se diante dele. Aproximando-se dela, ele lhe
cochicha algo no ouvido.
— Isso não, tio!
— Por que não? Nós nunca fizemos isso.
— Eu nunca fiz isso na vida e não vai ser com o senhor
que eu vou começar!
— Puxa, não precisas ser tão agressiva, Mariana!
— É que eu já faço tudo que o senhor pede!
— Pois fiques sabendo que esse pedido é sério. Eu faço
questão.
Com essa última frase, Mariana se levanta, olha com
toda seriedade para o coronel e declara: "Pois isso, o senhor não vai ter
nunca!" E vira as costas, já rumando para o banheiro com a intenção de
tomar banho e ir embora. O coronel, acalorado e no auge da excitação,
levanta-se e a segue com o membro em riste, até o banheiro, onde ela já se
encontra dentro do box.
— O que é que eu preciso fazer para que aceites,
Mariana?
— Nada. Eu já disse que isso o senhor não vai ter.
— Mas por quê? Todo mundo faz, nem que seja uma vez,
para experimentar!
— Mas não quero fazer com o senhor. Tenho esse
direito, não? Será que alguma coisa pelo menos pode ficar para mim?
— Mas eu quero demais, Mariana, e agora! Vê o meu
estado! e o pobre homem olha para a sua irrefreável ereção.
— Pois vai ficar querendo! responde ela, rindo e
ensaboando-se profundamente entre as nádegas, de costas para o atormentado
oficial. O senhor não faz nada por mim e eu dou tudo que o senhor pede. Isso
não está muito justo!
— Se dependesse só de mim... Quantas vezes vou ter que
explicar que teus pais não querem!
— Não quero saber, tio. O senhor disse que ia
convencer o meu pai. Eu não vou continuar com o senhor por caridade! O senhor
acha que estou adorando essa situação?
— Não gosto quando assumes esse tom que me magoa e te
enfeia.
— Enfeia, enfeia...! Só sei que estou fazendo a minha
parte e o senhor não está cumprindo a sua. Acho melhor a gente parar por aqui.
— Pelo amor de Deus, Mariana! Tudo menos isso! Preciso
de ti!
— Vou embora hoje e não sei se volto, tio, e estou
falando sério. O Fernando já está me achando diferente e eu não quero mudar,
diz ela, fechando o sutiã e indo para o quarto terminar de vestir-se. O pobre
oficial, cujo estado já se torna embaraçoso, permanece no banheiro, amuado.
Dois dias depois, o celular toca no quarto de Mariana.
— Preciso falar contigo. Vou esperar-te no carro, no
lugar habitual.
— Pois o senhor pode esperar sentado!
— Tenho uma coisa muito importante a dizer, Mariana.
— Então diz por telefone, ora!
— Mas não é só isso...
— Não? O que é então?
— Não quero falar assim. Vamos nos encontrar.
— Não.
— Se eu disser que é uma coisa tão boa que vais
jogar-te nos meus braços logo em seguida?
— Como assim? O senhor conseguiu? Meu pai aceitou?
— Mais ou menos... Quer dizer, não foi bem pelo
caminho que eu queria, mas o resultado é parecido.
— Não entendi nada, tio. Explica!
— Só se puseres uma roupa bem bonita e vieres me
encontrar.
— Hm... Estou tão curiosa!
— Então vem. Estou ligando do nosso ponto de encontro.
— Está bem... Só vou me vestir. Que roupa o senhor
quer que eu ponha?
— Vem bem "menina", com uma daquelas calças
de cintura baixa que te deixam de barriga de fora. Te quero linda como o dia
que está fazendo hoje.
— Tá bem, tio. Estou indo.
Essa conversa telefônica deixa o coronel Peixoto num
alvoroço indescritível e Mariana numa expectativa otimista. Ele tem um
sobressalto ao ver surgir, à altura da janela do carro, a barriga plana e o
umbigo que ele tão bem conhece. Ele dirige até um estacionamente da Av. Rio
Branco, eles saltam, caminham um pouco e entram num prédio. Mariana está
ansiosa para saber, mas ele não lhe diz nada. Na sala de espera, um homem mais
ou menos da idade do coronel vem recebê-los sorrindo e os acolhe no escritório.
— Este é o tabelião Gouveia, Mariana. Ele vai cuidar
da doação em vida que fiz em teu nome e tinhas que vir aqui assinar uns papéis.
Por isso insisti tanto.
— Doação em vida? Como assim, tio? pergunta ela, sem
de fato entender tudo, mas exagerando na encenação.
— Estou doando-te todos os meus bens enquanto estou
vivo, Mariana. Isso quer dizer que tudo que possuo passará a ser teu assim que
assinares os documentos. Não vais receber a pensão como eu tinha previsto e
como eu teria preferido, mas com os meus bens e o dinheiro que estou deixando,
vais viver confortavelmente. Obviamente não é para já, aos dezoito anos, mas a
partir de uma certa idade que estipulei como cláusula condicional.
Mariana não sabe o que dizer diante do tabelião
Gouveia, mas assina todos os documentos sem tremer e sem esquecer um pingo em
nenhum "i". O coronel sai do escritório um tanto trêmulo, mas não
pelo que acaba de fazer e sim pelo que está para fazer. De volta ao carro,
ela espera ir a um restaurante para comemorar e voltar para casa correndo e
contar aos pais, mas o coronel Peixoto tem outros planos. Pela primeira vez, é
ele que fala com Mariana em voz de comando.
— Agora, presta bem atenção ao que vou dizer, Mariana.
Aos 26 anos e graças a mim, serás uma menina rica, muito rica, porque terás
usufruto de parte dos meus bens mesmo que eu ainda esteja vivo. Só reservei uma
parte para ter uma velhice sem apertos.
— Não estou entendendo o porque do discurso, tio,
respondeu ela, impacientando-se.
— Sei que me arrisquei muito fazendo o contrário
daquilo que alguém de bom senso faria, mas fiz e não me arrependo.
— Nossa, quanto mistério!
— Eu explico: em vez de pedir-te o que quero e dar-te
os meus bens em troca, eu te dei os meus bens e vou pedir-te o que quero agora.
— Hã? Que maluquice, tio! Conta logo!
Embora sozinho com Mariana, o pobre homem não consegue
formular em alto e bom tom o seu pedido. Ele precisa mais uma vez cochichar as
palavras em seu ouvido. Mariana ouve perfeitamente, entende perfeitamente,
prepara-se para retorquir, mas sua voz se detém na garganta. Ela limita-se a
recostar-se no banco do carro, dando ao coronel o consentimento tácito de que
ele precisa. O feitiço se virou contra o feiticeiro. Não há nada no mundo que
Mariana deseje menos fazer do que aquilo que aquele homem à beira dos sessenta
anos acaba de lhe pedir. Não com aquela pessoa! Não com ele! Mas ela não pode
negar, a não ser que decida por tudo a perder e invalidar todo o esforço
empreendido até aqui.
Chegando em casa, o coronel abre a porta para Mariana,
que se encaminha como um espectro diretamente à suite. Ele tem que despi-la porque ela está em
choque, depois levá-la até o banheiro, o local escolhido. Ele tem que pô-la de
costas contra a bela bancada de mármore de Carrara e baixar a calcinha branca,
última peça que lhe resta no corpo. Afastando-se, ele contempla o que considera
ser a suma perfeição desse corpo: os dois gomos curtos e salientes que brotam
das coxas criando duas graciosas linhas curvas. Ele acomoda Mariana sobre a
bancada e lhe pede gentilmente que afaste as pernas. Em seguida, pega um frasco
numa das gavetas, espalha seu conteúdo por todo o seu membro ereto, depois unta
o local preciso entre as nádegas da jovem.
Mariana continua estática, muda, de olhos abertos mas
perdidos, diante do espelho da bancada. Ela
sente o membro deslizar entre suas nádegas até tocar o ponto até então
intocado, empertiga-se e espera. Ela sente a entrada ampliar-se com a pressão
inicial da glande. Seus dedos crispam-se na bancada fria. Duas outras mãos vêm
agarrá-la pela cintura e puxá-la para trás. A dilatação se expande e com ela, a
dor. Mariana grita e o homem recua. Dedos firmes vêm acariciar-lhe o sexo,
percorrendo os lábios, esfregando o clitóris, enquanto nova investida é dada
por trás. O orifício dolorido continua a ser ampliado pelo grosso membro
habituado do oficial, que arfa agarrado a ela. Dois dedos invadem-lhe
profundamente o sexo friccionando energicamente o clitóris ao sair. Mesmo
contra a sua vontade, Mariana cede ao desejo mais lascivo do homem que a
possui. Ela que sempre domina, está sendo dominada. Quando a extremidade do
membro finalmente se encaixa na estreitíssima passagem, uma sensação de
repuxamento que vai até o meio das coxas obriga Mariana a contorcer-se, gemendo
e proferindo impropérios. De rosto colado ao espelho, um último puxão do seu
corpo para trás a faz sentir-se transpassada pelo longo tronco que a invade e
desliza até o final. Está consumada fantasia do seu doador. Agarrado a Mariana,
puxando-a pela cintura, tentando aprofundar-se ao máximo possível no orifício
recém-deflorado, o coronel separa-lhe as nádegas, almejando fazer com que
Mariana sinta a dureza e a pulsação do talo. Para espanto do homem, agora é ela
que se masturba vigorosamente, esfregando-se e sentindo o orgasmo apoderar-se
do seu corpo inteiro. A invasão pode ter sido indesejada, mas ela reconhece
intimamente que jamais sentiu tanto prazer.
O coronel inicia então um vaivém ritmado e lento,
aprofundando-se bem e saindo quase inteiro para retornar em seguida, num
movimento contínuo, fazendo a menina soltar um gemido de surpresa a cada
reingresso. Aos poucos, a área
vai ficando tão lubrificada que o movimento se torna fluido e o maciço pênis
pode deslizar mais facilmente. Domada a fera, o homem passa longos momentos
entregue a esse movimento ritmado, comemorando a sua estranha vitória,
olhando-se no espelho, sentindo-se extremamente viril, quase juvenil. Com que
prazer ele assiste ao seu sexo indo e vindo entre os dois gomos salientes da
sua donatária! Ele mal podia acreditar que a bundinha miúda acolheria tão bem o
seu volume e que fosse tão infinitamente saborosa. O coronel está exultante.
A masturbação contínua provoca vários orgasmos em Mariana. Suas pernas estão bambas. Ela sente seu ânus
extraordinariamente dilatado e a parede interior como que anestesiada pela
quantidade de estocadas que se sucedem interminavelmente. Aos poucos, ela
vai deixando de sentir seu corpo para sentir apenas a passagem de um cilindro
liso e rígido, como se seu ânus se tivesse fixado numa abertura e seu corpo
estivesse sendo submetido a algum tipo de prospecção. Para seu espanto,
uma imagem de campos repletos de "cavalos" de extração de petróleo
aflora bizarramente à sua mente feminina.
O orgasmo do coronel
manda um aviso. O homem é tomado pela conhecida sensação de travamento ou
bloqueio que antecipa a ejaculação e é forçado por ela a arremeter reiterada e
profundamente, até que as descargas de esperma começam a se suceder. A menina
fica desnorteada, agitando a cabeça para um lado e para o outro, revirando os
olhos, gemendo e grunhindo coisas desconexas, derrubando objetos da bancada,
enlouquecida. O coronel enche-a do esperma armazenado há semanas, sentindo seu
membro flutuar dentro dela. Não há mais resistência, tudo parece líquido e
morno. Quando ele se retira, a abertura permanece dilatada, pulsante e o
esperma brota abundantemente, escorrendo pelo períneo e pela vagina para
gotejar no chão negro e brilhante do banheiro. Mariana desaba, assumindo uma
posição semi-fetal enquanto sente as últimas convulsões do prazer arrancado à
força.
Mariana e o coronel Peixoto jamais se reverão. No próprio dia em que completar 26 anos, ela
irá ao tabelião para dar ciência do seu direito de donatária. Contudo, enquanto
o coronel Peixoto viver, ela abrirá mão do usufruto da parte que lhe cabe dos
seus bens. Por ocasião da morte dele, ela herdará uma quantia que lhe permitrá
viver com conforto pelo resto de seus dias e ainda deixar herança, se herdeiros
vier a ter. Mariana não conhecerá o arrependimento nem a culpa por essa
circunstância da sua vida. Ao leitor fica o encargo de julgar sua culpa ou
inocência.

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