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Odisseia Emergente 15


15. Cariocas são gostosos

Quando a luz se acende e as imagens do elegante apartamento de balneário inundam as retinas de Gabriel, ele se sente numa espécie de Olimpo cercado de mármore e vidro. Stéphanie lhe diz para ficar à vontade enquanto desaparece no corredor. Escolhendo a esquerda, ele vai até a enorme janela que preenche toda a parede frontal da sala de estar e descobre a orla iluminada com o imenso mar sombrio. Com um toque no ombro, Stéphanie lhe pergunta se ele comeria com ela um resto de risoto de camarão que ela fez no almoço, e se ele gosta de vinho branco. Ele não conhece o prato e só tomou o vinho Mosteiro que a mãe compra em garrafões de 5 litros e deixa guardado para os dias de festa, mas aceita prontamente e os dois jantam conversando animadamente na cozinha.

    Stéphanie constata surpresa que esse menino de dezoito anos lhe faz bem e reduz a tensão que a oprime com a proximidade da inauguração da butique. Enquanto ela fala, puxando os erres com sua entonação francesa, Gabriel admira a beleza fina dessa mulher, tão diferente do que ele e seus amigos estão acostumado a considerar beleza. Ao mesmo tempo que ela é inteligente e tem um olhar extremamente vivo e penetrante, ele percebe que às vezes ela se detém contemplativamente em seu rosto, num ombro, num braço, na mão espalmada sobre a mesa, na superfície do seu corpo. Ele então faz o mesmo e explora mais livremente esse corpo estrangeiro tão saudável e de pele tão branca. Stéphanie está de saia e blusa, uma blusa clara de gola curta amplamente aberta que deixa ver parte dos seios agora soltos (ele reparou que a primeira coisa que ela fez ao entrar foi trocar de blusa e se desfazer do sutiã). Sempre conversando, mas sob o suave efeito de meia garrafa de vinho, ambos sentem uma afinidade que poderia ser qualificada de "epidérmica".

    Findo esse jantar saboroso e leve, Stéphanie se levanta e leva Gabriel pela mão até o salão, apagando a luz ao passar pelo interruptor. Diante da imensa janela, ela abre botão por botão de sua blusa e pegando as mãos do rapaz, pousa-as gentilmente sobre seus seios olhando-o fixamente nos olhos para observar sua reação. Ele se extasia vendo as próprias mãos preenchidas pela carne macia, descobre a suave cócega dos bicos nas palmas e ouve a respiração de Stéphanie, longa e profunda, cheia de desejo.

Passados alguns momentos, ela o conduz até um sofá próximo onde, movido pelo puro instinto masculino, Gabriel logo se inclina para abocanhar e sugar os seios que ela oferece com a mão, olhando-o com volúpia, gemendo e entregando-se à boca ávida do rapaz, que suga e lambe seus mamilos eretos arrancando-lhe gritinhos de tesão. Ela o beija profundamente, procurando a língua, sorvendo a saliva, essa saliva leve e pura dos jovens. Enquanto isso, sua mão vai explorá-lo, acariciando as coxas, percorrendo-as e finalmente pousando sobre a sunga onde a vida pulsa incondicionalmente.

    Tudo é novidade, para Gabriel, nessa maneira  sensual e delicada, respeitosa e ao mesmo tempo igualitária de relacionamento homem-mulher. Pela primeira vez, ele não reveste o papel do macho que domina uma fêmea para saciar seu próprio desejo, mas vê-se como parte de um todo que extrai prazer de uma experiência conjunta. Ao mesmo tempo, ele sabe que tem tudo para agradar qualquer mulher, mas está apreensivo, sentindo-se vulnerável. A francesa toma iniciativas, faz o que lhe dita o desejo de cada momento. Ela o acaricia em gestos alternados: sunga, coxa, sunga, barriga, sunga, peito, sunga..., até que seus dedos vêm pousar sobre o elástico, puxá-lo e ele sente seu membro já duríssimo armar-se, livre.

    Grosso, ultrapassando a altura do umbigo e envolto num prepúcio nitidamente moldado pelo diâmetro e o relevo da glande, o pênis do rapaz chama imediatamente a atenção dessa mulher de trinta anos a quem não faltam experiências com os mais diversos parceiros. Ela o empunha às cegas e percorre de cima a baixo por alguns momentos, mas logo interrompe o longo beijo para ver com os olhos o que tem entre os dedos. Gabriel sorri, ainda encabulado, diante dessa estrangeira boquiaberta que, entusiasmada, lhe dá um ruidoso beijo no rosto e exclama um "Bravo!" acentuando fortemente o "o" e fazendo essa flor rara desabrochar gentilmente enquanto Gabriel, todo prosa, cruza os braços por trás da cabeça como quem diz "sirva-se!", manifestação inofensiva mas flagrante do egocentrismo machista inerente à sua educação.

    E ela se serve. Abrindo bem a boca, ela envolve a enorme cabeça e saboreia o fluido sutilmente aromático que brota abundantemente. Gabriel fecha os olhos e deixa-se arrastar na corrente inebriante das preliminares.
 — Hmm.... faz ela, salivando muito, explorando com a língua o contorno característico da glande.
 — Chupa... chupa... Assim, ti... gata... sussurra Gabriel, apostando na chance de ter evitado por um triz a gafe de soltar um "tia".

   Ajoelhando-se entre as pernas do rapaz, Stéphanie termina de tirar-lhe a sunga, admirando suas coxas e contemplando o longo tronco rígido que parece brotar miraculosamente do saco de pele macia. Gabriel se acomoda no sofá, deslizando um pouco mais para a frente enquanto a francesa inicia a felação. Ela se deleita com o vaivém da glande que desliza por sua língua e antegoza o que está por vir, perguntando-se se vai oferecer-lhe tudo. Gabriel não é seu primeiro homem brasileiro e ela sabe que todos pedem o que muitas mulheres não estão preparadas a ceder. Ela não se decide, mas quer experimentar tudo que puder com ele. Ela promete a si mesma examinar com carinho a questão um pouco mais adiante. Trata-se agora de deslumbrar o rapaz com a sua técnica oral.

    Gabriel nunca teve problemas de resistência. Talvez por suas dimensões, a sensibilidade seja menor, mas ele mesmo não sabe explicar por que é capaz de chegar ao orgasmo em segundos através da masturbação e paradoxalmente passar longos minutos entregue ao vaivém no mais apertado dos orifícios, como foi o caso tantas vezes, por exemplo, com o Moacir, seu inseparável amigo de infância. Ele ainda se espanta ao constatar que poderia passar horas com a francesa ajoelhada entre suas coxas, manipulando o seu membro, empunhando-o com força e sugando ruidosamente a cabeça. Todo esse estímulo o excita, sem dúvida, mas não o leva às angústias do orgasmo precoce. Seu desejo aumenta pela sensação da rigidez crescente do seu sexo, mas não ameaça explodir a qualquer momento.
 — Vem comigo, diz a francesa, interrompendo a felação e levando-o mais uma vez pela mão, desta vez até um estranho cômodo.

    Das duas paredes de um estreito corredor ladrilhado que se estende por cerca de três metros até o que parece a Gabriel ser um banheiro muito confortável brotam centenas de finos jatos d'água. Stéphanie começa a espalhar sabão líquido pelo seu corpo, encabulando-o ao invadir-lhe sem cerimônia as nádegas para lavar o ânus como se fosse o umbigo ou uma orelha. Em seguida, ela se lava, ensaboando a frente enquanto lhe pede que se ocupe das costas. Gabriel aprecia seu corpo de mulher feita, os seios redondos e pesados no tamanho exato, as coxas grossas e a bunda ampla e bem desenhada. Stéphanie é magra mas não tem o corpo insuficiente como a maioria das meninas que o rapaz vê no dia-a-dia. Ela é um pouco mais baixa que ele e lhe dá a impressão de que a mãe Natureza não poupou materiais nobres para construí-la. A palavra que lhe vem à mente é "saúde".

    Gabriel espalha sabão pelo pescoço e ombros da francesa sentindo seu pênis resvalar-lhe as coxas. De vez em quando, ela o masturba um pouco, apenas para mantê-lo assim, vivo e fremente, mas é desnecessário; extremamente excitado e vendo-a tão receptiva, o ele precisa apenas percorrer o sulco ensaboado para encontrar o que o seduz ali e agora. Stéphanie se empertiga e arregala os olhos ao contato certeiro da glande, mas não conseguindo reprimir a curiosidade que a invade desde o início, ela cede, apenas procurando com a mão o pulso de Gabriel para seguir com ele nesse percurso temerário.

    E o instinto guia esse jovem tímido cujo histórico traz mais experiências com vizinhos e amigos do que com mulheres. Em contato com o orifício ensaboado, o membro direcionado pela mão só precisa avançar para começar a expandi-lo. Apreensiva e excitada, Stéphanie entrega-se à volúpia da pressão crescente exercida pelo corpo que lentamente vai abrindo caminho no seu. Com a mão temerosa ela toca a barriga do rapaz para detê-lo ao menor desconforto, mas não o impede de prosseguir. Ele a puxa pelas ancas enquanto desliza pouco a pouco pelo estreito acesso. Admirada e trêmula, ela olha para trás.
 — É aí que... que você gosta mais... não é? pergunta ela com voz aspirada, procurando com a língua a boca de Gabriel.
 — Mm-hm, responde ele, beijando-a.
 — Mas não goza... está bem... mon chéri? Vamos lá para dentro... Quero te dar mais prazer, quero te dar tudo. Promete... que não goza agora? ela pede, lânguida, integralmente fêmea.
 — Está legal... a gente pára... responde o rapaz, lutando contra o desejo natural do corpo de ir até o fim.

    Tudo não durou mais que alguns minutos, digamos quinze, vinte, contando com o banho propriamente dito. Novamente guiado pela mão, Gabriel percorre o longo corredor do apartamento até chegar a um dos quartos.
 — Vem, pede a francesa, indo até a cama e oferecendo a paisagem integral do seu sexo ao jovem que continua no auge do desejo. Entrando de joelhos na cama, ele mergulha entre suas coxas, passando a língua pelos lábios rosados e já receptivos, arrancando um gemido de Stéphanie.
 — Ahhh... Assim... gostoso.... Oui... oui...

    Sentindo-se bem nessa cama confortável e ampla, Gabriel se aplica com afinco à tarefa felina. Ele lambe, percorre, explora, cutuca, suga.
 — Aqui... um pouco mais para cima... pede a francesa, indicando o clitóris. Assim... Ahhh! Que delícia! Forte... Mais forte... Assim... Hmm... Estou gozando, Gabriel... Não para, por favor... "Oui, fais-moi jouir!" Me faz gozar! Oui....

    E ela se desmancha num primeiro orgasmo infinito na língua do anjo negro que a possui. Colando as coxas junto a si, ela lhe faculta o acesso, sugerindo que ele passeie nos entornos, ideia que ele não capta até que ela o empurre com o pé para que vá mais baixo e alcance com a língua o local almejado. Enfim, ele encontra e pincela o cu, provocando em Stéphanie uma excitação tal que a leva a masturbar-se furiosamente e a penetrar-se com os dedos até ingressar num novo orgasmo.
 — Vem... "Prends-moi..." Vem me comer... geme ela, não suportando mais a pressão do desejo.

    Ajoelhado entre as coxas da francesa, Gabriel dá-lhe tapinhas com a glande. Ele viu isso em alguns filmes e se sente "amaciando" a região que está para penetrar. Um par de lábios generosos e carnudos enquadra a fenda rosa e molhada. Ele avança, encaixa a cabeça na entrada bem visível e a enterra até o fundo de uma vez só, vindo ficar frente a frente à francesa. Jogando cabeça para trás, ela emite um gemido alto e longo.
 — Como é grosso, Gabriel... Ele me preenche toda como eu gosto.
 — Você é gostosa, gata. Quero te comer muito, foder muito essa bucetinha.
 — Então fode, "mon lapin", meu coelhinho. Só paro quando você parar.

    Ela diz isso agarrando com força a bunda de Gabriel, que se controla para não protestar. No subúrbio onde ele mora, não é comum as mulheres tocarem os namorados aí. Mas a francesa doze anos mais velha que ele se apossa com tanta naturalidade do seu corpo inteiro que Gabriel se vence e a deixa livre. Ela o explora, não só apertando-lhe a bunda, mas introduzindo-lhe a ponta do dedo, causando-lhe um prazer inconfesso encoberto por sobressaltos, e temor de que ela vá mais além. Ele então redobra na intensidade dos vaivéns mas, ao contrário do resultado esperado, isso parece estimulá-la ainda mais a brincar com seu traseiro. Ele acaba pondo-a de quatro para evitar esse jogo inédito e um tanto constrangedor.

    Com o polegar, Gabriel massageia gentilmente o cu da gringa lânguida, enquanto a penetra novamente na vagina. Solidamente apoiada nas mãos e joelhos, passando a língua nos lábios, a francesa degusta cada centímetro da deliciosa invasão. A cada impacto de Gabriel em seu corpo, ela acaricia-lhe o saco com os dedos, causando um arrepio. Segurando-a pela cintura e golpeando-a com curtos impactos secos, Gabriel a ouve gemer, exprimindo desinibida o seu prazer. Ela se derrete a cada orgasmo e ele se enche de orgulho por levar às estrelas uma mulher muito mais experiente, mais velha e ainda por cima estrangeira.

    Quando por fim, tomada pelo estado de gozo, ela desmorona, ele continua a penetrá-la deitado sobre dela, sentindo-a desfalecer, no paroxismo do prazer. Ela choraminga dizendo-lhe coisas que ele não entende, nessa língua tão sensual que é a dela e que ele nunca tinha ouvido. Ela ondula para sentir o membro profundamente cravado em seu corpo e o peso de Gabriel sobre suas costas a excita tanto que ela desejaria ficar assim para sempre. Mas ele resistiu por muito mais tempo que o comum dos homens que ela teve e não demora muito mais a anunciar o orgasmo, alterando o ritmo das investidas e da respiração.

    Subitamente Stéphanie se dá conta de que eles fizeram tudo sem proteção. Numa fração de segundos, ela avalia se o momento é propício e se ela pode confiar no jovem desconhecido. Que vida terá ele: devassa ou comportada? Com quem ele anda? Com que tipo de mulheres? Ela decide não arriscar mais do que já arriscou e deita-se de costas para que ele termine onde quiser, em seu corpo, mas fora dele. Pressionando o pênis com força, Gabriel vai agilmente concluir em jatos copiosos sobre os seus belos seios.
 — "Mon petit amoureux brésilien", meu namoradinho brasileiro, diz ela com deliciosa pronúncia, olhando sorridente para o jovem todo ofegante sentado sobre sua barriga. Você me fez delirar, sabia?
 — Gostou tanto assim? pergunta ele, sincero.
 — Mm-hm, ela responde, acariciando o membro que começa a amolecer entre seus seios encharcados.
 — Também achei muito bom.
 — Isso fica entre nós, promete? Você é amigo da Ana e ela vai trabalhar para mim. Não convém que ela saiba.
 — Sussa, não vou dizer nada. Por falar nisso, deve ser tardão. Ela deve estar esperando e eu não tenho a chave.
 — O Henrique, irmão do meu amigo, costuma ficar aqui, mas resolveu ir passar uns dias no Rio. Você não quer dormir aqui? De manhã eu te levo.
 — Quero, sim, mas tenho que ligar para a Aninha.
 — Ótimo! Então ligue para ela.

    Aninha fica surpresa, mas subestima demais Gabriel e superestima demais sua futura patroa francesa para sequer supor um contato íntimo entre eles. Ela atribui o convite ao cansaço de pegar o carro para levá-lo e já imagina Gabriel instalado pela francesa num quartinho de empregada. Dando um risinho sarcástico, ela pede a Gabriel que chegue por volta das 8h porque Soraya trabalha e ela vai à loja pedir demissão. Ele se compromete a chegar no horário. Assim que ele desliga, Stéphanie o pega pela mão e arrasta para um novo banho. Não é preciso dizer que eles verão o dia amanhecer no quarto, mas sem ter pregado olho!


"Ele avança, encaixa a cabeça na entrada
e a enterra até o fundo de uma vez só..."




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