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Odisseia Emergente 10


10. Ah, essa sereia!

    Enquanto uma noite de sono começa para Aninha, a mais improvável das circunstâncias arrastou Soraya para o que poderia se tornar um verdadeiro batismo de fogo ou ritual iniciático. Seu programa com João, o amigo de Nora, a vizinha do 3º andar, começou num passeio de carro, em busca de um restaurante, mas um telefonema logo os desviou para o iate clube e daí para um barco cheio de gente bonita e animada pela bebida. Na rampa, João apresentou Soraya ao donos, um simpático casal chegando aos quarenta, e os novos amigos foram convidados a se sentir em casa na luxuosa embarcação, onde os esperava um buffet repleto de iguarias, vinho e champanhe.
— Para onde vai esse barco, João? pergunta Soraya um pouco aflita.
— Eles vão zarpar daqui a pouco para dar uma volta na costa e ancoram em Búzios amanhã de manhã.
— Em Búzios? Mas hoje é segunda-feira e eu "pego" amanhã às 9h!
— É que fica complicado fazer esse tipo de programa no fim de semana porque tem gente demais e... Bom, você vai entender tudo depois. Fica tranquila. De lá, a gente volta de carro com um amigo meu que vem para Cabo Frio todo dia e que também trabalha amanhã de manhã. Relaxa, Soraya. Se você se soltar, vai adorar. Eu já saí com eles várias vezes, é sempre ótimo e nunca tive problema nenhum para voltar.
— Bom, se você diz, eu acredito. Estou com uma fome daquelas.
— Então vamos comer!
    Além dos anfitriões, há cerca de dezoito pessoas no iate, com idades variando de vinte a quarenta anos, mas a média resulta em menos de trinta anos. Aqui e ali, grupinhos e casais conversam enquanto degustam coquetéis de camarão, lagosta e saladas acompanhados de champanhe ou vinho branco, todos bem vestidos e de boa aparência. Soraya se sente pouco à vontade mas não menos bonita do que as outras de sua idade. O iate zarpa e, já com a primeira taça de champanhe, ela começa a se sentir mais solta para observar e comentar.
— Você viu, João? As meninas estão usando uns vestidos tão curtos e tão justos!
— Na moda, menina! Na moda!
— Ai, não sei... Dá para ver a calcinha quando elas sentam e cada vez que uma se levanta, sai puxando a beira para não mostrar as polpas!
— Todo mundo vai beber, dançar e se divertir, Soraya. Você queria ver pessoas de longo e smoking?
— Não é isso, mas pelo menos o meu vestido é curto, mas não indecente! Os homens estão todos de calça e camisa. Só as mulheres ficam nuas!
— Calma, você ainda não viu nada.
— O que você quer dizer com isso? Vai virar bacanal?
— Soraya, está na hora de repetir o champanhe!
    Assim que João se levanta para ir à cata de uma garrafa aberta, o volume da música aumenta, a luz ambiente baixa enquanto os holofotes de boate começam a se alternar projetando luzes multicoloridas. Alguns casais começam a dançar frente a frente. É meia-noite, a festa vai começar. João volta trazendo champanhe, senta-se bem junto de Soraya e oferece-lhe um canapé com a mão. Enquanto ela morde a metade, ele pousa a mão em sua coxa e lhe pergunta de muito perto se ela está gostando. Soraya olha em volta e percebe os demais casais já se agrupando. Ela responde que sim e João a beija profundamente, buscando a língua enquanto sua mão se aprofunda sob o vestido causando-lhe um arrepio. Ele investe como nenhum outro investiu, firme, confiante, certeiro. Isso a certifica de que ela pode se deixar guiar. A mão dele já alcançou a calcinha e ela se acomoda de modo a permitir que ele a acaricie por fora. Ela ainda não se sente à vontade para retribuir com a mão, mas apenas com o beijo que vai se tornando mais e mais lascivo.
    Ao lado deles, no mesmo divã longo e confortável, outro casal, que começou a se beijar e acariciar antes deles se levanta e sai do amplo cômodo principal da embarcação. Como não são os primeiros, Soraya fica curiosa para saber aonde vão e pede a João que a leve para conhecer o resto do iate. Tomando um dos corredores, vêem-se quatro portas lado a lado. A primeira é visivelmente um banheiro porque o entra e sai é incessante. As demais estão fechadas, mas o casal nota que as pessoas abrem as portas para espiar e saem dando risinhos. Entreolhando-se, eles decidem abri-las, logo descobrindo que são cabines muito bem decoradas como quartos de luxo, as três ocupadas com casais se divertindo.
    Seguindo o corredor até a extremidade, eles percebem que ele dá a volta e que do lado oposto há o mesmo número de portas e outro banheiro. A primeira porta dá acesso a uma cabine onde uma estranha cena está evoluindo. Deitado na cama, um jovem aparentemente bêbado balbucia coisas sem sentido enquanto duas moças e dois rapazes conversam sentados à sua volta. Notando os movimentos estranhos de uma das jovens, Soraya percebe que ela está fazendo sexo oral com o rapaz, e não só isso, mas que eles estão todos – inclusive um dos rapazes – se revezando nessa felação enquanto ele continua a murmurar coisas desconexas.
— Coitado do cara! exclama Soraya, chamando a atenção de todos. Nem bêbado vocês perdoam!
— Quer saber por quê?, retruca a última a servir-se.
    Os outros se afastam para deixá-la apresentar o motivo da reunião em torno do beberrão precoce. Segurando-o pela base, ela balança um pênis de mais de vinte centímetros, tão grosso que os dedos não se juntam em torno do diâmetro. A curiosidade de Soraya é tamanha que ela larga a mão de João e entra na cabine, forçando seu companheiro a entrar também e fechar a porta.
— Vocês já viram um desse tamanho?
— Eu nunca, exclama Soraya, pasma, tapando a boca com a mão.
— Nem eu, confessa João, tão surpreso quanto ela.
— Mas ele está de porre! censura Soraya.
— Que nada! lança a jovem, exaltada pela bebida e talvez por algum outro "estimulante". Ele está é fazendo charme. Ele bebeu três ou quatro taças de champanhe, como nós. Você acha que o pau dele subiria desse jeito se fosse bebedeira séria? Eu não saio daqui sem dar para ele! Todo mundo pode assistir, se quiser.
    E ela começa a tirar a calcinha sem desfazer-se do vestido, um curtíssimo vestido amarelo que ela arregaça em seguida até acima da cintura, exibindo entre as coxas a longa fenda do seu sexo depilado.
 — Sobe nele que eu ponho em você, Cris, anuncia a outra jovem, toda animada, levando a calça do superdotado até os tornozelos enquanto a loura bonita mas comum se posiciona de quatro sobre o corpo dele e o beija nos lábios anunciando-lhe ao pé do ouvido que é seu dia de sorte.
    João não pode deixar de admirar a vulva que ela expõe despudoradamente enquanto a amiga a pincela para espalhar o pouco líquido lubrificante que escorre da glande. Pouco acima, o ânus visivelmente mil vezes explorado está também exposto ao olhar desses espectadores ávidos de um show incomum. De vez em quando, ouve-se a porta abrir e fechar, mas a indiferença dos seis é total. O membro agora ereto pulsa na mão da auxiliar, que estabeleceu o contato e empunhando-o apenas, deixa por conta da amiga o trabalho de empalar-se.
    A loura grunhe, geme, arfa enquanto separa seus carnudos lábios vaginais com as pontas dos dedos, mas o diâmetro do monstro parece exagerado até para o seu corpo habituado aos excessos. Ela vai e vem sobre o jovem magro que já não finge mais estar bêbado e apalpa seus seios observando seu rosto cheio de desejo. Finalmente, a glande abre espaço entre os lábios e estes podem começar a percorrer os mais de vinte centímetros de extensão que os separam do baixo-ventre. Ainda assim, cada centímetro é uma conquista e a penetração se faz lentamente diante do olhar incrédulo de cada um dos convivas. O par de lábios róseos e intumescidos envolve o tronco sem deixar folga enquanto percorre essa distância e nota-se pela farta lubrificação o grau de excitação a que ambos estão sendo levados. Cris sente o dolorido dos bicos dos seios na boca do rapaz agora ávido de sexo. Ela os apresenta um de cada vez, tentando distrair-se um pouco do tsunami em sua vagina, e ele os suga e mordisca com volúpia.
    A meio caminho, a vontade de todos é de interagir um pouco com esse casal tão provocante. Bel, a "auxiliar" de Cris, olha para saber de quem será a iniciativa. Evidentemente, todos os olhares se voltam para Soraya, a mais nova, que observa a cena sentada na extremidade da cama. Ela faz que não, mas a expressão de João lhe indica que isso seria perder uma rara oportunidade. Ela então se aproxima e põe timidamente a mão na tora parcialmente enterrada em Cris.
— Pega, menina! exorta Cláudio, um dos rapazes.
— Faz carinho no saco dele, propõe Tulio, o outro.
    Mais decidida, Bel pega a mão de Soraya e a pousa no saco de Rodrigo (custei a apresentar, mas este é o nome do felizardo). Isso a encoraja e ela começa um carinho que estimula Rodrigo a contribuir para a penetração fazendo Cris gemer. Com isso, todos se soltam e várias mãos iniciam uma profusão de carícias nas coxas de um e de outro, na bela bunda de Cris, todos passando obrigatoriamente por um contato ainda que mínimo com o impressionante mastro que vai mergulhando mais e mais, acompanhado dos grunhidos e gemidos crescentes daquela que a recebe.
    Livre da inibição inicial, um dos rapazes decide dar um passo a mais e, aproximando-se da Cris, abre-lhe as nádegas e aplica-lhe a língua no cu, fazendo-a estremecer. Ele lambe generosamente a região, descendo imperceptivelmente pelo períneo até experimentar o contato com o pau do Rodrigo. Isso o excita muito, mas ele não se permite continuar nesse rumo e volta ao ânus que agora pulsa deixando ver aos mais experientes o quão este orifício também está longe de ser inexplorado.
    Soraya se entusiasma empunhando um diâmetro tão inacreditável e o compara mentalmente com as dimensões do Marcelo, seu único amante. Só ela entende o significado do sorriso em seus lábios. Ela é obrigada a retirar a mão quando Cris termina de acolher o membro e se acomoda sentada sobre as coxas de Rodrigo.
— Gente, é muito grande! exclama Cris, exultante e muito excitada, apalpando-o por trás.
— Está gostoso, Cris? pergunta a Bel, passando a mão pelo saco de Rodrigo colado ao rego da loura fogosa. Fode com ele, fode! Dá essa buceta para ele!
    O vaivém se inicia diante dos cinco espectadores que não tardam muito a sair da inércia. Vendo Bel ajoelhada na cama para acariciar a bunda da Cris, Cláudio toma a iniciativa de erguer seu vestido e contemplar a bunda bronzeada e bem feita em cujo rego passa a tira discreta de uma diminuta calcinha fio-dental. Sorrindo, ele pede licença aos demais e, abrindo sua calça, cola-se ao rego convidativo, recebendo a aprovação da Bel que começa a mover-se gemendo.
— Quero chupar, Tulio! pede Cris, languidamente, olhando para o único desocupado do quarteto.
    Tulio vai postar-se de joelhos atrás da cabeça do Rodrigo, oferecendo seu pau à mais desinibida do grupo, que começa a chupá-lo no ritmo do vaivém do membro que a penetra. A cena leva João a um grau de excitação que, em outras circunstâncias o faria agir, mas vendo Soraya novamente retraída, ele se retém.
— Vamos sair, João? pede ela, um pouco acanhada.
— Quer mesmo? Não vai se arrepender depois?
— A gente não conhece eles. Não me sinto à vontade para entrar numa "suruba", diz ela enfatizando a última expressão para mostrar que não a usa.
— Você é que sabe.
    Enquanto eles se afastam da cabine, o som dos gemidos e murmúrios dos quatro amigos se torna inaudível e Soraya bane da mente eventuais arrependimentos. Eles vão sentar-se novamente no cômodo principal transformado em boate, onde agora os casais se beijam e trocam carícias, talvez na esperança de conseguir mais tarde alguma cabine desocupada. Soraya ainda se choca ao ver jovens de apenas um ou dois anos mais velhas que ela de pernas abertas diante de todos, a mão do namorado dentro da calcinha, outras com um seio de fora e outras beijando os namorados enquanto os cavalgam sem deixar nenhuma dúvida de que estão transando. Ela não se vê fazendo isso e João fica na expectativa do que ela vai lhe conceder. Assim que a música permite, eles decidem dançar colados e ele a beija, buscando mais e mais sua língua para excitá-la. Ela retribui bem, sentindo o pau dele pulsar contra o seu vestido fino.
— Não estou aguentando, Soraya, cochicha o homem, acariciando sua bunda por fora do vestido. Me ajuda, vai.
    Com a cabeça a mil por hora, Soraya faz a única coisa que lhe vem à mente. Abrindo o botão da calça dele, ela desliza uma mão por dentro da braguilha e o apalpa por fora da cueca. João geme em seu ouvido, cochichando um "Isso..." quase emocionado. Seu pau está pronto, completamente duro nessa mão que o aperta inseguramente.
— Pega nele! roga o homem.
— Ah não, João!
— Pega, por favor! Ninguém vai notar.
    Soraya respira fundo, olha em volta e concorda. O pau encharcado desliza em sua mão. João tem sobressaltos a cada vez que ela envolve a glande descoberta.
— Eu te quero, Soraya, geme ele em sua orelha.
— Mas aqui não dá, João! responde a menina, atônita.
— Mas está todo mundo fazendo!
— Eu não sou todo mundo, João. Não consigo, pôxa!
— Então pelo menos fica com a mão nele, assim.
    A música abafa os gemidos dos casaisinhos sentados à volta da sala. Bem poucas dessas meninas bonitas e atraentes são tão contidas quanto Soraya. Três delas se debatem também contra os avanços dos companheiros, tentando evitar as "mãos bobas". 
    Passados alguns minutos, o grupo dos cinco que eles viram na cabine entra na sala e vai diretamente até o buffet. Soraya reconhece a atirada Cris e sua "auxiliar" Bel. Rodrigo, o dono do monumento que desencadeou a farra, vem atrás, aos tropeços, indo até uma garrafa de champanhe. "Então ele estava mesmo bêbado! O cara é um monstro!", pensa Soraya, lembrando-se que um copo de vinho era suficiente para adormecer o Marcelo, seu único namorado. Voltando a olhar em volta, ela conjetura que alguns naquela sala sabem o que os cinco fizeram, outros não, e que ela teria podido, tão jovem, ter sido iniciada nos prazeres intenso do sexo sem limites. Mas tudo vem a seu tempo, pensa ela, e o dela ainda não chegou. Intensificando seus beijos e masturbando-o mecanicamente, ela leva o pobre João rapidamente ao orgasmo, depois pede para irem sentar-se. Pouco depois, deitada com a cabeça em seu colo, ela adormece até o nascer do sol no iate já ancorado em Búzios.
    Assim que os primeiros raios do sol da manhã iluminam o salão de festas do iate, João liga para o amigo que vai lhes dar a carona de volta a Cabo Frio. Exausto e frustrado, explicitamente frio e mudo com ela durante a curta viagem, ele deixa Soraya em casa dez minutos antes do início do expediente na loja de materiais de construção. Durante a hora do almoço, desanimada e também exausta, ela conta à Aninha a sua quase aventura. A amiga experiente a consola e conforta prometendo a si mesma fazer todo o possível para ajudá-la a amadurecer.



"O par de lábios intumescidos
envolve o tronco sem deixar folga."










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