6. Incursão no exotismo
Kleber interrompe o gesto e toma a mão de Aninha para levá-la atrás. Mal disfarçando o seu espanto, ela sorri, mas entra no jogo, acariciando a pele lisa da elevação carnuda e firme enquanto ele se livra habilmente da sunga e
pega sua mão livre para pousá-la em seu sexo, pedindo-lhe que o masturbe ao mesmo tempo. Ele convida Aninha a explorá-lo livremente, a "estimulá-lo", termo que ressoa no vazio.
— Como assim, "estimular"?
— Passa o dedo nele, em
volta...
— Ah, tá! Assim?
— Assim. Que gostoso... Agora entra um
pouquinho com a ponta do dedo... Isso...
Ahn...
Um tanto surpresa com essa atitude que lhe parece tão passiva, Aninha recorda-se do italiano
dotado que ofereceu-se à sua língua do mesmo modo e que, não obstante, ela viu depois
"castigando" a sua amiga Leileane, no hotel, penetrando-a com o dote imenso do qual ela, Aninha, gostaria de ter compartilhado. Isso a encoraja a obedecer
seu novo homem e fazer mais do que circundar a entradinha raiada e bojuda que se
oferece ao seu toque. Assim que Kleber termina de passar a mão ensaboada
pelo rego, ela encaixa a ponta do dedo indicador no orifício e, sob a
orientação gemida do homem, começa a fazer movimentos circulares para
penetrá-lo sem nenhum desconforto. Seu dedo aprofunda-se facilmente no cu que
parece desabrochar enquanto Kleber faz movimentos que a induzem a
prosseguir na lenta masturbação que deve fazer par com essa suave massagem
interna.
Kleber se entrega a um vaivém que coordena a entrada e saída do dedo
com o avanço e recuo da mão em seu membro. Aninha se sente necessária, como se
encontrá-la fosse vital a Kleber para obter esse prazer do qual ele é escravo. Momentos
depois, ele lhe pede que introduza um segundo dedo e quando o ritmo torna a
instalar-se, seu prazer é tamanho que Aninha chega a se perguntar se há lugar
para o prazer feminino na cabeça desse homem estranho. E ele está longe de
parar por aí.
— Você já "fistou" alguém, Aninha?, pergunta ele, aos gemidos.
— Nem sei o que é isso! responde ela,
divertida.
— Vou te ensinar. Junta os quatro dedos de
uma mão... Assim.
— Caraca! Já entendi, diz ela, lembrando-se de uma imagem que a impressionara.
Ele se
cola de frente contra a parede de esguichos enquanto usa Aninha como anteparo à
outra parede para untar o ânus com um creme lubrificante que ele tira em
quantidade de um pote. E ela o penetra com os quatro dedos, abrindo-lhe
desmesuradamente o ânus e ouvindo-o gritar de prazer, parando antes de chegar
ao máximo diâmetro.
— Tem certeza que eu posso continuar, Kleber?
— Claro. Vai devagar... Mete...
Aninha sente que mesmo com dificuldade, o ânus acolhe a sua mão. Os gemidos de Kleber atinigem o máximo para decrescer até o
suspiro quando a mão se torna punho. Ela sente o interior quente e úmido,
disforme, e descobre que é oco como uma gruta. Os garotos pensam que o cu é
como um túnel que pressiona o pau da cabeça ao talo, mas não, o único
ponto que causa prazer é a abertura apertada. No fundo, é meio frustrante, conjetura ela enquanto observa a estranha imagem do seu braço que emerge abruptamente orifício escancarado.
— Agora
mexe um pouco, Aninha, geme o Kleber, oferecendo-se todo e masturbando-se
continuamente, para admiração da garota que jamais imaginou que um homem pudesse
resistir tanto ao orgasmo. Quantas vezes ela viu seus primeiros namorados
gozarem praticamente ao vê-la nua ou no instante em que iam penetrá-la com seus
paus nervosos! E esse homem adulto estava se masturbando continuamente há
longos minutos enquanto obtinha dela um tipo de prazer que ela pensava ser
privativo das mulheres e veados.
Não há muita margem de movimento quando se
"fista" alguém pela primeira vez. Depois que o pulso passa, a insegurança é grande para ir adiante, e
ao puxar-se a mão o diâmetro anal é muito solicitado. Aninha procura então os
limites que causem puro prazer em Kleber e encontra rapidamente o intervalo
ideal. Quando ela chega ao ritmo que o faz manifestar um prazer crescente, ela
passa também massagear o seu saco por trás e acariciar-lhe a bunda, que ela acha
muito bonita e bem feita. "É a vez dele", raciocina ela com
maturidade, assumindo o seu lugar de primeira dos dois a dar prazer ao outro.
Admirada, ela percebe toda a ciência de Kleber, que pressiona habilmente o seu
pulso com o esfíncter anal, ora expelindo-o, ora tragando-o como se quisesse
puxá-la inteirinha para dentro do seu reto. Ela passa longos minutos
penetrando-o assim, procurando entrar um pouco mais a cada vez e sair até a
máxima ampliação do anel que ela vê esticado em torno de sua mão. A certa
altura, Kleber empina-se realmente ao máximo e lhe oferece seu sexo por entre
as pernas.
— Me
faz gozar, pede ele, entre gemidos, deixando claro que todo o seu prazer está
nas mãos dela.
Para ter mais jeito, Aninha se ajoelha e
empunha-lhe por trás o pau duríssimo, um pau que ela descobre bem feito sem ser
exagerado, de cerca de dezessete centímetros por uns quatro de diâmetro, com
uma bela cabeça plenamente desenvolvida, de um rosado escuro uniforme; um pau,
portanto, perfeitamente capaz de proporcionar-lhe o prazer que ela deseja.
Confiando-lhe integralmente o seu corpo, Kleber se deixa arrastar numa torrente
que não vai tardar a levá-lo ao orgasmo. Sabendo disso, ele pergunta se Aninha
está disposta a tudo e diante da resposta afirmativa, ele lhe pede que puxe seu
pau completamente para trás – ele está acostumado – e o direcione para ela. Ele
quer gozar em seu corpo. Ainda temerosa, Aninha puxa o membro para trás com
certo receio de machucar Kleber, mas ele a encoraja e ela termina com uma mão
profundamente enterrada em seu reto e o pau direcionado para o seu rosto,
masturbando-o sem parar.
Kleber retém ao máximo o momento do clímax, que por
fim se desencadeia, violentíssimo, com profusão de jatos que banham
literalmente o rosto de Aninha. Ela não se esquiva e sente o esperma descer
pelo rosto e gotejar nos seios enquanto o homem dá urros e copula furiosamente
com a mão que o penetra por trás. Aninha sente as bruscas contrações do
esfincter em seu antebraço e pulso enquanto vê sua mão delizar no pau encharcado.
Ela agora empunha o pau de Kleber na vertical, como se o ordenhasse, e ele
goteja os últimos resquícios do fluido da vida. Aos poucos, sem provocar nada,
ela sente sua mão sendo lentamente expelida das entranhas do homem, que
permanece de quatro, gemendo e ofegante, enquanto o orifício que foi
desmesuradamente ampliado volta pouco a pouco ao normal diante do olhar
admirado da menina. É a primeira vez que ela tem uma experiência de sexo
hard. Enquanto Kleber se recupera, ela acaricia e lava suas costas, bunda e
coxas, observando seu pau mole mas ainda longo balançar entre as coxas.
— Aninha,
você é demais!
— Haha!
Obrigada! Posso perguntar uma coisa? Você nunca transou com homem?
— Já,
mas não curto porque eu não sou gay – não me apaixono por homem – e o homem faz
tudo muito rápido, só pensa em gozar. Além disso, acho a mão grande demais para "fistar". No dia em que uma namorada fez em
mim, não parei mais.
— Entendi.
E faz tempo que você sente prazer no cu?
— Descobri
que eu gostava com uns dezesseis anos, quando comecei a enfiar coisas. Mas leva
um tempão até descobrir o que dá prazer nessa história. Muita gente pensa que
lá dentro tudo é sensível e provoca tesão, mas não é nada disso; o prazer anal
é todinho no cu mesmo, no esfíncter.
— Es...
quê?
— Es-fínc-ter.
É o termo técnico para o anel que se contrai logo depois da abertura do cu. Ele
é largo e com a prática você aprende a controlar a pressão e obter muito
prazer. Na verdade, são dois, o segundo um pouco mais interno. Vamos sair do banho?
Eles passam ao cômodo seguinte, com
espelhos, armários de toalhas, lugares para roupa e sapatos, perfumes, etc.
Kleber dá um roupão branco para Aninha e veste o seu próprio, azul.
— Não sei nada dessas técnicas de sexo anal, prossegue ela, enxugando o
cabelo ainda nua. Só fiz porque todo cara que transa comigo pede. Às vezes é
gostoso, outras vezes dói. Eu adorei quando dois amigos meus fizeram dupla
penetração. Gozei demais! Quando acabou, fiquei como você agora há pouco:
parada, de quatro, esperando tudo voltar para o lugar!
— É
verdade, a gente nem quer se mexer, logo depois. Ei, mas você parece ser bem
descolada em matéria de sexo; me conta isso!
— Pois
é, a gente anda com gente que começou cedo e acaba fazendo cedo também. Eu moro
com a minha mãe, meus irmãos e uma tia que sempre falou muito dessas coisas com
a gente. Ela adora homem, está sempre com algum cara e só fala de sexo até
durante as refeições. Desde cedo, quando eu estava no banho ou mudando de
roupa, ela dizia que todos os caras iam dar em cima de mim porque eu era
bonita, coisa e tal...
— E é
mesmo!
— ...
e que eu ia ter que aprender a me defender porque o assédio ia ser grande. E
ela acertou porque com doze anos o Tadeu do bar já dizia que eu era a novinha
mais gostosa do bairro.
— Caramba!
Cedo mesmo, hein!
— Eu
só queria brincar e ficar com as amigas, mas quando eu me via nua no espelho
sabia que ia ter o corpo dessas meninas que dançam no palco do baile funk. Um
dia, um garoto pediu para ficar nu na minha frente para eu dizer se gostava e
me pediu para tocar punheta nele. Achei impressionante quando ele gozou, mas
fiquei com tanto nojo que nem quis mais beijar ele e terminei o namoro. Mas
quando contei isso para a minha tia, ela me explicou tudinho, disse que era
assim mesmo e que era gostoso, e que eu não devia brigar com eles nem ficar com
nojo porque era natural no homem. Isso me deixou curiosa e doida para que
acontecesse de novo. Não demorou e com o seguinte eu já fiz muita coisa,
inclusive chupar. O resto veio rápido. Eu tinha medo de deixar meter, mas eles
me encoxavam em gozavam na entradinha enquanto a gente se beijava.
— E o
cabacinho? Quem foi o premiado?
— Vou
contar. Assim que a minha primeira menstruação terminou, a minha tia disse que
se eu quisesse aproveitar, era hora. Nessa época eu namorava um vizinho da
minha rua, o Maykon – um gato ele – que vivia tentando me comer mas eu só
deixava encostar a cabecinha.
— Meter
atrás, não?
— Ah,
dava trabalho me preparar e eu não gostava porque doía muito. Eu dava quando
ele me enchia muito o saco. Mas nesse dia, ele estava doido porque a primeira
menstruação quase me deixou de cama e eu sumi uns quatro dias. Quando eu
apareci na casa dele de tarde, vi na hora que ele ia querer o máximo. Nunca vou
esquecer. Ele estava sozinho em casa e eu apareci de saia e top bem curto. Ele
me deu um beijo, já foi passando a mão na minha bunda e falou para eu debruçar na
mesa da sala enquanto ele ia buscar um óleo que ele tinha lá, de amêndoa, acho.
O Maykon é vegetariano e só fala de ecologia, de terra, de mar, de CO2, etc. Eu
tirei a calcinha e fui, já sabendo o que eu ia fazer. Quando ele encostou o pau
na minha bunda, eu peguei no pau dele, encostei na buceta e disse: "Agora
pode." Só vendo a felicidade do menino!
— E
foi legal?
— Foi
bom demais. Eu não tive medo e ele era apaixonado por mim. A gente transou pela
casa toda durante horas naquele dia.
— Você
contou para a sua tia?
— Quando
eu contei, ela ficou toda feliz e me deu um beijo, mas me encheu de conselhos
sobre camisinha e gravidez, etc.
— Daí
em diante, você não parou mais.
— É,
terminei com o Maykon pouco tempo depois porque ele ficou possessivo demais, me
queria só para ele, dizia que eu era dele.
— E
você queria todos.
— Não
era bem isso, mas eu sempre fui curiosa e queria fazer mais coisas, transar com
mais gente, ter experiências. Se fosse como ele queria, eu teria casado aos
quinze e estaria com três filhos!
— Você
ficou muitos caras até hoje?
— Engraçado
você me perguntar isso. Agora há pouco, na praia, eu contei e cheguei a vinte e
oito, contando namorados e "ficantes".
— E
aposto que poderia ter quantos quisesse.
— Haha!
Mais ou menos.
— Está
sendo modesta. Vamos para a sala ver um pouco de tevê?
— Vamos!
Depois da sessão intensa com Kleber, Aninha
tem escrúpulos de lhe pedir para sair à noite e ele também nada propõe.
Deitados cada um em um sofá, eles vêem televisão até cerca de onze horas e vão
dormir, Aninha exausta do longo e estranho dia. Ela tem sonhos diferentes dos
habituais, no quarto bonito e bem decorado onde o novo amigo a instalou; como
se o cenário tivesse influência sobre o script da sua vida. Ela abre os olhos
se sentindo outra, despertada pela manhã de sol que invade o quarto através da
fenda na cortina. Ela se levanta, vai até a janela e ouve o mar que parece estar sussurrando "Não para... Não para... Não para...".
Reentrando em casa depois de uma saída
rápida, Aninha surpreende Kleber a caminho da cozinha, bocejando e com cara de
sono.
— Dorminhoco!
— Aonde
você foi?
— Comprar
pão fresco.
— Hum!
Delícia! Vou fazer um super café então.
— Sério?
Não quer que eu faça?
— Respeito,
menina! Sou um especialista do café!
— Duvido,
mas tudo bem, haha!
Eles tomam café como dois amigos, ele de
short e ela de biquíni, e Aninha fala do seu desejo de não voltar logo para o
Rio.
— Mas
o que você vai fazer? Onde vai morar?
— Sei
lá. Posso trabalhar numa loja por aqui e dividir apartamento com outra
menina. Pelo menos até o fim do verão, enquanto está cheio de turistas, não deve
faltar trabalho. Em último caso, se faltar grana, eu faço um programa com
gringo só para pagar o mês.
— Você
já fez isso?
— Há
um tempo, fui parar num hotel com duas amigas que fazem programa e dois italianos que a
gente conheceu na praia. Elas ganham uma grana legal.
— Aqui
na região dos lagos tem muita garota e garoto de programa; você vai ter
concorrência.
— Só
sei que não estou a fim de voltar para casa agora. Não aguento mais aquele bairro,
aquela vida. Quero fazer alguma coisa diferente, pelo menos por uns meses.
— Se
esse apê fosse meu, você ficava aqui. O que eu posso fazer é te dar uma grana
para um aluguel e você procura alguém para rachar as despesas a partir do mês
que vem. Você já tomou a decisão?
— Já,
Kleber. Passei a manhã toda na praia pensando nisso e sei que não quero voltar
para o subúrbio. Detesto aquilo e por mim só voltaria para ver a minha
mãe.
— Bom,
então vamos passar o domingo juntos para comemorar o início da tua nova vida
que começa amanhã!
Kleber convida Aninha a comer frutos do mar
num restaurante, depois eles passeiam na praia e ele liga para um amigo
corretor que marca encontro com ela na segunda-feira para ver um pequeno
apartamento que, por coincidência, uma conhecida dele – do corretor – quer
muito alugar mas não tem dinheiro para arcar sozinha com as despesas. À noite,
eles vão dançar e voltam exaustos e felizes para o belo apartamento no Peró.
Aninha pensa num modo pessoal de agradecer Kleber, mas está cansada demais para
enfrentar outra sessão de "fistagem" e limita-se a ir comprar coisas
gostosas para o café da manhã, já na segunda-feira. Às nove, ela sai para ir
encontrar o corretor, despedindo-se de Kleber com um beijo muito carinhoso e a
promessa de vir vê-lo na semana seguinte, quando ele vier do Rio.

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