13. Em Trânsito
Depois do banho de mar, demos um longo
passeio pela praia, mas precisamos voltar por causa do carro. Marta decidiu
sair dirigindo meio sem rumo, apenas pelo prazer de andar de carro e de ver a
paisagem. Sentei-me na frente com ela e Tomás deitou-se no longo e confortável
banco traseiro, de fones nos ouvidos, escutando suas músicas favoritas.
— Deixa solto, pediu
ela, passando-me a mão na coxa, resvalando os dedos na sunga.
Baixei o elástico. Eu não estava excitado,
mas já me sentia bem à vontade para me exibir assim, com toda a naturalidade,
para ela. Meu membro despertou molemente vindo debruçar-se sobre a coxa
esquerda. Marta não tardou a levar a mão até ele, acariciando-o como se fosse
um bicho de estimação, fazendo-o endurecer sob seus dedos.
— Adoro ficar
pegando; é tão vivo!
— É todo seu!
retruquei, sorridente, oferecendo-me todo.
Marta alternava a manipulação com carícias
em minha coxa, o que foi me excitando novamente.
— Acho que o Tomás
está aproveitando mais a iniciação; será só impressão minha?
— Não estou com
pressa, Marta, respondi, serenamente. Além disso, prefiro ver que
cada um está fazendo o que lhe dá prazer do que pensar só em gozar, gozar e
gozar.
— Você está certo,
respondeu ela, dando-me um aperto no tronco do membro um pouco mais cheio e
rígido.
Num reflexo natural, pousei uma mão em sua
coxa, bem junto ao elástico do biquini. Marta aprovou sorrindo e entreabrindo
um pouco mais as coxas. Meus dedos mergulharam entre elas e pude sentir o
relevo da fenda através do tecido. Olhei para trás; Tomás pegara no sono.
Percorri seu corpo com os olhos e me dei conta do quanto uma sunga é diminuta
peça de roupa. Ele estava usando a sua predileta, azul marinho, que ele usa na
natação, curta e reta, o que deixava ao pau apenas a possibilidade de estar
mole ou "em bola", caso ele não quisesse chamar atenção.
— Ele dormiu?
perguntou Marta.
— Como um bebê...
mas um bebê com sonhos eróticos!
De fato, longe de estar em bola, o sexo de
Tomás estava duro como uma barra de ferro atravessada na sunga. Vez por outra,
ele o ajeitava dando-lhe puxadinhas com as pontas dos dedos. Eu podia
percebê-lo pulsando e tive uma sensação de satisfação por conhecer tão bem o
corpo do meu melhor amigo. Marta trouxe-me de volta à realidade puxando-me o
prepúcio para trás.
— Acho teu pau
bonito, Marcos. Ele é claro, reto, proporcional, a cabeça é
grande e bem feita e mais para rosada que arroxeada... Tem tanto pau feio!
Olhei para baixo para constatar pela
milésima vez o que sempre foi minha opinião: meu pau é, sim, bonito. Eu via a
mão de Marta empunhando o corpo roliço pela base, deixando expostos alguns
centímetros do tronco e a cabeça inchada como um cogumelo.
— Sem falsa
modéstia, é verdade que ele é bem feito. Posso dizer porque já vi
alguns, respondi dando uma risadinha. Eu também gosto de ficar olhando para
ele, pegando...
— E você se depila
tão bem! Como você faz?
— Com barbeador. Nunca fiz depilação de
verdade.
— O saco também? Ela perguntou isso já
envolvendo-o por baixo com a mão, que senti quente e carinhosa.
— Também. Faço tudo no banho, com sabonete. Raspo
aquela carreirinha que vai do umbigo ao começo do pau, depois a virilha toda e
por último o saco, desde lá debaixo e as laterais. Dá um pouco mais de trabalho
e pinica, mas já estou acostumando. Você se depila, não é?
— Com cera! É sessão de tortura, puro
masoquismo!
— Imagino! Mas fica pefeito!
— Ai, esse papo está
me deixando molhada de novo, Marquinhos! Vamos tirar uma rapidinha?
— Pensei que você
nunca mais fosse pedir! Também estou cheio de tesão sentindo essa
mão aí embaixo!
Marta havia entrado por uma estrada vicinal,
portanto só foi preciso encontrar um lugar discreto para encostar. Tomás ressonava
quando ela desligou o carro e veio se sentar já despida no meu colo, com as
minhas pernas entre as suas. Só precisei apontar e a umidade fez o resto
do trabalho.
— A-ahhh! Que pau gostoso! sussurrou ela ao
meu ouvido enquanto se empalava até sentar-se completamente nas minhas coxas,
roçando seus pequenos seios no meu peito e acariciando-me os ombros. Minhas
mãos percorreram seus flancos até envolverem sua bunda para puxar Marta ainda
mais junto a mim. Ela afagou meu cabelo e beijou-me o pescoço, enfiou a língua
na minha orelha, lambeu-me o rosto e beijou-me lascivamente a boca, procuranco
minha língua para sugar. A segurança de poder molhá-la à vontade por dentro multiplicou
meu prazer por mil. Eu podia até gozar sem sair de dentro dela! Marta subia e
descia, a trote sobre minhas coxas. Pus-me a explorá-la por trás, apalpando sua
bunda e percorrendo o rego até encontrar o orifício pulsante que acolheu meu
dedo como se quisesse tragá-lo. À medida que fui aprofundando-o, Marta
crispava-se enrijecendo as coxas e arranhando-me os ombros, mordendo-me o
pescoço e puxando-me o cabelo. Quando por fim meu dedo pode invadi-la por
completo, senti um calor intenso dentro dela e uma descarga líquida nos
lubrificou a ponto de eliminar qualquer atrito entre nós. Marta gemia. Ela
tinha o orgasmo fácil, o que comprovava o seu alto grau de desinibição e
autoestima. Ela continuou a cavalgar-me, apenas mais lentamente, para me dar a
oportunidade de também satisfazer-me. A certa altura, vi-a estendendo os braços
na direção do banco de trás e dizendo um "Vem!" caloroso e
entusiasmado.
Tomás acordara. Vindo encaixar-se entre os
dois assentos dianteiros, ele conseguiu oferecer-lhe seu membro, que ela pos-se
a chupar gulosamente sem deixar de trotar no meu colo. Aproveitei para tocar no
corpo dele, as coxas, a lateral da bunda, o final das costas. Quando ele
grunhiu um "Vou gozar!" mal articulado e precipitado, minha excitação
foi aos píncaros e comecei a desfechar golpes de pélvis por baixo de Marta. Longe
de fazer menção de desejar esquivar-se, ela redobrou de intensidade os gemidos.
Livre de entraves, deixei que meus jatos se sucedessem dentro dela – e não
foram poucos! – enquanto a via ondular sensualmente sobre mim ao mesmo tempo
que chupava Tomás e engolia o produto da sua (sempre) copiosa ejaculação.
Passamos bons momentos assim, dançando em sincronia. Quando Marta
saiu de mim, meu sexo já estava amolecido. Tomás voltou para o assento traseiro,
eu repus minha sunga após enxugar-me um pouco e ela ficou por uns momentos
sentada nua, com as mãos no volante e um misterioso sorriso nos lábios.
— O que foi, Marta?
perguntei.
— Nada. Estava aqui pensando.
— Vai, Martinha,
conta pra gente! intrometeu-se Tomás.
— Depois eu conto...
de repente. Vamos procurar um lugar para almoçar?
— Roubou as palavras
da minha boca! exclamei, dando um tapa na coxa.
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