12. Primeiros Prazeres Praianos
Durante o café da manhã, Marta propôs que
fôssemos de carro a Rio das Ostras porque ainda havia por lá grandes extensões
de praia deserta. Votamos sim por unanimidade e tão logo terminamos, fomos para
o LTD. A pedido de Tomás, Marta me ofereceu o volante. Aceitei e durante todo o
trajeto pude vê-los se agarrando no banco de trás. Ao chegar à praia,
caminhamos um pouco até um ponto em que as pessoas presentes nos apareciam à
distância como meros traços indiscerníveis. Estendemos duas cangas na areia e
Marta deitou-se de costas, já sem a parte de cima do biquini.
— Podem tratar de
espalhar protetor solar em mim, ordenou ela, já nos estendendo o frasco de
sundown quarenta e poucos.
Nos entregamos obedientemente à tarefa, cada
um dedicando-se a uma metade do lindo corpo de Marta. Quem nos visse por certo
pensaria: "Que sortudos!" Marta gemia sob nossas mãos. Eu quase podia
tocar no carnudo monte de Vênus, ultrapassando com os dedos o limite do
elástico da calcinha do biquini. Tomás explorou vezes sem conta os seus seios,
espalhando creme neles em todos os sentidos, deixando os bicos flagrantemente
intumescidos. Ao fim de alguns minutos, estávamos os três excitados a um ponto
tal que se tornava imperativo passar à ação. Tomás se antecipou libertando o
membro da sunga e entregando-se ao prazer de ver-se masturbar por Marta. A cada
vez que esfregava as mãos com creme uma na outra, assim, ajoelhado e recebendo
esse favor, ele parecia entregue a uma oração a alguma misteriosa divindade
erótica.
Inspirado pela cena, fui ajoelhar-me por
trás de Marta, com sua cabeça entre minhas coxas. Em seguida, avançando um
pouco sobre seu rosto, ofereci-lhe meu saco, que ela pos-se imediatamente a
abocanhar e lamber, estendendo-se ao períneo e à borda do orifício que pos-se
imediatamente a pulsar. O fato de ser completamente liso nessa área já me
valera alguns elogios, portanto agi sem medo de constrangê-la.
Muito excitado, talvez temendo desperdiçar
um orgasmo, Tomás saiu de sua posição e pos-se entre as pernas de Marta,
deitando-se sobre ela ainda com a sunga à meia altura das coxas. Marta
recebeu-o entrelaçando as pernas logo acima de sua bunda, colando o sexo dele
ao seu ainda coberto pelo biquini. Isso deixou a cabeça de Tomás a centímetros
do meu sexo que pulsava livre, duríssimo, enquanto Marta me trabalhava com a
língua. Olhei para Tomás, convidando-o com os olhos, mas ele tinha outro
projeto em mente.
Erguendo-se um pouco nos braços, ele olhou
para baixo e pos-se de joelhos entre as pernas de Marta. Em seguida, chegando a
calcinha do biquini para o lado, ele expôs a fenda e, muito destramente para um
principiante, penetrou-a de uma vez e profundamente, arrancando-lhe um gemido
longo. Marta pos-se a devorar-me avidamente enquanto sua mão procurou meu sexo
para masturbar-me. A idéia de estar sentado em seu rosto e sensação da sua boca
laboriosa é indescritível e Marta foi a primeira pessoa a causá-la.
Vendo a cabeça de Tomás tão próxima do meu
corpo, me perguntei porque diabos ele não tomava uma iniciativa para comigo. Comecei
a duvidar de que o que ele dissera antes sobre sua simpatia pelo sexo a três
fosse sincero; ele desejava a mulher e estava obtendo o que queria. Foi então
que ouvi a voz de Marta.
— Tomás!
Senti meu membro ser puxado para baixo e
quando olhei, vi que Marta o oferecia a Tomás dando-lhe tapinhas nos braços com a
mão livre. Foi só então que Tomás ergueu a cabeça e, olhando para o meu sexo
pulsando e balançando a poucos centímetros de seu rosto, permitiu que a glande
tocasse seus lábios e acabou acolhendo a metade dele na boca, passando a chupar
de leve enquanto continuava a mover-se ritmadamente dentro de Marta. Esse
suplemento de prazer me fez acomodar-me de tal modo que pude sentir o rosto
dela encaixado em meu rego, pincelando-me copiosamente toda a região anal e
inundando-a de saliva. Do alto, eu podia ver as contrações da bunda branca do
meu amigo, formando covas fundas nas laterais largas e firmes. Tomás imprimia
um vaivém constante e profundo em seu corpo firmemente apoiado nos braços, como
num exercício de flexão.
À certa altura, Marta começou a dar indícios
do orgasmo próximo. Erguendo os joelhos, ela escancarou as pernas para dar a
Tomás o máximo de liberdade e seus pés começaram a chutar o ar a cada
penetração. Ambos interromperam o que estavam fazendo comigo para concentrar-se
um no outro e nesse orgasmo que se prenuciava violento. Não me importei porque
a cena era tão erótica que parecia me bastar. Assumi com a mão o comando do me
próprio prazer. O clímax de Marta desencadeou-se furiosamente produzindo
contrações violentas das pernas que agora puxavam Tomás com toda força contra o
seu corpo. Ele não tardou a começar a ejacular sem sequer fazer menção de
retirar-se dela. Adivinhei pelas profundas estocadas finais e pelos seus
gemidos o quanto seu prazer deve ter sido intenso. Quando ele por fim saiu dela
e deitou-se de costas, ofegante, deixando livre o membro ainda pulsante sobre a
barriga, Marta logo tornou a reajustar o biquini ao corpo em sinal de que não
se importava de abrigar seu sêmen.
— Uau! Vocês aprendem rápido! exclamou ela,
sentando-se na canga e ainda ofegante.
Tomás, entregue a uma espécie de
contemplação de seu sexo ainda inchado e duro, deu um risinho prosa enquanto
Marta já se levantava e ia para a água.
— E aí? perguntei.
— Gozei demais,
Marcos! Olha isso!
Um filete de esperma remanescente escorria de
sua glande formando uma minipoça pouco abaixo do umbigo.
— Caramba! Isso é que é tesão! Posso?
Tomás me olhou sem entender muito bem o
pedido, mas não me fiz de rogado e empunhando o membro ainda gotejante,
afastei-o da barriga para lambê-la gulosamente.
— Que é isso, cara!
fez ele, rindo por causa das cócegas.
— Eu gosto,
respondi, dedicando-me em seguida à glande ainda úmida e lustrosa, produzindo
ruídos de sucção e deglutição.
— E ainda por cima
engole!
— Claro! respondi,
redobrando de intensidade a minha felação, com a intenção oculta de produzir um
novo orgasmo pleno.
— Se alguém passar
vai pensar que a gente é casal gay, Marcos.
— Não estou nem aí. E você acabou de transar
com uma mulher, então também não deveria dar a mínima, respondi, dando por
terminada a sessão.
— Ela deve tomar
pílula direto, prosseguiu Tomás, como se o que eu fizera já se houvesse esvaído
da memória e dos sentidos.
— Claro!
— Mas ela não disse
que tinha uma namoradA? Então para que tomar pílula? E por que é que
ela está tão preparada para transar com homem?
— Mistério! respondi. Mas ela não disse que
é bi?
— É, deve ser mesmo. Deve transar
regularmente com outros caras.
— Claro, ou você
pensou que fosse o único? Isso faz mal a você?
— Sei lá, cara, sei
lá.
— Você está gostando
dela, assim tão rápido?
— Acho que sim,
respondeu ele, olhando para Marta banhando-se sozinha.
— Tomás, você quer
que eu me afaste de vocês? Posso voltar para Cabo Frio, se você
preferir.
— Não, você não! Gosto de nós três juntos,
mas quero saber mais sobre essa amiga dela.
— Então você tem que
ir conversando com ela. Mas cuidado para não irritá-la; duvido que
ela goste de namoradinhos possessivos.
— Não, não vou fazer
nada de errado. Vamos para a água?
— Vamos.
Marta nos recebeu sorridente, certamente
feliz por nos ter visto conversando amigavelmente... e de tão perto. Brincamos
os três na água fria daquele mar de intenso azul, distinguindo vez por outra
uma silhueta na longa extensão de areia branca.
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