11. Um despertar sonhado
Fui o primeiro a acordar, naquela manhã do
segundo dia. Marta, entre mim e Tomás, ainda dormia profundamente, virada de
bruços, com as mãos sob o travesseiro, as costas nuas, usando apenas uma
calcinha de algodão branca, bem justa, que destacava a linda forma da sua
bunda. Tomás, do lado oposto e voltado para fora da cama, ressonava, parecendo
estar entregue ao sono dos anjos. Talvez devido à injeção de autoconfiança da
véspera, ele e eu dormimos nus. Recostado no travesseiro, eu contemplava os
corpos dos meus dois amigos e assistia ao movimento aleatório que o meu sexo
produzia em resposta às suaves pulsações que começavam lentamente a
enrijecê-lo. Quando Marta virou-se de costas e seus pequenos seios tremularam
apontando para o alto, ele ergueu-se, deu uma volta de 180 graus e veio
repousar já duro sobre a minha virilha. Empunhei-o olhando o rosto bonito da mulher de vinte e cinco anos que me
iniciara na véspera, cujo rosto ainda semi-adormecido se voltara para mim. Puxei
completamente o prepúcio e olhando alternadamente para a minha glande e para a
boca entreaberta ao meu lado, não tive dúvida de que havia uma afinidade entre
esses dois órgãos tão diferentes.
Quase ao mesmo tempo
em que a fantasia da felação matinal havia-se tornando um desejo em minha
mente, vi Marta virar-se de lado e pousar uma mão no alto da minha coxa. Me
perguntei imediatamente se ela estaria fingindo dormir, mas resolvi banir a
racionalidade e me entregar à fantasia. Meu sexo começara a pulsar regularmente
e pairava duro, a glande resvalando a barriga. Olhei para Tomás, que acabara de
se virar de bruços, mas constatei que continuava dormindo. A visão dos dois
gomos salientes e firmes da sua bunda branca e perfeitamente lisa contribuiu
para minha excitação. Lenta e cautelosamente, puxei a mão de Marta até que seus
dedos recobrissem o meu saco. Reflexa ou consciente, a resposta foi imediata: a
mão se fechou e começou a massageá-lo suavemente. Olhei para Marta; ela
continuava de olhos fechados. Considerei-a acordada, mas continuei a jogar.
Erotizado pela
sensação deliciosa, percorri o quarto, detendo-me nas venezianas azuis da
janela já banhada pelo sol escaldante das manhãs de verão. Calculei que devia
ser quase meio dia. Tomás continuava de bruços, agora com uma perna flexionada
por sobre a outra. Admirei suas proporções, sua nudez desarmada e, já me
masturbando lentamente, desejei poder fazer sexo a três mais uma vez.
Fui despertado da
divagação por um peso na coxa esquerda. Marta pousara o queixo sobre ela e
assistia sonolenta à minha atividade. Parei, sorri, sussurrei um "bom
dia" e fiquei à disposição do seu primeiro desejo matinal. Marta acariciou
uma coxa enquanto beijava a outra no sentido ascendente, até chegar ao saco, que
ela cobriu de beijinhos, mordiscadas e sugadinhas leves. Minha mão, já nervosa
de tesão, queria tocá-la, mas limitei-me a erguer-me nos cotovelos para deixar
Marta agir livremente. Ela então empunhou pelo talo o meu membro já
completamente duro, percorreu-o até a cabeça encharcada e espalhou o líquido
por ele todo dando-me uma piscadela elogiosa. Em seguida, erguendo-se bem,
envolveu a extremidade com a boca, salivando-a e lambendo-a lascivamente
enquanto a mão premia firmemente o corpo quente e pulsante, deixando-me
entregue a sensações indescritíveis. Sem muita esperança de atrasar o orgasmo
por tempo indeterminado, pus-me a afagar seu cabelo, tentando evitar a cena
alucinante que se desenrolava dois palmos abaixo do meu queixo. Percorri
novamente o quarto, detive-me no corpo de Tomás, que continuava de bruços,
agora com as duas pernas abertas em "A". Mas logo fui chamado à
realidade porque Marta começara a percorrer-me o membro com a boca, sugando-o
com força e ruidosamente. Eu o via desaparecer quase inteiro em sua boca para
ressurgir molhado e cada vez mais duro, numa verdadeira masturbação bucal que
não tardaria a me fazer ver estrelas. E Marta parecia determinada a ir até o
fim. Eu assistia a tudo com a respiração ofegante, vendo minha barriga estremecer
ao contato da mão que a acariciava levemente enquanto a outra envolvia meu
saco. Eu podia ouvir as deglutições de Marta, que não hesitava em engolir o
líquido que meu sexo vertia em abundância. Eu via sua cabeça subir e descer, sua
boca mergulhando francamente para envolver meu membro ao máximo. A sensação
foi-se intensificando até que a pontadinha característica do períneo deu seu
aviso. Enterrei os dedos no cabelo de Marta e senti que ela não opôs
resistência à força que imprimi para fazê-la continuar me chupando. Exultante,
explodi livremente em sua boca, enchendo-a com vários jatos fortes que ela
acolheu sem dar sinal de asco, produzindo o barulho precipitado da deglutição
de quem está num bebedouro. Marta engoliu cada centímetro cúbico daquela ejaculação
matinal como se fosse um aperitivo ao café da manhã, e continuou até que, já
amolecido, meu membro estivesse isento de qualquer vestígio de esperma. Quando
ela deu tudo por terminado, escalou meu peito e veio me beijar profundamente,
afagando meu cabelo e desejando-me um caloroso bom dia.
Quando Tomás por fim
acordou de seu sono inabalável foi recebido com uma sonora gargalhada.
— Não entendi nada!
Vamos descer que eu estou com fome.
Marta e eu nos
entreolhamos, rimos novamente e nos atiramos sobre Tomás para enchê-lo de
cócegas a quatro mãos. O trio estava indefectivelmente unido. Num momento de
pausa, me senti convicto de que teríamos mais um dia sensacional.
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