10. Matando a fome e mais histórias
No quarto, me vesti
ouvindo as vozes de Tomás e Marta que conversavam animadamente na sala, já
prontos para sair. Coloquei uma camiseta, bermuda, sandálias e desci. Marta nos
levou de carro a um tipo de bar-restaurante de beira de estrada, a uns dez
quilômetros da casa, onde poderíamos comer camarão por um preço irrisório. Nos
acomodamos numa mesa de canto, observando o pessoal local conversar, tocar
violão e cantar, e os pouquíssimos de fora tomarem cerveja e comerem uma comida
caseira perfumada e saborosa. Falamos um pouco de banalidades, mas Marta ergueu
seu copo de cerveja para um brinde.
— Aos mais novos ex-virgens da Região dos Lagos!
— Saúde, respondeu Tomás!
— Graças a você! respondi.
— Acho que cada um teve o que quis, não é?
— Você acha que o desempenho foi razoável, Marta?
— Só falta treinar,
Marcos. Aos poucos vai ficando mais relaxado e intenso, vocês vão ver.
— Para o Marcos é mais complicado porque ele gosta de
ficar no meio! interveio Tomás em tom sarcástico.
— Mas você bem que gostou! retruquei.
— Todos gostamos, aproveitamos e temos tempo para
praticar, interrompeu Marta. E
Marcos, não pense que eu esqueci que você me deve a terceira historia que
aconteceu com você, ouviu? Você contou sobre o Luiz, contou sobre a o sexo em
fila indiana, mas não contou a história mais recente. Estou curiosa.
— Dessa, nem eu
sei. Conta aí, cara! reforçou Tomás.
— Bom, se vocês estão mesmo a fim de ouvir, lá vai.
O ambiente propício
e a companhia favorável motivaram-me a narrar o episódio do princípio ao fim,
com riqueza de detalhes. Marta e Tomás quase não me interromperam enquanto eu
revelava, pela primeira vez, aquele episódio que fora tão importante nos meus
últimos dias de curso secundário. Tomás conhecia perfeitamente o cenário do
episódio, já que estudamos na mesmas escola anos a fio, mas sequer deu sinais
de impaciência quando tive que descrevê-lo para Marta.
"Nós fazíamos
educação física na cobertura do pequeno prédio em que estava instalada a escola
e éramos obrigados a tomar banho depois, coisa que, durante muito tempo, fiz a
contragosto porque o banheiro era um longo corredor ladrilhado com 3 cabines
sanitárias sem porta, 4 mictórios e 2 chuveiros ao fundo, isso para cerca de
trinta alunos por turma. O inspetor nos empurrava todos para dentro, a fim de
poder fechar a porta e evitar que fôssemos vistos nus pelas meninas da escola. Ficávamos
em fila de dois esperando a nossa vez de tomar banho sob os olhos zombeteiros
do resto da turma. Cada um tinha direito a pouco mais de um minuto sob a ducha,
o que a direção considerava ser um mínimo suficiente para tirar o suor,
ensaboar o corpo e, é claro, não desperdiçar água. Mal ou bem, foi assim que
descobri o corpo masculino sob todas as formas, tamanhos e cores possíveis. Alguns
despertavam minha admiração; outros, meu riso; a maioria, a mais completa
indiferença.
Geralmente, no
chuveiro, ficava-se de perfil para a fila de espera; era a melhor maneira de
ser discreto. Contudo, havia os exibicionistas e os supertímidos. Os primeiros
ficavam de frente e se demoravam na higiene do sexo, que eles faziam questão de
exibir em semi-ereção.
Os segundos faziam de tudo para não chamar a atenção e
praticamente se limitavam a ensaboar braços, peito e barriga, para não ouvir a
zombaria do grupo se este achasse, por exemplo, que o pinto merecia vaia ou a
bunda um "fiu-fiu" daqueles que se destinavam geralmente às meninas. Havia
também um reduzidíssimo número de colegas que, embora não dando o menor sinal
de ser afeminados, gostavam de se mostrar de costas. Isso me intrigava.
Mas mais difícil
não era o banho propriamente dito, mas a fila. Assim que a porta se fechava,
era o fim da organização por pares e um tumulto infernal se instalava naquele
banheiro. Vou saltar as brincadeiras e piadinhas – isso o Tomás pode contar
depois – para ir direto ao que me interessa contar. Todos nus, o que mais
acontecia eram os esbarrões e isso, no último ano do segundo grau, depois de
anos e anos desse banho, duas vezes por semana, num lugar tão apertado, acabou
revelando as intenções e desejos de muitos dos caras ainda inexperientes que
éramos."
Nesse momento,
Marta me interrompeu.
— O começo está
ótimo! Sabe o que você poderia fazer, Marcos?
— Fala.
— Você conta tão bem que ficaria ainda mais
interessante se você contasse como se estivesse acontecendo. Você consegue fazer isso?
— Posso tentar.
— Acho que vai ficar sensacional.
— Tudo bem. Você já
consegue imaginar o cenário, então não vai ser difícil
"São cerca de
8h15 de uma sexta feira de novembro... Estou quase no final da fila do banho,
defendendo minha retaguarda das tentativas dos colegas de passar a mão no
próximo. Considero-me um cara de sorte porque, tendo pelos nas pernas, sofro menos
que muitos dos colegas. Os lisinhos são quase violentados pelos mais ousados.
Sempre foi assim e já houve alguns incidentes que levaram a suspensões e até
expulsões da escola. O Tomás se lembra do dia em que um colega mais
"delicado" cometeu a asneira de se sentir suficientemente desinibido
para se exibir de costas e foi arrancado do chuveiro todo ensaboado para servir
de mulherzinha a mais de dez, diante da gritaria da macacada. Mesmo se ninguém
conseguiu consumir o ato, a humilhação foi tamanha que o coitado do Dudu foi
tirado da escola pelos pais por não ter mais coragem de encarar os colegas. Mas
nessa sexta-feira, praticamente a dias da formatura, a turma parece mais unida
e mais propensa a brincar ou reforçar laços de amizade. Com meu traseiro bem
protegido, me divirto participando da algazarra enquanto espero a minha vez de
tomar banho.
Não posso negar que
a visão das bundas mais bem feitas sempre me excitou. Dentre as dezenas de
bundas comuns dos meus colegas, algumas se destacam por serem incrivelmente
rechonchudas, outras por ser uma perfeita meia-lua quando vistas de perfil,
outras ainda por serem muito arrebitadas. Sempre preferi as últimas e por
sorte, estou diretamente atrás do Gilberto, dono da bunda mais rechonchuda,
redonda e empinada da escola, a bunda que combina as três qualidades, a bunda
perfeita.
Vocês já entenderam
o meu problema, que é duplo: preciso proteger a retaguarda e evitar de ficar
excitado. Para me distrair, implico com os colegas em volta e observo os pintos
que sacolejam moles enquanto a rapaziada se soca, empurra e tenta escapar das
passadas de mão. Não sei bem por quê, talvez por respeito, mas os mais dotados
são os menos molestados e mais pacatos. Eliseu, lá adiante, é dono de um pau de
mais de um palmo quando mole. A primeira vez que o vi, minha curiosidade foi
tanta que eu não tirava os olhos dele, mas depois fui acostumando, ainda que
frustrado por nunca tê-lo visto duro. O meu chega a dezessete centímetros
quando está totalmente duro; o do Eliseu tem certamente mais de vinte
centímetros. Eliseu é quieto, desinteressante, mas todo mundo sabe que ele tem
vida sexual ativa há muito tempo. Ele já comeu meninas da escola, as mais
"faladas", que deixaram escapar comentários. Gilberto também é
quieto, mas é um quieto diferente que tem a ver com algum segredo. Na minha
opinião, o segredo é que ele gosta de homem, mas estudamos juntos desde o
primeiro grau e nada se descobriu de concreto sobre ele a esse respeito, até
hoje. Vê-lo logo à minha frente com essa bunda tão empinada é um suplício. Como
eu gostaria, nessas horas, de ser como os caras mais ousados e passar a mão
nele ou até dar-lhe um encostão por trás sem ter medo das consequências!
A fila avança
rapidamente. Marquinhos, meu xará e grande exibicionista, está de frente para a
galera, ensaboando o pinto quase totalmente duro. O pelotão de frente zomba
dele fazendo gesto de que é pequeno. Os mais tímidos observam, alguns talvez
com desejos secretos. Eu olho impassível; é verdade que o pau dele chama um
pouco a atenção porque é descoberto, mas ele tem coxas finas como os meus
braços. Dou uma nova olhada em Gilberto e o surpreendo olhando Francis, um dos
dotados, que está encostado na parede com ar enfastiado. Francis é louro de
olhos azuis, bonito, forte... e distante, muito distante. Ele sempre me deu a
impressão de estar pensando em algo completamente diferente do que entusiasma a
maioria de nós. Encostado no muro, brincando com as mãos, ele parece
completamente indiferente ao fato de que seu pau claro, grosso e descoberto
chama a atenção, sobretudo porque se nota o cuidado com que ele raspa o saco e
apara curtinhos os pelinhos da virilha. A maioria de nós deixa os pentelhos
crescerem em desordem e ficam com um tufo crespo e fedorento, mas não o
Francis; ele parece extremamente cuidadoso com a aparência lá de baixo. E
Gilberto pensa saber exatamente como fazer para ver sem ser visto nem por ele
nem pelos outros. Mas, numa de suas breves mas penetrantes olhadas, ele percebe
que estou olhando para ele e não consegue disfarçar um ar de
"apanhado". Ele baixa a cabeça até quase colar o queixo no peito,
olhando para o chão e brincando com os pés. Em seguida, ele coloca as mãos na
cintura e, olhando para o teto, se curva todo para trás, o que me proporciona
uma visão única da sua bunda perfeita. Eu olho, apavorado com a idéia de ficar
excitado. É inútil: sinto meu pau se armando lentamente e sou obrigado a
cobri-lo com as mãos, o que faço em atitude de estar proteção, para disfarçar. Mas,
por sorte, Gilberto se desequilibra e vem de encontro a mim. Num reflexo de
pura tara, retiro as mãos da frente e me deixo encostar no rego branco e
rechonchudo. Imediatamente, sinto a mão do Gilberto e sou capaz de jurar que
ela me toca intencionalmente. Mas é quase nossa vez de tomar banho e ele parece
querer evitar a todo custo chamar a atenção para o que aconteceu. Muito sem
jeito, ele esboça um "Desculpa aí..." e se separa de mim, voltando a
ficar um palmo à minha frente. "Ele me sentiu!", penso eu, todo
agitado, infeliz por não ser telepata para adivinhar o que ele está pensando. Sou
obrigado a forçar meu pau para baixo e a preocupação me invade porque só restam
uns dez alunos na fila do banho; o restante já está se enxugando e vestindo
para ir para a sala. Se eu entrar no chuveiro nesse estado, não vou conseguir
escapar à gozãção dos que ainda estão no banheiro. Resolvo enrolar, ir ficando
por último, na esperança do amolecimento salvador. Estou tão concentrado que
custo a perceber que Gilberto está fazendo o mesmo que eu, deixando os alunos
restantes passarem na sua frente. Quando me dou conta disso, começo a me
perguntar se seremos os dois últimos a tomar banho e como será essa situação. Me
distraio olhando os dois penúltimos, ironicamente um bundudo e um dotado. Imagino
que o encaixe seria perfeito porque o sexo do dotado coincide exatamente com a
altura do rego do bundudo. Eles se ensaboam quase de costas um para o outro. Gilberto,
embora em estado de alerta, não consegue evitar de arriscar mais umas olhadelas
no treco ensaboado do cara, e noto que ele me olha de canto de olho após cada
vez, como se para ter certeza de que eu não estou olhando. Mas estou, sim,
olhando, e não me acanho de deixá-lo perceber isso. A verdade mais íntima que
sinto em mim nessa hora é a de que estou disposto a tentar algo com ele nesse
banho que está por vir. O bundudo e o dotado saem do banho sem fechar a
torneira e os dois últimos antes de nós entram conversando animadamente sob a
água farta e forte das duchas. Mais uma vez, fico admirado com a possibilidade
que alguns têm de não se interessar minimamente pelo corpo alheio. Jamais fui
capaz de evitar um olhar furtivo num corpo nu, fosse de homem ou de mulher. E
eles estão lá, esses dois últimos corpos, completamente nus e, no entanto,
completamente indiferentes um ao outro. Os dois amigos se encaram concentrados
no assunto do papo.
Enfim, chega a
nossa vez. Os dois chuveiros estão vagos, a água estala no chão de ladrilhos
vermelhos e escorregadios. No banheiro, uns poucos gatos pingados enrolam para
não ir logo para a sala de aula. Gilberto e eu caminhamos timidamente para as
nossas duchas respectivas. A minha me parece um patíbulo para o réu inconfesso
que sou. Começamos lentamente a nos ensaboar, evitando ficar de frente para o
outro. Mas é óbvio que preciso olhar, e dou um jeito de fazê-lo do canto do
olho, rapidamente, sem ser notado. Tudo parece estar a meu favor e os últimos
alunos saem do banheiro. Olho o longo corredor há pouco ocupado por três
dezenas de bagunceiros e ouço o chiado da água contra nossos corpos. Nada mais
me distrai, me sinto incapaz de evitar esse desejo tão forte. Não sei o que dizer.
A única coisa que me ocorre é encostar nos ladrilhos, fechar os olhos e deixar
meu sexo assumir o comando. Uma ereção incontrolável se produz, mas continuo de
olhos fechados, agora porque não tenho mais coragem de abri-los.
— Está tudo bem,
cara?
Abro os olhos e
vejo Gilberto ensaboando o cabelo, mas dividido entre me olhar nos olhos e na
altura da cintura. Adivinhando que tenho uma fração de segundos para tomar uma
decisão final se eu não quiser perder essa única chance, eu lanço:
— Quer pegar nele?"
— Uau! Garoto
corajoso! exclamou Marta.
— Continua! Não
para, cara! cobrou Tomás.
"Gilberto
entende imediatamente, mas quando vai se aproximar de mim, a porta do banheiro
se abre e um aluno entra para ir aos mictórios. Eu me viro para esconder a excitação
e Gilberto dá uma risadinha. Consigo ver sua bunda branca e empinada, a água
que escorre por ela refletindo a luz que vem do teto. Minha obsessão não cede à
interrupção. Quando o intruso termina e vai embora, me aproximo de Gilberto,
curvando um pouco o corpo para frente pra oferecer meu pau que pulsa
furiosamente. Ele aceita e o empunha com vontade, logo começando a me masturbar
lentamente. Gemo de prazer e de emoção.
— É grosso...
— Quero te comer.
— Aqui?
— Agora.
Estou certo de que
a reação vai ser positiva, que ele não vai me negar isso. Fico esperando que
ele me dê as costas ou qualquer outro sinal, mas ele me pega pela mão e me leva
para o cubículo de sanitário mais próximo das duchas, carregando consigo o
sabonete. Chegando lá, ele me deixa de pé e senta no vaso. Meu pau está tão
duro que quando o pego e solto, ele se choca contra minha barriga. Gilberto
torna a empunhá-lo com força e me masturba um pouco. Em seguida, ele entreabre
os lábios e abocanha a metade dele, trabalhando com a língua e sugando forte. A
cena me exita tanto que me desequilibro e preciso por uma mão na parede cheia
de desenhos de paus com cabeças imensas, bucetas cabeludas e bundas sendo
penetradas. Gilberto degusta o meu líquido, engole sem medo, introduz meu pau
todo na boca enquanto, com a outra mão, massageia minhas bolas e acaricia
minhas coxas, em gestos que ele parece conhecer bem. Sinto que ele vai me fazer
gozar rápido, mas estou tão alucinado para ir até o fim, para provar sua bunda,
que tomo coragem mais uma vez e digo:
— Quero meter, cara.
Gilberto me olha
nos olhos. Noto que está muito excitado também, seu pau duríssimo a poucos
centímetros da barriga. Reforço o meu pedido com um olhar expressivo. Ele então
ensaboa a mão e me masturba um pouco, depois passa sabão no próprio rego. Em
seguida, ele me empurra contra a parede e vem se encostar todo em mim, de
costas. Quando meu pau se aninha entre os dois gomos firmes da bunda carnuda,
uma sensação de vertigem invade meu corpo todo. Ele então me segura pelos
antebraços e pousa as minhas mãos em sua barriga. Adivinho que ele não ousa me
fazer tocar em seu sexo, no entanto tão duro quanto o meu. Ele se esfrega em
mim e meu pau desliza em seu rego perfeitamente lubrificado pelo sabão. Finalmente,
Gilberto empunha-me novamente o pau e o dirige para frente, encostando-o na
entrada. Minha respiração se torna forte, "lá vou eu", digo para mim
mesmo. A resistência inicial é tão grande que chego a duvidar que eu esteja no
lugar certo, mas em dado momento, algo cede e a cabeça começa lentamente a
abrir espaço e passar, espremida, à medida que o corpo de Gilberto oscila para
frente e para trás como um pêndulo. Ele geme a cada milímetro meu mas não me
impede de continuar.
— É grosso!
— Mas você está gostando?
— Estou, cara...
Quero todo.
Encaixado nele até
quase o final da cabeça, começo a agir por instinto. Sei que não posso ser
brusco, mas não quero mais parar ou recuar. Sendo assim, vou lentamente puxando
Gilberto pela cintura enquanto vejo meu pau ir gradativamente desaparecendo em
seu rego enquanto ele dá um longo gemido.
Não temos muito
tempo, o sinal do início das aulas vai tocar em instantes. Gilberto
acelera um pouco e meu pau desliza para dentro dele. Habilmente, ele espreme e
solta meu pau, como se desse mordidinhas nele. Quando sua linda
bunda redonda toca por fim o meu corpo, estou delirando, maravilhado. Gilberto
está tão excitado que começa logo a se mexer par provocar o vaivém que vai me
levar ao gozo. Ele continua gemendo muito, dizendo baixinho que está gostoso.
O prazer que ele
sente é diferente do meu, vai ficando mais nervoso, como se ele pudesse obter
um orgasmo anal. Meu prazer é um pouco mais calmo, embora extremamente intenso.
A certa altura Gilberto se curva, apoiando-se na pequena pia do cubículo. Sua
bunda se empina à medida que suas costas vão baixando e a coluna arqueando para
baixo. Me sinto completamente livre para ampliar o svaivéns e vendo meu pau
grande e inchado custo a crer que ele tenha cabido. Pondo os polegares nas duas
covinhas que vejo no final das costas do Gilberto, consigo me mover tão bem que
meu corpo se afasta bastante e vem se chocar contra o seu, provocando um ruído
surdo. A posição me permite acelerar enquanto apalpo o final das costas e a
bunda gostosa e lisinha do meu novo amigo. Poucos minutos depois, ouço sua voz,
entrecortada.
— Não vai gozar dentro, hein!
— Por que não,
cara? Estou com muito tesão!
— Porque não. Goza
fora.
— Mas é a segunda vez que eu transo, cara. Pode
confiar.
— Não.
Dou um grunhido de
decepção, mas acelero o vaivém até que o clímax se anuncia em meu períneo. Dou
o máximo possível de estocadas para aproveitar ao máximo a deliciosa pressão e
o calor do interior, já me preparando para sair e gozar fora quando, para
surpresa minha, Gilberto passa os braços por trás do meu corpo e me impede de
sair dele, olhando para mim por cima do ombro. Exultante, sinto meu pau
disparar vários jatos enquanto Gilberto engole um gemido para não ser ouvido. Ele
se ergue e vejo pelo espelho o seu pau colado à barriga, de tão duro. Mas ele
não o toca, não se masturba. Comprovo mais uma vez que ele é completamente
liso. Seu pau fica grande sem a massa de pelos e em contraste à barriga plana. Reconheço
que é um corpo bonito e me delicio sentindo-me mexer dentro dele. Intimamente,
tenho vontade de colaborar tocando ou masturbando mas estou hesitante, com medo
que ele não queira. Resolvo perguntar.
— Você não vai gozar?
— Não sei... Eu
gosto que peguem no meu pau, mas...
Não muito preparado
para assumir que também quero, me faço de difícil.
— Bom, ninguém vai saber, não é? Jura?
— Claro que não. Para quem e para que é que eu iria
contar?
— Sei lá... Mas eu acredito em você.
Desajeitado, passo inicialmente a mão espalmada pelo
seu pau, mais esbarrando nele do que pegando e hesito um pouco até me decidir a
empunhá-lo. Gilberto geme; meu pau ainda está duro e dentro dele. Começo a
masturbá-lo e, com isso, ele literalmente se derrete de tesão. Seu cu morde meu
pau pulsando freneticamente, até que os jatos dele se iniciam em meio a gemidos
fortes. Três jatos são tão intensos que atingem os ladrilhos da parede da pia. Os
demais acertam dentro da pia e ele ainda expele esperma suficiente para molhar
minha mão.
— Isso é que é gozar, cara!
— É tua culpa, retruca ele, já me empurrando pela
barriga para nos desencaixar.
— E aí? Foi bom, não foi? perguntei, entusiasmado como
um garoto.
— Bom demais, cara. Se você praticar, vai ser
disputado a tapa!
— É o que pretendo, saber trepar muito bem com
qualquer um e de todos os jeitos. Quero ser bissexual.
— Entendi, retruca ele, dando uma risadinha
indecifrável.
Gilberto volta ao chuveiro para se lavar e vejo pela
última vez a sua bunda tão bonita formar a cada passo dobrinhas sensuais na
junção com as coxas grossas. "Ele foi feito para isso", penso comigo
mesmo. Quando chego ao meu chuveiro, ele se aproxima, se encosta todo em mim,
passa um braço em torno dos meus ombros e pega meu pau para me presentear com
uma punheta que me leva a mais um orgasmo. Mas dessa vez, quando anuncio que
vou gozar, ele se agacha e colhe meu esperma, engolindo tudo e sorrindo para
mim com os olhos."
Saí dali com a impressão de ter ficado uma eternidade
com o Gilberto, mas na verdade, poucos minutos tinham se passado desde o
momento em que entramos no chuveiro. Ainda me lembro do meu cansaço — e a manhã
de aulas ainda nem havia começado! — mas eu estava satisfeito e principalmente
feliz por saber que não só uma etapa importante da vida estudantil estava para
terminar, mas também que eu tinha acabado de dar um passo grande no meu
amadurecimento sexual."
— Uau! Muito bem! exclamou Marta. Me senti escondida
no banheiro espiando vocês.
— Pô, cara, o Gilberto? Eu nunca desconfiei que ele
fosse gay!
— Para você ver a que ponto chega o medo. A última
coisa que muitos desses caras querem é ser descobertos.
— É verdade, Tomás, retroucou Marta. É absolutamente
necessário que as mentes se abram para que milhões de pessoas como o Gilberto —
e como nós, bissexuais — possam viver plenamente. Acho que hoje você se
libertou de um preconceito e é capaz de entender o quanto isso é importante.
— Acho que sim. Acho que esse dia me modificou.
— Então vamos brindar à liberdade, propus já erguendo
o copo. À liberdade!
— À liberdade! repetiram Marta e Tomás.
Saímos do bar-restaurante por volta das 2h da manhã,
entramos no LTD e fomos diretamente pra a velha casa-grande e para a cama. Dormimos
os três juntos na imensa cama de baldaquim. Sonhei com aquele dia desejando que
todos os próximos dias fossem como ele.
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