8. Primeira vez extravagante!
Ao dizer "...mas não sou freira!",
os pequenos seios da Marta se agitaram sensualmente e ela descruzou as pernas,
o que me permitiu ver a fenda sombria dividindo dois lábios lisos e carnudos. Senti
meu sexo pulsar, mas resolvi continuar ali, a um metro de distância dela, com
toda a naturalidade do mundo. Ela percebeu tudo, mas isso só serviu de estímulo para
que ela prosseguisse em seu projeto.
— Vem para cá, Tomás! Vem sentar ao meu
lado!, fez ela, dando tapinhas no capô do carro.
Tomás levantou-se indolentemente e foi até o
carro, sentando-se junto dela.
— O que você está
vendo? perguntou ela, apontando para frente com o queixo.
— O Marcos pelado, por
quê?
— Marcos, chega mais
perto da gente, pediu ela.
Quando me aproximei, Marta passou uma mão
pelo meu peito e foi repousar no meu flanco, logo acima da bunda, enquanto a
outra acariciava a coxa do Tomás até o alto. Eu via seus dedos resvalando no membro do meu amigo, que logo foi se armando e desenvolvendo lentamente até que,
pesado, foi repousar longo e curvado sobre a coxa, próximo à mão dela. Marta
então pegou uma mão do Tomás e a pôs sobre o meu membro, que enrijeceu instantaneamente. Abrindo mais as pernas, ela convidou Tomás a acariciá-la com a
outra mão, enquanto manipulava o pau dele agora inchado e rijo. O trio estava
formado, estávamos encadeados e a energia sexual fluía livremente de um corpo
ao outro.
De pé com as mãos na cintura,
contemplei o espetáculo de nós três ao sol inebriante daquela
tarde de verão. Olhei Marta nos olhos tão
significativamente que ela percebeu o meu desejo e deitou-se no enorme
capô plano do LTD com ambos os pés sobre ele e as pernas abertas. Só precisei
aproximar-me mais para que ela as escancarasse enquanto eu mergulhava entre
suas coxas e começasse a lamber a fenda já úmida. Senti os lábios desabrocharem
sob a pressão da minha língua e logo pude percorrer as duas pequenas pétalas e
o veio melado entre elas, até atingir o botão intumescido no vértice. Marta
respondia acariciando o meu cabelo com força, puxando-me e tapando-me as orelhas com as coxas. A posição
confortável me permitia lambê-la interminavelmente; degustei seu sumo ouvindo-a gemer. Vez por
outra, eu erguia os olhos e via sua cabeça movendo-se de um lado para o outro,
em verdadeiro êxtase.
Surpreendentemente, Tomás entusiasmou-se vendo-me
naquela posição e veio por-se atrás de mim para acariciar-me entre
as pernas, empunhar meu saco e premê-lo na medida
certa, sem causar-me o menor desconforto, levando-me a um grau de excitação
alucinante. Senti-me deliciosamente dividido entre o desejo de senti-lo
prosseguir e o desejo de penetrar Marta. Tomás pareceu captar
meu pensamento porque não tardou a abraçar-me por trás. Me dei conta de que a minha posição excitava o meu amigo.
Ao mesmo tempo, meu membro não tinha mais para onde
expandir-se e pulsava completamente cheio e pronto para exercer sua
função de penetração. Marta gemia intensamente e seu clitóris se tornara tão sensível à minha língua que cada toque provocava um sobressalto. O momento tão esperado chegara enfim. Erguendo-me, segurei suas coxas e forcei-as contra o corpo, expondo entre elas a convexidade da vulva encharcada. Marta me olhou com a boca
entreaberta e sussurrou "Entra em mim...". Direcionei meu pênis para o pequeno orifício irregular situado na parte
inferior da flor agora desabrochada e bastou-me um mínimo esforço para que toda a
extensão da verga fosse como que tragada deixando-me colado às coxas da Marta, que acompanhou o percurso com o longo gemido tão característico dos que são penetrados.
Debruçado sobre o corpo fremente da Marta, senti o peso do Tomás e seu membro entre as minhas nádegas. Torcendo para que ele adivinhasse o meu desejo, iniciei então amplos movimentos, sentindo
meu sexo pulsar no que me pareceu ser uma espécie de fluido muito viscoso e
quente. Marta me olhava nos olhos comandando telepaticamente meus movimentos. Por
trás de mim, Tomás agarrava-me a bunda, abrindo-a e passando seu membro no sulco, roçando o orifício, provocando em mim sensações
arrepiantes e rápidas contrações nervosas. Desejei tudo, o prazer inteiro, a
fusão dos três corpos. Para dar-lhe a certeza e a confiança necessárias, levei
uma mão até sua coxa e o puxei, sutilmente, uma única vez. E comecei a
entrar e sair de Marta com rapidez e precisão para tentar levar-nos ambos ao orgasmo.
Tomás começara a imprimir vaivéns
diretamente no ponto de entrada, para ampliá-lo. Colaborei mantendo-me o mais
relaxado possível, sem frear meus movimentos em Marta que, muito ofegante,
começava a apresentar os primeiros prenúncios do orgasmo. Pensei comigo que
seria perfeito demais obter o clímax triplo na minha primeira experiência com
uma mulher. Ver Marta e meu melhor amigo gozando ao mesmo tempo que eu tornaria
esse dia inesquecível e determinei-me a obter isso.
Percebendo que o meu movimento de vaivém dificultava a tarefa do Tomás, fiz uma pausa. A pressão aumentou,
senti a glande forçar o orifício, veio a dor, empurrei o Tomás para forçá-lo a recuar e, empunhando seu pênis, conduzi-o lentamente para dentro. Minha excitação foi tão
violenta quando o diâmetro anal máximo foi atingido e o longo tronco roliço pôde
deslizar até o fundo que um pouco de esperma escorreu do meu próprio pênis, causando-me uma estranha sensação e um breve momento de vertigem, mas isso não me impediu de retomar o vaivém em
Marta e acelerar ao máximo para levá-la ao orgasmo, que veio simultaneamente ao meu, dentro dela, com seu consentimento.
Tomás, firmemente agarrado à minha cintura, não tardou a chegar ao clímax e disparar em meu interior uma série de jatos que pude adivinhar pela longa sensação de cada espasmo. Ao mesmo tempo, Marta gemia e me beijava,
introduzindo a língua em minha boca enquanto recebia minhas
últimas estocadas, sentindo meu sexo ir e vir livremente na profusão líquida. Em meio ao transe, veio-me o pensamento que o Tomás estava realizando um velho desejo inconfesso e que fora preciso uma estranha para
fazê-lo admiti-lo até para si mesmo.
Em dado momento, entramos em sincronia
perfeita, de tal modo que, quando eu me aproximava da Marta, me afastava do Tomás,
auferindo o prazer máximo da minha posição privilegiada entre eles. Entrar em
Marta sentindo Tomás sair de mim e sair dela sentindo-o reentrar em mim foi sem
dúvida a sensação mais intensa que eu experimentara até então. Meu prazer se manifestou de modo tão extravagante que só então chamou a atenção da Marta para o fato de que ela não era a única ali a estar sendo penetrada. Entre um gemido e outro, ela piscou e sorriu
carinhosamente para mim, como quem diz: "Viu só?"
Quando tudo terminou, ficamos os três
grudados por um momento, ofegantes e felizes com o acontecimento que acabara de criar um ponto de inflexão nas nossas vidas.
— Gozamos juntos,
meninos! disse Marta, eufórica, assim que recobrou as forças.
— Nada mau para uma
iniciação, hein, Marcos! disse Tomás, agora brincalhão e descontraído.
— Se eu contar isso
a alguém, duvido que acreditem! respondi, cobrindo o rosto da Marta de beijos.
— E é por isso que o
senhor vai ficar caladinho! retrucou o Tomas.
Com uma sonora gargalhada, fomos tomar um refrescante banho de mangueira.

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