Foi aqui, na biblioteca pública que eu frequento, que aconteceu um dos
episódios menos previsíveis da minha vida sexual até então. Eu me sentei numa
poltrona à janela para ler revistas e ouvir música. Minutos depois, uma mulher
de menos de trinta anos sentou-se na minha frente e reparei imediatamente que
ela estava usando um vestido tão curto que me permitiria ver sua calcinha.
Quando me preparei para dar uma primeira espiadela discreta porém mais
invasiva, notei que ela não estava fazendo nenhuma questão de manter as pernas
fechadas. Olhei para ela e a surpreendi sorrindo e me olhando nos olhos. Não
tive dúvida: ela procura homens, mais do que livros, na biblioteca.
Coincidentemente, eu estava com muita vontade, portanto retribui sorrindo e
continuei a olhar diretamente entre suas coxas. Eram brancas, lisas, bem feitas
e, na convergência delas, via-se uma calcinha azul perfeitamente ajustada à
forma abaulada do seu sexo. Ela estava usando um microvestido de tecido fino e
carregava uma bolsinha estreita capaz de comportar no máximo o seu material de
maquiagem e um pacotinho de preservativos. Fui ficando naturalmente ansioso,
buscando uma solução para aquele clima, procurando um lugar para irmos,
tentando localizar nas proximidades um barzinho conveniente para conversarmos à
vontade, enfim, algum lugar onde eu pudesse saber se as intenções dela iam além
do simples exibicionismo.
Não precisei me esforçar muito. Com um sinal, ela me fez entender que eu podia segui-la e levantou-se. Ela percorreu as estantes até a última e lá, entre a parede do fundo da imensa sala e as prateleiras abarrotadas de livros de não sei que assunto, ela se virou de costas e, olhando para trás, levantou o vestido até a cintura, deixando-me ver uma das bundas mais perfeitas que eu já vira na vida. Em seguida, virando-se de frente e largando o vestido, ela me disse, apenas com os lábios: "Sua vez." Não me fiz de rogado, abri a calça e, apenas baixando a cueca, apresentei meu membro em plena ereção. Ela sorriu, foi até a extremidade da estante, deu uma espiada no corredor e veio até mim, logo empunhando firmemente meu pau e acariciando meu peito. Agarrei-a pela bunda e procurei sua boca, que ela logo abriu oferecendo-a inteira. Meu pau pulsava com tanta força que tive medo de gozar na sua mão, mas ela o largou a tempo e, ajoelhando-se, pôs-se a lambê-lo avidamente. A biblioteca não estava cheia, mas logo me veio a preocupação de que pudesse vir alguém. Olhei um pouco inquieto para baixo, mas os dois belos olhos claros da minha sedutora me tranquilizaram. Ela agora entregava-se a uma felação profissional, engolindo meu pau até o talo e sugando-o estreitamente enquanto me acariciava as bolas. Ao mesmo tempo que eu queria desfrutar integralmente daquele momento, eu sabia que o orgasmo não tardaria. Tive segundos para decidir se eu pararia por ali ou iria ao limite do possível. Tomei a segunda opção.
Convidando a minha deliciosa ninfomaníaca a se levantar, tornei a erguer seu vestido e pus minha mão entre suas coxas, acariciando sua buceta, que descobri estar completamente depilada. Ela estremeceu e abriu mais as pernas, disponível. Aproximando-me, puxei-a para mim e encoxei-a, sentindo meu pau roçar na fenda. Ela gemeu baixinho em meu ouvido e disse, numa voz excitada: "Me fode." Não pensei duas vezes. Tomei-a pela cintura e me preparei para receber seu peso assim que ela se agarrou ao meu pescoço e desligou-se do chão. Quando pude liberar uma mão para encaixar-me, senti sua buceta encharcada percorrer-me o pau até a base e ouvi um gemido baixo mas longo e lascivo em meu ouvido, como se o desejo mais premente daquela mulher tivesse acabado de ser realizado. Sempre agarrada ao meu pescoço, ela soltou seu peso todo e deixou-me agir. Segurando-a apenas pelas coxas, virei-me para que ela apoiasse as costas na parede e comecei a imprimir um vaivém vigoroso e profundo. Senti meu pau deslizando numa espécie de lava fervente enquanto meu pescoço recebia as mordidas lascivas daquela mulher desesperada por sexo.
Estávamos bem naquela posição. Pus-me a imaginar o resto do seu corpo, seus seios, mas principalmente sua bunda, aberta, o cu exposto entre os dois lindos gomos que eu vira no início do nosso intercurso. Minhas mãos estavam ocupadas, mas não as dela. Pedi-lhe que se tocasse, que explorasse a região onde meu pau estava pistoneando furiosamente. Ela obedeceu e elogiou meu pau duro, disse que o achava grosso e que estava muito gostoso. Pedi-lhe então que tocasse seu cu, que massageasse a circunferência dele, que o penetrasse ligeiramente com o dedo. Ela gemeu com essa dupla penetração e anunciou-me seu orgasmo, o que era compreensível porque nessa posição o pênis escova firmemente o clitóris. Ela pôs-se a lamber-me a orelha, a mordiscá-la, a introduzir a ponta da língua nela até que, num espasmo, suas coxas se fecharam contra meus flancos e seus pés se encontraram por trás de mim. Não me lembro de ter perguntado se eu podia gozar junto com ela. Num acordo tácito, nossos orgasmos se desencadearam simultaneamente e enchi suas entranhas de um esperma acumulado ha semanas, ejaculado em meio a uma profusão de intensíssimas estocadas. O suor escorria dos nossos corpos, que deslizavam um no outro sem querer separar-se. Fiquei dentro dela por longos momentos após esse duplo e avassalador clímax, beijando seus seios, seu pescoço, sua boca. Por fim, ela se desprendeu de mim, voltando ao chão e à realidade. Nos afastamos para nos recompor e, pela primeira vez, tomei a consciência de estar olhando para seu rosto e de prestar atenção aos seus traços, que achei muito harmoniosos. De rosto baixo, ela me olhou de lado, dando um sorriso sem jeito.
— Eu estava
precisando disso, disse ela timidamente.
— Eu também, mas
não tenho a sua coragem, respondi.
Percorremos o longo corredor entre as estantes, passamos pela recepção e nos detivemos no portal barroco da biblioteca. Não havia o que dizer, nada a dizer. Nenhum de nós queria ou podia dar continuidade àquela aventura. Havia sido um episódio inédito em minha vida e talvez um dentre tantos habituais na dela. Limitei-me a acariciar seu rosto e afastei-me. Nunca mais nos vimos.

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