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Conquistador ou Conquistado?


Ela estava deitada em posição fetal ao lado de um rapaz, vestida num curto short que expunha a todos as polpas de uma bunda enxuta e lisa. Em torno do casal, na pracinha de bairro, as crianças brincavam, livres, dentre elas talvez algum filho seu. Detive-me num lugar discreto por alguns momentos para admirar o corpo delicioso da mulher de cerca de vinte e seis anos que parecia profundamente adormecida. Fiz com os olhos o trajeto sinuoso dos pés às coxas, ida e volta aos pés descalços, delicados, de unhas bem feitas, mas a excitação levou-me logo de volta às duas curvas que separam as coxas das nádegas e as polpas que  ultrapassavam generosamente as bordas desfiadas do shortinho.

    Passei alguns momentos assim, em contemplação, sentindo as pulsações do meu sexo, quando, de repente, ela sentou-se e pôs-se a espreguiçar-se. Ela olhou para o companheiro adormecido e, sem despertá-lo, levantou-se e foi caminhando em direção ao chalé onde eu sabia haver banheiros. Segui-a de longe e resolvi tentar a sorte postando-me diante da entrada. Dois ou três minutos depois, ela saia agitando as mãos para secá-las. Quando passou por mim, olhei-a fixamente nos olhos até que ela me ultrapassasse. Em seguida, voltei-me para ver se ela olhava para trás. Foi exatamente o que ela fez.

    Acostumado ao jogo da sedução, não perdi tempo, caminhei até ela.
— Tudo bem? perguntei, encarando-a.
— Tudo, respondeu ela, confiante.
— Você estava muito bonita dormindo!
— Obrigada! exclamou ela, intrigada.
— Fiquei hipnotizado pelo seu corpo. Não conseguia parar de olhar e...
— Olha, eu... não tenho tempo. Você deve ter visto o meu amigo, interrompeu-me ela, apontando para trás com o polegar e o punho fechado.
— Vi, e não entendo como ele consegue dormir com você ao lado!

    Ela sorriu e percebi que olhou para o meu peito. O dia estava quente e eu tirara a camiseta. Não durou mais que uma fração de segundo, mas isso me deu a segurança que faltava, embora eu saiba que meu tronco e braços agradam as mulheres.
— Olha, eu tenho mesmo que ir. Ele vai acordar e...
— Cinco minutos! Você não vai esquecer, prometi.
— Não sei...

    Ela olhou para trás. O rapaz continuava dormindo profundamente no gramado e parecia ainda nem ter dado por falta dela. No meu paleocortex, o instinto animal enviou seu comando. Peguei-a pela mão e arrastei-a para dentro do chalé.
— Isso é loucura! gritou ela, rindo de nervoso.
— Se você não fizer essas loucuras, vai se arrepender um dia!

    O chalé dessa pracinha tem uma mezanino com uma sala de estar. Levei-a para lá e nos sentamos num sofá. Apressada, ela atacou imediatamente os fechos da minha bermuda enquanto eu olhava para a calcinha que transparecia no shortinho estreito. De posse do meu membro, ela o tirou da cueca, olhou bem, sorriu para mim e mergulhou de cabeça, abocanhando a glande e fechando os lábios a meio-pau. Ela estava ávida, logo encharcando meu pênis com sua saliva quente. Se não fosse pela pressa, eu ficaria com ela ali durante uma tarde inteira.

    Assim que o meu membro atingiu as proporções e a rigidiez definitivas, ela abriu o short e livrou-se dele, reclinando-se ao máximo no sofá e erguendo as pernas bem abertas, jogando-as para trás e chegando a calcinha para o lado com a mão. Explorei com os dedos a vagina estreita e miúda, proporcional ao corpo que eu tinha diante de mim, e ajoelhei-me no sofá largo com ela entre minhas pernas para encontrar a posição e o ângulo propícios. Assim que a glande inchada tocou os pequenos lábios, ela teve um tremor, cravou os olhos nos meus e as unhas nos meus ombros.

    Eu sabia que o meu membro seria grande para aquela mulher de menos de 1,60m. A penetração não foi das mais fáceis, mas uma vez no interior, a lubrificação natural deu-me toda a liberdade para um vaivém amplo e completo. Resfolegando de prazer, ela envolveu-me com as pernas e ajudou-me a afundar-me em suas entranhas até a base do pênis.
— Fode... Fode... As-sim... fazia ela, arranhando-me e mordendo-me.

    Sou resistente ao orgasmo, que costumo ser capaz de controlar muito bem. Entreguei-me portanto a uma série de diversões paralelas: beijos na boca e pescoço, lambidas nas orelhas, mordidinhas nos mamilos, etc. O resultado foi que o clímax veio, furioso, em descargas que inundaram-lhe a vagina com seu fluido ardente.
— G-goz-za, pelo amor d-de Deus. Tenho que voltar para lá, gemeu ela, desfalecendo sob o meu corpo.

    Eu estava longe de desejar um orgasmo, explorando com meu pênis todos os recônditos da vagina estreita e aconchegante em que ele ia e vinha sem parar. Além disso, eu tinha claro na cabeça que meu desejo maior ainda não fôra realizado. Diante da pressa da mulher, tive que exprimi-lo de um modo um tanto precipitado.
— Mas você não pode sair daqui sem fazer uma coisa para mim! verbalizei, sem parar de mover-me dentro dela, forçando-a a contorcer-se, desvairada com as delícias do clímax.
— Fazer o quê? Não dá tempo!
— Uma vez só, atrás, por favor, supliquei.
— Atrás? Aqui? Agora? Você está louco?
— Louco pelo teu corpo! A primeira coisa que eu vi em você foi a bundinha linda naquele shortinho. Você não pode me impedir de provar! Estou implorando!

    Ela já me empurrara para o lado e estava pronta a repor o short sem me dar atenção, agitada e olhando nervosamente para o relógio.
— Aposto que não faz dez minutos que estamos aqui, disse eu.
— Não, faz uns sete, mas isso é muito! E se ele acordar? disse ela, já de pé, puxando o short e fechando-o.
— A única coisa que eu peço é uma sentada, uma só, pedi, olhando-a nos olhos com toda a seriedade, já acomodado no sofá e empunhando meu membro como uma estaca, mostrando-lhe que bastava um gesto seu.

    Ela ia fazendo que não e virando-se na direção da escada. Constatei uma vez mais o quanto o short era curto e isso me convenceu a perseverar. Levantei-me e tive tempo de retê-la pelo pulso, depois envolver seu corpo e acariciá-la precisamente na região que me atraíra tanto, e beijando-a lascivamente o pescoço. Ela empurrou-me e levou a mão ao botão do short.
— Você é igualzinho aos outros, disse ela, baixando short e calcinha ao mesmo tempo, mas deixando-os nos tornozelos.
— Oba! sussurrei, brincalhão.
— Uma vez, e só para você satisfazer essa mania de homem brasileiro tarado. Mas presta atenção! Se você me segurar, vou gritar e vão pensar que você está me violentando.
— Combinado, disse eu tornando a instalar-me no sofá.

    Dando-me as costas, ela apoiou-se nas minhas coxas e veio descendo, enquanto eu abria suas nádegas par facilitar a penetração. Eram pequenas mas rechonchudas e extremamente bem feitas. Pincelando a vagina, aproveitei a umidade como lubrificante e quando minha glande encaixou-se no orifício, deixei que ela controlasse a descida. Percebi que ela tinha prática porque seu ânus não tardou a relaxar-se para acolher todo o meu diâmetro de quase cinco centímetros. Um longo gemido deu-me o sinal de que o segundo esfíncter cedera, e ela deixou-se descer membro abaixo até empalar-se e ficar sentada no meu colo. Num gesto que me pareceu automático, ela levou a mão aos meus testículos e ergueu-os por baixo para cobrir a vagina com eles.
— Entrou tudinho, confirmei.
— Satisfeito? perguntou ela, dando uma reboladinha para encaixar-se até o fim.

    Eu obviamente não estava satisfeito, e dali a alguns segundos ela sairia dali sem ter-me proporcionado um orgasmo. O cérebro réptil urrou pela segunda vez em minha caixa craniana. Num movimento súbito, agarrei minha presa pela cintura e pus a máquina em movimento.
— Eu vou gritar! Você prometeu! Sussurrou ela, agarrando-me pelos antebraços para soltar-se.
— Se você não me deixar gozar, vou ser o homem mais infeliz da terra, respondi sem parar de mover-me dentro dela.
— Droga! Então vai rápido, concedeu ela, transtornada pela pressa, mas pondo-se a trotar para ajudar-me.

    Sempre com as  mãos em suas ancas para mantê-la um pouco elevada, desferi uma série de golpes de pélvis e, concentrado na pressa, consegui precipitar meu orgasmo, que veio intenso e em jatos fortes.
— Ai, e agora? Como é que eu vou fazer? gemeu ela, inquieta. Isso vai escorrer pelas minhas pernas!

    E de fato, quando ela se ergueu, vi que meu esperma já descia pela sua coxa. Por sorte, eu tinha lenços de papel no bolso da bermuda e pude socorrê-la. A operação exigiu cerca de um minuto suplementar, após o qual ela puxou a calcinha, ajustou-a rapidamente ao corpo e vestiu pela última vez o minúsculo short jeans, descendo desabalada pelas escadas do mezanino. Permaneci sentado no sofá, que daquele momento em diante passava a fazer parte da minha história, observando um fio de esperma residual que escorria do meu pênis amolecido sobre a coxa. Só me vesti quando ouvi vozes de pessoas que me pareceram estar vindo em direção ao chalé.

    De volta ao parque, a dona do shortinho e seu companheiro não estavam mais no gramado, mas pude vê-la andando na rua acompanhada unicamente de um menino de cerca de cinco anos. Observando-a de longe, perguntei-me quem poderia ser o homem que eu vira ao lado dela no gramado. Se não era um marido ou namorado, teria sido um companheiro de sexo que me precedeu? Teriam passado a noite juntos? Seria ela a caçadora, e não eu? Voltei para casa remoendo filosofias da vida.




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