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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Conquistador ou Conquistado?

Ela estava deitada no gramado ao lado de um rapaz, de pernas encolhidas, o short jeans tão curto que era possível a todos ver as polpas da bundinha enxuta e aparentemente muito bem feita da mulher de cerca de vinte e seis anos. Em torno deles, na pracinha de bairro, as crianças brincavam despreocupadas, dentre elas talvez algum filho do casal. Detive-me num lugar discreto por alguns momentos para admirar o corpo delicioso da jovem mulher que parecia dormir a sono solto. Percorri com os olhos as coxas lisas até os pés descalços, delicados, de unhas bem feitas, mas a excitação levou-me logo de volta às duas curvinhas deliciosas que separam as coxas das nádegas e as polpas que  ultrapassavam generosamente as bordas desfiadas do shortinho.

Passei alguns momentos assim, em contemplação, sentindo as pulsações do meu sexo, quando, de repente, ela sentou-se e pôs-se a espreguiçar-se. Ela olhou para o companheiro adormecido e, sem despertá-lo, levantou-se e foi caminhando em direção ao chalé onde eu sabia haver banheiros. Segui-a de longe e resolvi tentar a sorte postando-me diante do chalé. Dois ou três minutos depois, ela saia agitando as mãos para secá-las. Quando ela passou por mim, olhei-a fixamente nos olhos até que ela me ultrapassasse. Em seguida, voltei-me para ver se ela olhava para trás. Foi exatamente o que ela fez.

Acostumado ao jogo da sedução, não perdi tempo, caminhei até ela.
- Tudo bem? perguntei, olhando-a nos olhos.
- Tudo, respondeu ela, confiante.
- Você estava muito bonita dormindo!
- Obrigada! exclamou ela, intrigada.
- Fiquei hipnotizado pelo seu corpo. Não conseguia parar de olhar.
- Olhe, eu... não tenho tempo. Você deve ter visto o meu amigo..., disse ela, apontando para trás com o polegar e o punho fechado.
- Vi, e não entendo como ele consegue dormir com você ao lado!

Ela sorriu e percebi que ela olhou para o meu peito. O dia estava quente e eu tinha tirado a camiseta. Não durou mais que uma fração de segundo, mas ela olhou meu peito e barriga antes de prosseguir. Isso me deu a segurança de que eu precisava, embora eu saiba que meu tronco e braços agradam as mulheres.
- Olha, eu tenho mesmo que ir. Ele vai acordar e...
- Cinco minutos! Você não vai esquecer, prometi.
- Não sei...

Ela olhou para trás. O rapaz continuava dormindo profundamente no gramado e parecia ainda nem ter dado por falta dela. No meu paleocórtex, o instinto animal enviou seu comando. Peguei-a pela mão e arrastei-a para dentro do chalé.
- Isso é loucura! gritou ela, rindo de nervoso.
- Se você não fizer essas loucuras, vai se arrepender um dia!

O chalé dessa pracinha tem uma mezanino com uma sala de estar. Levei-a para lá e nos sentamos num sofá. Apressada, ela atacou imediatamente os fechos da minha bermuda enquanto eu olhava para a calcinha que transparecia no shortinho estreito. De posse do meu membro, ela o tirou da cueca, olhou bem, sorriu para mim e mergulhou de cabeça, abocanhando a glande e fechando os lábios a meio-pau. Ela estava ávida, logo encharcando meu pênis com sua saliva quente. Se não fosse pela pressa, eu ficaria com ela ali durante uma tarde inteira.

Assim que o meu membro atingiu as proporções e a rigidiez definitivas, ela abriu o short e livrou-se dele sem contudo tirar a calcinha e deixando-o bem junto a ela, por precaução. Ela apenas reclinou-se ao máximo no sofá e ergueu as pernas bem abertas, jogando-as para trás e chegando a calcinha para o lado com a mão. Explorei com os dedos a vagina estreita e miúda, proporcional ao corpo que eu tinha diante de mim, e ajoelhei-me no sofá largo com ela entre minhas pernas para encontrar a posição e o ângulo propícios. Assim que a cabeça tocou os lábios, ela teve um tremor, cravou os olhos nos meus e as unhas nos meus ombros.

Eu sabia que meu pênis seria grande para aquela mulherzinha de menos de 1,60m. A entrada não aconteceu sem sacrifício, mas uma vez no interior, a lubrificação natural deu-me toda a liberdade para um vaivém amplo e completo. Resfolegando de prazer, ela envolveu-me com as pernas e ajudou-me a afundar-me em suas entranhas até a base do pênis.
- Fode... Fode... As-sim... fazia ela, arranhando-me e mordendo-me.

Sou resistente ao orgasmo, que costumo ser capaz de controlar muito bem. Entreguei-me portanto a uma série de atividades paralelas: beijos na boca e no pescoço, introdução da língua nas orelhas, sucção e torção dos mamilos, etc. Mas a excitação ligada à pressa atuaram no sentido contrário em minha nova conquista. Seu orgasmo veio, furioso, em descargas que inundaram-lhe a vagina com seu fluido ardente.
- G-goz-za, pelo amor d-de Deus. Tenho que voltar para lá, gemeu ela, desfalecendo sob o meu corpo.

Eu estava longe de desejar um orgasmo, explorando com meu pênis todos os recônditos da vagina estreita e aconchegante em que ele estava confortavelmente instalado. Além disso, eu tinha claro na cabeça que meu desejo maior ainda não fôra realizado. Diante da pressa da mulher, tive que exprimi-lo de um modo um tanto precipitado.
- Mas você não pode sair daqui sem fazer uma coisa para mim! verbalizei, sem parar de ir e vir dentro dela, forçando-a a contorcer-se, desvairada com as delícias do clímax.
- Fazer o quê? Não dá tempo!
- Uma sentada, por favor, supliquei.
- Atrás? Aqui? Agora? Você está louco?
- Louco pelo teu corpo! A primeira coisa que eu vi em você foi a bundinha linda naquele shortinho. Você não pode me impedir de provar! Estou implorando!

Ela já me empurrara para o lado e estava pronta a repor o shorto sem me dar atenção, agitada e olhando nervosamente para o relógio.
- Aposto que não faz dez minutos que estamos aqui, disse eu.
- Não, faz uns sete, mas isso é muito! E se ele acordar? disse ela, já de pé, puxando o short e fechando-o.
- A única coisa que eu peço é uma sentada, uma só, pedi, olhando-a nos olhos com toda a seriedade, já acomodado no sofá e empunhando meu membro como uma estaca, mostrando-lhe que bastava um gesto seu.

Ela ia fazendo que não e virando-se para descer as escadas. Pude ver mais uma vez como o short era curto, deixando a parte inferior das nádegas expostas. Isso me convenceu a perseverar. Levantei-me e tive tempo de pegá-la pelo pulso, depois envolver seu corpo e acariciá-la precisamente na região que me atraíra tanto, e beijando-a lascivamente na boca. Ela empurrou-me e levou a mão ao botão do short.
- Você é igualzinho aos outros, disse ela já baixando short e calcinha ao mesmo tempo, mas deixando-os nos tornozelos.
- Oba! sussurrei.
- Uma vez, e só para você satisfazer essa mania de homem brasileiro tarado. Mas preste atenção! Se você me segurar, eu vou gritar e vão pensar que você está me violentando.
- Combinado, disse eu tornando a instalar-me no sofá.

Dando-me as costas, ela apoiou-se nas minhas coxas e veio descendo, enquanto eu abria suas nádegas par facilitar a penetração. Eram pequenas mas rechonchudas e extremamente bem feitas. Pincelando a vagina, aproveitei a umidade como lubrificante e quando minha glande encaixou-se no orifício, deixei que ela controlasse o empalamento. Percebi que ela tinha prática porque seu ânus não tardou a relaxar-se para acolher todo o meu diâmetro de quase cinco centímetros. Um longo gemido foi o sinal de que o segundo esfíncter fôra também ampliado, e ela deixou-se descer membro abaixo até instalar-se no meu colo comigo todo em seu interior. Num gesto que me pareceu automático, ela levou a mão aos meus testículos e ergueu-os por baixo para cobrir a vagina com eles.
- Entrou tudinho, confirmei.
- Satisfeito? perguntou ela, dando uma reboladinha para encaixar-se completamente.

Eu obviamente não estava satisfeito, e dali a alguns segundos ela sairia dali sem ter-me proporcionado um orgasmo. O cérebro réptil urrou pela segunda vez em minha caixa craniana. Num movimento súbito, agarrei minha presa pela cintura e pus a máquina em movimento.
- Eu vou gritar! susurrou ela, agarrando-me pelos antebraços para tantar soltar-se.
- Se você não me deixar gozar, vou ser o homem mais infeliz da terra, respondi sem parar de mover-me dentro dela.
- Droga! Então vai rápido, concedeu ela desorientada.

Sempre com as  mãos em suas ancas para mantê-la um pouco elevada, desferi uma série de golpes de pélvis e, concentrado na pressa, consegui precipitar meu orgasmo, que veio intenso e em jatos fortes.
- Ai, como é que eu vou fazer, com esse short? gemeu ela, inquieta. Isso vai escorrer pelas minhas pernas, cara!

E de fato, quando ela se desprendeu de mim e ergueu-se, vi que meu esperma já descia pela sua coxa. Por sorte, eu tinha lenços de papel no bolso da bermuda e pude socorrê-la. A operação exigiu cerca de um minuto suplementar, após o qual ela vestiu pela última vez o minúsculo short jeans e desceu desabalada as escadas do mezanino sem olhar para trás. Ainda fiquei sentado no sofá que daquele momento em diante passava a fazer parte da minha história. Meu pênis ainda pulsante expeliu um fio de líquido residual e começou a amolecer, vindo repousar sobre minha coxa. Só me vesti quando ouvi vozes de pessoas que me pareceram estar vindo em direção ao chalé.

De volta ao parque, a dona do shortinho e seu companheiro não estavam mais no gramado, mas pude vê-la andando na rua acompanhada unicamente de um menino de cerca de cinco anos. Observando-a de longe, perguntei-me quem poderia ser o homem que eu vira ao lado dela no gramado. Se não era um marido ou namorado, teria sido um companheiro de sexo que me precedeu? Teriam passado a noite juntos? Seria ela a caçadora, e não eu? Voltei para casa remoendo filosofias da vida.




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