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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Embarcando na Sedução

Quando o navio ancorou de manhã e iniciou-se o lento desembarque dos passageiros em shuttles que os levariam até o porto da ilha paradisíaca, Cícero avistou o casal que ele vira pela última vez na véspera, durante o jantar no restaurante principal, e seguira discretamente até descobrir que ocupavam a cabine 7028. Ele apostara que se tratava de recém-casados em lua de mel. Eram muito jovens, ela certamente mal chegando aos vinte, ele cerca de vinte e dois, vinte e três no máximo. Durante os primeiros dias de cruzeiro, ele os vira descobrindo juntos as mil atividades propostas à bordo, mas percebera que o prazer maior do casal era a piscina e as quatro enormes banheiras de hidromassagem em torno dela. Em sumários trajes de banho, eles chamavam a atenção dos passageiros, na maioria largamente cinquentões que, não podendo revelar seuas maliciosas tendências, olhavam-nos com um sorriso embevecido e falsamente infantil nos lábios, cumprimentando-os com polidos acenos de cabeça.

Cícero Athaíde, quadragenário bem apessoado e recém-divorciado, era um dos poucos que mereciam um pouco mais de atenção do casalzinho, que passava por ele olhando-o bem nos olhos e oferecendo-lhe sorrisos francos. Isso logo o estimulou a ver até onde se estenderia o privilégio dessa simpatia. Bom estrategista, ele procurou estar por perto deles para que se acostumassem à sua presença neutra e pôde assim admirar seus corpos já dourados expostos ao sol mediterrâneo. Seu inseparável telefone celular mantinha-o conectado ao seu melhor amigo, instalado no Alasca a negócios e ávido de notícias quentes.
- E então, meu caro, como vão indo as conquistas?
- Ah, Estêvão, acabei de passar à fase dois. Já posso admirar minha eleita e seu jovem garanhão de pertinho e sem despertar suspeitas.
- E como está hoje a nossa Vênus? Vou poder vê-la de novo?
- Só ela? Ha! Ha! Ha!
- Ainda não cheguei ao seu grau de perfeição, caro amigo. Por enquanto, dos casais, só me interessa a metade feminina!
- Estou admirado com seu poder de autocrítica, Estêvão! Aí vai a foto, julgue por si mesmo, disse Cícero, efetuando o envio pelo celular.
- Hum! Biquíni amarelo é sinal de que a mocinha se sente realmente bem na pele!
- Com exceção da meia-dúzia de crianças e adolescentes, é a mascote da casa, não tiram os olhos dela! E aqui na piscina, quando ela remexe esse traseirinho para se acomodar melhor, os olhares convergem em massa para a espreguiçadeira que ela ocupa.
- Deslumbrante! E você já assistiu a alguma cena mais íntima?
- Agora há pouco, saindo da água, o rapaz estava visivelmente excitado, depois de longos minutos de brincadeiras. Percebi que não foi por preferência que ele se deitou de bruços.
- E...?
- Assim, à primeira vista, o apetrecho pareceu-me interessante. Não há dúvida de que eles devem estar se divertindo um bocado.
- Você não tem jeito mesmo! Algum plano em mente?
- ...

E assim continuavam as conversas, três ou quatro vezes por dia, momentos em que Cícero brincava de antecipar ao seu amigo os passos seguintes de uma abordagem que para muitos pareceria impossível. Antes do jantar, à véspera do desembarque na primeira ilha do roteiro de visitas, ele oferecera discretamente bebidas ao casal elegantemente vestido e acomodado num conjunto estofado próximo ao piano. Eles agradeceram com um sorriso, elevando sutilmente os copos em sinal de que o identificavam com simpatia. Na passagem ao restaurante, trocaram duas ou três palavras, o suficiente para que se apresentassem. Giovana e Francis eram paulistas e estavam de fato em lua de mel. Cícero foi sentar-se sozinho junto a uma mesa distante situada de modo a poder observá-los discretamente. Depois do jantar, divertindo-se a segui-los de longe, ele os viu tomarem um dos elevadores e enveredar por corredores que levavam ao bar de uma boate que só abriria as portas bem mais tarde, por volta das 23h, portanto ainda deserto. Julgando-se sozinhos com o barman, eles pediram bebidas e fingiram dançar ao som de alguma música techno imaginária. Giovana rodopiava e seu vestido subia proporcionando ao marido o espetáculo do seu corpo delgado e forte valorizado pela ínfima calcinha "string" perfeitamente ajustada. Ao unirem-se, Francis beijava-a voluptuosamente acariciando-lhe os seios enquanto ela premia-lhe discretamente a calça, numa dança extremamente sensual que forçava a parar na porta os eventuais passantes.

Mas a atitude do barman, que se debruçara no balcão do bar para assistir ao showzinho privado, pareceu subitamente incomodá-los, e eles saíram. Cícero seguiu-os até o convés, onde avistou Giovana debruçada na amurada, fingindo olhar o mar, com Francis abraçando-a estreitamente pela cintura. Ela levara a mão atrás e estava provavelmente acariciando-o por fora da calça, mas a distância de segurança impedia a Cícero de ter certeza disso. Francis parecia desejar ousar mais, puxando-a para si, mas ela o repelia rindo e acabou por desvencilhar-se dele e levá-lo para o interior. Apostando alto, Cícero continou a segui-los até mesmo quando percebeu que eles se encaminhavam para o sétimo convés e para o corredor das cabines. Ocultando-se o melhor que pôde, ele os viu parar diante da cabine 7028. Francis recostou-se à porta, Giovana agachou-se de pernas abertas e abriu-lhe apressadamente a calça. Em seguida, ela olhou para um lado e para o outro antes de extrair-lhe o membro da calça e presenteá-lo com uma rápida felação antes de desaparecerem quarto adentro, às gargalhadas.

A noite foi de puro delírio para Cícero, que até de olhos fechados via reiterar-se ad infinitum a cena da porta da cabine. Ele desejava aqueles dois e os incluíra definitivamente em seu programa de férias. Ele não sabia nada sobre os hábitos sexuais do casal, mas acostumado às conquistas extraordinárias, essa era a menor de suas inquietações. Ele dormiu como um Cupido e no dia seguinte, bem cedo, vestiu sandálias, bermuda e camiseta e desceu para tomar o café da manhã enquanto aguardava o chamado para o desembarque em Koufonissi, uma pequena ilha pouco frequentada e de praias idílicas. Ele logo descobriu que não tomaria o mesmo shuttle que Giovana e Francis, mas sabia que daria um jeito de encontrá-los depois. Quando ele desembarcou na ilha, viu-os caminhando já bem longe e pôs-se a segui-los com a maior cautela. Eles pareciam saber aonde iam, andando decididamente como se tivessem pressa de chegar, embora a caminhada fosse durar cerca de 40 minutos.

Por sorte, havia rochedos por todo lado. Assim que Cícero encontrou abrigo, descobriu a praia praticamente deserta, com três surfistas numa extremidade e ninguém na outra, cerca de trezentos metros a leste, para onde o casal se dirigiu. Ele pôde segui-los e ocultar-se a poucos metros de onde eles estenderam as toalhas. Giovana tirou a saída de banho e sequer permaneceu dez segundos de biquíni. Seu corpo moreno claro reluziu ao sol da Hélade e Cícero engoliu em seco ao descobri-la completamente depilada, exibindo apenas uma longa fenda sombria entre as coxas bem feitas. Francis aproximou-se dela e beijou-a longamente enquanto sua mão acariciava a virilha. Giovana respondeu entrabrindo e erguendo um pouco as pernas, provavelmente para acolher um dedo mais audaz enquanto cuidava de abrir a bermuda do marido. Esta caiu-lhe aos tornozelos deixando o pênis em riste a roçar-lhe a barriga, e foi por ele que, rindo muito, ela o levou até a água para um primeiro mergulho. Isso deu a Cícero a chance para uma mudança estratégica de posto que lhe permitiu ficar bem mais próximo do casal, por trás de uma faixa rochosa que invadia a areia.

Ao saírem da água, Francis estava mais "calmo", seu longo membro descoberto pendendo entre as pernas. Cícero avaliou-o em cerca de dezoito centímetros de comprimento por cinco de diâmetro, estimando perfeitas essas dimensões, dada a compleição longilínea e saudável da jovem esposa. Assim que o casal sentou-se nas toalhas, Francis olhou em volta, disse alguma coisa a Giovana que por sua vez, olhou detidamente na direção da outra extremidade da pequena praia, onde se viam os surfistas na água. Não havia dúvida de que se um deles aguçasse a vista, assistiria ao que estava acontecendo na extremidade oposta, mas eles pareciam mais ocupados em divertir-se com as ondas do que em espreitar casais. Ela então debruçou-se sobre Francis e pôs-se a chupar gulosamente o seu imponente dote. Cícero os via praticamente de frente, como se lhe proporcionassem um espetáculo privado. Embora muito jovem, Giovana parecia experiente, admitindo integralmente na boca o avantajado membro, que rapidamente atingira as dimensões finais, e esforçando-se para colar os lábios no raso tapete castanho da pélvis do rapaz. Apoiado num cotovelo e afagando-lhe o cabelo com a mão livre, Francis pôs-se a gemer dizendo-lhe coisas que o vento infelizmente levava para longe dos ouvidos do nosso observador oculto.

Embora demorada, a felação era preliminar. Não houve orgasmo e, a certa altura, Giovana interrompeu-a para olhar detidamente em direção à outra extremidade da praia. Quando ela teve a certeza de que não estavam sendo observados, lambeu dois dedos, umedeceu a vagina e montou em Francis, apoiando-se com ambas as mãos em seu peito para encaixar-se e por-se a cavalgá-lo. De seu posto, Cícero podia ver a longa barra encurvada desaparecendo gradativamente sob a jovem mulher para tornar a emergir, e assim por diante a cada movimento completo de um trote que ia tornando-se mais e mais regular. Com os dedos crispados e as coxas tensas, Giovana parecia excitar-se ao delírio, a cada vez que soltava o peso do corpo para empalar-se profundamente. Francis olhava-a fixamente premendo-lhe os seios e buscando ainda mais estímulo nas feições extáticas de sua jovem esposa que agora gemi sem qualquer pudor ou temor.

Após ter registrado algumas cenas com o celular, Cícero tentou contactar seu amigo Estêvão, mas não havia sinal. Ele conseguiu a duras penas evitar a masturbação, acalentando a esperança de compor com o casal um trio nessa ocasião tão única, mas como forjar uma falsa coincidência para tentar uma aproximação ali mesmo? A alternativa mais realista seria afastar-se sem ser visto e retornar à praia como se tivesse chegado lá por acaso, pensou ele. Com muita cautela, ele afastou-se e deu uma ampla volta por trás da praia para retornar como se nada fosse pelo mesmo lugar em que todos chegam, uma estradinha de terra que culmina numa elevação que dá acesso à areia. Ele logo os avistou ao longe, ainda envolvidos em seu joguinho amoroso. Olhando para a frente, ele caminhou até a orla, despiu-se sem contudo retirar sunga e caminhou para a água. De lá, ele os via sem ser visto ou, pelo menos, sem ser reconhecido. Giovana avançara até o rosto de Francis, que parecia entregue a um interminável cunilinguus enquanto ela balançava os braços numa espécie de dança dionisíaca. Mesmo de longe, Cícero podia ver a redondeza de suas belas nádegas refletindo ao sol ainda baixo da manhã.

Nadando e deixando-se intencionalmente derivar pela fraca corrente da pequena enseada, Cícero foi aproximando-se até estar quase em frente ao ponto em que se encontrava o casal, que agora invertera posições e era Francis que multiplicava as estocadas em sua jovem esposa deitada de bruços. Observando-os apenas com a cabeça fora d'água, Cícero tomou a decisão de aguardar que fizessem uma pausa para apresentar-se como se surgisse do nada. Enquanto isso, ele pôde admirar o belo trabalho muscular de Francis que, apoiado nos braços e joelhos, desfechava vigorosos golpes de pélvis enquanto Giovana, as pernas fechadas e curvando ao máximo a coluna, oferecia-se com a resistência necessária à obtenção do máximo prazer. Passados alguns minutos, Francis deixou-se cair ao lado dela, afagando-lhe o cabelo, ofegante. Era o momento esperado. Cícero preparou-se para sair da água e fingiu ir caminhando distraidamente pelos cerca de trinta metros de areia que os separavam, até ser avistado pelo rapaz, que limitou-se a sentar-se de pernas cruzadas e prevenir a esposa da sua chegada.
- Mas que coincidência! disse Cícero, detendo-se pouco antes e todo sorrisos. Vi um casal se amando, mas nunca imaginei que fossem vocês!
- Pois é, estive aqui em outra viagem e quis mostrar à Giovana.
- Desculpem, meus amigos, eu não queria...
- Relaxe, Cícero! Estamos numa praia deserta fazendo o que todos fazem em praias desertas, não é mesmo? disse a moça, virando-se sem parecer minimamente incomodada.
- É uma linda praia, de fato. Quer dizer que você já conhecia, Francis?
- Sim, estive aqui com amigos, há dois anos. Mas, sem querer mudar de assunto, Cícero, você saiu do navio assim, só de sunga?
- Euh... Não! Ha! Ha! Minhas roupas estão lá no meio da praia. Comecei a nadar e me distraí.
- Se quiser ir buscá-las, podemos ficar juntos e depois ir almoçar em algum lugar.
- É sério? Vocês não se importam mesmo? Não vão me acolher por pena porque estou sozinho, hein!
- Que nada! Tem alguém aqui que ficou feliz da vida, brincou o rapaz empurrando de leve a esposa pelo ombro.
- É sério, Giovana? perguntou-lhe o convidado.
- Ela é sua fã número um no barco, Cícero.
- Assim vocês vão me deixar vermelha! brinca a moça, sacudindo os ombros de queixo colado ao peito pouco acima dos seios, fingindo-se de menina tímida.
- Estou tão lisongeado que não posso recusar! exclama Cícero, já afastando-se para ir buscar suas roupas.

Conjeturando sobre a perfeição do seu plano, Cícero lamentou mais uma vez não poder entrar em contato com seu amigo Estêvão para um relatório matinal. Não havia dúvida de que a sua presença, à qual o casal se habituara imperceptivelmente ao longo das várias ocasiões em que estiveram nos mesmos recintos do navio, era bem-vinda. Giovana lhe pareceu linda nua, seu corpo deslumbrante e o contato com eles logo após o sexo o deixara profundamente excitado. Francis também o interessava. Cícero vivera várias experiências a três e estava acostumado a interagir com os parceiros masculinos de programa. Ele se perguntava se o rapaz seria mais ou menos permissivo, até onde ele iria diante da jovem esposa e até que ponto da escala de ousadia ela estaria disposta a vê-lo chegar.

O pênis de Cícero avolumara-se na sunga, obrigando-o a ajeitá-lo, o que o inibiu para despir-se completamente como lhe pareceria correto. Ele alcançou o montículo formado pelas sandálias, bermuda e camiseta, e retomou a direção do casal. Sua chegada interrompeu um beijo durante o qual o pênis semi-ereto de Francis rolava indolente sobre a barriga. Ele pigarreou para assinalar sua presença.
- Você não pratica nudismo? perguntou Francis, de pronto, assim que o viu de sunga.
- Pratico, mas sozinho não me sinto muito à vontade.
- Agora você não está mais sozinho! cobrou Giovana, brincalhona.
- OK, vocês venceram, eu tiro.

Assim que livrou-se da sunga, Cícero percebeu os dois olhares furtivos em direção ao seu sexo e agradeceu mais uma vez os seus genes pela boa forma física, pelas feições agradáveis e pela barriga plana com que fora agraciado por eles. Essas características podiam não significar muito para alguns, mas no que lhe dizia respeito, delas dependia o bom desempenho das suas conquistas. Dono de um par de coxas fortes e nádegas estreitas e firmes, além de um belo pênis longo e bem feito dotado de uma glande privilegiada, Cícero não tinha o que temer. Ao sentar-se junto aos novos amigos e perceber o ar satisfeito da jovem mulher instalada entre os homens, ele não teve dúvida de que fora de bom grado acolhido por eles.
- A Giovana me disse que está curiosa para saber uma coisa, Cícero.
- Pois diga, menina! instou o interessado, voltando-se amistosamente para ela.
- Eu queria saber... Bem, você sabe, quando você chegou, nós...
- Ahá! Você quer saber o que eu vi, não é isso?
- É, respondeu ela, tapando o sol com as mãos, o que elevou-lhe os seios, salientando os bicos ainda entumescidos.

Obviamente Cícero não podia comentar sobre tudo o que vira antes de deixar seu primeiro observatório. Ele concentrou-se nas lembranças mais recentes.
- A palavra "cunilinguus" faz sentido para vocês?
- Haha! disparou Francis, dando um tapa na areia, enquanto Giovana cobria o rosto fingindo vergonha.
- Você viu mesmo? perguntou ela.
- Se eu dissesse que vocês ficaram invisíveis naquela hora, estaria mentindo. E pelo visto, devo ter interrompido as preliminares!
- Que nada! Já estávamos longe delas, disparou Francis.
- Ufa! Mas isso me intriga: vocês começam pelo fim?
- É, o Francis tem umas taras estranhas, interferiu Giovana.
- Como degustar seus próprios sabores? arriscou Cícero.
- Adivinhou.
- Isso não é tara, mas requinte, Giovana! E o mais gostoso é continuar, passar de boca em boca e manter o nectar entre as papilas durante um bom momento.
- Obrigado, Cícero! Você está resgatando a minha reputação, declarou Francis, radiante.
- É sempre um prazer abrir a mente dos mais jovens! retrucou o homem.
- Você me faz pensar no Valmont das Ligações Perigosas, exclamou Giovana, dirigindo sutilmente o olhar para o baixo-ventre do convidado, agora deitado de lado e voltado para ela.
- Isso sim, é elogio! Valmont é um mestre!
- Estojinho-surpresa? brincou ela, aludindo ao pênis que ela via repousando sobre a coxa de Cícero, todo recoberto por seu prepúcio.
- A cabeça deve ser grande, Giovana. Olha como ela marca a pele, observou Francis.
- É verdade! Será que ela sai toda? indagou ela com malícia no olhar.
- Fiquem à vontade para descobrir! retrucou Cícero.

Os recém-casados entreolharam-se sorrindo e assim que percebeu o assentimento do marido, Giovana colheu o membro de Cícero com a mão, sopesando-o e apalpando-o, sentindo-o inchar e enrijecer entre seus dedos, avolumando-se consideravelmente.
- Quanto mede, Cícero? perguntou Francis, realmente interessado.
- Da última vez, dezessete por quatro quando ereto, mas estou em fase de crescimento, então creio que posso ser otimista!

Todos riram. O gelo estava definitivamente quebrado. Mas Goiovana não cabia em si de curiosidade para saber o que se ocultava o "estojinho-surpresa" que ela tinha nas mãos.
- Posso mesmo? insitiu ela.
- Por favor! respondeu Cícero, dando uma piscadela para Francis.

Ao começar a recuar o prepúcio, o diâmetro do orifício pareceu-lhe pequeno e ela não teve coragem de prosseguir, com medo de causar dor ou aflição. Cícero teve que estimulá-la a ir adiante até que a volumosa glande rosada abriu espaço e desabrochou como um cogumelo.
- Ele é bonito! exclamou ela, pondo-o em várias posições.
- E bem proporcional, acrescentou Francis.- Curvado para cima como o teu, observou a jovem.
- Obrigado! fez Cícero, lisongeado.

Ele conhecia bem esses momentos em que tudo pode dar em nada e adiar encontros carregados de potencial. Ele estava pronto, a atmosfera era propícia, a praia deserta... Mas o menor erro tático poderia por tudo a perder em segundos. Era preciso recorrer à sua longa experiência enquanto o casal parecia entusiasmado com a situação inovadora. Ele sabia que nessas ocasiões nem tudo era dito e nem todos os desejos expressos. Giovana parecia excitada e desejosa de ir adiante, mas como saber se ela não estava evitando ferir a masculinidade do jovem marido? E opostamente, como saber se este último não estava igualmente inibido para revelar algum desejo ou curiosidade oculta em relação ao sexo masculino? Cabia a ele, o mais velho e experiente dos três, a tarefa de fazer com que eles exteriorizassem sem receio essas fantasias tão íntimas. Ele decidiu começar por Francis.
- Você não se habilita? perguntou ele, propondo-lhe a experiência táctil que Giovana aceitara de pronto.
- Não sei... faz o rapaz, hesitante.
- Aceita, Fran! exortou sua jovem esposa. Quem sabe quando uma chance dessas vai se repetir? disse ela, soltando o membro pulsante para dar-lhe a vez.
- Você não se importa mesmo, Giovana?
- Não vou considerar você menos homem por isso! Aposto que você está curioso.
- Curioso eu estou, mas...
- Giovana tem razão, interveio Cícero. Sua masculinidade não vai ficar comprometida por tão pouco, rapaz!
- Está bem, está bem. E afinal, ninguém vai ver.

Uma onda de excitação invadiu Cícero com a troca do suave aperto de Giovana pela pegada máscula e firme de Francis, que a familiaridade com o pênis tornava mais segura e destemida. Um fio transparente logo escorreu do orifício e desceu até a areia.
- Uau! exclamou Giovana. Pelo visto, o Cícero gostou!
- É que o homem empunha mais decididamente, Giovana, e isso excita, justificou-se o homem, ligeiramente sem jeito.

Por trás da esposa, a excitação de Francis fazia-se igualmente sentir. Uma nova ereção se formara e seu pênis roçava nas nádegas da jovem. Sentindo a disposição do marido, ela curvou-se sobre Cícero e abocanhou-lhe o membro que Francis largou de pronto. Assim que conseguiu envolver com os lábios a glande volumosa como uma ameixa, ela ergueu ligeiramente a perna e franqueou ao marido o acesso à vagina agora úmida e desejosa. O trio estava formado. Cícero aproximou-se mais para desfrutar plenamente a carícia dispensada pela boca de Giovana enquanto observava Francis mover-se por trás dela ao mesmo tempo que lhe acariciava os mamilos eriçados.
- Não cuspa, está bem, Giovana? recomendou Cícero.
- Mmm-hmm? indagou ela, intrigada.
- Vamos aplicar o que eu disse antes sobre o sexo oral. Você está disposto a ousar um pouquinho mais, Francis? perguntou ele, procurando o olhar do rapaz.
- Acho... que sim... disse ele, empenhado em seu vaivém. Desde que você... concorde em retribuir, acrescentou.
- Com o maior prazer! Basta que você me diga como quer que eu faça.
- Eu gostaria de ver a Giovana sentar no seu rosto depois do meu orgasmo.
- Por mim está ótimo, mas a Giovana é que decide.
- Não posso recusar, disse ela, erguendo momentaneamente a cabeça.
- Perfeito, então. Quando você quiser, Giovana, basta me masturbar e chupar ao mesmo tempo, está bem?
- Mmm-hmm, respondeu ela, voltando a empenhar-se na felação.

Eles permaneceram assim por agradáveis minutos, num movimento lento e harmonioso em que cada qual pôde extrair o máximo de prazer de sua posição. Francis foi o primeiro a atingir o orgasmo, gemendo muito e declarando estar ejaculando fartamente embora fosse a segunda vez em poucos minutos. Muito excitado, ele permaneceu dentro de Giovana que, como combinado, iniciou uma firme masturbação em Cícero sem interromper a felação, o que o levou rapidamente ao orgasmo. O jato inicial assustou-a, mas ela manteve o pênis bem direcionado para a sua boca enquanto Cícero contorcia-se e gemia a cada descarga. No fim, vendo-a de olhos arregalados e sem saber o que fazer do conteúdo em sua boca, Cícero deitou-se junto dela e pediu-lhe que lhe passasse tudo. Giovana debruçou-se sobre ele e, sem beijá-lo, deixou escorrer um espesso fio translúcido diretamente entre os lábios do seu Valmont mediterrâneo diante do olhar de aluno atento do jovem marido.

Em silêncio, mas sem engolir ou cuspir, Cícero dirigiu-se a Francis, indicou-lhe que se deitasse de costas e empunhou seu pênis. Em seguida, abocanhou-o e chupou-o vigorosamente, deixando escorrer por ele o conteúdo de sua boca para recuperá-lo logo após com amplas sugadas da base à extremidade, reiterando o processo até levar Francis a um novo orgasmo. Sem dar tempo ao casal de manifestar-se, ele voltou-se para Giovana e colou seus lábios aos dela, repassando-lhe o sumo enriquecido, que ela acolheu sem asco.
- É disso que eu estava falando, disse ele em tom didático. Agora é com vocês.

Giovana sequer deu a Francis a oportunidade de pensar. Atirando-se sobre ele, deu-lhe um bejo lascivo, introduzindo-lhe a língua na boca e passando-lhe tudo.
- É você que vai engolir! disse elam assim que esvaziou a boca.

O desafio era de monta. De olhos arregalados, Francis imobilizara-se, respirando pela boca entreaberta, a língua paralisada, incapaz de tomar qualquer decisão.
- Você tem a liberdade de cuspir, Francis, mas garanto-lhe que vai se arrepender mais tarde, porque o gosto por esses sabores é questão de hábito e qualquer ocasião é preciosa para adquirir tais hábitos, disse-lhe Cícero, modulando a voz da experiência.

Armando-se de coragem, Francis apertou os olhos e engoliu ruidosamente, de uma vez só, mostrando em seguida a boca vazia. Satisfeito, Cícero deu-lhe dois tapinhas no ombro e, pensando em dar ao rapaz a oportunidade de recuperar-se do choque, foi mergulhar a cabeça entre as coxas de Giovana, pondo-se a devorar-lhe gulosamente a vagina. Todavia, ver a esposa acolher Cícero sem qualquer resistência estimulou Francis a ir acariciá-la e beijá-la em vez de inspirá-lo a entregar-se a uma meditação solitária sobre a deglutição de coquetéis orgásticos, e foi o que ele fez.

Ocorre que, por uma dessas misteriosas quebradas da mente, a posição que o corpo de Francis assumiu ao ir beijar Giovana evocou-lhe o efeito que suas próprias nádegas sempre suscitaram no imaginário de suas amantes, e ele decidiu servir-se disso para provocar o homem que parecia agora estar levando ao sétimo céu a sua jovem esposa. Montando sobre ela, ele ofereceu-lhe o pênis e pôs-se a copular com sua boca, numa variação da felação muito apreciada por ela, cuidando entretanto de salientar bem o traseiro para exibi-lo a Cícero. E a manobra surtiu efeito. Ao mesmo tempo que esfregava habilmente com a língua o clitóris de Giovana, Cícero pôde deliciar-se com a proximidade das nádegas do jovem, tão lisas quanto as da mulher, e com a visão do orifício aparentemente intocado, bem como dos testículos que valsavam logo abaixo. O desejo estimulou-o a tal ponto que a firmeza dos seus golpes de língua não tardou a levar a moça ao orgasmo, acrescentando o seu próprio sumo ao já farto conteúdo deixado antes pelo marido.

Quando o efeito do orgasmo de Giovana pareceu ter abrandado, Cícero deitou-se de costas e interrompeu o duo para pedir a ela que se pusesse de quatro e voltada para o lado oposto ao corpo dele. Em seguida, puxou-a para trás, ajustando-a para que ficassse praticamente sentada em seu rosto, e esperou. Não lhe foi preciso muito esforço de imaginação para entender quem acabara de empunhar o seu pênis e começava a sugá-lo intensamente, mas a mistura tão esperada já descia pelo orifício vaginal diretamente em sua boca, e isso o distraiu. Ele saboreou o nectar diante do olhar apreensivo de Francis que permanecia atracado ao seu membro. Quando Giovana terminou de verter seu conteúdo, Cícero deu-lhe algumas lambidas finais e piscou para Francis, que o soltou sem demora e foi para junto da esposa. Cícero permaneceu sentado na areia enquanto o casal encerrava com um longo beijo e uma última penetração, na posição mais inocente, essa sessão tão inovadora de sexo na praia. Ele contemplou excitado o vaivém suave do rapaz, admirando mais uma vez as formas sensuais que as belas nádegas do jovem assumiam a cada posição. Quando Francis retirou de Giovana o seu dardo pulsante e ainda armado, um último filete de prata gotejou da fenda aberta, indo fundir-se à mãe Terra.

Os três foram banhar-se uma última vez, mas ao vestir a sunga, Cícero avaliou sua insatisfação pela medida do volume nela. Era impensável interromper aquela relação, mas diante da dificuldade de Francis para assumir plenamente a pluralidade dos seus desejos, ele ignorava se e de que modo uma continuidade aconteceria. Eles foram almoçar juntos num restaurante típico da ilha paradisíaca, e o casal foi seu convidado. Por volta das cinco horas, encaminharam-se para o navio que zarpava à noitinha. Chegada a hora de retomar as cabines e separar-se o trio, uma apreensão saudável apoderou-se da mente do nosso conquistador inveterado. Tudo estava por começar.

Um comentário:

  1. Marc, salve !
    Apareci, nem sei donde...
    A vida anda tão louca, que o tempo se foi.
    mas vamos ao seu blog, esa delícia que vez ou outra apareço pra degustar...continua o melhor, mesmo no maior mistério, ficamos numa abstinência que só..
    vida imensa de alegrias e paz.
    aquele abraço,
    mou < : )

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