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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

Adoro Meu Prédio!


Assim que abri a porta da escada de serviço para subir a pé até a casa de um vizinho amigo meu, ouvi gemidos. Aguçando os tímpanos, percebi que se tratava de sexo, um ou dois andares abaixo. Desci pé ante pé e pude ouvir nitidamente os gemidos de uma jovem mulher indubitavelmente sendo penetrada. Eram gemidos lascivos e satisfeitos, entremeados a risos nervosos que denotavam a emoção por transgredir o interdito. Sentei-me num degrau para me divertir com calma e em dado momento ouvi a voz da jovem: "Já pensou se chega alguém?" perguntou ela, sempre gemendo ao ritmo das estocadas regulares do amante. E para surpresa minha, a resposta foi das mais interessantes: "Eu nem ligaria!" disse o rapaz, embalado no vaivém amplo e solto característico dos bem-dotados. Dei-me dois ou três segundos para pensar e desci, assim, como quem não quer nada, como se fosse apenas passar por eles.

A primeira coisa que vi foi a bunda do rapaz, lisa, bem feita e firme, formando concavidades laterais a cada estocada na jovem espremida contra a parede, de pernas enganchadas em torno da sua cintura. Em seguida, percebi que fui imediatamente visto por ela, que me olhou com uma expressão indefinida, talvez por não saber qual seria a minha reação. Mas eu sorri e ergui a mão em sinal de paz. Ela sorriu de volta e chamou a atenção do rapaz, que ainda não percebera que tinham companhia. "Não parem, não parem, disse eu calmamente. Finjam que não estou aqui."

A jovem parece ter-se excitado muito com a minha presença e não demorou a entrar em orgasmo. De queixo cravado no ombro dele e olhos esbugalhados, ela olhava na minha direção quando começou a emitir gemidos longos que revelavam claramente o seu intenso prazer. O rapaz, resistente, não fazia menção de parar. A cena me excitou tanto que a ereção foi inevitável.

Não vendo nada que obstasse a uma sutil participação minha na composição do quadro, simplesmente baixei o elástico da minha calça de moleton – eu estava sem cueca – para exibir meu membro à jovem imersa em êxtase. Assim que o viu, ela estendeu molemente a mão e flexionou os dedos, como uma criança que pede o brinquedo. Aproximei-me pelo lado e ela empunhou meu sexo vibrante enquanto continuava a receber os impactos do seu atlético amante, que limitou-se a dar uma olhada e continuou a penetrá-la como se eu não estivesse lá.

De tão perto, pude ver a coxa dela, a barriga dele e o ponto de contato. Eu via também os seios dela, o que me chamou atenção para o fato de que ela se despira completamente; estava nua junto ao montículo de roupa que me pareceu corresponder a um "camisetão" ou camisola, sem sinal de calcinha. A pele do rapaz brilhava, banhada numa transpiração limpa que o impregnava unicamente de odor macho. Vez por outra, eu via parcialmente seu êmbulo bem lubrificado pistoneando incansavelmente.

A jovem masturbou-me um pouco, mas ver-me ali disponível certamente lembrou-lhe que um membro à solta é um desperdício. Descansando a cabeça no ombro do rapaz, ela fez-me um sorriso tão eloquente que precisei apenas encostar-me no muro ao lado dela para que ela cochichasse o seu desejo ao amante que afastou-a da parede com ela agarrada ao pescoço e ofereceu-a a mim de costas. Recolhi com os dedos um pouco de sumo na área de contato, lambuzei os entornos do orifício desocupado e em instantes estávamos entregues a uma dupla penetração das mais eficazes, já que o rapaz, realmente fortíssimo, não dava mostras do menor vacilo. Assim que nossos movimentos se harmonizaram, a jovem recomeçou a gemer continuamente, mas o gemido atento daquele que é solicitado por várias fontes. Ela pôs-se a trotar nos braços do amante para melhor empalar-se em nós e a cada estímulo ela respondia com um "Ahn!" ou um "Ahh!" que explicavam o caráter distinto de cada sensação. Suas mãos, agora nervosas, passavam dos ombros do rapaz para a minha barriga, tentando empurrar-me, iam até o ponto de encaixe com ele, voltavam aos ombros, acariciavam-lhe a nuca, depois a sua própria, maltratavam os pequenos seios e arranhavam os ombros encharcados nos quais ela se apoiava. "F-fode! As-sim!" pedia ela, entre suspiros e gemidos, enquanto eu sentia o calor das suas entranhas e o roçar do membro vizinho através do lado oposto à parede biológica que o separava do meu.

Permanecemos nessa posição de sanduíche humano durante cerca de três ou quatro minutos, até que finalmente, o rapaz, cujo rosto eu via tornar-se lívido, explodiu num orgasmo elétrico que me obrigou a segurar a jovem por baixo das coxas, para dar a ele mais liberdade de movimento. Pude vê-lo então imprimir-lhe um vaivém amplo e furioso enquanto a jovem sussurrava: "Goza... Goza... Me dá tudo..." em sua orelha.

As cores voltaram ao rosto do rapaz louro de cabelo preso em rabo-de-cavalo e pela primeira vez pude vê-lo sorrindo descontraído, exibindo belos dentes perfeitos, ele que estivera o tempo todo concentrado em dar prazer. Como ele visse que eu não dava sinal de orgasmo à vista, fez-me um gesto bem conhecido, empurrando a bochecha por dentro com a língua e movendo o punho fechado diante dos lábios. Entendi o recado: tratava-se de uma sugestão de felação. Mas de quem com quem? E de quem para quem?

Exausta, literalmente descadeirada, a jovem apeou da sua poderosa montaria, deu um beijo no rapaz e olhou-me sorrindo, um tantinho encabulada. Percebi que ela levara a mão atrás e estava provavelmente apalpando o orifício que eu invadira sem me perguntar se ela estava ou não habituada a sentir. Dei uma piscadela e sorri para sondar se estava tudo bem. A resposta foi outro sorriso, então deixei de me preocupar. Eu não chegara ao orgasmo, mas sendo homem maduro e sem carências sexuais, não me senti frustrado; pelo contrário, eu estava exultante com a nova aventura a acrescentar à minha lista. Interpretei o gesto do rapaz como querendo dizer que ela lhe faria uma gostosa felação, talvez ali mesmo ou em casa, depois. E me preparei para voltar para casa.

Quando eu ia me virando em direção à porta enquanto dava o meu clássico "bye!" senti uma mão tocar-me levementeo braço. Me virei e deparei com a jovem dirigindo-se ao rapaz com os olhos, abrindo-os expressivamente como se para significar: "Fala!" Mas ele parecia encabulado; já não era o garanhão descontraído que se dirigira a mim enquanto copulava. Ela então virou-se para mim, respirou e soltou numa expiração só:
 "O Billy está sem coragem de dizer que ele está a fim de chupar." Depois, virando-se para ele: "Pronto, falei!"
– Ah, então era isso?! exclamei, olhando para ele. Eu jamais poderia ter adivinhado se não me dissessem.
– Tá legal, cara, não aumenta! É um lance que eu curto, mas fica entre nós três, ok?
– Tudo bem, tudo bem. Por mim, de onde vier o prazer, estou pegando!

Larguei a porta e voltei para o centro do pequeno patamar entre dois andares. Meus dois vizinhos sentaram-se lado a lado nos degraus da escada que sobe e eu me aproximei. Ela então baixou minha calça de moleton e expôs meu membro já curvado mas ainda armado e grosso. O rapaz olhou com gosto e o empunhou sem me encarar, sentindo minhas dimensões e masturbando-me um pouco enquanto apalpava meu saco com a outra mão. A jovem observava tudo isso sorrindo, com o queixo apoiado nas mãos, feliz por ver amiguinho satisfeito. Ele então puxou-me pela coxa fazendo-me aproximar ainda mais e abocanhou-me a glande interrompendo a dança do meu membro novamente ereto. Senti um choque com a firmeza daquela boca fechando-se e pondo-se imediatamente a sugar com uma intimidade que só o homem tem para com o sexo do homem. Contudo, espantou-me a facilidade com que ele admitiu meus mais de dezessete centímetros integralmente na boca e tocou-me o baixo-ventre com os lábios. Titubeante, apoiei-me nas paredes da caixa de escada e deixei-me levar pela onda crescente de prazer até um orgasmo que esvaziou-me os testículos inteiramente na boca do rapaz. Foi o único momento em que ele me olhou, e entendi que resposta ele esperava. Assenti meneando a cabeça e ele pôs-se a engolir tudo que o meu membro emitiu em jatos fartos. A jovem, sempre ao seu lado, olhava atentamente, com ar impressionado, enquanto ele lambia-me o membro até deixá-lo impecável antes de restituí-lo para que eu o guardasse na calça de moleton. Ainda diante dos meus olhos, eles deram um longo beijo molhado, que me pareceu ser uma forma de agradecimento. Despedi-me dele com um caloroso aperto de mão e dela com dois beijinhos, convidando-os a virem aqui em casa quando e se desejarem. Eventualmente nos encontramos no elevador ou no hall do prédio, sempre com muita simpatia, mas eles ainda não vieram fazer-me essa visita que, espero, renderá frutos de que nem a própria Eva poderia suspeitar!

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