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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Estela

No fim de semana passado, recebi amigos em casa e cada um contou como percebeu o seu amadurecimento sexual. Meu relato agradou e me sugeriram publicá-lo sob pseudônimo. A idéia me pareceu boa e o resultado é o que proponho aqui ao leitor.


Foi na piscina que me senti observado pela primeira vez por uma mulher adulta, num fim de semana ensolarado do meu décimo oitavo ano de vida, secando ao sol depois de mais uma bateria de brincadeiras selvagens e turbulentas com meu grupo de amigos do clube. Sentado no chão de ladrilhos e recostado na grade para observar as meninas tomando sol, avistei uma mulher que parecia ter-me olhado. Não dei maior importância, mas logo percebi que o gesto se repetia. Estávamos separados cerca de vinte metros um do outro pela água fervilhante de banhistas, daí talvez sua impressão de que eu não a visse. Ela não me olhava nos olhos, mas para o meu corpo inteiro, e sorria. Hoje conheço bem esse sorriso despertado pela sensualidade do objeto da contemplação estética. Hoje sei que ultrapassada a idade da perfeição, observar o jovem é o que resta ao adulto quando encontra a ocasião propícia, e que quando essa observação é saudável, gera um sorriso espontâneo, como um "Ah!"

Mas continuemos. Assim que me descobri observado por essa mulher, balzaquiana de belo corpo, não obstante balzaquiana, que logo taxei de "velha", mas que não tinha mais de quarenta anos, mudei de comportamento e passei a assumir ares de homenzinho que prefere bronzear-se e nadar do que entregar-se a brincadeiras infantis com seus colegas de clube. Resultado: fui logo relegado ao ostracismo por eles e me vi sozinho. A mulher, sentada de maiô estampado numa canga lisa, me olhava reiteradamente, mas não dava o menor sinal explícito de interesse. Concluí que ela estava fazendo comigo exatamente o que eu fazia com as meninas, e que talvez houvesse outros em sua mira, mas como não descobri mais ninguém sendo olhado por ela, comecei a pensar que talvez fosse um dia especial e que eu deveria levar a situação um pouco mais a sério.

Mas todos sabemos como é a juventude, dispersiva por natureza. Sendo frequentador assíduo do clube, comecei a cumprimentar conhecidos, conversar com um e com outro e quando dei por mim, a mulher não estava mais lá. Olhei para todo lado, procurando-a, mas não encontrei. Isso me deixou num mau-humor tão completo que me atirei na água de joelhos para formar um tsunami e gerar uma enxurrada de reclamações dos demais "velhos" circundantes. Quando voltei à borda para tomar sol, confirmei que a mulher tinha ido embora e logo tirei o episódio da cabeça. Era um dia de sol e céu azul, a temperatura estava ideal e logo entrei num torpor muito agradável misturado aos meus sonhos e projetos, sentindo o calor aquecer-me a pele esfriada pela água.

Eu estava imerso em sonhos de pré-universitário desejoso de ir para uma "federal", quando senti um cafuné rápido e muito suave na cabeça, vindo por trás da grade onde eu me recostara. Olhei diretamente para cima e fui invadido pelo fulgor do sol que me queimou as retinas deixando-me ver apenas a penumbra de uma pessoa.
– Vai passar o dia aí como um peixinho? disse uma voz grave e bonita de mulher madura.

Era ela. Senti meu sangue subir todo à cabeça e descer bruscamente em seguida, deixando meu couro cabeludo formigando e meus olhos no breu por dois ou três segundos. Eu não sabia o que fazer: "Levanto ou fico sentado? Falo com ela ou não?"

Optei pela maturidade e me levantei. Estávamos a um palmo um do outro, separados apenas pela grade de tubos. Ela estava de chapéu e óculos escuros, era loura e usava rabo-de-cavalo... e tinha idade para ser minha mãe.
– Te vi do outro lado da piscina, disse eu.
– Espero! retrucou ela, rindo.
– Você estava mesmo olhando para mim, então?
– Perdida em contemplação!
– Sério? Eu só estava secando no sol.
– E deixando o sol com inveja!
– Uau! Sou tudo isso?
– Você tem que passar o dia torrando aí?
– Euh... não. Por quê?
– Que tal trocar esse clube chato pela velocidade num carro conversível e uma cobertura aconchegante à beira da Lagoa?

Era a primeira vez na vida que eu recebia um convite dessa natureza, mas nunca, até hoje, tomei uma decisão em tão pouco tempo e com tanta presença de espírito.
– Se você não se incomodar de contar até sessenta... respondi, bancando o conquistador inveterado.
– Você não vai me fazer ficar aqui contando, não é? Não. Vou sair, pegar o carro no estacionamento e te espero em frente ao clube.

Voei para o vestiário e, também pela primeira vez, rompi meu hábito de desfilar nu para exibir meus atributos e humilhar a macacada magrinha ou gordinha, velha ou feia. Em segundos eu estava de bermuda por cima da sunga já seca, camiseta e sandálida de couro, devolvendo a chave do armarinho ao empregado.
– Tá indo embora cedo hoje, moreno! disse o Zé.
– É, essa piscina está chata hoje. Fui! respondi, disparando em direção à saída do clube.

Não foi difícil encontrar a BMW esporte conversível verde garrafa na fila de carros diante do clube. Quando a mulher loura agitou a mão, eu já estava a caminho, vendo-a sorrir como ela fez na piscina.
– Acho que nem chegou a sessenta! Meu nome é Estela, disse ela, dando-me um beijo no rosto.
– Luis André, mas também pode ser Luis ou André, você escolhe um dos três, respondi, animado.
– Você tem tempo? Vamos passear um pouco?
– Claro. Não tenho nada para fazer hoje. Só preciso ligar pra casa e avisar que vou comer fora.
– Só comer? Dormir não pode?
– Euh... até posso, mas vai dar um pouco mais detrabalho para negociar, respondi, decidido.
– Pois você está convidado a passar o fim de semana comigo.
– Ah é? Bom, então vou ligar agora, respondi, já pegando o celular enquanto ela começava a dirigir em direção a Ipanema.

Depois de uma breve discussão com o pessoal de casa, calcada principalmente no fato de que eu não tinha nem roupa para pasar um fim de semana fora, pude voltar minha atenção para minha conquistadora. Ela me pareceu a pessoa mais tranquila do mundo, como se abduzir rapazinhos fosse o seu esporte no clube. A conversação surgiu espontaneamente, cada um falando de si com simplicidade. Ela me pareceu franca, declarando ser separada e ter um filho de vinte anos estudando comercio internacional na Alemanha. De vez em quando, ela me olhava expressivamente, sorrindo com carinho quando cruzava o meu olhar, e me fazia perguntas de todo tipo, sobre a minha vida de estudante, sobre a família, sobre os namoros... e sobre o sexo.
– Você já foi para a cama com uma mulher?
– Com namoradas, disse eu, omitindo números.
– Começou faz tempo?
– A primeira vez foi com quinze.
– Com quinze? E está com quantos?
– Dezoito.
– Eu também comecei com quinze.
– Então você transou com muitos caras, retorqui com sutileza de búfalo.
– Fiz sexo com muitos homens, sim. E algumas mulheres.
– Sério? Com mulher também?
– Também, e pode ser muito agradável.
– Eu tenho um tesão louco quando vejo lésbicas.
– São carinhosas, não é?
– É tão... molhado! E os dois corpos de mulher me deixam doido.
– Assim que te vi, eu soube que você era assim, disse ela, olhando-me pelo canto dos olhos.
– "Assim" como?
– Bem libidinoso.
– Ah! Sou mesmo. Só penso em sexo.
– É da idade. Eu também pensava. Aliás, acho que não é da idade porque eu ainda penso.
– Haha!
(...)

Nossa primeira conversa ia tomando esse rumo durante o passeio pela beira-mar da zona Sul. De Ipanema passamos a Copacabana, voltamos a Ipanema e fomos até o Leblon. Estela foi me deixando completamente à vontade com a sua autonomia e boa educação. Comecei a me sentir passeando com uma das amigas da minha mãe, uma amiga sedutora que me reservava surpresas.
– Vamos lá para casa, André? Posso te chamar de André, não posso?
– Pode. Muita gente me chama assim. Euh... Achei que a gente fosse tomar uma cerveja em algum lugar, ou comer. Estou com uma fome daquelas!
– Lá em casa tem tudo, e com muito mais conforto.
– Então vamos!

E lá fomos nós para a Epitácio Pessoa, na própria Lagoa onde fica o clube. Achei que Estela fosse me dar alguma recomendação antes de passar de carro na frente dos empregados, mas ela não parecia nem vê-los. Ela estacionou o carro perto de um dos elevadores, na garagem, e fomo até o último andar.
– Não vá pensando que vai entrar num desses apartamentos gigantescos porque este prédio não é assim. Eles subdividiram o último andar em oito coberturazinhas aconchegantes. Mas você vai ver.
– Não estou pensando nada, mas estou achando o prédio super legal.
– Adoro isso aqui. Assim que me separei, vendemos a casa na Barra e voltei com o meu nome de solteira para a zona Sul da minha infância. A Barra está invadida por nouveaux riches, essa deformidade que eles chamam de celebridades: jornalistas, jogadores de futebol, apresentadores da tevê, pagodeiros, funqueiros... Com o meu filho morando fora, saí de lá na primeira oportunidade e isto aqui é mais do que suficiente para mim.

A porta de entrada dava para uma sala de cerca de quarenta metros quadrados magnificamente decorada, com móveis, tapetes, objetos e quadros de muito bom gosto. A parede oposta à porta, toda de vidro e madeira dava acesso a um terraço e tinha vista direta da lagoa Rodrigo de Freitas.
– Puxa! Teu apê é demais! exclamei.
– E você já viu quase tudo. Aquela porta dá para o meu quarto, aquela para o banheiro e aquela ali para a cozinha e área de serviço.
– Eu não precisaria de mais nada!
– É, estou feliz aqui. André, se você quiser se refrescar, já sabe onde é o banheiro. Vou improvisar alguma coisa para gente comer.
– Legal!

Esse pulo no banheiro me permitiu dar uma olhada em mim. Baixei bermuda e sunga e me lavei na pia para eliminar qualquer secreção ou mau cheiro. Depois olhei para o meu rosto, confiante de que tudo daria certo, que eu não faria gafes nem decepcionaria a Estela. Eu não estava excitado por ela como eu ficava pelas meninas da minha idade, é claro; uma ponta de ansiedade era natural. Quando saí, a porta do terraço estava amplamente aberta e havia cervejas e mini-quiches na mesinha no centro de um conjunto estofado de palha e algodão cru.
– Você me disse que toma cerveja, disse ela, me convidando a sentar no sofá ao seu lado.
– Faz bem pouco tempo que eu passei a gostar de cerveja, mas agora adoro e tomo direto.
– Então tchin-tchin, André. A você!
– Saúde! respondi, sem saber o que inventar de espirituoso.

Ainda me lembro da impressão de estar sentado ao lado daquela mulher que eu conhecia há duas horas apenas. Ela ficara de maiô e canga, e a coxa mais próxima a mim estava totalmente descoberta, uma coxa bem torneada, sem celulite e ainda lisa, de mulher magra e trabalhada pela ginástica diária. O maiô deixava ver a separação entre os seios, de bom tamanho mas de modo algum exagerados. Sem ser tão bonita quanto ela, Estela tinha algo de Sharon Stone, com vinquinhos nas comisuras dos lábios e belos olhos azuis. Quando ela voltou a me olhar com o mesmo sorriso da piscina, me aproximei e dei-lhe um "estalinho".
– Você está com cheiro de cloro. Nem tomou uma ducha, aposto! disse ela, passando a mão no meu cabelo como uma tia ou madrinha.
– Eu pedi para você contar até sessenta, lembra? respondi, dando uma de esperto.

Estela então se aproximou e me beijou, lambendo meus lábios para me fazer entreabrir a boca. Foi o nosso primeiro beijo de verdade, longo e molhado. Eu estava protegido pela sunga e pela bermuda, mas minha ereção foi imediata e eu não sabia o que fazer. Com as meninas, o pau duro é logo apalpado, elas fazem algum comentário, caem na gargalhada e a festa começa, mas com uma mulher da idade da minha mãe, eu não consegui tomar iniciativa nesse caso. E se ela não quisesse sexo de pronto? E se ela estivesse reservando o melhor para a noite? Limitei-me a beijá-la sentindo-a percorrer meu peito e barriga com a mão, por baixo da camiseta.
– Você beija muito bem, André.
– É o que eu mais faço, respondi orgulhoso.
– As meninas devem ficar loucas com esses lábios viradinhos para cima, disse ela, dando-me lambidinhas neles com a ponta da língua.

Logo tive a certeza de que aprenderia muito com aquela mulher e estava começando a ficar ansioso para saber como e quando iríamos "ao que interessa". Minha ereção não desmontava mais e o desconforto era grande por baixo da sunga e da bermuda. Por sorte, Estela estava com uma idéia fixa.
– E agora, para o banho tirar esse cheiro de cloro, André! Você é uma delícia, mas não cheirando a piscina. Vem comigo que eu te mostro.

Ela me levou pela mão até o banheiro, abriu a porta de vidro fumê do boxe e me mostrou tudo: sabonetes, xampus, cremes rinse, esponja, toalha e até escova nova e pasta de dente, se eu precisasse. Em seguida, com a naturalidade de uma mãe, me mandou tirar a roupa toda.
– Aqui, agora? respondi, apanhado.
– É, ou você acha que vou ficar chocada?
– Não é isso, mas...
– Eu tive um marido e tenho um filho só um pouquinho mais velho que você, esqueceu?

Diante desse argumento, só me restava obedecer. Comecei pelos velcros das sandálias, remanchando com a esperança de que ela me deixasse tomar meu banho sozinho, mas foi inútil; assim que fiquei descalço, ela tirou-me a camiseta e atacou o botão da bermuda. Tive que detê-la para continuar sozinho, mas conformado de voltar a ser a a criança que tira a roupa e dá para a mãe lavar antes de entrar no banho.
– Entra no chuveiro de sunga, André; o cloro estraga o tecido. Ela é tão bonita que seria uma pena. Depois te dou uma cueca do meu filho. Algumas ele nem abriu ainda.
– Você não disse que ele não mora aqui?
– Não mora, mas fica aqui quando vem ao Brasil, e eu o encho de roupas porque menino não sabe comprar nada. Pro chuveiro, anda!

Percebi que ela saiu do banheiro levando a minha roupa, mas não fiz nenhum comentário; se ela ia me dar uma cueca do filho, talvez fosse me dar outras roupas também. Em todo caso, senti que não precisava me preocupar com isso e tirei a sunga para lavá-la na água doce e tomar meu banho. Cinco minutos depois, Estela voltou toda animada.
– André, olha o que eu trouxe!

O vidro do box era tão escuro que parecia noite do outro lado. Abri a porta e pus a cabeça para fora. Estela se aproximou, estendeu os braços e mostrou dois punhos fechados voltado para baixo.
– Escolhe! ordenou ela, sorrindo.
– Esse, respondi, tocando na mão direita.
– Errou! fez ela, exibindo a mão vazia.

Olhei curioso para a outra mão e quando ela abriu, vi uma coisa de tecido azul piscina expandir-se. Era a menor sunga que eu já vira.
– Eu não uso isso, Estela! respondi meio irônico.
– Sempre há uma primeira vez. Magro e fortinho desse jeito, você vai ficar uma delícia com ela. Está quente e estamos sozinhos aqui; não faz sentido se vestir todo. Eu vou ficar de maiô.

Aliás, ela estava de maiô e agora sem canga. Pude ver seu corpo inteiro pela primeira vez e deduzi que ela devia ter sido escultural aos vinte anos. Celulite: zero; estrias: zero. Não é à toa que ela tinha tanta desinvoltura com pouca roupa. O maiô em tons de amarelo e laranja delineava os seios e a cintura, descia pela barriga plana, contornava um monte de Vênus amplo de mulher que deu à luz e sumia entre os dois gomos generosos de uma bunda ainda firme e bem feita praticamente toda exposta, ressurgindo apenas para cobrir as costas até as espáduas. Estela percebeu alguma coisa através do vidro fumê.
– Isso é elogio? Fez ela, apontando com o nariz para o meio do meu corpo.
– Você é muito gostosa, sabia? eu disse, perdendo a timidez e abrindo mais a porta do box.

Ainda a vejo aproximando-se e procurando a minha boca para beijar enquanto sua mão ia direto empunhar meu pau completamente duro. Foi naquele momento que comecei a desejá-la. Imaginei mil coisas durante aquele nosso segundo beijo longo: que ela entraria no box e chuparia o meu pau, que depois transaríamos sob a ducha e todas as maneiras possíveis e imagináveis, que eu até faria sexo anal com ela. Mas o beijo acabou, Estela largou meu pau, me mandou terminar o banho, colocar a sunga que ela tinha trazido, e saiu me deixando a ponto de gozar. Mas a última coisa que eu poderia fazer naquele momento era me masturbar, então respirei fundo, terminei o banho e saí do box.

Não é mentira, eu nunca usara uma sunga anos 70. Quando a vesti e me olhei no espelho, me vi nu, exceto pelo bojo que cobria exclusivamente o pau e o saco, formando uma bola que me pareceu mais que inconveniente, e pela estreita faixa atrás, que só tapava o principal do rego da bunda, mas deixava de fora duas "polpas" e muito mais que o "cofrinho". Minha bunda, bem feita mas magra, me pareceu arrebitada e descomunal. As laterais da sunga mediam menos de dois dedos de largura e o elástico ficava tão baixo que deixava os pelos de fora.
– Estela! chamei, desiludido.
– Que foi? disse ela, reentrando no banheiro.
– Não dá para usar isso, protestei, olhando para baixo e apontando para os pelos.
– É o menor modelo. Eu acho um charme, mas se você não gosta, tem barbeador na primeira gaveta. Mas deixa um pouco; não gosto de homem completamente depilado.
– Quer fazer para mim? perguntei, reassumindo o papel de dependente.
– Está bem, preguiçoso. Tira essa sunga.

Estela tirou da gaveta um barbeador novo, creme de barbear e tesoura, depois puxou uma cadeira e sentou de pernas abertas diante de mim, que fiquei encostado no longo balcão com duas pias. Não acreditei que eu estivesse vivendo aquilo: uma mulher ia raspar meus pelos. Primeiro, ela espalhou spray de barbear no meu saco e passou o barbeador até não deixar nenhum pelinho sequer, levantando o meu pau sem dar a mínima para o estado de excitação em que eu me encontrava. Em seguida, ela aparou os pelos pubianos deixando só um trapézio invertido, escuro e denso, mas baixo.
– Vira de costas, ordenou ela.
– Hã? Para quê? perguntei, intrigadíssimo.
– Você vai ver. Vira, anda!
– Não quero te mostrar a minha bunda!
– Como é que você quer que eu termine, então? disse ela, fingindo zanga.
- Eu levanto o saco, respondi já fazendo.
- Não fica tão bem feito.
– Atrás não precisa, ninguém vê! argumentei.
– Que mentalidade preguiçosa! Vai virando, anda!

Ainda que inconformado, me virei, mas fiquei todo duro dando as costas para ela.
– Assim não adianta nada, André! Abre um pouco as penas e debruça bem no balcão, senão não vejo direito.

Que humilhação! Virar a bunda para uma mulher que tinha idade para ser a minha mãe! O que é que ela estava pensando?! Quando fiz o que ela mandou, eu etava fumegando de ódio.
– Isso, assim. Agora vou poder terminar.
– Mas faz rápido. Não estou gostando disso, respondi, emburrado.
– Calma, é só o acabamento.

Sentindo o desconforto do barbeador passando pelo períneo e pela base do saco, me lembrei da tortura dos dias subsequentes, quando tudo começaria a pinicar com o ressurgir dos pelos. De repente, senti minha bunda sendo aberta.
– Teus pelinhos vão até aqui.
– No cu? Nem sonhando você vai raspar aí, Estela! protestei, impotente naquela posição humilhante e com a lâmina a milímetros.
– Mas porquê? É a continuação natural do períneo. Não são muitos, não tem nada em volta do buraquinho, mas eles vão quase até lá. Vou te pedir para ficar segurando, assim, bem aberta, para eu ficar as mãos livres.

Horrorizado, fiz o que ela mandou para me livrar daquela tortura o mais rápido possível. Eu não só estava sendo depilado por uma mulher, mas meu cu estava a menos de um palmo do rosto dela! Se eu contasse isso aos meus amigos, estaria desmoralizado para sempre.
– Essa bundinha tão lisa não podia ficar com uma carreira de pelos logo aí. Ela é tão lisinha! Os pelos faziam sombra nesse caminho sensual. Pronto, pode soltar. Vamos repor a sunga.

Quando me virei, praticamente esfreguei o pau no rosto da Estela, que continuava sentada e segurava a sunga bem baixo para vesti-la em mim.
– A depilação te excitou tanto assim, André? perguntou ela, sorrindo, olhando meu pau balançar, duríssimo.
– Nem parece que você teve tantos homens! respondi com um resto de irritação.
– Você tem que se acostumar com essas coisas. A mulher gosta de brincar com o corpo do homem.
– Ainda não tive uma que gostasse tanto assim.
– Isso é porque elas ainda estão preocupadas demais com elas próprias. Depois isso passa.

No meu estado, a sunga não cobria mais nada. Ajeitei meu pau para o lado, mas quando Estela deu o laço na cordinha interna, ficou grotesco.
– Como é que os homens faziam com isso na praia, Estela?
– Quando ficava duro, eles se deitavam na areia ou caíam n'água. Mas a gente ficava doida para que acontececesse e os meninos até gostavam, ficavam orgulhosos de ter mostrado uma ereção para nós.
– Eu não teria coragem de usar isso, resmunguei.
– Pois é uma pena. Os meninos de hoje se cobrem tanto que perderam muito da sensualidade que tinham antigamente. Aquelas bermudas ridículas – não estou falando da tua, mas daquelas que vão até os tornozelos – as calças lá embaixo e as sungas imensas que estão na moda, é mesmo uma pena.
– Eu uso tudo isso e me sinto muito bem. E não sei se você percebeu, mas a calça lá embaixo deixa tudo de fora. Em todo caso, eu não gosto de usar porque é burrice perder os movimentos. Além disso, já está ficando fora de moda, só o povão está usando.
– Quando vocês andam com isso, parece que fizeram cocô nas calças!
– Você acha?
– Todos acham, André.
– Nunca pensei nisso. Tem menina que gosta de ver os caras de bunda de fora e de saber que o pau está "logo ali", abaixo do cinto.
– Eu entendo tudo isso, mas a moda adolescente ficou muito desgraciosa de quase vinte anos para cá. É grande, larga e anti-sensual. Não se vêem mais as coxas dos homens! Antigamente, os shorts eram super sensuais. Hoje em dia nem jogador de futebol usa short! Que aconteceu com os homens? Que pudor súbito foi esse?
– Eu tenho até uma certa vergonha de mostrar as coxas na rua. Só usei bermuda longa.
– Está vendo? Até você, com esse corpo divino, disse ela, acariciando-me as coxas.

Com todo aquele discurso, minha excitação cedeu e a sunga chegou a um ajuste razoável. Me senti de cueca slip andando pela casa, mas Estela estava toda satisfeita com seu trabalho de depiladora que me permitiu usar o seu presente.
– Você está lindo, André, e a sunga destaca bem o que nos diferencia.
– E como destaca! disse eu, olhando para a protuberância verde mar no meu baixo-ventre.

As horas iam se passando entre pequenos jogos sensuais sem maiores consequências e os drinques e petiscos que Estela tirava do freezer e preparava rapidamente no micro-ondas. Seu prazer maior era me ver perto dela, assim, seminu, para desfrutar da minha juventude despreocupada e irresponsável. Ora na cozinha, ora na sala, ora no terraço, nós conversamos o tempo todo, com a afinidade e o descompromisso dos novos amantes. Jogamos xadrez, ela me ensinou gamão e fizemos até alguns jogos eletrônicos, mas para isso ela não tinha a menor aptidão. Nós entremeávamos essas atividades com carícias, beijos e toques no corpo, mas Estela controlava sabiamente os meus gestos, jamais se deixando invadir. Foi ao cair da noite que a nossa intimidade subiu de um ponto.

Eu estava sentado jogando alguma coisa sozinho diante da televisão quando ela veio se deitar com a cabeça no meu colo. O que ela não sabia é que eu jamais consegui evitar a ereção quando alguém faz isso, e de fato, em segundos, comecei a sentir o enrijecimento na sunga. Fiquei calado e continuei jogando diante do olhar atento da Estela, que me elogiava a cada monstro que eu aniquilava. Talvez eu até tivesse conseguido aplacar minha excitação, se à certa altura ela não tivesse abandonado o jogo e se virado para ficar com a cabeça voltada para a minha barriga, como se fosse cochilar. Logo senti minha sunga querendo explodir. Eu não sabia se prevenia Estela ou se continuava fingindo estar totalmente concentrado no jogo. Meu pau pulsava intensamente, ansiando liberdade para expandir-se, a centímetros do rosto dela. Durante certo tempo, não tive coragem de olhar para baixo, e quando finalmente olhei, foi para descobrir que Estela estava de olhos bem abertos. Senti o sangue subir ao rosto, mas como as idéias continuaram tão ausentes quanto as palavras, tentei concentrar toda a minha atenção no jogo. Mas meu esforço era desnecessário porque Estela sabia perfeitamente o que queria.

Deitada sobre a minha coxa esquerda, ela começou a acariciar minha coxa direita e aninhar-se a mim até tocar minha sunga com a boca. Pus o manete na mesinha de centro e comecei a afagar seu cabelo, olhando-a. Estela me lançava um olhar e voltava a premer os lábios contra a sunga, em seguida começou a lambê-la, abocanhá-la e mordiscá-la. Eu queria deixá-la fazer o que quisesse, descobrir-me aos poucos. Ela então me tocou com a mão por fora da sunga, deixando-a lá por um momento, sentindo-a pulsar. Enquanto isso, eu acariciava seu cabelo, ombros e costas, olhando suas coxas e a lateral da bunda deixada de fora pelo maiô bem cavado. Ela então se virou completamente de bruços e levou a mão ao elástico da sunga, olhando-me com ar malicioso, como quem diz: "Puxo ou não puxo?" Sua bunda bonita ficou totalmente exposta nessa posição, e bem saliente devido à curvatura das costas forçada pela elevação do peito. O maiô bem justo surgia dentre os dois gomos carnudos e bem feitos e se abria para formar o contorno bem cavado das coxas. Como era gostosa a minha primeira mulher madura!

Eu estava imerso nessa contemplação quando senti minha sunga sendo puxada e meu pau saltar livre para frente e para cima. Estela o contemplava a milímetros de distância, tocando o nariz nele, depois o rosto. Era a primeira vez que eu via uma mulher dar tanta liberdade ao meu pau duro. Geralmente, elas se precipitavam nele assim que escapolia da cueca, para chupá-lo com sofreguidão. Mas Estela queria olhá-lo em liberdade e eu, embora excitadíssimo, estava adorando.
– Ele é bonito, assim, duro e curvo para cima.
– E operado de fimose. Você não liga?
– Até prefiro; a cabeça fica muito mais bonita sem tanta pele atrás.
– Também acho, concordei, olhando para a minha glande exposta e sem o "colarinho" de pele que deforma os paus dos não operados.
– Gostou do que eu fiz aqui? perguntou ela, acariciando o tapete de pelos pubianos depilado e recortado por ela.
– Parece de ator pornô, mas gostei, respondi zombeteiro.
– Ah, por quê? Meninos normais não cuidam do sexo?
– Acho que a maioria raspa tudo ou deixa crescer.
– Isso é mentira, André; você não pode generalizar.
– Ah é, eu esqueço que "a senhora" é experiente nisso!
– Bobo! disse ela, me dando um tapinha na coxa.

Nesse momento, não resisti e, empunhando meu pau, passei-o em seu rosto, comparando as dimensões, principalmente a da glande com os lábios. Isso a excitou. Ela fechou os olhos e entreabriu a boca, deixando-se acariciar e depois beijando-o da base à cabeça. Já muito excitado, eu via o fluido transparente brotar do furinho e inundar a cabeça, molhando o rosto de Estela, que já não se importava com mais nada. Num gesto que eu vi muitas vezes em vídeo, puxei-a para trás pelo cabelo e só soltei quando sua boca se abriu para abocanhar meu pau.

É difícil descrever a primeira felação experiente que recebi na vida. Foi uma mistura de ciência e carinho. Estela conhecia cada curva, saliência e reentrância do relevo de um pau e me assombrou arrancando-me suspiros e gemidos sem me fazer gozar. Ela brincou com meu pau como o gato que brinca com o rato sabendo exatamente quando matá-lo. Era cada vez mais flagrante que o seu esporte favorito era caçar caras como eu porque ela ia me comendo com um prazer de gourmet. À certa altura, minha ousadia me surpreendeu.
– Quero ver teu peito, pedi, de chofre.
– Você quer ver meus seios, André? disse ela enfatizando "seios" para me envergonhar.
– Está bem, seios, pode ser, brinquei.

Saindo do sofá e vindo por-se de joelhos diante de mim, Estela baixou as alças do maiô e o desceu até a barriga, exibindo dois lindos seios, pesados, com mamilos de mulher que já amamentou. Olhei-os por um longo momento, vendo Estela uni-los com os braços, fazendo ar vulnerável.
– Posso pegar neles? pedi.
– Com carinho.

Ela se ergueu nos joelhos e pude envolver seus dois seios com as mãos, sentindo os bicos duros resvalarem as palmas. Em seguida, me debrucei e fui beijá-los e sugar os mamilos, arrancando gemidinhos surpresos de Estela. Cada vez mais excitado, avancei até a borda do sofá e tornei a dar-lhe meu pau, que ela voltou a chupar enquanto eu acariciava-lhe os seios. Ela alternou entre o meu pau e minha boca, beijando-me de modo diferente, mais sôfrego. Quando nos abraçávamos com força, meu pau tocava em seus seios. Comecei a querer mais, a querer levar Estela para o quarto, a vê-la toda nua e a penetrá-la.
– E agora sou eu que vou tomar um bom banho, disse ela, afastando-se e rompendo completamente o clima.
– Mas Estela...
– Você não é o único que tem direito de estar cheiroso! Assim você tem mais meia hora para jogar.

Embora frustrado, entendi que ela ia se preparar para mim e não discuti. Estela se meteu no banheiro e ouvi a água correr por minutos intermináveis. Fechada a água, ela continuou por lá durante mais vinte minutos, provavelmente para se perfumar, pentear, maquiar, etc. Quando por fim ela saiu, eu ia me levantando do sofá, mas...
– Calma, eu chamo você daqui a pouco.

...e se meteu no quarto por mais quinze minutos. Só então ouvi sua voz vindo do quarto, lânguida.
– André, pode vir agora.

Levantei-me e caminhei lentamente até o quarto, como se para lhe dar tempo de terminar tudo. Empurrei a porta, senti o ar perfumado e vi Estela deitada, completamente nua. Seu corpo era pleno, grande, um corpo completo de mulher feita, e exalava sensualidade. Os seios nus ornavam o tronco e na convergência das coxas, a fenda aparente indicava a depilação integral. Livrei-me da sunga e caminhei até a cama com a intenção de abraçá-la.
– Espera, disse ela fazendo um gesto.
– Que foi?
– Quero te ver nu um pouco.

Ela percorreu meu corpo de alto a baixo, contemplando cada centímetro com olhos sorridentes, como se eu fosse seu brinquedo novo. Pus as mãos na cintura e olhei para baixo, vendo meu pau flutuar entre o mole e o duro.
– Já está subindo, comentei.
– Gosto dele assim, inchadinho e olhando para baixo. Me dá vontade de por na boca.
– Quer?
– Quero. Vem.

Me aproximei da cama e Estela abocanhou meu pau quase até o talo para deixá-lo endurecer na boca enquanto me massageava as bolas.
– Você chupa gostoso.
– Hum... Obrigada.

Ela chupou até sentir que a ereção era total, depois me convidou a entrar na cama. Não, não pensem que é fácil para um rapazote fazer amor a uma mulher vinte anos mais velha! Embora excitado, eu estava em pânico, sem saber por onde começar. Eu tinha uma vaga idéia de que as preliminares são importantes para as mulheres maduras, mas nunca me dedicara longamente a isso e para ser franco, eu não estava muito empolgado para fazer sexo oral com a Estela. Seria preciso muito jeito para me convencer a tocá-la com a língua.

E ela teve esse jeito. Nos beijamos abraçamos durante alguns momentos, até que a senti gentilmente empurrando-me para baixo e abrindo bem as pernas. Era a minha vez de satisfazê-la e eu não podia negar-lhe isso. Separando-lhe os grandes lábios longos e espessos para descobrir os pequenos, descobri uma buceta bem feita e nem um pouco repulsiva. O orifício vaginal me pareceu maior do que os que eu vira até então, o que se justificava, certamente. Introduzi dois dedos nele, que voltaram encharcados. Quando Estela começou a gemer, percorri os pequenos lábios com o polegar da outra mão e toquei o clitóris. Ela me pareceu mais excitada e propensa ao orgasmo do que as meninas que eu levara para a cama, talvez porque soubesse relaxar estando assim tão exposta. Para estimular-me mais, ela ergueu as pernas e as abriu ao máximo, convidando-me com o olhar. Não havia por que recusar e tudo me pareceu limpo e perfumado. Com a ponta da língua, toquei o entrelábios e provei o sabor, constatando que não havia nada, no sexo dessa mulher madura, que me causasse repulsa. Comecei então a lamber suavemente, a partir do orifício até o clitóris, bem proeminente, do lado oposto. Estela gemia como se estivesse num sonho ou num delírio, puxando as pernas para trás com as mãos para franquear-me toda a buceta que desabrochara completamente diante dos meus olhos.
– Lambe, meu gatinho, lambe... gemia ela, cada vez mais excitada.

Fiquei ajoelhado entre as pernas de Estela durante um longo momento, até que seus gemidos se tornaram respiração ofegante e ela teve um primeiro orgasmo, interrompendo-me para vir esfregar energicamente o clitóris.
– Mete... suplicou ela sem parar de se masturbar.

Rapidamente me pus de joelhos e não tive a menor dificuldade de penetrá-la, mas fiquei orgulhoso de ver Estela soltar um "Ahh!" e empinar-se toda quando enterrei-lhe a cabeça do pau.
– Mete forte, ordenou ela, já me puxando pela coxa.

Logo engrenei num vaivém rápido e constante que foi muito apreciado.
– Ele é tão duro e grossinho... Está tão gostoso, gemeu ela.
– Sempre é duro, disse o inexperiente.
– Você é que pensa, retrucou ela, num outro gemido.

Foi em meio às minhas ondulações que me dei conta de que a palavra "camisinha" nem havia sido cogitada. Eu sabia que por mim não havia problema, mas se a Estela ia à caça todo fim de semana, poderia ser problemático. Resolvi não dar vasão ao pensamento para não quebrar a concentração. Eu sabia que as mulheres maduras aguentam horas antes do orgasmo e queria que meu desempenho fosse nota dez. Por causa do orgasmo, meu pau parecia estar mergulhado num líquido quente e viscoso, mas a nossa nudez e toda aquela situação excepcional me mantiveram completamente excitado. Aos poucos, fui me acostumando com o corpo de Estela e com a posição, e intensifiquei meu vaivém até levá-la a um novo orgasmo, desta vez unicamente pela ação do meu pau. Fiquei um pouco por cima dela, beijando-a e penetrando na posição de papai-e-mamãe enquanto ela me acariciava o corpo e o rosto.
– Faz um pouco de ladinho. É tão gostoso.
– Está bem, respondi, passando para o lado dela.

Nunca fui muito fã dessa posição porque o pau escapa muito facilmente, mas o contato com a bunda é total, e isso é gostoso. Ela também facilita a masturbação da mulher, o que já me excitava muito. Na verdade, a parte que eu mais gostava era quando eu levava as meninas a ficar de bruços e as penetrava assim. Fiz isso com Estela. Ela gemeu muito dizendo sentir toda a extensão do meu pau dentro dela e foi assim que tive o meu primeiro orgasmo.
– Vou gozar, Estela...
– Está bem... Você está um tesão.

Saí dela por puro hábito de não gozar dentro, já disparando um jato que foi parar no alto das costas, seguido por outros três ou quatro, todos também muito fortes. Ela olhou para trás para e sorriu vendo o meu rosto contraído de prazer enquanto eu me masturbava com força para extrair até a última gota. Quando terminei, ela tirou da gaveta um chumaço de lenços de papel.
– Só enxuga as minhas costas e vem aqui.

Custei um pouco a entender, mas a ficha acabou caindo. Sentei no peito dela e ela puxou meu pau para baixo, pondo-se a lamber e chupar.
– Eu gosto, mas só um pouquinho, disse ela, degustando os resíduos de esperma na cabeça e no tronco do pau.
– Você... gostou? perguntei, preocupado com meu desempenho geral.
– Você é muito bom, André, e tem um pau muito gostoso. As meninas devem brigar por você.
– Nem tanto, respondi, fazendo a verdade passar por mentira.
– Quer um? perguntou ela, tirando um cigarro do maço que também saiu da gaveta.
– Não, obrigado. Mas... a gente já acabou? perguntei, ficando frustrado.
– André, você vai passar o fim de semana todo aqui, esqueceu?
– Ah é!
– Não precisa ter pressa.

Estela fumou sentada de pernas cruzadas, despreocupada com seus peitos à mostra e a buceta bem exposta entre as coxas. Gostei disso e me soltei de vez, curtindo a minha nudez, deitado ao seu lado, e ficando pela primeira vez à vontade de pau mole na frente de uma mulher.
– Quer ser meu namorado de abril a julho? perguntou ela, de chofre.
– Teu namorado?
– É. Você pode vir para cá quando quiser, a gente sai junto, vai comer fora... e faz amor um monte de vezes por dia.
– Eu até consigo vir para cá no sábado ou domingo, mas durante a semana, com cursinho e coisa e tal, fica difícil.
– Mas você pode vir passar umas horas.
– Isso eu posso. Você quer mesmo?
– Fui eu que perguntei se você queria, não?
– Bom, eu quero, claro. Você é demais!

Ela se curvou e fazendo um bico com os lábios, passou fumaça para a minha boca. Sorrimos um para o outro e foi assim que nos tornamos namorados.
– Vamos tomar um banho e sair? Agora sou eu que estou com uma fome daquelas.
– Apoiado! Também estou faminto.

Estela me deu banho e cuidou de mim como se fosse um bibelô, entremeando as ensaboadas de beijinhos pelo corpo, mordidas na bunda e chupadas no pau. Voltando ao quarto, ela tinha uma muda completa de roupa para mim: cueca, bermuda elegante e camiseta.
– Acertei no estilo? perguntou ela, exibindo a camisa e a bermuda nas mãos?
– No alvo, mas eu só precisava de uma cueca emprestada, lembra?
– Com licença? Eu gosto de fazer isso!
– Você faz isso com todos? perguntei, sem tato, mas realmente curioso.
– Assim você me ofende, André.
– Mas é sério, você compra roupa de vários tamanhos para os carinhas que vêm aqui?
– Será que você consegue aproveitar o momento e parar de ficar analisando tudo?
– Tá legal, tá legal, respondi, envergonhado por ter forçado um pouco a barra e já vestindo a slip Kalvin Klein imaculada que, como uma sunga, tapava o mínimo essencial.
– Ficou ótima, disse ela, passando a mão na protuberância formada na frente.

Estela vestiu uma calcinha fio-dental e enfiou um vestido que desceu facilmente, ajustando-se às suas formas discretas e bem feitas sem deixar relevo, como se ela estivesse nua por baixo dele. Custei a deixar de estranhar que ela tivesse as pernas ainda tão bonitas. O vestido vicava bem acima dos joelhos, mas elas não ficavam feias. Pelo contrário: dariam inveja a muita menina vinte anos mais nova. Meus pressupostos sobre as mulheres maduras um a um caindo por terra.

Fomos a um restaurante bonito mas descontraído de Ipanema. Quando saímos da BMW conversível, várias pessoas olharam e me perguntei se estaríamos parecendo mãe e filho. Quando ela entrou, o maître veio imediatamente, tratando-a respeitosamente de "dona Estela". Se ele a conhecia, devia conhecer seus hábitos e provavelmente sabia que eu não era filho, conjeturei. Os primeiros minutos foram mais difíceis, mas logo voltei a olhar Estela nos olhos, na mesinha para dois, à janela.
– Isso me excita, disse ela.
– Eu ainda estou um pouco sem jeito, confesso.
– Por quê? Ninguém tem nada a ver com a nossa vida! Se você não tivesse a idade legal, não digo nada.
– É, está por pouco.
– André, você não vai me dizer que...
– Dois meses.
– Me enganou, hein! disse ela, dando um risinho nervoso.
– A gente vai ter que esperar dois meses para voltar a se ver?
– Não, mas eu te aconselho a não sair por aí dizendo que está saíndo com uma "coroa" antes do aniversário.
– Eu não sou assim, Estela.
– Ótimo. Se você não quer ter que ir me visitar num lugar onde te mandam virar de quatro e mostrar esse bumbunzinho lindo para o guarda, é melhor mesmo, disse ela.
– Que é isso, Estela! Vamos falar de outra coisa, vai. Você tinha dito que fazer isso te dava tesão e eu gostei de ouvir porque também estou com tesão de estar aqui com você.
– Pois é, ninguém sabe o que nós fazemos, mas todos ficam se perguntando se você é meu filho, sobrinho, ou se é outra coisa. Isso é excitante.
– Se é. Estou até ficando de pau duro.
– Hmm! Eu queria poder tirar o pé da sandália e passar nele.
– Faz!
– Está louco! Eles nos põem para fora!
– Mas você pode tocar na buceta para mim. É só fingir que está ajeitando o guardanapo.
– Me tocar? Isso eu posso.

O rosto dela se transformou instantaneamente. Os olhos, a boca, a respiração, tudo mudou por alguns instantes. Quando Estela repôs a mão na mesa, notei seus dedos úmidos.
– Hmm! Você deve estar molhadinha.
– Alagada! sussurrou ela.
– Quer ir até o banheiro? Eu vou logo depois.

Estela nem falou mais; pegou a bolsa e foi até o longo corredor no fundo do restaurante. Esperei que ela desaparecesse e fui também. Dei duas batidinhas na porta do banheiro feminino e ela abriu, já de vestido arregaçado até a cintura. Quando pus meu pau para fora, ela se precipitou nele para não perder nem uma gota de baba. Em seguida, ela se debruçou na pia de calcinha no meio das coxas, afastou um pouco as pernas e me encaixei.
– Goza fora, nas minhas costas, André. É mais fácil de limpar do que se escorrer pelas pernas, disse ela.
– Está legal.

A excitação e a adrenalina cuidaram de me levar ao orgasmo em segundos. Tudo não durou mais do que três minutos. Gozei fartamente e limpei cuidadosamente com toalhas de papel para não manchar o vestido. Enquanto eu me lavava na pia, Estela ergueu e ajustou a calcinha, baixou o vestido e pegou a bolsa para retocar a maquiagem. Saí na frente e fui para a mesa. Cerca de mais três minutos depois, Estela voltava, exuberante e feliz, como se nada fosse. Comemos com apetite redobrado.

Depois do jantar, demos uma volta de mãos dadas pelo calçadão e por volta de 11h30, Estela me levou a uma boate onde ela também era conhecida. Lá, confesso que fiquei meio confuso porque vi as meninas mais lindas do mundo, de cabelo comprido e vestidos tão curtos que elas os puxavam à toda hora para não exibirem a calcinha e a bunda. Além de ficar dividido entre o "meu" mulherão e as meninas, fiquei sem jeito porque nossa diferença de idade era gritante e estava na cara que não éramos mãe e filho. Os caras me lançavam olhares que significavam claramente que eu era um aproveitador, explorador e oportunista. Acho que Estela não percebeu nada disso, e como ela bebeu bastante e dançava muito bem, se distraiu comigo e aproveitou a noite. Ficamos na boate até 2h da manhã e não lhe falei do meu desconforto.

Quando chegamos em casa, Estela estava de pileque, mas bastante acesa para o sexo. Literalmente esgotado, limitei-me a beijá-la, chupar-lhe os seios e acariciá-la entre as pernas, contra a porta fechada, mas logo a levei para um banho rápido, onde ela sentiu o cansaço invadi-la também. Fomos para a cama nus e ela adormeceu com a mão no meu pau.

O domingo era de pura luz e sol quando acordei, por volta de 11h da manhã. Saí da cama deixando Estela adormecida, de bruços, a fenda bem visível entre as coxas displicentemente entreabertas e o cu demarcado pelo seu sombreado característico entre os gomos da bunda bonita. Diante do vaso, contemplei longamente o meu sexo que de um dia para o outro me tornara precoce, e pensei nos amigos da piscina, que eu deixara na poeira porque o acaso me levara a prestar atenção a uma mulher mais velha e experiente. Enquanto um farto jorro se torcia e retorcia para tingir a água do vaso, eu olhava para o tronco claro de cabeça rubra, avaliando sua forma e dimensões. Se aquele longo cogumelo de dezessete por cinco agradava uma mulher bonita e experiente, então eu não teria problema para conquistar nenhuma outra. Eu estava satisfeito e orgulhoso desse poder recém-descoberto.

De boca fresca e rosto lavado, saí do banheiro e fui perambular pela ampla sala na casa em silêncio. Abri uma porta do terraço e fui olhar a vista da lagoa. Já havia muita gente jogando, caminhando, correndo, andando de bicicleta, etc. Vendo todo aquele movimento, comecei a pensar. E se a minha vida fosse aquela? E se eu vivesse com a Estela naquele apartamento, trepando, comendo e passeando? Ela era tão rica e estabelecida na vida, e eu ainda tinha tudo por fazer. Pela primeira vez, senti a angústia do risco de viver. Alguns trabalham a vida toda para pagar as contas; outros, como a Estela, nem olham os preços. Será o acaso que decide a que grupo cada um vai pertencer? Será que o esforço vale a pena ou é melhor aferrar-se à menor oportunidade de saltar algumas etapas, ainda que seja vendendo o próprio corpo? Eu não me sentia propriamente "vendendo" meu corpo, mas já era capaz de perceber que uma relação com uma mulher como a Estela não tinha nada de natural e que fazer durar essa relação seria forçar a barra. Além disso, eu gostava do meu grupo de amigos, dos colegas de cursinho, das meninas um pouco mais novas que eu; queria viver o sonho de ingressar numa "federal" e estudar algo de interessante que me permitisse ser senhor do meu destino e ter uma vida intensa. Dei uma boa olhada em todo o panorama espetacular que se descortinava do terraço, respirei profundamente e voltei para dentro com a decisão tomada de que tudo não passaria de um fim de semana excepcional que me ajudaria a amadurecer.
– André! Era Estela, me chamando com voz lânguida.
– Bom dia! respondi, parando na porta do quarto.
– Dormiu bem, meu lindo?
– Apaguei, e você?
– Eu também. Foi ótimo, ontem, não foi?
– Adorei.
– Pena que já seja domingo!
– E tarde! É quase meio-dia.
– Você tem aula amanhã?
– Hum-hum. Tenho que dormir em casa.
– Vai ser horrível. Estou sofrendo por antecipação.
– Ah, deixa disso! Vamos tomar café? O dia está lindo! exclamei indo abrir a cortina.
– Ai, vem cá para eu morder essa bundinha! pediu ela, me vendo de costas.

Fui me jogar de bruços na cama e ela se atracou com a minha bunda, beijando, mordendo e dando tapinhas.
– As meninas devem enlouquecer com essa bundinha de bebê tão sexy, fala a verdade!
– Até que não, respondi, evasivo para ocultar a inexperiência.
– Pois eu adoro! disparou ela, colando o rosto na minha bunda e fazendo-a de travesseiro.
– Você não sente falta de viver com um homem? perguntei.
– Às vezes; para ter mais sexo. Mas minhas conquistas me excitam mais e causam menos problemas.
– Casamento é chato?
– Não é chato, mas vira rotina, e o fato de conhecer o outro do avesso tira o erotismo da relação porque a gente vai se invadindo mutuamente em vez de continuar olhando de fora.
– Você quer dizer que um tenta modificar o outro?
– É. Eu, por exemplo, no final do meu casamento, que durou quinze anos, já não aguentava mais o jeito do pai do Luis Alberto, queria por força que ele mudasse, mas hoje sei que aquela era a natureza dele.
– Então, no casamento, a gente acaba querendo moldar o outro ao nosso jeito, e como isso é impossível, ou a gente se separa ou se conforma?
– Isso mesmo, menino inteligente! E eu não me conformei.
– Então você não é infeliz por ser separada e não quer mais morar com um homem.
– É, acho que não. Mas quero deitar e rolar com homenzinhos como você, seu gostosinho! fez ela, deitando-se nas minhas costas e vindo me beijar o rosto por trás.
– É mais fácil, eu sei, mas eu não te dou o mesmo prazer que um homem feito, aposto.
– É diferente. Com você, é "leve", digamos assim.
– Sem compromisso, pura diversão.
– Exatamente, e é disso que estou precisando.

Ela estava achando engraçado ficar por cima de mim sem ter nada para encaixar. Quanto a mim, estava meio sem jeito, ocupando o lugar que era o seu. Então me virei e num instante estava novamente dentro dela, que me cavalgou até extrair meu primeiro orgasmo do dia.
– Foi tudo dentro, dessa vez.
– Não faz mal. Já sei que posso confiar em você.
– E se a gente tiver um filho?
– Isso é impossível. Mas sem perguntas, OK?
– Tudo bem.

A sensação de estar nu com uma mulher num espaço só nosso era nova para mim, e deliciosa. Nós nos olhávamos muito. Estela me enchia de elogios a cada parte do meu corpo, dos dedos dos pés ao cabelo em rebuliço. Eu era mais calado e observava sobretudo seus seios, o traço sombrio entre as coxas e a bunda que o corpo ainda fino e a cintura desenhada destacavam. Eu sentia meu pau em constante semi-ereção, e de fato, ele jamais amolecia completamente, ficando arqueado como uma tromba e inchado. Isso fascinava Estela, que repetia sem parar o quanto aquilo distinguia o jovem do homem maduro. A excitação da mulher logo deixa de ser aparente; o homem, ao contrário, não consegue deixar de sinalizá-la.

O fato de ser o objeto da minha excitação animava Estela e a motivava a inventar mil brincadeiras eróticas. Ainda no domingo, na hora do café da manhã, ela me enxotou da cozinha para poder se concentrar. Quinze minutos depois, ela me chamou. Ao entrar, vi a mesa posta com dois bowls, cereais e leite, mas Estela estava sentada na pia.
– Se você quiser fruta, vai ter que vir aqui, disse ela, misteriosa.
– Aí com você? Não estou vendo nada, respondi, já me aproximando.

Quando cheguei diante dela, Estela pôs as mãos para trás e meu olhar foi diretamente entre suas coxas. Da buceta ultrapassava unicamente o que logo descobri ser o talo de uma banana.
– Estava muito gelada, disse ela, lânguida, movendo as pernas.
– Quer que eu tire? perguntei, sentindo e vendo meu pau endurecer.
– Mm-hm, disse ela, passando a língua nos lábios.

Comecei lentamente a puxar. A banana parecia grande e estava toda dentro dela! Eu jamais vivera um joguinho erótico assim. Ela foi saíndo molhada, forçando a abertura da buceta e contrastando com ela na cor e na textura enquanto Estela respirava forte.
– Não tira toda ainda... Brinca um pouco com ela, vai... gemeu ela, levando dois dedos ao clitóris.

Usei a banana como dildo vendo Estela se masturbar a centímetros do meu rosto. A fruta tinha certamente vinte centímetros e penetrava facilmente até o talo. O clima e a masturbação levaram Estela a um orgasmo e quando tirei a banana, o líquido desceu farto pela fenda entreaberta. Estela desceu bamba da pia e foi sentar-se. Não tive nojo de descascar a banana e misturá-la aos nossos cereais. Comemos passando o pé no sexo um do outro. Depois havia café, pães, Nutella e queijo, um super café da manhã.

Era tarde para ir à praia e Estela queria deslocar um móvel pesado de um canto a outro da sala. Como ele estava cheio de álbuns, nós o esvaziamos parando para ver fotografias dela quando jovem. Sua beleza na adolescência não me surpreendeu; Estela foi uma menina linda de corpo maravilhoso. Não pude deixar de fazer elogios a cada foto sua de biquíni, short ou minissaia. Numa delas, em que ela aparece abraçando um namorado, o biquíni era tão ínfimo que se limitava a uma espécie de tapa-sexo com uma tira finíssima na cintura.
– Esses dias eram incríveis! disse ela, meneando a cabeça.
– O que aconteceu?
– Nós éramos uns dez no sítio desse meu namorado e, só para te dar uma idéia, eu era a mais comportada!
– Com um biquíni desses?
– Se os nossos pais soubessem que levávamos biquínis assim para ficar com os meninos, nos deserdavam!
– Ah, porque vocês só usavam esses biquínis em "ocasiões especiais", é isso?
– Só quando a gente ia para a casa da praia ou o sítio de alguém do grupo, nunca na praia ou em público.
– Bom, isso ou pelado, tanto fazia! comentei.
– Aí é que está! Os meninos ficavam ainda mais acesos nos vendo assim, porque o biquíni ainda é um limite, enquanto que com todo mundo nu, vale tudo a qualquer momento.
– Entendi, entendi, haha! Mas depois rolava de tudo, imagino.
– Na época desta foto, eu era bem fiel a esse namoradinho que eu amava loucamente, mas em outras temporadas, eu aprontava como todo mundo.
– Conta alguma coisa do que vocês faziam, vai.
– Ah, por exemplo, a gente fazia rodinha para ver um casal transando, como em show de sexo explícito, ou então uma das meninas chupava todos os garotos.
– E você? Fala de você.
– Ah, eu adorava fazer a três, com dois amigos que não me dessem sossego.
– Você me disse que já ficou com menina também.
– Pois é exatamente esse grupo. A Isabel era a que me dava mais tesão. Era uma moreninha linda de cabelo comprido. Eu e esse namorado que você está vendo na foto ficamos várias vezes com a Isabel. Olha, aqui tem uma foto dela.
– Um tesãozinho! E ele "dava conta" das duas? perguntei, atrevido.
– O Stefan? E como! Quando ele ligava ninguém desligava mais!
– Uau! Eu queria voltar no tempo para aparecer lá!
– Por quê? Hoje vocês são ainda mais soltos, e tão bem informados!
– É, eu sei, todo mundo começa muito cedo, mas quando a gente chega aos dezoito e vê que as meninas da mesma idade já fizeram tanta coisa, rola tipo uma timidez porque a gente se cobra desempenho.
– Ah é? Esse é o novo problema?
– Bom, agora que eu estou com você, vou tirar de letra, mas até ontem, se eu quisesse ficar com uma menina muito bonita e gostosa, eu já sabia que ela ia ser super exigente.
– Você chegou a ser rejeitado?
– Quantas vezes! Elas querem pauzão e caras que sabem fazer tudo.
– Bom, dotadinho, você é. Só não é muito de fazer sexo oral, e isso é importante.
– É verdade, não curto tanto. Aliás, nem sou tão fanático assim de ser chupado, sabia? A cabeça do meu pau é sensível. Eu curto, não reclamo, mas gosto mesmo é de trepar.
– Cabeça sensível mesmo tendo sido operado. Você é uma raridade! Mas está anotado; sabendo disso, vou ser mais carinhosa!
– Haha!

O domingo ia avançando nesse astral gostoso de ocupação e papo misturados com sexo. Mudamos o tal móvel de lugar, repusemos as fotos e objetos dentro dele, mas sempre que o tesão subia, nós dávamos uma paradinha para trepar, não só na cama, mas por todo o apartamento, até no terraço. Eu estava enfeitiçado pelo jeito simpatico e sensual da Estela, e ela pelo meu corpo incansável, pelo meu pau sempre apontado para o teto e pelo meu rosto tardiamente imberbe que ela dizia ser de anjinho barroco mesmo que eu não fosse gordo nem louro. Por volta das 6h30, meu telefone tocou e tive que atender: era o meu pai.
– Onde é que você está?
– Com uns amigos, na casa do Serginho, pai.
– Quero você em casa às dez, ouviu bem? Você tem aula amanhã cedo e cursinho não é brincadeira para quem quer ir para uma federal, disse ele cinicamente.
– Pode deixar, pai.
– Estou ligando bem antes para evitar surpresas. Agora cabe a você evitar a guerra.
– Tá legal, pai, relaxa!
– Bom, está avisado. Tchau.
– Tchau, pai.

Esse foi o teor do telefonema. Meu pai era sisudo, estava meio farto da minha vida boêmia e não acreditava que o meu sonho de estudar numa universidade federal se concretizasse um dia, portanto eu era para ele potencialmente um "prejuízo". Me vendo desanimado, Estela se aproximou acariciando-me o pau e me cobrindo de beijinhos no rosto.
– Não quero te ver assim, meu lindo. Pai e mãe é sempre a mesma coisa; são cheios de expectativas em relação aos filhos e tensos por causa disso. A verdade é que os pais têm todos um pouco daquele desejo secreto de se realizar através dos filhos. Eu ainda sou assim, mesmo com o filho encaminhado e estudando fora. Ainda tenho medo que ele me apareça aqui um dia dizendo que parou tudo e que quer voltar ao conforto da casa da mamãe no Rio.
– É, mas por causa disso, a gente só tem mais três horas para ficar juntos, resmunguei.
– Qual é o problema? Você não quer mais ser meu namorado? Não vamos nos ver um pouquinho todo dia? Pensa bem, você pode vir para cá estudar, passar o fim do dia! Pode até trazer roupas e material de estudo para deixar aqui.
– Você está mesmo a fim disso, Estela?
– Eu já te disse que o Luis Alberto só vem em julho. Temos quase três meses. E se tudo estiver ótimo, você some com as suas coisas enquanto ele estiver no Brasil, mas depois volta.
– Não sei se isso dá certo.
– Ah, por favor! Nosso fim de semana foi tão gostoso! Por que interromper?

Ela disse isso me empurrando para o sofá e vindo chupar-me intensamente o pau. Gemendo muito, acariciei seu cabelo e suas costas, olhando em volta, completamente indeciso. Naquele momento, depois do telefonema do meu pai, eu estava integralmente disposto a ficar o mínimo de tempo possível em casa. Hoje em dia, repensando no que me fez tomar a decisão de ficar com a Estela, chego à conclusão de que o fator decisivo foi, sim, toda aquela tensão da expectativa sobre o meu futuro que havia na voz do meu pai ao telefone. Eu não queria mais aquilo, estava farto de ter que corresponder aos projetos da família.
– Eu topo ser teu namorado, Estela! declarei, olhando para baixo.
– Hmm...

Estela estava em outro nível de consciência, entretida com meu pau completamente ereto. Pela sua respiração ofegante, pude notar que ela estava mais excitada do que eu imaginara. Ela me chupava intensamente, movendo o corpo com volúpia. De quatro no sofá, seus movimentos me davam a impressão de que ela estava sendo possuída por algum ser invisível. Sentindo o astral voltar a ferver, fui lentamente me levantando com a intenção de penetrá-la ali mesmo, no sofá, e ela não precisou falar para por-se de joelhos nele com a bunda voltada para fora. Ela estava se masturbando, enfiando profundamente os dedos na buceta e não parecia ter a intenção de parar. Encostei meu pau em sua mão, mas ela não se deteve para que eu entrasse. Em vez disso, ela olhou para trás e me lançou um olhar que até hoje não sei dizer como fui capaz de interpretar da maneira correta. Pus ambas as mãos em sua bunda e separei os gomos até ver o cu entre eles. Estela me olhou de novo, desta vez com ar de menina vulnerável.
– Mete, disse ela, num gemido.

Quando encostei a cabeça do pau no cu fechado, ela cravou as unhas de uma mão na almofada do encosto do sofá e os dedos da outra na buceta. Julguei que não ia ser fácil, mas ela parecia doida por isso. Para surpresa minha, assim que comecei a pressionar, o buraco começou a acolher meu pau, como se o mordesse para engoli-lo.
– Fode, meu lindo. Fode gostoso. Mete todinho, disse Estela, se contorcendo, mas gemendo de prazer.
– Eu não sabia que você gostava no cuzinho.
– Eu custo a me soltar para fazer, mas eu fui ficando com tanto tesão agora há pouco... Ai, assim, mete tudo.

Vi meu pau deslizando entre os gomos da bunda bonita da Estela, pressionado pelo anel do cu em torno dele. Ela se masturbou com tanta força que logo começou a gozar, de rosto colado na almofada e me puxando pela coxa para socar com força.
– Você está me fazendo gozar sem parar, disse ela, choramingando entre os gemidos e completamente empinada para receber as minhas estocadas.
– Meu pau está tão gostoso assim? perguntei, prosa como só um adolescnte pode ficar.
– Ai, está me deixando doida, meu lindo. Goza muito e tudo dentro, está bem? pediu ela, sempre gemendo e oferecendo-se mais e mais.

Embalado num movimento ritmado e intenso, não demorei a ser advertido pelo meu corpo de que o orgasmo estava a caminho. Quando comecei a gozar, ejaculando fartamente, Estela teve um novo orgasmo pela masturbação e seus espasmos a deixaram completamente fora de si. Fazendo força com o braço apoiado no sofá, ela literalmente se projetava contra mim fazendo-me penetrá-la fundo. O cu havia cedido e adaptara-se perfeitamente ao diâmetro do meu pau. Isso aliado à lubrificação faziam com que eu nem o sentisse mais; eu apenas mantinha um vaivém ultra-rápido e aguardava a reação final de Estela. Eu gozara vezes sem conta naqueles dois dias, minha resistência ao orgasmo estava no auge. Estela por fim levou os dois braços ao sofá e repousou a cabeça neles, deixando-me encarregado do movimento e limitando-se a gemer continuamente, modulando a voz ao sabor dos pequenos trancos que o meu corpo dava no seu. Tudo se passava como se uma vez aberta essa nova porta, seu prazer desse um salto e mudasse de natureza. A excitação quase histérica do início dava lugar a um estado orgásmico constante, mas suave, como um torpor, um transe. Hoje sei que eu poderia ter permanecido assim durante muito tempo, mas naquela primeira vez, depois de longos minutos, acabei me concentrando para fazer vir o orgasmo e terminei ejaculando dentro de Estela o resto que me sobrava. O mais interessante é que como esse estágio do prazer que até então eu desconhecia era meio "tântrico", estávamos ambos relaxados quando saí dela. Nos deitamos juntos no sofá e caímos no sono.

(...)

– André, você vai perder a hora! disse Estela, me sacudindo.
– Hã? Que foi?
– Levanta e te veste que eu vou te levar. São nove e meia da noite. Nós dormimos por quase duas horas!
– Caramba! vou voando para o banho, então.

Foi a conta certa. Estela me deixou na minha rua às 10h da noite em ponto. Em casa, reencontrando o olhar amoroso da minha mãe e o cenho franzido do meu pai, tive a certeza de que a decisão que eu tomara era a mais acertada. Minha relação com Estela foi perfeita até a segunda semana de julho, quando o filho dela veio passar um férias no Brasil. Mas em vez de duas semanas, ele acabou ficando praticamente dois meses, voltando quase em setembro para o reinício das aulas na Alemanha. Estela voltou a ser mãe, ficou chata, não era mais a mesma ao telefone, sentia-se culpada e me evitava. Resultado: quando o filho foi embora, não voltei mais lá. Meses depois, eu a vi no BMW conversível com alguém da minha idade ao seu lado, provavelmente outra conquista. Lamentei um pouco na hora, mas hoje só tenho do que me alegrar por aqueles quase três meses em que fui seu namorado. Eles me valeram uma experiência infinitamente superior à de todos os meus amigos e me propiciaram encontros com mulheres adoráveis. Estela me deu sorte e estará para sempre no céu da minha vida.


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